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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

No Teatro da Politécnica

 POR TUDO E POR NADA de Nathalie Sarraute e a exposição do SÉRGIO POMBO. 

POR TUDO E POR NADA de Nathalie Sarraute

Tradução
Jorge Silva Melo e Pedro Tamen Com João Meireles, Pedro Carraca, Andreia Bento e António Filipe Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves com uma gravura de Jorge Martins Fotografias Jorge Gonçalves Luz Pedro Domingos Encenação Jorge Silva Melo M12

No Teatro da Politécnica até 27 de Abril
3ª e 4ª às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | sáb às 16h00 e às 21h00
Reservas | 961960281 | 213916750 (dias úteis 10h às 18h)
As reservas devem ser levantadas até 1 hora antes do início do espectáculo

H1 Ouve lá... Queria fazer-te uma pergunta... Foi um bocado por isso que vim... Eu queria saber... Que é que aconteceu? Que é que tu tens contra mim?
H2 Eu? Nada... Porquê?
H1 “A vida está ali... simples e tranquila”... “A vida está ali simples e tranquila”. É Verlaine, não é?
H2 É. É Verlaine. Mas porquê?
H1 Verlaine. Isso mesmo.

Nathalie Sarraute, Por Tudo e Por Nada

Sarraute é uma romancista única, impenetrável. O seu teatro, insinuante e irónico, prolonga o gesto romanesco e amplia-o. Uma das escritas mais pertinentes do século XX, vinda da Rússia que já sabemos ter sido de Tcheckhov. Mas a pequena música de Sarraute é uma música fúnebre: alguém está a morrer.

Jorge Silva Melo



SÉRGIO POMBO O CORPO E A LINHA

No Teatro da Politécnica até 27 de Abril
3ªf a 6ªf das 17h00 até ao final do espectáculo | Sáb. das 15h00 até ao final do espectáculo

a medida de todas as coisas

no lugar e no tempo em que nos encontramos, perdemos há muito a medida universal que nos permitia perceber o sentido e a direcção de todas as coisas.
por isso, cada um é obrigado a percorrer de novo, e sozinho, os caminhos que conduziram às sínteses formadoras da cultura ocidental; obrigado a enfrentar, sozinho, a desagregação de todos os discursos.
sérgio pombo procura no corpo, como os gregos (por vezes mesmo evocando o corpo de ulisses e a sua viagem iniciática), elementos que lhe permitam reerguer os templos da feliz coincidência entre a natureza e os homens, entre os homens e os deuses.
em quase toda a sua pintura há vertigem e angústia perante as forças de desarticulação que se impõem à sua maneira de fazer, ao seu projecto de trabalho.
nestas esculturas, pelo contrário, há serenidade e gratidão: são guardiãs de uma vida diversa, modelos de um mundo em formação, onde o sagrado encontra um novo corpo – novo kouros oferecido à nossa vontade de cor e de felicidade.

lisboa, 28 fev 2013
joão pinharanda