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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Queres ser voluntário no Festival da Terra // Casa das Histórias // Cascais

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2º Festival da Terra GEA

19 a 23 de Junho 2019 
Casa das Histórias Paula Rego // Cascais

Será já no próximo mês de Junho, no fim-de-semana do Solstício, que terá lugar o 2º Festival da Terra GEA, no Auditório e Jardins da Casa das Histórias Paula Rego, seguindo o seguinte programa:

Quarta-feira, 19
21h00 (Auditório): Sessão de abertura

Quinta-feira, 20
10h00-18h00 (Auditório): Colóquio Internacional: "Natureza, Vida e Ciência"

Sexta-feira, 21
10h00-18h00 (Auditório): Colóquio Internacional: "Natureza, Vida e Ciência"
21h00 Festa do Solstício


Sábado, 22
10h00-18h00 (Auditório): Eco-cine de Temática Ecológica
10h00-18h00 (Jardins): Viver e abraçar a Natureza: workshops, seminários, aulas abertas
Feira de Transição, Voluntariado e Ecologia


Domingo, 23
10h00-18h00 (Jardins): Viver e abraçar a Natureza: workshops, seminários, aulas abertas
Feira de Transição, Voluntariado e Ecologia


***

Adere ao projeto! :)
Inscreve-te como voluntário no 2º Festival da Terra. 

Submete a tua inscrição aqui: 
https://bit.ly/2UDqrRi

exposição ANAMARY BILBAO | Projecto Travessa da Ermida

 

 

A exposição LIGHTED BY A SEARING LIGHT (2018) de ANAMARY BILBAO é apresentada pelo PROJECTO TRAVESSA DA ERMIDA, em parceria com a galeria UMA LULIK_. Com inauguração agendada para dia 26 de Abril, pelas 19:00h, e patente até 1 de Junho, LIGHTED BY A SEARING LIGHT (2018) é uma instalação composta por uma projecção de vídeo, com som.

 

Nas palavras do curador da exposição Sérgio Fazenda Rodrigues, “as imagens mostram algo que se encontra rente ao chão, mas conduzem a visão para uma luz que surge no fundo, ao alto, por detrás da folhagem. O olhar oscila e num registo simultâneo de receio, e encantamento, a nossa atenção é remetida para um outro local, mais além daquele onde nos encontramos. LIGHTED BY A SEARING LIGHT (2018) é uma expressão que identifica o deslumbre provocado por uma iluminação intensa, que tanto fere como seduz. A luz surge aqui como uma força da natureza que tanto dá vida como aniquila, mas também como metáfora de algo que destrona e submete o sujeito. Na verdade, não podemos olhar o Sol de frente, pois a sua incandescência agride a visão e desfigura o que se tenta apreender. As imagens que acusam o encandeamento e que destacam uma bolha de luz atestam esta situação, reforçando ainda a recorrência que marca o vídeo, e a sua circularidade (em loop). O som dá-nos a escutar o cântico de um pássaro Argus (Argusianus Argus), que dita a duração da projecção e corresponde a um ciclo de 38 entoações seguidas. O nome deste pássaro remete-nos para o gigante de cem olhos, Argos Panoptes, proveniente da mitologia grega. Argos Panoptes, ou “aquele que tudo vê”, foi um servo a quem a deusa Hera incumbiu o controlo da ninfa Io, por quem Zeus se apaixonou. Zeus enviou Hermes para libertar Io e Argos, quando cedeu à música que este entoava, perdeu o seu domínio, adormeceu e foi morto. Em sua honra, Hera colocou cem olhos nas penas deste pássaro sagrado.” 

