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Devido à elevada procura, a estreia tem sessão extra este domingo em Vila do Conde
ESPETÁCULO “À FLOR DA PELE” ASSINALA OS 123 ANOS DE JULIO / SAÚL DIAS
E MARCA O INÍCIO DAS CELEBRAÇÕES DOS 10 ANOS DA GALERIA JULIO
*Criação da Companhia Teatro e Marionetas de Mandrágora evoca o universo poético e sensorial do artista e poeta

Vila do Conde, 30 de outubro de 2025 - A Galeria Julio, em Vila do Conde, celebra este domingo, 2 de novembro, os 123 anos do nascimento de Julio / Saúl Dias e dá início às comemorações do seu 10.º aniversário com a estreia de “à flor da pele”, criação da Companhia Teatro e Marionetas de Mandrágora. Perante a forte adesão do público, foi marcada uma sessão extra, às 17h45, além da sessão inicial das 16h00, ambas de entrada livre mediante reserva.
O espetáculo abre um programa comemorativo que se prolonga até final de janeiro de 2026, integrando ainda a exposição “Julio e o Modernismo em Portugal”, com curadoria de Bernardo Pinto de Almeida, o lançamento de uma serigrafia comemorativa e uma nova linha de merchandising artístico inspirada no universo do artista e poeta vila-condense.
Um convite a entrar “na casa dela”
Em “à flor da pele”, o público é conduzido ao interior de uma casa imaginária, onde os quadros ganham vida, as molduras dançam e a luz se transforma em pensamento. O espetáculo, com música ao vivo, propõe uma experiência sensorial que une teatro, marionetas e artes plásticas, cruzando o movimento com a poesia e o universo visual de Julio / Saúl Dias.
Com uma abordagem que combina dimensão simbólica e gesto plástico, a criação evoca o olhar poético e o universo feminino presentes na obra do artista. Na sinopse do espetáculo, a Companhia Teatro e Marionetas de Mandrágora sintetiza esta proposta:“Estamos na casa dela — na sua casa interior. Somos convidados. Sabe bem estar em sua casa: é tranquila e calma. Nas paredes vivem quadros que ganham vida e dançam entre molduras e caixilhos num rodopio inocente. Quando a luz apaga, o pensamento acende — e um frenesim de imagens invade a casa e os seus convidados. Nesta casa há festa e dança. Além das janelas, existem pessoas que celebram o estar juntas. Ela é a dona da casa, a dona da obra, a musa.”
O espetáculo conta com o apoio da República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes e da Câmara Municipal de Vila do Conde. Após a estreia, “à flor da pele” segue em itinerância pelas escolas do concelho de Vila do Conde, sendo apresentado nas sedes dos Agrupamentos de Escolas, num projeto que reforça o compromisso educativo e comunitário da Galeria Julio e da autarquia.
Sobre a Galeria Julio | Centro de Estudos Julio / Saúl Dias
Criada em 2015 pela Câmara Municipal de Vila do Conde, a Galeria Julio tem-se afirmado como um espaço de encontro entre memória e contemporaneidade, promovendo exposições, ciclos de reflexão, residências artísticas e programas educativos. Dez anos depois, o projeto confirma a sua relevância como referência cultural nacional, partindo do legado de Julio / Saúl Dias para construir um lugar de criação, diálogo e descoberta.
Ficha técnica:
Espetáculo: à flor da pele
Criação: Companhia Teatro e Marionetas de Mandrágora
Apoios: República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes; Câmara Municipal de Vila do Conde
Local: Galeria Julio, Vila do Conde
Estreia: 2 de novembro de 2025, às 16h00 | 17h45
M/6
Reserva obrigatória - através do telefone 252 248 468 ou do email centro.memoria@cm-viladoconde.pt
Galeria Julio | Centro de Estudos Julio – Saúl Dias
Rua 5 de Outubro
4480-649 Vila do Conde
Tlf: 252 248 468
Ruy de Carvalho celebra 84 anos de carreira no próximo mês de novembro.
É o ator mais velho do mundo no ativo.
O início destas celebrações irá acontecer no próximo dia 4 de novembro.



