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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Palácio Nacional de Queluz - Parques de Sintra inicia recuperação do Jardim de Malta

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A Parques de Sintra iniciou no final de fevereiro o projeto de recuperação do Jardim de Malta, no Palácio Nacional de Queluz. A intervenção visa reconstituir e requalificar esta área, devolvendo-lhe o traçado setecentista e o caráter lúdico e interpretativo original. O projeto deverá estar concluído em dezembro e representa um investimento de meio milhão de euros.

 

Construído entre 1758 e 1765, este jardim de aparato desenvolve-se no ângulo da fachada interior do Palácio, entre a Sala do Trono, a Sala da Música e a ala dos Aposentos da Princesa D. Maria Francisca Benedita, e é uma peça fundamental para a leitura integrada dos Jardins de Queluz. Projetado, provavelmente, por Jean Baptiste Robillion, segue os preceitos de composição dos jardins formais setecentistas, refletindo os valores de ordem, clareza, proporção e harmonia.

 

É um jardim de estilo formal, em parterre (superfície plana) de buxo, composto por desenho geométrico ou em broderie, como se fosse um bordado ou um tapete, e pensado para ser apreciado como uma peça de arte. Assim, as linhas e os ornamentos de buxo eram talhados a um nível baixo e o jardim tinha vários degraus para permitir um ponto de observação mais elevado. As peças de água, as balaustradas e a estatuária, esculpida em pedra e em chumbo, completavam o traçado do jardim, cujo programa é de entretenimento, evocando a alegria pueril.

 

A partir de 1807, com a ida da família real para o Brasil perante as Invasões Francesas, e mais tarde com a guerra civil, as propriedades reais foram votadas a um longo período de abandono e incerteza. Só no final do séc. XIX há notícias consistentes de permanência e usufruto de Queluz através das obras de conservação levadas a cabo pelo rei D. Carlos, que converte o jardim ao gosto da época, o Romantismo. Nesta fase, introduziram-se palmeiras e outras plantas exóticas, conferindo ao jardim um registo naturalista.

 

Ao longo do século XX, sucedem-se várias intervenções. Em 1918, introduzem-se quatro estátuas provenientes do Mosteiro de São Vicente de Fora e, por volta de 1938/39, no decorrer de uma campanha de obras realizada pela Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos, removem-se os quatro lagos angulares ali existentes. A topiária – a arte de talhar e confinar as árvores e os arbustos a formas específicas – não foi executada com a rotina e rigor necessários e o buxo, bem como outras espécies ali plantadas (murta e azereiros), foram crescendo de forma natural, o que levou à perda do formalismo original.

 

Recuperação do traçado setecentista

 

A intervenção agora em curso, que se iniciou com a remoção dos quatro ciprestes plantados no Jardim de Malta já nos anos 40, visa reconstituir e requalificar este espaço, devolvendo-lhe a leitura e carácter setecentista do traçado.

 

O projeto foi precedido de uma longa investigação, que permitiu levantar a documentação histórica sobre a construção e evolução do jardim e sobre as regras definidas pelos Tratados de Jardinagem do século XVIII para os parterres, sustentando de forma consistente as tomadas de decisão.

 

A situação atual caracteriza-se pela degradação da estrutura verde, já que o buxo cresceu demasiado, sendo hoje impossível conformá-lo ao tamanho adequado. Um estudo fitossanitário realizado pelo Laboratório de Patologia Vegetal “Veríssimo de Almeida”, do Instituto Superior de Agronomia, da Universidade de Lisboa, revelou ainda a existência de pragas e doenças, como o míldio do buxo, um fungo para o qual não existe cura e que tem dizimado os jardins de buxo por toda a Europa, obrigando ao levantamento integral dos parterres e à substituição do buxo por outras espécies com comportamento semelhante. Um outro estudo efetuado pelo Laboratório de Dendrocronologia da Universidade de Coimbra demonstrou também que a grande maioria do buxo é jovem (idade inferior a 50 anos), havendo alguns exemplares notáveis.

 

Na sequência deste diagnóstico, a Parques de Sintra irá proceder ao transplante do buxo jovem para recuperação da topiária noutras zonas dos Jardins de Queluz, enquanto os exemplares antigos e notáveis serão transplantados para os talhões do bosquete onde poderão crescer naturalmente. Um estudo encomendado ao Royal Botanic Gardens de Kew concluiu, de resto, que a taxa de sobrevivência do buxo a ser transplantado será elevada, tendo sido definidos os métodos de proteção, de movimento das plantas, os recursos materiais e as recomendações adequadas para garantir a sobrevivência dos exemplares transplantados.

 

Tal como acontece nos jardins europeus e de acordo com as recomendações internacionais, que desaconselham a introdução de exemplares de buxo como medida de prevenção contra o míldio, a replantação do traçado setecentista no Jardim de Malta será feita com murta.

 

No que diz respeito à estrutura decorativa, o projeto prevê o restauro e conservação da estatuária, das balaustradas, do lago central, dos degraus e cantarias, bem como o restauro e regresso ao Jardim de Malta dos quatro lagos angulares e respetivos grupos escultórios. Manter-se-ão as estátuas vindas do Mosteiro de São Vicente de Fora.

 

Proceder-se-á ainda à escavação arqueológica do local, à reconstituição do efeito cénico e dinâmico das peças de água do jardim, à execução de novas infraestruturas hidráulicas e de energia e à execução de pavimentos.