 

  

Imagem LIGHTED BY A SEARING LIGHT (2018)

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Nota biográfica de ANAMARY BILBAO

AnaMary Bilbao (1986) estudou Pintura e Cinema / Imagem em Movimento no Ar.Co e é doutoranda em Estudos Artísticos – Arte e Mediações (FCSH – Universidade Nova de Lisboa e Birkbeck – University of London / com apoio FCT). Em 2014 foi distinguida como Jovem Artista pelo Clube Português de Artes e Ideias (CPAI) e em 2018 foi-lhe atribuído o prémio de Pintura pelo Mu.Sa. Exposições individuais: O Último brilho da estrela que morre, Uma Lulik Contemporary Art Gallery (2018); Fallacious Memory, Caroline Pagès Gallery (2014); Presente passado, Galeria da Boavista (2013). Algumas das exposições coletivas em que participou: A Guerra como Modo de Ver, MACE – Museu de Arte Contemporânea de Elvas (2018); O Tempo inscrito. Memória, Hiato e Projecção – Obras da Coleção de Arte Contemporânea Figueiredo Ribeiro, quARtel (2017); Correspondências, Carpe Diem Arte e Pesquisa & Espai Mallorca Barcelona (2015); On Drawing II, Cristina Guerra Contemporary Art Gallery (2014). O seu trabalho encontra-se representado na Coleção António Cachola, na Coleção de Arte Contemporânea Figueiredo Ribeiro, no Mu.Sa - CMS, na Fundação Leal Rios e em coleções privadas entre Portugal, Alemanha, Brasil, Espanha, França e Inglaterra. AnaMary Bilbao está nomeada para a 13ª edição do Prémio Novos Artistas Fundação EDP 2019. A artista é representada pela galeria UMA LULIK__.

 

Sobre o PROJECTO TRAVESSA DA ERMIDA

O Projecto Travessa da Ermida é um projecto de referência de natureza experimental orientado pela valorização do património histórico e pela dinamização do tecido artístico e cultural contemporâneos. Neste singular ponto de encontro, de intimidade e de dinamismo, as memórias do passado dialogam com variados domínios das artes contemporâneas, visando a sua penetração nos diversos públicos que o visitam e frequentam.

Com curadoria própria e/ou envolvimento em parcerias com outras estruturas de criação e programação artística, a actividade do Projecto Travessa da Ermida conta com a assinatura dos mais proeminentes artistas e autores nacionais, artistas nacionais das novas gerações e variados artistas internacionais.

Após longos anos de abandono, a Ermida de N. Srª. da Conceição, na Travessa do Marta Pinto, em Belém, assume-se desde 2008 enquanto âncora do projecto.

 

 

 

Horário de Funcionamento

3ªfeira a sábado, das 14h00 às 18h00. Encerrado domingo, segunda-feira e feriados.

 

Localização:

Travessa do Marta Pinto, 21, 1300-390 Lisboa

 

Festival i! regressa às ruas de Águeda em maio!

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De 17 a 19 de maio, a 11ª edição do Festival i! instala-se em Águeda e, na noite de abertura, volta a invadir a Rua Luís de Camões, a partir das 20h30. No sábado e domingo, acontece o habitual non-stop de espetáculos e atividades por vários espaços da cidade, numa grande festa para toda a família.

O Festival i! prepara-se para a 11ª edição e são muitas e diferentes as propostas artísticas, de Portugal, Espanha, Argentina e Brasil, que vão invadir Águeda em três dias dedicados aos mais pequenos e a toda a família. 

O palco da noite de abertura será, novamente, na Rua Luís de Camões, na sexta-feira (17 de maio), das 20h30 às 23h30. Toda a cidade é convidada a viver o i! em plena rua, com jogos para toda a família e uma caravana de micro-cinema, pela companhia Tombs Creatius, da Catalunha (Espanha). Também de Espanha, La Industrial Teatrera traz-nos um surpreendente espetáculo de abertura - De Paso - um poético espetáculo de clown, com o público a 360 graus. A noite de abertura é de entrada livre.

No sábado e no domingo, segue-se o já conhecido e contagiante ritmo de espetáculos, atividades, animação e jogos, para miúdos e graúdos. Das 10h30 às 19h00, o roteiro do festival passará por vários locais da cidade: Biblioteca Municipal Manuel Alegre, Auditório Ana Paula Silva, Auditório do CEFAS e o Espaço d’Orfeu. 

