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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

: Noite Branca regressa a Guimarães a 08 de julho

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Noite Branca regressa a Guimarães

 

08 de julho é a noite mais branca do ano

 

A 08 de julho, Guimarães volta a vestir-se de branco, naquela que é uma das festas mais acarinhadas pelos vimaranenses, mas também por todos os que visitam a cidade nesta data. A noite é longa, com muita música e animação nos locais mais emblemáticos de Guimarães e só há um requisito: vestir branco e pintar as ruas que, nesta noite, se transformam num enorme palco. A Rua de Sto. António, o Largo João Franco, a Praça de S. Tiago, o Largo Condessa do Juncal, a Plataforma das Artes e da Criatividade e o Coreto do Jardim da Alameda serão os palcos centrais do evento, que será ainda acompanhado pelo habitual Trio Elétrico desde o Largo da Mumadona até ao Largo do Toural.

 

A Noite Branca regressa a Guimarães para mais uma noite de magia e diversão. A cidade volta a transformar-se na verdadeira pista ao ar livre com música para todos os gostos. Vários Dj’s espalham-se por diversos locais do centro da cidade, contagiando todos os que saem à rua para a noite mais branca do ano. Há ainda várias animações de rua e o comércio local volta a associar-se ao evento, permanecendo de portas abertas até de madrugada. À semelhança do ano passado, também vários museus e espaços culturais da cidade se associam à Noite Branca, como é o caso do Centro Internacional das Artes José de Guimarães, situado na Plataforma das Artes e da Criatividade, que ficará de portas abertas até à meia-noite para oferecer ao público a oportunidade de conhecer as novas exposições inauguradas no final do mês de junho.

 

Nesta edição da Noite Branca, são vários os DJs convidados. O DJ João Vaz atua na Rua Sto. António, o DJ Nuno Luz toma conta do palco do Largo João Franco e o DJ Wilson Honrado é o animador de serviço na Praça de S. Tiago. No Largo Condessa do Juncal é a DJ Joana Perez a dar música, na Plataforma das Artes e da Criatividade a mesa de mistura pertence ao DJ Francisco Gil e, no coreto do Jardim da Alameda, é o DJ Rob Willow a animar a noite. Claro que a Noite Branca não seria a mesma sem o famoso Trio Elétrico, que volta a descer do Largo da Mumadona em direção ao Largo do Toural com os DJs The Fucking Bastards a comandar a viagem e a garantir a animação pela noite dentro. Para tornar a festa memorável pede-se a todos que vistam branco, criando um ambiente único em Guimarães.

 

CCVF | Companhia Nacional de Bailado assinala 40 anos de vida no Centro Cultural Vila Flor (18 junho)

Guimarães recebe programa especial constituído por quatro peças dos coreógrafos Olga Roriz, Vasco Wellenkamp, William Forsythe e Ohad Naharin

 

Atualmente a comemorar 40 anos de existência, a Companhia Nacional de Bailado apresenta no próximo dia 18 de junho, às 21h30, no Centro Cultural Vila Flor, um programa constituído por quatro peças em reposição, cujo êxito de público foi marcante em temporadas recentes. “Treze Gestos de um Corpo”, de Olga Roriz, “Será que é uma Estrela”, de Vasco Wellenkamp, “Herman Schmerman”, de William Forsythe, e “Minus 16”, de Ohad Naharin, são as peças que compõem o programa especial que será apresentado em Guimarães.

 

Treze Gestos de um Corpo” é um clássico e uma das coreografias mais carismáticas de Olga Roriz, onde um elenco masculino alterna com um feminino numa sucessão de solos e num crescendo de intensidade dramática. “Esta peça é sobre o reflexo de uma pessoa em frente de dois espelhos paralelos que formam uma multiplicação de imagens até ao infinito. No entanto em cada um desses espelhos a imagem não é igual. É como se em cada um houvesse uma evolução, uma transformação do movimento, uma continuação do gesto do anterior. Como se cada imagem fosse autónoma da anterior. Com vida própria e independente. Com sentimentos, emoções e estares diferentes. Uma personalidade dividida.”, explica Olga Roriz. Ainda que concebida para um elenco de homens, após a sua estreia em 1987 no Grande Auditório da Gulbenkian, “Treze Gestos de um Corpo” tem sido também frequentemente interpretada por elencos femininos. A peça entrou para o repertório da CNB a 8 de março de 2007, e, tal como nessa altura, volta a ser dançado por treze homens ou por treze mulheres.

 

Será que é uma Estrela?” é uma peça recentemente coreografada por Vasco Wellenkamp, numa sentida homenagem à bailarina Graça Barroso. Vasco Wellenkamp iniciou a sua carreira, quer como bailarino, quer como coreógrafo, no Ballet Gulbenkian, onde obteve muitos dos seus êxitos, tanto em Portugal, como em espetáculos internacionais realizados por esta companhia. Foram muitos os bailarinos com quem trabalhou, mas a sua intérprete inspiradora foi Graça Barroso, uma das primeiras bailarinas desta companhia que cedo se tornou referência na dança em Portugal. Nesta criação, Vasco Wellenkamp coreografou três canções de amor (“Eu sei que vou te amar”, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes; “Eu te amo”, de Tom Jobim e Chico Buarque; e “Beatriz”, de Edu Lobo e Chico Buarque), interpretadas por Maria João e o pianista João Farinha.

