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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Formação “O fascínio das palavras: Os contos de Sophia para a juventude” na Biblioteca de Loulé

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No âmbito das comemorações do centenário do nascimento de Sophia de Mello Breyner Andresen, a Biblioteca Municipal de Loulé irá receber a formação “O fascínio das palavras: os contos de Sophia para a juventude”, no dia 26 de outubro, sábado, das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 17h30.

Nesta ação, dinamizada por Marta Martins, serão abordadas diversas obras de Sophia. A formação é orientada para a aquisição de conhecimentos e para a recensão e adequação do conhecimento dos textos literários a públicos específicos.

Procurar-se-á que a aquisição do conhecimento decorra da análise dos textos e da informação que se vai sistematizando, de forma a implementar práticas educativas mais ativas junto de crianças e jovens. Pretende-se promover o debate em torno dos conteúdos a trabalhar e a realização de pequenas tarefas direcionadas para os objetivos de aprendizagem, visando a aplicação de conceitos.

O conceito de Literatura, a Literatura juvenil e Literatura para adultos, a caracterização de personagens, valores e modelos, a verdade versus falsidade na construção identitária, a família e a sociedade como intervenientes na construção da personalidade, os processos de sedução do leitor juvenil são alguns dos temas que serão abordados.

Destinada a um público adulto (maiores de 18 anos), esta ação é creditada para professores. A participação é gratuita mas é necessária inscrição prévia (vagas limitadas), através do email biblioteca@cm-loule.pt ou telefone 289 400850.

CML/GAP /RP

Castelo e Centro Histórico de Palmela aguardam a sua visita!

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Se tem curiosidade em saber mais sobre a história e conhecer os encantos do Castelo e Centro Histórico de Palmela, participe, a 12 de outubro, nas Visitas Guiadas, organizadas pela Câmara Municipal de Palmela e de frequência gratuita.

Às 10h00, terá lugar a Visita Guiada ao Castelo de Palmela, monumento nacional e antiga sede da Ordem de Santiago, com ponto de encontro junto à Igreja de Santiago, que dará às/aos participantes a possibilidade de saberem mais sobre um dos mais belos castelos do nosso país e apreciarem a paisagem circundante, por entre serras e mar. À tarde, a partir das 14h30, é a vez da Visita Guiada ao Centro Histórico da vila, que parte junto ao Chafariz de D. Maria I, dando a percorrendo jardins, miradouros típicos e edifícios com interesse patrimonial.

Realizadas no primeiro sábado de cada mês, estas visitas, com duração de uma hora e meia, são orientadas por um voluntário do Museu Municipal de Palmela. Cada visita tem um limite de 15 inscrições, que deverão ser efetuadas até às 12h00 de dia 10 de outubro, através dos contactos patrimonio.cultural@cm-palmela.pt ou 212 336 640.

 

XXI Encontro de Música Antiga de Loulé Francisco Rosado

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De 5 a 27 de outubro, o concelho de Loulé é palco do XXI Encontro de Música Antiga de Loulé Francisco Rosado, um evento cujo principal objetivo é a divulgação da música que compreende o período entre a Idade Média e os finais do século XVIII.

Na abertura do programa, já este sábado, dia 5, pelas 21h00, na Igreja de Nossa Senhora da Assunção, em Querença, o agrupamento holandês Radio Antiqua junta-se ao contratenor Leandro Marziotte para convidar os espetadores a apreciar a música vocal e instrumental de Händel, um dos maiores compositores do período barroco. “Händel & co. da Itália à Inglaterra” é um retrato da Londres de Haendel, junto a outros compositores que foram seus colaboradores ou concorrentes: o ouvinte será levado aos bastidores de um dos maiores impérios musicais do século XVIII.

Segue-se, no dia 12, pelas 21h00, na Igreja de S. Sebastião de Boliqueime, a participação do grupo luso Ventos do Atlântico, que nos traz um programa onde o órgão histórico se torna o protagonista, cujo contraste e riqueza sonora são evidenciados pelas cores mais intimistas dos instrumentos de sopro. “Música para sopros de Itália à Alemanha no início de setecentos” é o mote para esta noite.

Outro projeto português – O Bando de Surunyo – surge neste Encontro no dia 13 de outubro, pelas 21h00, na Igreja de S. Francisco, em Loulé, com “Ua Enselada Ibérica”. A Península Ibérica apresenta, durante os séculos XVI e XVII, um riquíssimo quadro cultural que, alicerçado sobre uma matriz de pensamento comum a toda a Europa, possui, no entanto, características que lhe são distintivas. Um concerto comentado que incide no repertório vocal ibérico deste período.