 

Com o propósito de conciliar questões de segurança com a política de “Aberto para Obras” da Parques de Sintra, a área de intervenção está delimitada por um conjunto de painéis que conta graficamente a história do Jardim de Malta desde o seu planeamento até ao presente e antecipa o resultado futuro após a concretização do projeto. Ao percorrer os painéis, os visitantes encontrarão vários pontos de observação, nomeadamente janelas, através dos quais poderão acompanhar a evolução da obra. Neste recinto, dentro de um pequeno pavilhão, será exibido um filme de animação alusivo aos mesmos temas.

Helianthus Ensemble e La Gaia Scienza encerram terceira edição do ciclo “Noites de Queluz”

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A terceira edição do ciclo “Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” chega ao fim no próximo sábado, dia 29 de outubro. Os agrupamentos Helianthus Ensemble e La Gaia Scienza serão os últimos a subir ao palco da Sala da Música, no Palácio Nacional de Queluz.

 

“Um passeio pelo Classicismo europeu” é a proposta para o concerto da noite de sexta-feira, 28 de outubro, pelas 21h30. O Helianthus Ensemble – composto por Laura Pontecorvo (flauta), Iskrena Yordanova (violino), Marco Ceccato (violoncelo) e Guido Morini (pianoforte) - interpretará obras de Tommaso Giordani, Giovanni Battista Costanzi, Joseph Haydn, Franz Danzi e Wolfgang Amadeus Mozart.

 

O concerto de encerramento do ciclo, intitulado “Três trios da trindade vienense”, tem lugar a 29 de outubro, às 21h30. Federica Valli (pianoforte), Stefano Barneschi (violino) e Paolo Beschi (violoncelo) formam o trio La Gaia Scienza, considerado um dos mais invulgares e interessantes grupos da cena musical italiana. O ensemble apresentará obras das três grandes figuras do Classicismo vienense: Joseph Haydn, Mozart e Beethoven.

 

Organizado em parceria com o Divino Sospiro - Centro de Estudos Musicais Setecentistas de Portugal, o ciclo “Noites de Queluz” tem a direção artística de Massimo Mazzeo e propõe uma viagem pela música erudita que se ouviu na Europa entre o Barroco e o Romantismo, contando com a participação de muitos dos mais conceituados intérpretes europeus especializados na música Setecentista. O ciclo integra a Temporada de Música Erudita da Parques de Sintra, que inclui também os “Serões Musicais no Palácio da Pena” e o ciclo “Reencontros – Memórias musicais de um Palácio”, no Palácio Nacional de Sintra

 

 

Informações úteis

Bilhetes à venda nas bilheteiras da Parques de Sintra, online, e na FNAC, Worten, El Corte Inglés, MEO Arena, Media Markt, Turismo do Aeroporto, ABEP (Agência de bilhetes para espetáculos) e Turismo de Sintra.

 

O projeto “Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” conta com o apoio da Direção Geral das Artes e da Antena 2 como media partner.

 


“Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” – Palácio Nacional de Queluz

 

Um passeio pelo Classicismo europeu

Sexta-feira, 28 de outubro, 21h30, Sala da Música

Helianthus Ensemble/ Guido Morini (pianoforte e direção)

Bilhetes à venda nos locais habituais ou online

 

Três trios da trindade vienense

Sábado, 29 de outubro, 21h30, Sala da Música

La Gaia Scienza (trio com piano)

Bilhetes à venda nos locais habituais ou online

 

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BILHETES:

10 Euros por concerto

À venda nas bilheteiras da Parques de Sintra, online, e na FNAC, Worten, El Corte Inglés, MEO Arena, Media Markt, Turismo do Aeroporto, ABEP (Agência de bilhetes para espetáculos) e Turismo de Sintra.

M/6 anos

 

INFORMAÇÕES (PÚBLICO):

Email: info@parquesdesintra.pt

Website: www.parquesdesintra.pt

Facebook: www.facebook.com/parquesdesintra

Telefone: +351 21 923 73 00

 

 

 

Ciclo “Noites de Queluz” prossegue com dois concertos de Giuliano Carmignola

De 1 a 29 de outubro no Palácio Nacional de Queluz

 

Ciclo “Noites de Queluz” prossegue com dois concertos de Giuliano Carmignola

Giuliano Carmignola, um dos grandes violinistas da atualidade e notável intérprete do repertório do Barroco e do Classicismo, é o grande protagonista do quarto fim de semana do ciclo “Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie”, que se inicia já na próxima quinta-feira, no Palácio Nacional de Queluz.

 

No dia 20 de outubro, às 21h30, na Sala do Trono, Giuliano Carmignola, apresenta “Um virtuose italiano na Inglaterra georgiana”, acompanhado pela orquestra Accademia dell’Annunciata, dirigida a partir do cravo por Riccardo Doni. O programa integra obras de Johann Christian Bach, Carl Philipp Emanuel Bach, Felice Giardini e Carl Friedrich Abel.

 

Já no sábado, 22 de outubro, às 21h30, o violinista italiano regressa a solo à Sala do Trono para “Um serão com Beethoven”, interpretando o famoso Concerto para violino do compositor alemão. A orquestra a acompanhá-lo será a junção da Accademia dell’Annunciata e do Divino Sospiro, sob a direção musical de Massimo Mazzeo. O programa completa-se com a Quarta Sinfonia de Beethoven.

 

No dia anterior, 21 de outubro, às 21h30, na Sala do Trono, a pianista Gabriela Canavilhas e a orquestra Concerto Moderno, com direção de César Viana, apresentam o concerto-palestra extraordinário “Um compositor português no tempo de Napoleão”, dedicado a João Domingos Bomtempo, o mais importante músico português do seu tempo.

