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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Casa Independente :: Programação 16 a 19 de Agosto :: Quartas no Pátio – Cinema em Agosto :: Dj Feitiçu :: ITINÉRAIRES #8::

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Quarta - 16 de Agosto

21h - Quartas no Pátio – Cinema em Agosto “Odete” de João Pedro Rodrigues (sessões de cinema) - entrada livre


Sexta - 18 de Agosto

23h - Dj Feitiçu (dj set) - entrada livre


Sábado - 19 de Agosto

23h - ITINERAIRES #8 - EXOTIC BASS : Freak Ass E (DE) x Carie (dj set) - entrada livre

***
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Quarta - 16 de Agosto

21h - Quartas no Pátio – Cinema em Agosto, “Odete” de João Pedro Rodrigues(sessões de cinema) - entrada livre

“Odete” de João Pedro Rodrigues
(2005) 97m.

João Pedro Rodrigues cineasta português, quiçá dos mais prodigiosos do nosso país, cria em "Odete" - o seu segundo filme depois da estreia na longa duração com o assombroso "Fantasma", um melodrama alucinado, realista e fantástico.
Continua com este filme a percorrer os caminhos mais obscuros do desejo.

Esta é a história de um triângulo amoroso impossível; Odete, Pedro e Rui, e a força do cinema de trazer à vida o que parecia irremediavelmente traçado.

Ana Cristina de Oliveira é Odete, funcionária de um hipermercado, personagem emocionalmente instável, deseja ter um filho e decide levar esse desejo até às últimas consequências.
Pedro morre num acidente de viação, no plano inicial do filme, numa cena arrepiante de tão bela e dramática ao mesmo tempo, depois de ter celebrado um ano de namoro com Rui.
Odete idealiza estar grávida de Pedro, seu vizinho, no dia do seu velório.
E, a partir daí, deixa-se apoderar por essa obsessão de trazer Pedro à vida, assim começa a sua metamorfose...
"O amor é mais forte que a morte"

Com o apoio da Restart - Instituto de Criatividade Artes e Novas Tecnologias

Banner por Joana da Conceição

feiticuuuuuu

Sexta - 18 de Agosto

23h - Dj Feitiçu(dj set)

Dj Feitiçu tem soltado beats e mixes do além todas as noites de sexta-feira de Agosto.
Venham purificar a alma e deixar soltar o corpo com o macumbeiro de serviço.

É bom demais.

Foto DR

Dj Carie

Sábado - 19 de Agosto

23h - ITINERAIRES #8 - EXOTIC BASS : Freak Ass E (DE) x Carie (dj set)

Dj Carie convida para a 8ª sessão de ITINERAIRES #8, o dj alemão Freak Ass E.

Exotic bass com muito afro beat, tropical e brasilian vibes, para dançar até às duas da manhã.

Foto DR

***

AGOSTO

Cartaz Agosto 2017

23 de Agosto - 21h

Quartas no Pátio – Cinema em Agosto, “Martha” de Rainer Werner Fassbinder (sessões de cinema) - entrada livre


25 de Agosto - 23h

Dj Feitiçu (dj set) - entrada livre


26 de Agosto - 23h

AnȼɇsŧɍøFᵾŧᵾɍɨsmø(dj set) - entrada livre


30 de Agosto - 21h

Quartas no Pátio – Cinema em Agosto, “Medea” de Pier Paolo Pasolini (sessões de cinema) - entrada livre


SETEMBRO e OUTUBRO


02 de Setembro - 23h

Star Rover & Jesse Harris & Ricardo Dias Gomes(concerto) - 5€


09 de Setembro - 23h

Rita Só (Undo the Taboo) (dj set) - entrada livre


13 de Setembro - 19h

They're Heading West (concerto) - 5€


16 de Setembro - 23h

SALÃO EXÓTICO (concerto) - 5€


21 de Setembro - 22h

Nadia Reid (concerto) - 8€


23 de Setembro - 22h

Casa Ardente (Produções Incêndio) (concertos, dj, exposição) - 5€


29 de Setembro - 23h

TUDO ERRADO (dj set) - entrada livre


30 de Setembro - 22h

Casa Ardente (Produções Incêndio) (concertos, dj, exposição) - 5€


18 de Outubro - 22h

Daniel Romano (concerto) - 10€

***

Caros sócios e amigos, relembramos que a Casa Independente é o projecto artístico principal da nossa Associação Ironia Tropical e, como tal, só pode ser frequentada por associados.
Convidamos, todos aqueles que dela desejem usufruir, a subscrever a proposta de admissão e a fazerem-se sócios.

***

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Topografias Imaginárias: cinema ao ar livre e visionamentos comentados sob o tema Lisboa, cidade do Sul, em Setembro

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Nos dias 1 a 3 e 8 a 10 de setembro, entrada livre

Topografias Imaginárias: cinema ao ar livre

e visionamentos comentados sob o tema Lisboa, cidade do Sul

O ciclo de visionamento comentado Topografias Imaginárias - organizado pelo Arquivo Municipal de Lisboa - Videoteca e, nesta quarta edição, integrado no Passado e Presente - Lisboa, Capital Ibero-Americana de Cultura 2017 e com sessões de cinema ao ar livre - realiza-se nos primeiros dois fins-de-semana de setembro (dias 1, 2, 3, 8, 9 e 10), num percurso de seis paragens em locais menos óbvios da cidade de Lisboa, onde serão exibidos onze filmes, com entrada livre e transporte gratuito.

Sob o lema Lisboa, cidade do Sul, descobrem-se os modos pelos quais o cinema reinventa Lisboa. Cada sessão é uma experiência de visionamento comentado, um exercício de visão e uma revisão de filmes na relação com a cidade, um trabalho sobre o olhar cinematográfico como agente transformador.