O agrupamento Scaramuccia (Holanda/Portugal) irá presentear os espetadores com a mais bela música instrumental italiana do século XVIII, no dia 19, às 21h00, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Quarteira. “1717. Memórias de uma viagem a Itália” inclui não só peças que Pisendel trouxe de uma viagem a Itália mas também outros descobrimentos da sua coleção pessoal.

No dia 20 de outubro, pelas 21h30, na Igreja Matriz de Loulé, vindo do Canadá, o Ensemble Caprice irá deleitar o público com um programa fabuloso, numa fusão entre o barroco francês e italiano, com um toque muito especial.

Naquela que será também uma atividade pedagógica, o Ensemble de Flautas de Loulé junta-se ao Consort de Flautas do Instituto Gregoriano de Lisboa num mastercurso de flauta de bisel com Matthias Maute, flautista, compositor e diretor do Ensemble Caprice. Esta atividade

que se irá desenvolver ao longo do fim-de-semana culminará com o concerto de domingo, 27 de outubro, pelas 18h00, na Igreja de Nossa Senhora da Assunção, em Alte. No programa estarão peças do período barroco e renascentista em arranjos para consorts de flautas, entre outras surpresas.

Uma vez mais, os instrumentos barrocos, o repertório antigo e a interpretação historicamente informada farão do concelho de Loulé a capital da capital da música antiga durante o mês de outubro.

“Pretende-se aqui realizar uma seleção rigorosa de grupos especializados na interpretação historicamente informada, apostando na diversidade entre a música vocal e instrumental, nacional e estrangeira”, refere Ana Figueiras, diretora artística deste evento.

Todos os espetáculos são de entrada livre.

 

CML/GAP /RP

Fotografia de Wanderson Alves no Auditório de Pinhal Novo

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A Exposição de Fotografia “Cabe no Peito”, de Wanderson Alves, vai estar patente de 10 de outubro a 15 de novembro, no Foyer do Auditório Municipal de Pinhal Novo.

Esta mostra, organizada pela Câmara Municipal de Palmela, reúne imagens obtidas durante os dois anos em que o fotógrafo percorreu os diversos distritos de Portugal, com um olhar atento aos pormenores do dia a dia e às emoções que estes despertam.

O fotógrafo brasileiro Wanderson Alves reside em Lisboa. É pós-graduado em Filosofia Contemporânea e Fotografia e, atualmente, frequenta o Mestrado em Estética e Estudos Artísticos - Fotografia e Cinema, na Universidade Nova de Lisboa.

Participou em diversas exposições individuais e coletivas, das quais se destaca “Cidade (Re)Velada”, realizada em 2014, na cidade de Phoenix, Arizona, Estados Unidos, onde também realizou uma Residência Artística, através da parceria com o Phoenix Institute of Contemporary Art. Na sequência desta exposição, uma das suas fotografias foi escolhida para fazer parte do acervo permanente do Mesa Contemporary Arts Museum.

A Exposição “Cabe no Peito” vai poder ser visitada de terça a sexta-feira, das 10h00 às 19h00, e ao sábado, das 14h00 às 19h00, exceto feriados (entrada pelo edifício da Biblioteca Municipal de Pinhal Novo).

 

Outubro • Ballet Contemporâneo do Norte

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© Jani Nummela


CAFÉ CENTRAL #4. Ativismo Curatorial
com Andreia Coutinho, Laura Falésia & Maribel M. Sobreira (ColectivoFACA)

 

12 de Outubro  
15:00-17:00
Cineteatro António Lamoso
Santa Maria da Feira
Entrada Livre


A quarta de 5 conversas do ciclo CAFÉ CENTRAL trará ao Cineteatro António Lamoso as investigadoras Andreia Coutinho, Laura Sequeira Falé e Maribel Mendes Sobreira, do Coletivo FACA. Partindo de "Curatorial Activism", de Maura Riley, e do ciclo de conversas realizado no Museu Coleção Berardo em Maio e Junho deste ano, o Colectivo irá problematizar feminismos, colonialismos e questões queer dentro das instituições museológicas. O que fazer quanto à higienização discursiva dos museus de arte moderna e contemporânea portugueses que expõem obras e artistas que trabalham sobre estes temas? Como pensar nos museus de arte antiga ou etnologia que têm uma ferida social maior, especialmente em países colonizadores? Que informação se pode acrescentar ao discurso museológico de forma a que estas instituições se tornem centros de reflexão comunitária? A conversa pretende-se dinâmica e com formato de think tank participativo.

