Sinopse:Em“OLHARES E CONVERSAS DE MARES”,Rosa Vazleva-nos numa viagem ao seu universo criativo através dos seus trabalhos de pintura, joalharia, pintura cerâmica e têxtil, caraterizados, pelas suas raízes africanas, numa perspetiva de assinalar o seu percurso na Arte e Cultura, ao longo destes 37 anos.
Nas palavras da Artista“trago-vos a representação da minha criatividade e expressividade artística em vários suportes que representam o meu percurso criativo e cultural ao longo destes 37 anos, onde fui construindo o meu percurso identitário, com um cunho pessoal único e intransmissível. Nesta Exposição também vos trago o meu segundo livro de poesia“Um abraço no silêncio Azul’’
No próximo dia 22 de novembro, sábado, a Biblioteca Municipal de Loulé recebe a mediadora de leitura Andreia Salgueiro para uma ação de formação (10h) e sessão narrativa para bebés (das 14h às 17h).
“Brincatopeia” é uma sessão de histórias, destinada a bebés dos 3 aos 36 meses, acompanhadas por um adulto. Aqui iremos brincar com os sons e com as rotinas do dia a dia. E se pudéssemos brincar com todas essas palavras? Que misturas aconteceriam? Seria um novo som criado? É esse o convite desta sessão: brincar com as palavras e com a linguagem oral. E, nesse desafio, ainda imaginar as situações mais inusitadas, aguçando a criatividade: uma conversa de um gato com um cão; um grilo que começa a soluçar; um galo que decide andar a cavalo. Preparados?
À tarde, Andreia Salgueiro apresenta uma sessão formativa para o público em geral. Pretende-se com esta ação de formação abordar o tema das “emoções” ou da “natureza/sustentabilidade”. Como escolher livros para contar lá em casa, na escola, para oferecer ou para lermos? Neste encontro, vamos desenvolver sentido crítico e descobrir que afinal há truques e critérios a ter em conta quando se procura, escolhe ou adquire um livro infantil.
Andreia Salgueiro, também conhecida pel’ A Velha, gosta de livros, trabalha com livros, lê livros (às vezes devora livros). É editora, revisora, designer gráfica, pós-graduada em Livro Infantil, A Arte de Contar Estórias e em Escrita de Ficção, doutoranda em Estudos Literários, mas também mediadora da leitura, formadora e que adora sujar as mãos com tinta e cola. Dizem também que não tem medo do Lobo Mau.
Vila do Condeassinala 10 anos dagaleriacom exposição inédita
*Programa comemorativo estende-se até final de janeiro de 2026
A Galeria Julio, em Vila do Conde, inaugura no próximo dia 15 de novembro, às 17h00, a exposição “Julio e o Modernismo em Portugal”, uma mostra inédita que reúne cerca de 150 obras dos principais artistas modernistas portugueses, provenientes de mais de dez instituições nacionais de referência assim comodecoleções privadas. A inauguração será assinalada por um concerto de Mário Laginha, no âmbito das comemorações dos 10 anos da Galeria Julio e do Centro de Estudos Julio / Saúl Dias, espaço que integra a Rede Portuguesa de Arte Contemporânea (RPAC) desde a sua fundação.
Com curadoria de Bernardo Pinto de Almeida, a exposição apresenta exclusivamente obras de artistas portugueses ligados ao movimento modernista, reunindo, pela primeira vez em torno de Julio, duas dezenas de autores representativos dessa geração. A iniciativa propõe uma revisão crítica da história do modernismo português, movimento artístico e literário que começou em 1915, descentralizando-o de Lisboa e revelando a modernidade que se afirmou a norte, em torno de artistas como Julio, Mário Eloy ou Dominguez Alvarez.
”Julio e o Modernismo em Portugal” é também uma homenagem à arte como forma de resistência, dando visibilidade a vozes esquecidas e artistas mulheres, e sublinhando o papel de criadores que trabalharam fora dos circuitos oficiais e das encomendas do poder. Entre os artistas representados destacam-se Amadeo de Souza-Cardoso, Almada Negreiros, Maria Helena Vieira da Silva, Sarah Afonso, Mário Eloy, Dórdio Gomes, Eduardo Viana, Dominguez Alvarez, Santa-Rita Pintor, Ofélia Marques, Nadir Afonso, Cruzeiro Seixas e Mário Cesariny, entre outros.
As obras foram cedidas por várias instituições nacionais, como a Fundação Calouste Gulbenkian, a Fundação Arpad Szenes / Vieira da Silva, o Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, o Museu Nacional Soares dos Reis, o Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso, a Fundação Cupertino de Miranda, além de coleções particulares e da coleção do Município de Vila do Conde.
Obras inéditas e documentos históricos
A exposição inclui ainda peças inéditas como o óleo datado de 1918, de Julio, e correspondência trocada entre o artista e seu irmão José Régio. Destaque também para a pintura “O Fumador”, que pertenceu a Manoel de Oliveira, autor da curta-metragem “As Pinturas do Meu Irmão Julio”. São igualmente apresentados documentos históricos ligados ao modernismo português, entre os quais exemplares originais da revista “presença”, cujas capas foram ilustradas por artistas representados naquela exposição, e o catálogo do 1.º Salão dos Artistas Independentes (1930), onde Julio expôs ao lado de outros protagonistas do movimento.
O programa prolonga-se até 25 de janeiro de 2026, com visitas guiadas, o lançamento de uma serigrafia comemorativa e a apresentação de uma nova linha de merchandising artístico inspirada no universo plástico e poético do artista vila-condense. A exposição pode ser visitada de terça a domingo, entre as 10h00 e as 18h00 (último acesso: 17h15). Aos sábados e domingos, o espaço encerra entre as 13h00 e as 14h30. A entrada tem o custo de 2 euros, sendo gratuita ao domingo de manhã.
10 anos da Galeria Julio
Criada em 2015 pela Câmara Municipal de Vila do Conde - na sequência do legado instituído pelo filho do artista, José Alberto Reis Pereira -, a Galeria Julio, que integra a Rede Portuguesa de Arte Contemporânea desde a sua génese, tem-se afirmado como um espaço de encontro entre memória e contemporaneidade, acolhendo exposições, ciclos de reflexão, residências artísticas e programas educativos que ligam a criação artística à comunidade. Dez anos depois, o caminho feito confirma a relevância de um projeto que, partindo do legado de Julio / Saúl Dias, construiu um lugar próprio no panorama cultural português.
