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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Exposição ‘Altares de Muertos’ e espetáculo noturno no Palácio de Monserrate

1 a 30 Novembro


 

- Embaixada do México expõe tradição dos altares aos mortos

 

- 10 Nov., Noite em Monserrate: jantar e peça de teatro

 

- Celebração permite manter viva a memória dos mortos

 

 

 

 

 

Sintra 25 de Outubro de 2012 – A Parques de Sintra, em parceria com a Embaixada do México, terá patente, no Palácio de Monserrate, em Sintra, entre os dias 1 e 30 de Novembro, a exposição ‘Altares de Muertos’. A mostra, baseada na conhecida tradição mexicana de celebração dos mortos (Património Imaterial da Humanidade), conta com um Altar criado pela Embaixada do México dedicado à memória do escritor mexicano Juan Rulfo, que soube expressar a singularidade da cultura mexicana em relação aos entes queridos e à morte; e com seis altares erguidos pelo público com um caráter mais intimista, de forma a demonstrar como esta tradição continua viva nas casas mexicanas.

 

 

 

Associado à temática da exposição, terá lugar, dia 10 de Novembro à noite, um jantar buffet com petiscos mexicanos, seguido da apresentação de uma peça de teatro sobre o tema da celebração e reencontro com os mortos.

 

 

 

Esta comemoração mexicana de raízes Pré-hispânicas, declarada Património da Humanidade pela UNESCO em 2003, soube adaptar-se à religião Católica trazida pelos espanhóis através do sincretismo e sobreviveu durante séculos e até à actualidade como uma tradição viva.

 

A celebração do Dia de Muertos é uma das festas populares mais importantes do México, para recordar os “fiéis defuntos”, e que se manteve viva até aos dias de hoje. A tradição baseia-se na crença de que, nesta época do ano, as “almas” dos mortos podem “visitar” os seus parentes; as luzes das lamparinas simbolizam os “faróis” que guiam cada alma até ao seu respetivo altar, para que ao chegar a este possam “consumir” o que se lhes preparou.

 

 

 

Segundo Maria Antónia Sanchez de Escamilla, Vencedora do Concurso de Oferendas para o Dia de Mortos de 1989, em Puebla, “como outros povos em outras terras, custa-nos deixar os nossos mortos. Conservamos a sua memória e a esperança de um dia nos reunirmos. Esta é a natureza humana. No México, porém, somos afortunados: o nosso passado pré-hispânico e as nossas crenças católicas permitem-nos manter as relações com os mortos. Nós sabemos que regressam todos os anos […]”

 

 

 

A 10 de Novembro o Palácio de Monserrate estará aberto à noite para receber quem pretender jantar e assistir à peça de teatro sobre este tema. Pelas 20h00 será servido um jantar buffet, na Sala das Colunas; e às 21h30 terá lugar a apresentação da peça ‘Caveiras de Açúcar’, pelo grupo ‘La Catrina’. Esta peça conta a história de Clarita, uma mulher que procura o sítio ideal para reencontrar o seu falecido marido. Clarita reconheceu em Monserrate o local perfeito para o fazer, transportando a plateia numa viagem em que conta os costumes do seu país, bem como a sua intrigante história de amor.

 

 

 

èExposição “Altares de Muertos”

 

1 – 30 Novembro

 

Todos os dias das 10h às 17h

 

Acesso gratuito mediante aquisição de bilhete para o Parque de Monserrate

 

 

 

èJantar buffet e peça de Teatro ‘Caveiras de Açúcar’

 

10 de Novembro

 

20h00 – Jantar - Sala das Colunas

 

21h30 – Teatro - Sala da Música (duração aprox. 35 min. / classificação: M/3)

 

Preço: 18 Euros

 

 

 

Os “La Catrina”: formado pelos actores Elmer Mendoza, Luísa Gil, Rui Meira, Jaqueline Mercado e Karina Mota, o grupo La Catrina nasceu em Agosto de 2009, juntando jovens de origens ibero-americanas cujo gosto comum era a partilha de experiências e conhecimentos artísticos. Desde o início, o objetivo principal deste grupo tem sido fundir diferentes artes performativas (Dança, Música, Teatro…) suportados por um discurso cénico e lúdico, onde atores, bailarinos e músicos interagem, representam e decifram a história e os códigos artísticos de diferentes culturas, com predomínio para a cultura mexicana. É com este mote que o grupo continua a promover a aproximação das culturas latino-americanas à comunidade portuguesa, como forma de manter o vínculo às raízes e de valorizar as identidades culturais, levando a cabo um conjunto de atividades que promovem a construção partilhada de saberes, de experiências e de memórias, reforçando os laços afetivos e o conhecimento que se tem do México em Portugal.