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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Presidente da Academia Portuguesa de Cinema homenageado nos Açores

Paulo Trancoso, Presidente da Academia Portuguesa de Cinema, foi homenageado no passado sábado, dia 1 de outubro, no “Curta Açores” – VII Festival de Cinema Internacional de Curta Metragem, que decorreu no Teatro Ribeira Grande, na Ilha de São Miguel, nos Açores.

“Curta Açores” é o mais antigo Festival de Cinema dos Açores. Este ano o evento realizou-se em dois núcleos da ilha de São Miguel - Ribeira Grande e Ponta Delgada - de forma a chegar a um público mais alargado e a dar a conhecer uma maior variedade de curtas-metragens.

Durante a cerimónia foram anunciados os prémios da competição internacional e regional e ainda houve lugar para a atribuição dos Prémios Carreira ao ator Nicolau Breyner, a título póstumo, e ao Produtor e Presidente da Academia Portuguesa de Cinema, Paulo Trancoso.

Na sexta-feira, dia 30 de setembro, o Presidente da Academia esteve também na Universidade dos Açores onde participou numa masterclass, sobre cinema, com os professores universitários Leonor Sampaio, da Universidade dos Açores, e António Costa Valente, da Universidade de Aveiro.

 

 

Sobre Paulo Trancoso:

Nasceu em Lisboa, em 1945, tendo frequentado os cursos de Medicina e Arquitetura em Paris e Lisboa. Passou também pelo jornalismo, como crítico de cinema, antes de iniciar a sua carreira internacional como produtor de cinema e televisão.

Em 1982 fundou a Costa do Castelo Filmes, uma das mais dinâmicas produtoras do cinema nacional. Teve também uma passagem marcante pelos meandros da publicidade, tendo sido um dos fundadores da “Casa das Máquinas” e da “Stress”, que agitaram o mercado publicitário nos anos 90.

Na televisão esteve ligado a êxitos de audiência como “A Viúva do Enforcado” e “A Banqueira do Povo”. Investiu também na internacionalização do cinema português através de coproduções de sucesso, como “A Casa dos Espíritos” ou “Comboio Noturno Para Lisboa” de Billie August e ainda “A Rainha Margot” de Patrice Chereau, que foi nomeado para um Óscar e recebeu dois prémios em Cannes.

Para o cinema português produziu documentários como “Pare, Escute e Olhe” de Jorge Pelicano e “A Vossa Terra” de João Mário Grilo, assim como algumas longas-metragens de ficção - “A Selva” de Leonel Vieira, “Manô” de Jorge Felner da Costa ou “Duas Mulheres” de João Mário Grilo.

Na distribuição de cinema e vídeo foi responsável pela edição de grandes clássicos do cinema nacional e internacional.

Ao longo de 30 anos esteve ligado a vários movimentos associativos tendo sido Presidente da Associação de Produtores de Cinema, da Associação dos Produtores e Realizadores de Filmes Publicitários, e ainda administrador em Portugal dos programas Eve e EuroAim.

Em 2011, fundou a Academia Portuguesa de Cinema juntamente com 30 atores, produtores e realizadores, tendo sido nomeado Presidente logo no ano da fundação.