Cada sessão de cinema ao ar livre é antecedida por um visionamento comentado. Guiados pelos realizadores dos filmes, nomeadamente José Filipe Costa, Salomé Lamas e Dominga Sottomayor, entre outros, mas também por investigadores, críticos ou historiadores (como Eduardo Victorio Morettin, João Mário Grilo, Tiago Baptista, Olivier Hadouchi, Maria do Carmo Piçarra, Fernando Rosas, Anabela Moutinho, Raquel Henriques da Silva, António Preto, Luísa Veloso, Ana Alcântara, António Roma Torres, Álvaro Domingues, Teresa Castro ou André Cepeda, entre outros), são vistos e revistos excertos dos filmes projetados, percebendo assim que o olhar é um agente transformador. Estas sessões de visionamento comentado são a preparação da viagem onde é possível imaginar e mapear o Sul que será depois explorado nas sessões de cinema ao ar livre.

Os filmes que fazem parte do programa são de épocas e latitudes muito diferentes, são uma troca de olhares entre a América do Sul e Lisboa que, em contacto com os espaços de projeção, criam uma outra cidade que só pode existir através do cinema.

Estas viagens passam pela exibição de filmes em locais como a Ponte Vasco da Gama, o Museu da Carris, a Quinta do Alto, em Alvalade, o Vale Fundão, em Marvila, o Miradouro de Santo Amaro e o Teatro de Carnide.

Fazem parte do programa O Descobrimento do Brasil, de Humberto Mauro, O Caso J., de José Filipe Costa, Milagre na Terra Morena, de Santiago Álvarez, Outro País, de Sérgio Tréfaut, Zéfiro, de José Álvaro de Morais, La Ilusión viaja em tranvía, de Luís Buñuel, Los barcos, de Dominga Sottomayor, Fuera de quadro, de Márcio Laranjeira, Mauro em Caiena, de Leonardo Mouramateus, Où est la jungle?, de Iván Castiñeras Gallego e El Dorado XXI, de Salomé Lamas.

Lisboa, cidade do Sul é, assim, uma viagem de exploração, uma redescoberta (também imaginária) da cidade e muito particularmente de Lisboa enquanto lugar do Sul.

A programação completa e mais informações podem ser consultadas em http://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt/pt/noticias/topografias-imaginarias-lisboa-cidade-do-sul e https://www.facebook.com/topografias.imaginarias.
 

Programa completo:
(mais informações clicando na imagem de cada filme)

SEXTA, 1 SETEMBRO

O Descobrimento do Brasil, de Humberto Mauro, Brasil, 1937
O Caso J., de José Filipe Costa, Portugal/Brasil, 2017

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18h00 Arquivo Municipal de Lisboa – Videoteca (Alcântara) (Largo do Calvário, 2)
Visionamento comentado de O Descobrimento do Brasil por:
José Filipe Costa (cineasta), Eduardo Victorio Morettin (historiador do cinema brasileiro, professor, investiga as relações entre História e Cinema) e Tiago Baptista (historiador do cinema e diretor do ANIM - Arquivo Nacional de Imagem e Movimento)

21h30 Quinta do Alto (Alvalade)
Projeção de cinema ao ar livre O Descobrimento do Brasil [60’] + O Caso J. [20’]

Encaramos desde logo e de frente uma das questões fundamentais deste programa: a relação entre centro e periferia e entre o “nós” e os “outros” na base da ideia de “capital ibero-americana” (relações que todo o programa desta Lisboa, Capital Ibero-americana de Cultura procura questionar). Seguimos a visão de um brasileiro sobre os portugueses que lhe “descobriram” o país e a visão de um português sobre um caso do Brasil contemporâneo. A uni-los está uma certa conceção do cinema como teatro documental e da cena cinematográfica como lente de aumentar.

21h00 - Autocarro gratuito ida e volta - Largo do Calvário > local da projeção

 

SÁBADO, 2 SETEMBRO

Milagre na Terra Morena, de Santiago Álvarez, Cuba/Portugal,1975
Outro País, de Sérgio Tréfaut, Portugal, 1999

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18h30 Salão de Festas do Vale Fundão (Marvila) (Azinhaga Vale Fundão, 25)
Visionamento comentado por:
Olivier Hadouchi (programador e investigador, tem trabalhado sobre o “terceiro cinema”), Maria do Carmo Piçarra (jornalista, professora, tem investigado o cinema de propaganda produzido durante o Estado Novo) e Fernando Rosas (historiador)

21h30 Bairro Vale Fundão (Marvila) (Rua João Graça Barreto)
Projeção de cinema ao ar livre de Milagre na Terra Morena [21’] + Outro País [70’]

O filme de Sérgio Tréfaut segue as viagens que cineastas e fotógrafos fizeram a Portugal durante o 25 de Abril de 1974. Por entre essas viagens está a de Santiago Alvarez, cujo filme, realizado em Lisboa por essa altura, abre a sessão. A projeção é feita num bairro construído e habitado por emigrantes que viajaram para o Sul vindos do Norte de Portugal. No centro da sessão está então a viagem, aquela que a liberdade provocou e permitiu, e estão também as afinidades que os povos da América do Sul sentiram com Portugal nesse momento de ruptura.

18h00 e às 21h00 - Autocarro gratuito ida e volta - Praça da Figueira > local da projeção

 

DOMINGO, 3 SETEMBRO

Zéfiro, de José Álvaro de Morais, Portugal, 1994

 

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18h30 Arquivo Municipal de Lisboa – Videoteca (Alcântara) (Largo do Calvário, 2)
Visionamento comentado por:
Anabela Moutinho (professora, programadora de cinema) Raquel Henriques da Silva (historiadora) e António Preto (professor, programador de cinema, ensaísta)

21h30 Miradouro de Santo Amaro (Alcântara) (Calçada de Santo Amaro)
Projeção de cinema ao ar livre de Zéfiro [52’]

Filme fundamental para a história do cinema português, Zéfiro é também um filme incontornável para a história de Lisboa e introduz neste programa uma outra maneira pela qual esta é uma cidade do Sul. Essa frase, título deste ciclo, é dita pelo narrador e resume o retrato que José Álvaro de Morais constrói: organizando uma viagem por Lisboa que é tanto temporal como espacial, o cineasta conta uma história da cidade, dos seus espaços e arquitetura, mas também dos povos que a habitaram ao longo dos tempos. A este nível, Lisboa aparece como resultado de uma inversão do mecanismo da aculturação: ela resulta, não de uma cristianização do islamismo, como habitualmente se pensa, mas sim de uma islamização do cristianismo, religião que permanece, hoje, na base da sua cultura. No adro da Capela de Santo Amaro, o filme levar-nos-á a olhar para os contornos da cidade que daí se vêem de uma maneira totalmente nova.