No cartaz deste ano, o Festival i! acolhe ainda espetáculos e atividades de Catrapum Catrapeia, Gabi Winter (Brasil), Teatro das Beiras, Mica Paprika, PédeXumbo, Zunzum AC, Rodrigo Costa Félix e Joana Amendoeira, Corina Ollett (Argentina), Escola do Adro e The Freak Cabaret Circus (Espanha). Haverá também lugar para a estreia de duas novas criações d'Orfeu AC: "Canções Difíceis Fáceis de Saber" no sábado e "Fado Mimado" no domingo, que farão sessões escolares durante a semana, mantendo a tradição de convidar as escolas ao festival. 

As pulseiras para o Festival i! estarão brevemente à venda, havendo, na noite de abertura, desconto de 50% na Pulseira Geral para o fim-de-semana. O programa completo pode ser consultado no site oficial, em dorfeu.pt/i

Gourmet Experience do El Corte Inglés de Lisboa inicia nova programação com exposição pop-up de Mário Belém e concerto de Tatanka, vocalista dos The Black Mamba

 

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·         Nova programação, com curadoria de Tristana Esteves Cardoso, enriquece os finais de tarde e serões no Gourmet Experience com várias actuações e exposições de vários artistas portugueses emergentes

·         Gourmet Experience e a Underdogs Gallery associam-se e criam mostras temporárias de vários artistas de renome da arte contemporânea

·         Exposição de Mário Belém inaugura dia 9 de Abril às 18h30 com um cocktail e a presença do artista

·         Concerto de Tatanka dia 12 de Abril às 22h00

·         Todas as actividades são de entradalivre

 

O Gourmet Experience, no Piso 7 do El Corte Inglés Lisboa, inaugura, já na próxima semana a nova programação com a curadoria de Tristana Esteves Cardoso. O início da programação fica marcado pela inauguração da exposição pop-up do artista Mário Belém, no dia 9 de Abril às 18h30, com um cocktail. O artista estará presente para explicar e desmistificar as suas obras que ficarão em exposição no Gourmet Experience, no Piso 7 do El Corte Inglés de Lisboa.

 

A exposição das obras do artista português surge no âmbito da parceria estabelecida entre o Gourmet Experience e a Underdogs Gallery no sentido de promover a democratização da arte com o início de pequenas mostras temporárias no espaço dos Grandes Armazéns, com peças de artistas contemporâneos e urbanos.

 

Dia 12 de Abril, às 22h00, Pedro Tantanka do vocalista do grupo The Black Mamba “sobe ao palco” e apresenta algumas músicas do novo projecto a solo que será lançado em breve. 

 

O Gourmet Experience reúne o que de melhor se faz na gastronomia com 7 restaurantes de chefs galardoados com estrelas Michelin. Agora, para além da oferta gastronómica reúne também ofertas culturais e de lazer numa programação estudada e pensada única e exclusivamente com o objectivo de proporcionar aos clientes as melhores experiências destas áreas.

 

A programação conta com concertos de artistas em ascensão, finais de tarde com a selecção musical de vários dj’s e exposições variadas.

 

Exposição de Jorge Guerra - Saudade de Pedra

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O Arquivo Municipal de Lisboa inaugura no próximo dia 4 de abril, pelas 19h00 a exposição "Saudade de Pedra" de Jorge Guerra (Lisboa, 1936), nome incontornável na história da fotografia portuguesa e canadiana.

Esta exposição que irá decorrer na rua da Palma 246, até ao dia 29 de junho de 2019, traz a público um conjunto de 100 fotografias a preto e branco realizadas no final de 1966 e principio de 1967, numa curta passagem do autor por Lisboa. São imagens nostálgicas que reflectem uma sensibilidade humanista, que possibilitaram um reconhecimento e contextualização do seu trabalho ao nível nacional e internacional.

Jorge Guerra irá estar em Lisboa durante um curto período de tempo, que abrange a inauguração da exposição e uma conferência aberta ao público que terá lugar no dia 9 de abril, pelas 18h30. Neste dia será lançado o catálogo da referida exposição que conta com textos de Jorge Calado.

