Ciclo de espectáculos nos dias 13, 20 e 27 de janeiro
Fado Tropical continua em destaque do programa de animação musical do Lounge D do Casino Estoril. Nani Medeiros, João Pita e Fernando Dalcin propõem uma nova abordagem musical que te conquistado os visitantes do Casino Estoril. O ciclo de espectáculos realiza-se, às terças-feiras, mais concretamente nos dias 13, 20 e 27 de janeiro, a partir das 22 horas. A entrada é gratuita.
O renovado espaço do Lounge D acolhe Fado Tropical, onde cada actuação revisita o samba-canção, o fado, o choro e até as mornas, criando um encontro vibrante entre saudade, ritmo e tradição, num ambiente elegante e intimista.
Nani Medeiros, João Pita e Fernando Dalcin constituem um trio de talentosos músicos que se complementam pelas suas diferentes formações e projectos, oferecendo uma viagem sonora pelo mundo da lusofonia.
O ciclo de espectáculos Fado Tropical prossegue, às terças-feiras, mais concretamente nos dias 13, 20 e 27 de janeiro, no Lounge D do Casino Estoril. O 1º set decorre das 22h00 às 22h45 e o 2º set das 23h15 às 00h00. A entrada é gratuita.
O Casino Lisboa propõe aos seus visitantes um novo programa de animação musical no Arena Lounge. Estarão em destaque, de quinta-feira a sábado, pelas 22h15, “Vozes de Portugal”, André Sarbib, Zoë Eitner e Diogo Beatriz Santos Duo. O cartaz é reforçado, às sextas-feiras e aos sábados, pelas 23h25, com os melhores sets de experientes DJ’s. Com entrada gratuita, a não perder, até ao final de janeiro.
É já na próxima quinta-feira, dia 8, que o duo “Vozes de Portugal" inicia um curto ciclo de três espectáculos que presta homenagem à época de ouro da música portuguesa, através da voz de Nuno Gonçalo de Matos e dos arranjos, ao piano, de Ernesto Rodrigues. Trata-se de um duo dinâmico que recorda nomes consagrados como, por exemplo, Paulo de Carvalho, Simone de Oliveira e Carlos do Carmo. Estarão em destaque "E Depois do Adeus", "Desfolhada", "Lisboa Menina e Moça", entre outras canções. O encontro está marcado, até sábado, dia 10.
André Sarbib é um dos músicos mais prestigiados da cena portuguesa na área do Jazz e não só. Para fundamentar essa evidência seria suficiente aludir aos grupos e bandas que integrou. Porém, o melhor atestado que este pianista autodidata pode exibir são as suas participações em shows e prestações com músicos de dimensão mundial. André Sarbib nasceu no seio de uma família de músicos. Filho do conceituado pianista francês Roger Sarbib, introdutor do estilo ‘’Big Band’’ em Portugal nas décadas de 40 e 50 do século XX. Voz e piano, André Sarbib actua de 15 a 17 de janeiro.
Zoë Eitner apresenta-se a solo no Arena Lounge, de 22 a 24 de janeiro. Estarão em destaque êxitos de estrelas da música internacional como Lana del Rey ou Chris Cornell. Serão três concertos intimistas ao piano, agendados para as 22h15. Zoë Eitner explora uma sonoridade mais próxima e emocional que cativa os espectadores. Filha da cantora Nicole Eitner e vocalista da banda "Would You Kindly", Zoë Eitner toca piano desde os 4 anos e traz essa experiência para um espectáculo onde a voz e o piano se unem de forma autêntica.
Com mais de uma década de experiência no panorama musical nacional, Diogo Beatriz Santos apresenta-se como um cantor versátil com um repertório extenso que abrange vários géneros como o jazz, soul, r&b, pop e world music. Diogo Beatriz Santos assume-se como um storyteller. É, sempre, acompanhado por músicos de excelência e nos quais confia a tarefa de tornarem possível os momentos únicos que proporciona aos espectadores. A não perder, de 29 a 31 de janeiro
Arena Lounge – Jukebox
O cartaz de animação musical prolonga-se às sextas-feiras e aos sábados, a partir das 23h25, com experientes DJ’s que escolhem os ritmos adequados para um serão repleto de animação no Arena Lounge. Com entrada gratuita o elenco é o seguinte:
DJ Sheri Vari no dia 9
Com um currículo extenso que se prolonga por mais de uma década atrás dos pratos, Mariana Cruz sintetiza a toda uma vasta experiência como residente de inúmeros espaços, bem como convidada frequente de tantos outros, num pseudónimo que evoca história, respeito, segurança descomplexada e conhecimento de causa.
DJ Al no dia 10
Alcides, também conhecido como DJ AL tem seguidores fiéis que confiam no seu apurado sentido (há discos que só ele tem e há discos que só ele tem coragem de tocar) e o gosto musical livre de preconceitos de estilo. Em actividade desde o início dos anos 90, passou pelo mítico movimento rave inicial e acompanhou o nascimento e crescimento da cena clubbing portuguesa. É produtor em projetos como o Deal e Slight delay.
DJ Mago no dia 16
MAGO é um DJ e produtor musical que combina o melhor do Melodic Oriental, Organic e Afro House criando uma viagem sonora intensa e emocional. Com influências orientais e étnicas, a sua música conecta o espiritual ao tribal, levando o público a uma experiência profunda, dançante e transcendental. Instagram: @i.am.mago
DJ John Holmes no dia 17
Um dos segredos mais bem guardados de Lisboa, John Holmes explora diversos géneros da música de dança do Funk à House onde o Disco é o centro das atenções numa combinação propositadamente old school: inesperada, inspirada e dinâmica, misturada com perspicácia e elegância tal como as suas camisas impecavelmente engomadas.
DJ Keaton no dia 23
Keaton é um DJ sem rótulos, cuja versatilidade musical tornou-o uma referência no panorama musical. A sua seleção musical refinada e técnica apurada onde combina elegância sonora com batidas envolventes, permitem-lhe criar atmosferas aliciantes. Com um repertório eclético que vai do deep house ao soulfull mais sofisticado, cria ambientes perfeitos para noites inesquecíveis.