 

O programa reserva, ainda, duas peças de criadores internacionais. “Herman Schmerman”, dueto do coreógrafo norte-americano William Forsythe, cujo título não pretende ter qualquer significado, mostra-nos o encontro de um casal que, através de uma execução técnica quase impossível – como são, aliás, todas as obras de reportório deste coreógrafo – não deixa de nos sugerir uma narrativa de humor muito subtil. “Herman Schmerman” estreou em 1992 no Ballet da cidade de Nova Iorque, coreografado para cinco bailarinos. Quatro meses mais tarde, para o Ballet de Frankfurt, Forsythe criou um dueto adicional a este bailado. Desde então é apresentado em diversas companhias no mundo, tanto a versão completa como apenas o dueto. Esta é uma aparente competição homem-mulher. Para o coreógrafo é uma simples peça sobre dança.

 

A fechar o espetáculo sobe ao palco “Minus 16” do israelita Ohad Naharin, um dos mais reconhecidos coreógrafos contemporâneos a nível mundial. Sobre “Minus 16”, o atual diretor artístico da companhia israelita Batsheva diz “não é um novo trabalho, é mais uma reconstrução: gosto de pegar em peças ou secções de peças minhas e trabalhá-las de novo, reorganizá-las criando a possibilidade de as ver sobre um outro ângulo. Isso ensina-me sempre algo novo sobre o meu trabalho e a composição. Nesta peça eu peguei em diferentes secções de diferentes trabalhos meus. Foi como se eu estivesse apenas a contar o princípio ou o meio, ou o fim de várias histórias os quais depois de organizados resultam num trabalho tão ou mais coerente do que o original.”. Com “Minus 16”, confirma-se, sem dúvida, a habilidade de Ohad Naharin em saber como fazer o público dançar.

 

Quatro obras icónicas, de quatro coreógrafos consagrados, são a garantia de uma grande celebração no palco do Centro Cultural Vila Flor que, ao comemorar o 40º aniversário da Companhia Nacional de Bailado, comemora também a dança e a sua história.

 

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Também para assinalar os 40 anos da Companhia Nacional de Bailado, o Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor apresenta no dia 13, às 15h00, um filme da realizadora Cláudia Varejão e da sua assistente de som Adriana Bolito. “No escuro do cinema descalço os sapatos” é um documentário que resulta da recolha de imagens do quotidiano da companhia, ao longo de doze meses. Dançar, mais do que uma profissão, é um modo de vida, e o título do filme, um poema de Adília Lopes, gentilmente cedido pela autora, remete-nos para a vulnerabilidade dessas vidas. Este filme acompanha, por um lado, as criações, estreias e digressões da companhia de dança mais antiga do país e, por outro, o trabalho silencioso e estrutural de cada bailarino. A projeção do filme “No escuro do cinema descalço os sapatos” tem entrada livre.

 

Os bilhetes para o espetáculo encontram-se à venda nas bilheteiras do Centro Cultural Vila Flor e da Plataforma das Artes e da Criatividade, bem como nas lojas Fnac e El Corte Inglês, entre outros pontos de vendas, e na internet em www.ccvf.pt e oficina.bol.pt.

CCVF | Jacinto Lucas Pires, Teatro da Garagem e Teatro Oficina marcam segunda semana de Festivais Gil Vicente (até 11 junho)

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Após uma primeira semana preenchida por espetáculos no Centro Cultural Vila Flor, os Festivais Gil Vicente regressam já esta quinta-feira aos palcos para levar o teatro até outros espaços menos convencionais da cidade berço. Nesta segunda semana serão apresentadas as peças “Henrique IV parte 3”, de Jacinto Lucas Pires, “Ela Diz”, do Teatro da Garagem, e, a encerrar o cartaz, o Teatro Oficina apresenta a sua mais recente criação, “Álbum de Família”. As atividades paralelas também prosseguem com o 1º Encontro do Gangue de Guimarães, organizado pelo Teatro Oficina.

 

A segunda semana dos Festivais Gil Vicente arranca esta quinta-feira, dia 08, às 21h30, na Black Box da Plataforma das Artes e da Criatividade, com uma criação de Jacinto Lucas Pires, que aqui se estreia como encenador. Com “Henrique IV parte 3”, Jacinto Lucas Pires alerta-nos para a urgência de reaprender a viver. Numa sociedade que adia constantemente os sonhos pelas exigências da vida quotidiana, o encenador convoca um tradutor, Henrique, como um príncipe precário. Quer mudar Shakespeare para a língua portuguesa, mas tem de passar os dias a fazer traduções técnicas de empilhadoras e autoclismos para ganhar a vida. Até que lhe surge Falstaff, o gordo genial de Shakespeare, para lhe lembrar que a vida é muito mais do que este triste tempo, feito de tempos mortos.

 

Na sexta-feira, 09 de junho, também às 21h30, o Espaço Oficina recebe a estreia da nova criação do Teatro da Garagem, “Ela Diz”, uma peça que narra o conflito entre duas mulheres, Mãe e Filha, interpretadas pelas atrizes Fernanda Neves e Ana Palma. As personagens, num face-a-face desafiante, dizem uma à outra o que nunca disseram, o que precisam dizer. Assiste-se a um desabafo urgente e torrencial, matizado por diferentes estados de alma, cujo desenlace é o esgotamento, a pacificação abrupta. Num dispositivo cénico simples, um lugar definido por dois planos e uma mesa e duas cadeiras, o texto, original de Carlos J. Pessoa, assume um papel preponderante, como matéria, que tornada som e música, desafia as categorias tradicionais da palavra e da escuta.