«É o povo que faz a fotografia de Jorge Guerra. A paisagem é humana, e a arquitectura, a das relações entre amigos, vizinhos ou transeuntes à solta. É fotografia de rua, mas sem carroças nem automóveis. A tónica está na forma como as pessoas se relacionam (ou não) umas com as outras. Há corpos solitários, mas também encontros e desencontros fortuitos, mendigos, vendedeiras e transacções ambulantes. Nos jardins e miradouros, acumulam-se os velhos reformados à espera que o tempo corra.»

Excerto do texto Corpos Urbanos de Jorge Calado

Exposição Bordalo e a Arqueologia no Teatro Romano

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Bordalo e a Arqueologia
01 Mar 2019 a 28 Abr 2019
Exposição temporária
Teatro Romano

Nesta exposição conjunta entre o Museu de Lisboa – Teatro Romano e o Museu Bordalo Pinheiro, apresentam-se reproduções dos desenhos realizados pelo artista Rafael Bordalo Pinheiro a propósito do IXº Congresso da União internacional das Ciências Pré-históricas  e Proto-Históricas que teve lugar em Lisboa no ano 1880. Este acontecimento fez furor, à época, lançando Portugal como uma peça no xadrez arqueológico e científico de então. Figuras como Possidónio da Silva, mentor da “Real Associação dos Architectos Civis e Archeologos Portugueses”, ou de Carlos Ribeiro, com a célebre questão do "Homem do Terciário", ou ainda os contributos de investigadores como Estácio da Veiga, Martins Sarmento ou de Nery Delgado - responsável por algumas das acaloradas questões debatidas no congresso acerca do "canibalismo dos habitantes neolíticos da Gruta da Furninha" – documentam a importância desse congresso e o lugar de charneira que Portugal começava a deter quanto aos estudos antropológicos e arqueológicos.

Em 1880 e mercê deste Congresso vieram a Portugal algumas das mais ilustres figuras da arqueologia Pré-Histórica internacional, como Cartailhac, Henri Martin, Mortillet ou Paul Choffat.

Ocorrido entre 20 a 29 de Setembro na sala da biblioteca da Academia das Ciências, teve direito a sessão solene com a presença do rei D. Luís e de seu pai D. Fernando, assim como todo o ministério, membros do corpo diplomático e deputados.

Os desenhos de Bordalo Pinheiro caricaturaram o acontecimento oferecendo um olhar verdadeiramente bordaliano sobre os arqueólogos!

 

Inauguração: 1 de março, 18h
Patente de 2 de março a 28 de abril de terça a domingo, das 10h às 18h

 

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CONVERSA 22 de Março, 18h

"Arqueologia, arqueólogos, museus e colecções na caricatura de Bordalo Pinheiro: o IX Congresso Internacional de Antropologia e de Arqueologia Pré-históricas (Lisboa, 1880)"*

Por Ana Cristina Martins, Ph. D. (IHC NOVA-FCSH /U.Évora / FCT | Uniarq-ULisboa 

Entrada livre, sujeita à lotação

*A oradora desta palestra não utiliza o Novo Acordo Ortográfico

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Organização: Museu de Lisboa-Teatro Romano e Museu Bordalo Pinheiro

Imagem: Museu Bordalo Pinheiro

Futuro Doméstico Primitivo | O mundo de Sou Fujimoto em exposição no Museu do Oriente

“Futuro Doméstico Primitivo”

 

O mundo de Sou Fujimoto em exposição no Museu do Oriente

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Uma arquitectura inspirada na ideia de floresta, que se mostra através de um percurso sinuoso com núcleos que replicam o jogo de escalas e volumetrias característico da obra de Sou Fujimoto, é a premissa da exposição “Futuro Doméstico Primitivo” que o Museu do Oriente inaugura no dia 21 de Fevereiro, às 18h30.