DJ Hélder Russo no dia 24
Hélder Russo é natural de Lisboa e tem-se afirmado na cena clubbing pela sua imensa paixão pelo soul, jazz, funk, disco e pelas sonoridades por eles influenciadas, como o house e o techno de Detroit. O seu trabalho como produtor é reflexo disso: um leque de influências distintas, mas sempre com a música negra, nas suas mais variadas vertentes, como denominador comum. Desde o jazz, passando pelo soul, funk, pelo electro e new wave dos anos 80.
DJ Bruno Safara no dia 30
"Refugiado na música desde 2002, Bruno Safara começou a partilhar a sua paixão pela música por acaso. O seu trajeto musical tem sofrido muitas influências musicais, fruto da sua procura incessante de novas correntes musicais assim como a redescoberta de temas mais antigos, tendo passado como dj residente por alguns bares emblemáticos da noite lisboeta como o Estado Líquido em Santos e Frágil no Bairro Alto. Nos seus sets poderá ouvir-se as influências rock, funk, disco, house e tecnho, procurando sempre fazer pontes musicais entre o passado e o presente, sempre com os olhos postos no futuro."
DJ Pan Sorbe no dia 31
Viveu toda a agitação dos anos 2000 no Bairro Alto, onde tocou nos lugares mais emblemáticos como o Frémitus, Capela, Purex, Frágil, Clube da Esquina, Bicaense e ZDB. Foi residente no Lux durante sete anos com a noite mensal Fiasco. Destacam-se também outros clubes onde foi residente de norte a sul do país: Musicbox, Europa, Lounge, Alcantâra-Club, Maus Hábitos, Indústria, Plano B, Pitch. Passou por alguns dos principais festivais nacionais: Boom Festival, Super Bock Super Rock, Sudoeste, Sagres Surf Fest e Cosmopolis.
O Palácio Gama Lobo recebe, de 17 de janeiro a 14 de fevereiro, a exposição “Alfarroba: Memória(s) de uma Vida”, com inauguração marcada para dia 16 de janeiro, pelas 18h.
Neste momento será efetuada uma visita guiada por Carlos Moura, da Industrial Farense, contando com a presença de outros parceiros responsáveis pela exposição.
Esta iniciativa demonstra a interação entre a indústria e a agricultura, através de uma cadeia de valor que o homem retira da matéria prima bruta e que vai transformando a paisagem rural. Uma viagem que começa na terra e passa pelo produto e pela indústria que posicionou o Algarve no mercado mundial.
A exposição integra-se no trabalho que a Câmara Municipal de Loulé tem vindo a desenvolver no âmbito da Agenda de Sustentabilidade – Floresta, Biodiversidade e Desenvolvimento Rural do concelho de Loulé, e conta com a colaboração de várias entidades e promotores locais que pretendem que a alfarroba seja reconhecida como identidade deste território, sendo extensível a toda a região algarvia.
No âmbito da valorização deste recurso do território serão promovidas diversas atividades que pretendem vir a constituir a Rota da Alfarroba para que o concelho possa ser dinamizado desde a paisagem até à mesa, por agricultores, transformadores agroalimentares, pela restauração e turismo, para que residentes e visitantes reconheçam este território através de todos os sentidos: visão, olfato, paladar, audição e tato.
Assim, no dia 17 de janeiro, entre as 9h30 e as 13h00, terá lugar um passeio na envolvente da cidade de Loulé que pretende dar a conhecer alguns dos aspetos ligados à cultura e transformação da alfarroba. A participação é grátis, mas carece de inscrição até ao dia 15 de janeiro para gae@cm-loule.pt ou 289400829.
No próximo dia 30 de janeiro, pelas 18h30, na Biblioteca Municipal Sophia de Mello Breyner Andresen, em Loulé, o Ciclo de Conversas "Semear Hoje...Colher o Amanhã..." traz para o debate o tema da “Saúde e Suplementação Alimentar”. A médica Ana Cardoso vai dinamizar a sessão, desafiando o público a refletir sobre esta matéria.
Uma alimentação variada e equilibrada é a base para o bom funcionamento do organismo, fornecendo os nutrientes essenciais para a energia, a imunidade e a prevenção de doenças.
A suplementação alimentar pode ser um complemento útil quando existem carências nutricionais específicas, necessidades acrescidas ou fases da vida que exigem maior aporte de vitaminas e minerais.
Ana Cardoso é médica especialista em Medicina Familiar e Medicina Anto-Envelhecimento e Longevidade.
O Ciclo de Conversas "Semear Hoje...Colher o Amanhã..." é um programa, levado a efeito mensalmente, que desafia a população em geral a participar, refletir, partilhar e debater sobre variados temas relacionados com a saúde e bem-estar, com o objetivo de contribuir para a capacitação de cada cidadão e das famílias, na promoção da sua saúde e bem-estar.
À semelhança do que tem vindo a realizar-se nas sessões anteriores, durante a iniciativa os participantes poderão proporcionar aos seus filhos, com idade igual ou superior a 3 anos de idade, uma atividade dedicada à promoção do livro e da leitura, dinamizada pelos profissionais da biblioteca, mediante inscrição prévia.
“Glossolalia”: Uma viagem sensorial entre imagem, som e narrativa
Nova exposição de Joana Patrão e de Tiago Madaleno no Católica Art Center, Porto
A Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa apresenta ‘Glossolalia’, um projeto de criação artística de Joana Patrão e Tiago Madaleno, com curadoria de Nuno Crespo, que estará patente ao público de 15 de janeiro a 21 de fevereiro de 2026, no Católica Art Center, no Porto. A inauguração está marcada para 15 de janeiro, às 18h30, e é de entrada livre.
“Glossolalia”parte de uma premissa ficcional: a história de um casal que, incapaz de partilhar um lar, decide perseguir a ideia de casa através de uma viagem de automóvel, deslocando-se entre a monotonia da estrada e momentos de êxtase sinestésico.Entre imagens em movimento e paisagens sonoras, a obra explora o tempo, a narrativa e a partilha de experiência, oferecendo ao público uma travessia imaginária fragmentada e intensa.
