Visita ao Centro Comercial pode dar direito a um tratamento gratuito no cabeleireiro
O Dia Internacional da Mulher noMira Maia Shoppingé esta terça-feira feito de atenções especiais. Um docinho à entrada, algumas “mordomias” durante a visita e, se a oportunidade ajudar, um auxílio extra na hora de regressar ao carro, altura em que poderá haver um colaborador do centro comercial a transportar as compras pelas clientes.
As visitantes não devem, por isso, surpreenderem-se se houver alguém a ajustar a cadeira no momento de se sentarem, bem como outros gestos cavalheirescos, se se deslocarem aoshoppingmaiato. O ensejo pode mesmo dar direito a ganhar umvoucher, que pode ser usado num tratamento de beleza no cabeleireiro doMira Maia.
Para tal, basta que as clientes tirem umaselfieno momento da oferta do bolinho com que serão brindadas à chegada, e partilhem a imagem nas suas redes sociais (usando ahashtag#DiadaMulherMMS).
A fotografia que tiver mais gostos será a vencedora – tão simples quanto isto!
OMira Maia Shoppingrenovou, entretanto, a oferta musical com que preenche os almoços das sextas-feiras, das 13 às 14 horas. Em março, a estreia coube ao guitarrista Hugo Rangel, e em cartaz estarão também a vocalista Catarina Costa (no dia 11), David Eusébio a sua viola e, igualmente, o trompetista Nuno Santos (dia 25).
Recorde-se que os visitantes podem deslocar-se ao complexo comercial acompanhados do seu animal de estimação, dado que o Shopping, localizado nas Guardeiras, na Maia, foi, orgulhosamente, o primeiro Centro Comercial do Norte do País a adotar o conceitoPet Friendly.
Para aceder ao espaço, os donos dos animais devem consultar o Regulamento do ServiçoPet Care, disponível no site do Mira Maia Shopping, emhttps://bit.ly/MMSPetCare.
A VIDA SUSPENSA DOS OBJETOS NÃO RECLAMADOS DE SARAFRANQUEIRA E SOFIA CABRITAENCENAÇÃOSOFIA CABRITA
Teatro Ibérico - 17 a 20 março
O espetáculoA VIDA SUSPENSA DOS OBJETOS NÃO RECLAMADOS, de Sara Franqueira e Sofia Cabrita, estreia no dia 17 de março, às 21h, no Teatro Ibérico. Sofia Cabrita é também responsável pela encenação e a interpretação está a cargo de Rosinda Costa e Rui M. Silva.
Quase 30.000 objetos por ano são achados em Lisboa e ficam à guarda da Secção de Achados da PSP. A partir de uma coleção real de objetos perdidos e nunca reclamados, o espetáculo propõe uma visita ao nosso inconsciente material, a um acervo de ações, lugares, pessoas e acontecimentos. Podem os objetos que perdemos, falar sobre nós, sobre o outro, sobre a cidade, sobre os nossos movimentos, sobre o tempo? É possível documentar a ausência?
O espetáculo estará em cena até dia 20 de março, de 5ª a sábado às 21h e no domingo às 17h.
"Home" é uma instalação performativa de Mariana Ferreira, um espaço híbrido digital e orgânico onde se explora o conceito de lar.
A instalação propõem a habitação de um espaço orgânico onde plantas vivas, flores, ervas daninhas, árvores e plantas doentes se cruzam com a projeção digital de encontros da artista com pessoas de diferentes nacionalidades onde numa tour virtual visitam os seus lugares do passado.
O espaço é também habitado pela artista que tenta criar as condições ideais à sobrevivência das plantas enquanto convida o público a refletir em conjunto sobre a pergunta “o que é um lar”?