 

Organizado em parceria com o Divino Sospiro - Centro de Estudos Musicais Setecentistas de Portugal, o ciclo “Noites de Queluz” tem a direção artística de Massimo Mazzeo e propõe uma viagem pela música erudita que se ouviu na Europa entre o Barroco e o Romantismo.

 

 “As Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” prosseguem até 29 de outubro, no Palácio Nacional de Queluz, e contam com a participação de muitos dos mais conceituados intérpretes europeus especializados na música Setecentista. O ciclo integra a Temporada de Música Erudita da Parques de Sintra, que inclui também os “Serões Musicais no Palácio da Pena” e o ciclo “Reencontros – Memórias musicais de um Palácio”, no Palácio Nacional de Sintra

 

 

Informações úteis

Bilhetes à venda nas bilheteiras da Parques de Sintra, online, e na FNAC, Worten, El Corte Inglés, MEO Arena, Media Markt, Turismo do Aeroporto, ABEP (Agência de bilhetes para espetáculos) e Turismo de Sintra.

 

O projeto “Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” conta com o apoio da Direção Geral das Artes e da Antena 2 como media partner.

 

“Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” – Palácio Nacional de Queluz

 

Um virtuose italiano na Inglaterra georgiana

Sábado, 20 de outubro, 21h30, Sala do Trono

Giuliano Carmignola (violino), Accademia dell’Annunciata (orquestra), Riccardo Doni (cravo e direção musical)

Bilhetes à venda nos locais habituais ou online

 

Um compositor português no tempo de Napoleão

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Sexta-feira, 21 de outubro, 21h30, Sala do Trono

Gabriela Canavilhas (piano), Concerto Moderno (ensemble de cordas), César Viana (direção)

Bilhetes à venda nos locais habituais ou online

 

Um serão com Beethoven

Sábado, 22 de outubro, 21h30, Sala do Trono

Giuliano Carmignola (violino), Accademia dell’Annunciata + Divino Sospiro (orquestra),  Massimo Mazzeo (direção musical)

Bilhetes à venda nos locais habituais ou online

 

Um passeio pelo Classicismo europeu

Sexta-feira, 28 de outubro, 21h30, Sala da Música

Helianthus Ensemble/ Guido Morini (cravo e direção)

Bilhetes à venda nos locais habituais ou online

 

Três trios da trindade vienense

Sábado, 29 de outubro, 21h30, Sala da Música

La Gaia Scienza (trio com piano)

Bilhetes à venda nos locais habituais ou online

 

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BILHETES:

10 Euros por concerto

À venda nas bilheteiras da Parques de Sintra, online, e na FNAC, Worten, El Corte Inglés, MEO Arena, Media Markt, Turismo do Aeroporto, ABEP (Agência de bilhetes para espetáculos) e Turismo de Sintra.

M/6 anos

 

INFORMAÇÕES (PÚBLICO):

Email: info@parquesdesintra.pt

Website: www.parquesdesintra.pt

Facebook: www.facebook.com/parquesdesintra

Telefone: +351 21 923 73 00

Compagnia di Punto e Rogério Rodrigues atuam no terceiro fim de semana do ciclo “Noites de Queluz”

De 1 a 29 de outubro no Palácio Nacional de Queluz

 

A terceira edição do ciclo “Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” prossegue nos próximos dias 14 e 15 de outubro, com os concertos do agrupamento alemão Compagnia di Punto e do português Rogério Rodrigues.

 

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Na sexta-feira, dia 14, às 21h30, a Compagnia di Punto apresenta “Dois grandes e um pequeno mestre” na Sala da Música. Sob esse título, incluem-se obras do redescoberto Antonio Rosetti (a quem o ensemble já dedicou um CD) e de dois expoentes da música de todos os tempos: Joseph Haydn e Wolfgang Amadeus Mozart.

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No dia seguinte, sábado, às 21h30, Rogério Rodrigues, um jovem português especialista em teclados históricos radicado na Holanda, toca o pianoforte Clementi do Palácio Nacional de Queluz, também na Sala da Música. O seu recital, intitulado “Dois virtuoses do pianoforte e um lusitano em Paris”, marca a sua primeira apresentação profissional na área de Lisboa. O programa será preenchido com obras de Mozart, Muzio Clementi e João Domingos Bomtempo.

 

Organizado em parceria com o Divino Sospiro - Centro de Estudos Musicais Setecentistas de Portugal, o ciclo “Noites de Queluz” tem a direção artística de Massimo Mazzeo e propõe uma viagem pela música erudita que se ouviu na Europa entre o Barroco e o Romantismo.

 

“As Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” prosseguem até 29 de outubro, no Palácio Nacional de Queluz, e contam com a participação de muitos dos mais conceituados intérpretes europeus especializados na música Setecentista. O ciclo integra a Temporada de Música Erudita da Parques de Sintra, que inclui também os “Serões Musicais no Palácio da Pena” e o ciclo “Reencontros – Memórias musicais de um Palácio”, no Palácio Nacional de Sintra

 

 

Informações úteis

Bilhetes à venda nas bilheteiras da Parques de Sintra, online, e na FNAC, Worten, El Corte Inglés, MEO Arena, Media Markt, Turismo do Aeroporto, ABEP (Agência de bilhetes para espetáculos) e Turismo de Sintra.

 

O projeto “Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” conta com o apoio da Direção Geral das Artes e da Antena 2 como media partner.