O termo “glossolalia” - frequentemente associado a uma forma de fala em línguas desconhecidas - é aqui reinterpretado como metáfora para os estados de comunicação e incomunicabilidade que emergem nas experiências humanas. A instalação estabelece um diálogo entre linguagem cinemática e material sonoro, convidando o visitante a uma atenção sensível à relação entre som, imagem e memória.
Segundo o curador Nuno Crespo, diretor da Escola das Artes e curador desta exposição, “Glossolalia constrói-se como um território de escuta e de suspensão, onde imagem e som não procuram explicar, mas antes provocar estados de atenção e de deslocação. A obra convoca o espectador para uma experiência que se aproxima mais de um percurso interior do que de uma narrativa linear, questionando a própria ideia de comunicação, de casa e de partilha.”
As práticas artísticas de Joana Patrão e Tiago Madaleno encontram-se neste projeto. Tiago Madaleno, artista português com formação em Belas-Artes e uma prática que cruza pintura, vídeo e performance, tem mostrado trabalhos que refletem sobre a construção de mundos fictícios e o papel da imagem e do tempo nas experiências humanas. Joana Patrão tem desenvolvido projetos que exploram a presença, o corpo e as relações entre espaço, tempo e materialidade, frequentemente atravessando diferentes meios artísticos. Como um duo, têm vindo a trabalhar no projeto “Glossolalia”, onde recorrem ao universo dosroad-moviese do cinema para refletir sobre a representação de uma ideia de casal a partir das propriedades linguísticas e materiais de diferentes meios.
A exposição “Glossolalia” vai estar patente ao público na Sala de Exposições da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa até 21 de fevereiro de 2026.A Sala de Exposições da Escola das Artes faz parte do Católica Art Center que integra a Rede Portuguesa de Arte Contemporânea a nível nacional. De referir que além da Sala de Exposições, o Católica Art Center inclui mais dois espaços: o Auditório Ilídio Pinho, que tem programação semanal de cinema e encontros com artistas; e a Blackbox mais vocacionada para as artes performativas.
24 de Janeiro na Livraria Galeria Municipal Verney*, com início às 15h00
Fernando Pessoa e outros escritores portugueses de referência chegam a Oeiras numa série de seis conferências comparatistas do escritor e investigador literário Ricardo Belo de Morais, com o início do ciclo literário “Fernando Pessoa et apresentado na Livraria Galeria Municipal Verney, em Oeiras.
O objectivo destes encontros é dar nota das ligações entre a obra de Fernando Pessoa e a de escritores portugueses (1) que o antecederam; (2) que foram seus contemporâneos; (3) ou que foram, posteriormente, beber à sua obra.
O calendário abre no Sábado 24 de Janeiro, às 15h00, com a conferência dedicada às influências da obra de Camões em Fernando Pessoa e às ligações que o poeta de «Mensagem» criou com o autor d’ «Os Lusíadas».
A influência de Camões em Pessoa é clara e notória – especialmente em «Mensagem», o único livro em português que o poeta publicou em vida, em 1934. Mas vai muito para além disso. O nome de Luís de Camões é destacado no polémico ensaio literário que marcou a primeira grande intervenção pessoana na imprensa escrita de Portugal (1912) e num dos últimos textos que Pessoa publicou em vida (1935), assinado pelo heterónimo Álvaro de Campos. Pelo meio, ficaram múltiplas ligações pessoanas com o “pai” que se venera, o fantasma que intimida e o herói que é preciso destronar.
Fernando Pessoa teve, toda a vida, em Camões, uma figura tutelar. É isso mesmo que se mostra, neste primeiro de seis encontros “Fernando Pessoa et al.” em Oeiras.
A segunda conferência do ciclo “Fernando Pessoa et al.” na Livraria Galeria Municipal Verney já tem data marcada: será no Sábado dia 14 de Março, às 15h00, com Fernando Pessoa e Sophia de Mello Breyner Andresen.
A 23 de janeiro, pelas 18h00, a Biblioteca Municipal de Loulé Sophia de Mello Breyner Andresen recebe a apresentação do livro “Rosa”, de Sónia Balacó, numa iniciativa organizada no âmbito do programa da Algarve Film Week.
Sónia Balacó é atriz, poeta e realizadora. Em 2015 lançou o seu primeiro livro, “Constelação”. Em 2024, publicou o seu segundo livro, “Rosa”, e estreou “PRISMA”, série de que é realizadora, argumentista e produtora.
“Rosa” foi lançado a 10 de dezembro de 2024 pela Mercúrio Ondulado. Reúne textos que Sónia Balacó escreveu entre os 18 e os 30 anos de idade. Esses textos são revisitados pela autora, numa espécie de “diálogo-duelo” entre o passado (a juventude) e o presente. Combina diferentes géneros literários: há prosa e poesia e é descrito como “uma despedida da juventude” e também como “um grito de libertação”. A frase “Só existe vida em retrospetiva” surge como lema da obra.
Numa parceria com o CEARTE – Centro de Formação Profissional para o Artesanato e Património, o Município de Loulé irá levar a cabo um Curso de Cerâmica Criativa (formação certificada – nível 4), destinado a pessoas em situação de desemprego, inscritas no IEFP. Com início previsto para 27 de janeiro e término a 20 de março, o curso terá lugar na sede do Loulé Criativo, situada no Palácio Gama Lobo, em Loulé.
Em regime de formação modular, num total de 200 horas, esta iniciativa decorrerá de terça a sexta-feira, das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00, e será orientada pela ceramista Bernadette Martins.
O curso destina-se a desempregados entre os 18 e os 65 anos, subsidiados ou não, inscritos nos Serviços de Emprego do IEFP, independentemente das habilitações escolares, e inclui apoios sociais, nomeadamente bolsa de formação, subsídio de transporte, subsídio de refeição e seguro de acidentes pessoais.
O plano curricular integra cinco unidades de formação, focadas na execução, decoração e cozedura de peças cerâmicas de pequeno porte.
Ao longo da formação, os formandos irão desenvolver competências na criação de peças cerâmicas originais, desde a conceção do projeto até à execução final, incluindo: técnicas de modelação com rolos e lastras; criação de relevos e texturas; decoração com vidrados; enfornamento e controlo do processo de cozedura.