 

No fim de semana de encerramento dos Festivais Gil Vicente, a 10 e 11 de junho, sempre às 22h00, o pátio da Casa de Memória serve de palco para a apresentação da nova produção do Teatro Oficina, “Álbum de Família”. O impressionante espólio de fotografias d’ A Muralha - Associação de Guimarães para a Defesa do Património serve de inspiração a uma criação em duas partes, dirigida por Isabel Costa e Tânia Dinis e interpretada pelos alunos das Oficinas do Teatro Oficina (OTO’s). A história da representação das famílias de Guimarães, a sua iconografia tornada performance de teatro e dança encontra o espaço ideal para ser apresentada: o pátio da Casa da Memória (o melhor lugar metáfora deste trabalho).

 

Na segunda semana do festival prosseguem também as atividades paralelas que, nesta edição, se concentram no 1º Encontro do Gangue de Guimarães, uma iniciativa do Teatro Oficina que visou cartografar os artistas de artes performativas – intérpretes, criativos(as) criadores(as) e/ou dramaturgos(as) – de Guimarães espalhados pela cidade, pelo país e pelo mundo. A partir desse mapa de artistas nascidos ou criados na cidade berço, o Teatro Oficina e os Festivais Gil Vicente montam um primeiro encontro/residência em que se revela o que é este Gangue e os projetos em que estará envolvido – formação, criação e um olhar para o futuro. No âmbito deste encontro, decorre até 10 de junho uma residência artística no Centro de Criação de Candoso que engloba, também, uma oficina de dramaturgia orientada por José Maria Vieira Mendes. A primeira apresentação pública do Gangue de Guimarães está marcada para o dia 06 de junho, às 21h30, no Café Concerto do CCVF, onde está previsto um momento para debates de ideias. A 10 de junho, às 15h00, no Centro de Criação de Candoso, finalizadas as duas semanas de trabalho intensivo, o Gangue de Guimarães convida o público a conhecer de perto os processos de criação e a fazer perguntas difíceis de responder.

 

Os bilhetes para os espetáculos encontram -se à venda nas bilheteiras do Centro Cultural Vila Flor e da Plataforma das Artes e da Criatividade, bem como nas Lojas Fnac, El Corte Inglés, Worten, entidades aderentes da Bilheteira Online, e via online em www.ccvf.pt e oficina.bol.pt.

 

Através do desconto especial para Escolas de Artes Performativas (que pretende tornar mais acessíveis os espetáculos de dança e de teatro para o público que está em formação especializada), os alunos e professores que pretendam assistir aos espetáculos dos Festivais Gil Vicente poderão aceder a bilhetes no valor de 4,00 euros para todos os espetáculos.

 

CDMG | Visitas, conversas, oficinas e a inauguração da exposição "Pergunta ao Tempo" preenchem a programação de junho da Casa da Memória

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Visitas, conversas, oficinas e a inauguração da exposição “Pergunta ao Tempo” preenchem a programação de junho da Casa da Memória

 

Em junho, além da programação regular que se faz de várias visitas, conversas e oficinas, a Casa da Memória inaugura a exposição “Pergunta ao Tempo” que resulta de um longo processo de reapropriação do património cultural pelas mãos das crianças de turmas do 4º ano de 13 agrupamentos escolares do concelho de Guimarães. O “Guia de Visita” deste mês está a cargo de Carlos Mesquita e o “Espalha Memórias” conta com Eduardo Brito e Raul Pereira como guias convidados. O ciclo de conversas “Memórias da Memória” propõe um encontro com Daniel Blaufuks e o “Domingos em Casa” proporciona mais uma manhã de convívio em família. Ao longo do mês, recordamos ainda que é possível visitar a exposição temporária “Memento (Lembra-te)” e a exposição permanente “Território e Comunidade”.

 

Em junho, o “Guia de Visita” – atividade que a Casa da Memória organiza no primeiro sábado de cada mês – terá como convidado Carlos Mesquita, cineclubista, cinéfilo, fotógrafo amador e exímio contador de histórias de Guimarães. A partir de aproximações mais ou menos diretas a documentos, imagens e elementos da exposição da CDMG, o Presidente do Cineclube de Guimares,﷽﷽﷽﷽﷽﷽﷽çaes, Cineclube de Guimar? Confirma.hem?tografia pode nnça da luz no cunho das imagens ães propõe-nos uma visita guiada pela sua própria memória de Guimarães. O “Guia de Visita” acontece já no próximo dia 03 de junho, às 17h00.

 

No dia 09 tem lugar a inauguração da exposição “Pergunta ao Tempo”, um projeto que resulta de um longo processo de reapropriação do património cultural pelas mãos das crianças de turmas do 4º ano de 13 agrupamentos escolares do concelho de Guimarães. Dentro da própria exposição permanente da Casa da Memória, os objetos, as histórias, os testemunhos recolhidos pelas crianças coabitam e dialogam com cada um dos núcleos expositivos. O património cultural, na sua materialidade e imaterialidade, a reflexão sobre a memória e as formas como a representamos, recolhemos e tratamos, envolveram todas as crianças, as suas famílias e a comunidade local. A Casa da Memória surge, assim, como lugar de abrigo e de encontro da comunidade consigo própria. A exposição “Pergunta ao Tempo” ficará patente até dia 01 de outubro.

