Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Contos d’Avó

de 28 a 30 de Setembro, a freguesia de Joane em Vila Nova de Famalicão, será palco de uma viagem sensorial pelos caminhos da sua memória coletiva

primage_20660.png.jpg

 

Os Contos d’ Avó promovidos pelo Teatro da Didascália, regressam a Joane, V. N. de Famalicão. O festival arranca já no dia 28 de setembro e ao longo de três dias consecutivos, público e narradores convidados percorrerão três caminhos: o caminho da sabedoria, o caminho da intuição e o caminho da celebração.

No dia 28 – o caminho da sabedoria – o público será convocado para uma concentração no Largo 3 de Julho (Joane), de onde partirá, a pé, para a Casa da Igreja, acompanhado pelos sons da CAISA – Cooperativa de Artes, Intervenção Social e Animação, sob direção de Alberto Fernandes. A Casa da Igreja, edifício icónico em Joane, tem as suas origens nos finais do século XIV (dizem que talvez até antes) e pertenceu, durante largos anos, à Ordem de Cristo, ordem religiosa que substituiu a extinta Ordem dos Templários, expulsa da Europa no início do século XIV. Para além da sua longa história, o edifício albergou a famosa papelaria Cindinha, que encerrou as portas em 1995 mantendo, até hoje, e no mesmo estado, todo o seu recheio. É uma viagem aos anos 80 e 90, onde podemos encontrar brinquedos, material escolar, postais e outros tesouros ainda mais antigos. O público será convidado a visitar a casa, acompanhado por uma instalação sonora evocativa dos mistérios templários, onde a voz de Mauro Amaral, músico algarvio, o transportará para rituais de iniciação. No final da visita, seremos brindados com uma sessão de contos igualmente místicos, pelas vozes dos narradores Cláudia Fonseca (Lisboa), Jorge Serafim (Beja) e Luzia do Rosário (Beja).

O segundo dia de festival (29/09) – o caminho da intuição – levará o público até ao cimo do monte, onde podemos encontrar a Capela dos Santos Passos, uma capela que andou de local em local, até se fixar definitivamente na parte alta da vila de Joane. No adro da capela teremos a maravilhosa oportunidade de assistir à versão de câmara do espetáculo «Prelúdio: a mulher selvagem», dirigido por Bruno Martins, onde as delicadas, mas potentes vozes das atrizes Catarina Gomes, Cláudia Berkeley e Daniela Marques nos transportarão para o mundo interior feminino. Ao espetáculo segue-se uma sessão de narração, com Cláudia Fonseca e Jorge Serafim, que explorarão este universo feminino tão apetecível quanto belo e, por vezes, tenebroso.

O festival termina em festa, na esplêndida Quinta da Bemposta (Joane), no sábado, 30 de setembro – o caminho da celebração. As actividades começarão às 15h, com um workshop de danças tradicionais, por Ricardo Carneiro, diretor da Rusga de Joane, seguido por um workshop de percussão (às 16h), por Alberto Fernandes, coordenador da CAISA. Após os workshops, o público será convidado para um passeio pela quinta, onde encontrarão, pelo caminho, contadores de histórias que darão uma outra cor à paisagem verde. A viagem terminará num arraial, animado pelos joviais membros da Rusga de Joane, com baile e cantigas. O público é desafiado a trazer a sua merenda, para que se possa fazer um piquenique partilhado, entre cantos, contos e danças.

O festival sai, assim, da esfera exclusiva do espaço privado, como foi usual nas três primeiras edições, e entra num misto de espaço privado e espaço público. Dinamizar espaços icónicos de Joane, estimular a viagem metafórica dos sentidos e da imaginação, promover o sonho, o riso e a partilha, continuam a ser os grandes objetivos deste evento.

Uma viagem sensorial, onde a narração se alia a espaços não convencionais, na busca dessa partilha maior que se chama memória coletiva. Este ano os Contos d’ Avó prometem!

***

informações em: www.teatrodadidascalia.com

Territórios Dramáticos

primage_18840.png

 

 

o encontro de teatro que terminou no passado fim de semana e transformou Joane na Vila mais dramática de Vila Nova de Famalicão

 

Terminou no passado domingo, dia 26 de março, em Joane, a primeira edição do encontro de teatro Territórios Dramáticos promovido pela companhia Teatro da Didascália. O encontro que se realizou ao longo de dois fins de semana, entre 17 e 26 de Março, encerrou com a apresentação de um espetáculo para o público familiar, o espetáculo A Cores, da Peripécia Teatro.