A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia e a um processo de seleção, especialmente em caso de elevado número de candidaturas. Será dada preferência a residentes no concelho de Loulé.
As inscrições devem ser efetuadas na plataforma myCEARTE, disponível em www.cearte.pt
Rosa Gonçalves dinamiza, no dia 3 de fevereiro, pelas 14h30, na Biblioteca Municipal Sophia de Mello Breyner Andresen, em Loulé, uma Oficina de Narração Oral.
Este será um momento para dar um mergulho de mãos dadas com contos tradicionais e/ou autorais, poesias, músicas que nos inspiram e que se pretende partilhar.
Esta oficina tem como matriz o caminho que os profissionais de narração oral trilham, conscientes do seu papel de transmissores de valores humanos, como a busca de textos, comparação de versões, simbologia possível, o seu tratamento e filtragem pessoal, interiorização e partilha com o outro.
Rosa Gonçalves é licenciada em Humanidades. Sempre se cercou da palavra contada, cantada, declamada, que tão bem alimenta a liberdade de voar, mergulhar, florir ou trovejar e ventar.
A participação é gratuita mas é necessária uma pré-inscrição para:
A Casa Oxente, em colaboração com a Casa América Latina, apresenta A Nordeste do Nordeste, exposição com curadoria de Wilame Lima, que propõe um deslocamento do olhar sobre produções artísticas associadas ao Nordeste brasileiro.
A mostra parte das obras e de suas autorias para questionar enquadramentos geográficos e identitários recorrentes, colocando em primeiro plano visões de mundo singulares. Em vez de tratar o Nordeste como categoria fixa ou representação cultural, a exposição entende o território como uma camada possível entre outras — sem reduzir a complexidade dos trabalhos apresentados.
Reunindo pinturas, esculturas e fotografias, o percurso expositivo privilegia o encontro direto com as obras e convida o público a uma experiência menos explicativa e mais atenta. Algumas das autorias produzem hoje em Lisboa; outras, a partir do Brasil, evidenciando o deslocamento como condição central da exposição.
A abertura acontece no dia 27 de janeiro, às 18h, na Casa América Latina, em Lisboa. A entrada é gratuita.
Serviço
Abertura: 27 de janeiro, às 18h
Local: Casa América Latina — Av. da Índia 110, Lisboa
A Comunidade de Leitores de Quinta do Anjo “Estendal de Livros” e o Município de Palmela promovem uma sessão especial com a escritora Ana Margarida de Carvalho no dia 14 de fevereiro, às 16h00, na Biblioteca Municipal de Palmela.
A conversa com leitoras/es, com entrada livre, assinala o segundo aniversário desta Comunidade de Leitores e conta com a presença da autora para abordar o seu último romance “A chuva que lança a areia do Saara”.
Ana Margarida de Carvalho
A escritora e jornalista venceu por duas vezes o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (Que importa a fúria do mar e Não se pode morar nos olhos de um gato). Foi galardoada com o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco (Pequenos delírios domésticos), finalista do Prémio Oceanos e do Prémio da União Europeia para a Literatura (O gesto que fazemos para proteger a cabeça) e do Prémio PEN Clube Português (Cartografias de lugares mal situados). “A chuva que lança a areia do Saara” marca a estreia da autora na Companhia das Letras, que republicará toda a sua obra.
O Polo Museológico da Água, em Querença, apresenta no próximo dia 17 de janeiro, pelas 15h00, uma tertúlia dedicada a Filipa Faísca, figura incontornável da cultura popular de Querença. O encontro pretende ser um momento de partilha de memórias e reconhecimento público pela sua dedicação à preservação da identidade local.
Integrada nas celebrações do mês das Janeiras, esta iniciativa reúne as gentes de Querença para uma conversa em torno da vida e obra de uma mulher que é, simultaneamente, artesã, poeta popular, contadora de histórias e cantadora de tradições, memória viva de um Algarve de outros tempos.
Esta não será apenas uma homenagem, mas também um espaço de diálogo onde o público é convidado a participar ativamente, partilhando as suas próprias vivências e histórias, num ambiente que celebra a água e a terra como elementos centrais da vida em Querença.
AFundação de Serralves e a Fundação EDPapresentamMeteorizações, um projeto de grande escala que marca a estreia de uma apresentação antológica da obra deFilipa César e que afirma um momento decisivo no percurso da artista, reunindoum vasto conjunto de trabalhosdesenvolvidos ao longo deuma década e meia.
Com curadoria deInês Grosso ePaula Nascimento, a exposição resulta de um processo de 15 anos de pesquisa artística, intelectual e colaborativa, alimentado por deslocações sucessivas e por um envolvimento profundo com a Guiné-Bissau. O projeto aborda materiais fílmicos e documentais, práticas de circulação de imagens e modos locais de cuidar da memória visual, dialogando com o pensamento político e cultural de Amílcar Cabral, figura central do anticolonialismo do século XX.
O título da exposição remete para uma noção oriunda da geologia, reinterpretada por Cabral, que entende a terra como produto de forças naturais e de dinâmicas históricas e políticas em permanente mutação. Esta ideia serve de ponto de partida para refletir sobre arquivos frágeis, saberes em risco de desaparecimento e lacunas da história. A exposição propõe que é precisamente a partir desses desgastes e ausências que podem emergir novas leituras, ativações e possibilidades de transmissão, sublinhando a ligação entre lutas de libertação, território e responsabilidade coletiva.
O percurso expositivo integra filmes, documentos e materiais inéditos, desde obras iniciais como The Embassy, realizada em 2011, até produções mais recentes. Em vez de uma narrativa linear, a exposição constrói relações transversais entre diferentes tempos, suportes e contextos, convidando o público a pensar criticamente o passado colonial e as suas reverberações no presente.