 

 

“Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” – Palácio Nacional de Queluz

 

Dois grandes e um pequeno mestre

Sábado, 14 de outubro, 21h30, Sala da Música

Compagnia di Punto/ Christian Binde (trompa e direção)

Bilhetes à venda nos locais habituais ou online

 

Dois virtuoses do pianoforte e um lusitano em Paris

Sábado, 15 de outubro, 21h30, Sala da Música

Rogério Rodrigues (pianoforte)

Bilhetes à venda nos locais habituais ou online

 

Um virtuose italiano na Inglaterra georgiana

Sábado, 20 de outubro, 21h30, Sala do Trono

Giuliano Carmignola (violino), Accademia dell’Annunciata (orquestra), Riccardo Doni (cravo e direção musical)

Bilhetes à venda nos locais habituais ou online

 

Um compositor português no tempo de Napoleão

Sexta-feira, 21 de outubro, 21h30, Sala do Trono

Gabriela Canavilhas (piano), Concerto Moderno (ensemble de cordas), César Viana (direção)

Bilhetes à venda nos locais habituais ou online

 

Um serão com Beethoven

Sábado, 22 de outubro, 21h30, Sala do Trono

Giuliano Carmignola (violino), Accademia dell’Annunciata + Divino Sospiro (orquestra),  Massimo Mazzeo (direção musical)

Bilhetes à venda nos locais habituais ou online

 

Um passeio pelo Classicismo europeu

Sexta-feira, 28 de outubro, 21h30, Sala da Música

Helianthus Ensemble/ Guido Morini (cravo e direção)

Bilhetes à venda nos locais habituais ou online

 

Três trios da trindade vienense

Sábado, 29 de outubro, 21h30, Sala da Música

La Gaia Scienza (trio com piano)

Bilhetes à venda nos locais habituais ou online

 

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BILHETES:

10 Euros por concerto

À venda nas bilheteiras da Parques de Sintra, online, e na FNAC, Worten, El Corte Inglés, MEO Arena, Media Markt, Turismo do Aeroporto, ABEP (Agência de bilhetes para espetáculos) e Turismo de Sintra.

M/6 anos

 

INFORMAÇÕES (PÚBLICO):

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Ciclo “Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” prossegue com concerto de Vittorio Ghielmi

De 1 a 29 de outubro no Palácio Nacional de Queluz

 

Ciclo “Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” prossegue com concerto de Vittorio Ghielmi

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A terceira edição do ciclo “Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” prossegue este sábado, 8 de outubro, com um concerto de Vittorio Ghielmi, um dos maiores intérpretes atuais de viola da gamba. Acompanhado ao pianoforte por Florian Birsak, o músico italiano apresenta “O crepúsculo da viola da gamba”, às 21h30, na Sala da Música.

 

Organizado em parceria com o Divino Sospiro - Centro de Estudos Musicais Setecentistas de Portugal, o ciclo “Noites de Queluz” tem a direção artística de Massimo Mazzeo e propõe uma viagem pela música erudita que se ouviu na Europa entre o Barroco e o Romantismo.

 

Vittorio Ghielmi e Florian Birsak interpretam obras de Carl Friedrich Abel, um dos últimos expoentes da arte da viola da gamba, e também de Johann Christian Bach, Andreas Lidl, Muzio Clementi e Carl Philipp Emanuel Bach, este últimoprovavelmente a maior figura da música europeia nos estilos de transição que mediaram entre o Barroco tardio e o pleno Classicismo vienense. “A viola da gamba tem um repertório tão vasto e importante, de tantos estilos diferentes, como poucos instrumentos têm. É sempre um ‘prato riquíssimo’ para o intérprete e para o público”, destaca Vittorio Ghielmi.

 

“As Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” prosseguem até 29 de outubro, no Palácio Nacional de Queluz, e contam com a participação de muitos dos mais conceituados intérpretes europeus especializados na música desta época. O ciclo integra a Temporada de Música Erudita da Parques de Sintra, que inclui também os “Serões Musicais no Palácio da Pena” e o ciclo “Reencontros – Memórias musicais de um Palácio”, no Palácio Nacional de Sintra

 

Informações úteis

Bilhetes à venda nas bilheteiras da Parques de Sintra, online, e na FNAC, Worten, El Corte Inglés, MEO Arena, Media Markt, Turismo do Aeroporto, ABEP (Agência de bilhetes para espetáculos) e Turismo de Sintra.

 

O projeto “Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” conta com o apoio da Direção Geral das Artes e da Antena 2 como media partner.

 “Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” – Palácio Nacional de Queluz

 

O crepúsculo da viola da gamba Sábado, 8 de outubro, 21h30, Sala da Música

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Vittorio Ghielmi (viola da gamba), Florian Birsak (pianoforte)

Bilhetes à venda nos locais habituais ou online

 

Dois grandes e um pequeno mestre

Sábado, 14 de outubro, 21h30, Sala da Música

Compagnia di Punto/ Christian Binde (trompa e direção)

Bilhetes à venda nos locais habituais ou online

 

Dois virtuoses do pianoforte e um lusitano em Paris

Sábado, 15 de outubro, 21h30, Sala da Música

Rogério Rodrigues (pianoforte)

Bilhetes à venda nos locais habituais ou online

 

Um virtuose italiano na Inglaterra georgiana

Sábado, 20 de outubro, 21h30, Sala do Trono

Giuliano Carmignola (violino), Accademia dell’Annunciata (orquestra), Riccardo Doni (cravo e direção musical)