CAFÉ CENTRAL é o título do segmento conferencial do programa €UROTRA$H, organizado pelo Ballet Contemporâneo do Norte e com curadoria de Rogério Nuno Costa. Como afirma George Steiner em 'The Idea of Europe' (2004): "Europe is the place where Goethe’s garden almost borders on Buchenwald, where the house of Corneille abuts on the market-place in which Joan of Arc was hideously done to death.” O programa constrói-se em torno da urgência de uma reflexão sobre estas contradições e tensões culturais, sociais, políticas, económicas e religiosas que afetam a Europa de hoje, impulsionada pela designada “crise dos refugiados” e o crescimento exponencial de movimentos nacionalistas. Investigadores das áreas dos estudos feministas, pós-colonialistas, anti-racistas e queer encontrar-se-ão com o público num ambiente informal, propondo conversas abertas e imprevisíveis para uma história não-normativa da Europa. O CAFÉ CENTRAL enquanto espaço de debate intelectual e conspiração política, habitado por flâneurs, poetas, metafísicos e escritores, micro-unidade de sentido que atravessa todas as latitudes europeias.

Venha tomar café connosco!

Sobre o Colectivo FACA:
Formado em Março de 2019, o Colectivo FACA é um projecto de cidadania activa constituído por Andreia Coutinho, Laura Sequeira Falé e Maribel Mendes Sobreira. O projeto parte da ideia de corte: depois da incisão, há elementos que se dão a ver, formando-se novos centros e novas margens. O Colectivo FACA pensa as temáticas do feminismo, colonialismo, racismo, LGBTQI+ e não-normatividade em geral. Todas estas questões têm a mesma raiz, um preconceito em relação àquilo que não é igual a nós, fazendo-nos sentir ameaçados, ramificando-se em temas considerados marginais. É urgente recontar a História porque a narrativa predominante não coincide com as narrativas individuais e colectivas, que sempre foram desconsideradas. O Colectivo FACA é um projecto de curadoria que questiona as narrativas da cultura visual, um trabalho de proximidade com vários públicos que amplia a perspectiva acerca do outro e a História, propondo discussões, tertúlias, think tanks, exposições e visitas guiadas a espaços expositivos, aproveitando a sua constituição enquanto espaço comunitário. Tendo em conta que estas ideias estão a ser desenvolvidas internacionalmente, trazemos as discussões para o debate cultural português contando com público especializado e não especializado. Não apagando a História, cruzamos as diversas narrativas, puxando as margens para o centro do debate. Acreditamos que é preciso reajustar as margens e relocalizar os centros.

PRÓXIMA CONVERSA:
INMUNE - Instituto da Mulher Negra em Portugal
com Joacine Katar Moreira
19 de Outubro 15h00 - 17h00

 

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Uma Dança por Mês…EUROPA Endlos
Moçambique - Marrabenta com Catarina Panguana



19 de Outubro | 10h00-12h30
Sala de ensaio do Cineteatro António Lamoso
Sessão gratuita até ao limite de 30 participantes
Não é necessária
experiência em dança
Inscrições obrigatórias em bcnproducao@gmail.com



Depois de ter ocupado o primeiro trimestre do ano com três sessões dedicadas ao Ballet, o programa Uma Dança Por Mês... EUROPA ENDLOS iniciou, em Abril, um novo ciclo de três sessões, desta vez em torno da "ideia" de Contemporâneo. Vamos expandir ainda mais os limites geo-histórico-culturais do mapa "europeu", abordando paradigmas coreográficos oriundos de outros continentes, e cujas manifestações coreográficas e musicais têm inspirado, nas duas últimas décadas, a cultura pop/hip hop e a street dance mundiais. Do funk brasileiro (sessão realizada em Abril) ao Kuduro/Afro-House angolano, passando pela marrabenta de Moçambique, o programa pretende propor uma deslocação do olhar (a Sul), em estreita colaboração com profissionais oriundos de países de língua oficial Portuguesa atualmente a residir e a trabalhar em Portugal.

