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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

MUSICAL “PANDA E OS CARICAS” LEVA CRIANÇAS À MAGIA DO CINEMA

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“Panda e os Caricas no Cinema” é o novo musical de um dos maiores fenómenos infantojuvenis da atualidade que está de regresso aos palcos nacionais para oito dias de espetáculos de norte a sul de Portugal, com arranque agendado para dia 2 de dezembro no Pavilhão Desportivo Municipal de Loulé.

 

O espetáculo baseia-se no mais recente CD/DVD “Panda e os Caricas 4”, com a interpretação garantida de temas como “Sexta-Feira (Estudei A Semana Inteira)”, “O Autocarro do Panda” ou “Eu Gosto de Dançar”, cujos vídeos já ultrapassaram, individualmente, 1 milhão de visualizações no YouTube/VEVO.

 

Depois de receber mais de 50 mil pessoas no ano passado, o Canal Panda regressa, pelo sexto ano consecutivo, com a digressão nacional do musical “Panda e os Caricas”, embarcando numa aventura pela história de Hollywood, onde terão oportunidade de viajar pelo mundo do cinema mudo, a preto e branco, mas sempre com muita cor e animação.

"Apeadeiro" de Nuno Cardoso no palco do CCVF (08 dezembro)

Centro Cultural Vila Flor recebe “Apeadeiro” de Nuno Cardoso, capítulo final da trilogia composta por “Náufrago” e “Subterrâneo”

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Depois de “Náufrago” e “Subterrâneo” (peça que estreou no CCVF em janeiro de 2016), Nuno Cardoso traz a Guimarães “Apeadeiro”, espetáculo que encerra a trilogia e que se assume como o mais autobiográfico de todos. “O meu corpo é a minha terra, e a minha terra é o meu corpo”. É a partir desta frase que Nuno Cardoso se confronta com a vila que o viu nascer, o seu passado e o seu percurso como ator e encenador, pondo-se a si em evidência. A peça sobe ao palco do Centro Cultural Vila Flor esta sexta-feira, 08 de dezembro, às 21h30.

 

Em “Apeadeiro”, Nuno Cardoso encerra uma viagem interior pelo seu próprio percurso de vida, tomando como território referencial a vila onde nasceu e cresceu, Canas de Senhorim, e tendo como pressuposto fundador e repto para a criação a frase “o meu corpo é a minha terra, a minha terra é o meu corpo”. Com esta frase inicia-se a busca de um lugar de criação fundado na memória corporal, no gesto que ficou como marca distintiva de personalidade e que está inextricavelmente ligado ao contexto social e geográfico que o forjou. Surge, assim, uma obra que é simultaneamente território de celebração e de mediação entre um imaginário original residente na memória e um universo presente quotidianamente urbano.

 

Este espetáculo não pretende ser uma criação sobre Canas de Senhorim real, mas antes a anatomia de uma identidade que Nuno Cardoso tem transportado na sua prática enquanto criador. É, no entanto, a paragem desta trilogia que convoca a noção de autobiografia, não projetando sobre textos de outrem o ponto de partida da criação.

 

“Apeadeiro” tem a particularidade de ser uma obra construída no desejo de habitar uma linguagem a que Nuno Cardoso não acede habitualmente, de habitar um espaço de criação distante de qualquer zona de conforto – ou seja, distante da palavra, da teatralidade – para construir uma nova gramática.

 

“Apeadeiro” é coproduzido pelo Centro Cultural Vila Flor, pelo Teatro Municipal do Porto e pelo Centro de Artes de Ovar. Os bilhetes encontram-se à venda nas bilheteiras do Centro Cultural Vila Flor, da Plataforma das Artes e da Criatividade e da Casa da Memória de Guimarães, bem como nas lojas Fnac e El Corte Inglês, entre outros pontos de vendas, e na internet em www.ccvf.pt e oficina.bol.pt.