Com o romance “Livro da Doença”, Djaimilia Pereira de Almeida venceu a 28ª edição do Prémio Literário Fernando Namora, relativo ao ano de 2025, instituído pela Estoril Sol, com o valor pecuniário de 15 mil euros.
O Júri, presidido por Guilherme D ´Oliveira Martins, considerou que “Livro da Doença”, de Djaimilia Pereira de Almeida, “cativa o leitor, pelo seu alcance humano e pela riqueza da construção ficcional. Colocando a narrativa na primeira pessoa do singular, é na experiência da autora e nas suas memórias que emerge o sintoma autobiográfico do romance”.
Em acta, o Júri realça ainda que “num estilo rápido, entrecortado, por vezes quase delirante e onírico, Djaimilia Pereira de Almeida, dá-nos acesso aos meandros da doença psicológica que justifica comportamentos, atitudes, anseios e tudo quanto a vida recolhe em dramas e cenas estranhas, mas fortes, do quotidiano – como por exemplo o da violência colonial em Angola ou racista em Portugal. Obra violenta, esteticamente bem construída em vários registos narrativos, “Livro da Doença”, constitui um momento relevante da memória histórica da literatura em língua portuguesa”.
Djaimilia Pereira de Almeida nasceu em Angola, mais concretamente, em Luanda em 1982, tendo-se mudado, ainda em criança, com três anos, para Portugal, onde cresceu e reside até hoje. Tem por isso dupla nacionalidade, angolana e portuguesa. É licenciada em Estudos Portugueses, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e Mestre em Teoria da Literatura (2006) e doutorada em Estudos Literários (Teoria da Literatura) (2012), pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Em 2013 foi uma das vencedoras do Prémio de Ensaísmo Serrote, atribuído no Brasil pela revista “Serrote”, do Instituto Moreira Salles. Autora de vários livros, Djaimilia Pereira de Almeida fez, em 2015, a sua estreia literária com o romance “Esse Cabelo”.
Consolidou o seu percurso literário com vários livros e ensaios que receberam prestigiados prémios, estando traduzidos em dez línguas. Foi, ainda, finalista do Prémio Oceanos. Destacam-se obras como, por exemplo, “Luanda, Lisboa, Paraíso”, “Três Histórias de Esquecimento”, “Ferry” e “Toda a Ferida é uma Beleza”, vencedora do Grande Prémio de Romance e Novela APE/DGLAB 2024.
Foi distinguida, em 2023, com o Prémio FLUL Alumni, atribuído pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde se doutorou. Já em 2025, recebeu o Prémio Vergílio Ferreira, atribuído pela Universidade de Évora, pelo conjunto da sua obra literária.
Djaimilia Pereira de Almeida é uma das mais relevantes escritoras contemporâneas de língua portuguesa, tendo sido professora na New York University e colaborado com o New York Times, Granta, Words Without Borders, La Repubblica, Folha de São Paulo, Neue Zürcher Zeitung, Serrote e ZUM, entre muitas outras publicações. Escreve na revista “Quatro Cinco Um” e no Observador.
Recorde-se que, o Júri desta 28ª edição do Prémio Literário Fernando Namora, para além de Guilherme d`Oliveira Martins, integrou, ainda, José Manuel Mendes, pela Associação Portuguesa de Escritores, Manuel Frias Martins, pela Associação Portuguesa dos Críticos Literários, Maria Carlos Gil Loureiro, pela Direcção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas, Ana Paula Laborinho e José Carlos de Vasconcelos, convidados a título individual, e por Dinis de Abreu, pela Estoril Sol.

A Companhia de Teatro Comédias do Minho apresenta, em Valença, o espetáculo “Ouve-me de Perto como se Te Tocasse”, com quatro sessões programadas entre 31 de outubro e 2 de novembro.
O público é convidado a viver uma experiência de cumplicidade única, onde o diálogo e a proximidade com os atores ganham palco.
Ao longo de 60 minutos, o espetáculo desafia as fronteiras tradicionais entre intérprete e espetador, inspirando-se no modelo das salas de visita das prisões americanas. Cinco cabinas criam espaços íntimos para a escuta e partilha de histórias, memórias e confissões — numa relação direta e envolvente.
Esta criação reforça a missão das Comédias do Minho de levar o teatro aos lugares e ao encontro das pessoas. Em Valença, o elenco contará com uma participação especial: Andreia Gomes, do grupo de teatro amador VerdeVejo, que se junta ao projeto para partilhar segredos que só se contam ao ouvido.
Programa dos Espetáculos:
📍31 outubro – Sede do Rancho Folclórico de São Julião, às 21h00
📍1 novembro – Praça da República, na Fortaleza de Valença, às 16h00
📍1 novembro – Pepitos Bar, Verdoejo, às 21h00
📍2 novembro – São Gabriel, em Fontoura, às 16h00
“Ouve-me de Perto como se Te Tocasse” tem texto de Eduardo Brito, criação plástica de Diana Sá , cenografia de Patrick Hubmann, interpretação de Cheila Pereira, Luís Filipe Silva, Sara Costa, Diana Sá, Gonçalo Fonseca e ainda atores dos grupos de teatro amador dos cinco municípios do Vale do Minho. A direção técnica é de João de Guimarães e a imagem de Patrick Esteves.

O Blog Cultura de Borla em parceria com o CAMAROTE PRODUÇÕES tem convites duplos para a peça A Foz do Mekong no TEATRO ABERTO para o dia 6 e 7 de Novembro às 21h aos primeiros leitores que de 5 em 5 participações:
Enviem um email para o culturadeborla@sapo.pt com a frase "Eu quero ver A Foz do Mekong Ocom o Cultura de Borla" com nome, BI e nº de telefone.
Só é aceite uma resposta válida por endereço de e-mail e por concorrente pelo que não adianta enviar mais do um e-mail.
Excepto em casos de força maior que deverão ser atempadamente comunicados através do email culturadeborla@sapo.pt, contamos que os participantes aproveitem os bilhetes que ganharam, portanto concorra apenas se tem a certeza que pode estar presente.
Dois homens com dezoito anos de diferença, dois modos muito diferentes de ver o mundo, não pela diferença de idades mas pelo feitio de cada um deles.
O mais velho é professor de geografia, digamos que por vocação, mas detesta todo o sistema educacional onde tem dificuldade em se inserir e donde acaba por sair. Vive só, numa reclusão desejada, donde se entretém a odiar o mundo e a rir-se dele, na mesma casa onde desenvolve a sua vocação natural, dá explicações de geografia. O mais novo é a alegria de viver personificada, é bonito, atrevido e divertido. Nem tudo lhe corre bem, mas ele tem coragem suficiente para enfrentar qualquer dificuldade. Acredita que o mundo pode ser um local muito aprazível para se viver e ser feliz.
Um dia o mais novo bate à porta do mais velho, vai pedir-lhe que o aceite como aluno. As grandes diferenças que separam os dois viabilizam um encontro explosivo e encantatório de grandes ilusões e maiores desilusões.
Texto e Encenação – Fernando Heitor
Música – João Paulo Soares
Interpretação – Flávio Gil e Tomás Andrade