18h00 e às 21h00 - Autocarro gratuito ida e volta - Praça da Figueira > local da projeção


 

SEXTA, 8 SETEMBRO

La Illusión viaja em tranvia, de Luís Buñuel, México, 1953

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18h30 Museu da Carris (Alcântara) (Rua Primeiro de Maio 101)
Visionamento comentado por:
Luísa Veloso (investigadora, coordena o projeto “o trabalho no ecrã”), Ana Alcântara (historiadora, trabalha sobre Lisboa, o operariado e os transportes) e António Roma Torres (psiquiatra, crítico de cinema)

21h30 Museu da Carris (Alcântara) (Rua Primeiro de Maio 101)
Projeção de cinema ao ar livre de La Illusión viaja em tranvia [90’]

Clássico do cinema mexicano, o filme segue a evasão de um grupo de trabalhadores da companhia de elétricos da Cidade do México. A sua viagem dura uma noite, desde que roubam um elétrico até que o devolvem, na manhã seguinte. Ao longo dessa noite, entram e saem do elétrico roubado personagens do quotidiano mais escondido da cidade. Numa sessão que decorrerá junto às oficinas da Carris, a magia da projeção transformará a Cidade do México em Lisboa (ou vice-versa).

18h00 e às 21h00 - Autocarro gratuito ida e volta - Praça da Figueira > local da projeção


 

SÁBADO, 9 SETEMBRO

Los barcos, de Dominga Sotomayor, Chile/Portugal, 2016
Fuera de cuadro, de Márcio Laranjeira, Portugal/Argentina, 2010
Mauro em Caiena, de Leonardo Mouramateus, Brasil, 2012
Où esta la jungle?, de Iván Castiñeiras Gallego, França/Portugal/Brasil, 2015

 

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17h30 Teatro de Carnide (Azinhaga das Freiras)
Visionamento comentado pelos realizadores e Álvaro Domingues (geógrafo, professor, o seu trabalho centra-se na Geografia Humana) e Teresa Castro (professora, tem investigado as relações entre cartografia e cinema).

21h00 Azinhaga do Serrado (Carnide) GPS 38.763144,-9.185550
Projeção de cinema ao ar livre de Los barcos [24’], Fuera de cuadro [10’], Mauro em Caiena [18’] e Où esta la jungle [33’]

No centro da sessão está o encontro entre questões de território e representação. Em Los barcos, a visão de uma turista (atriz argentina que vem a Lisboa apresentar um filme, num festival de cinema) sobre Lisboa, à procura do cliché em espaços imprevistos e periféricos. Em Fuera de cuadro, a relação entre mãe e filho é descrita através dos quadros que ela pinta e dos quais ele está fora, naquilo que acaba por ser um exercício que confunde o fora do quadro com o fora de campo cinematográfico. Mauro em Caiena segue a transformação do espaço pelos olhos e jogos de uma criança e Où est la jungle?, filme-deriva, age pela força da deslocação, problematizando o lugar contemporâneo dos índios amazónicos. Em todos eles o olhar (incluindo o cinematográfico) é operador de transformação.

17h00 e às 20h30 - Autocarro gratuito ida e volta - Praça da Figueira > local da projeção


 

DOMINGO, 10 SETEMBRO

Eldorado_XXI, de Salomé Lamas, Portugal/França/Perú, 2016

 

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18h00 Arquivo Municipal de Lisboa – Videoteca (Alcântara) (Largo do Calvário, 2)
Visionamento comentado por: Salomé Lamas (cineasta), João Mário Grilo (cineasta, professor de cinema) e André Cepeda (fotógrafo)

21h30 Parque Tejo - Pista de Skaters (Parque das Nações) (Passeio do Tejo)
Projeção de cinema ao ar livre de Eldorado_XXI [125’]

Apesar de acompanhar a comunidade que vive na mais alta localidade do mundo, em La Rinconada y Cerro Lunar, nos Andes peruanos, Eldorado_XXI é um filme subterrâneo. É uma espécie de ensaio sobre o mais profundamente escondido e esquecido do mundo contemporâneo e que, contudo, sustém aquilo que decorre na superfície – é por isso mesmo o último filme deste programa, resume bem os movimentos deste Sul que temos vindo a explorar. Homens e mulheres que procuram ouro nas encostas descrevem aquela como uma “terra de ninguém” – impossível não ver este em continuidade com o filme anterior de Salomé Lamas, precisamente com esse título. As suas vozes descrevem o medo e a iminência da morte, morte e medo que vão ganhando forma e imagem, e vão assim afirmando-se numa presença simultaneamente terrível e fantástica que se vai instalando sobre todo o filme para no fim aparecer violentamente trancada naquela montanha, e não ser mais do que um sopro lançado por uma abertura escura na encosta nevada.

21h00 - Autocarro gratuito ida e volta - Largo do Calvário > local da projeção

"Arquitectos do Imaginário" regressa em agosto ao Museu do Oriente

Animação japonesa de Studio Ghibli 

 

“Arquitectos do Imaginário” regressa em agosto ao Museu do Oriente

 

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O ciclo de animação japonesa “Arquitectos do Imaginário” regressa ao Museu do Oriente, aos domingos do mês de Agosto, para quatro exibições da mestria artística de Studio Ghibli.

 

Nausicaä do Vale do Vento, de Hayao Miyazaki, Contos de Terramar, de Goro Miyazaki, O Castelo Andante, de Hayao Miyazaki e O Mundo Secreto de Arriety, de Hiromasa Yonebayashi são os quatro filmes exibidos neste ciclo, com entrada gratuita.

 

Fundado em 1985, o Studio Ghibli tem conquistado o público e a crítica com os seus filmes de animação capazes de criar universos de fantasia quase poéticos. Com uma impressionante atenção ao detalhe, construção cuidada e uma imagética que combina realidade e imaginação, as animações de Studio Ghibli são hoje uma referência incontornável no seu género.