 

Casa da Memória de Guimarães publica livro sobre a sua exposição permanente (02 dezembro)

 

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Este sábado, 02 de dezembro, a Casa da Memória de Guimarães (CDMG) apresenta, publicamente, um livro que dá a conhecer os processos que deram origem à sua exposição, “Território e Comunidade”. A edição está a cargo de Inês Moreira – arquiteta e investigadora, responsável pela curadoria da coleção permanente da CDMG – que, na mesma data, nos conduzirá pela exposição, enquanto convidada do Guia de Visita. Em dezembro, a Casa da Memória acolhe, ainda, a apresentação do número 11 da Veduta, uma publicação da Oficina dedicada ao património cultural, que tem sido lançada, anualmente, a 13 de dezembro. A tradição das passarinhas e sardões, que se celebra em Guimarães precisamente nesta altura do ano, será o tema do Domingos em Casa.

 

“Território e Comunidade: da Fábrica Pátria à Casa da Memória de Guimarães” é o título da publicação que será lançada este sábado, dia 02 de dezembro, às 15h30, na Casa da Memória. Esta edição organiza-se em três tempos: presente – pela partilha de uma parte significativa dos processos de criação que deram origem à nova exposição permanente; passado – da reconversão da Fábrica de Plásticos Pátria em centro cultural; e futuro – propondo projeções sobre as expetativas e desafios da CDMG. A publicação é coordenada por Inês Moreira, que para ela contribui com um ensaio, assim como José Bastos, Sofia Romualdo, Ana Bragança, Francisco Brito, Andrew Howard, Miguel Guedes e José Carlos Melo Dias, Catarina Pereira, Eduardo Brito, Manuel Morais Sarmento Pizarro, e foi desenhada por Andrew Howard. A apresentação, aberta ao público, contará com uma conversa com Inês Moreira e convidados.

 

No mesmo dia, a partir das 18h30, Inês Moreira assume o protagonismo do Guia de Visita. Depois da apresentação do livro, a arquiteta, curadora e investigadora leva os visitantes numa incursão pela Casa da Memória e pelas suas próprias memórias.

 

No dia 10 de dezembro, às 11h00, a última edição do ano do Domingos em Casa convoca as famílias para o aconchego da Casa numa sessão que terá como mote a tradição das passarinhas e sardões. Nesta oficina, os participantes irão descobrir as formas que os nossos avós inventaram para falar e declarar o amor. Em conjunto, abordar-se-ão as formas como hoje demostramos os nossos afetos.

 

No dia 13 de dezembro, data de celebração do passado vimaranense, a Casa da Memória partilha os trabalhos em curso no âmbito da investigação que a Oficina está a levar a cabo com o objetivo de atualizar o Caderno de Especificações do Bordado de Guimarães (17h00) e apresenta, ainda, o número 11 da revista Veduta (18h30), uma publicação da Oficina dedicada ao património cultural, lançada anualmente no dia em que se comemora a elevação do Centro Histórico de Guimarães a Património Cultural da Humanidade pela UNESCO.

 

Recordamos que a Casa da Memória encontra-se aberta de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita. A programação pode ser consultada em www.casadamemoria.pt.

 

ESPAÇO GUIMARÃES ILUMINA O NATAL COM MUITAS ATIVIDADES PARA AS CRIANÇAS

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O Natal chega ao Espaço Guimarães já no próximo dia 1 de dezembro, trazendo consigo uma zona de animação para as crianças e o incontornável e muito esperado Pai Natal.

 

Até dia 24 de dezembro, o Pai Natal aguarda todas as crianças no seu trono para tirar uma fotografia, receber as suas cartas ou encantarem-se com as suas barbas brancas.

 

Os visitantes vão, ainda, poder ajudar a Casa da Criança de Guimarães tirando uma fotografia com o Pai Natal. Cada fotografia tem um custo de 3€, revertendo 1€ para a instituição.

 

Os duendes vão convidar os mais pequeninos a iluminar o Natal, percorrendo um labirinto e recolhendo “bolas de luz”, para no final iluminarem a árvore.

 

Vai ser o Natal mais iluminado de sempre!

 

SOM de GMR despede-se esta sexta-feira com concerto dos Smartini no CCVF (01 dezembro)

Dezembro traz o último de 10 concertos do ciclo que, ao longo deste ano, mapeou a efervescência musical de Guimarães e da região

 

Esta sexta-feira, 01 de dezembro, às 23h00, o Café Concerto do Centro Cultural Vila Flor (CCVF) recebe o último espetáculo no âmbito do ciclo de concertos “SOM de GMR”. Os anfitriões desta última sessão serão os Smartini, banda veterana oriunda de Caldas das Taipas que, após uma longa paragem, regressa com um novo trabalho e vitalidade reforçada. Fecha-se, assim, a janela de observação sobre o espetro de criação musical único que se vive em Guimarães e na região e que originou o ciclo “SOM de GMR”, completando-se a sua documentação com um total de 10 projetos.

