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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

EGEAC apresenta Abril em Lisboa

 

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19 a 25 de abril

 

No mês da revolução dos cravos, a EGEAC, empresa municipal de cultura de Lisboa, apresenta uma programação que lembra os valores e as conquistas de abril, evocando a América latina no ano em que Lisboa é Capital Ibero-americana da Cultura.

 

E é nesta cidade aberta ao mundo, que o programa Abril em Lisboa dá a conhecer pela primeira vez em Portugal a exposição “Operação Condor”, um tributo do fotógrafo João Pina à memória das vítimas da aliança político-militar das ditaduras da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai.

 

A inauguração desta exposição, com curadoria de Diógenes Moura, terá lugar no Torreão Poente da Praça do Comércio, no dia 20, às 18h. A mostra, especialmente produzida para esta ocasião, reúne cerca de uma centena de imagens de sobreviventes, familiares de vítimas e lugares de reclusão e tortura, captadas pelo fotógrafo português entre 2005 e 2014. Um trabalho que culminou com o livro “Condor”, cuja reedição, em parceria com a Tinta-da-china, será lançada nesta mesma ocasião.

 

Na véspera do 25 de abril, também no Terreiro do Paço, a canção de intervenção é homenageada no concerto Canções para Revoluções, em que artistas como António Zambujo, Lura, Sílvia Perez Cruz e Vitorino, acompanhados pela Orquestra Metropolitana de Lisboa e o coro Lisboa Cantat, interpretam clássicos como o “Coro da Primavera”, de José Afonso, “Cálice”, de Chico Buarque, “Todo Cambia”, de Mercedes Sosa ou “Hasta Siempre”, de Carlos Puebla.

 

A programação Abril em Lisboa convida ainda a cidade para uma reflexão sobre a participação democrática e a abstenção através do Festival Política. Uma iniciativa que durante dois dias preencherá o Cinema São Jorge com debates, workshops, cinema, conversas e atividades para crianças, juntando politólogos, jornalistas, investigadores, políticos, académicos e artistas.

 

Mesmo ao lado, será aberta pela primeira vez a sala de projeção privada do edifício da Rank Filmes, onde vários filmes terão sido visionados pela Comissão de Censura aos Espetáculos do Estado Novo. Durante três dias, o filme “Censura: alguns cortes:”, de Manuel Mozos, montado a partir de cortes realizados por censores, será exibido.

 

Como não podia deixar de ser, Abril em Lisboa passa também pelo Museu do Aljube. O Museu da Resistência e Liberdade irá acolher a segunda edição dos Dias da Memória, que convida o público a partilhar objetos e testemunhos da revolução, e apresenta uma conversa, um documentário com imagens inéditas, uma exposição e uma visita guiada ao edifício onde funcionou a antiga prisão política.