€UROTRA$H é um programa curatorial organizado pelo Ballet Contemporâneo do Norte com várias ações (espetáculos, conferências, workshops) a ter lugar em vários espaços de Santa Maria da Feira ao longo do ano de 2019. O programa contrói-se em torno da urgência de uma reflexão sobre as contradições e tensões culturais, sociais, políticas, económicas e religiosas que afetam a Europa de hoje, impulsionada pela designada “crise dos refugiados” e o crescimento exponencial de movimentos nacionalistas. Coreógrafos, encenadores e Investigadores convidados explorarão as áreas dos estudos feministas, pós-colonialistas, anti-racistas e queer, propondo leituras transdisciplinares para uma história não-normativa da Europa. No dia 19 de Outubro, teremos uma aula de Marrabenta com a bailarina e formadora Moçambicana Catarina Panguana para o segmento EUROPA ENDLOS...UMA DANÇA POR MÊS, na Sala de Ensaio do Cineteatro António Lamoso, entre as 10h00 e as 12h30.

 

5ª edição do Festival Internacional de Órgão: o elogio da história através da música

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Na sua edição mais internacional, o FIO 2019 volta a percorrer mosteiros e igrejas de Famalicão e Santo Tirso, de 18 a 27 de outubro. Evento de entrada livre e gratuita, convida a uma viagem no tempo pelo som único do órgão.

 

A 5ª edição do FIO – Festival Internacional de Órgão regressa a Famalicão e Santo Tirso com uma agenda de concertos que tem como missão democratizar a música de órgão, reunindo alguns dos mestres europeus neste instrumento singular. De 18 a 27 de outubro, o festival itinerante percorre mosteiros e igrejas dos dois concelhos, reputados pela sua tradição em recuperação e produção de órgãos.

 

A particularidade deste festival, de entrada livre e gratuita, é homenagear a relação histórica entre órgãos e mosteiros ou igrejas, cuja acústica e cenário tornam cada concerto numa viagem multissensorial no tempo. Celebrando a 5ª edição, o FIO traz até ao norte do país reputados músicos de toda a Europa – Portugal, Espanha, Itália e Alemanha, para concertos de órgão ou outros instrumentos, como violino ou harpa, acompanhados por órgão.

 

Os concertos terão lugar em 6 mosteiros e igrejas, três em Famalicão e três em Santo Tirso, em órgãos autênticos – quer históricos, quer modernos – já existentes ou temporariamente colocados. A abertura acontece a 18 de outubro, na Igreja Matriz de Fontiscos, em Santo Tirso, com o trio Favola D’Argo, cujo organista, o italiano Marco Brescia, é diretor artístico e um dos  mentores do festival, juntamente com Joaquim Manuel Silva, da JMS Organaria. A acompanhá-lo estará Rosana Orsini (soprano) e Luciano Botelho (tenor).

 

 

Marco Brescia destaca o carácter inclusivo e o impacto do FIO 2019 na cultura de órgão em Portugal, nomeadamente na região norte. “Ao longo destas 5 edições, reunimos mais de 5.700 pessoas para ouvir música de órgão, visitamos 20 mosteiros e igrejas e entusiasmamos a renovação de 8 órgãos existentes nestas paróquias. Este é um património único português – em Portugal há mais de 800 órgãos históricos, muitos a necessitar de intervenção, ficando só atrás de Espanha e Itália, no contexto europeu”.

 

“É por isso um orgulho trazer este elenco de músicos internacionais reputados para interpretarem repertórios históricos e tão especiais, nos nossos órgãos”, acrescenta Joaquim Manuel Silva, responsável pela JMS Organaria, empresa de Santo Tirso especializada em componentes e restauro de órgãos.   

 

De salientar que Vila Nova de Famalicão e Santo Tirso acolhem um cluster de oficinas e artesãos dedicados à produção e recuperação de órgãos, para todo o mundo.

 

 

PROGRAMA FIO 2019

 

Santo Tirso

18/10/19

21h00  

Igreja Matriz de Fontiscos 

Rossini / Bellini / Donizetti / Morandi: música para soprano, tenor e órgão 

Ensemble Favola d'Argo (PRT/ITA/GBR), Rosana Orsini (soprano), Luciano Botelho (tenor) e Marco Brescia (órgão), órgão fixo Späth, 1976.

19/10/19

21h00

Igreja Matriz de Vilarinho

Recital de violino e órgão: obras de Bach e Telemann

Marcos Lázaro e Sérgio Silva (PRT), órgão positivo Späth, 1981, especialmente levado à igreja para a realização do concerto.