Galeria Julio | Centro de Estudos Julio – Saúl Dias
Rua 5 de Outubro 4480-649 Vila do Conde Tlf: 252 248 468
Meeting Placede Matosinhos vai criar uma “Vila de Magia” para unir a comunidade local e apoiar numa causa solidária
Ações de Natal da “Vila da Magia”, vão apoiar mulheres migrantes, crianças e vítimas de violência, num projeto solidário com impacto duradouro
Este ano, o MAR Shopping Matosinhos volta a celebrar o Natal com mais do que luzes e fantasia e promove uma missão com verdadeiro impacto humano. Entre os dias 24 de novembro e 6 de janeiro, oMeeting Placevai-se transformar na “Vila da Magia”, um lugar encantado que convida toda a comunidade a viver o espírito natalício e a fazer parte de uma causa solidária que vai marcar a diferença na vida de mais de 500 pessoas, entre mulheres e crianças, apoiadas pela Cruz Vermelha Portuguesa – Centro Humanitário de Matosinhos. A entrada na “Vila da Magia” terá o valor simbólico de 1€, que reverterá integralmente para apoiar esta causa.
Inspirada nas feiras populares de outros tempos, com um toque contemporâneo e sensorial, a “Vila da Magia” é muito mais do que uma simples decoração natalícia. É um ambiente cuidadosamente pensado para criar memórias, estimular a partilha em família e aproximar a comunidade e os visitantes do MAR Shopping Matosinhos. Entre as atrações, destaca-se oCarrossel Encantado, onde cada volta é um sorriso garantido. Já a zona dosJogos de Feirapromete diversão para todas as idades, com oito jogos únicos, como o tradicional Jogo do Galo ao divertido Jogo das Meias, passando por desafios de pontaria, coordenação e estratégia. Este ano, há ainda mais motivos para participar na “Vila da Magia”: cada atividade, fotografia ou espetáculo contribui para melhorar as condições da Casa Abrigo da Cruz Vermelha, que acolhe mulheres migrantes e vítimas de violência doméstica, bem como os seus filhos.
A Casa Abrigo da Cruz Vermelha aumentou a sua capacidade de acolhimento de 25 para 27 vagas, refletindo o crescimento no número de mulheres migrantes vítimas de violência doméstica, muitas acompanhadas pelos seus filhos. Este novo cenário exige adaptações nas infraestruturas, como a atualização das máquinas de lavar e secar roupa e a requalificação urgente da cozinha, incluindo a substituição do exaustor. A melhoria deste espaço permitirá também a realização de workshops gastronómicos, promovendo a partilha cultural e o fortalecimento do bem-estar emocional das residentes.
A receita angariadaatravés da “Vila da Magia”permitirá equipar a casa abrigo com: uma máquina de lavar roupa de grande capacidade, essencial para dar resposta ao número de residentes;berços para bebés, proporcionando maior conforto e segurança às crianças acolhidas;equipamentos para uma cozinha multicultural, onde será possível preparar refeições adequadas a diferentes origens e hábitos alimentares, promovendo inclusão e bem-estar.Este apoio permitirá reforçar a autonomia, a dignidade e a qualidade de vida das mais de 500 pessoas beneficiadas diretamente por este projeto, e contribuirá para a continuidade de um serviço essencial à comunidade de Matosinhos.
“Acreditamos que o verdadeiro espírito de Natal está na capacidade de cuidarmos uns dos outros. Este ano, queremos que cada sorriso de uma criança, cada memória em família e cada visita à nossa Vila da Magia se transformem em conforto real para quem mais precisa. A Casa Abrigo da Cruz Vermelha é um espaço vital para muitas mulheres e crianças, e é com orgulho que associamos esta edição do Natal a um projeto com impacto tão direto na nossa comunidade”,refere Sandra Monteiro, diretora-geral do MAR Shopping Matosinhos.
“O apoio do MAR Shopping e da sociedade civil permitirá a melhoria e reforço das condições de vida das mulheres e crianças acolhidas, tendo sempre como objetivo único, a promoção e o estabelecimento de projetos de vida sustentáveis e sobretudo livres de violência”,sublinha Nídia Monteiro - Diretora Técnica da Casa de Abrigo "Recomeçar".
Programação natalícia repleta de magia
A programação especial inclui momentos pensados para todas as idades, desde os mais pequenos aos mais crescidos:
Espetáculo de Natal, a“Pequena Sereia no Gelo”, com estreia prevista para o dia 14 de novembro e duração até 7 de janeiro de 2026.
“Vila da Magia”:24 de novembro a 6 de janeiro (piso 0 – Atrium)
Fotografias com o Pai Natal: 1 a 24 de dezembro (piso 1, junto à loja Cortefiel)
Espetáculo “Masha” com chegada do Pai Natal: 1 de dezembro, às 12h, piso 1, palco interior do Espaço de Restauração
Espetáculos infantis adicionais: 7 e 14 de dezembro, piso 1, palco interior do Espaço de Restauração
Campanha promocional comsorteio de um Volvo EX30
“Este Natal, o MAR Shopping Matosinhos volta a afirmar-se como um verdadeiro Meeting Place, um ponto de encontro de pessoas, culturas, gerações e histórias, onde o entretenimento se transforma em solidariedade, e a magia ganha um novo significado. Porque celebrar em conjunto é também cuidar em conjunto. E essa é a magia que fica, mesmo depois das luzes e do Natal se apagarem”,conclui a diretora do MAR Shopping Matosinhos, Sandra Monteiro.
PROGRAMA DE NATAL DO MAR SHOPPING MATOSINHOS E HORÁRIOS
A Pequena Sereia no Gelo | 15 de novembro de 2025 a 4 de janeiro de 2026
AM Arena (Parque de estacionamento exterior do MAR Shopping Matosinhos)
De 18 de Novembro a 14 de Dezembro, o Museu do Oriente volta a ser ponto de encontro entre leitores, autores e viajantes, com aXVIII Festa do Livro. De entrada livre, esta iniciativa da Fundação Oriente regressa com centenas de títulos a preços especiais e um programa gratuito.