 

Esta iniciativa conta com a co-organização da Outsider Films.

 

Arquitectos do Imaginário III - Animação japonesa de Studio Ghibli

6 a 27 de agosto, aos domingos

18.00

Auditório do Museu do Oriente

Entrada gratuita (mediante levantamento de bilhete no próprio dia)

M/6 anos

 

6 agosto   | Nausicaä do Vale do Vento, de Hayao Miyazaki [1984]

13 agosto | Contos de Terramar, de Goro Miyazaki [2006]

20 agosto | O Castelo Andante, de Hayao Miyazaki [2004]

27 agosto | O Mundo Secreto de Arriety, de Hiromasa Yonebayashi [2010]

 

Sinopses:

 

Nausicaä do Vale do Vento, de Hayao Miyazaki [1984]

6 agosto

Duração: 117’, sem intervalo

 

Após mil anos de uma guerra mundial catastrófica, a humanidade sobrevive em pequenos reinos à beira de uma terra estéril, contaminada com gases tóxicos e insetos mutantes gigantes. O Vale do Vento é um reino minúsculo, rodeado de reinos mais poderosos e hostis. Nausicaä é a princesa do Vale do Vento, a única filha do rei e uma grande guerreira. Ela sente uma misteriosa afinidade com a natureza e procura encontrar um sentido para aquele lugar contaminado, negando-se a ver como inimigos os insetos, sobretudo os Ohms, artrópodes gigantescos e temíveis. Mas a paz é quebrada quando o reino vizinho de Tolmekia, sob comando da princesa Kushana, invade o Vale do Vento, e Nausicaä se vê perante uma corrida contra o tempo para travar uma destruição maciça.

 

Sendo a primeira longa-metragem independente de Hayao Miyazaki, Nausicaä do Vale do Vento é um conto brilhantemente realizado, com uma imaginação transbordante e uma poesia visual, que irão caracterizar para sempre as suas futuras obras.

 

Contos de Terramar, de Goro Miyazaki [2006]

13 agosto

Duração: 115’, sem intervalo

 

O equilíbrio do mundo está a entrar em colapso e uma série de acontecimentos bizarros - como o aparecimento de dragões no mundo oriental - levam Sparrowhawk, um poderoso feiticeiro, a procurar a sua origem. No caminho encontra Arren, um misterioso príncipe e juntos atravessam vastas ruínas, montanhas, vales e quintas abandonadas, até chegarem a Hort Town, uma cidade devastada.

 

Sparrowhawk e Arren procuram refúgio com Tenar, uma ex-sacerdotisa dos túmulos de Atuan. Com ela vive Therry, uma jovem órfã que gradualmente vai abrindo o seu coração ao jovem príncipe enquanto este trabalha nos campos, interagindo com a natureza e aprendendo como o universo depende de equilíbrio. Mas Arren continua assombrado pelo medo de uma Sombra que o persegue…

 

O Castelo Andante, de Hayao Miyazaki [2004]

20 agosto

Duração: 119’, sem intervalo

 

Sophie, uma típica adolescente de 18 anos, vê a sua vida virada do avesso quando se cruza acidentalmente com o misterioso e belo feiticeiro Howl e, subsequentemente, é transformada numa mulher de 90 anos pela vaidosa e perversa Bruxa do Nada. Ao embarcar numa incrível odisseia para quebrar a maldição, ela encontra refúgio no castelo andante onde conhece Markl, o aprendiz de Howl, e um impetuoso demónio de fogo, com o nome de Calcifer. O amor e o apoio de Sophie vão ter um enorme impacto em Howl, que vai arriscar a sua vida para ajudar a trazer a paz ao reino.

 

O Mundo Secreto de Arriety, de Hiromasa Yonebayashi [2010]

27 agosto

Duração: 94’, sem intervalo

 

Esta é a história de uma família de pessoas minúsculas. Por debaixo do chão de uma mansão nos arredores de Tóquio, vive a minúscula Arrietty, de 14 anos, com a sua também minúscula família. A casa é habitada por duas velhas senhoras que não fazem a mínima ideia da existência destas criaturas em miniatura.

 

Arrietty e a sua família vivem de “empréstimos”. Tudo o que têm pedem emprestado ou fazem a partir de coisas emprestadas. Bens essenciais como gás, água e alimentos. Mesas, cadeiras, utensílios de cozinha. E guloseimas – um cubo de açúcar aqui e ali. Mas só um pouco de cada vez, para as senhoras não notarem.

 

Um dia, Sho, de 12 anos, vem morar para a mansão, enquanto aguarda por tratamento médico na cidade. Os pais de Arrietty sempre a avisaram: “nunca deixes que os humanos te vejam”. Se tal acontecesse, as pequenas criaturas teriam de se mudar. Mas a aventureira Arrietty não lhes dá ouvidos e Sho descobre-a. Os dois começam a confiar um no outro e, em pouco tempo, a amizade começa a florescer...

INHUMANS ESTREIA MUNDIALMENTE DIA 31 DE AGOSTO NOS CINEMAS IMAX

INHUMANS: A NOVA SÉRIE DA MARVEL ESTREIA MUNDIALMENTE EM EXCLUSIVO IMAX®

A SÉRIE COMPLETA SERÁ EMITIDA EM EXCLUSIVO NO TVSÉRIES | HOME OF HBO

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A nova série de televisão da Marvel, Inhumans, tem a sua estreia mundial em écrans IMAX®, dia 31 de agosto.

 

Em Portugal, os dois primeiros episódios poderão ser vistos em exclusivo nas salas IMAX® dos cinemas NOS Colombo e MAR Shopping, oferecendo uma experiência verdadeiramente única de cinema com imagens mais brilhantes, mais realistas e com maior profundidade.

 

Inhumans, da Marvel, conta a épica aventura da Família Real de Inumanos, incluindo o seu enigmático e imponente Rei, Black Bolt - um ser cuja voz é tão poderosa que até o mais ligeiro sussurro pode destruir uma cidade.

