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Cultura de Borla

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UM MÚSICO, UM MECENAS | Cristiano Holtz interpreta Sonatas de Domenico Scarlatti no Cravo Antunes de 1758 | #EntradaLivre

20 de Junho, 18h UM MÚSICO, UM MECENAS
CICLO de concertos com instrumentos históricos  | entrada livre
Cristiano Holtz interpreta Sonatas de Domenico Scarlatti no Cravo Antunes de 1758
 
 

O CRAVO ANTUNES
Na exposição permanente do Museu da Música, encontra-se um cravo construído por Joaquim José Antunes, datado de 1758. É uma das peças mais valiosas da colecção, deixando reconhecer uma forte e bem estabelecida tradição de artesanato musical com orientações próprias. Classificado como TESOURO NACIONAL, as suas características históricas e organológicas fazem dele um exemplar único no conjunto patrimonial do país. 
Sendo um dos poucos sobreviventes da escola portuguesa de construção de cravos de meados de setecentos, é de extrema importância para a reconstituição da autêntica sonoridade da música cravística pré-barroca e barroca, produzida em Portugal por compositores como Domenico Scarlatti ou Carlos Seixas. Por todos estes motivos, mas também porque se encontra em óptimas condições, tem atraído a atenção de músicos e organólogos de todo o mundo. Assim sendo, as ocasiões em que é tocado publicamente são sempre oportunidades a não perder.

O CONSTRUTOR

Joaquim José Antunes, oriundo de uma família de construtores de instrumentos de tecla, que se manteve activa em Lisboa durante três gerações, foi um dos mais importantes construtores portugueses de cravos do século XVIII. A julgar pelos instrumentos sobreviventes, Joaquim José foi provavelmente o membro mais notável da sua família.

 

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CRISTIANO HOLTZ
Influenciado por J. S. Bach, Cristiano Holtz iniciou os seus estudos de cravo aos 12 anos com Pedro Persone. Aos 15 anos, a convite de Jacques Ogg, foi viver para a Holanda, prosseguindo os seus estudos musicais, onde permaneceu durante dez anos, estudando com vários professores. Desde muito novo a sua maior influência foi Gustav Leonhardt, que o aceitou excepcionalmente como seu último estudante oficial.
Igualmente importantes para Cristiano Holtz foram Pierre Hantaï e Marco Mencoboni, com quem trabalhou em privado.
Em 1998 veio para Portugal, a convite do Instituto Gregoriano de Lisboa onde é, desde essa altura, professor de cravo.

 

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Cristiano Holtz actua sobretudo como solista, em cravo e clavicórdio, mas também ocasionalmente em orgãos históricos, na Europa, Ásia, América do Sul e nos Estados Unidos da América, onde participa em vários e prestigiados Festivais Internacionais.
Obteve vários prémios internacionais, tais como: Eldorado competition (Brasil 1996), Preis der Deutschen
Schallplatten kritik (Alemanha 2006), 5 Stars Golgberg Magazine (Grã-Bretanha, Espanha) pelo seu CD dedicado ao compositor J. Mattheson (editora Ramée 2006) tendo sido, este último, uma estreia mundial. Em 2008 gravou “Inventions and Sinfonies of J. S. Bach”, para clavicórdio com a editora Hortus, e em
2011, de novo com a editora Ramée, um CD dedicado a G. F. Haendel.
O seu trabalho mais recente é dedicado a J. S. Bach “Rare works for harpsichord” para a editora Hera.
Cristiano Holtz considera Bach como o centro da sua obra musical.

 

 


SOBRE O CICLO
O ciclo de concertos com instrumentos históricos Um Músico, Um Mecenas iniciou-se no ano de 2013 no Museu da Música. 
A entrada é sempre livre e o público tem afluído entusiasticamente, mostrando crescente interesse na história e no som de instrumentos musicais históricos. A boa forma de alguns dos exemplares da colecção que têm tocado em concerto deve-se à junção de esforços entre o Museu Nacional da Música/ DGPC e os músicos, construtores e restauradores convidados que ajudam, a título gratuito, a instituição, através de concertos e da manutenção dos instrumentos musicais. 
Em 2014 alguns músicos estrangeiros vieram propositadamente tocar nos instrumentos históricos, característica que se mantem em 2015. Os músicos interpretam repertório adequado à data de construção dos instrumentos, divulgando deste modo não apenas a colecção, mas também os compositores e construtores que trabalhavam à época. 

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