Três exposições serão inauguradas na Fábrica das Histórias – Casa Jaime Umbelino, em Torres Vedras, na tarde do próximo dia 27 de setembro (a partir das 15h00).
Uma dessas exposições, da autoria de Ana Meireles, denomina-se Nós, os Bichos – contributos para o estudo da Gramática Animal. Segundo refere a autora da mostra acerca da mesma: “Centenas de anos a negar que somos animais levou-nos a pensar que não partilhamos com esses “outros” uma origem comum, a mesma bioquímica básica, estilhaços de uma estrela que morreu, tal como o nosso sol também um dia morrerá.
Confiantes na ideia da nossa supremacia, permitimo-nos assim, usar contra esses “outros” uma violência ostensiva e bárbara, caçando-os, dizimando-os, torturando-os, maltratando-os, aprisionando-os, confinando-os, desqualificando-os, coisificando-os…
Felizmente muitos foram, e são, os escritores que em contramão nos arrancaram desse entorpecimento e bestialidade, abrindo-nos as portas para um mundo mais vasto, despertando-nos para o quão magníficas são a diferença e a alteridade, conectando-nos e restabelecendo o enraizamento de uma consciência verdadeiramente ecológica.
Esta exposição é uma homenagem à leitura e aos escritores que, através dos seus livros, nos fizeram confiar, de novo, na matizada inteligência da raposa ruiva, no esforço gigante da formiga que carrega um bago de arroz por entre as ervas, no maravilhoso poder de escuta das trementes orelhas do veado, sempre atentas à voz dos lobos, ou nas canções melódicas das orcas e baleias corcundas que habitam nas águas marinhas, provando-nos, com as palavras, que a literatura serve, sobretudo, para nos humanizar".
Criaturas, criações e outras ficções, uma mostra coletiva da autoria de alunos finalistas da Licenciatura em Ilustração e Desenho do IPLuso, é outra exposição que será inaugurada na Fábrica das Histórias – Casa Jaime Umbelino na tarde do próximo dia 27 de setembro. Segundo explica a diretora da referida licenciatura, Susana Pires: “Do tempo em que os animais falavam ao futuro das ligações interplanetárias, esta exposição é uma montra de desenhos e ilustrações que sintonizam a observação da natureza com a imaginação. Nestas narrativas visuais, encontramos criaturas, criações e outras ficções. (...)
Da ilustração para a infância ao desenho científico, a exposição apresenta construções visuais que interrogam o presente sem esquecer uma visita pela fantasia intemporal. Esta mostra revela o olhar e o território imagético de 12 jovens ilustradores, assim como os seus processos de construção de imagens.
A ilustração é um campo criativo interdisciplinar que conjuga comunicação, inovação, imaginação, inventividade, criatividade e tecnologia. O objetivo da Licenciatura em Ilustração e Desenho é preparar os estudantes para a sua profissão de ilustradores, paralelamente ao desenvolvimento do espírito crítico e do trabalho ao serviço da comunidade. Estes são desenhos que propõem ao público 'levantar voo'. Esta mostra é também o primeiro grande voo dos seus autores”.
Ainda na tarde do próximo dia 27 de setembro será apresentado ao público, na Fábrica das Histórias – Casa Jaime Umbelino, uma outra exposição - Paredes de Papel – Instalação, da autoria de João Francisco.
De referir que a mesma evoca o legado do Dr. Jaime Umbelino, explorando o espaço da sua casa, com base na dualidade entre o privado e o público, bem como na conceção do espaço contemporâneo para exposições.
Em Paredes de Papel – Instalação, João Francisco estabelece um diálogo entre as suas pinturas e objetos, criados especificamente para esta mostra, e algumas peças de mobiliário pertencentes à coleção original da Casa, que regressam ao seu espaço de origem.
Inspirado por padrões e repetições, o espaço da Fábrica das Histórias – Casa Jaime Umbelino será recriado, dando lugar a uma nova ambiência, que servirá de ponto de partida para diálogos a construir.
Paredes de Papel – Instalação estará patente até 28 de março, tal como Nós, os Bichos – contributos para o estudo da Gramática Animal. Já Criaturas, criações e outras ficções poderá ser visitada na Fábrica das Histórias – Casa Jaime Umbelino até 20 de dezembro.
