Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

O Homem da Picareta

Na próxima sexta-feira, dia 11 de Janeiro 2013 a ArteViva Companhia de Teatro do Barrei­ro estreia o espectáculo O Homem da Picareta, de Miguel Castro Caldas, com encenação de Carina Silva. O espectáculo estará em cena no Teatro Municipal, Sextas e Sábados, às 21h30.


 

 

O terramoto de 1 de Novembro de 1755 provocou uma profunda alteração na consciência europeia, quer no plano científico relativo à Natureza, quer no plano ético, teológico e filosó­fico, no tocante à origem e à natureza do Mal e do sofrimento.

Toda a consciência europeia vibrou e especulou sobre a terrível desgraça (…). Não se trata­va propriamente de discutir (…) se a catástrofe representava o inexorável e terrível castigo dos pecados (…), ou se antes um simples fenómeno natural com causas puramente natu­rais.

In Voltaire, POEMA SOBRE O DESASTRE DE LISBOA, tradução de Vasco Graça Moura

 

No seu teatro, Castro Caldas não define contornos das personagens. “Tudo menos isso. No fundo, todos nós estamos a desempenhar papéis. Ficamos presos ao nosso vocábulo. E é esse lado que me interessa”, diz. Isso e as relações – não as personagens – e o que de revelador delas possa emergir. “As identidades são coisas muito instáveis. É uma invenção. Eu sou o que sou em função do que está à minha volta. Não sou sempre o mesmo.” A per­sonagem é criada a partir desse encontro que a rodeia. (…) Recusar e desmanchar o discur­so, parti-lo, para que outros o redescubram, colando os cacos.

In “A crise é um drama”, artigo de Ana Dias Cordeiro, Revista 2, Jornal Público, 16-Dez-2012

 

Ficha Técnica

Autor: Miguel Castro Caldas | Encenação: Carina Silva | Interpretação: Ana Sofia Samora, Susana Marques, Catarina Serra, Joana Pimpista, Nuno Magalhães e Vítor Nuno.

Assistência à encenação e produção: Rita Conduto | Cenário e Imagem gráfica: João Pimenta | Cons­trução: Dário Valente | Figurinos: Ana Pimpista | Confecção: Teresa Balbi | Caracterização: Maria Matil­de Cavaco | Desenho de luz: João Henrique Oliveira | Operação técnica: Pedro Duarte e André Con­córdia | Apoio geral: Pedro Duarte e André Concórdia (estagiários da Escola Secundária D. Pedro V)

Classificação: M16

Agradecimento especial a Miguel Castro Caldas pela cedência dos direitos de autoria do texto. Numa época em que os artistas vêem os seus direitos retirados, a generosidade deste acto é reveladora da esperança e da luta por uma sociedade mais culta.


FUGA SEM FIM de Victor Hugo Pontes| CULTURGEST | 11 E 12 DE JANEIRO | 21H30M

O ESPETÁCULO FUGA SEM FIM SERÁ APRESENTADO NO GRANDE AUDITÓRIO DA CULTURGEST EM LISBOA NOS PRÓXIMOS DIAS 11 E 12 DE JANEIRO, ÀS 21H30M

 

Direção Victor Hugo Pontes Realização e edição vídeo João Paulo Serafim Direção técnica e desenho de luz Wilma Moutinho Música original Rui Lima e Sérgio Martins Interpretação Bruno Senune, Liliana Garcia, Marco Ferreira, Pedro Rosa e Valter Fernandes Estagiária à criação Sara Correia Aconselhamento dramatúrgico Madalena Alfaia Maquilhagem Inês Varandas Coprodução Companhia Instável, Centro de Artes Performativas do Algarve, O Espaço do Tempo e Centro Cultural Vila Flor Apoio Fundação Calouste Gulbenkian, Nome Próprio Apoio à residência Teatro Nacional de São João, Fundação Porto Social Apoio logístico LNB Carmo Benta, Lda. Agradecimentos Osvaldo Martins, Joana Ventura Estreia 5 de novembro de 2011 no Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor, Guimarães

 

Paulo Serafim encontraram-se pela primeira vez, para a criação do espetáculo Ensaio. Desde então, ambos os criadores mantiveram a vontade de trabalhar juntos novamente. Para tal, elegeram um tema transversal às áreas de trabalho de cada um: a ideia de «fuga».

O movimento (e a dança) trabalha sobre a alternância de momentos de encontro e de fuga. As imagens (e a fotografia) trabalham sobre o tópico do ponto de fuga. O mote para a criação de Fuga Sem Fim foi a perseguição que acontece no filme Blackmail, de Alfred Hitchcock. Contudo, o facto de

o ponto de partida ter sido uma criação cinematográfica não significa que Fuga Sem Fim seja um trabalho sobre cinema: aquilo que aqui importa é a ideia de fuga, por um lado, enquanto ação / movimento em si, enquanto percurso coreográfico; por outro lado, a ideia de fuga enquanto procura das

origens do trabalho criativo, com vista a um entendimento mais nítido das razões pelas quais o espetáculo assume esta forma.

