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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

MÁRIO QUEM?

Uma exposição de Mário Belém

Nesta exposição podemos ver os primeiros passos do ilustrador Mário Belém para fora do ecrã do computador.

As peças surgem como uma evolução de uma série de esboços que Mário fazia exclusivamente para postar no Instagram. São retratos sempre baseadas em expressões e provérbios portugueses, pelos quais o artista têm um fascínio inesgotável.   

A exposição inaugura na próxima Quinta-feira dia 7 de Março pelas 21:00h. Vai estar aberta ao público de Segunda a Sábado, das 12:00h às 21:00h, na Montana Shop Lisboa (Rua da Rosa 14G, no Bairro Alto) até dia 26 de Abril.

www.facebook.com/mariobellinni

instagram.com/mariobelem


www.mariobelem.com

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Este é o paragrafo em que o Artista exprime, de forma sucinta, emoções nobres acerca da sua criação através da junção de palavras, normalmente de índole conceptual, as quais na verdade não querem dizer a ponta d’um corno. 
Este é O parágrafo-tentativa das folhas de sala, neste caso também flyers: aquele em que se e(n)leva O Artista e a sua Obra a uma condição superior e no qual se tenta que a exposição seja conceptual.
Mas o Mário é estético e feliz.
E é só.

This is the paragraph in which the Artist shortly expresses noble emotions on his creation by juxtaposing some words, normally of conceptual nature, which in fact mean... jack shit.
This is THE paragraph-attempt of all the exhibition sheets, listings, for the time being, flyers - you name it: it’s the ultimate shot to elevate both The Artist and its Work to some sort of superior condition, and in which one tries to make the exhibition look rather conceptual.
But Mário is aesthetic and happy.
And that’s it. 

Joana Barrios


BIOGRAFIA


Mário Belém: a minha biografia por mim:


Faço desenhos desde que me lembro. Costumava desenhar muitos Snoopys e muitos Mickeys.


O meu primeiro trabalho regular foi a fazer uma banda desenhada para uma revista de Bodyboard. Foi giro mas acabei por me cansar de desenhar sempre no mesmo estilo.


Mais ou menos na mesma altura fui trabalhar uns tempos com um (grande) senhor chamado Zozimo, que pinta capacetes. Foi ai que aprendi que para fazer um bom desenho é preciso suar.


Armado em esperto decidi ir para a Faculdade de Arquitectura e odiei. Foi ai que descobri que não tinha muito jeito para desenhar porcas e parafusos, e que deixava sempre as folhas de desenho cheias de dedadas (ainda deixo).


Tirei um curso de Design Gráfico no Ar.Co e gostei. Gostei do que o design nos ensina, de (alguns) professores, gostei dos meus colegas (que eram todos umas personagens), sobretudo gostei da carga horária que era tão reduzida que deu para começar a trabalhar ao mesmo tempo.


A seguir trabalhei com um (mais um grande) senhor chamado José Bandeira, que é das pessoas que conheço que melhor desenha. Fazíamos sites e outras coisas malucas. Foi ele que me ensinou a usar uma caneta digital (a minha fiel companheira do dia a dia).


(Gosto muito de usar parêntesis, também adoro livros com notas de rodapé).


Depois de uns tempos a trabalhar sozinho, fundei o thestudio com dois sócios, o André Ribeiro e o Juan Carmona. Fizemos  vários projectos muito giros e vários projectos assim não tão giros, foi por ai que se fez claro que há projectos que se usam para colocar no portfolio e outros, que assim que os acabamos, os guardamos na gaveta.


Hoje em dia trabalho como freelancer e faço um pouco de tudo, desde trabalho comercial para agências de publicidade a capas de CD. O que gosto mesmo de fazer são os trabalhos pessoais, para o umbigo. 


Gosto de experimentar trabalhar em novos estilos, traços e materiais (já me entalei mais que uma vez por achar que consigo desenhar qualquer coisa). 


Há dois ou três anos decidi que estava farto de fazer trabalhos só no ecrã, porque saiam sempre limpinhos demais. Enchi-me de coragem e voltei a aprender a desenhar à mão (foi muito mais dificil do que eu alguma vez imaginei).


Um dia a andar em Lisboa passei por um prédio muito grande, pintado com um mural lindo, parei e pensei "é isto que eu quero fazer!". Sempre que posso faço-me rodear de latas de spray, rolos de tinta e roupa toda suja. Ainda tenho que aprender muiiiiita coisa (fazer uma linha direita com um spray não é a mesma coisa que fazer uma linha direita com um lápis). Um dia destes vou pintar um prédio muito grande, vão ver…


Tenho vindo a perceber que o meu trabalho provoca reacções extremas nas pessoas, há quem goste e há quem deteste. Desde que me dêem oportunidade de fazer coisas coloridas sou feliz.


Já me perguntaram uma série de vezes "porque é que não vais lá para fora?", respondo sempre "porque adoro isto (pá)!"

 

 





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