Mariana Ferreira deu os primeiros passos na representação no TEUC - Teatro Académico de Coimbra e licenciou-se em Teatro na Escola Superior de Teatro e Cinema, ramo de atores. Tem uma pós-graduação em Artes da Escrita pela FCSH da Universidade de Lisboa. Integrou a IV edição do Laboratório de escrita para teatro do TNDMII, onde escreveu Pin my Places, apresentado no mesmo teatro com encenação de Rui Horta. Participou também no Laboratório e Festival Internacional Linha de Fuga e na edição especial de dramaturgia da École des Maîtres, onde escreveu Et cetera, et cetera.
O que acontece quando um suspeito detido recebe uma chamada telefónica no interior de uma prisão? A resposta é dada em ‘Calls From The Inside’, a nova série do ID que procura solucionar homicídios, através dos conteúdos dessas conversas tidas atrás das grades. Enquanto aguarda julgamento, qualquer pessoa tem direito a vários telefonemas e a maioria deles são gravados. Mas, como é utilizada essa informação? Uma confissão, uma ameaça, um lapso de língua, um suborno, tudo fica gravado e os detidos sabem disso. No entanto, isso nem sempre os impede de falar. A cada episódio desta série são reveladas pistas, informações e histórias misteriosas que ‘tramam’ os suspeitos em casos reais.
A estreia de ‘Calls From The Inside’, a não perder, quinta-feira, 11 de março, às 22:00h, no canal de crime real ID.
A prova para o Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno em Autos, organizada pelo ACP – Automóvel Clube de Portugal e com o apoio do Município de Grândola, Santiago do Cacém e Sines realiza-se nos dias 18,19 e 20 de março. Grândola será o ponto de partida e chegada, bem como, o centro de operações que se situará no Parque de Feiras e Exposições.
A 2.ª Edição do Baja TT ACP regressa ao litoral alentejanopor trilhos traçados entre os Municípios de Grândola, Santiago do Cacém e Sines, num total de 250 km e tem inscrições abertas até 7 de março.
A Docapesca – Portos e Lotas, S.A, entidade do setor empresarial do Estado tutelada pelo Ministério do Mar, que tem como objeto a exploração de Portos de Pesca e Lotas, lançou a segunda edição do concurso de expressão artística “mARTE”.
O concurso foca-se na reutilização de lixo marinho na criação de arte e encontra-se aberto a toda a população. Serão premiadas três obras, cada uma no valor de 1.000 euros, sendo que ficarão expostas num dos portos de pesca sob a gestão da Docapesca.
À semelhança da primeira edição, o concurso pretende reconhecer o trabalho realizado pelos pescadores no âmbito do projeto “A Pesca por um Mar Sem Lixo” que promove a recolha dos resíduos capturados durante a pesca, sensibilizar para a problemática do lixo marinho e divulgar artistas nacionais e internacionais.
As obras serão avaliadas e selecionadas por um júri constituído pelo artista Xico Gaivota (Presidente do Júri), o jornalista Edgardo Pacheco (Jornal Público) e Flávia Silva (bióloga na Fundação Oceano Azul).
O período de apresentação das candidaturas decorre até ao próximo dia 1 de maio e devem ser submetidas através do formulário disponível emwww.docapesca.pt.
Amanhã,8 de março, todos os caminhos vão dar aoSYFY! Não podes mesmo perder o final emocionante da sérieSurrealEstate, marcado para as22h15.
Ao longo de nove episódios, foram vários os casos de residências com problemas pouco convencionais que aThe Roman Agencyconseguiu resolver – e lograram, inclusivamente, encontrar novos proprietários para as habitações! Contudo, o maior desafio de todos, a Donovan House, ainda vai dar muito que falar neste 10º e último episódio... Para o resolver,Lukee a sua equipa terão de reviver as suas perdas mais profundas e confrontar-se com os seus maiores arrependimentos.
Não percas o final deSurrealEstate, jáamanhãàs22h15, em exclusivo noSYFY. Certamente agora pensas duas (ou mais) vezes na origem de qualquer barulho que ouves em casa...
