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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Ciclo “Histórias de Jazz em Portugal” inicia-se em Guimarães com Mário Laginha

 

António Curvelo e Manuel Jorge Veloso são os autores deste ciclo coproduzido pelo Hot Clube de Portugal (Lisboa) e do Centro Cultural Vila Flor (Guimarães), com arranque marcado para as 21h30 dos dias 08 e 09 de janeiro na cidade berço. A cena contemporânea do jazz em Portugal vive uma oportunidade única – a irrupção de um número crescente de músicos portadores de uma elevada qualidade jazzística, um cruzamento de gerações e uma enriquecedora coabitação de estéticas musicais. Oportunidade que o ciclo “Histórias de Jazz em Portugal” pretende sublinhar de modo incisivo, procurando fazer justiça a este momento singular que, um pouco por todo o país, bem para lá das fronteiras do eixo Lisboa/Porto, muitos de nós vivemos dia a dia. Ou, porque de jazz se trata, noite a noite. 

 

Na primeira das 16 sessões que integram o ciclo (no dia 8 de janeiro), o pianista Mário Laginha conversa com os autores sobre a sua carreira artística profissional e a cena atual do jazz em Portugal, com audição de música gravada. Segue-se um concerto com um combo da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo - ESMAE, com peças originais de Mário Laginha, podendo a noite prolongar-se em jam session. Na segunda parte da 1ª sessão do Ciclo “Histórias de Jazz em Portugal” (no dia 9 de janeiro), os músicos Luís Figueiredo, José Nogueira e Luís Cunha falam das suas carreiras e das perspetivas atuais e futuras do jazz português, tendo como ponto de partida a importância da obra de Mário Laginha (com audição de peças gravadas). Segue-se um “concerto-mistério” de Mário Laginha, a quem os autores do ciclo deram carta-branca para a livre escolha dos seus companheiros.

 

Este ciclo visa refletir o singular estado da cena contemporânea do jazz português, sublinhando a pluralidade da sua dimensão e riqueza e contando com a participação de 11 escolas de jazz e 64 músicos, distribuídos por uma série de 16 sessões organizadas em torno de igual número de músicos-pivot, cujas carreiras lhes conferem, a vários títulos, um papel de protagonistas nas últimas quatro décadas da evolução do jazz em Portugal.

 

Não pretendendo ser uma interpretação da “História do Jazz” em Portugal, o ciclo também não visa consagrar uma qualquer lista subjetiva dos “melhores músicos” de jazz portugueses. Escolhidos os 64 participantes de acordo com critérios gerais previamente definidos — cruzamento de gerações e orientações estéticas; descentralização regional; multiplicidade de funcionalidades e experiências musicais (líderes/sideman, autores/intérpretes, docentes/discentes, etc.) —, os 16 músicos-pivot valem, apenas e tão só, como símbolos representativos, na sua diversidade, do passado, presente e futuro do jazz português, corporizando uma visão multidisciplinar capaz de testemunhar o pluralismo da identidade coletiva do jazz profissional que hoje se faz em Portugal, ultrapassando ou atenuando barreiras estéticas e tecendo uma teia de relações equilibradas no seio da comunidade jazzística.

 

Daí que os 16 nomes – André Fernandes, André Sousa Machado, Bernardo Moreira, Carlos Azevedo, Carlos Barretto, Carlos Bica, Gonçalo Moreira, João Paulo Esteves da Silva, Jorge Reis, José Pedro Coelho, Maria João, Mário Barreiros, Mário Laginha, Nelson Cascais, Pedro Moreira e Zé Edu- ardo – retratem, lado a lado e à revelia de estatutos hierárquicos sem sentido, personalidades reconhecidas nacional e internacionalmente, músicos em recente e contínua afirmação e, também, jovens promessas que indiciam já, na opinião dos autores deste ciclo, uma progressiva evolução merecedora de especial atenção.

 

Em consonância com a já referida descentralização geográfica, parcialmente responsável pela qualidade atual da cena do jazz, o ciclo “Histórias de Jazz em Portugal” traduziu idêntica preocupação convidando para sedes da sua realização duas entidades: o Hot Clube de Portugal, a natural casa-mãe de uma iniciativa desta natureza, e o Centro Cultural Vila Flor, como exemplo da citada descentralização, complementada por um continuado e importante trabalho de formação, centrado no Guimarães Jazz, um dos quatro festivais nacionais que já celebrou os 20 anos de vida.

 

Constituído por 16 sessões, equitativamente distribuídas pela sede do Hot Clube de Portugal e pelo Centro Cultural Vila Flor, o ciclo Histórias de Jazz em Portugal tem periodicidade mensal, cobrindo um período de 15 meses, de janeiro de 2014 a maio de 2015, com uma breve interrupção na época alta de Verão (julho e agosto de 2014). Cada uma das 16 sessões, de caráter público, decorre em duas noites sucessivas e com um programa duplo, constituído por quatro módulos distintos (dois por noite).

 

A noite inaugural do ciclo (08 de janeiro) decorrerá no Café Concerto do CCVF e a entrada será livre. A noite de 09 de janeiro reparte-se entre o Café Concerto e o Pequeno Auditório do CCVF e os bilhetes para este segundo dia têm o custo de 5 euros, podendo ser adquiridos na bilheteira do Centro Cultural Vila Flor e da Plataforma das Artes e da Criatividade, Lojas Fnac, El Corte Inglés, Worten e Sport Zone, entidades aderentes da Bilheteira Online, e via online em www.ccvf.pt, www.facebook.com/GUICUL e oficina.bilheteiraonline.pt.