 

No dia 10, às 10h30, o programa de visitas orientadas “Espalha Memórias” está de regresso com Eduardo Brito sob o mote “Entre Imagens da Cidade”. A partir de uma seleção de imagens da Coleção de Fotografia da Muralha faz-se uma deriva pela memória da cidade através da memória das fotografias: histórias, imaginações, incertezas, comparações e desaparições fazem parte de um regresso ao local do enquadramento de algumas das mais simbólicas fotografias de Guimarães. No dia 24, à mesma hora, o Espalha Memórias terá Raul Pereira como guia convidado, numa alusão a Guimarães e ao Dia 1 de Portugal. Num dia carregado de simbolismo, conversa-se sobre uma cidade que não é só o que dela hoje admiramos, mas também aquilo que ela poderia ter sido. Recordamos que o “Espalha Memórias” é um programa de visitas a partir da Casa da Memória, onde os participantes são convidados a conhecer e descobrir diferentes percursos da cidade.

 

Junho reserva, ainda, uma nova edição do ciclo de conversas “Memórias da Memória”. No dia 17, às 17h00, o fotógrafo e cineasta Daniel Blaufuks é o convidado de uma conversa que terá como eixo a importância das imagens e das relações que as mesmas propõem, as múltiplas refrações do que lembramos e de como lembramos – do facto histórico ao registo pessoal, da literatura ao cinema, do arquivo à destruição.

 

No dia 18, às 11h00 – como é habitual no penúltimo domingo de cada mês – a Casa da Memória proporciona mais uma manhã de convívio em família. Em junho, o Domingos em Casa propõe uma oficina de construção de fanzines que irá reinterpretar momentos da memória relacionada com lugares da cidade de Guimarães.

 

Ao longo do mês, para além da exposição permanente da Casa da Memória, recordamos que poderá ainda visitar a exposição temporária “Memento (Lembra-te)” que reúne um conjunto de objetos e imagens provenientes de coleções particulares, onde se propõe recuar às primeiras décadas do século XX em Guimarães – a um tempo em que o mundo de trabalho estava em profunda transformação e o papel reivindicativo do operariado, embora timidamente, já se fazia sentir.

 

A Casa da Memória encontra-se aberta de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita. A programação da CDMG pode ser consultada em www.casadamemoria.pt.

ESPAÇO GUIMARÃES celebra o dia da CRIANÇA COM sessões de cinema gratuitas

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O Dia da Criança aproxima-se a passos largos e o Espaço Guimarães prepara-se para o celebrar como deve ser : com crianças divertidas e animadas !

Para comemorar este dia tão especial, dia 1 de Junho o Espaço Guimarães vai proporcionar 3 sessões de cinema gratuitas: às 11h00, 15H00 e 21H00.

Um dia diferente para comemorar em família!

CDMG | Memória, Arquitetura e Têxtil em foco na Casa da Memória no mês de maio

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Visitas, oficinas, exposições e conversas preenchem programação deste mês na Casa da Memória de Guimarães

A programação regular da Casa da Memória de Guimarães (CDMG) volta a propor as já habituais e participadas atividades que reúnem naquele espaço o público mais diverso para explorar e partilhar uma memória que se quer construída em conjunto. Este mês, o Guia de Visita está marcado para o dia 06, às 17h00, e está a cargo dos arquitetos Maria Manuel Oliveira e João Pereira Silva. O Domingos em Casa acontece no dia 21, às 11h00, sob o mote Tabula Rasa. Em maio, há também uma conversa, no dia 11, às 21h00, com foco no tema “Têxtil: A Memória do Futuro”. Esta atividade inicia um ciclo de quatro sessões que decorrem no âmbito do programa doutoral em História das Ciências e Educação Científica do Centro de Física da Universidade de Coimbra. De recordar que continua patente na Casa a exposição temporária “Memento (Lembra-te)”, para além da exposição permanente “Território e Comunidade”.

 

Em maio, o Guia de Visita da Casa da Memória acontece no dia 06, às 17h00, com Maria Manuel Oliveira e João Pereira Silva, arquitetos que foram desafiados a pensar e projetar uma mesa-memória para o Repositório da CDMG, uma mesa que simbolize a memória da casa e que seja também lugar de conversas e trabalhos memoráveis e memorizáveis. A proposta foi feita pela CDMG ao Centro de Estudos de Arquitetura da Universidade do Minho e o resultado chega pela mão dos arquitetos presentes: várias madeiras, de vários tempos e lugares, unem-se num círculo imperfeito e aberto, tal como a memória. A apresentação e explicação da mesa do Repositório da CDMG é o tema central desta visita guiada pelos seus autores.

 

No dia 11, às 21h00, a Casa da Memória abre-se para uma conversa com José Lopes Cordeiro e Francisco Brito em torno do tema “Têxtil: A Memória do Futuro”. A história da indústria têxtil instalada em Guimarães cruza-se com a ciência e a tecnologia. Este é o primeiro evento de um ciclo de conversas que ocorre no âmbito de um projeto de doutoramento a decorrer na Universidade de Coimbra, em que se procura o fio da história. Esta é a primeira de quatro sessões que contarão com a participação de historiadores, cientistas, empresários e outros convidados para abordar vários temas, desafiando a comunidade a participar ativamente para ajudar a (re)construir a memória coletiva da cidade industrial e têxtil através dos tempos.