 

Os Inumanos foram apresentados pela primeira vez nas bandas-desenhadas da Marvel por Stan Lee e Jack Kirby, em 1965. Desde então, cresceram de forma proeminente e tornaram-se em algumas das personagens mais populares e icónicas do Universo Marvel.

 

Esta nova série da Marvel, tem como produtores executivos Scott Buck - que é também o seu showrunner -, Jeph Loeb e Jim Chory. Roel Reine é o realizador dos dois primeiros episódios.

 

A série é um projeto da Marvel e IMAX®, co-produzido pela Marvel Television e a ABC Studios.

 

Em Portugal, a série completa será emitida em exclusivo no TVSéries | Home of HBO, a partir de outubro.

 

Lawrence de Arabia ao ar livre no Cinepop

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O Jardim Fernando Pessa é quase uma preciosidade secreta no seio do Areeiro, onde pelo 2º ano consecutivo, o Cinepop tem vindo a fazer sessões de cinema ao ar livre gratuitas, com o apoio da J. F. do Areeiro.
No próximo sábado pelas 21h exibiremos o clássico imperdível, Lawrence da Arábia. Uma obra realizada por David Lean (Doutor Zhivago), com Peter O'Toole, Omar Shariff, Alec Guiness, Anthony Quinn, entre outros artistas icónicos.

A sessão inicia, como sempre, com um desenho animado "à antiga", e é normal encontrarmos vários grupos a desfrutar de um piquenique (também à antiga) no final de tarde. Tragam as vossas cadeiras de praia, colchões ou qualquer outro ninho confortável para assistirem a esta aventura relaxadamente.

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Arroios Film Festival 2017

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Confirmados os membros do júri da 2ª edição do Arroios Film Festival

 

Arroios Film Festival, 18 de agosto de 2017

A atriz Custódia Gallego é a presidente do Júri da Competição deste ano do Arroios Film Festival que conta ainda com o jornalista, crítico e programador de cinema José Vieira Mendes, o crítico, escritor e professor de cinema João Antunes, a atriz Patrícia Bull e o vice CEO da Ibéria Universal, Paulo Zhan.

 

Este é o júri que vai premiar as melhores curtas-metragens a concurso nesta 2ª edição do festival.

 

O Arroios Film Festival conta com um total de 37 filmes em competição. Destes, 14 curtas-metragens concorrem na categoria de Ficção, 11 na de Documentário e 12 na de Animação.

 

O Arroios Film Festival, sempre sob a temática da inclusão, realiza-se de 9 a 16 de setembro, no auditório da Escola Secundária de Camões. O Arroios Film Festival é organizado pela Junta Freguesia de Arroios, com o apoio do Pelouro dos Direitos Sociais da Câmara Municipal de Lisboa, da Arroios TV e outros parceiros públicos e privados.

 

Para mais informações sobre os membros do júri clique aqui.

 

 

 

Inclusão religiosa fecha ciclo de conversas na Escola Secundária de Camões

 

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José Trigueiros, realizador da curta “God By The Neck”, o Padre José Cruz da Igreja do Hospital dos Capuchos, o Pastor Carlos Santos da Igreja de Filadélfia e ainda o Imam Sheikh Munir em representação da Mesquita Central de Lisboa foram os convidados que falaram sobre inclusão religiosa, dia 27 de julho, na Escola Secundária de Camões. Esta conversa - moderada pela jornalista Sónia Lacerda - foi a última de um ciclo dedicado à temática da inclusão e que funcionou como preparação para o Arroios Film Festival que vai decorrer em setembro.

 

Esta conversa sobre inclusão religiosa foi precedida pela exibição do filme “God By The Neck” que serviu como ponto de partida para a conversa que se seguiu. A biblioteca da Escola Secundária de Camões - que acolheu esta conversa - recebeu um público atento e interessado que não se coibiu de participar com questões referentes à temática em cima da mesa.

 

Findo este ciclo de conversas, a atenção vira-se agora para os filmes em exibição no Arroios Film Festival. Este é um evento organizado pela Junta de Freguesia de Arroios, com o apoio do Pelouro dos Direitos Sociais da Câmara Municipal de Lisboa, da Arroios TV e outros parceiros públicos e privados e que decorre entre 9 e 16 de setembro no auditório da Escola Secundária de Camões.

Doc's Kingdom 2017: artistas e realizadores presentes

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De 3 a 8 de Setembro, em Arcos de Valdevez

Doc's Kingdom 2017:
artistas e realizadores presentes 
 

Com programação de Filipa César, Nuno Lisboa e Olivier Marboeuf, o Doc's Kingdom 2017, que acontece de 3 a 8 de Setembro, em Arcos de Valdevez, conta com os seguintes realizadores e artistas convidados: Billy Woodberry, Clara López Menéndez, Jamika Ajalon, Graeme Thomson e Silvia Maglioni, Inhabitants (Pedro Neves Marques, Mariana Silva e Margarida Mendes), James N. Kienitz Wilkins, Louis Henderson, The Otolith Group (Anjalika Sagar e Kodwo Eshun), Regina Guimarães e Saguenail, Sana na N’Hada.

                                   

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Billy Woodberry (Dallas, 1950) é um das figuras chaves do movimento conhecido como L.A. Rebellion (também chamado de Los Angeles School of Black Filmmakers), formado por uma jovem geração de africanos e afro-americanos que estudaram na Escola de Cinema da UCLA entre o final da década de 1960 e os anos 1980. Com a influência vital do discurso político e social de 1967 e 1968, estes cineastas independentes criaram um cinema negro que oferecia uma alternativa ao cinema clássico de Hollywood. O termo L.A. Rebellion foi cunhado pelo académico Clyde Taylor: o movimento procurou uma nova estética e um novo modo de representação e narração que falasse das realidades da existência negra. Marco essencial deste cinema, o filme de Billy Woodberry, Bless Their Little Hearts (1984) examina as tensões causadas pelo conflitos de classes dentro de uma família afro-americana. O seu filme, assim como os de Julie Dash, Haile Gerima, Charles Burnett, entre muitos outros, ajudaram a criar narrativas da experiência negra nos EUA. Os filmes deste movimento foram comparados pelos críticos com os filmes do Neo-Realismo italiano dos anos 40, o Third (World) Cinema dos finais de 1960 e da Nova Vaga Iraniana dos anos 90. Billy Woodberry é professor na School of Art e na School of Film/Video da CalArts desde 1989. Enquanto actor, participou nos filmes When it Rains (1995), de Charles Burnett, Ashes to Embers (1982), de Haile Gerima, e fez a narração para filmes como Red Hollywood (1996) de Thom Andersen e Four Corners (1998), de James Benning. O filme And when I die, I won’t Stay Dead (2015), um documentário sobre a vida e o trabalho do poeta Bob Kaufman, estreou na Viennale’15 e foi premiado no DocLisboa‘15.
 