 

Comissariada por João Almeida e Silva, arquitecto e investigador que contactou de perto com a obra de Fujimoto, em cujo ateliê estagiou ao abrigo de uma bolsa da Fundação Oriente em 2013, esta exposição procura reconduzir o público às origens do espaço construído, partindo de uma selecção de 14 casas projectadas e construídas em território nipónico, apresentadas através de plantas de grandes dimensões, maquetas, vídeos e fotografias.

 

“Futuro Doméstico Primitivo” incide sobre a concepção do habitar explorada por aquele que é um dos mais influentes arquitectos japoneses da sua geração, com especial enfoque no modo flexível como este actua através das diversas escalas, afirmando a pluralidade da actividade humana e a diversidade espacial daí decorrente, dando a conhecer a esfera do privado japonês.

 

Edifícios de assinalável rigor geométrico, espacial e construtivo diluem a percepção da escala dos objectos, dos seus limites e respectivos usos, procurando conformar, assim, uma arquitectura ligada à história primordial da humanidade, definindo um futuro primitivo.

 

Ao investigar a relação mais íntima do indivíduo com o espaço que habita, e consequentes relações deste com o contexto, as construções daqui resultantes potenciam novas noções de natureza e outras formas de ambiente construído (a casa como cidade e a cidade como casa), tornando o habitante em elemento orgânico desta concepção do ambiente doméstico.

 

Explorando gradações onde, no Ocidente, se encontram tradicionalmente oposições (transparência/opacidade, interior/exterior, luz/sombra), este enquadramento conceptual é particularmente operativo nos projectos de âmbito residencial, onde a casa se assume simultaneamente elemento singular (árvore-casa) e parte interactiva de um todo plural (floresta-cidade), onde materiais, mobiliários e fachada se encontram organicamente ligados.

 

Sou Fujimoto (Hokkaido, 1971) é licenciado em Arquitectura pela Universidade de Tóquio. Fundou o seu ateliê - Sou Fujimoto Architects – em 2000, onde desenvolve um trabalho de cunho pessoal, paradigmático no contexto da história da Arquitectura e que rompe com princípios e métodos habituais da disciplina. Inspirada pela cultura tradicional japonesa, e pela cidade de Tóquio, a sua prática projectual está fortemente marcada pelas ideias de cidade-floresta e edifícios-árvore. Defende o retorno à origem do espaço construído, a uma arquitectura que nos reconduza ao primitivo, à gruta, à inversão criativa (creative miscronstruction), como ponto de partida para chegar ao futuro, a uma prática constructiva morfologicamente complexa e variada, à semelhança de uma floresta e das suas árvores que, apesar de entidades singulares e distintas, se organizam numa rede de co-relações e interdependências. Uma arquitectura que espelhe a árvore e a floresta, promove simultaneamente a autonomia de cada elemento e a integração da complexidade social na cidade. Entre os seus projectos mais icónicos encontram-se o Serpentine Gallery Pavillion (Londres), L’Arbre Blanc (Montpellier) e House NA (Tóquio).

 

A exposição está patente até 26 de Maio.

 

Exposição “Futuro Doméstico Primitivo” - Sou Fujimoto

Inauguração | 21 Fevereiro | 18.30

Até 26 Maio

Horário: terça-feira a domingo, 10.00-18.00

(à sexta-feira o horário prolonga-se até às 22.00, com entrada gratuita a partir das 18.00)

Preço: 6 €

Moita: Comemorações do Dia Mundial da Dança

A Câmara Municipal da Moita assinala o Dia Mundial da Dança com iniciativas dirigidas a vários públicos, no Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira.

 

27 de abril, 21:30h

Dança

“Substância do Tempo”, pela Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo

Homenagem a Sophia de Mello Breyner Andresen

Coreografia: Vasco Wellenkamp e Miguel Ramalho

Destinatários: geral | M/6 anos

Duração: 105 min.