Meteorizaçõesé também uma celebração do trabalho colaborativo que marca a prática artística deCésar, dando visibilidade às redes que criou com comunidades, curadores e intelectuais, cineastas, artistas e investigadores como Sana na N’Hada, Sónia Vaz Borges, Marinho de Pina, Louis Henderson,et al. Dessa forma, a exposição subverte o formato tradicional de retrospetiva ao privilegiar processos coletivos de investigação, restituição e releitura de arquivos, uma abordagem particularmente pertinente num tempo de ascensão da extrema-direita e de reconfiguração das memórias coloniais na Europa, em que o passado é frequentemente instrumentalizado e simplificado. Ao afirmar a história como um processo comum e em transformação, a exposição reivindica a complexidade dos seus legados e a necessidade de os repensar coletivamente.
A conceção espacial, desenvolvida em colaboração com o atelier de Mariana Mateus Barbosa, assume um papel estruturante na leitura do conjunto. A escolha de materiais como blocos de cânhamo e outros elementos de origem natural reforça a dimensão ecológica e política do projeto, em sintonia com o interesse da artista pelas relações entre solo, território e memória. A experiência é complementada por uma paisagem sonora original de João Polido Gomes, criada especificamente para cada espaço e pensada como um elemento de diálogo sensível com as obras, contribuindo para uma vivência imersiva da exposição.
// Mecenas Fundação EDP sublinha percurso singular de Filipa César
AFundação EDP salienta o "percurso artístico internacional, tão singular quanto relevante, privilegiando no seu trabalho interdisciplinar os campos do cinema e das artes visuais. A sua obra confronta-nos recorrentemente com questões da nossa memória coletiva e do nosso tempo, com um foco muito particular nos temas relacionados com o colonialismo português e as suas repercussões.
É por isso, acrescenta oMecenasdeMeteorizações,que "é com enorme satisfação que aFundação EDPse associa, enquanto Mecenas, a esta sua exposição antológica noMuseu de Arte Contemporânea de Serralves. Com esta colaboração, a Fundação EDP assinala a sua relação histórica com a Fundação de Serralves e o compromisso comum das duas instituições com a arte contemporânea, convictas do seu papel fundamental na construção de uma sociedade mais plural, atenta e sensível às questões essenciais dos dias de hoje.
// Publicação inédita acompanha exposição
A exposição inclui ainda uma publicação inédita, com design de Barbara says e coordenação de Amarante Abramovici, reunindo um arquivo de ensaios, conversas, correspondência que acompanhou este processo nos últimos 15 anos.
Produzida pelaFundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, a exposição tem curadoria de Inês Grosso, curadora-chefe doMuseu de Serralves, e de Paula Nascimento.
Estará patente de16 de janeiro a 31 de maio de 2026.
// Sobre Filipa César
Filipa César (Porto, 1975) é cineasta, investigadora, educadora e organizadora comunitária. Interessa-se pelas fronteiras fluídas entre o cinema e a sua receção, pelas políticas e poéticas da imagem em movimento e pelas práticas arquivísticas. Desde 2011, César tem vindo a investigar coletivamente a prática de cinema militante e a agropoética do Movimento de Libertação Africano na Guiné-Bissau, através da produção de oficinas, arquivos, textos, filmes, performances, publicações e encontros comunitários. Com cine-afinidades e alianças, iniciou o projeto arquivístico experimental luta ca caba inda no âmbito dos projetos de investigação Living Archive (2011-2013) e Visionary Archive (2013-2015) do Arsenal – Institute for Film and Video Art, em Berlim. César foi cofundadora da Abotcha – Mediateca Onshore em Malafo (Guiné-Bissau) em 2018 e ocupa o professorado de Time-based Media e Performance na HfG Karlsruhe desde 2023. Co-organizou vários encontros, incluindo o workshop e publicação Anti-colonial Records com a Archive Books, e o campo de treino antirracista O Que Fazer Junto. César estreou o seu primeiro filme-ensaio de longa-metragem, Spell Reel, na secção Forum da Berlinale em 2017. Os seus filmes e instalações foram apresentados mundialmente em festivais e museus como Gasworks, Londres; Seminário Flaherty e MoMA, Nova Iorque; Forum e Forum Expanded da Berlinale; Fundação Gulbenkian, Lisboa/Paris; Harvard Art Museum, Boston; SAVVY Contemporary e HKW, Berlim; e GfZK, Leipzig, entre outros.
Nos dias 18 e 25 de janeiro, no Lounge D, às 22 horas
. DJ Chenandoah inicia o programa de animação, às 19 horas
É já no próximo domingo, dia 18 de janeiro, pelas 22 horas, que Raquel Martins se apresenta no Lounge D para recuperar numerosos êxitos da música soul. “I put a spell on you”, de Nina Simone, será um dos temas a não perder. Raquel Martins regressa, ainda, no domingo seguinte, 25 de janeiro, sendo acompanhada pela banda residente do Casino Estoril. Logo pelas 19 horas, o programade animação inicia-se com uma DJ Session que terá como protagonista Chenandoah. A entrada é livre.
Raquel Martins actua a partir das 22h00
Raquel Martins reencontra-se com os visitantes do Casino Estoril para recriar numerosos clássicos da música soul. Numa antevisão sobre os espectáculos agendados para o Lounge D, Raquel Martins revela: “Serão duas noites dedicadas à música soul. Estarão em destaque grandes clássicos como, por exemplo, “I’d rather go blind”, de Etta James ou “I heard It through the grapevine”, de Marvin Gaye”.
Apaixonada pelo mundo da música, Raquel Martins cresceu a ouvir e a admirar as vozes das grandes divas do soul que se tornaram uma referência para si. São verdadeiras estrelas que inspiraram Raquel Martins na participação de vários projectos de relevo no meio artístico nacional.
DJ Chenandoah actua a partir das 19h00
DJ e Produtor musical, Chenandoah apresenta-se, aos domingos, no Lounge D, distinguindo-se pelo seu estilo musical abrangente, mas predominante em Soulful House, Disco House e Latin House.
Fica disponível esta 6ª Feira o temaRun Come Rally, o segundo single de avanço para o álbumSoon After Dawn, a estreia em longa-duração deCalcutá,com seloOvo Estrelado.
Run Come Rallysucede aEterno Retorno, o single que anunciou o disco de Calcutá, a editar a 23 Janeiro.