Bilhetes à venda nos locais habituais ou online

 

Um compositor português no tempo de Napoleão

Sexta-feira, 21 de outubro, 21h30, Sala do Trono

Gabriela Canavilhas (piano), Concerto Moderno (ensemble de cordas), César Viana (direção)

Bilhetes à venda nos locais habituais ou online

 

Um serão com Beethoven

Sábado, 22 de outubro, 21h30, Sala do Trono

Giuliano Carmignola (violino), Accademia dell’Annunciata + Divino Sospiro (orquestra),  Massimo Mazzeo (direção musical)

Bilhetes à venda nos locais habituais ou online

 

Um passeio pelo Classicismo europeu

Sexta-feira, 28 de outubro, 21h30, Sala da Música

Helianthus Ensemble/ Guido Morini (cravo e direção)

Bilhetes à venda nos locais habituais ou online

 

Três trios da trindade vienense

Sábado, 29 de outubro, 21h30, Sala da Música

La Gaia Scienza (trio com piano)

Bilhetes à venda nos locais habituais ou online

 

 

BILHETES:

10 Euros por concerto

À venda nas bilheteiras da Parques de Sintra, online, e na FNAC, Worten, El Corte Inglés, MEO Arena, Media Markt, Turismo do Aeroporto, ABEP (Agência de bilhetes para espetáculos) e Turismo de Sintra.

M/6 anos

 

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Telefone: +351 21 923 73 00

 

 

Ciclo “Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” abre com estreia mundial moderna da serenata “L’Endimione”

De 1 a 29 de outubro no Palácio Nacional de Queluz

 

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O ciclo “Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” está de volta ao Palácio Nacional de Queluz para a terceira edição. De 1 a 29 de outubro, ao longo de nove concertos, as “Noites de Queluz” propõem uma viagem pela música erudita que se ouviu na Europa entre o Barroco e o Romantismo.

 

Organizado em parceria com o Divino Sospiro - Centro de Estudos Musicais Setecentistas de Portugal, o ciclo tem a direção artística de Massimo Mazzeo e conta com a participação de muitos dos mais conceituados intérpretes europeus especializados na música desta época.

 

“Este ciclo de música, na terceira edição, é uma pequena contribuição, uma luz aparentemente escondida que atravessa a cortina, onde a interpretação de grandes obras da cultura ocidental é complementada com a apresentação moderna de mais uma obra recuperada do património musical associado ao Palácio de Queluz: a serenata “L’Endimione” de N. Jommelli”, sublinha Massimo Mazzeo.

 

O concerto de abertura, “Uma serenata redesperta para a vida”, tem lugar a 1 de outubro, às 21h30, na Sala do Trono, e celebra o Dia Internacional da Música precisamente com a estreia moderna mundial da serenata “L’Endimione”, de Niccolò Jommelli, sobre libreto de Pietro Metastasio. A obra, ouvida em Queluz em 1780, regressa agora ao Palácio com Lucia Napoli (mezzosoprano), Milena Georgieva (soprano), Bárbara Barradas (soprano), Margarida Pinheiro (soprano) e o Divino Sospiro, sob a direção musical de Massimo Mazzeo.

 

Já no dia 8 de outubro, Vittorio Ghielmi, um dos maiores intérpretes atuais de viola da gamba, e Florian Birsak (pianoforte) apresentam o concerto “O crepúsculo da viola da gamba”, às 21h30, na Sala da Música, com a interpretação de obras de Carl Friedrich Abel, Johann Christian Bach, Andreas Lidl, Muzio Clementi e Carl Philipp Emanuel Bach.

 

No dia 14 de outubro, às 21h30, na Sala da Música, tem lugar o concerto “Dois grandes e um pequeno mestre”, pelo agrupamento alemão Compagnia di Punto que interpreta obras de Antonio Rosetti, Franz Joseph Haydn e Wolfgang Amadeus Mozart.

 

Rogério Rodrigues, um jovem português radicado na Holanda, especialista em pianos históricos, apresenta a 15 de outubro, às 21h30, na Sala da Música, o recital “Dois virtuoses do pianoforte e um lusitano em Paris”, com obras de Mozart, Muzio Clementi e João Domingos Bomtempo.

 

O italiano Giuliano Carmignola, um dos grandes violinistas da atualidade, é o protagonista do fim de semana que se inicia a 20 de outubro, pelas 21h30, na Sala do Trono. Com a Accademia dell’Annunciata (orquestra) e Riccardo Doni (cravo e direção musical), Carmignola apresenta o concerto “Um virtuose italiano na Inglaterra georgiana”, com obras de Johann Christian Bach, Carl Philipp Emanuel Bach, Felice Giardini e Carl Friedrich Abel.

 

No dia 22, o violinista regressa à Sala do Trono, às 21h30, para “Um serão com Beethoven”, acompanhado pela Accademia dell’Annunciata e pelo Divino Sospiro e sob a direção musical de Massimo Mazzeo. Como o nome do concerto sugere, o programa é preenchido com obras de Beethoven.

 

A 21 de outubro, às 21h30, na Sala do Trono, Gabriela Canavilhas (piano) e o Concerto Moderno (orquestra), com direção de César Viana, apresentam o concerto-palestra extraordinário “Um compositor português no tempo de Napoleão”, dedicado a João Domingos Bomtempo.