Nesta edição destacam-se visitas orientadas às exposições do Museu e os diálogos culturais que ele inspira, à luz de obras literárias. Do Japão à Índia e de regresso a Portugal, o público é convidado a percorrer o Oriente através de autores, imagens e obras de arte.
O programa arranca a 18 de Novembro com a visita Wenceslau de Moraes e o Oriente, que propõe uma leitura das exposições Presença Portuguesa na Ásia e Japão: Festas e Rituais a partir de livros do autor. A 23 de Novembro, a conversa A poesia como provocação ou não foi para isso que os poetas foram feitos? convida o público a reflectir sobre este tema, a partir de um poema de A. M. Pires Cabral. Participam nesta conversa Artur Barosa, Margarida Neves, Maria Joana Almeida, Maria Frazão, Marta Nunes e Nuno Lacerda Lopes.
A 28 de Novembro, a visita Folheando o Japão percorre o Museu para focar experiências, tradições e realidades deste país, à luz de textos de autores portugueses e japoneses, de diferentes séculos. No dia seguinte, 29 de Novembro, a fotógrafa Teresa Freitas apresenta e comenta o seu livro I wonder whose skin this crimson flower will touch, dedicado à cor, à emoção e à memória.
A 12 de Dezembro, a programação retoma o diálogo entre palavra e imagem, com a visita As Maçãs Azuis. Portugal e Goa – 1948-1961, que se centra na exposição Foto Arte Ganesh: Goa, Fotografia e Memória e na obra de Edila Gaitonde, escritora, documentarista e activista anticolonial envolvida nos movimentos de libertação de Goa, Damão e Diu.
O dia 14 de Dezembro encerra a Festa com um programa duplo: de manhã, Yoga em família, inspirado no livro Bhujanga queria crescer…, que convida pais e filhos a partilharem um momento de harmonia e bem-estar; à tarde, a conferência Literatura japonesa do pós-guerra – Osamu Dazai, Mishima, Kawabata e Endo Shunsaku, com o professor José Álvares, revisita autores que marcaram a modernidade literária nipónica.
Durante quatro semanas, na XVIII Festa do Livro do Oriente pode encontrar centenas de títulos a preços especiais e um programa em que o livro e a leitura se unem a outras formas de descoberta.
XVIII Festa do Livro do Oriente
18 Novembro a 14 Dezembro 2025 | Entrada livre
Horário: Terça a Domingo, das 10.00 às 18.00 | Sextas até às 20.00
Salvo especificação, actividades destinam-se a público M/16 anos [idade indicativa]
Após uma estreia de sucesso, a residência artística prossegue com grandes nomes da música portuguesa
Primeira sessão contou com a participação especial de JP Simões
Próximas sessões terão como convidados especiais Vitorino, Rita Redshoes, Jorge Palma e Gabriel Gomes
Acesso gratuito, mediante inscrição
As "Noites de Novembro", a residência artística doMontepio Associação Mutualista com a banda Couple Coffee no seu espaço culturalatmosfera m, em Lisboa, estreou-se na passada quinta-feira, dia 6 de novembro. A primeira de quatro noites, que assinalam os 20 anos do álbum de estreia “Puro” (2005) de Luanda Cozetti e Norton Daiello, decorreu com sucesso, marcando o arranque de um ciclo de reencontros e celebração artística.
A sessão inaugural, que contou com a participação especial deJP Simões, deu o mote para a celebração dos 20 anos do álbum “Puro”, um trabalho que marcou a música portuguesa pela fusão única de sonoridades do fado, bossa nova, chorinho, jazz e rock.
As "Noites de Novembro" prosseguem com mais três encontros, sempre às quintas-feiras, no atmosfera m, com início às 21h. Até 27 de novembro, as quintas-feiras serão dedicadas a este marcante aniversário musical. Em cada encontro, a banda será acompanhada por convidados de renome que irão partilhar memórias e cumplicidades e oferecer novas perspetivas sobre a obra do duo. Mais do que uma sequência de atuações, este evento configura-se como um verdadeiro ciclo de reencontros e uma vibrante celebração artística.
Os próximos concertos:
13 de novembro | Couple Coffee recebemVitorino, que enriquecerá as sonoridades do álbum com a sua inconfundível presença.
20 de novembro |Rita Redshoes junta-se à banda para um momento de cumplicidade e novas interpretações.
27 de novembro | As "Noites de Novembro" culminam com a presença deJorge Palma e Gabriel Gomes, num grande encerramento que reunirá diferentes gerações e estilos musicais.
Com esta iniciativa, oMontepio Associação Mutualista reforça a sua missão de promover a partilha e a criação artística, o encontro de gerações e a valorização cultural, através do espaçoatmosfera m. Este espaço acolhe eventos que celebram a criatividade, o pensamento livre e o encontro. É, por natureza, um lugar de partilha onde arte, convívio e trabalho coexistem, promovendo a cultura como um bem comum — aberto e inclusivo.
Para assistir às sessões desta residência artística, no espaçoatmosfera m – Rua Castilho nº 5, Lisboa, os interessados deverão enviar um e-mail paraatmosferam.lisboa@montepio.pt, com indicação da sessão a que pretendem assistir (limitado a 2 pessoas e à capacidade da sala). As inscrições para cada sessão abrem em datas específicas:
Para a sessão de13 de novembro (Vitorino), as inscrições abrem às10h00 do dia 7 de novembro.
Para a sessão de20 de novembro (Rita Redshoes), as inscrições abrem às10h00 do dia 14 de novembro.
Para a sessão de27 de novembro (Jorge Palma + Gabriel Gomes), as inscrições abrem às10h00 do dia 21 de novembro.
No próximo dia20 de novembro, às 17h, teremos o prazer de receber oProf. Alexandre Quintanilhapara mais uma sessão da nossa rubrica“Um Livro… uma Pessoa… uma Mensagem”, que terá lugar na Biblioteca ICBAS/FFUP.
Nesta edição, iremos conversar sobre um clássico intemporal:Frankenstein, de Mary Shelley, uma obra que continua a suscitar debate sobre criação, responsabilidade, fascínio científico e humanidade, mais de dois séculos após a sua publicação. Trata-se, por isso, de uma obra “comovente e provocadora, Frankenstein é a desditosa história de Victor Frankenstein e do monstro que criou – uma história de solidão e ambição”.