Refira-se que este equipamento cultural municipal (situado na Rua Maria Barreto Bastos, n.º 36, em Torres Vedras) está aberto de terça a sexta-feira das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00 e, ao sábado, das 10h00 às 13h00 e das 15h00 às 18h00.
Mais informações podem ser obtidas por contacto telefónico (261 320 738 | 261 315 428) ou de email (fabricadashistorias@cm-tvedras.pt).
O Museu Municipal de Torres Vedras vai acolher uma nova exposição permanente, denominada Pintura Antiga de Torres Vedras (Sec. XVI-XVIII), a qual será inaugurada no próximo dia 28 de setembro, pelas 16h00.
Concebida com o propósito de dar a conhecer a riqueza patrimonial do concelho de Torres Vedras no domínio da pintura antiga, a mostra apresenta uma coleção de pintura a óleo sobre madeira e tela dos séculos XVI a XVIII - um conjunto de referência a nível nacional -, oriunda dos acervos do Museu Municipal de Torres Vedras, das paróquias de Torres Vedras e da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras. Para uma leitura mais ampla e contextualizada, a exposição integra ainda núcleos com escultura em pedra, terracota e marfim, bem como com pintura sobre cerâmica (azulejaria).
Ocupando espaços renovados do Museu Municipal de Torres Vedras, a exposição Pintura Antiga de Torres Vedras (Sec. XVI-XVIII) abarca seis núcleos.
No primeiro, essencialmente documental, mostra-se a distribuição geográfica dos mais relevantes exemplares de pintura antiga do concelho de Torres Vedras, agrupados por paróquias e pelas principais igrejas e conventos do mesmo.
No segundo núcleo, apresentam-se três importantes conjuntos retabulares oriundos de Torres Vedras e da primeira metade de Quinhentos: os da Igreja de Santa Maria do Castelo e o da antiga Ermida do Amial, com sugestão da reconstituição de ambos, e o do antigo Convento de Santo Agostinho, que existiu na zona da Várzea.
Já o terceiro núcleo da exposição, aproveitando os elementos arquitetónicos manuelinos e renascentistas do espaço que ocupa, apresenta exemplares de escultura funerária e de estatuária dos períodos históricos relativos a esses elementos arquitetónicos, e ainda, pintura retabular sobre madeira da segunda metade do século XVI e dos inícios do século XVII.
O quarto núcleo, por seu lado, é dedicado à azulejaria proveniente do concelho de Torres Vedras, tanto a do século XVI - com notáveis exemplares da técnica de corda seca -, como a do século XVII - com originais painéis que pertenceram à Quinta de Santo António da Cadriceira.
No quinto núcleo apresentam-se pinturas sobre tela, de temática religiosa, dos séculos XVII e XVIII.
Finalmente, no sexto núcleo, mostram-se belos exemplares de escultura indo-portuguesa, em marfim, e de escultura devocional, em terracota.
Pintura Antiga de Torres Vedras (Sec. XVI-XVIII) tem como comissário e coordenador científico do seu catálogo o professor catedrático jubilado da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e profundo conhecedor da pintura antiga do concelho de Torres Vedras, Fernando António Baptista Pereira.
De referir ainda que o Museu Municipal de Torres Vedras (que se localiza na Praça 25 de Abril, em Torres Vedras) está aberto de terça-feira a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.
“Sons do Abismo, Ecos de Esperança” é o tema do Festival de Música de Almada - Sons de Outono, que regressa às igrejas do concelho entre 4 e 25 de outubro, sempre às 21h de cada sábado.
O programa contempla quatro concertos e pretende transmitir o que a música tem de mais humano.
“Sons do abismo” surgem de momentos de dor e violência que atravessam séculos. “Ecos de esperança” aparecem na amizade que se ergue como resistência, na coragem de quem cria, com a sombra à espreita a cada instante.
De Mozart a Carlos Paredes, passando por compositoras esquecidas e músicos perseguidos pela guerra ou censura, a programação cruza obras do passado com urgências do presente, com a música como lugar de encontro e humanidade.
A entrada é livre.