 

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Desenvolvendo a sua prática artística nas áreas da curadoria, de pedagogia, da crítica de arte e da performance, Clara López Menéndez é, actualmente, artista convidada na CalArts e é a directora da plataforma experimental de filmes e vídeo queer Dirty Looks LA. O seu trabalho escrito tem sido publicado na Mousse, Art News, Bomb e Little Joe. Entre outras colaborações, trabalhou com a Redcat, Participant Inc, Los Angeles Contemporary Exhibition e com die neue Gesellschaft für bildende Kunst (Berlim). Para o Doc’s Kingdom 2017, Clara propõe “uma série de exercícios de movimento, com a intenção de aumentar o espaço de comunicação entre os participantes, os filmes e a espácio-temporalidade do seminário. O Doc’s kingdom é uma experiência imersiva no cinema que tenta romper com as condições regulares do espectador, gerando um espaço de discussão que leva em conta a dimensão social criada pelo ato de ver os filmes em conjunto, onde a exposição, projecção e distribuição de imagens não é deixada pendurada no silêncio da contemplação, mas é confrontada e abraçada pelo diálogo.”

 

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Artista interdisciplinar, Jamika Ajalon trabalha com a palavra escrita e falada, som e fotografia, cinema, vídeo, texto e música, tendo colaborado com artistas de todo o mundo ao longo da sua carreira. Jamika cresceu nos Estados Unidos da América, fez mestrado em Londres (Goldsmith College), vive e trabalha há mais de 20 anos na Europa (França, Inglaterra e Alemanha). A sua produção recente inclui, em 2017, Ready to Rumble (exposição de Fotografia e Vídeo) e Seen: Space for you (uma anti-palestra audiovisual), apresentadas na Academia de Belas-Artes de Leipzig, na Alemanha, Nowhere Blues Cut Up, um vídeo-poema sónico e digital, publicado na revista digital April Poets.

 

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Graeme Thomson & Silvia Maglioni são cineastas e artistas que vivem e trabalham em Paris. As suas práticas interrogam possíveis formas e ficções emergentes das ruínas da imagem em movimento, incluindo a criação de curtas e longa-metragens, exposições, instalações de vídeo e sonoras, performances, eventos, programas de rádio e livros. A sua produção (e resistência à produção) dos últimos anos tem-se concentrado em explorar novas configurações de imagem, som, texto e política, usando frequentemente o cinema de forma expandida para reativar arquivos ou histórias perdidas ou esquecidas e criar novos modelos de visão coletiva e de envolvimento com o pensamento contemporâneo. A sua filmografia inclui Wolkengestalt (2007), Facs of Life (2009), Through the Letterbox (2010), In Search of UIQ (2013), Blind Data (2013), Disappear One (2015). O trabalho de Thomson e Maglioni foi apresentado em festivais de cinema, museus e galerias de arte, tais como FID Marseille, Bafici International Film Festival, Jihlava Film Festival, Il Vento del Cinema, FIFVC-Beirut, Anthology Film Archives, Tate Britain, Serralves, Centre Pompidou, Redcat, MACBA, Ludwig Museum, The Showroom, KHOJ New Delhi, Museu de Arte Moderna de Bahia, Castello di Rivoli, Institute of Modern Art Brisbane, Whitechapel, Casco.

 

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Inhabitants é um projecto iniciado por Mariana Silva e Pedro Neves Marques em 2015, colaborando com Margarida Mendes como consultora. Inhabitants é um canal on-line para vídeos exploratórios e documentais, em formato de curta-metragem, com episódios focados num tópico diferente. Inhabitants colaboraram com instituições como a Haus des Kulturen Der Welt e o Max Planck Institute for the History of Science (Berlim), Museu Colecção Berardo (Lisboa), Contour8 biennale (Bélgica), e actualmente estão em colaboração com TBA21 para uma série de vídeos sobre mineração do fundo dos oceanos.

Pedro Neves Marques é um escritor e artista visual que vive e trabalha em Nova Iorque. É o autor dos livros de ficção Morrer na América (2017) e The Integration Process (2012), e o editor do livro The Forest and the School: Where to Sit at the Dinner Table? (2015), uma antologia sobre antropologia e Antropofagia brasileira. Foi editor convidado para o e-flux Journal: Supercommunity, uma edição sobre a 45ª Bienal de Veneza: All The World’s Futures (2015), e escreve regularmente para outras revistas e livros. Enquanto artista, Pedro Neves Marques já exibiu na Galeria PAV Parco Arte Vivente (Turim), Museu Sursock Art (Beirut), e-flux (Nova Iorque), Fundação Kadist Art (Paris), Sculpture Center (Nova Iorque), a 12ª Bienal de Cuenca (Cuenca), Fundação EDP (Lisboa), Museu de Arte Contemporânea de Serralves (Porto) e Museu Berardo (Lisboa).

Mariana Silva é uma artista visual que vive e trabalha em Nova Iorque. Já exibiu o seu trabalho na Bienal de Gwangju (Coreia do Sul, 2016), Bienal de Moscovo (Rússia, 2016), Fundação EDP (Lisboa, 2015), Museu Astrup Fearnley (Oslo, 2015), Parkour (Lisboa, 2014), e-flux (Nova Iorque, 2013), Indie Lisboa (Lisboa, 2012), Galeria Whitechapel (Londres, 2011), Kunsthalle Lissabon (Lisboa, 2011) e no Museu de Arte Contemporânea de Serralves (Porto, 2010). 