 

O Domingos em Casa repete-se no penúltimo domingo do mês, desta vez sob o mote Tabula Rasa. No dia 21, às 11h00, a Casa da Memória propõe criar uma superfície plana e vazia, uma nova Guimarães. Nas ruas deste lugar utópico, vamo-nos reconhecer a nós próprios; e as imagens que veremos nas calçadas e nas fachadas das casas que construiremos serão os reflexos daquilo que nos lembramos.

 

Para além da exposição permanente da Casa da Memória, recordamos que poderá ainda visitar a exposição temporária “Memento (Lembra-te)” que reúne um conjunto de objetos e imagens provenientes de coleções particulares, onde se propõe recuar às primeiras décadas do século XX em Guimarães – a um tempo em que o mundo de trabalho estava em profunda transformação e o papel reivindicativo do operariado, embora timidamente, já se fazia sentir.

 

A Casa da Memória encontra-se aberta de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita. A programação da CDMG pode ser consultada em www.casadamemoria.pt.

30ª edição ininterrupta dos Festivais Gil Vicente lança olhar sobre a criação nacional (01 a 11 junho, Guimarães)

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O teatro contemporâneo em 6 peças, de 01 a 11 de junho, em Guimarães

 

Teatro Praga, João Sousa Cardoso, Jacinto Lucas Pires e Teatro Oficina são apenas alguns dos nomes que dão corpo à edição de 2017 dos Festivais Gil Vicente, que decorre de 01 a 11 de junho, em Guimarães. Num ano em que o programa lança um olhar profundo sobre a criação feita em território nacional, e no qual se encontram 3 estreias, os Festivais Gil Vicente apresentam um cartaz que procura privilegiar a proximidade entre o público e os artistas, para além de propor palcos pouco convencionais. Esta edição reserva, ainda, um programa de atividades paralelas que gira em torno de um projeto lançado pelo Teatro Oficina, na tentativa de mapear profissionais das artes performativas nascidos ou criados em Guimarães. Será o 1º encontro do Gangue de Guimarães.

 

Este ano, os Festivais Gil Vicente – principal festival de teatro da cidade de Guimarães – propõem uma nova lógica de relação com o que está à sua volta, ao pretender detetar e valorizar o aparecimento do talento territorial existente. As linhas identitárias mantêm-se enquanto base matricial – novas dramaturgias e releituras de textos essenciais – mas, a partir desta edição, ambiciona-se também tornar os Festivais Gil Vicente num corpo de trabalho regular e gerador de novas ideias. A partir de uma ideia recém-nascida no seio do Teatro Oficina – o Gangue de Guimarães – é lançada uma residência artística assente em dois vetores: formação dramatúrgica e identificação do potencial criativo dos elementos do grupo entretanto constituído.

 

Os Festivais Gil Vicente têm início marcado para o dia 01 de junho, às 21h30, com a estreia absoluta de “Geocide”. A peça de Cátia Pinheiro e José Nunes, da Estrutura, que conta com a colaboração dramatúrgica de Rogério Nuno Costa, sobe ao palco do Pequeno Auditório do Centro Cultural Vila Flor (CCVF) para abordar os temas da mobilidade demográfica, das narrativas distópicas, das visões de futuro apocalípticas, da biopolítica e, consequentemente, da geopolítica. No palco, três seres habitam um espaço e a ação não está naquilo que eles transportam, mas no dispositivo que pisam. Imagina-se um tempo (“futuro”?) onde a memória terá sido apagada a favor de uma noção de humanidade reduzida à (sua) eterna contemplação.

 

No dia seguinte (02 de junho), às 21h30, é a vez do Grande Auditório do CCVF receber a mais recente criação do Teatro Praga, “Despertar da primavera, uma tragédia de juventude”, uma peça escrita em 1891 por Frank Wedekind sobre um grupo de adolescentes em conflito com uma sociedade conservadora e moralista. O Teatro Praga regressa, assim, a um clássico da literatura dramática para inscrever, num texto e teatro canónico, o lugar dos que não estão incluídos no sistema representativo. Em palco, num cenário que se faz de cor-de-rosa, a crueldade e o amor entre pares, a intolerância geracional e o suicídio são alguns dos motivos queridos pela tradição interpretativa deste texto.

 

No ano em que comemoram os 150 anos do nascimento de Raul Brandão, também a sua obra estará presente nos Festivais Gil Vicente com “Os Pescadores”, de João Sousa Cardoso, que sobe ao palco do Pequeno Auditório do CCVF no dia 03 de junho. “Os Pescadores” é um trabalho metateatral que reflete sobre as narrativas complexas e os códigos da representação, explorando as noções de masculinidade e de género, de trabalho e de sacrifício, de eros e de economia da morte. Se o mundo é governado pelos senhores e pela palavra, que drama é o dos homens intermitentes que circulam entre o mundo dos vivos e o terror da phisys, organizados num espaço incerto, num tempo flutuante e num imaginário que oscila entre as convenções da tradição e os impulsos da sobrevivência?