Se aprecia literatura que questiona e que faz pensar, esta conversa será certamente do seu interesse.
12 novembro 2025 | 14h00 | Auditório - Biblioteca Nacional de Portugal
José Cardoso Pires (1925-1998) é uma das figuras mais marcantes da literatura portuguesa do século XX, amplamente reconhecido pela sua escrita precisa, irónica e profundamente enraizada na realidade social e urbana do seu tempo.
A cidade de Lisboa ocupa um lugar central na sua obra - não apenas como cenário, mas como personagem literário. Foi nela que Cardoso Pires encontrou matéria para a sua "anatomia da sociedade portuguesa". Uma cidade cheia de contrastes, onde convivem o poder e a marginalidade, a memória e a mudança.
Desde O Delfim (1968), talvez o seu romance mais emblemático, até à Balada da Praia dos Cães (1982), José Cardoso Pires revelou uma notável capacidade de observação do quotidiano, explorando o realismo como forma de denúncia e reflexão. O seu realismo, porém, não se limitou a uma mera reprodução da realidade. Nos seus livros, encontramos um realismo crítico e experimental, onde a linguagem, o ponto de vista e a estrutura narrativa se tornam instrumentos de questionamento (do próprio realismo).
A crítica literária destaca, como aspetos distintivos da sua obra: a clareza e o rigor estilístico, associados a uma "escrita de precisão cirúrgica"; a ironia fina, que desmonta hipocrisias e máscaras sociais; e a dimensão ética do seu olhar, comprometido com a verdade e com a lucidez. Vários foram os críticos que sublinharam também a modernidade da sua narrativa, marcada por uma permanente experimentação formal e por uma consciência aguda da linguagem e do papel do escritor na sociedade.
A 9 de Abril de 2008, os herdeiros do escritor, doaram à BNP vários documentos, nomeadamente cinco versões do manuscrito de Lavagante (obra adaptada ao cinema, atualmente em exibição), o que constituiu a base do espólio de José Cardoso Pires no Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea (ACPC).
Além destes, outros documentos foram, faseadamente, entregues à guarda da BNP, nomeadamente em 2009, 2011 e 2013. Este espólio (BNP Esp. E53), constituído por 37 caixas, junta versões de algumas das suas obras literárias e documentação associada, incluindo correspondência.
PROGRAMA
14h00
José Cardoso Pires: o escritor como ‘animal incómodo' e os dinossauros excelentíssimos
Ana Paula Arnaut (Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra)
14h30
Cardoso Pires no Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea: um espólio por conhecer
Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea da BNP
15h00
Arqueologia do Marialva
António Araújo (Fundação Francisco Manuel dos Santos)
15h30
"A visita", de E Agora, José?: voltar à Casa da insónia fascista na Lisboa pós-Abril
Carina Infante do Carmo(Universidade do Algarve; Centro de Estudos Comparatistas – FLUL)
16h00 Discussão e pausa para café
17h00
José Cardoso Pires, Escrever histórias, retratar Portugal
Paula Morão (Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa)
17h20
Revisitar o Integrado Marginal
Bruno Vieira do Amaral (Escritor)
17h40
José Cardoso Pires: a Censura, a mão e a raiva
Maria Fernanda de Abreu (CHAM, Faculdade de Ciências Socias e Humanas,
Universidade Nova de Lisboa)
18h10
Marialvas, cartilhas, olhares frios: José Cardoso Pires e Roger Vailland
No próximo dia 15 de novembro, pelas 15h00, o Palácio Gama Lobo, em Loulé, acolhe a palestra “Grés, Terracota e Porcelana: Japão, China e Índia – Viagens Cerâmicas de um Oleiro Português no Oriente”, apresentada por Ricardo Lopes.
Licenciado em Biologia Marinha e Pescas, Ricardo Lopes dedica-se à cerâmica desde 1998, cruzando técnicas tradicionais com a criação contemporânea. O seu percurso inclui experiências e formações em países como Polónia, França, Cabo Verde, Japão, China e Índia, e um profundo contacto com mestres ceramistas de várias culturas.
Nesta palestra, o autor partilhará as aprendizagens resultantes das residências artísticas realizadas no Japão, China e Índia, três referências universais nas artes cerâmicas. O público é convidado a conhecer as pastas, os processos de conformação, a cozedura e rituais culturais que caracterizam cada tradição e a forma como estas influenciam o olhar e o trabalho do artista português.
A entrada é livre, mas sujeita à lotação da sala.
Esta iniciativa integra a programação de outubro/novembro do Loulé Criativo, período em que Ricardo Lopes é o artista convidado da Loja Loulé Criativo, localizada no Palácio Gama Lobo.
Recorde-se que Ricardo Lopes é formador habitual do Loulé Criativo, onde ministra vários cursos de Roda de Oleiro, destinados a diferentes níveis de dificuldade — uma oportunidade para aprender, experimentar e descobrir o fascinante universo da cerâmica.
A Loja de Turismo de Valença acolhe, de 2 a 30 de novembro, a exposição de fotografia "Coexistências Transtemporais", da autoria do valenciano Hernâni Oliveira.
Este projeto, intitulado "Coexistências Transtemporais – Estudo fotográfico sobre a paisagem e a cartografia das linhas de defesa do Alto Minho", resulta de um aprofundado trabalho de investigação e observação da relação entre o tempo e a paisagem minhota, onde se cruzam memórias, territórios e marcas históricas.
Hernâni Oliveira regressa à sua terra natal com uma seleção de obras que refletem um percurso de estudo, dedicação e paixão pelo Alto Minho, propondo uma leitura visual que celebra a fotografia enquanto ferramenta de descoberta e interpretação do território.
A exposição revisita as plantas militares desenvolvidas por Manuel Pinto de Vilalobos no início do século XVIII, explorando os territórios que este cartografou — com especial destaque para as povoações fortificadas ao longo do rio Minho. Nesta perspetiva, a paisagem é assumida como um palimpsesto vivo, onde diferentes épocas coexistem e se sobrepõem em camadas que revelam permanências, contrastes e transformações.