 

“Um passeio pelo Classicismo europeu” é a proposta para o concerto da noite de 28 de outubro, na Sala da Música, pelas 21h30. O Helianthus Ensemble – composto por Laura Pontecorvo (flauta), Iskrena Yordanova (violino), Marco Ceccato (violoncelo) e Guido Morini (cravo) - interpretará obras de Tommaso Giordani, Giovanni Battista Costanzi, Joseph Haydn, Franz Danzi e Mozart.

 

O concerto de encerramento do ciclo de Queluz, “Três trios da trindade vienense”, tem lugar a 29 de outubro, às 21h30, na Sala da Música. Federica Valli (pianoforte), Stefano Barneschi (violino) e Paolo Beschi (violoncelo) formam o trio La Gaia Scienza, que apresenta obras de Joseph Haydn, Mozart e Beethoven.

 

Informações úteis

Bilhetes à venda nas bilheteiras da Parques de Sintra, online, e na FNAC, Worten, El Corte Inglés, MEO Arena, Media Markt, Turismo do Aeroporto, ABEP (Agência de bilhetes para espetáculos) e Turismo de Sintra.

 

O projeto “Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” conta com o apoio da Direção Geral das Artes e da Antena 2 como media partner.

 

 

“Noites de Queluz – Tempestade e Galanterie” – Palácio Nacional de Queluz

 

Uma serenata redesperta para a vida

Sábado, 1 de outubro, 21h30, Sala do Trono

Lucia Napoli (mezzosoprano), Milena Georgieva (soprano), Bárbara Barradas (soprano), Margarida Pinheiro (soprano), Divino Sospiro (orquestra), Massimo Mazzeo (direção musical)

Bilhetes à venda nos locais habituais ou online

 

O crepúsculo da viola da gamba Sábado, 8 de outubro, 21h30, Sala da Música

Vittorio Ghielmi (viola da gamba), Florian Birsak (pianoforte)

Bilhetes à venda nos locais habituais ou online

 

Dois grandes e um pequeno mestre

Sexta-feira, 14 de outubro, 21h30, Sala da Música

Compagnia di Punto/ Christian Binde (trompa e direção)

Bilhetes à venda nos locais habituais ou online

 

Dois virtuoses do pianoforte e um lusitano em Paris

Sábado, 15 de outubro, 21h30, Sala da Música

Rogério Rodrigues (pianoforte)

Bilhetes à venda nos locais habituais ou online

 

Um virtuose italiano na Inglaterra georgiana

Quinta-feira, 20 de outubro, 21h30, Sala do Trono

Giuliano Carmignola (violino), Accademia dell’Annunciata (orquestra), Riccardo Doni (cravo e direção musical)

Bilhetes à venda nos locais habituais ou online

 

Um compositor português no tempo de Napoleão

Sexta-feira, 21 de outubro, 21h30, Sala do Trono

Gabriela Canavilhas (piano), Concerto Moderno (ensemble de cordas), César Viana (direção)

Bilhetes à venda nos locais habituais ou online

 

Um serão com Beethoven

Sábado, 22 de outubro, 21h30, Sala do Trono

Giuliano Carmignola (violino), Accademia dell’Annunciata + Divino Sospiro (orquestra), solista), Massimo Mazzeo (direção musical)

Bilhetes à venda nos locais habituais ou online

 

Um passeio pelo Classicismo europeu

Sexta-feira, 28 de outubro, 21h30, Sala da Música

Helianthus Ensemble/ Guido Morini (cravo e direção)

Bilhetes à venda nos locais habituais ou online

 

Três trios da trindade vienense

Sábado, 29 de outubro, 21h30, Sala da Música

La Gaia Scienza (trio com piano)

Bilhetes à venda nos locais habituais ou online

 

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BILHETES:

10 Euros por concerto

À venda nas bilheteiras da Parques de Sintra, online, e na FNAC, Worten, El Corte Inglés, MEO Arena, Media Markt, Turismo do Aeroporto, ABEP (Agência de bilhetes para espetáculos) e Turismo de Sintra.

M/6 anos

 

INFORMAÇÕES (PÚBLICO):

Email: info@parquesdesintra.pt

Website: www.parquesdesintra.pt

Facebook: www.facebook.com/parquesdesintra

Telefone: +351 21 923 73 00

 

Feira Setecentista de Queluz 2016

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De 8 a 11 de setembro será possível viajar até ao século XVIII na Feira Setecentista de Queluz. Com entrada livre, tem  como principal objetivo a recriação histórica de um mercado da segunda metade do século XVIII.
 
Para além de diferentes mercadores estarão representados com os seus trabalhos artesãos nacionais e estrangeiros. Nesta feira será igualmente possível degustar a irresistível doçaria conventual assim como a gastronomia de diferentes regiões do país.
 
A animação será realizada pela equipa da Câmara dos Ofícios, sendo recriadas diferentes situações em interação com o público, enquadrando-o na história quotidiana do século XVIII em Portugal. Os atores desenvolvem personagens características da época, tais como: aguadeiros, criadas do paço, carvoeiro, lavadeiras, barbeiro sangrador, saltimbancos e gaiteiros. A nobreza far-se-á notar pelo esplendor característico da época de setecentos - marqueses, duques e duquesas participam na festa com os seus trejeitos, leques e cabeleiras empoadas.
 
Do programa de animação consta ainda duelos de esgrima e apresentações de jogo do pau. Nas tardes de sábado e domingo haverá teatro de marionetas com a apresentação do Entremez – “Guerras de Manjericão e Vergamota ou o Oiteiro Noturno”. Na noite de sábado a nobreza tomará conta do recinto e presenteará o público com um espetáculo de canto, música e poesia barroca.
 
