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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Edições 70 lança “O Triunfo do Artista”, por Tzvetan Todorov

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Acaba de ser lançado, pela Edições 70, o primeiro livro da coleção Obras Escolhidas de Todorov: “O Triunfo do Artista”. A obra, que já se encontra à venda nas livrarias portuguesas pelo pvp de 18,90€, explora a visão do autor acerca do trabalho, da vida e do destino de vários vultos da cultura russa, entre o período da revolução de outubro de 1917 e a Segunda Guerra Mundial. O autor, que foi um dos filósofos mais influentes da atualidade, faleceu no início deste ano.

 

Neste ensaio, Todorov reflete sobre o trabalho, a vida e o destino de personagens excecionais da esfera artística russa: Mayakovsky, Pasternak, Bulgakov, Mandelstam, entre tantos outros. Sintetizando meio século de uma investigação que aprofunda uma vi­são crítica em relação à arte e aos artistas, explora as relações complexas entre líderes políticos na Rússia e aqueles que designa por «artistas criadores». De que forma os grandes talentos anunciaram a revolução? Como é que obedeceram ou escaparam ao discurso soviético oficial transformando o dogma em realismo socialista? A prática de substituir a realidade por uma narrativa fictícia criou ou matou a arte? O triunfo do artista é o trabalho da arte que ainda nu­tre a história da humanidade; é o poder da arte sobre aquele que deseja a sua morte. Mas é também o triunfo do humanismo de Todorov, cujas últimas palavras evocam o retorno do nosso tempo a uma ideologia perigosa, mas mantêm a fé na liberdade do espírito humano.

 

 

Sobre o autor:

 

Tzvetan Todorov (1939-2017) nasceu na Bulgária, onde viveu até aos 24 anos. Pensador, linguista e teórico da literatura, foi viver para França em 1963, altura em que começou a beneficiar de uma liberdade de pensamento e de expressão impossíveis de alcançar na sua terra natal. Depois de terminar os estudos, frequentou os cursos de Filosofia da Linguagem ministrados por Roland Barthes, um dos maiores teóricos do Estruturalismo, de quem Edições 70 publicou grande parte da obra. Foi professor na École Pratique des Hautes Études, na Universidade de Yale e ainda diretor do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS) em Paris. Publicou um número considerável de livros que estão hoje traduzidos em cerca de três dezenas de línguas. Dele Edições 70 publicou os dois volumes da sua "Teoria da Literatura", bem como "Simbolismo e Interpretação", "Teorias do Símbolo", "Poética da Prosa" e "Os Géneros do Discurso". Por força de circunstâncias pessoais e políticas, Todorov quis alargar o seu campo de trabalho para um domínio mais histórico, refletindo sobre matérias morais, históricas e sociais que são também, tantas vezes, a matéria-prima da literatura. Mais perto do final da sua vida, considerou-se acima de tudo um historiador e um ensaísta que preferiu pôr o passado em diálogo permanente com o presente.