A mostra estará patente na sala “Valença, Artes e Ofícios”, um espaço dedicado à promoção da identidade cultural local e dos seus criadores, convidando o público a descobrir a essência da comunidade valenciana através da arte.
A exposição pode ser visitada diariamente, de segunda a domingo, entre as 9h00 e as 12h30 e das 13h30 às 17h00, na Loja de Turismo de Valença.
O Casino Lisboa oferece, em novembro, um novo programa de animação musical no Arena Lounge. São diferentes intérpretes que sobem ao palco multiusos para apresentar várias propostas musicais, de quinta-feira a sábado, a partir das 22h15. O cartaz é reforçado, às sextas, sábados, pelas 23h30, com os sets de experientes DJ’s que selecionam as melhores sonoridades até de madrugada. A entrada é gratuita.
O Casino Lisboa propõe, de 6 a 8 de novembro, Raphael Lopes Duo. Trata-se de um projecto acústico e intimista que percorre numerosos clássicos do Pop, Rock e Soul Music. Raphael Lopes (voz e guitarra) e Filipe Silva (Percussão) sobem ao palco multiusos para protagonizar um curto ciclo de três concertos, a não perder, no Arena Lounge.
Catarina Ortins Duo estará em destaque, 13 a 15 de novembro, no Arena Lounge.Em formato intimista, Catarina Ortins e João Barreiros apresentam um espectáculo que percorre sonoridades do r&b, jazz e soul. O duo dá nova vida a temas que marcaram gerações, com espaço para a improvisação e aquele toque pessoal que transforma cada canção numa história única. Um final de dia perfeito com Catarina Ortins que partilha o palco com o pianista João Barreiros.
Com uma proposta inédita, o Casino Lisboa recebe, Sara Madeira Duo, de 20 a 22 de novembro, no Arena Lounge. A cantora Sara Madeira e o pianista António Andrade Santos juntam-se num projeto que celebra o encontro entre a voz e o piano, num diálogo entre a canção e a música contemporânea. Será um ciclo de três espectáculos intimistas onde técnica, emoção e cumplicidade se encontram em palco.
Arena Lounge - Jukebox
O programa de animação musical inclui, ainda, às sextas-feiras e aos sábados, a partir das 23h30, os melhores sets dos DJ’s Holmes, Hélder Russo, Bruno Safara, Pan Sorbe, Mago e Keaton. O cartaz é o seguinte:
DJ John Holmes no dia 7
Um dos segredos mais bem guardados de Lisboa, John Holmes explora diversos géneros da música de dança do Funk à House onde o Disco é o centro das atenções numa combinação propositadamente old school: inesperada, inspirada e dinâmica, misturada com perspicácia e elegância tal como as suas camisas impecavelmente engomadas.
DJ Hélder Russo no dia 8
Hélder Russo é natural de Lisboa e tem-se afirmado na cena clubbing pela sua imensa paixão pelo soul, jazz, funk, disco e pelas sonoridades por eles influenciadas, como o house e o techno de Detroit. O seu trabalho como produtor é reflexo disso: um leque de influências distintas, mas sempre com a música negra, nas suas mais variadas vertentes, como denominador comum. Desde o jazz, passando pelo soul, funk, pelo electro e new wave dos anos 80.
DJ Bruno Safara no dia 14
"Refugiado na música desde 2002, Bruno Safara começou a partilhar a sua paixão pela música por acaso. O seu trajeto musical tem sofrido muitas influências musicais, fruto da sua procura incessante de novas correntes musicais assim como a redescoberta de temas mais antigos, tendo passado como dj residente por alguns bares emblemáticos da noite lisboeta como o Estado Líquido em Santos e Frágil no Bairro Alto. Nos seus sets poderá ouvir-se as influências rock, funk, disco, house e tecnho, procurando sempre fazer pontes musicais entre o passado e o presente, sempre com os olhos postos no futuro."
DJ Pan Sorbe no dia 15
Viveu toda a agitação dos anos 2000 no Bairro Alto, onde tocou nos lugares mais emblemáticos como o Frémitus, Capela, Purex, Frágil, Clube da Esquina, Bicaense e ZDB. Foi residente no Lux durante sete anos com a noite mensal Fiasco. Destacam-se também outros clubes onde foi residente de norte a sul do país: Musicbox, Europa, Lounge, Alcantâra-Club, Maus Hábitos, Indústria, Plano B, Pitch. Passou por alguns dos principais festivais nacionais: Boom Festival, Super Bock Super Rock, Sudoeste, Sagres Surf Fest e Cosmopolis.
DJ Mago no dia 21
MAGO é um DJ e produtor musical que combina o melhor do Melodic Oriental, Organic e Afro House criando uma viagem sonora intensa e emocional. Com influências orientais e étnicas, a sua música conecta o espiritual ao tribal, levando o público a uma experiência profunda, dançante e transcendental. Instagram: @i.am.mago
DJ Keaton no dia 22
Keaton é um DJ sem rótulos, cuja versatilidade musical tornou-o uma referência no panorama musical. A sua seleção musical refinada e técnica apurada onde combina elegância sonora com batidas envolventes, permitem-lhe criar atmosferas aliciantes. Com um repertório eclético que vai do deep house ao soulfull mais sofisticado, cria ambientes perfeitos para noites inesquecíveis.
Até dia 13 de novembro, o CoimbraShopping recebe a mostra que reflete a criatividade e o espírito de convívio da Associação de Solidariedade Social de Professores.
O CoimbraShopping volta a celebrar a arte e o talento local com mais uma exposição inserida no projeto Cultura no Centro, que tem como objetivo promover e apoiar artistas e instituições culturais da região, tornando a arte uma presença constante no quotidiano dos visitantes.
Desde 17 de outubro e até 13 de novembro, o centro comercial acolhe a exposição “CONVÍVIO (D)E ARTE”, uma mostra coletiva que reúne pinturas, aguarelas e cerâmicas criadas pelos alunos das aulas artísticas da Delegação de Coimbra da Associação de Solidariedade Social de Professores (ASSP).