Margarida Mendes é uma investigadora, curadora e activista. Actualmente dirige o Movimento Oceano Livre, uma organização contra a exploração mineira em águas profundas. Em 2016 fez parte da equipa curatorial da 11ª Bienal Gwangju, na Coreia do Sul, e co-dirigiu a Escuelita no Centro de Arte Dos de Mayo Madrid - CA2M. Entre 2009 e 2015 dirigiu o projecto e espaço The Barber Shop, em Lisboa, tendo coordenado um programa de seminários e residências dedicadas à pesquisa artística e filosófica. Explorando a sobreposição entre a cibernética, a história da ciência, o extrativismo, a cosmologia e o cinema experimental, a sua pesquisa pessoal investiga as transformações dinâmicas no ambiente e o consequente impacto nas estruturas sociais e produção cultural. Algumas destas questões foram desenvolvidas no projecto telefónico The World in Which We Occur, co-realizado por Jennifer Teets. Margarida Mendes é Mestre em Cultura Aural e Visual pela Goldsmiths College (Londres), em 2013 incorporou o Grupo de Pesquisa Curatorial Synapse, incluído na publicação do Anthropocene Project na Haus der Kulturen der Welt Berlin, do volume Textures of the Anthropocene: Grain Vapor Ray, editado pela MIT Press (Cambridge, MA).

 

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James N. Kienitz Wilkins (1983) é um artista e realizador residente em Brooklyn. As suas curtas e longas-metragens e projectos de multimédia têm sido apresentadas em festivais de cinema um pouco por todo o mundo: New York Film Festival, Rotterdam, Locarno, Toronto (Wavelengths), Vancouver, CPH:DOX, MoMA PS1, Migrating Forms, Edinburgh (Black Box), entre outros. Da sua cinematografia destacamos a longa-metragem experimental Public Hearing (2012) e a curta-metragem Special Features (2014), vencedora do Prémio Founder’s Spirit, no Festival de Cinema Ann Arbor 2015, e o grande prémio no 25 FPS Festival 2015. Em 2016 venceu o Art Award no Lichter Filmfest Frankfurt International com a curta-metragem B-ROLL with Andre (2016), tendo sido seleccionado como um dos 25 New Faces of Independent Film pela revista Filmmaker. Os seus projectos têm sido financiados por variadas instituições: New York State Council on the Arts, Lower Manhattan Cultural Council, Jerome Foundation, Foundation for Contemporary Arts, Experimental Television Center and Wave Farm, entre outras. Desenvolveu projectos nas Residências Triangle Workshops, Residency Unlimited, Vermont Studio Center e na MacDowell Colony, onde foi galardoado com uma bolsa NEA. James é licenciado pela Cooper Union School of Art em Nova Iorque.
 

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Louis Henderson é um artista e realizador cujo trabalho investiga as ligações entre o colonialismo, a tecnologia, o capitalismo e a História. A sua investigação busca formular um método arqueológico no uso do cinema, refletindo sobre o animismo materialista. Louis Henderson já exibiu o seu trabalho nos festivais de cinema de Roterdão, Doclisboa, CPH:DOX, New York Film Festival, The Contour Biennial, The Kiev Biennial, The Centre Pompidou, SAVVY Contemporary, The Gene Siskell Film Centre e na Tate Britain. Em 2015 recebeu o Prémio Barbara Aronofsky Latham para Artista Emergente no 53º Festival de Cinema Ann Arbor, nos Estados Unidos da América, e também o prémio European Short Film Award no New Horizons International Film Festival, em Wroclaw. O seu trabalho é distribuído pela LUX (Reino Unido) e Video Data Bank (EUA).
 

   

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The Otolith Group foi fundado em 2002 e é formado por Anjalika Sagar e Kodwo Eshun que vivem e trabalham em Londres. Ao longo da sua colaboração, The Otolith Group têm criado a partir de uma grande multiplicidade de recursos e materiais, explorando a imagem em movimento, o arquivo, o sónico e o aural no contexto do museu e da galeria. O seu trabalho é baseado na pesquisa e particularmente focado no filme-ensaio como uma forma que procura olhar para condições, eventos e histórias na sua forma mais expandida possível. The Otolith Group já exibiu, instalou e projectou o seu trabalho internacionalmente, recebendo convites regulares para desenvolver e exibir em museus, galerias públicas e privadas, bienais e fundações, entre outros espaços. O seu trabalho age como ferramenta que é documentada no site com o nome The Otolith Collective, a plataforma pública do grupo em funcionamento no Reino Unido. Em 2010, The Otolith Group foi nomeado para o Prémio Turner.   


      

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Regina Guimarães (Porto 1957) e Saguenail (Paris 1955) desenvolvem trabalho amante nas brechas e nas margens da escrita, do cinema, da tradução, da canção, entre outros. Vivem e trabalham juntos desde 1976. Hélastre é o signo da sua obra comum.
 

   

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Sana na N'Hada (1950) participou na luta armada pela Frente de Libertação Guineense contra o colonialismo português. Primeiro como paramédico, depois como cineasta. Foi um dos pioneiros do cinema na Guiné Bissau quando, em 1967, juntamente com outros três estudantes, foi para o Instituto de Cinema de Cuba, beneficiando de um acordo entre o líder da Revolução, Amílcar Cabral, e Fidel Castro. No seu regresso, em 1972, o grupo inicia uma prática cinematográfica recente, a partir da qual nasce o Instituto Nacional de Cinema da Guiné Bissau (INCA). Sana na N’Hada é co-autor de grande parte dos filmes e registos filmados arquivados no INCA. A sua filmografia incluí os documentários O Regresso de Amílcar Cabral (1976), Les Jours d’Ancono (1978) e Fanado (1984), a longa de ficção Xime (1994), que foi seleccionado para a secção Un Certain Regard do Festival de Cannes, e mais recentemente Bissau d’Isabel (2005), e Kadjike (2012). Sana na N'Hada trabalhou com diversos realizadores, incluindo Anita Fernandez, Chris Marker, Sarah Maldoror, Joop va Wijk, Leyla Assaf-Tengroth e, de forma mais regular, com o seu colega de longa data, Flora Gomes.
 