20/10/19

21h00

Mosteiro de Santo Tirso

Recital de órgão: obras de Cavazzoni, Gabrieli, Merulo, Frescobaldi, Scarlatti, Puccini, Madame Ravissa e Provesi

Letizia Romiti (ITA), realejo histórico atribuído a Manuel de Sá Couto, 1819-1822.

 

 

Vila Nova de Famalicão

25/10/19

21h00

Igreja Matriz de Telhado

Recital de órgão: obras de Frescobaldi, Scarlatti, Zipoli, Valerj, Bach e Telemann

Simona Fruscella (ITA), realejo histórico atribuído a Manuel de Sá Couto, 1836.

 

26/10/19

21h00

Igreja Matriz de Santa Maria de Oliveira

Harpa medieval e organetto

Manuel Vilas e Saskia Roures (ESP).

 

27/10/19

17h00 

Igreja Matriz de Ribeirão

Recital de órgão: obras de Kaspar Kerll, Soler e Bach

Johannes Skudlik (DEU), órgão histórico António José dos Santos, 1874, e órgão Klais, 2018.

 

Sobre Marco Brescia, diretor artístico do festival

 

Marco Brescia, descendente de italianos, nasceu no Brasil e reside em Portugal desde 2007. O seu percurso divide-se pelo mundo, com passagens pelo Brasil e Espanha, onde aprofundou a sua paixão pelo órgão, no mestrado em Interpretação da Música Antiga/Órgão Histórico, pela Escola Superior de Música da Catalunya. Realizou depois um doutoramento em Ciências Musicais/Musicologia Histórica, pela Université Paris IV-Sorbonne/Universidade Nova de Lisboa.

 

Como intérprete, Marco Brescia é regularmente convidado pelos mais prestigiados festivais e ciclos internacionais de concertos da Europa e Américas, tendo colaborado com artistas e formações musicais de renome como Marco Beasley, José Luis González Uriol, Andrea Macinanti, Javier Artigas, Ministriles de Marsias, Real Filharmonía de Galicia, Favola d’Argo e Il Combattimento. Desde 2006, forma um aclamado duo com o soprano Rosana Orsini, com quem gravou o álbum “Angels and Mermaids: religious music in Oporto and Santiago de Compostela (18th / 19th century)” (Arkhé Music, 2016).​

 

É diretor artístico do Festival Internacional de Órgão de Vila Nova de Famalicão e Santo Tirso (PRT), para além de investigador da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas/Nova de Lisboa, integrado ao CESEM – Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical.

www.marcobrescia.com

 

De Lisboa projetamos o futuro do consumidor | Visões do Futuro DECO PROTESTE

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Evento dedicado aos temas mobilidade, sustentabilidade e vida saudável decorre nos dias 18 e 19 de outubro, no Pavilhão Carlos Lopes

 

Serão os veículos elétricos a ditar o fim dos combustíveis fósseis? Iremos conseguir erradicar o plástico das nossas vidas? Afinal de contas, que mundo vamos deixar para as gerações futuras?

 

Este é o mote lançado para o evento Visões do Futuro, da DECO PROTESTE, que, nos dias 18 e 19 de outubro, irá debater os temas da mobilidade, da sustentabilidade e da vida saudável com um importante elenco de oradores. O evento decorre no Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa, e vai contar com um ciclo de conferências, exposições, atividades ao ar livre, debates, workshops e ativações dedicadas aos temas.

O evento divide-se em dois momentos. No dia 18 de outubro decorre um ciclo de oito conferências dedicadas aos temas. A sessão de abertura aborda as questões ‘Que mundo temos? Que mundo vamos deixar?’. Seguem-se os debates ‘É mesmo o fim dos combustíveis fósseis?’ e ‘Transportes (para que) públicos?’ (ambos na área da mobilidade); ‘E agora, o que fazemos aos continentes de plástico?’ e ‘Conseguimos sentar mais mil milhões à mesa?’ (no tema da sustentabilidade); e, finalmente, ‘Os vícios são a nossa última virtude?’ e ‘Estilos de vida e a qualidade devida’ (questões ligadas à vida saudável). A encerrar o ciclo, teremos a conferência ‘Visões do Futuro’, de projeção global sobre o mundo em que vamos viver.

O Visões do Futuro vai também acolher no Pavilhão Carlos Lopes, a fechar o primeiro dia, a transmissão do programa ‘Governo Sombra’, com os “ministros” Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia e João Miguel Tavares, com moderação de Carlos Vaz Marques.