A Universal Music, empresa do universo Havas Group, traz novamente a Portugal, o musical “O Principezinho”, versão para palco da célebre obra da autoria de Antoine de Saint-Exupery. A peça estreia no próximo dia 12 de março, e estará em cena no Teatro Maria Matos, em Lisboa, até ao dia 29 de maio. O Principezinho que já esteve em cena em 2018 com um sucesso estrondoso (vencedordo prémio de Melhor Peça de Teatro para Crianças dos Pumpkin Awards 2018), conta a história de um rapazinho com cabelos cor de ouro e de um piloto perdido no deserto.
O Principezinho conta com a direção e versão portuguesa de João Duarte Costa. O elenco volta a ser composto pelos atores que fizeram da produção estreada em 2018 um enorme sucesso: Mariana Pacheco, Paulo Vintém, Joana Brito Silva, José Lobo e Diogo Bach.
Disco de estreia das COBRACORAL chega hoje às plataformas digitais
Coletivo actua em Lisboa, no CCB, a 12 de março
Fica hoje disponível no bandcamp da editora e para encomenda em formato vinil cobracoral, o disco de estreia do colectivo portuense composto por Catarina Miranda, Clélia Colonna e Ece Canlı.A primeira data de apresentação para o disco está marcada para o dia 12 de março, no CCB em Lisboa, no âmbito da Carta Branca que a instituição deu ao artista e músico Jonathan Saldanha. Informações e bilhetes disponíveis no site do CCB.
COBRACORAL é um projeto que entrança as vozes de Catarina Miranda (Portugal), Clélia Colonna (França) e Ece Canli (Turquia). Cada artista coloca na espiral a sua própria prática vocal: Miranda explora a oralidade de um ângulo coreográfico, Colonna desenvolve uma pesquisa sobre as tradições polifónicas da Ásia e do Mediterrâneo, e Canli investiga práticas de voz expandida. O resultado é uma teia de linhas do tempo que tanto mantém um pulso comum como se distancia dele numa dinâmica constante de reação e adaptação.
Através de uma constante chamada e resposta, as camadas de ostinatos / repetições são os meios através dos quais COBRACORAL assumem uma textura sonora única, que deriva da voz. Enquanto que uma das vozes insiste num fragmento de apenas duas notas, outra voz vai ocupar os lugares rítmicos vazios de forma a construir uma base harmónica que servirá de base para uma terceira voz. COBRACORAL exploram o potencial da voz através do uso de efeitos sonoros e do gesto, para amplificar a experiência aural que sugere a extensão da voz para além dos limites elétricos e corporais. O movimento dos corpos também molda o som, tal como um eco artificial, um delay, ou uma mudança de tom. Este é um trio vocal contemporâneo, elétrico e eletrificante.
Padrões geométricos dão cor à superfície de COBRACORAL, tal como a espécie de cobra que serviu de inspiração para o nome do trio. Cada música tem o seu padrão respiratório, um rito comunitário que se concentra no movimento do ar, em que os atos de inalação e exalação se tornam sistemas complexos que transformam o tempo numa expressão vocal. O tempo da respiração merece um imenso cuidado na sua dimensão lúdica, e ao mesmo tempo de energia vital, sendo uma responsabilidade partilhada pelas três. Cantos ritualísticos, ciclos oníricos e técnicas vocais contemporâneas formam a paisagem rítmica, imagética e narrativa de COBRACORAL.
Composto e interpretado por: Catarina Miranda, Clélia Colonna and Ece Canlı Gravado, misturado e produzido por José Arantes Masterizado por Jonathan Saldanha Artwork por Anja Kaiser Apoiado pelo Programa Criatório da Câmara Municipal do Porto
24 horas de exibição de programas conduzidos por alguns dos rostos femininos do canal
No dia8 de março, Dia Internacional da Mulher,o canal Casa e Cozinha interrompe a emissão habitual para dedicar um dia inteiro de programação às mulheres, com uma seleção de programas apresentados por alguns dos rostos femininos do canal.
Ao longo de 24 horas, vamos poder rever episódios dos programas apresentados por Maria José Sousa, Sofia Parapluie, Maria João Costa, Lúcia Ribeiro, Mary Berg, Anna Olson, Chus Cano e Verónica Zumalacárregui.