Programadores:

Filipa César (1975) é uma artista e realizadora interessada nos aspectos ficcionais do documentário, nas fronteiras porosas entre o cinema e a sua recepção, nas políticas e poéticas inerentes à imagem em movimento. Desde 2011 que investiga as origens do cinema do Movimento de Libertação Africana na Guiné Bissau como um laboratório de resistência às epistemologias correntes. Filipa César estreou o seu primeiro documentário de longa-metragem Spell Reel (2017) na secção Forum da 67ª Berlinale. Os seus filme têm sido exibidos internacionalmente: na 29ª Bienal de São Paulo, 2010; Manifesta 8, Cartagena, 2010; Haus der Kulturen der Welt, Berlin, 2014–15; Jeu de Paume, Paris, 2012; Kunstwerke, Berlin, 2013; SAAVY Contemporary, Berlin 2014–15; Tensta konsthall, Spånga, 2015; Mumok, Vienna, 2016; Contour 8 Biennial, Mechelen, Gasworks, London and MoMA, New York, 2017.
 

Nuno Lisboa dirige o Doc’s Kingdom desde 2013. Entre 2006 e 2017, organizou - com José Manuel Costa, Ricardo Matos Cabo, Federico Rossin, Aily Nash, Filipa Cesár e Olivier Marboeuf - nove programas do seminário Doc’s Kingdom: A Circulação da Palavra, Paisagem: o trabalho do tempo, A imagem-arquivo, “Ideia de uma Ilha”, “Todas as Fronteiras”, “O Fim da Natureza”, entre outros. Em 2017, foi o programador convidado do 63rd Robert Flaherty Film Seminar, organizando um programa intitulado “Future Remains”, com a participação dos cineastas Vincent Carelli, Filipa César, Kevin Jerome Everson, Dominic Gagnon, Laura Huertas Millán, Trinh T. Minh-ha, Sana Na N’Hada, Peter Nestler, Laura Poitras e Eduardo Williams.
 

Na era de hiper-mediatização e capitalização do conhecimento, Olivier Marboeuf está interessado em condições específicas de transmissão de práticas, estratégias e formas de vida minoritárias. Falando de uma ecologia da sombra, Olivier tenta definir um espaço de segredo, um retiro da luz necessário para a partilha de experiências, saberes e situações de conhecimento que existam numa forma subterrânea, ligando-as ao corpo como uma cura. Situações de presença e bondade que criam um espaço efémero que contraria a cultura de uma forma institucionalizada. Como poderemos acolher aquilo que ainda não tem nome e surge espontaneamente? Como o guardamos? Talvez utilizando forças de narrativa especulativa que traduzam uma experiência sem ter de a contar abertamente mas permitindo que se sinta, permanecendo nas suas periferias sem mapa ou sem luz.
 

Doc's Kingdom 2017

O Doc's Kingdom é aberto ao público, mediante inscrição (a partir de 25€), dando acesso a todas as sessões e debates. Há ainda outras opções de inscrição com alimentação e alojamento incluídos, todas com 20% de desconto para os sócios da Apordoc. A inscrição é feita on-line em http://docskingdom.org/pt/actual/inscricoes.html.

Cada dia do seminário é composto por sessões de cinema com início às 10h00 e às 14h30, seguidas de um debate colectivo ao final do dia. O Doc’s Kingdom é a experiência integral e cumulativa que inclui as sessões de cinema, os debates e o encontro colectivo numa atmosfera informal, com a presença dos realizadores convidados ao longo de todo o seminário, num programa que é o mesmo para todos os participantes, sem sessões paralelas.

Insistindo na dimensão colectiva e integral do programa, este deixou de ser divulgado previamente desde a edição do Doc’s Kingdom 2013: o programa de sessões é secreto e pode sofrer alterações ao longo da semana consoante a dinâmica do grupo que, a cada jornada, entra na sala de cinema sem mapa, aliando a disponibilidade e o risco para cooperar numa experiência que não pode antecipar.

 

Doc's Kingdom oferece bolsas de participação a jovens cineastas - inscrições abertas

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Com o objectivo de promover a internacionalização de jovens cineastas portugueses em início de carreira, o Doc's Kingdom - com o apoio do Programa Gulbenkian de Língua e Cultura Portuguesas da Fundação Calouste Gulbenkian - oferece quatro bolsas para participação integral neste Seminário Internacional de Cinema Documental. Para além da inscrição, estão incluídos o alojamento e a alimentação de 3 a 8 de Setembro em Arcos de Valdevez.

Até 21 de Agosto, todos os interessados podem candidatar-se enviando carta de motivação com nota biográfica para docskingdom@docskingdom.org.

O Doc's Kingdom é organizado pela Apordoc, com o apoio do ICA - Instituto do Cinema e Audiovisual e co-produzido pelo Município de Arcos de Valdevez. A edição de 2017 tem o tema “Surfacing Trouble/Emergir no Conflito” e é programada por Filipa César, Nuno Lisboa e Olivier Marboeuf.

Com um programa intensivo de projecções e debates que é o mesmo para todos os participantes, sem sessões paralelas, permitindo o acesso de todos a toda a programação, o Doc's Kingdom é a experiência integral e cumulativa que abarca as projecções diárias, os debates colectivos e o encontro informal numa atmosfera acolhedora. Para reforçar e incentivar a participação integral no seminário, o programa de sessões do Doc’s Kingdom permanece secreto até ao momento em que os filmes são projectados.

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Menção especial em Locarno para Verão Danado, de Pedro Cabeleira

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Menção especial no Festival de Locarno
para Verão Danado, de Pedro Cabeleira

Verão Danado, de Pedro Cabeleira, recebeu hoje uma menção especial, na secção Cineasti del Presenti do Festival de Locarno. O júri justificou esta menção pela “mise em scène que celebra a experiência de uma longa, longa noite” desta primeira longa-metragem do realizador.

O filme - uma produção OPTEC e produção associada VIDEOLOTION - teve estreia mundial em Locarno e a estreia nas salas nacionais - com distribuição Filmin - será anunciada em breve.

www.facebook.com/veraodanadofilm