 

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Dezembro encerra o ano e também o ciclo “SOM de GMR”. A pôr termo a esta iniciativa, os Smartini tomam conta do palco do Café Concerto do CCVF para apresentar “Liquid Peace”, trabalho que sucede a “Sugar Train” (2007) e que marca o regresso da banda, após uma paragem de 9 anos, com a mesma qualidade e energia com que habituaram os fãs em tempos mais longínquos. “Liquid Peace” é uma pequena mas poderosa bomba que explode agora com uma nova maturidade. Ainda que com uma nova roupagem, a banda revisitará também alguns temas de “Sugar Train”, álbum que projetou os Smartini no circuito underground nacional e que os marcou como um dos projetos mais extasiantes do rock português. 

 

Este quarteto, junto desde 1992 (ainda que se apresentassem com outro nome), começou a tocar sob a influência do grunge de Seattle, género que se tornou símbolo de uma geração que berrava um descontentamento com a sociedade do momento. Os Smartini cresceram e buscaram outras inspirações com sonoridades mais harmónicas e em 2016 regressaram, confirmando toda a sua vitalidade, com o EP “Liquid Peace”.

 

Recordamos que, ao longo deste ano, o Café Concerto do CCVF recebeu projetos dos mais variados géneros musicais, dando conta da intensa produtividade artística que se vive na cidade e na região. O “SOM de GMR” trouxe a palco inúmeros projetos: Captain Boy, Gobi Bear, Toulouse, Lince, El Rupe, Paraguaii, Hot Air Balloon, This Penguin Can Fly, Ana e, agora, os Smartini. Consuma-se, assim, um ano de música ao som da energia criativa de Guimarães.

 

Os bilhetes para este concerto encontram-se à venda nas bilheteiras do Centro Cultural Vila Flor, da Plataforma das Artes e da Criatividade e da Casa da Memória de Guimarães, bem como nas lojas Fnac e El Corte Inglês, entre outros pontos de vendas, e na internet em www.ccvf.pt e oficina.bol.pt.

MUSICAL “PANDA E OS CARICAS” LEVA CRIANÇAS À MAGIA DO CINEMA

Digressão nacional arranca dia 2 de dezembro em Loulé

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“Panda e os Caricas no Cinema” é o novo musical de um dos maiores fenómenos infantojuvenis da atualidade que está de regresso aos palcos nacionais para oito dias de espetáculos de norte a sul de Portugal, com arranque agendado para dia 2 de dezembro no Pavilhão Desportivo Municipal de Loulé.

 

O espetáculo baseia-se no mais recente CD/DVD “Panda e os Caricas 4”, com a interpretação garantida de temas como “Sexta-Feira(Estudei A Semana Inteira)”, “O Autocarro do Panda” ou “Eu Gosto de Dançar”, cujos vídeos já ultrapassaram, individualmente, 1 milhão de visualizações no YouTube/VEVO.

 

Depois de receber mais de 50 mil pessoas no ano passado, o Canal Panda regressa, pelo sexto ano consecutivo, com a digressão nacional do musical “Panda e os Caricas”, embarcando numa aventura pela história de Hollywood, onde terão oportunidade de viajar pelo mundo do cinema mudo, a preto e branco, mas sempre com muita cor e animação.

Paulo Ribeiro homenageia a obra de Jiří Kylián no Centro Cultural Vila Flor (25 novembro)

Depois da estreia em Viseu, “Walking with Kylián. Never Stop Searching”

ruma este sábado a Guimarães

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Um passeio com Jiří Kylián. É assim que Paulo Ribeiro apresenta a sua nova criação de homenagem a um coreógrafo que respira o presente e exala a intemporalidade, alguém que carrega uma mão divina. Depois da estreia em Viseu, no Teatro Viriato, “Walking with Kylián. Never Stop Searching” tem apresentação marcada no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, este sábado, 25 de novembro, às 21h30.