ANDRÉ CARVALHO LANÇA 3º SINGLE NA SEMANA EM QUE ARRANCA TOUR
8 Março, Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa
10 Março, Bilbaina Jazz Club, Bilbao
11 Março, Bilbaina Jazz Club, Bilbao
12 Março, Liquidâmbar, Coimbra
ÁLBUMLOST IN TRANSLATION
Na semana que arranca a tour composta por uma série de concertos de apresentação deLost in Translation, André Carvalho lança o 3º single intitulado “Luftmensch”. Este é inspirado numa palavra Yiddish que serve para descrever alguém que é um eterno sonhador, que anda sempre com a cabeça na lua e tem dificuldade em estar no mundo presente e real.
Relativamente àtour, esta arrancará dia8 de Março no Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa (concerto com o apoio da Antena2), 10 e 11 de Março, duas noites no Bilbaina Jazz Club (Bilbao), terminando dia 12 de Março no Liquidâmbar (Coimbra).
Inspirado empalavras intraduzíveis,André Carvalho lançou o seu 4º álbumem Outubro de 2021. Segundo o contrabaixista e compositor, após ter tropeçado no maravilhoso mundo das palavras intraduzíveis, escreveu um novo ciclo de música inspirado em palavrasde mais de 10 línguas como o Sueco, Urdu e Wagiman (língua actualmente falada por apenas 2 pessoas no mundo).
Ao referir-se a este novo trabalho, André pretende colocar a seguinte pergunta:“Alguma vez quiseram dizer algo mas não encontraram a palavra certa?”. Segundo André, por vezes a palavra está mesmo na ponta da língua mas, outras vezes, simplesmente não existe uma palavra… Ou, pelo menos, na nossa língua. Carvalho continua dizendo que, por mais fascinante que a língua Portuguesa seja, sempre tevedificuldade em expressar certas ideias usando apenas uma palavra. E, mesmo que soubesse todo o léxico, tem a certeza que este problema persistiria.
“Não só queria escrever música inspirada neste universo tão peculiar, como também usar uma instrumentação diferente da que usei nos meus anteriores álbuns. Paralelamente, idealizava um grupo sem bateria, onde o espaço e o respeito pelo silêncio fosse uma constante. E com vista a perseguir uma sonoridade contemplativa, intimista e ao mesmo tempo crua, algo que imaginava com bastante clarividência, tentei usar elementos colorísticos e texturais, para além dos tradicionais elementos musicais como a melodia, harmonia e ritmo. Com todos estes pressupostos a escolha dos músicos pareceu-me óbvia!”.
Assim,a Carvalho junta-se o saxofonista José Soares e o guitarrista André Matos, músicos com quem tem colaborado intensamente nos últimos anos e que formam, assim, o “core” do grupo.
Ao falar sobreLost in Translation, André cita uma icónica frase de Wittgenstein:“os limites da minha língua significam os limites do meu mundo”. André diz realmente acreditar nisto e que, para si,ao aprendermos novas palavras, a nossa consciência se torna mais sensível aos outros, tornamo-nos mais empáticos e o nosso mundo se torna mais rico.
O álbum foi editado pela editora americana Outside in Musice conta com os apoios daFundação GDA, Antena2, Companhia de Actores e do Teatro Municipal Amélia Rey Colaço.Gravado, misturado e masterizado pelo engenheiro de som Tiago de Sousa, com quem Carvalho trabalhou nalguns dos seus discos anteriores, oartwork foi desenvolvido pela designer Margarida Girão.Lost in Translationsucede-se aThe Garden of Earthly Delights(Outside in Music, 2019), inspirado no famoso quadro homónimo de Hieronymus Bosch.
Para além dos habituais cd's, fará pela primeira vezedição em LPe criou algummerchandisealusivo aLost in Translation, nomeadamente totebags, imans (com algumas das palavras intraduzíveis escolhidas), songbook, posters, postais, sopas de letras (com as palavras incluídas no álbum), lápis e um jogo de memória. Grande parte destes estarãodisponíveis nos espectáculos de apresentação, assim como no site de André Carvalho.