 

Os Festivais Gil Vicente prosseguem para a segunda semana com mais uma ronda de três espetáculos, momento em que abandonam o Centro Cultural Vila Flor para invadir outros espaços da cidade de Guimarães. No dia 08, às 21h30, o ponto de encontro está marcado na Black Box da Plataforma das Artes e da Criatividade que recebe “Henrique IV parte 3”, uma peça do dramaturgo Jacinto Lucas Pires que aqui se estreia também como encenador. “Henrique IV parte 3” aborda as angústias que atormentam uma geração. É preciso pagar contas, é preciso adiar sonhos para quando se tiver “alguma estabilidade” que tarda em chegar. Jacinto Lucas Pires pega num tradutor, Henrique, como um príncipe precário, que vive consumido pelas exigências da vida quotidiana, até que lhe surge Falstaff, o gordo genial de Shakespeare. Falstaff é aqui metáfora para a urgência de se reaprender a viver, num tempo de carreiras-sucesso-poder.

 

No dia 09, às 21h30, os Festivais Gil Vicente recebem a estreia de “Ela Diz”, do Teatro da Garagem, uma performance multimédia que narra o conflito entre mãe e filha. As personagens, num face a face desafiante, dizem uma à outra o que nunca disseram e o que precisam dizer. Assiste-se a um desabafo urgente e torrencial, matizado por diferentes estados de alma, cujo desenlace é o esgotamento, a pacificação abrupta. O dispositivo cénico é composto por duas atrizes em frente, cada uma, a uma câmara de filmar. Numa relação de extrema proximidade, o público tem diante de si um ecrã, onde surgem os rostos em grande plano das atrizes. “Ela Diz” vai ser apresentada na Black Box do Espaço Oficina, local propício para acolher esta criação intimista.

 

A encerrar a edição de 2017 dos Festivais Gil Vicente, também a companhia vimaranense Teatro Oficina estreia a sua mais recente criação. Nos dias 10 e 11 de junho, sempre às 22h00, o pátio da Casa da Memória de Guimarães serve de palco para a apresentação de “Álbum de Família”. O impressionante espólio de fotografias d’ A Muralha - Associação de Guimarães para a Defesa do Património serve de inspiração a uma criação em duas partes, interpretada pelos alunos das Oficinas do Teatro Oficina. A história da representação das famílias de Guimarães, a sua iconografia tornada performance de teatro e dança encontra o espaço ideal para ser apresentada: o pátio da Casa de Memória (o melhor lugar metáfora deste trabalho).

 

Este ano, também as atividades paralelas dos Festivais Gil Vicente têm um forte cunho do Teatro Oficina. A companhia convocou o talento territorial existente para formar o Gangue de Guimarães que terá o seu 1º encontro numa residência artística que englobará, também, uma oficina de dramaturgia orientada por José Maria Vieira Mendes, debates de ideias e ensaios abertos. O Gangue de Guimarães surge como uma tentativa de cartografar os artistas de artes performativas – intérpretes, criativos(as) criadores(as) e/ou dramaturgos(as) – de Guimarães espalhados pela cidade, pelo país e pelo mundo. Responderam à primeira chamada 49 profissionais das artes performativas, mais ou menos experientes, mais ou menos emergentes, que nasceram ou foram criados na cidade. A partir deste mapa de artistas, o Teatro Oficina e os Festivais Gil Vicente montam um 1º encontro/residência em que se revela o que é este Gangue e os projetos em que estará envolvido – formação, criação, futuro.

 

Os bilhetes para os espetáculos já se encontram à venda, podendo ser adquiridos nas bilheteiras do Centro Cultural Vila Flor e da Plataforma das Artes e da Criatividade, bem como nas Lojas Fnac, El Corte Inglés, Worten, entidades aderentes da Bilheteira Online, e via online em www.ccvf.pt e oficina.bol.pt.

 

Por apenas 25,00 euros é possível adquirir uma assinatura que permite o acesso a todos os espetáculos do festival. Através do desconto especial para Escolas de Artes Performativas (que pretende tornar mais acessíveis os espetáculos de dança e de teatro para o público que está em formação especializada), os alunos e professores que pretendam assistir aos espetáculos dos Festivais Gil Vicente poderão aceder a bilhetes no valor de 4,00 euros.

A magia do Novo Circo ganha fôlego em Guimarães com o European Season of Circus Arts Weekend (12 e 13 maio)

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European Season of Circus Arts Weekend, um fim de semana com espetáculos, workshop e debate no Centro Cultural Vila Flor

 

Nos próximos dias 12 e 13 de maio, o Centro Cultural Vila Flor (CCVF), em Guimarães, direciona um forte olhar ao Novo Circo, um universo artístico cada vez mais estimulante e transformador sobre os territórios onde se instala. Este programa, de um fim de semana só, representa uma amostra de alguns dos muitos laureados do CircusNext, projeto europeu de apoio aos jovens autores nesta área, que conta com A Oficina como único parceiro português. Uma experiência tão completa quanto possível que, para além dos espetáculos “Black Regent”, de Iona Kewney, e “Nebula”, da Cie du Chaos, inclui formação (workshop), pensamento sobre o presente e futuro (debate) e o indispensável encontro do público com os artistas (conversa pós-espetáculo).

 

O programa do European Season of Circus Arts Weekend arranca no dia 12 de maio, sexta-feira, às 18h30, com um Workshop com Rafael de Paula, criador do espetáculo que sobe ao palco do Grande Auditório do CCVF na noite seguinte. Neste workshop, o objetivo principal será a partilha da condição física com os participantes, foco do trabalho de Rafael de Paula. Através de diferentes estados, como a lentidão ou a velocidade, os participantes e o próprio artista irão criar diferentes estados emocionais. Intitulado “Awakening”, o workshop pretende tornar experiências por vezes contraditórias (como a ternura e a violência) fisicamente experimentáveis. Tentar-se-á acordar os cinco sentidos através de simples movimentos – uma experiência que conecte cada um com o seu corpo, no presente.