Entrada gratuita. Levantamento de bilhetes a partir de dia 12 de abril

Direção Artística: Vasco Wellenkamp | Coreografia: Vasco Wellenkamp e Miguel Ramalho | Ensaiadoras: Cláudia Sampaio, Liliana Mendonça | Direção de Cena: Cláudia Sampaio | Direção Técnica: Ricardo Campos | Bailarinos: Carlos Silva, Catarina Godinho, Francisco Ferreira, Íris Runa, Maria Mira, Miguel Santos, Pedro Garcia, Ricardo Henriques, Rita Baptista, Rita Carpinteiro | Bailarinos Convidados: Patrícia Henriques, Patrícia Main, Miguel Ramalho.

 

28 de abril, 11:00h

Cinema Infantil

“Bailarina”, de Éric Summer e Éric Warin

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FRA/CAN | 2016 | 89 min.      

Destinatários: famílias e crianças maiores de 6 anos | M/6 anos

Entrada gratuita

Paris, 1880. A viver num orfanato desde muito pequena, Felícia, de 11 anos, sonha tornar-se bailarina. A sua paixão revela-se a cada momento da sua vida e cada lugar lhe parece um palco onde rodopia e faz "pliés", ao mesmo tempo que fantasia com os aplausos de grandes plateias. Um dia, acompanhada por Victor, o seu melhor amigo – que deseja mostrar ao mundo as suas grandes invenções –, decide fugir. Os dois rumam a Paris, a cidade das luzes, onde lhes tudo parece possível. Felícia inscreve-se como aluna na famosa escola da Ópera de Paris, considerada uma das maiores e mais tradicionais companhias de dança do mundo, onde espera aprender tudo o que necessita. Como o que lhe falta em técnica sobra em determinação, esta menina corajosa sente-se capaz de enfrentar todas as adversidades e conquistar o título de "prima ballerina"…

 

Exposição "Aquarelas do Descobrimento"

Exposição de Carybé inspirada na Carta de Pero Vaz de Caminha chega a Lisboa no mesmo dia em que Pedro Álvares Cabral partiu para a descoberta do Brasil

Coleção promovida pela Embaixada do Brasil traz 52 obras de um dos artistas plásticos que melhor retratou o país

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No dia 9 de março de 1500, a armada comandada por Pedro Álvares Cabral partiu de Lisboa, na expedição que resultou na descoberta do Brasil. Na mesma data, 519 anos depois, um dos mais importantes trabalhos inspirados neste acontecimento faz o caminho inverso. No dia 9 de março de 2019, inaugura-se no Palácio da Independência, em Lisboa, a exposição “Carybé – Aquarelas do Descobrimento”.

As 52 obras que integram a exposição do artista plástico que, ao longo da sua brilhante carreira, retratou o Brasil como nenhum outro é uma versão em aquarela sobre o registo mais antigo da existência do país: a Carta de Pero Vaz de Caminha. Originalmente, os desenhos foram feitos em tinta nanquim e publicados em preto e branco no livro “Carta a El Rey Dom Manuel”, uma releitura do documento histórico idealizada pelo escritor Rubem Braga.

Em cores vivas e traços leves, Carybé dá vida a momentos mais marcantes da narrativa portuguesa sobre o Brasil: a navegação da esquadra; o avistar das terras; o primeiro contato entre portugueses e índios; a troca de culturas; a primeira missa; o pau-brasil. Cenas dos primeiros encontros que, mais tarde, com a contribuição igualmente fundamental dos africanos, dariam origem ao povo brasileiro. As 52 obras possuem formato 50x40cm, emolduradas com vidro e passe-partout.

 

A exposição é uma iniciativa da Embaixada do Brasil, que tem por objetivo reforçar ainda mais os históricos laços que unem Brasil e Portugal, ressaltando a singularidade da cultura brasileira ao mesmo tempo que revela as afinidades que aproximam os dois povos. Ademais, fortalece a posição da Embaixada como promotora das artes brasileiras no exterior.

 

“A vertente cultural é dos pilares mais importantes do relacionamento entre Brasil e Portugal”, afirma o embaixador do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo Machado. “É a primeira vez que esta exposição sai do Brasil e o destino não poderia ser outro, que não Portugal. Temos a expectativa de que as obras, por sua delicadeza, beleza e sentido histórico, atraiam grande público para a exposição”, completa o embaixador.