No dia 19 de outubro, um dos pontos altos será o debate sobre o ‘Turismo como factor de sustentabilidade’, que junta os municípios de Arouca, Braga e Castelo Branco. A parte da manhã será dedicada a atividades ao ar livre, como aulas e demonstrações de Karaté, Pa-Kua, Systema, Ioga ou Tai-Chi. E, durante todo o dia, irá decorrer o Torneio de Padel ‘Visões do Futuro’, com a presença dos campeões nacionais Miguel Oliveira e Vasco Pascoal, bem como uma clínica de golfe para miúdos e graúdos.

Este será também um dia dedicado aos temas em questão em formato debates e workshops, onde se destacam “Humor à camisola”, com António Ribeiro Cristóvão, Daúto Faquirá, Duarte Gomes e Jorge Andrade, e “Prevenir é connosco”, levado a cabo pela associação Evita – cancro hereditário. O evento conta ainda com workshops sobre chocolate, mitos alimentares, alergénicos cosméticos e fake news em saúde, veículos elétricos, boas práticas de utilização de trotinetes elétricas, carregadores elétricos, economia circular, famílias em busca da eficiência perdida, desmistificação dos painéis fotovoltaicos, entre outros.

Havendo ainda espaço para visitar o Mercado no Bairro, com produtos regionais e biológicos, bem como artesanato, num total de mais de 20 expositores, ficar a conhecer o projeto Repair Café ou deixar os mais pequenos numa sessão ‘brinconauta’ com o projeto 1,2,3 Macaquinho do Xinês.

Além de outras atividades, workshops e exposições que irão decorrer durante os dois dias. Para recuperar forças, os participantes do Visões do Futuro terão ao dispor a oferta gastronómica, também criada de propósito para o evento, da Associação Street Food Portugal.

A entrada no Visões do Futuro é livre, sendo necessária a inscrição para assistir às conferências e ao Governo Sombra, em www.visoesdofuturo.pt, onde pode também encontrar toda a informação detalhada sobre o evento.

 

www.visoesdofuturo.pt

Grândola: Encontro da Canção de Protesto - 10 a 13 de Outubro

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O Observatório da Canção de Protesto (OCP) é um organismo resultante da parceria entre o Município de Grândola, entidade promotora, a Associação José Afonso, a Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, e os institutos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical (CESEM), Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança (INET-md), e Instituto de História Contemporânea (IHC).

Os seus objetivos são o estudo, a salvaguarda e a divulgação do património musical tangível e intangível da canção de protesto produzido durante os séculos XX e XXI, através da realização de iniciativas culturais diversas.

 

No âmbito da atividade do OCP irá realizar-se em Grândola, entre os dias 10 e 13 de Outubro de 2019, um Encontro da Canção de Protesto, com espetáculos musicais, colóquios, sessões testemunhais, exposições e documentários, em que estarão presentes figuras relacionadas com o universo da canção de protesto, nomeadamente António Moreira, Arturo Reguera, Carlos Moreira, Eduardo Paes Mamede, Filipe Sambado, Francisco Fanhais, Hugo Castro, João Carlos Callixto, João Lóio, João Madeira, Joaquim Vieira, José Fortes, Luís Galrito, Manuel Freire, Mário Correia, Miguel Almeida, Napoleão Mira, Nuno Pacheco, Pedro Boléo, Ricardo Andrade, Salwa Castelo-Branco, Samuel Quedas, Soraia Simões, Tino Flores e Viriato Teles.

 

O Encontro iniciará com a mostra de capas de discos de vinil representativas da produção discográfica editada em Portugal entre 1960 e 1979, da coleção privada de Hugo Castro. A exposição será inaugurada às 18:00, no Cineteatro Grandolense, seguindo-se, às 21:30, no mesmo local, a exibição do documentário realizado por Joaquim Vieira A cantiga era uma arma, sobre o papel da canção antes e durante o período revolucionário português.

 

Na sexta-feira, dia 11 de Outubro às 21h30m Luís Galrito apresentará em Grândola, no Cinegranadeiro, o seu mais recente disco, Menino do Sonho Pintado.

 

Num diálogo permanente entre palavra, música e imagem, estarão ainda em palco Napoleão Mira, João Nunes (guitarra), Filipa Teles (coros), Gabriel Costa (guitarra-baixo), Luís Melgueira (percussões) e João Espada (arte visual e sonoplastia).