 

No sábado, o European Season of Circus Arts Weekend abre, às 16h00, com um debate sobre a realidade atual e futura do circo contemporâneo em Portugal. Um encontro para agregar todas as forças do universo do circo contemporâneo e lançar bases de cooperação nas várias frentes da formação, criação e circulação.

 

Às 18h30, o Pequeno Auditório do CCVF recebe o primeiro espetáculo deste programa, protagonizado pela artista Iona Kewney que apresenta “Black Regent”, um solo visceral e frenético que perpassa vários estados de espírito: o amor, o medo, a histeria, o caos, a urgência do agora. Iona Kewney executa movimentos únicos que emanam uma força e poder tremendos mas que, ao mesmo tempo, expõem as maiores fragilidades do ser humano. A arte não pode ser traduzida ou deslindada e este espetáculo, mais do que uma peça, é uma experiência. Sentimos a intensidade imposta a cada movimento, a cada espasmo, a música barulhenta a servir de paisagem a um universo de caos, em busca de um lugar de pacificação, redenção, a procura de algum controlo no meio da loucura. Iona pega na plateia e arrasta-a com ela às profundezas do ser para tudo sentir a cada contorcer do corpo, a cada batida da música que nos prende. Uma viagem para dentro do que somos.

 

Às 21h30, é a vez do Grande Auditório do CCVF acolher uma fabulosa criação da Cie du Chaos, “Nebula”, com assinatura de Rafael de Paula. “Nebula” é uma peça sensorial que cruza o circo e as artes digitais e que testa os limites da gravidade com dois artistas que se digladiam num duelo dançado no mastro chinês. Uma coreografia desenhada em cima das linhas da intimidade, esboço da complexidade de uma relação entre duas pessoas. Os corpos unem-se ou apartam-se, como um impulso magnético que ora atrai ora repele. Embrulham-se um no outro ou fogem, partilham alegrias e receios, sorrisos, vitórias e fracassos. Um cenário de nevoeiro e imagens esculpidas pelo movimento dos acrobatas. Como um organismo vivo que ecoa os sentimentos que nutrem um pelo outro. Criam-se formas abstratas que são o espelho do relacionamento, o eco de uma vida interior. No final do espetáculo, o foyer do Grande Auditório converte-se no espaço ideal para acolher uma conversa indispensável entre o público e os artistas presentes neste programa.

 

Recordamos que A Oficina, em Guimarães, é a única estrutura portuguesa envolvida no projeto CircusNext. Através da participação nesta rede europeia, A Oficina pretende ser um motor impulsionador da criação artística do Novo Circo em Portugal, aproveitando e explorando a dimensão e a troca de experiências num contexto europeu, inserida num projeto ímpar que quer trazer um novo dinamismo a esta disciplina através de um trabalho em rede, facultando formação e promoção num projeto com uma visão de futuro e continuidade, onde artistas e companhias desfrutam da partilha de conhecimento e recursos de todos os intervenientes.

 

Os bilhetes para os espetáculos encontram-se à venda nas bilheteiras do Centro Cultural Vila Flor e da Plataforma das Artes e da Criatividade, bem como nas lojas Fnac e El Corte Inglês, entre outros pontos de vendas, e na internet em www.ccvf.pt e oficina.bol.pt. As inscrições no workshop podem ser efetuadas até 10 de maio, através do preenchimento do formulário online disponível em www.ccvf.pt. A participação no debate é livre.

 

 

Casa da Memória de Guimarães inaugura programa "Espalha Memórias" (maio a setembro)

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De maio a setembro, Guimarães descobre-se ou redescobre-se através de um programa de visitas a partir da Casa da Memória

Em maio, a Casa da Memória de Guimarães (CDMG) inaugura o “Espalha Memórias”, um programa de visitas que tem na Casa o ponto de partida mas que daqui sairá para a cidade convidando os participantes a descobrir diferentes percursos, com histórias, tradições, novidades e pessoas, que são a força viva do que este projeto simboliza e materializa. De maio a setembro, Guimarães descobre-se ou redescobre-se através deste programa: do Património Industrial ao Mundial, das Gualterianas a D. Afonso Henriques, por trás das portas, para beber um copo ou para folhear um álbum de retratos. Sempre em boa companhia e muita partilha. No mês da sua estreia, o programa é composto por duas datas e dois temas. O primeiro “Espalha Memórias” acontece no próximo dia 01 de maio, às 10h30, e irá explorar um conjunto de espaços fabris. No dia 20, à mesma hora, há nova saída, desta vez para uma viagem pela arquitetura vimaranense.

 

A primeira sessão do “Espalha Memórias” está agendada para o dia 01 de maio, às 10h30. Numa alusão ao Dia do Trabalhador terá como mote a Indústria Moderna e Contemporânea e propõe um percurso orientado pelo historiador vimaranense Miguel Teixeira a um conjunto de espaços fabris ativos e abandonados. O trajeto, por vezes escondido da ribeira de Couros, os têxteis e os curtumes, a Exposição Industrial de 1884, os quotidianos dos operários serão alguns dos assuntos e lugares a abordar na visita que pretende ser uma conversa sobre a memória coletiva construída a partir de memórias individuais partilhadas.