Esta canção é uma versão da original doDadawah, adaptada por mim para guitarra em 2018, depois de ter estado algumas horas em transe a tentar inventar uma forma de tocar aquele riff de baixo incrível, num estilo de fingerpicking. Cada vez que toco esta música sinto-me conectada a algo profundamente misterioso — em mim e em toda a gente. Faz-me lembrar, através do som, da melodia e da repetição, essa essência crua e primordial de estar viva, de ser capaz de sentir neste mundo. Esta versão de estúdio com o Luís Barros na bateria ganhou toda outra dimensão. Espero que ressoe! - Teresa Castro
Agenda:
6ª Feira, 16 Jan. - Entrevista live naRádio Jardim-inspirations behind the record Soon After Dawn |18h-19h | Entrada Livre
DJ Keaton no dia 23, e DJ Helder Russo, no dia 24, pelas 23h25
Zoë Eitner actua, de 22 a 24 de janeiro, a partir das 22h15, no Casino Lisboa. Zoë Eitner protagoniza três concertos intimistas ao piano, privilegiando êxitos de estrelas da música internacional como Lana del Rey ou Chris Cornell. A noite prossegue, pelas 23h25, na sexta-feira, 23, com DJ Keaton; e no sábado, 24, com DJ Helder Russo, que selecionam os melhores sets até de madrugada. A entrada é gratuita.
Zoë Eitner nos dias 22, 23 e 24
Zoë Eitner apresenta-se a solo no Arena Lounge explorando uma sonoridade mais próxima e emocional que cativa os espectadores. Filha da cantora Nicole Eitner e vocalista da banda "Would You Kindly", Zoë Eitner toca piano desde os 4 anos e traz essa experiência para um espectáculo onde a voz e o piano se unem de forma autêntica.
DJ Keaton no dia 23
Keaton é um DJ sem rótulos, cuja versatilidade musical tornou-o uma referência no panorama musical. A sua seleção musical refinada e técnica apurada onde combina elegância sonora com batidas envolventes, permitem-lhe criar atmosferas aliciantes. Com um repertório eclético que vai do deep house ao soulfull mais sofisticado, cria ambientes perfeitos para noites inesquecíveis.
DJ Hélder Russo no dia 24
Hélder Russo é natural de Lisboa e tem-se afirmado na cena clubbing pela sua imensa paixão pelo soul, jazz, funk, disco e pelas sonoridades por eles influenciadas, como o house e o techno de Detroit. O seu trabalho como produtor é reflexo disso: um leque de influências distintas, mas sempre com a música negra, nas suas mais variadas vertentes, como denominador comum. Desde o jazz, passando pelo soul, funk, pelo electro e new wave dos anos 80.
AFundação INATELem parceria com aGaleria Aqui d’el Arte, inaugura no próximo dia23 de janeiro de 2026pelas 18 horas, uma exposição coletiva de escultura com o título “Entrelaços”, de obras da autoriade Filipe Mirante, Jorge Freire e Iolanda Caires.
“Entrelaços” convoca o mármore, recurso emblemático do Alentejo e classificado como Rocha Património Mundial, enquanto elemento central da identidade cultural e económica da região.
A exposição está patente ao público noMuseu e Galeria INATEL | Palácio Barrocal, em Évora até 31 de março de 2026, espaço de referência histórica cuja arquitetura integra o mármore como elemento identitário.
A apresentação do novo disco de Marco Oliveira, "Caminho é quanto fica da viagem", com produção de José Peixoto, realiza-se no atmosfera m, o espaço cultural do Montepio Associação Mutualista, em Lisboa, a 27 de janeiro.
A obra dá voz a alguns dos mais importantes poetas portugueses do século XX, entre os quais Sophia de Mello Breyner Andresen, Sebastião da Gama, Eugénio de Andrade, Miguel Torga, entre outros.
O músico, cantor e compositorMarco Oliveiraapresenta o seu novo disco de originais,Caminho é quanto fica da viagem, no próximo dia27 de janeiro, às18h30, naatmosfera m, espaço cultural do Montepio Associação Mutualista, em Lisboa. A entrada é livre, mediante confirmação prévia.
Este é o quarto álbum de estúdio de Marco Oliveira e conta com produção e arranjos de José Peixoto, um dos mais destacados guitarristas portugueses, reconhecido pelo seu trabalho em nome próprio e pela colaboração com o grupo Madredeus. O disco resulta de uma cumplicidade artística aprofundada entre os dois músicos, dando continuidade a uma parceria iniciada com o álbumRuas e Memórias(2019), amplamente elogiado pela crítica.
Caminho é quanto fica da viagemconstitui um encontro entre música e poesia, dando voz a alguns dos mais relevantes poetas portugueses do século XX, entre os quais Sophia de Mello Breyner Andresen, Sebastião da Gama, Eugénio de Andrade e Miguel Torga. A obra constrói uma narrativa inspirada na vida de António dos Santos, marinheiro e fadista que personifica as histórias, a memória e a nostalgia do mar, elementos centrais da identidade cultural portuguesa.
Este novo trabalho representa uma imersão na herança poética e musical nacional, explorando a memória litoral e o património das canções marítimas, afirmando-se como um contributo singular para a valorização da cultura portuguesa contemporânea.
ParaRita Pinho Branco, diretora de Comunicação, Marketing e Digital doMontepio Associação Mutualista,“Apoiar a cultura e os artistas nacionais que exploram a nossa identidade é um dos pilares da nossa atividade. O novo trabalho de Marco Oliveira, pela sua enorme sensibilidade e pela forma como se debruça sobre a nossa herança poética e marítima, representa o tipo de projeto de excelência que nos orgulhamos de acolher e apresentar no atmosfera m. É uma honra fazer parte desta viagem.”
Data:27 de janeiro, 18h30
Local:Rua Castilho, nº 5, em Lisboa, com entrada livre
17 fevereiro, 15h - DJ no Parque Quinta da Granja, Benfica
Trio Elétrico: Banda Axé Babá garante espírito do Carnaval do Brasil
Grande Desfile: Parque Quinta da Granja até à Estação do Metro Amadora Este (Falagueira - Venda Nova)
Numa organização conjunta da Junta de Freguesia de Benfica e da Junta de Freguesia de Falagueira/Venda Nova (Amadora) e produzido pela Timbre Comunicações, esta segunda edição doCarnavalEntre Portas promete repetir o sucesso de 2025, quando o trio elétrico mobilizou centenas de foliões, enchendo as ruas de alegria. A folia repete-se, então, na terça-feira de Carnaval (17 de fevereiro), arrancando deBenfica e estendendo-se à vizinha Amadora.