A associação é um centro de convívio dirigido sobretudo a professores e às suas famílias, mas aberto também à comunidade em geral. A associação dinamiza um vasto conjunto de atividades formativas e culturais, que incluem Pilates Clínico, Inglês, Italiano, Literatura Portuguesa, História de Portugal, História da Arte, Teatro e Informática, sempre com o objetivo de promover o convívio.
Com esta exposição, o CoimbraShopping reforça o compromisso de apoiar a cultura local e proporcionar aos visitantes experiências que ligam a arte ao quotidiano.
Agenda
Exposição CONVÍVIO (D)E ARTE
Data:até 13 de novembro
Local:Coimbra, CoimbraShopping, Espaço Cultura no Centro, Piso 1
Do isolamento à harmonia interior, “Passagem: da Solitude à Plenitude” é o nome da exposição de novembro do Alameda Art Spot. Da autoria de Ana Maria Costa, esta mostra artística é um convite à reflexão, através da exploração dos estados de melancolia, introspeção e solitude, conduzindo o visitante a uma experiência sensorial e emocional que se transforma gradualmente em plenitude.
A partir do dia 1 de novembro, o Alameda Art Spot recebe a nova exposição de Ana Maria Costa, intitulada “Passagem: da Solitude à Plenitude...”. A mostra reúne um conjunto de obras que abordam a temática do isolamento, melancolia e solitude.
No seu trabalho, a artista plástica , cruza influências da psicologia e da filosofia, convidando o público a refletir sobre as emoções, os sentimentos e a saúde mental, recorrendo frequentemente a metáforas inspiradas na natureza. Um trabalho que une a criação artística à investigação sobre o impacto da arte na saúde mental, na melhoria do bem-estar e da qualidade de vida de pacientes com esquizofrenia.
Montepio Associação Mutualista apresenta “Noites de Novembro”: uma residência exclusiva com Couple Coffee no atmosfera m
Encontros decorrem às quintas-feiras, de 6 a 27 de novembro, sempre às 21h
Acesso gratuito, mediante inscrição
Sessões terão como convidados especiais JP Simões, Vitorino, Rita Redshoes, Jorge Palma e Gabriel Gomes
OMontepio Associação Mutualistaacolhe no seu espaço cultural –atmosfera m, em Lisboa, “Noites de Novembro”, uma residência artística de quatro noites com a banda Couple Coffee, com início marcado para o próximo dia 6 de novembro. A banda, composta por Luanda Cozetti e Norton Daiello, celebra os 20 anos do seu álbum de estreia “Puro” (2005), um marco na história da música portuguesa contemporânea.
Até 27 de novembro, as quintas-feiras noatmosfera mserão dedicadas à celebração deste marcante aniversário musical. Todos os concertos terão início às 21h. Em cada encontro, a banda será acompanhada por convidados de renome, que irão partilhar memórias e cumplicidades e oferecer novas perspetivas sobre a obra do duo. Mais do que uma sequência de atuações, este evento configura-se como um verdadeiro ciclo de reencontros e uma vibrante celebração artística.
A data de estreia,6 de novembro, conta com a participação deJP Simões. Esta primeira sessão dará o mote para a celebração dos 20 anos do álbum “Puro”, trabalho que marcou a música portuguesa pela fusão única de sonoridades do fado, bossa nova, chorinho, jazz e rock.
A13 de novembro, os Couple Coffe recebemVitorino, que enriquecerá as sonoridades do álbum com a sua inconfundível presença. A20 de novembro,Rita Redshoesa juntar-se-á à banda, com um momento de cumplicidade e novas interpretações. A terminar, no dia27 de novembro, as “Noites de Novembro” recebemJorge Palma e Gabriel Gomes, num grande encerramento que reunirá diferentes gerações e estilos musicais.
Com esta iniciativa, o Montepio Associação Mutualista reforça a sua missão de promover a partilha e a criação artística, o encontro de gerações e a valorização cultural, através do espaçoatmosfera m. Este espaço acolhe eventos inovadores, íntimos e acessíveis, sublinhando o poder da música como linguagem universal.
Para assistir às sessões desta residência artística, no espaçoatmosfera m– Rua Castilho nº 5, Lisboa, os interessados deverão enviar um e-mail paraatmosferam.lisboa@montepio.pt, com indicação da sessão a que pretendem assistir (limitado a 2 pessoas e à capacidade da sala). As inscrições para cada sessão abrem em datas específicas:
Para a sessão de 6 de novembro (JP Simões), as inscrições abrem às 10h00 do dia 29 de outubro.
Para a sessão de 13 de novembro (Vitorino), as inscrições abrem às 10h00 do dia 7 de novembro.
Para a sessão de 20 de novembro (Rita Redshoes), as inscrições abrem às 10h00 do dia 14 de novembro.
Para a sessão de 27 de novembro (Jorge Palma + Gabriel Gomes), as inscrições abrem às 10h00 do dia 21 de novembro.
O InterContinental Porto – Palácio das Cardosas volta a afirmar-se como um espaço onde o luxo e a arte se encontram. De 16 de setembro a 27 de novembro de 2025, o hotel será palco da exposição “Layers of Pop”, do artista norte-americano Charles Fazzino, apresentada em parceria com a Tilsitt Gallery. Uma mostra vibrante que espalha cor, energia e tridimensionalidade pelos vários espaços do hotel, transformando o icónico Palácio das Cardosas numa verdadeira galeria viva.
Do lobby à receção, passando pela área do concierge, as obras de Charles Fazzino ocupam o espaço de forma orgânica e inspiradora, convidando hóspedes e visitantes a mergulharem num universo artístico vibrante. A exposição convida a explorar as múltiplas camadas visuais e narrativas do universo tridimensional de Fazzino: uma celebração da cor, da profundidade e da energia urbana que caracterizam a sua obra.
O ponto alto da iniciativa acontece nodia 29 de outubro, com umavernissage exclusivaque contará com apresença de Charles Fazzino, permitindo um encontro único entre o artista e convidados exclusivos que se fundem com os hóspedes e visitantes. Uma oportunidade rara de conhecer pessoalmente um dos nomes mais emblemáticos da arte pop contemporânea.