 

O desejo de mudança, através do sonho puro de uma criança que esboça cores de harmonia, paz e amor num céu antes riscado com tintas de medo, é a mensagem deste quinto álbum de Luís Galrito, uma voz incontornável da música portuguesa, que colaborou em projectos de tributo, nomeadamente a José Afonso, ou de sua autoria, com artistas como Kalú, Luís Jardim, João Afonso, Ricardo Martins e João Frade, entre outros.

 

Antes, às 21:00 haverá um momento dedicado à Poesia. Sob o tema é urgente construir certas palavras, os alunos do Agrupamento de Escolas de Grândola irão procurar, através da leitura, dar resposta às inquietações do Poeta Eugénio de Andrade, é urgente destruir certas palavras / ódio, solidão, crueldade.

 

Sábado, dia 12 de Outubro, o Cineteatro acolherá, entre as 10h e as 13h15m, e as 14h30m e as 17h45m, um conjunto de sessões testemunhais dedicadas ao universo da canção de protesto —Os processos de produção fonográfica e a Música Popular Portuguesa; Juventude Musical Portuguesa, GAC e Coro Popular ‘’O Horizonte é Vermelho’’: música e política no contexto revolucionário português; José Afonso: umha forte relaçom com a Galiza; Novos Protestos, Outras canções – protagonizadas por António Moreira, Arturo Reguera, Carlos Moreira, Eduardo Paes Mamede, Filipe Sambado, Francisco Fanhais, Hugo Castro, João Madeira, José Fortes, Miguel Almeida, Nuno Pacheco, Pedro Boléo e Ricardo Andrade.

 

Durante a noite, no mesmo espaço, a partir das 21h30m, decorrerá a apresentação de um espetáculo inédito designado Uma mão cheia de Abril, com a atuação dos músicos Francisco Fanhais, João Lóio, Manuel Freire, Tino Flores e Samuel Quedas. Unidos pelas palavras, as violas e os ideais, e evocando o espírito das sessões de canto livre, irão conversar com a plateia e cantar os temas em que prevalecem os valores que sempre defenderam: Liberdade, Justiça e Fraternidade.

 

O Encontro da Canção de Protesto de 2019 encerrar-se-á no domingo, dia 13 de Outubro, com um espetáculo dedicado a canções de resistência portuguesas executado pela Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, a apresentação do novo sítio em rede do Observatório da Canção de Protesto— https://ocprotesto.org —, um encontro-colóquio com a participação de alguns membros do Conselho Consultivo do Observatório da Canção de Protesto —João Carlos Callixto, Joaquim Vieira, José Fortes, Manuel Freire, Mário Correia, Salwa Castelo-Branco, Samuel Quedas, Soraia Simões e Viriato Teles — e um momento de Cante Alentejano, pelo Grupo Coral Etnográfico Vila Morena.

 

A entrada é gratuita em todas as iniciativas.

O Encontro da Canção de Protesto tem o apoio da Antena 1

No concelho da Moita: Espaços municipais recebem diversas exposições

No concelho da Moita

Espaços municipais recebem diversas exposições

 

Em outubro, as bibliotecas municipais, a Galeria de Exposições do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo e o Posto de Turismo Municipal vão receber diversas exposições, dirigidas ao público em geral.

 

A Exposição Documental “Crianças no Mundo – com Direitos”, cedida pelo Instituto de Apoio à Criança, vai estar patente na Biblioteca Municipal Bento Jesus Caraça, na Moita, de 11 a 25 de outubro, no horário, de terça-feira a sábado, das 14:00h às 19:00h. Esta mostra é dirigida à comunidade educativa e ao público em geral. Mediante inscrição prévia, através do T: 210 817 040, são promovidas visitas guiadas, dirigidas a alunos do 2º ciclo.

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De 8 a 26 de outubro, das 10:00h às 12:30h e das 14:00h às 18:30h, a Biblioteca Municipal de Alhos Vedros recebe a Exposição “Réplicas de edifícios de Alhos Vedros”, de Manuel António Vera Gil. Esta mostra apresenta a reprodução em pedra de um vasto conjunto de réplicas de edifícios emblemáticos da freguesia de Alhos Vedros.

