Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Estreia amanhã HOLOCAUSTO de Charles Reznikoff

HOLOCAUSTO%20de%20Charles%20Reznikoff%20fotografia

 

HOLOCAUSTO de Charles Reznikoff (fragmentos) Tradução Francis Seleck e João Pedro Mamede Com Alexandra Cabrita, Ana Micael, Daniel António, Hugo Pedro, Inês Francisco Jacob, Jefferson Oliveira, João Barroso, João Pedro Mamede, João Pedro Martins, Jonas Leão, Pedro Pais, Rita Freire e Soraia dos Santos Encenação Francis Seleck Produção Cena Múltipla-Associação Cultural O mundo do Espectáculo Apoio Artistas Unidos, OS POSSESSOS, Câmara Municipal de Almada M14

 

No Teatro da Politécnica de 31 de Março a 2 de Abril

5ª e 6ª 21h00 | Sáb. 16h00 e 21h00

Reservas | 961960281 | 213916750 (dias úteis das 10h00 às 18h00)

Preço único - 6€

 

Creio que é preciso nomear, nomear e sempre nomear, e nomear de tal forma que nasça o ritmo já que a música faz parte do sentido.

Charles Reznikoff

 

 

Para escrever este poema, Charles Reznikoff utiliza os testemunhos recolhidos durante o processo dos criminosos nazis perante o Tribunal Militar de Nuremberga e as gravações do julgamento de Eichmann em Jerusalém. Reznikoff escolhe o essencial dos factos na sua brutalidade, realiza uma montagem, ritma os versos e vai directo ao coração das palavras claras e precisas. Gramática e pontuação. O poeta constrói o recitativo de um real horrível sem estetismo documentário. Nenhuma obscenidade gratuita nem reivindicação espectacular de justiça mas a clara visão do insuportável, da humanidade na sua própria desumanidade. Ver a essência do mal, a raiz, o lugar onde nasce e este lugar está no ser humano.

 

O ciclo S.O.S. volta no dia 14 de Abril com PRIMEIRA GERAÇÃO de Nuno Gonçalo Rodrigues, pelo Colégio José Álvaro Vidal, com encenação de Gonçalo Quirino.