A improvisação está no coração deste trio. Rui Caetano lidera, a partir do piano, as dinâmicas construídas com Bernardo Moreira (contrabaixo) e Marco Franco (bateria).
Tiago Bettencourt & Mantha encerram mais uma edição do Out Jazz, o evento que tem vindo a dar música aos jardins lisboetas desde Maio. Com álbum novo na bagagem, o ex-vocalista dos Toranja apresenta canções de sensibilidade pop rock em tom intimista. Em Fuga, co-produzido por Howard Bilerman dos Arcade Fire, é o segundo disco a solo de Tiago Bettencourt e conta com as participações especiais da actriz Inês Castel-Branco, Pedro Gonçalves (Dead Combo), Benny Lackner, entre outros.
sábado 7 Agosto 2010 18:30 — Auditório 3 Han Bennink “Hazentijd” um filme de jellie dekker e dick lucas (países baixos), 2009, 58’ (versão original neerlandês/inglês sem legendas)
Num olhar que os autores querem que seja total sobre o desenvolvimento artístico deste baterista único, estandarte de uma estética e além dos seus relevantes primórdios musicais, conhecemos também o seu trabalho visual, dando ênfase à dualidade do mundo em que vive, em contraponto, entre a Natureza e a Metrópole.
sábado 14 Agosto 2010 17:00 — Auditório 3 Albert Mangelsdorff “Die Posaune des Jazz” O Trombone do Jazz um filme de torsen jess (alemanha), 2005, 52’ (versão original alemão/inglês sem legendas)
Ícone do jazz Europeu e mundial, pelo seu contributo definitivo às técnicas expandidas do trombone, Albert Mangelsdorff (1928-2005) foi parte activa das mais importantes manifestações do jazz avantgarde a partir dos anos 1960. Neste filme documenta-se com rigor o percurso artístico de um músico de referência.
domingo 15 Agosto 2010 17:00 — Auditório 3 “Jazz Europeu e Jazz Americano: um diálogo não interrompido” conferência por francesco martinelli (itália)
Jornalista, historiador, produtor e promotor, Francesco Martinelli, natural de Pisa (n.1954) onde se licenciou em Química, detém largo espólio editado sobre modos de pensar o jazz contemporâneo em maior profundidade. Esta conferência, assente num permanente intercâmbio entre dois continentes, fundamenta a concepção da programação do Jazz em Agosto 2010.
Reto Suhner: saxofone alto e soprano Lester Menezes: piano Fabian Gisler: contrabaixo Dominik Burkhalter: bateria
Um quarteto sem hierarquias e que se exprime num processo dinâmico de total empatia com apetite pelo risco. Ancorada na linguagem universal do jazz, cumprindo princípios de tensão e distensão, a música a quatro irradia, contudo, uma urgência de progredir, explorando a paleta de timbres e direcções libertárias.
Philippe Gordiani: guitarra eléctrica Rémi Gaudillat: trompete Bruno Tocanne: bateria
Inspirado em Syd Barrett membro original do grupo Pink Floyd e referenciando-se à composição Interstellar Overdrive, marcante pela dimensão improvisada, a música herética do trio, com organização instrumental inusitada, sustenta consumado equilíbrio entre o rock como som e o jazz como linguagem, legitimando a reapropriação.
Michael Wollny: piano Eva Kruse: contrabaixo Eric Schaefer: bateria
Nascido em 1978, Michael Wollny adquiriu, na 1a década do séc. XXI, o estatuto de figura exponencial da sua geração na Alemanha. O trio |em|, numa fórmula instrumental perene do jazz, destila surpreendente criatividade, comprovando o seu talento secundado geracionalmente e com percepção bastante para descobrir algo de novo e diferente.
Fátima Serro, mais conhecida pelo trabalho no grupo Trupe Vocal, dá a conhecer o resultado da colaboração com o guitarrista brasileiro Cláudio Ribeiro, uma fusão entre o tom americano do jazz e o ritmo brasileiro da bossa nova.
O ciclo Dose Dupla regressa ao CCB para mais uma leva de concertos de jazz que juntam músicos de nacionalidades diferentes para actuações em duo. A inauguração é feita pelo encontro entre o contrabaixista português Zé Eduardo e a cantora Moçambicana Manuela Lopes, para visitas a "standards" e abordagens ao "be-bop".
O pessoal do Catacumbas Jazz Bar desce a travessa e vira à direita, encaminha-se uns metros abaixo pela Atalaia afora e, arrastando pelas calçadas os instrumentos, sobem ao Clube Rio de Janeiro. Esta taberna e centro cultural – delícia do pessoal do Bairro em tardes de cerveja, em digestão de pipis e com regulares pratos do dia onde desfila a mais típica gastronomia – recebe Messias e seus pares para uma sessão de jazz/blues num cenário mais que improvável. Os futebolistas de bairro emoldurados pelas paredes vão saltar das gravuras e dançar ao som do Mississipi profundo que mais do que feeling blue, vai injectar-te alegria em repuxar de corda. Acreditem, Messias e os seus pares são um portento em técnica e semi-deuses da tecla, da corda, da baqueta e da voz e eu estarei lá. Tremoço, imperial e boa música são simples e naturais prazeres da vida e de que precisas tu mais que esta imagem para tornar perfeita uma noite de Sábado? Acompanhas-me?
Neste espectáculo, a cantora leva aos territórios do jazz temas célebres dos anos 60, 70 e 80, de músicos como Ray Charles, Sting, Stevie Wonder ou Michael Jackson. É mais um desafio à altura daquela que é uma das melhores vozes femininas que o jazz nacional viu nascer - e que foi a primeira a integrar o valiosíssimo catálogo do selo Blue Note.
Carlos Bica diz tudo: "Músico dono de uma mestria de instrumento e de uma musicalidade genial raras, João Paulo é muito mais do que apenas um excelente pianista, ele é um músico capaz de criar do momento, do agora."