 

“A evolução do brinquedo português e a sua importância, na educação e desenvolvimento das crianças” é o nome da Exposição de Brinquedos do colecionador Hélder Esdras Martins, patente, de 8 de outubro a 2 de novembro, na Galeria de Exposições do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo. A inauguração acontece a 12 de outubro, pelas 17:30h. A mostra está patente de terça e sexta-feira, das 10:00h às 18:30h, e aos sábados, das 14:00h às 19:00h

 

No dia 10 de outubro, pelas 22:00h, é inaugurada a Exposição de Pintura “Prelúdio”, de Francisco Freitas Branco, patente na Biblioteca Municipal do Vale da Amoreira até 26 de outubro. Francisco Freitas Branco é um pintor autodidata que nasceu na cidade de Luanda (Angola), a 3 de outubro de 1945. Desde muito novo revelou o gosto pela pintura, não estando integrado em qualquer corrente estilística nem limitado a um tema fixo. Tem desenhado naturezas mortas, animais, pessoas, retratos, paisagens, onde o ambiente africano está sempre presente ou se insinua, no colorido ocre, na serenidade dos rostos, no pulsar da natureza. Desenha com grafite, pinta com pastel seco ou óleo e tem uma particular preferência pelo óleo.

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Até 11 de outubro, de segunda a sexta-feira, das 9:30h às 12:30h e das 14:00h às 18:00h, está patente, no Posto de Turismo Municipal, a Exposição de Brinquedos Musicais 1940/1990 “Façam Barulho”, de Helder Esdras Martins. De referir que, no dia 9, pelas 16:00h, decorre, no mesmo espaço, a“Conversa de Bolso”, orientada pelo colecionador, com entrada livre.

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Sintra recebe 3ª edição da exposição INTRADITION 'Meio Século com Futuro'

50 anos de História

 

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De 4 a 31 de outubro, entre as 10:00 e as 18:00, vai decorrer a terceira edição do INTRADITION, associada ao 50º aniversário da ourivesaria Arneiro 1969, sob o mote “Meio século com futuro”. Esta exposição comemorativa, de entrada gratuita, vai decorrer na Vila Alda – Casa do Eléctrico de Sintra.

 

O INTRADITION é um evento criado com a ­finalidade de mostrar mais sobre a joia. Trata-se de uma exposição temporária, de cariz cultural, cujo tema incide numa reflexão histórica sobre a Ourivesaria Portuguesa. 

 

“Pela 3ª edição do INTRADITION escolhemos transformar este momento numa iniciativa cultural aberta a todos os que nos queiram conhecer e visitar. Para assinalar os 50 anos da Arneiro 1969 que se celebram este ano, criámos uma exposição temporária que consiste na reflexão histórica sobre a Ourivesaria Portuguesa. Tivemos como base o “Tempo” como parte integrante da joia, o tempo que leva a ser feito, a perpetuidade e as memórias criadas de geração em geração”, sublinha Mafalda Arneiro.

 

exposição com o nome “Meio Século com Futuro”, conta com a curadoria da Professora Doutora Ana Cristina Sousa, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, uma académica com trabalho reconhecido na área da Ourivesaria Portuguesa. Os visitantes são convidados a conhecer como a história da ourivesaria portuguesa se cruza com a história da Arneiro 1969, fundada por Reinaldo Arneiro.

 

Pretende-se com esta mostra, que não vejam só as joias, mas que as olhem de uma outra forma, por fora e ‘por dentro’, proporcionando-lhes o conhecimento de alguns dos processos tradicionais de fabrico que marcaram a produção de prata e ouro nos últimos séculos. Procura-se, assim, incutir no olhar e na mente do espectador a noção de ritmo e de tempo, o tempo lento de execução de uma peça a partir de técnicas milenares ou centenárias, que conferem à joia não só um caráter estético, mas, também, toda a carga cultural e simbólica de um ‘saber fazer’.

 

“As peças não surgem por acaso. Existem pessoas, que não só pelas mãos, mas também pela visão, pelo coração, pela emoção, transformam matéria prima em algo único e exclusivo. É essa visão e emoção que pretendemos despertar nos nossos visitantes e devolver à ourivesaria portuguesa a sua origem: o sentimento e o afeto na aquisição de uma joia. Queremos mostrar a história e o trabalho de toda uma área que faz parte da cultura e das tradições nacionais, suportada principalmente por estruturas familiares como a nossa”, conclui Mafalda Arneiro.

 

De forma complementar à exposição, há ainda um ciclo de tertúlias, a realizar todos os sábados do mês de outubro (4, 12, 19 e 26 de outubro) entre as 11:00 e as 12:30, desenvolvidas em parceria com a AORP - Associação de Ourivesaria e Relojoaria de Portugal. Estas conversas descontraídas e informais contam com a participação de diferentes intervenientes, desde nomes da nova geração de joalheiros portugueses aos mais consagrados, passando por clientes e até por profissionais da área da ourivesaria.