Programa
4 OUT | 21H | “Mozart e os seus Amigos”. Na sala com os Mestre Vienenses
Igreja de N. Sra. do Bom Sucesso, Cacilhas
11 OUT | 21H | “Entre Bach e Carlos Paredes”. Pontes invisíveis
Igreja da Misericórdia de Almada
18 OUT | 21H | “Eterno Feminino”. O sopro que desperta vozes esquecidas
Igreja Matriz N. Sra. da Piedade, Cova da Piedade
25 OUT | 21H | “80 Anos do Fim da Segunda Guerra Mundial”. Música de um outro mundo
Seminário S. Paulo
Fotografias: Florbela Salgueiro e Raquel França | CMA
De 27 de setembro a 08 de outubro, as crianças vão poder visitar uma quinta, organizar prateleiras no supermercado, aprender a separar resíduos e plantar simbolicamente uma árvore
A natureza oferece-nos tudo o que precisamos. Por isso, cuidar dela, todos os dias, é uma responsabilidade de todos. É com este propósito que oNosso Shopping, em parceria comTetra Pak,promove aexposição interativa “Boa Embalagem, Boa Vida”, que decorrerá de27 de setembro a 08 de outubro, no piso 1 do Centro Comercial.
Estainiciativa única na regiãoconvida crianças, famílias e escolas a embarcar numa divertidaviagem educativa que acompanha o percurso de um alimento — desde o campo até à nossa mesa— e destaca o papel crucial das embalagens e da reciclagem no nosso dia-a-dia.
Com esta exposição, os visitantes vão poder visitar a quinta e conhecer todo o processo de origem dos alimentos, passar pelo supermercado e nele organizar os produtos nos expositores; aprender, através de jogos interativos, a separar resíduos no ecoponto e, tão importante quanto o resto, plantar simbolicamente uma árvore no jardim da cidade.
Esta é mais uma iniciativa que se insere naestratégia de ESGdo Nosso Shopping e reforçao compromissodo Centro Comercial com aconsciencialização e a edução ambiental!
Afinal de contas, reciclar pode (e deve) ser simples, divertido e essencial. Porque uma boa embalagem também contribui para uma boa vida — para todos nós e para o planeta!
E não se esqueçam, os pacotes de leite, sumo, natas ou tomate depois de vazios devem ser colocados no Ecoponto AMARELO, para serem reciclados e ganharem uma nova vida!
Diálogos de Carnavalé a próxima exposição temporária que o Centro de Artes e Criatividade, em Torres Vedras, vai acolher.
Por meio dessa exposição o Carnaval de Torres Vedras recebe o Carnaval de Mollet del Vallès, criando um espaço de partilha onde se revelam as semelhanças que aproximam duas comunidades, que vivem a festa com a mesma paixão.
O foco da exposição recai sobre o Carnaval de Mollet del Vallès, mostrando a riqueza da sua tradição, a energia das comparsas, a criatividade dos trajes e a força coletiva que dá vida às ruas dessa cidade catalã no período de Entrudo. Ao mesmo tempo, Torres Vedras abre as portas e junta a sua irreverência e sátira, estabelecendo um diálogo que valoriza o que é comum e o que é único em cada um dos territórios que se encontram emDiálogos de Carnaval.
Essa mostra é, assim, uma ponte cultural feita de cor, música, riso e identidade, onde Mollet del Vallès e Torres Vedras celebram o espírito universal do Carnaval.
A exposiçãoDiálogos de Carnavalabre ao público no dia 27 de setembro, pelas 18h00, com a apresentação de uma performance elaborada no âmbito de uma residência artística que tem estado a decorrer em Torres Vedras com a participação de artistas de Mollet del Vallès e de artistas locais (Marta Busquets Font e elementos da Companyia Carnamolles, de A Bolha - Teatro de Marionetas e da AREPO - Companhia de Ópera e Artes Contemporâneas).
Em outubro a galeria de arte do Alameda ShopSpot recebe “Chronicles”, a exposição individual do artista THE CAVER. Uma seleção de trabalhos de espólio realizados ao longo dos últimos anos, que reúne diferentes momentos do percurso criativo do artista.