A concentração está marcada para às 15h, no Parque Quinta da Granja, em Benfica, onde se começa a aquecer ao som do DJ. A seguir, aBanda Axé Babálidera o cortejo pela Avenida do Colégio Militar, passa pela Estrada de Benfica, depois pela Avenida Elias Garcia, até chegar à estação do Metro Amadora Este, na Amadora, onde se prevê que chegue por volta das 17h30.
A passagem desta festa pelas ruas ligando as duas freguesias é uma verdadeira celebração, mostrando que o Carnaval pode ser vivido com muito espírito de comunidade e diversão.
O Carnaval de rua em Lisboa está a viver um grande crescimento, com o surgimento de novos blocos, que se juntam aos antigos para colorir as ruas da cidade com sua irreverência, cores, fantasias e alegria.
A banda brasileiraAxé Babá,já agita os Carnavais de Portugal há alguns anos, tendo dado provas da sua capacidade de animação e mobilização em 2025, quando integrou o trio deste mesmoCarnaval EntrePortas. Formada por músicos da Bahia (Brasil), a residir em Portugal, traz a grande experiência dos trios elétricos de Salvador e promete agitar a malta com o axé music, género musical que simboliza o Carnaval da Bahia, criado há mais de 40 anos, e que vem atraindo e marcando sucessivas gerações.
Axé Babáapresenta temas marcantes notabilizados por intérpretes como Ivete Sangalo, Banda Eva, Banda Cheiro, Daniela Mercury, Carlinhos Brown e tantos outros, entre os quais se podem destacar, por exemplo,“Eva” (da Banda Eva) - um dos maiores sucessos da história do Carnaval, eternizado na voz de Ivete Sangalo; “We Are Carnaval” (Daniela Mercury) - um hino dos anos 1990 que levou o Carnaval baiano para o mundo… ou “Baianidade Nagô” (Banda Mel) - música emblemática que celebra a identidade cultural da Bahia, entre tantas outras músicas que esbanjam muita alegria.
De 23 de Janeiro a 28 de Março, Dino D`Santiago apresenta “Portal do Retorno”, uma exposição que reflete o espaço de memória, escuta e reconhecimento, na Galeria Underdogs (Lisboa). Durante o período de exibição da exposição, estará disponível todos os sábados uma programação cultural que inclui um ciclo de cinema seguido de conversas.
O Portal do Retorno foi algo que se manifestou durante a madrugada, enquanto estas obras foram nascendo entre uma da manhã e as seis da manhã.” - Dino D’Santiago
Da total autoria de Dino D’Santiago, a exposição é um resultado da expansão artística, com inspiração na memória do tráfico transatlântico de pessoas africanas, criada no contexto dos 50 anos de independência de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. Com 30 obras apresentadas, realizadas a tinta da China sobre papel e cartão colorido, Dino D’ Santiago aplica um traço contínuo, sem interrupções, onde fragmentos de rostos emergem como memórias incompletas. Os fundos de cores vivas são um gesto consciente de ressignificação da expressão “pessoa de cor”, afirmada aqui como território de potência, pluralidade e presença.
Estará também disponível uma serigrafia de edição limitada, criada a partir de uma das obras apresentadas em exposição, no dia de inauguração da exposição (23 de janeiro de 2026 às 16h no website e loja física da galeria Underdogs).
Para além da exposição, a Galeria Underdogs apresenta um programa cultural que inclui de 7 de fevereiro, 28 de fevereiro, 14 de março e 28 de março (data da finissage), um ciclo de cinema seguido de conversas. A finissage será conta com a presença do artista num momento de convívio e encerramento do projeto.
Dino D’Santiago construiu um percurso ímpar no cenário cultural português. Um artista multifacetado, distinguido com Medalha de Mérito Cultural atribuída pelo Ministério da Cultura português, prémio GQ Portugal como Homem do Ano (Man of The Year) na categoria de Música, Globo de Ouro de Melhor Interprete, Prémio Play de Melhor Artista Solo, Melhor Artista Masculino, Melhor Álbum e Medalha de Mérito - Grau Ouro atribuído pela Câmara Municipal de Loulé, entre outros. O artista continua a criar a sua narrativa, tornando-se um dos principais protagonistas da cultura contemporânea em Portugal.
Abertura: 23 de janeiro de 2026 (19h - 21h) Datas: 23 Janeiro a 28 Março Local: Underdogs Gallery, Lisboa - R. Fernando Palha 56, 1950-132 Lisboa Horário: Terça a Sábado, 14h – 19h | Entrada gratuita
A Galeria Beltrão Coelho recebe a exposição “Em Busca do Verde Perdido”, da artista Fátima Branquinho, no próximo dia 22 de janeiro de 2026. A exposição estará patente até 19 de fevereiro de 2026.
A 22 de janeiro de 2026 a Galeria Beltrão Coelho inaugura a sua primeira exposição de 2026, onde o verde e a vegetação são os protagonistas. A exposição “Em Busca do Verde Perdido”, de Fátima Branquinho, estará patente até 19 de fevereiro, convidando o público a uma reflexão.
Nesta exposição, com o verde como cor dominante e o ambiente como tema central, Fátima Branquinho convida o público a refletir sobre a necessidade urgente de restabelecer o equilíbrio entre a natureza e a humanidade, um tema que se revela particularmente relevante nos dias de hoje. Depois de ter participado numa exposição conjunta com Bela Branquinho, a artista apresenta agora um novo projeto na Galeria Beltrão Coelho.
São, ao todo, 22 obras, a óleo sobre tela, criadas na sua maioria em 2024 e 2025, caracterizando-se pelas cores ricas, texturas e luminosidade, explorando as formas e cores do mundo vegetal, propondo uma conexão com a paisagem natural que nos rodeia e aos poucos fomos deixando para trás.