Exposição “O Tempo das Mulheres”, de Alfredo Cunha, inaugura amanhã no espaço Atmosfera m Lisboa
Amanhã, 8 de março – Dia Internacional da Mulher -, será inaugurada, pelas 18h30, a exposiçãoO Tempo das Mulherescom fotografias de Alfredo Cunha e textos de Maria Antónia Palla.
Esta exposição, patente no espaço Atmosfera m Lisboa, na Rua Castilho, nº 5, entre os dias 8 de março e 8 de abril, reúne mais de 50 fotografias da autoria de Alfredo Cunha, captadas ao longo de 50 anos de carreira. As obras estão organizadas em torno de quatro temáticas – O Sol da Vida (a infância), A Idade da Inocência (a juventude), O tempo das Cerejas (a idade adulta) e o Cair das Folhas (a terceira idade) – e surgem acompanhadas, na edição em livro que suporta a exposição, de textos de Maria Antónia Palla, que ilustram cada um desses tempos.
A Casa das Letras edita amanhã, terça-feira, 8 de março, “O Fenómeno Marcelino da Mata, o Herói, o Vilão e a História”, biografia escrita pelo advogado Nuno Gonçalo Poças, autor de “Presos Por um Fio – Portugal e as FP 25 de Abril”, livro, cuja publicação em 2021, provocou um enorme debate na sociedade portuguesa em torno daquela organização terrorista.
A morte do tenente-coronel Marcelino da Mata em Fevereiro de 2021, com covid 19, agitou igualmente as águas dos extremismos à direita e à esquerda e desencadeou um feroz, mas inconsequente, discussão pública. “Este livro não é um manual de glorificação de Marcelino da Mata, nem pretende crucificá-lo ‘post mortem’”, escreve o autor no prólogo, sobre o fundador dos comandos, o militar mais condecorado da História portuguesa , a quem uns chamam “guerreiro mitológico, porta-voz de uma pátria que perdeu a glória”, e outros apelidam de “criminoso e traidor”, nunca acusado pelos crimes de guerra que cometeu.
“Marcelino foi uma personalidade controversa, sim, mas que encerra em si várias das grandes controvérsias por resolver da nossa História recente, tornando-se, por isso mesmo, politicamente relevante para o Portugal contemporâneo, no sentido em que se torna necessário, para arrumar definitivamente o passado, compreender que houve avanços e recuos, incoerências e desacertos em vários momentos políticos e em vários quadrantes ideológicos. O desafio é, pois, promover a pacificação política através da leitura de uma personalidade que, até à data, promoveu mais discórdia e radicalização. A tarefa será, quiçá, mal interpretada por todos aqueles que pretendem fazer da História uma batalha cultural. Se assim for, dá-la-ei por bem-sucedida.”
Este ensaio faz, por isso, uma apologia da moderação a partir da biografia de um polémico militar, tentando gerar um debate desapaixonada sobre assuntos da nossa história recente como a guerra, o período revolucionário, o fim do império colonial, o racismo, o nosso legado na África independente e a procura de respostas e dos consensos possíveis em temas tão sensíveis. Ao longo do livro, Nuno Gonçalo Poças faz um retrato da evolução dos movimentos independentistas na Guiné, da estratégia na Guerra Colonial, e dos seus protagonistas.
«Parece evidente que se foram inventando episódios acerca de Marcelino da Mata, e existem testemunhos que afiançam que várias dessas invenções tinham origem no próprio, mas o certo é que, indiferente à mitomania, a lenda crescia durante a guerra à medida que as medalhas e os louvores se sucediam e confirmavam todas as qualidades militares de Marcelino. E o PAIGC, por sua vez, ganhava a Marcelino da Mata um receio e uma raiva crescentes. Provavelmente, ambos os lados estariam a ser vítimas de algum tipo de exagero provocado, por um lado, pelo próprio regime que precisava de homens como Marcelino para fazer valer a sua posição política e, por outro lado, pela forma como o próprio Marcelino fez crescer a sua fama – não se coibindo de exagerar os feitos, acrescentando zeros às perdas inimigas, por exemplo. Os guerrilheiros achavam-no, pois, um sanguinário execrável, sentimento agravado por se tratar de um negro, guineense, que decidira combater, como tantos outros, embora ele com indiscutível sucesso, do lado da força colonizadora contra a independentista.»
