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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

15 anos de arte contemporânea à mostra no Palácio Vila Flor (Inauguração a 4 de dezembro)

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O secular Palácio Vila Flor – espaço expositivo do Centro Cultural Vila Flor dedicado a oferecer ao público a vivência da arte contemporânea através de propostas regulares com foco nas artes plásticas e visuais de origem artística nacional – inaugura a 4 de dezembro uma mostra coletiva que marca um arco temporal de década e meia (2006/2020). O Palácio, enquanto momento expositivo, celebra, revive e expande aquilo que foi a matéria vital deste lugar de apresentação nos últimos 15 anos. Ao reunir de forma plural obras de todos os que por este lugar deram a ver, esta coletiva torna-se numa oportunidade rara de percecionarmos transversalmente aquilo que foi a dinâmica e singularidade programática do Palácio Vila Flor no contexto das artes plásticas e visuais. A inauguração acontece às 19h00, com entrada gratuita. 

A exposição – numa alargada partilha da arte de Alexandre Estrela, Adelina Lopes, André Cepeda, André Príncipe, António Júlio Duarte, António Olaio, Arlindo Silva, Daniel Blaufuks, Gabriela Albergaria, Gabriel Abrantes, Fernando Calhau, Fernando Brito, Hugo Canoilas, João Queiroz, José Almeida Pereira, José Loureiro, Manuel Caeiro, Paulo Mendes, Patrícia Almeida, Pedro Cabral Santo, Pedro Portugal, Pedro Sousa Vieira, Pedro Tudela, Sonoscopia, O Bergado, Salão Olímpico com Carla Filipe, Isabel Ribeiro, Renato Ferrão e Eduardo Matos, Guimarães - Arte Contemporânea 2011 e Laboratório das Artes - 10 Anos – estrutura-se num eixo arrítmico, remetendo o espaço do Palácio a uma paralaxe no tempo, onde em simultâneo passam habitar todos os tempos do Palácio num mesmo.  

Reunindo obras da coleção d’A Oficina, obras mais antigas e recentes selecionadas pelos artistas, O Palácio torna-se uma exposição que, rememorando, não se esgota nesse gesto, projetando-se para um novo modo de nos encontrarmos com o passado. Num tempo como o atual, onde abundam ideários de monocultura e mono-informação, apesar da comunicação abundante e da sua circulação em massa, é impossível ficar indiferente a estes 15 anos de atividade desenvolvida, no contacto com um universo imenso e plural de artistas que com a sua generosidade muito ajudaram a levantar este projeto.  

“A maneira mais expedita de compreender O Palácio é assumir que nunca houve um plano, nem uma carta de intenções; alguns dos momentos mais relevantes, embora a sua seleção seja sempre discutível, representam pontos sensíveis de referência que orientam o observador para a sua descoberta pessoal e interior.”, escorre a visão de Ivo Martins, programador de artes visuais deste espaço. “Sem as reservas de um mapa de intenções instituído, o lugar do “Palácio” agiu todo este tempo como se fosse um olhar atento ao eco das emergências coletivas e individuais daqueles que criam na nossa contemporaneidade.” 

O próprio denota que n’O Palácio “alerta-se para o facto de que pelo entretenimento é possível não destruir o potencial criativo e artístico da arte, desviando-a das suas tensões destrutivas e reativas; é possível criar pequenas zonas de liberdade e emancipação que enfrentam as oposições de defesa arrogantes do instituído num sistema cujas dinâmicas de afecto e desprezo, provocaram o endurecimento dos discursos, a perda de leveza e a falta de ironia.” 

Localizado num antigo edifício maneirista, esta construção (Palácio Vila Flor) tem uma enorme compostura arquitetónica, cuja história se associa à vida social e cultural da cidade de Guimarães, em momentos profundamente enraizados no património vimaranense. E esta mostra coletiva poderá ser visitada e explorada no seu interior até 6 de março de 2021 na área expositiva totalizada pelos cerca de 850 metros quadrados distribuídos em dois pisos deste secular edifício, cuja história se escreve desde o século XVIII, altura da sua construção inicial, tendo atravessado várias épocas, vivências e usos na companhia dos seus jardins que o acompanham até ao presente. A entrada na exposição pode ser realizada de terça a sexta, das 10h00 às 13h00 e das 15h00 às 19h00, e ao sábado, das 10h00 às 12h30, pelo custo de 2 euros ou 1 euro com desconto. 

Os próximos dias 19 de dezembro (10h30) e 27 de fevereiro de 2021 (16h00) são uma oportunidade para embarcarmos numa visita orientada a esta exposição que marca o já longo percurso deste abrigo impulsionador da arte contemporânea. Estas visitas, com duração aproximada de 60 minutos e limitadas a um máximo de 7 participantes, estão disponíveis pelo valor de 2 euros mediante inscrição prévia através do email mediacaocultural@aoficina.pt ou do tlf. 253 424 716.

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