Esta sexta-feira,dia 03, pelas 18h30é inaugurada aexposição de outubro do Alameda Art Spot.“Chronicles” éo nome da mostra de Nuno Barbeiro, conhecido artisticamente comoTHECAVER. Com base no Porto, mas com passagens por várias cidades mundiais, THECAVER tem vindo a afirmar-se como um artista de fronteira: irreverente e institucional, fiel à raiz do graffiti, mas aberto à arte contemporânea e tradicional.
Com um percurso multidisciplinar: murais de grande escala, colaborações em residências artísticas, exposições coletivas e incursões por áreas paralelas como o design gráfico, a escultura, a tatuagem e a ilustração, as obras de THECAVER caracterizam-se pelaintensidade cromática, pelo uso de contornos definidos e por composições que oscilam entre o figurativo e a abstração.
Recorde-se que esta não é a primeira vez que o artista colabora com o Alameda. Em 2019 THECAVER colaborou com agaleria de arte urbanado Centro Comercial, onde teve a oportunidade de liderar um worskshop, que resultou nummural de mais de 20 metros na parede do parque de estacionamentona descida do parque 3B para o 3A, que ainda hoje pode ser visto.
O universo de THECAVER cria mundos híbridos, onde personagens e símbolos urbanos convivem com formas orgânicas, sugerindo um diálogo entre a energia da rua e uma poética interior mais contemplativa. Com uma linguagem visual marcada porpadrões vibrantes, formas orgânicas e personagens enigmáticas, o artista constrói narrativas visuais que oscilam entre oabstrato e o figurativo.
Na sua nova exposição, THECAVER apresenta umaseleção de trabalhos de espólio realizados ao longo dos últimos anos,reunindo diferentes momentos do seu percurso criativo. “Chronicles” é um mergulho no tempo e na memória, um olhar sobre capítulos que revelam a energia, a cor e o ritmo característicos do universo do artista.
Parte dos lucros da venda das obras será doada à Para Onde?,uma associação sem fins lucrativos que promove o voluntariado a nível local, nacional e internacional. Este gesto de apoio reforça a mensagem de que a arte pode inspirar ação e transformar vidas,aproximando pessoas e comunidades através de projetos que combinam criatividade, solidariedade e impacto social.
O trabalho do THECAVER habita tanto os becos da cidade como galerias, festivais internacionais, outdoors publicitários e agora também a galeria de arte do Alameda Shop&Spot. Para visitar de formatotalmente gratuita até dia 31 de outubro.
No próximo dia4 de outubro (sábado), o Arena Shopping receberá mais uma edição do Arena Shopping Day, um evento que promete encher o shopping, das 10 às 23h, de alegria, música e experiências para todos os visitantes.
A programação incluirá atividades para todas as idades, com a participação das lojas do shopping: desde o insuflável Globo dos Balões, disponível durante grande parte do dia, às tradicionais ofertas de algodão doce, sem esquecer a presença de um caricaturista a criar divertidos retratos de família. Os visitantes poderão ainda divertir-se nos jogos interativos Arena Play — como Reacting Ring, Catch the Lights, Car Racing ou Electronic Basket — e, os que se consagrarem vencedores, testarão a sorte na Roda dos Jogos.
Estará também instalada uma FACESWAP Photobooth que permitirá levarem uma recordação deste dia especial e poderão ainda contar, ao longo da tarde, com sessões de música portuguesa e brasileira ao som de uma Roda de Música.
Como já é tradição, o grande momento do evento acontecerá à noite, quandoa Praça de Restauração se transforma em palco para um concerto gratuito.Este ano, o convidado especial é Paulo Gonzo, que sobe ao palco às 21h30. O artista português, dono de uma carreira recheada de êxitos intemporais, promete um espetáculo marcante que reunirá diferentes gerações no Shopping do Oeste.