O advogado NUNO GONÇALO POÇAS é autor do livro “Presos por um Fio – Portugal e as FP-25 de Abril “, editado pela Casa das Letras, em 2021, e que trouxe de novo para ordem do dia a organização. O livro teve 5 edições e foi um fenómeno de vendas no ano passado. Formado na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, é revisor do Internacional Journal of Business Strategy and Automation, da IGI Global, revista científica norte-americana, onde publicou sobre Ética e Responsabilidade Social nas Decisões Judiciais. É colunista no jornal Observador, onde também escreve ensaios sobre políticas públicas e História contemporânea.
No Porto, do Porto e para o Porto. E para quem mais quiser ouvir. O primeiro trabalho autoral do quinteto Koinè estreia-se esta sexta-feira no palco-novidade da cena musical da cidade Invicta. Numa semana, passa dassonoridades que oscilam entre a música clássica, contemporânea e ojazzparaapopclássica minimalista do britânico Douglas Dare, de regresso a Portugal para o primeiro de quatro concertos.
O convite é o mesmo de sempre -“Stay. Listen. Play” -, os ambientes, esses, mudam à cadência das sonoridades que, todas as semanas, vão habitando o novo palco do quadrante cultural do Porto. Falamos doM.Ou.Co., que recebe nasexta-feira(dia 11), às21h30m, umconcerto do quinteto emergente dejazzKoinè, radicados na cidade que assistirá agora ao seu primeiro LP de originais (11 faixas, gravadas nos estúdios ARDA, sob supervisão do engenheiro de som Carlos Fuchs).
Koinè (que significa “dialeto comum" e é a forma popular do grego que emergiu na pós-antiguidade clássica) sãoChico Bastos, Saulo Giovannini, Romain Valentino, Felipe Bastos e Gianni Narduzzi, um quinteto de várias influências, nacionais e musicais, que funde, com uma identidade própria bem vincada, a música clássica, contemporânea e o jazz. Nas composições ouve-se o vibrafone, a bateria, a percussão, o contrabaixo, a flauta transversal, a guitarra clássica, o violão tenor e, claro, a voz. Mas não só.
Em 2019, o grupo fez uma tournée em Milão (Itália), onde surgiu a vontade de criar um disco com músicas inéditas, compostas pelos próprios. A ideia germinou em pleno período pandémico e recebeu contributos de Cristóvão Bastos, Rafael Martinni, Attilio Zanchi, Marcelo Amazonas e Maurício Ribeiro, como arranjadores convidados, a que se somou a artista plástica Viola Ottomari (para o design do disco) e o cineasta Ritshall Ramesh, na construção da identidade visual do projeto.
O resultado final estará à escuta nasala de espetáculos do M.Ou.Co.,integrado no cicloFirst Hand, que dáa conhecer novos álbuns,performancesou artistas a descobrir.
Douglas Dare noM.Ou.Co.a 18 de março
Momento grande será também aquele que assinala, a18do corrente (sexta-feira), às21h30m, o regresso do cantautor inglêsDouglas Darea Portugal, para uma série de quatro concertos, com Braga (dia 19), Coimbra (20) e Lisboa (21) na rota, com o último álbumMilkteeth (2020) na “bagagem”.
O arranque acontece no palco doM.Ou.Co., numa noite que se antevê lotada para escutar apopclássica minimalista do músico originário da cidade portuária de Bridport.
Cada vez mais confiante e confortável com a sua identidade, Douglas Darecriou neste último trabalho oseu disco mais íntimo, onde nos confessa, de uma forma minimal, todas as alegrias e tristezas de uma juventude.
