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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

1975: O RETORNO A PORTUGAL

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Acaba de chegar às livrarias portuguesas a obra “Retornar: Traços de memória do fim do Império”, escrita sob a coordenação de Elsa Peralta, Bruno Góis e Joana Oliveira. Este livro, que junta testemunhos pessoais, registos imagéticos e contribuições de vários investigadores, pensadores, artistas e escritores, pretende refletir sobre o processo de descolonização através do cruzamento de diferentes olhares críticos sobre este retorno.

 

O processo de descolonização teve início em 1974, quando ainda apenas tinha sido formalmente reconhecida a independência a Guiné Bissau. Um ano mais tarde, em 1975, os restantes territórios africanos como Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Angola reconheceram também a sua independência, fazendo com que muitos portugueses retornassem ao seu país de origem.

 

A obra “Retornar: Traços de memória do fim do Império”, das Edições 70, relata precisamente este regresso dos nacionais à antiga metrópole. A obra, que surge na sequência da exposição “Retornar - Traços de Memória” produzida, em 2015, pela EGEAC para assinalar os 40 anos do processo de descolonização, cruza diferentes perspetivas disciplinares e olhares críticos sobre este retorno.

 

Este livro pretende inscrever, em lugar próprio, um debate sobre a dimensão simbólica do fim do império português e sobre a escala humana das experiências de deslocação e desapossamento que acompanharam esse fim. O seu propósito é o de fornecer linhas cruzadas de pensamento que permitam olhar e refletir sobre este fenómeno, a partir do seu lastro num tempo presente através de fontes históricas, testemunhos pessoais, registos imagéticos e conceitos artísticos, contando, para tal, com contribuições de vários investigadores, pensadores, artistas e escritores.

 

A obra, escrita sob a coordenação de Elsa Peralta, Bruno Góis e Joana Oliveira está à venda nas livrarias portuguesas pelo pvp de 29.90€.

 

 

Sobre os coordenadores:

 

Elsa Peralta é doutorada em Ciências Sociais (na especialidade de Antropologia Cultural) pelo ISCSP-UTL, em 2006. Licenciou-se em Antropologia no ISCP-UTL em 1997 e fez o Master 1999 em Património Cultural na Universidade Complutense de Madrid (com reconhecimento do grau de Mestre pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra). A sua pesquisa tem incidido sobre processos de ativação e materialização de memórias coletivas. Assumindo uma orientação interdisciplinar que emerge da intersecção entre a antropologia, a história e os estudos culturais, tem-se interessado particularmente pela forma como as noções de identidade e pertença são construídas e articuladas na esfera pública por recurso à fixação de imagens selectivas do passado. Tem também focado a sua investigação nas temáticas do património, da cultura material e dos estudos de museus.

 

Bruno Góis é investigador e ativista político, mestre em Relações Internacionais pelo ISCSP (2012), doutorando em Antropologia e bolseiro de investigação no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa no projeto O Império Colonial Português e a Cultura Popular Urbana: Visões Comparativas da Metrópole e das Colónias (1945-1974), coordenado por Nuno Domingos. Foi membro da comissão científica da exposição "Retornar - Traços de Memória". Atualmente desenvolve o projeto de tese "Memória e cultura popular urbana da população colonial de origem portuguesa em Angola e Moçambique (1945-1975)", sob orientação de Elsa Peralta.

 

Joana Oliveira fez a sua formação académica em Antropologia na Universidade de Coimbra e na Universidade de Lisboa. Atualmente é doutoranda em Antropologia no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa com o tema "A Vida e a Morte: As Histórias das Fotografias no Contexto Português Pós-Colonial", sob orientação de Elsa Peralta. Foi cocuradora da exposição "Retornar - Traços de Memória".