 

São cinco os intérpretes que dão corpo à obra: André Cabral, André Mesquita, João Cardoso, Miguel Oliveira e Teresa Alves da Silva. Quatro homens e uma mulher. Surge um dueto que é retomado ao longo da peça. Trata-se de um encontro entre duas pessoas que parecem procurar uma linguagem comum, formas de se adaptar um ao outro. Um possível encontro entre Ribeiro e Kylián. Talvez.

 

Os corpos, um a um, vão atravessando e ocupando o espaço, desenhando trajetos com movimentos amplos e contínuos, gerando relações que se reconfiguram através da sua composição. Cria-se a ilusão de que não se vão tocar ou aproximar demasiado. Ainda assim, as relações intensificam-se e desvanece-se uma certa individualização dos corpos, afirma-se a força de um corpo coletivo.

 

A composição, em “Walking with Kylián. Never Stop Searching”, estrutura-se a partir de diálogos coreográficos, jogos de pergunta e resposta. A intensidade gerada pelo uníssono e pela repetição do movimento continuamente transformado, revela-se na procura de complementaridade. Evita-se a sobreposição de ideias. O discurso coreográfico e a linguagem são progressivamente contaminados pela integração de detalhes e pela fragmentação do movimento.

 

“Walking with Kylián. Never Stop Searching” é uma evocação a Jiří Kylián, coreógrafo incontornável da cena coreográfica contemporânea, referência maior para Paulo Ribeiro. À semelhança das obras de Kylián há, nesta proposta, uma pesquisa sobre corpos que são simultaneamente etéreos e fortes. Simultaneamente previsíveis e imprevisíveis. Corpos que se movimentam através de uma força gerada no seu interior, expondo com tempo o que deles emana. A genialidade e intemporalidade das obras coreográficas de Kylián despertaram a vontade de com ele comunicar, partilhar e passear intensamente, de homenagear a obra aproximando-se do criador.

 

“Walking with Kylián. Never Stop Searching” é coproduzido pelo Centro Cultural Vila Flor, Teatro Nacional São João, Teatro Viriato e São Luiz Teatro Municipal. Os bilhetes encontram-se à venda nas bilheteiras do Centro Cultural Vila Flor, da Plataforma das Artes e da Criatividade e da Casa da Memória de Guimarães, bem como nas lojas Fnac e El Corte Inglês, entre outros pontos de vendas, e na internet em www.ccvf.pt e oficina.bol.pt.

UHF ao vivo nas FNAC Guimarães, Braga e NorteShopping

UHF ao vivo apresentam “A Herança do Andarilho”

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A banda portuguesa de rock UHF vai estar nas FNAC Guimarães, Braga e NorteShopping para apresentar ao vivo o seu novo álbum “A Herança do Andarilho”.

 

Os show cases gratuitos acontecem durante este fim de semana: sábado, dia 18 de novembro, vão tocar as suas novas músicas na FNAC Guimarães a partir das 17h00. No mesmo dia, às 22h00, é possível ouvir a mítica banda portuguesa na FNAC Braga e no Domingo, 19 de novembro, vão estar na FNAC NorteShopping, a partir das 17h00.

 

O álbum “A Herança do Andarilho” é um tributo a uma das maiores referências da música portuguesa, Zeca Afonso. O disco, lançado 30 anos após a morte do cantor e compositor português, homenageia a sua obra, dando continuidade à sua herança musical. 

 

 

Calendário

UHF apresenta: “A Herança do Andarilho”

18/11, sábado, 17H00, FNAC GUIMARÃES

18/11, sábado, 22H00, FNAC BRAGA
19/11, domingo, 17H00, FNAC NORTESHOPPING

 

 

Este e outros eventos em: www.culturafnac.pt

 

CCVF | Guimarães Jazz continua a fazer história ( até 18 novembro)

Jan Garbarek abre a segunda ronda de concertos da 26ª edição do festival

 

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Depois de uma primeira semana preenchida por grandes atuações, é sempre bom recordar que o Guimarães Jazz vai a meio e que faltam ainda quatro grandes concertos para dar por terminada mais uma edição do histórico festival. Jan Garbarek, Allison Miller, Jeff Lederer/Joe Fiedler Quartet feat. Mary LaRose e Darcy James Argue’s Secret Society protagonizam a segunda ronda de espetáculos da 26ª edição do Guimarães Jazz.