A carreira de Douglas Dare é ainda relativamente curta, mas contempla já alguns momentos especiais. Entre eles, a reinterpretação do tema “Dance Me To The End Of Love”, em 2017, após convite para a exposição sobre Leonard Cohen “A Crack In Everything”, no Contemporary Art Museum of Montréal. Sem esquecer o convite feito pelo músico e compositor Robert Smith (The Cure), para atuar no Meltdown Festival, no Southbank Centre, em 2018. E, ainda, em 2019, a atuação no Manchester International Festival, em conjunto com a Anna Calvi, a convite do realizador de cinema e compositor David Lynch.
Peregrinação para ver e ouvir Mazam
Uma semana depois, o jazz regressa aoM.Ou.Co.,a25 de março(sexta-feira), às21h30m, como quartetoMazam, que junta osaxofonista João Mortágua, ao pianista Carlos Azevedo, ao contrabaixista Miguel Ângelo e ao baterista Mário Costa, para descobrir as diferentes paisagens sonoras do mais recente trabalho, intitulado“Pilgrimage”.
M.Ou.Co.“Stay. Listen.Play”…
Agenda musical da Sala M.Ou.Co.
11 de março -KoinèFirst Hand #4, 21h30m, Sala M.Ou.Co. 10,00 €
12 de março - DJ SETJazz Zurc, 20 horas, Bar M.Ou.Co., evento gratuito
18 de março -Douglas Dare, 21h30m, Sala M.Ou.Co., 15 €
19 de março - DJ SETHelena Guedes, 20 horas, Bar M.Ou.Co., evento gratuito
25 de Março -MazamFirst Hand #5, 21h30m, Sala M.Ou.Co., 10,00 €
26 de março - DJ SETAlex Moon, 20 horas, Bar M.Ou.Co., evento gratuito
SOBRE O M.Ou.Co.:
M.Ou.Co.é o acrónimo deMúsica eOutrasCoisas. Localizado no coração da cidade Invicta, mais precisamente na zona do Bonfim, este é o primeiro hotel do País com um conceito multidisciplinar e assumidamente dirigido para o mundo musical. Com 41 estúdios e 21 quartos (repletos de evocações artísticas), restaurante, bar, piscina, esplanada e jardins, o complexo ocupa um total decerca de cinco mil metros quadradose assume-se como um espaço cultural de eleição. Para dar expressão máxima àquele que é o seuclaim- “Stay. Listen. Play” -, oM.Ou.Co.dispõe de uma sala de concertos, três salas de ensaios, uma musicoteca, um espaço de saúde e bem-estar do músico e… uma infinidade de pormenores distintivos que convidam a uma descoberta prolongada e a uma experiência hoteleira repleta de sentido(s). O espaço aposta numa programação própria, que dá destaque a projetos musicais de relevo, tanto nacionais como internacionais. Tal como uma banda sonora, todos os seus cantos e recantos respiram histórias. E os animais também são bem-vindos.
Acesso a jardins, velódromo, Peça do Mês e exposições temporárias
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OMuseu Nacional Soares dos Reis (MNSR)terá entrada gratuita para todas as visitantes do género feminino na próxima terça-feira, 8 de março, data em que se assinala o Dia Internacional da Mulher. A gratuitidade engloba todos os museus, monumentos e palácios da Direção-Geral do Património Cultural.
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As visitantes têm acesso ao Jardim das Camélias, ao Velódromo Rainha D.ª Amélia, à Peça do Mês – um escritório japonês do século XVI – e às exposições temporárias SEJA DIA OU SEJA NOITE POUCO IMPORTA, onde o modernismo de Pedro Calapez e André Gomes dialoga com o naturalismo de Artur Loureiro, pintor do século XIX, e DEPOSITORIUM 2, que explora os temas Arte e Medicina com peças escolhidas por representantes da Universidade do Porto.
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As restantes salas do MNSR estão com o acesso condicionado devido à montagem da exposição de longa duração, cuja abertura está prevista para maio.