“O InterContinental Porto é, desde sempre, um espaço que celebra o encontro entre cultura, elegância e hospitalidade. A presença das obras de Charles Fazzino reforça o nosso compromisso em proporcionar experiências únicas, não só aos nossos hóspedes, mas também à cidade. Queremos que o nosso hotel seja um lugar onde a arte se vive, se sente e se descobre a cada passo, um espaço onde é possível ‘Inspirar o Incrível’”,afirma Ana Espregueira Mendes, Director of Sales & Marketing no Intercontinental Porto Palácio das Cardosas.
Reconhecido internacionalmente como um dos grandes nomes dapop art em três dimensões,Charles Fazzinocombina serigrafia de alta precisão, colagens manuais e cortes meticulosos, criando obras que parecem ganhar vida própria. Inspirado pela sua cidade natal,Nova Iorque, o artista revisita temas icónicos (da Broadway aos arranha-céus e luzes da metrópole) traduzindo-os em composições tridimensionais que vibram com movimento, luz e detalhe. Peças emblemáticas comoChronicles of the Big AppleouFifty Shades of Broadwaysão exemplos da sua capacidade de capturar a essência urbana com teatralidade e profundidade visual.
Asobras de Charles Fazzinoestarão tambémdisponíveis para aquisição, oferecendo aos visitantes e colecionadores a oportunidade de levar consigo um fragmento deste universo artístico único. Quem desejar conhecer mais de perto as peças, poderá fazê-lo durante avernissageou em qualquer outro momento, mediante marcação com aTilsitt Gallery, através do +351 938 555 432 ou do emailinfo@tilsittgallery.com.
Com esta exposição, oInterContinental Portoreforça o seu compromisso com a promoção da cultura e das artes, transformando a estadia de cada visitante numa experiência sensorial completa, onde o luxo se cruza com a criatividade, e onde cada passo pelo hotel é uma descoberta. A exposição deCharles Fazzinoestará patente noInterContinental Porto – Palácio das Cardosas até ao final de novembro.
Para assistir entre 7 e 16 de novembro de 2025 em Espinho
Alunas e antigas alunas do Mestrado em Som e Imagem (especialização em Animação) da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa viram os seus projetos selecionados para a 49ª edição do Cinanima, o mais importante festival de Cinema de Animação em Portugal. O evento decorre entre 7 e 16 de novembro de 2025 em Espinho.
“Maleza”, de Carina Corso (antiga-aluna), concorre na Competição Nacional a uma das principais distinções do evento, oPrémio António Gaio. Também na competição nacional e na secçãoJovem Cineasta Português, foram selecionados os filmes de três antigas alunas: “Paulinha” de Ana Marta Mendes, “Florescer” de Mariana Pinheiro e “O Pássaro de Dentro” de Laura Anahory (que este ano integrou a seleção oficial do Festival de Cannes). Também na competição Jovem Cineasta Português concorrem dois filmes de atuais alunas do Mestrado em Som Imagem (Animação) da Escola das Artes: “Deuses Efémeros” de Lia Gomes e Sara Oliveira e “Thyestean” de Sara Oliveira.
A seleção oficial do festival integra também dois filmes apoiados pelo Centro de Criatividade Digital da Escola das Artes e cuja mistura de som foi feita por Vasco Carvalho, professor e coordenador do Mestrado em Som e Imagem: “Cão Sozinho” de Marta Reis Andrade (Bando À Parte) e “Porque hoje é sábado” de Alice Eça Guimarães (Animais AVPL).
“Este reconhecimento é um testemunho da qualidade do ensino e da investigação desenvolvidos na Escola das Artes, bem como do talento e da dedicação dos nossos estudantes e docentes,”salienta Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, acrescentando que “a sua presença no Cinanima reforça o papel da Universidade Católica Portuguesa como espaço de criação artística e inovação cultural.”
O vencedor do Grande Prémio do Cinanima para curtas-metragens é incluído na lista de possíveis nomeados para o Óscar de Melhor Curta-Metragem de Animação, pois o festival é um dos eventos reconhecidos pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.
De 14 a 16 de novembro de 2025, o Convento dos Capuchos e a vila da Trafaria, no concelho de Almada, voltam a acolher o Periphera – Festival de Arte Digital da Trafaria. O festival propõe uma reflexão sobre as interseções entre arte e tecnologia, promovendo a criatividade e a inclusão ao longo de três dias de exposição, performances, palestras e workshops. Todas as atividades são de entrada livre.
Após o sucesso da edição anterior, o festival regressa com uma programação alargada, com artistas e oradores nacionais e internacionais. O programa conta com Ana Borralho e João Galante com Manual de Resistência para 2050, Ana Teresa Vicente com Wandering Gaze, Francisca Rocha Gonçalves com Underwater Listening Sessions, Freddie Hong com Algorithms in Reflection, Inês Tartaruga Água com Toxicity 101, Kati Hyyppä e Niklas Roy com Boat Laboratory, Lauren Lee McCarthy com What Do You Want Me to Say?, Marta de Menezes com Eco-System: Life, Cork, Light and Water, Pedro Tudela, Miguel Carvalhais e Rodrigo Carvalho com 30XN, Roger Dannenberg com Inflection Reflection e Varvara & Mar com Visions of Destruction.
O Periphera 2025 reforça o seu compromisso com a criatividade, a inclusão e a sustentabilidade, abordando temas de fronteira. As propostas artísticas convidam o público a refletir sobre a tecnologia e o seu impacto transformador, incluindo as repercussões sociais. Os participantes podem experimentar workshops e atividades imersivas, que despertam a criatividade e proporcionam momentos únicos de interação, estimulando a imaginação e a perceção do mundo tecnológico de forma sensível e envolvente.
O Museu Nostálgica estará presente com um espaço de celebração da cultura retro gaming, onde será possível reviver e jogar títulos com relevância histórica. Neste contexto, o festival sublinha igualmente a ligação histórica da região à indústria tecnológica, destacando a sua relevância no panorama criativo contemporâneo.
No festival Periphera vão ainda ser apresentadas os dez projetos artísticos desenvolvidas no âmbito de residência artística, que decorreu ao longo do mês de outubro nos espaços adjacentes ao Presídio da Trafaria, numa exploração do cruzamento entre arte, tecnologia e comunidade.
O Periphera é um espaço de aprendizagem e partilha de conhecimento, e também uma plataforma para artistas emergentes ou estabelecidos, designers, tecnólogos, além de representantes das várias entidades parceiras, fomentando colaborações e sinergias para futuros projetos e novas edições.