Não é por acaso que se encerra este encontro de teatro com uma apresentação para as famílias, reunindo num mesmo espaço, jovens e adultos, para celebrar o teatro. Este projeto de programação desenhado pelo Teatro da Didascália tem como prioridade a promoção de um trabalho de proximidade entre o teatro e a comunidade local, e nesse aspeto, o principal objetivo foi cumprido. O público foi crescendo de dia para dia e em apenas 6 dias de programação, foi possível ver o surgimento de um público fiel que se deslocou a Joane para ver todos os espetáculos deste encontro. É a constatação de que existe público para o desenvolvimento de um trabalho de programação regular numa Vila como Joane, com condições técnicas, logísticas e artísticas capazes de construir, envolver e fidelizar público, numa freguesia com um historial fortemente ligado ao teatro.  

O público que se deslocou ao Centro Cultural da Juventude (ATC) em Joane, respondeu positivamente ao convite feito pela organização para cearem com os artistas no final dos espetáculos. O resultado foram longas conversas entre público e artistas, numa verdadeira partilha de pensamentos, acompanhados de um intercâmbio gastronómico, com um vinho verde muito bem acompanhado por Jesuítas, Queijadas de Montemor, Queijo da Serra e Pasteis de Águeda.  

Esta primeira edição do Territórios Dramáticos concretizou um total de 13 sessões públicas, entre elas: 7 espetáculos de teatro, 2 filmes e 4 conversas. Em apenas 6 dias de uma programação intensa.

Depois deste primeiro encontro, e da resposta francamente positiva por parte do público, o Teatro da Didascália acredita ser possível criar em Joane um profundo trabalho de proximidade com o território, estando neste momento a pensar e preparar novos projetos de proximidade a desenvolver com a comunidade local e envolvente. 

Esta semana o Pequeno Almoço é “Smile”!

primage_14333.png

 

O Ciclo de Teatro com Pequeno Almoço continua esta semana em Joane, Vila Nova de Famalicão, com o espetáculo “Smile” da Cia Baal 17 de Serpa.

“Smile” é um espetáculo com uma forte componente visual, onde a imaginação do público é um ingrediente fundamental para a construção de uma narrativa particular a cada espetador.

A peça centra-se na relação entre dois personagens, uma criança e uma velha e fala-nos do longo caminho que cada um tem de percorrer em direcção à felicidade.     

Dirigido a um público jovem a partir dos 6 anos de idade, “Smile” é um espetáculo onde a magia e o inesperado se cruzam com a realidade. Duas personagens, com um sorriso sempre à mão e a ternura sempre ao pé, irão explorar os cantos escuros das relações entre os Homens. O que se esconde por trás de um sorriso?

 

O espetáculo começa às 10h de Domingo, 6 de Dezembro, no Centro Cultural da Juventude de Joane, concelho de Vila Nova de Famalicão, resultado de uma parceria entre o Teatro da Didascália e a Associação Teatro Construção.

Este ciclo tem como objetivo proporcionar às famílias um espaço de encontro e de reflexão entre gerações, em que o teatro é o ponto de encontro para um diálogo alargado acerca desta arte e das suas diferentes formas de decifrar entre jovens e adultos.

Estes pequenos almoços no teatro serão encerrados com o espetáculo “Guarda Mundos”, apresentado pela companhia anfitriã, Teatro da Didascália, no domingo, dia 13 de Dezembro, também às 10h.

Não perca esta oportunidade de tomar a primeira refeição do dia no teatro e em família.      

POESIA UNE IBÉRIA, ÁFRICA E AMÉRICA EM VILA NOVA DE FAMALICÃO

Programa%20Raias%20Poéticas.jpg

 

  

Pelo terceiro ano consecutivo, a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão organiza o encontro internacional “Raias Poéticas – Afluentes Ibero-Afro-Americanos de Arte e Pensamento”, sob a curadoria do poeta Luís Serguilha, durante os dias 24 e 25 de Outubro, na Casa das Artes.

 

“O Raias Poéticas pretende projectar Vila Nova de Famalicão como rota do pensamento e da arte ibero-afro-americana e potencializar a criatividade artística e o pensamento, aproximando diversidades.”, explica Luís Serguilha.

 

Dividindo-se entre conferências, debates e momentos de leitura de poesia, o encontro começa sexta-feira, pelas 18h, e é de entrada livre. Este ano, estarão presentes cerca de 50 poetas, professores, ensaístas e académicos oriundos de Angola, Portugal, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Brasil e Espanha.