A Feira Setecentista de Queluz é organizada pela Câmara Municipal de Sintra com produção da empresa Câmara dos Ofícios e conta com o apoio das seguintes entidades: União de Freguesias de Queluz-Belas, União das Freguesias de Sintra, Regimento de Artilharia Antiaérea Nº 1 (RAAA1) e Pousada Rainha D. Maria I.
 
A empresa Parques de Sintra Monte da Lua associa-se ao evento com a abertura noturna dos jardins superiores do Palácio Nacional de Queluz, entre as 19h00h e as 24h00 mediante a aquisição de bilhete.
 
 
A feira terá o seguinte horário:
 
8 e 9 de Setembro das 17h00 às 24h00
10 e 11 de Setembro das 13h00 às 24h00

Palácio Nacional de Queluz: Parques de Sintra inicia recuperação das coberturas do Pavilhão D. Maria

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A Parques de Sintra iniciou no final do mês de julho a recuperação das coberturas do Pavilhão D. Maria do Palácio Nacional de Queluz. A obra representa um investimento de cerca de 175 mil euros e deverá estar concluída no final de outubro.

 

A intervenção visa recuperar as coberturas e terraço do Pavilhão para resolver os problemas de infiltrações que se verificam no seu interior, com especial incidência na zona das mansardas, da entrada principal e das salas sob o terraço. Estes trabalhos dão assim continuidade à campanha de recuperação das coberturas do Palácio Nacional de Queluz, iniciada em 2015 com a intervenção nas coberturas da Sala de Jantar e do Pavilhão Robillion/ Sala dos Embaixadores.

 

Os trabalhos em curso englobam a revisão das telhas e dos madeiramentos existentes e a substituição da impermeabilização das coberturas, a par da substituição integral do sistema de drenagem de águas pluviais – que apresenta diversas patologias que potenciam infiltrações – por novas caleiras em cobre devidamente isoladas e com maior capacidade de escoamento.

 

No terraço do Pavilhão D. Maria será introduzida impermeabilização e instaladas novas caleiras em cobre para drenagem das águas pluviais.

 

Já no interior do Pavilhão, serão recuperados os quartos das mansardas onde se registam diversas patologias nas paredes, nos tetos, no soalho e nos madeiramentos.

 

O Pavilhão D. Maria é a ala mais recente do Palácio Nacional de Queluz, que foi concluída em 1789. Desde 1957 é usado como residência dos chefes de Estado estrangeiros em visita oficial a Portugal.

 

Recuperação das fachadas viradas para o exterior

 

Atualmente, decorre também a recuperação das fachadas do Palácio viradas para o exterior, entre o Pavilhão D. Maria e o antigo Jardim dos Embrechados, pátios interiores e muros. Esta intervenção, iniciada no final de maio, faz parte do programa de recuperação dos Jardins e Palácio Nacional de Queluz que, em 2015, incluiu o restauro das cantarias, caixilharias e rebocos das fachadas sobre os Jardins superiores e a recuperação das coberturas da Sala de Jantar e do Pavilhão Robillion. 

 

O restauro destas fachadas deverá estar concluído em novembro e pretende completar o trabalho executado nas fachadas sobre os Jardins superiores, para que o Palácio Nacional de Queluz fique azul na sua totalidade.

Palácio de Queluz marca os 180 anos da morte de D. Pedro IV com novo projeto museológico

25 de setembro

Palácio de Queluz marca os 180 anos da morte de D. Pedro IV com novo projeto museológico

 

- D. Pedro IV: Rei de Portugal e I Imperador do Brasil

- Novo projeto museológico do quarto onde nasceu e morreu D. Pedro IV

- 48 peças (com destaque para 15 objetos pessoais)

- Empréstimos de obras de vários Museus Nacionais

- Criação de minissite com uma linha do tempo ilustrada

- Exposição virtual no Google Art Project: 1ª do género em Portugal

 

Sintra, 22 de setembro de 2014 – A Parques de Sintra inaugura, a 25 de setembro, o novo projeto museológico do Quarto D. Quixote, no Palácio Nacional de Queluz, no âmbito dos 180 anos da morte de D. Pedro d'Alcântara de Bragança. Este quarto apresenta um enorme simbolismo por ter sido nele que o Rei de Portugal e Primeiro Imperador do Brasil nasceu e, passados 35 anos, morreu. O presente projeto é direcionado especialmente aos visitantes portugueses e brasileiros, estes últimos representando já 10% do público do Palácio, para os quais a figura de D. Pedro e da sua envolvente familiar suscita grande interesse. 

 

O objetivo deste projeto museológico consistiu em estudar e valorizar o Quarto D. Quixote e os espaços adjacentes, bem como a figura de D. Pedro IV, através de uma nova museografia e de vários suportes interpretativos, com destaque para os digitais. Para tal, foram reunidas peças do Palácio Nacional de Queluz e protocolados empréstimos com outras instituições: Museu Nacional de Arte Antiga, Palácio Nacional da Ajuda, Museu Nacional dos Coches, Museu Militar de Lisboa e Museu Nacional Soares dos Reis. Serão expostas 48 peças, incluindo 15 pinturas e miniaturas, 15 objetos pessoais de D. Pedro IV e 9 peças de mobiliário.