O evento é uma iniciativa da Plataforma NOVA IAT – Instituto de Arte e Tecnologia, da Universidade NOVA de Lisboa, em parceria com a Câmara Municipal de Almada, com o apoio da União das Freguesias de Caparica e Trafaria e de várias entidades artísticas e tecnológicas nacionais e internacionais.
Financiado pelo PRR – Programa Comunidades em Ação, visa posicionar a Trafaria como um ponto de referência para a criatividade, arte e tecnologia, promovendo a inovação e a troca de ideias.
O Sofitel Lisbon Liberdade recebe, a partir de 5 de novembro, no lounge do seu hotel, a exposição “Human Soul”, um projecto interdisciplinar dosartistas Michel Cam e Anne-Laure Maison, cuja ideia central é explorar a alma humana através do Outro e de uma relação de respeito com o planeta.
Através de histórias de vida, encontros e testemunhos pessoais, esta exposição - que combina fotografia, vídeo, instalação, colagem eperformance- procura estabelecer uma ressonância com o Outro e partilhar os seus encontros e experiências de viagem com outras formas de estar no mundo. Além dessa mensagem importante, também pretende refletir sobre a importância de cuidar do nosso futuro no planeta. É nesse lugar de compromisso com a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente que o Sofitel Lisbon Liberdade encontra terreno comum para acolher esta exposição, que ficará um mês no espaço ‘lounge’ do hotel até dia 5 de dezembro.
A cadeia de hotelaria Sofitel tem no seu ADN a cultura como ponte para uma maior ligação com o planeta e para despertar consciências. Deste modo, identifica-se plenamente com a mensagem desta exposição e o objectivo de preservação ambiental. O hotel integra há muito práticas responsáveis que visam reduzir a pegada ecológica, com especial atenção para a proteção dos oceanos, tendo eliminado toda a utilização de plásticos.
O projecto artístico Human Soul nasceu em 2017 no Sudeste Asiático. Michel Cam e Anne-Laure Maison navegavam a bordo do seu barco-atelier Ilo2, curiosos por estabelecer relações com tribos que vivem à margem da sociedade e descobrir como reagiriam. Imaginaram uma metodologia original centrada na construção de retratos, sob a forma de colagens e na sua instalação à escala da paisagem. Através da arte, conseguiram superar as barreiras da língua e da cultura, criando ligações profundas com os Badjaos, no Bornéu, ou os Tagbanuas nas Filipinas. Com base nesses encontros, foi sendo feito um trabalho artístico, participativo e coletivo, centrado em histórias comoventes entre o Homem e o seu meio ambiente.
Mais do que uma exposição,Human Soulé umprojeto social, que procura a inclusão, a revalorização da dignidade de pessoas em situação de vulnerabilidade, resgatar a sua imagem pública, dar voz, criar visibilidade, e oferecer uma “experiência artística coletiva” que gere transformações pessoais e comunitárias.
É tudo isto que poderá ver no Sofitel Lisbon Liberdade, entre 5 de novembro e 5 de dezembro.
Exposição de Céu Guarda no Museu Nacional Soares dos Reis
“Ver sem pressa o que não me pertence”
25 outubro 2025 a 18 janeiro 2026
Nome de referência no panorama da fotografia portuguesa, Céu Guarda é autora da exposição "Ver sem pressa o que não me pertence", a inaugurar no Museu Nacional Soares do Reis, no próximo sábado, dia 25 outubro, pelas 15h00, com entrada livre.
Tendo curadoria de Rui Pinheiro, a exposição ficará patente até 18 janeiro 2026, com mecenato da Fundação Millennium bcp e apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR.
Na sequência de uma residência artística enquadrada no tema da programação anual do MNSR “Confluências e Criação”, Céu Guarda apresenta uma exposição assente em múltiplas dimensões de diálogo: o que se estabelece com as peças do Museu, das quais isola e fixa os planos captados pelo seu olhar; o que estabelece com os autores do Museu, na coincidência da prática do desenho académico e na atualização do meio pelo qual a exprime, a fotografia.
Retratos e fotografias de viagem dão conta do percurso de Céu Guarda por aqui. E de tudo o que trouxe de fora. São eles que revelam o oculto no lugar sem explicarem o propósito e deixando que a leitura do público complete, eventualmente, uma narrativa rarefeita.
A viagem está no centro de toda a deslocação neste espaço. Desde as obras da coleção até às reservas escondidas da luz e omissas ao visitante usual de onde Céu Guarda escolhe o que ver. Todos estes autores foram ver mundo. Encheram os olhos e o entendimento daquilo que era (e é) diferente de si retornando a posteriori essa alteridade em forma de produto artístico. Classificar o mundo, enumerá-lo, arrumá-lo, explicá-lo ou, pelo contrário, vê-lo pela trama da surpresa e do insólito, daquilo que é simplesmente do próprio. Ou então ser o resultado de se ter voltado um outro após a viagem ter obrigado a atenção a deter-se, sem pressa, naquilo que é de outro.
O movimento não para na obra, não se esgota na forma nem se ilustra com os objetos recolhidos do outro lado do mundo. O que fica, então? Ficam cadernos de apontamentos, desenhos apressados, esboços de paisagens, papéis metidos nos bolsos de forma inadvertida. “Ver sem pressa o que não me pertence” é a multi-expressão desse mistério repetido da descoberta que cada viagem permite retomar.
Céu Guarda nasceu em Mora e cresceu em Lisboa, onde vive. Estudou Fotografia e Pintura na AR.CO e na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa onde também desenvolveu projetos em vídeo. Começou a trabalhar na imprensa escrita por acaso, primeiro como ilustradora, depois como fotógrafa e, mais tarde, como editora de fotografia. Colaborou com várias publicações portuguesas e estrangeiras.
Foi co-fundadora do Coletivo Kameraphoto e da KGaleria com a qual trabalhou durante mais de uma década. Expõe regularmente e está representada dentro e fora do país.
É atualmente fotógrafa independente e ensina Fotografia, desenvolvendo projetos expositivos, individualmente ou em coletivo, através dos quais relaciona o seu trabalho com os lugares do mundo.