A fuga é um impulso recorrente no ser humano, com reminiscências ancestrais e projeções futuras – o homem foge desde sempre, quer seja de um território, de uma circunstância histórica, das outras pessoas, da guerra, do compromisso, da miséria, do amor, de si próprio. Fuga Sem Fim centra-se

na reflexão sobre o ato criativo, quer enquanto “artefacto”, “construção deliberada” e “ficção”, “simulacro de realidade”, quer enquanto procura de uma saída, de várias respostas, da ideia de fuga como exemplo de afirmação – do seu contrário.

 

Fugir de Mim

 

De que fugimos? Cada um terá a sua resposta.

Quando Victor Hugo Pontes iniciou a criação do espetáculo Fuga Sem Fim, a pergunta foi colocada aos cinco intérpretes. E a resposta mais recorrente foi: “Fujo de mim”. Depois, encontrou outra forma de pensar o mesmo tema, num enquadramento muito atual, nessa música histórica de José Mário Branco, “FMI”, quando canta: “Outro maldito que não sou senão este tempo que decorre entre fugir de me encontrar e de me encontrar fugindo”. Nascido em 1978, Victor Hugo Pontes, que até faz parte de uma geração que não quer abandonar o país mas sente que cada vez se torna mais difícil persistir em ficar, termina o espetáculo com a ideia de “ponto de fuga”. Ou, nas palavras do criador, muitas perguntas. Para onde vamos? Que futuro temos? O que há de vir que está sempre por alcançar… […]

Cláudia Galhós em “ACTUAL”, 5 de novembro de 2011, Expresso

 

Nas palavras de Tiago Bartolomeu Costa, para a P2 em 6 de janeiro de 2013, "O espectáculo que apresenta na Culturgest é imediatamente anterior a A Ballet Story, que criou em estreia para a Capital Europeia da Cultura e que foi, para os críticos do PÚBLICO, a melhor coreografia de 2012. Visto agora percebe-se melhor porque é que, com o tempo, os corpos que vai manipulando em palco começam a perder a gravidade dos grandes gestos e começam a encontrar, na falência do detalhe, a força que os estrutura. Será preciso dar um passo atrás, recuar até 2007, quando em Ensaio (O Estado do Mundo, Gulbenkian), Victor Hugo Pontes, então já com João Paulo Serafim, deixava que o discurso da ensaísta Susan Sontag contaminasse as relações entre a falência do corpo que é fixado pela imagem e a abstracção que a partir dessa fixação fica subentendida, para entendermos este Fuga sem fim. Habitam na coreografia as convulsões provocadas por essa relação de contrastes, de contraditórios, de complementos."

Com Abril chega a luta pelo trono de ferro no Syfy

A guerra pelo trono mais desejado da televisão recomeça a 8 de Abril, uma semana após a sua estreia mundial nos Estados Unidos


 

Dia 8 de Abril, as espadas voltarão a ser desembainhadas em busca do poder do Trono de Ferro em exclusivo no Syfy. A tão esperada estreia da terceira temporada de “A Guerra dos Tronos” chegará aos ecrãs portugueses com novos personagens, ódios renovados e um rol de intrigas e aventuras por desvendar. A guerra entre gelo e fogo está mais acesa que nunca e vai dar um novo sentido aos serões de segunda-feira.

 

E porque o Syfy não quer que os fãs portugueses da série tenham de esperar pelas primeiras emoções da terceira temporada, fará a estreia da série em Portugal uma semana após a estreia mundial, no dia 8 de Abril, segunda-feira. Os novos episódios serão exibidos semanalmente às segundas-feiras à noite, no Syfy.

 

 

 

As casas reforçam-se para mais uma luta viril pelo poder

 

Esta série baseada no best seller de George RR Martin continuará a saga pela luta de poder com renovados interesses que não ficam somente por novos e extraordinários cenários e uma produção de nível cinematográfico, mas também contará com um elenco de personagens renovado e alargado.

 

A Guerra dos Tronos é um enredo épico baseado na obra “A Song of Ice and Fire” do autor George R. R. Martin. O drama conta a história de um grupo de ambiciosos homens e mulheres que disputam entre si o acesso ao trono de Wasteros, uma terra onde os verões e os invernos duram anos.

 

A versão para televisão tem como produtores executivos David Benioff, D.B. Weiss, Carolyn Strauss, Frank Doelger, Bernadette Caulfield e conta com co-produção do próprio George R.R. Martin, além de Vanessa Taylor, Alan Taylor, Guymon Casady e Vince Gerardis. A produção está ao cargo de Christopher Newman e Greg Spence. A saga vai já na terceira temporada, com estreia marcada para 8 de Abril no Syfy.