 

Além da investigação histórica e iconográfica e do levantamento documental realizados (revisão de documentação de arquivo, imprensa diária e literatura da época), este projeto, que se desenrolou ao longo de 6 meses, envolveu também trabalhos de restauro, como a pintura decorativa das paredes do Quarto D. Quixote (todo este espaço tinha já sido objeto de reconstrução nos anos que se seguiram ao incêndio de 1934), a renovação do equipamento museográfico, a ampliação do sistema de segurança e o reforço do sistema de iluminação com instalação de lâmpadas de tecnologia LED (dando continuidade ao projeto de redução dos consumos energéticos em curso no Palácio e respeitando o ambiente intimista do quarto).

Procedeu-se também ao restauro da escrivaninha de viagem de D. Pedro, pertencente ao acervo do Palácio Nacional da Ajuda.

 

O projeto museológico contextualiza o próprio Quarto D. Quixote e o arco temporal da vida de D. Pedro IV, que esteve diretamente ligada à independência do Brasil e à consolidação do liberalismo em Portugal. Inclui painéis informativos e um tablet, onde se disponibiliza uma imagem 360º da sala, com pontos de interesse que permitirão o acesso a informação mais detalhada sobre o património exposto.

 

Paralelamente, está acessível no local um minissite com a biografia cronológica de D. Pedro IV, ilustrada com imagens e documentos de época; a sua genealogia ascendente e descendente; e uma seleção de doze dos seus retratos mais emblemáticos, correspondentes a factos e períodos marcantes da sua vida. Este minissite está também acessível online em www.dpedroiv.parquesdesintra.pt (disponível a partir do dia da inauguração).

 

O Quarto D. Quixote deve o seu nome ao facto de existirem nele 18 pinturas decorativas, representativas de episódios da história de D. Quixote de La Mancha.

 

Exposição virtual

A iconografia mais emblemática deste projeto, estará também disponível para consulta e visualização, em alta definição, na exposição virtual que complementa o presente projeto. Esta será a primeira exposição integrada no Google Art Project a ser lançada por uma instituição museológica portuguesa.

Especial destaque para a aguarela de Ferdinand le Feubure, que reproduz o Quarto D. Quixote em 1850 e inclui uma inscrição manuscrita da Princesa D. Maria Amélia, filha de D. Pedro IV: "Chambre oú mourut mon père, dans le Palais de Queluz" (“Quarto onde morreu meu pai, no Palácio de Queluz”).

 

A Lusitânia Seguros apoia a exposição, garantindo os seguros das obras.

Palácio de Queluz vai voltar a ser azul

fachadas e caixilharias fundamentará o restauro

- Andaime permitirá acesso para levantamento do estado de conservação

- Ensaio de novo esquema de cores, incluindo a tonalidade azul

- Tela de proteção do andaime permite visualizar efeito final pretendido

A Parques de Sintra colocou, no troço central da fachada principal sobre o Jardim Pênsil do Palácio Nacional de Queluz, um andaime protegido por uma tela que mostra uma antevisão do que, de acordo com as investigações feitas, se pensa ser a decoração original do Palácio.

 

Por detrás desta tela decorre o estudo mais aprofundado dos vários elementos que compõem as fachadas do Palácio de Queluz (cantarias, esculturas, gradeamentos de varandas, caixilhos, portadas e rebocos), que se encontram muito degradadas e que ao longo dos tempos foram sendo pintadas com cores e tons diferentes. De seguida, o troço em estudo será restaurado integralmente, nele ensaiando materiais, técnicas e composições decorativas (molduras e fingimentos) que serão depois avaliados para aplicação nos restantes.

 

A cor azul resulta de um aprofundado estudo e discussão entre todos os que ao longo de mais de 20 anos se debruçaram sobre esta questão. Análises laboratoriais de amostras de rebocos, investigação documental e desenhos e fotografias antigas, não deixam dúvidas: o Palácio de Queluz, pelo menos nas suas fachadas viradas aos Jardins, era azul.

 

Um desenho aguarelado datado de 1836, existente na Torre do Tombo, mostra claramente a coloração do Palácio em tons de azul e ocre; análises conduzidas no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, pelo Professor José Aguiar, sobre um pedaço de reboco original encontrado em 1987 por detrás de um dos bustos adossados às fachadas sobre os Jardins, revelaram a presença de vidro moído de cor azul; durante trabalhos de restauro, em 1997, foi encontrada mais uma amostra acinzentada (cor resultante da ação da água no pigmento azul) por trás de outro busto; mais recentemente, a Parques de Sintra encontrou, em zona de mais difícil acesso, vestígios de cor azul. Acresce que a presença de azul cobalto (proveniente de vidro moído nas duas amostras) foi confirmada por análises recentes realizadas no Laboratório Hércules da Universidade de Évora.

 

O diagnóstico do estado de conservação do Palácio e Jardins efetuado logo após a Parques de Sintra ter recebido a gestão do Palácio Nacional de Queluz, nos finais de 2012, confirmou o elevado estado geral de degradação do conjunto, devido à carência de investimentos (com exceção do restauro da estatuária realizado com o apoio do World Monuments Fund).

 

Queluz é o mais importante exemplo português da arquitetura barroca da segunda metade do século XVIII mas, embora situado a curta distância de Lisboa e com bons acessos, é pouco conhecido de visitantes nacionais e estrangeiros, muito devido a esse estado de degradação, situação que importa inverter.

 

São diversas as intervenções programadas para requalificar este negligenciado monumento, mas a recuperação das fachadas (progressiva, dada a sua dimensão, mas integral, isto é, abordando todos os aspetos) espera-se que tenha um impacto muito positivo, e a alteração da cor induzirá certamente um novo interesse do público por este monumento.