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Cultura de Borla

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Curso no Museu do Oriente :: “O corpo na China moderna e contemporânea”

Curso no Museu do Oriente

 

“O corpo na China moderna e contemporânea”

 

A complexidade de significados associados à conceção chinesa de corpo e à sua importância na China moderna e contemporânea dá o mote a um curso que o Museu do Oriente organiza, aos sábados, de 20 de setembro a 18 de outubro, entre as 10h00 e as 13h00.

 

Ao longo de cinco semanas, as “Conceções e Dimensões do Corpo na Cultura Chinesa”, “Rituais e Ornamentos”, “O Corpo no Espaço, o Corpo como Lugar”, “Feminilidade, Masculinidade, Androgenia” e “Biopolítica e Transgressão” são os temas a abordar por Beatriz Hernández e Tânia Ganito.

 

O curso propõe-se a olhar para o corpo, não apenas como um lugar onde se vivem e inscrevem experiências mas, igualmente, como uma metáfora para a condição de “entre lugar” que caracteriza a China dos tempos passado e presente. Serão também analisados alguns dos principais momentos e ornamentos associados à purificação, à vida e à morte do corpo, certos rituais que têm como principal função restabelecer ou reforçar um sentido de comunidade ou uma cosmologia, bem como o papel central do género enquanto princípio estruturante da vida social chinesa e a presença de construções culturais do corpo inspiradas nos ideais de androgenia celebrados na China clássica.

 

Por último, evocar-se-ão questões relacionadas quer com a regulação, o controlo, a disciplina e a vigilância exercidos sobre o corpo (individual e coletivo), quer com estratégias que têm vindo a emergir no sentido da transgressão à norma por meio de expressões de resistência (ora ténues, ora arrojadas) perante determinados mecanismos de produção de uma corporalidade dócil.

 

Beatriz Hernández é licenciada em Jornalismo pela Universidade de San Pablo CEU (Madrid). Em 2010, obteve o Mestrado em Estudos Asiáticos na Universidade Católica Portuguesa de Lisboa. A sua dissertação, intitulada “Mao, China e os ‘Outros’”, aborda a representação dos ocidentais em cartazes de propaganda durante o Maoísmo. Na atualidade, está a trabalhar na sua tese de Doutoramento em Estudos de Cultura, cujo objeto de pesquisa são os calendários de publicidade distribuídos na Xangai das décadas de 1920/ 1930.

 

Tânia Ganito é assistente no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, da Universidade de Lisboa, doutoranda em Estudos de Cultura na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa e investigadora júnior do Centro de Estudos de Comunicação e Cultura (UCP). A sua dissertação explora questões de silêncio, memória e identidade na arte chinesa contemporânea. É autora de vários textos sobre questões de identidade e memória na China contemporânea.

 

Curso “O corpo na China moderna e contemporânea”

20 de setembro a 18 de outubro

Horário: sábados, 10h00-13h00

Participantes: Mín. 20

Preço: € 60,00

 

Museu do Oriente, Avenida Brasília | Doca de Alcântara (Norte) | 1350-362 Lisboa

Tel.: 213 585 200 | E-mail: info@foriente.pt

www.museudooriente.pt

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