Programação Arena Shopping Day 2025:
10h – 20h:Insuflável Globo dos Balões | Piso 1
11h – 15h:Algodão Doce | Piso 2 Gato Preto
11h30 – 13h30:Caricaturista – Retratos de Família | Piso 1 MEO
12h – 14h:Jogos Reacting Ring ARENA PLAY, Catch the Lights, Car Racing, Electronic Basket e Roda da Sorte| Piso 1
12h – 20h:FACESWAP Photobooth | Piso 2
13h – 14h:Roda de Samba | Piso 2
15h – 17h:Caricaturista – Retratos de Família | Piso 1 MEO
15h – 19h:Jogos Reacting Ring ARENA PLAY, Catch the Lights, Car Racing, Electronic Basket e Roda da Sorte| Piso 1
15h30 – 16h30:Roda de Samba | Piso 2
16h – 20h:Algodão Doce | Piso 2 Gato Preto
17h30 – 18h30:Roda de Samba | Piso 2
21h30 – 23h:Concerto Paulo Gonzo | Praça da Restauração
No próximo domingo, 5 de outubro, a partir das 14h30, a Rota do Românico e o Município de Celorico de Basto comemoram antecipadamente o Dia Nacional dos Castelos 2025 com a dinamização de atividades no Castelo de Arnoia.
Dirigidas a toda a família, as atividades previstas incluem uma visita orientada ao Castelo e uma demonstração de esgrima, aberta à participação dos visitantes.
No final, serão distribuídos Passaportes da Rota do Românico pelos participantes.
Classificado como Monumento Nacional desde 1946, o Castelo românico de Arnoia localiza-se no topo da antiga Terra de Basto. Impõe-se na paisagem como fortaleza de origem roqueira, sendo de destacar a sua torre de menagem, o torreão quadrangular e a cisterna.
Em baixo, a antiga vila de Basto, hoje conhecida como aldeia do Castelo, com o seu pelourinho, casa das audiências e botica, lembra a época de maior movimento, quando por aqui passava importante estrada a ligar o Sousa ao Tâmega.
O Dia Nacional dos Castelos celebra-se oficialmente a 7 de outubro.
A Rota do Românico é um projeto turístico-cultural, que reúne 58 monumentos e três centros de interpretação, distribuídos por 12 municípios: Amarante, Baião, Castelo de Paiva, Celorico de Basto, Cinfães, Felgueiras, Lousada, Marco de Canaveses, Paços de Ferreira, Paredes, Penafiel e Resende.
As principais áreas de intervenção da Rota do Românico abrangem a investigação científica, a conservação do património, a dinamização cultural, a educação patrimonial e a promoção turística.
No âmbito da ExposiçãoHorizontes Partilhados: Viagens e Transformações, decorre no dia 2 outubro, quinta-feira, pelas 18 horas, a conversa 𝐃𝐚 𝐩𝐨é𝐭𝐢𝐜𝐚 𝐝𝐚 𝐯𝐢𝐚𝐠𝐞𝐦 𝐚𝐨 𝐥𝐮𝐠𝐚𝐫 𝐝𝐨𝐬 𝐨𝐛𝐣𝐞𝐭𝐨𝐬,com Rui Oliveira Lopes, diretor do Museu das Convergências.
Esta conversa propõe uma reflexão sobre a viagem não apenas como deslocação no espaço, mas como experiência estética, intelectual e cultural, capaz de gerar narrativas, imagens e memórias que se materializam em objetos.
A sessão interroga de que forma os objetos, enquanto mediadores simbólicos, guardam e transformam a poética da viagem em espaços concretos de significação.
O objetivo é evidenciar a relação entre movimento e permanência, entre experiência efémera e inscrição material, e como nesse cruzamento se delineia uma história cultural dos objetos em diálogo com os lugares.
No seguimento do contrato de comodato da Coleção Távora Sequeira Pinto com o Município do Porto, o Museu das Convergências (a inaugurar em 2026) será um museu de arte vocacionado para o estudo, divulgação e disponibilização de bens artísticos e culturais produzidos no contexto das transferências entre diversos povos e áreas geográficas, dos seus encontros artísticos e culturais.
No próximo dia 4 de outubro, às 17 horas, na Galeria de Arte
É já no próximo sábado, dia 4 de outubro, pelas 17 horas, que o Casino Estoril inaugura a exposição “Instantes de Silêncio” de Diogo Navarro. Esta mostra individual de pintura apresenta um conjunto de “Bailarinas”, de uma beleza ímpar, com uma paleta de cores suaves no seu inconfundível traço pictórico. Com entrada gratuita, a não perder, na Galeria de Arte
Do texto de apresentação da autoria de Sara Esteves Cardoso, retira-se “Nesta exposição, as bailarinas surgem como metáforas da alma em movimento.” E acrescenta “(…) Através delas, descobrimos que a beleza existe não apenas no movimento, mas também no intervalo, no instante em que o tempo parece deter-se e a alma encontra a sua voz.”