 

O segundo “Espalha Memórias” acontece no dia 20 de maio, também às 10h30. Ao longo de um percurso pela cidade orientado por João Rosmaninho, vamos visitar, através do olhar da Arquitetura, alguns dos edifícios emblemáticos da contemporaneidade vimaranense: da presença vincada dos mais institucionais à subtil discrição de habitações, sem esquecer os pormenores das recuperações do Centro Histórico. Este é o caminho para conhecer ou reconhecer o olhar dos arquitetos e arquitetas que conceberam estes projetos. 

 

De maio a setembro, a Casa da Memória propõe, assim, (re)descobrir Guimarães, levando os participantes à rua e convidando-os a serem parte ativa na exploração e disseminação da memória individual e coletiva desta histórica cidade.

 

As descobertas pela cidade já têm dias marcados até setembro. No dia 10 de junho, Eduardo Brito propõe uma deriva pela memória da cidade através da memória das fotografias. No dia 24 de junho, Raul Pereira deslinda a história de Guimarães e o dia 01 de Portugal. No dia 15 de julho, o “Espalha Memórias” organiza uma visita à Associação Artística da Marcha Gualteriana onde haverá ainda tempo para construir uma figura alegórica. No dia 05 de agosto, Samuel Silva será o guia convidado de um percurso pelas tascas de Guimarães. A 09 de setembro, o “Espalha Memórias” está a cargo de Ricardo Rodrigues que vai desvendar Guimarães Património Mundial, pela obra de Fernando Távora. A última sessão está agendada para 16 de setembro, com Maria Manuel Oliveira a mostrar o “Toural: antes e agora”. O “Espalha Memórias” é uma atividade gratuita e terá sempre como ponto de encontro a Casa da Memória.

 

 

"As Criadas" de Marco Martins sobem à arena da Plataforma das Artes em Guimarães (29 abril)

 

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Beatriz Batarda, Sara Carinhas e Luísa Cruz interpretam magistralmente o texto de Jean Genet

No dia 29 de abril, às 22h00, a Black Box da Plataforma das Artes e da Criatividade, em Guimarães, transforma-se num ringue claustrofóbico para receber a incontornável peça de Jean Genet, “As Criadas”. Com encenação de Marco Martins e um elenco de luxo que conta com Beatriz Batarda, Sara Carinhas e Luísa Cruz, esta peça é um escalar de tensões, com um texto inesgotável sobre a condição humana e os efeitos do poder e da subjugação. O público é obrigado a lidar com uma série de emoções com uma proximidade, por vezes, perturbadora. Uma peça que esmaga todos, sem redenção ou piedade.

 

O cenário é claustrofóbico. As personagens que dão vida à peça de Jean Genet encontram-se fechadas numa arena limitada pelo público, onde se digladiam e expõem todas as perversidades da condição humana. Marco Martins pega na genialidade da escrita de Genet e oferece-nos esta peça crua, sem esconderijos, nem eufemismos. Sim, fala-se aqui do mais vil do ser humano. O mundo não tem piedade e Genet confirmou-o com este texto a que Marco Martins dá vida puxando os fios a três soberbas interpretações de Beatriz Batarda, Sara Carinhas e Luísa Cruz. Ao público, pede-se coragem para não se tolher nas cadeiras que circundam as atrizes, animais na história e no palco, a quem ouvirão a respiração sôfrega.

 

Genet escreveu “As Criadas” numa das suas incursões pela prisão, fascinado por um crime cometido por duas irmãs, em 1933, que mataram de forma violenta a patroa e a sua filha. Genet, ele próprio um pária da sociedade, revela aqui o seu fascínio pelos malditos. Porque no fundo, todos nós temos um certo encantamento pelo hediondo e somos também capazes de revelar a nossa animalidade em certos momentos ou circunstâncias.

 

Na peça, as duas irmãs, as criadas, alimentam o ódio através de fantasias de uma vida que não é a delas. Mais do que o crime importa o escalar da tensão, o delírio crescente que acontece naquele espaço confinado. “A representação das criadas é metafórica. Genet dizia que para as defender havia os sindicatos. O que importa, aqui, é falar da natureza do teatro enquanto cerimónia, da relação do indivíduo com o poder e dos indivíduos uns com os outros”, explica Marco Martins. 

 

O encenador refere que o ódio crescente destas criadas é “como numa cerimónia que leva a uma galvanização. Quando começas a trabalhar os textos do Genet, descobres que existe mesmo uma moral sobre o crime e, principalmente nestas duas personagens, sobre o crime como uma forma de redenção, ou mesmo de salvação”.

 

“As Criadas” é uma peça sobre o que de mais perverso habita em cada um de nós, porque todos podemos ser vítimas ou carrascos. Com a plateia confinada ao espaço onde se desenrola toda a raiva, Marco Martins e o seu elenco lançam-nos os ingredientes de uma peça que vai deixar o público desconfortável na cadeira e dificultar o sono na chegada a casa.

 

Os bilhetes encontram-se à venda nas bilheteiras da Plataforma das Artes e da Criatividade e do Centro Cultural Vila Flor, bem como nas lojas Fnac e El Corte Inglês, entre outros pontos de vendas, e na internet em www.ccvf.pt e oficina.bol.pt.