 

O arranque da segunda semana do Guimarães Jazz – marcado para esta quinta-feira – testemunhará o regresso do saxofonista norueguês Jan Garbarek. Com uma longa carreira de quase cinquenta anos, não apenas no jazz mas também no campo da música clássica e da world music, Garbarek é hoje consensualmente reconhecido como um nome incontornável da música contemporânea. O quarteto com que se apresenta no Guimarães Jazz inclui alguns dos seus habituais colaboradores, nomeadamente o contrabaixista Yuri Daniel, o teclista Rainer Brüninghaus e o virtuoso percussionista indiano Trilok Gurtu. A sensibilidade musical de Jan Garbarek, centrada numa abordagem textural e abstratizante do jazz, encontra neste quarteto um ponto de confluência de linguagens capaz de criar uma música evocativa e expansiva, desenvolvida a partir de um diálogo aberto e sem fronteiras entre sons e idiomas culturais, e que constituirá, sem dúvida, um dos pontos altos desta edição do Guimarães Jazz.

 

Na sexta-feira, o palco do Grande Auditório do CCVF pertence a Allison Miller. Baterista de grande sensibilidade melódica e compositora talentosa com uma linguagem livre e flexível, Allison Miller é uma das mais proeminentes figuras da cena jazzística nova-iorquina da última década. A par de uma intensa atividade enquanto colaboradora de prestigiados músicos contemporâneos, Miller apresenta já um relevante currículo enquanto líder, sobretudo no contexto do grupo Boom Tic Boom, com o qual atuará no Guimarães Jazz. O álbum “Otis Was a Polar Bear” (2016) constituirá o foco principal de atenção deste concerto, onde Allison Miller se apresentará acompanhada de notáveis músicos. Desta formação, é legítimo esperar uma música vital e pulsante na qual as composições de Miller e a improvisação confluem harmoniosamente e desafiam os limites das convenções modernas sobre o que é ou o que pode ser o jazz hoje, no instável território da modernidade.

 

No último dia, sábado, estão programados dois concertos. Às 18h30, no Pequeno Auditório do CCVF, o Guimarães Jazz apresenta o concerto da formação de músicos que está responsável pelas oficinas de jazz e pelas jam sessions do festival. Jeff Lederer, saxofonista e clarinetista inovador e heterodoxo, e Joe Fiedler, um dos mais conceituados trombonistas norte-americanos da atualidade com uma impressionante carreira de mais de vinte anos, vão estar acompanhados pela vocalista nova-iorquina Mary LaRose, pelo jovem contrabaixista Nick Dunston e pelo consagrado baterista e compositor com uma já longa e prolífica carreira na música, George Schuller.

 

À noite, às 21h30, o Guimarães Jazz encerra, como habitualmente, em espírito celebratório, com a atuação de uma grande formação no Grande Auditório do CCVF. Com 18 músicos em palco, a Darcy James Argue’s Secret Society traz ao festival deste ano uma singular visão musical e artística. Darcy James Argue, jovem e idiossincrático compositor, tem-se revelado um dos valores emergentes do jazz contemporâneo e o trabalho que aqui estará em foco, “Real Enemies”, revela um compositor inquieto e vigilante, determinado a compor música comprometida com o presente da sociedade da arte. A estes valores que atestam a pertinência deste espetáculo acrescem as composições de elevada qualidade que elevam este projeto ao patamar da excelência artística. Assim termina mais uma fulgurante e histórica edição do Guimarães Jazz.

 

Para além do cartaz principal de concertos, durante esta semana decorrem as habituais oficinas de jazz orientadas por Jeff Lederer, Joe Fiedler, Mary LaRose, George Schuller e Nick Dunston. O Convívio Associação Cultural será, esta semana, o ponto de encontro das jam sessions, que constituem, sem dúvida, uma das facetas mais identificadoras do Guimarães Jazz.