 

“Aquarelas do Descobrimento” tem como curadora Solange Bernabó, filha de Carybé. O trabalho procurou privilegiar a sintonia entre os momentos do artista, com a sua técnica privilegiada, e o marco da história do Brasil revelado em traços leves, coloridos e minuciosos.

 

“Carybé foi um exímio desenhista e aquarelista, arte aparentemente simples, mas que exige maestria técnica e não permite correções. Partindo do relato escrito por Caminha, usou sua imaginação e conhecimento, para transformá-lo em imagens, dando-nos a sensação de termos testemunhado os acontecimentos que há mais de cinco séculos deram origem ao Brasil”, afirma Solange Bernabó.

 

A curadora lembra que os desenhos da exposição que chega a Lisboa foram feitos por Carybé para uma edição comemorativa da Carta em que Pero Vaz de Caminha deu parte ao rei de Portugal, D. Manuel, tendo como mote o quinto centenário de nascimento de Pedro Álvares Cabral, em 1968.

 

A adaptação do texto antigo foi feita por Rubem Braga, amigo e compadre do pintor, que na sua introdução diz: “Esta edição, pela sua natureza, não comporta notas nem glossário. A novidade verdadeira que ela traz, e que a justifica, são os 52 desenhos que a ilustram, do cidadão baiano Carybé.”

 

Carybé nasceu como Hector Julio Páride Bernabó, em Lanús, na Argentina, em 1911. Passou a infância e a adolescência no Rio de Janeiro. Foi aos 8 anos, como escuteiro no Clube de Regatas Flamengo e membro da Patrulha dos Peixes, que surgiu a alcunha. A inspiração veio da feroz piranha Pygocentrus Cariba, das margens dos rios Orinoco e Amazonas. Do Rio de Janeiro, Carybé viajou o mundo até mudar-se definitivamente para o Brasil em 1949.  Naturalizou-se brasileiro oito anos depois e viveu em Salvador até a sua morte, em 1997. A relação do artista com o país que escolheu sempre esteve declarada na sua obra. Tanto nas diversas exposições internacionais que realizou, quanto em trabalhos que levavam a sua arte para o quotidiano das pessoas. Como o mapa do Brasil personalizado que decorava os aviões Electra II, da Varig, nos anos 60, e os murais em fachadas de prédios comerciais de vários estados brasileiros. Sobre os trabalhos que cruzaram fronteiras, pode-se citar os dois painéis que retratam a diversidade cultural do continente americano e a conquista do oeste estadunidense pelos colonos peregrinos e que adornam o Aeroporto Internacional de Miami, nos Estados Unidos; o quadro “São Sebastião”, no acervo dos Museus do Vaticano; e uma pintura no Castelo de Balmoral, residência de férias da Rainha Elizabeth II, em Escócia. Carybé também ilustrou livros de autores importantes como Gabriel García Márquez, Pierre Verger e do seu grande amigo Jorge Amado.  

 

 

 

CARYBÉ – AQUARELAS DO DESCOBRIMENTO EM LISBOA

Palácio da Independência

Morada: Largo de São Domingos, 11, Rossio (Ao pé do Teatro Nacional Dona Maria II)

Horários de funcionamento: De segunda a sexta-feira: das 9h às 19h – Sábado: das 11h às 21h.

Entrada gratuita

A exposição fica em cartaz de 9 de março até o dia 4 de maio

 

 

 

 

CARYBÉ EM PORTUGAL

 

Exposições:

 

1980 Semana de Arte Estoril, Lisboa – Portugal

1981 Exposição no Casino Estoril, Estoril – Portugal

1986 Exposição na Galeria Estoril, Lisboa – Portugal

1989 Exposição no Casino Estoril, Estoril – Portugal

1993 Exposição no Casino Estoril, Estoril – Portugal

 

Acervos:

 

Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa – Portugal

• Museu de Arte Contemporânea, Lisboa – Portugal