 

 

 

Não perca as renovadas batalhas de gelo e fogo e embarque nesta noite sem fim com o Syfy.

 

 

 

A Guerra dos Tronos (Game of Thrones). EUA, 2011

 

Int: Lena Headey, Jack Gleeson, Peter Dinklage, Michelle Fairley, Emilia Clarke

 

Estreia: Segunda-feira, dia 08 de Abril, 22h15

 

 

 

Esta série pode ser vista nos seguintes operadores de televisão por cabo:

 

Clix: Syfy: Posição 118

 

Meo: Syfy HD: Posição 67

 

         Syfy: Posição 68

 

ZON: Syfy HD: Posição 90

 

 

 

Toda a informação sobre estas series e filmes está disponível na página web do Syfy, em www.syfy.pt, e também nas páginas de Facebook (https://www.facebook.com/SyfyPT) e Twitter (@Syfypt) do canal.


Exposição - COLOR FIELD de JOÃO FEIJÓ

Centro Cultural Palácio do Egipto, de 17 de Janeiro a 24 de Março de 2013

 

A Câmara Municipal de Oeiras vai lançar a  exposição “COLOR FIELD” / CAMPO DE COR que vai mostrar mais de 40 obras do artista João Feijó.

Color Field, foi um movimento artístico que nasceu na Rússia em 1913 e que veio a ter grande expressão nos Estados Unidos, depois da chegada a esse país, no pós 1ª Grande Guerra, de vários artistas russos ligados a esse movimento.

Color Field, define-se como uma narrativa alternativa, onde o artista explora ao máximo a sua criatividade, sendo a sua maior fonte de inspiração, o próprio processo de pintar e a carga emocional dai resultante.

Muito posteriormente, também o artista João Feijó experimentou forte influência daquela corrente estética, para quem dois dos seus maiores representantes, Mark Rothko e Zao Wou Ki, passaram a ser verdadeiros ícones.

As obras expostas, pretendem mostrar uma nova abordagem da técnica da aguarela, explorando, João Feijó, novas formas estéticas de apresentar esta tão difícil técnica, dando aos campos de cor uma abordagem expressionista e espontânea, pretendendo chegar a novas formas de arte sobre papel.

Estamos na presença de uma mostra inovadora e muito pouco explorada da técnica da aguarela, motivo mais que suficiente, para merecer uma visita. 

10% das vendas das obras reverte para a Ser-Mais -  instituição de apoio as mulheres vitimas de SIDA e solteiras.

Ao longo da Exposição poderemos contar com:

  • Inauguração dia 17 de Janeiro, 5ªa feira às 19h.
  • Visita Guiada à Exposição por Margarida Prieto (Curadoria) dia 26 de Janeiro, Sáb às 16h.
  • Concerto de Guitarra (Música Brasileira) por Filipe Fontenelle dia 2 de Fev, Sáb às 16h.
  • Visita Jogo para Público Familiar dias 16 de Fev e ) de Março, Sábados às 16h.
  • Workshop de Aguarela por João Feijó dia 23 de Março, Sáb às 16h.

BIO

João Feijó nasceu em Lisboa em Abril de 1963, e iniciou-se na difícil técnica da aguarela em 1975, mas desde 1984, também dedica a sua arte a outras técnicas como: Óleo, acrílico, fotografia, carvão, arte-digital e escultura. Hoje dedica-se unicamente ás Artes Plásticas. Frequentou o curso de pintura, fotografia e escultura na A.R.C.O e o de desenho na S.N.B.A. Trabalhou também em conjunto com artistas de renome: Pedro Calapez e Ivo na A.R.C.O; Moreira Aguiar; Vieira Baptista; e Gustavo Fernandes e Artur Bual. Começou a trabalhar com a Galeria Multiface, e desde 1984 que se dedica unicamente às Artes Plásticas. Trabalhou também em conjunto com artistas de renome: Pedro Calapez e Ivo na A.R.C.O; Moreira Aguiar; Vieira Baptista; e Gustavo Fernandes e Artur Bual. Grande parte do seu trabalho encontra-se em colecções particulares, públicas e estatais espalhadas por vários cantos do mundo, nomeadamente no Canadá, Alemanha, Espanha, Inglaterra, Bélgica, Brasil, Estados Unidos da América, Japão, Macau, China, Tunísia, França, Holanda e Angola e no espólio de arte do Vaticano em Itália.

Centro Cultural / Palácio do Egipto – Rua Alvaro António dos Santos 2780 – 182 Oeiras / Tel: 21 440 83 91

Horário – 3ª feira a Domingo, das 12h às 18h. Encerra feriados.