 

Os bilhetes para o Guimarães Jazz podem ser adquiridos nas bilheteiras do Centro Cultural Vila Flor, da Plataforma das Artes e da Criatividade e da Casa da Memória de Guimarães, bem como nas lojas Fnac e El Corte Inglês, entre outros pontos de vendas, e na internet em www.ccvf.pt e oficina.bol.pt

O jazz apodera-se de Guimarães. É assim há 26 anos.

11 concertos preenchem o cartaz de 2017 do festival, que se realiza de 08 a 18 de novembro no Centro Cultural Vila Flor

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A partir desta quarta-feira, todos os amantes da música jazz rumam à cidade berço para assistir a mais uma edição do Guimarães Jazz que, este ano, será marcada pela celebração dos 100 anos decorridos desde a gravação do primeiro registo discográfico de jazz. Ao assinalar esta efeméride, o festival pretende questionar e problematizar a noção de património, tanto a um nível narrativo como musical, sugerindo assim uma nova organização da história. Eclético, aberto e transversal, em 2017, o Guimarães Jazz pretende afirmar-se como polo difusor de uma reflexão alargada sobre o futuro do jazz e, em sentido mais lato, das práticas musicais e artísticas do século XXI.

 

A 26ª edição do Guimarães Jazz tem início esta quarta-feira, às 21h30, com um concerto do guitarrista norte-americano Nels Cline, que interpretará o seu mais recente álbum “Lovers”, acompanhado pela Orquestra de Guimarães. Neste trabalho, Nels Cline debruça-se sobre um heterodoxo repertório, propondo ao ouvinte uma visão panorâmica sobre a sua cosmologia musical, ao mesmo tempo que sugere uma invulgar narrativa da história da música do século XX. Originalmente composto para uma formação alargada de vinte e três músicos, no Guimarães Jazz, porém, “Lovers” será interpretado por um quinteto, que incluirá o guitarrista português Eurico Costa, acompanhado pela Orquestra de Guimarães, com direção musical de Michael Leonhart.

 

O centenário da primeira edição discográfica de jazz será assinalado, explicitamente, na noite de quinta-feira, com o projeto Jazz – The Story, desenvolvido pela All Star Orchestra. Narrado pelo vocalista Nicolas Bearde, este espetáculo constitui uma comovente evocação do extraordinário legado artístico do jazz e uma eloquente revisitação do seu património musical, realizada por um conjunto de talentosos instrumentistas que se encontram em digressão pela Europa. Guimarães será um dos destinos dessa digressão, tendo sido o Guimarães Jazz um dos festivais escolhidos para apresentar esta dignificante síntese da história de uma das mais marcantes manifestações artísticas contemporânea – o jazz.

 

Na sexta-feira, é a vez do histórico baterista do free jazz Andrew Cyrille tocar ao vivo o álbum “The Declaration of Musical Independence”, um trabalho que constitui um exemplo da irredutível singularidade artística de um músico cuja vitalidade permanece intacta ao fim de mais de 50 anos de carreira. Considerado um dos grandes discos de jazz de 2016, “The Declaration of Musical Independence” foi gravado por uma formação de músicos notáveis na qual se inclui o pioneiro da eletrónica Richard Teitelbaum, o contrabaixista Ben Street e o guitarrista Bill Frisell (que, no entanto, será substituído por Ben Monder no Guimarães Jazz).

 

No primeiro sábado do festival, os concertos chegam em dose dupla. No concerto da tarde, às 18h30, o trio suíço VEIN apresenta-se no Guimarães Jazz acompanhado pelo versátil e prolífico saxofonista Rick Margitza. O tom impressionista que marca habitualmente a música dos VEIN é reconfigurado pela capacidade expressiva de Margitza, sendo legítimo esperar deste concerto uma música que à sofisticação do jazz de sensibilidade europeia do grupo suíço alia a pulsação do grande jazz da tradição norte-americana. À noite, os Mostly Other People Do the Killing tomam conta do palco do Grande Auditório do CCVF. Fundada em 2003 pelo contrabaixista e compositor Moppa Elliott, esta banda nova-iorquina tem vindo a afirmar-se progressivamente como um dos mais relevantes e desafiantes projetos de jazz do segundo milénio, o qual se apresentará em septeto pela primeira vez em Portugal. No Guimarães Jazz, os Mostly Other People Do the Killing irão apresentar o seu mais recente álbum, “Loafer’s Hollow”, editado em fevereiro deste ano.