Diogo Navarro (1973, Moçambique) é um artista português que explora o potencial pictórico de materiais diversos, onde a luz assume frequentemente o papel central. Com formação em artes plásticas, gravura, design gráfico e realidade virtual, soma mais de 50 exposições individuais, 8 das quais na Galeria de Arte do Casino Estoril, e mais de uma centena de coletivas, em Portugal e no estrangeiro.
A sua carreira é marcada por projetos artísticos com forte dimensão solidária — UNICEF, Cruz Vermelha, Alzheimer Portugal, Mary’s Meals, Refood Cascais, Fundação Prémio Nobel da Paz Dr. Denis Mukwege, Touch a Life Foundation, entre outros — e por colaborações internacionais em contextos culturais e humanitários em África, Ásia e Europa.
A Galeria de Arte do Casino Estoril acolhe, de 4 de outubro a 3 de novembro, a exposição “Instantes de Silêncio”, de Diogo Navarro. A entrada é gratuita.
Uma exposição de trabalhos de Ubirajara Júnior, denominada Torres Vedras, Portugal: Uma vivência, vai estar patente de 6 a 18 de outubro, no Espaço Aguarela, em Santa Cruz.
De referir que os trabalhos que constituem essa mostra são resultado da participação numa residência artística realizada em Torres Vedras, a convite do grupo Coletivo Brasil, sob a organização do artista e produtor cultural Lauro Monteiro Filho, integrante do projeto "Arte ao Centro" (uma iniciativa que foi desenvolvida pelo Município de Torres Vedras com o intuito de promover a conexão e a troca de experiências artísticas entre o Brasil e Portugal).
No âmbito dessa residência, Ubirajara Júnior contribuiu com trabalhos para uma exposição coletiva que teve lugar na Paços – Galeria Municipal de Torres Vedras, orientou uma oficina artística direcionada a seniores do concelho de Torres Vedras e criou trabalhos que registaram diversos aspetos da cidade de Torres Vedras.
Torres Vedras, Portugal: Uma vivência é o resultado dessa experiência. Nessa exposição o artista apresenta 25 aguarelas, fotografias artísticas e fotografias de desenhos, bem como alguns desenhos de observação livre.
A mesma é inaugurada no dia 6 de outubro, pelas 16h00.
Emilio Moret atua no Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal, no próximo dia 4 de outubro (sábado), às 21.30 horas, sendo esta a forma escolhida pelo município para assinalar o Dia Mundial da Música. Moret é uma das vozes mais representativas da tradição musical cubana, prometendo um concerto inesquecível.
Natural de Encrucijada, província de Vila Clara, em Cuba, Emilio Moret tornou-se numa voz marcante do género son destacando-se enquanto compositor, arranjador e tresero. Nascido em 1948, o artista estudou no Conservatório Ignacio Cervantes (Havana) e durante mais de quatro décadas integrou grupos emblemáticos da música cubana. É autor e compositor de mais de 80 temas, alguns dos quais integram o mais representativo repertório de emblemáticos grupos cubanos, por onde passou ao longo da sua carreira, tais como Niño Rivera, Orquesta Cuba, Conjunto Chapotin e Septeto Habanero, entre outros.
A sua voz cálida, a interpretação e o seu peculiar timbre carregam a alma e a história do son, preservando e expandindo a sua profunda essência. Participou no disco de Vitorino «La Habana 99», editado pela EMI Valentim de Carvalho, com o Septeto Habanero, formação onde esteve durante 20 anos. A partir de 2020, com o já centenário grupo, difundiu por vários continentes a unicidade do género son. Em 2023, editou «Por La Felicidad», pela editora Lusafrica, um álbum com influências de Portugal e Cabo Verde, que preserva uma das sonoridades mais simbólicas da tradição musical do seu país.