 

No domingo, o Guimarães Jazz reserva novamente dois espetáculos. Às 17h00, Jeff Lederer e Mary LaRose dirigem a Big Band e o Ensemble de Cordas da ESMAE, reafirmando a importante vertente pedagógica do festival. Às 21h30, o Guimarães Jazz desloca-se até à Plataforma das Artes para apresentar a quarta edição da parceria com a associação Porta-Jazz. O dramaturgo Jorge Louraço Figueira e a atriz Catarina Lacerda, em colaboração com um quarteto liderado por Nuno Trocado (guitarra), com Tom Ward (saxofones, flauta, clarinete baixo), Sérgio Tavares (contrabaixo) e Acácio Salero (bateria), serão os protagonistas deste projeto que cruzará música e teatro num espetáculo que resulta de uma semana de trabalho em residência artística.

 

A segunda semana do Guimarães Jazz arranca no dia 16 de novembro, às 21h30, no Grande Auditório do CCVF, com o regresso do saxofonista norueguês Jan Garbarek, cujo concerto constituirá, sem dúvida, um dos pontos altos desta edição do festival. O quarteto com que Jan Garbarek se apresenta no Guimarães Jazz inclui alguns dos seus habituais colaboradores, nomeadamente o contrabaixista Yuri Daniel, o teclista Rainer Brüninghaus e o virtuoso percussionista indiano Trilok Gurtu.

 

No dia 17, o festival recebe Allison Miller. Baterista de grande sensibilidade melódica, Allison Miller é uma das mais proeminentes figuras da cena jazzística nova-iorquina da última década. A par de uma intensa atividade enquanto colaboradora de prestigiados músicos contemporâneos, Miller apresenta já um relevante currículo enquanto líder, sobretudo no contexto do grupo Boom Tic Boom, com o qual atuará no Guimarães Jazz. O álbum “Otis Was a Polar Bear” (2016) constituirá o foco principal de atenção deste concerto, onde Allison Miller se apresentará acompanhada de notáveis músicos.

 

O Guimarães Jazz termina a 18 de novembro com mais dois concertos. A atuação das 18h30 está a cargo do quarteto de Jeff Lederer / Joe Fiedler, com a participação especial de Mary LaRose, formação responsável pela condução das jam sessions e das oficinas de jazz. Às 21h30, o festival dá por concluída a sua 26ª edição com a estreia em Portugal de um dos mais inventivos e originais projetos de big band da atualidade: a Secret Society, um ensemble de dezoito músicos liderado por Darcy James Argue, um compositor jovem e idiossincrático, com uma singular visão musical e artística, que se tem afirmado como um dos valores emergentes do jazz contemporâneo. Intensamente imaginativas, as composições de “Real Enemies”, o seu trabalho mais recente, revelam-nos estarmos perante um compositor inquieto e vigilante, determinado a compor música comprometida com o presente da sociedade e da arte, e isso apenas bastaria para atestar a sua pertinência. No entanto, a superlativa qualidade das composições de Darcy James Argue elevam este seu projeto ao patamar da excelência artística, que o Guimarães Jazz terá o privilégio de testemunhar.

 

Como já é habitual, ao cartaz principal juntam-se uma série de atividades paralelas como as animações musicais que acontecem em vários pontos da cidade, as oficinas de jazz que irão decorrer no CCVF, de 13 e 17 de novembro, sob a orientação de Jeff Lederer, Joe Fiedler, Mary LaRose, Nick Dunston e George Schuller, músicos que também serão responsáveis pela realização das icónicas jam sessions que terão lugar, no final dos espetáculos, no Café Concerto do CCVF (de 09 a 11 de novembro) e no Convívio Associação Cultural (de 16 a 18 de novembro).

 

Os bilhetes para os concertos do Guimarães Jazz encontram-se à venda nas bilheteiras do Centro Cultural Vila Flor, da Plataforma das Artes e da Criatividade e da Casa da Memória de Guimarães, bem como nas lojas Fnac e El Corte Inglês, entre outros pontos de vendas, e na internet em www.ccvf.pt e oficina.bol.pt.