“É com enorme satisfação que recebemos Fátima Branquinho na nossa Galeria, ainda para mais, com um tema tão atual e pertinente como a relação da humanidade com a natureza e com o ambiente que a envolve. A arte deve também desempenhar este papel de sensibilização e promover a reflexão, e esta exposição cumpre ambos os papéis na perfeição.”– refereAna Cantinho, Diretora-Geral da Beltrão Coelho.
“Em Busca do Verde Perdido” estará em exposição na Galeria Beltrão Coelho, podendo ser visitada de 22 de janeiro a 19 de fevereiro, com entrada livre.
Exposição:“Em Busca do Verde Perdido” Artista:Fátima Branquinho Local:Galeria Beltrão Coelho, Lisboa Datas:22 de janeiro a 19 de fevereiro de 2026 Entrada:Livre
Inaugura na próxima sexta-feira, 23 de janeiro, pelas 18h, a exposição “Geografias da Água”, patente ao público até 14 de março, na Galeria de Arte do Convento do Espírito Santo, em Loulé. Esta iniciativa, no âmbito do projeto DESAGUAR, conta com trabalhos de Ana Maria Pintora, Bertílio Martins, João Amado, Margarida Andrade, Milita Doré e Patrícia Oliveira.
DESAGUAR é um projeto de criação, mediação e circulação artísticas que atravessa margens e desafia centros, unindo três territórios cuja identidade se entrelaça com a água — Vila Nova de Cerveira, Loulé e São Miguel — através de uma rede de relações e pontes entre práticas artísticas e contextos periféricos.
Propõe uma aproximação plural à água: como presença simbólica, recurso ecológico e canal de deslocamento — físico, afetivo ou identitário. Presente em rituais, cosmologias e na geografia dos corpos e das paisagens, a água carrega um poder simbólico que atravessa culturas. Em DESAGUAR, essa dimensão entrelaça-se com as urgências do presente, por meio de práticas que pensam com os lugares e os fluxos — visíveis e invisíveis — que os moldam.
Através de residências, oficinas e exposições, seis artistas mergulham em territórios alheios para habitar os seus ritmos e tempos, criando a partir de fontes — materiais e imateriais — que definem cada lugar. As obras resultantes são depósitos sensíveis de histórias e inquietações, onde a geopoética do projeto convoca tanto o gesto da subsistência como a solenidade do ritual. Aqui, DESAGUAR subverte a dicotomia entre centro e periferia, propondo um pensamento fluido e um circuito de escuta onde a água deixa de ser cenário para se tornar agente e linguagem comum.
DESAGUAR é coordenado pela Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC), em parceria com o Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas (A-CAC) e as Galerias de Arte Municipais de Loulé, com o apoio da RPAC – Programa de Apoio a Projetos 2023.
A curadoria do projeto é de Mafalda Santos (FBAC), João Serrão e Mirian Tavares (Loulé) e Jesse James (A-CAC).
A exposição pode ser visitada de terça-feira a sábado, entre as 10h00-13h30 e 14h30-18h00. A entrada é livre.
O que fazer quando alguém de quem gostamos nos começa a esquecer?
A pergunta é o mote para «O avô tem uma borracha na cabeça», um espetáculo de teatro para famílias, apresentado pela Companhia Certa, no próximo sábado, 24 de janeiro, às 11hh0, no Cine Granadeiro.
Baseado no livro homónimo de Rui Zink e Paula Delecave, o espetáculo traz à cena a complexidade das relações familiares diante das adversidades do esquecimento e da demência. Este trabalho artístico mergulha no universo dos sentimentos e desafios enfrentados pelas famílias que convivem com idosos acometidos por condições como a doença de alzheimer e outras demências, destacando como a arte, e mais especificamente o teatro, pode ser um meio poderoso para favorecer o diálogo e a empatia.
O que fazer quando alguém de quem gostamos nos começa a esquecer?
Esta é a história da amizade entre um avô que lentamente vai perdendo as memórias e o neto inventor que se dedica a descobrir uma cura.
Através da sensibilidade de uma criança, chega-nos a lição mais importante: o amor é mais forte do que o esquecimento.
Com Interpretação de Eduardo Faria e Joana Santos, esta criação artística junta teatro, marioneta pelo marionetistaMigvel Tepese música ao vivo com Aníbal Andrade.
De 23 de janeiro a 17 de março, a Biblioteca Municipal Sophia de Mello Breyner Andresen, em Loulé, recebe a Exposição "Os livros objeto de Marco Taylor".
Entre planificações, esboços, maquetas e os próprios livros, Marco Taylor dá a conhecer o seu processo criativo, mostrando alguns dos seus livros-objeto.
Marco Taylor nasceu em 1973 e cresceu na Portela de Sacavém. Professor de Educação Visual e Educação Tecnológica (atualmente apenas se dedica aos livros e à ilustração) é também Formador de Professores. Frequentou a Escola Secundária Artística António Arroio e a Escola Superior de Educação de Beja.
Realiza exposições coletivas e individuais de pintura, escultura e ilustração desde 1995. Foi o criador e o diretor do Animatu - festival internacional de cinema de animação digital, que se realizou em Beja durante vários anos. Inventor de histórias com palavras e desenhos, escreve e ilustra os seus livros desde 2013. Privilegia o livro ilustrado e o livro-objeto nas suas criações. Tem vários livros recomendados pelo Plano Nacional de Leitura.
No próximo dia 24 de janeiro, pelas 15h00, o Polo Museológico Cândido Guerreiro e Condes de Alte será o palco de uma homenagem pública a Sofia Belchior, a última intérprete viva do grupo “Velhos da Torre”. A iniciativa, organizada pelo Museu Municipal de Loulé, assinala o mês das Janeiras com um profundo reconhecimento à preservação do património sonoro da Serra algarvia.
Nascida no sítio da Torre, na freguesia de Alte, Sofia Belchior personifica a resistência da cultura popular. Como única representante atual do repertório dos "Velhos da Torre", o seu papel tem sido vital para que as modas, os cantares e a identidade deste território não se percam no tempo.
Originário do interior do concelho de Loulé, o grupo tornou-se uma referência incontornável no estudo e na divulgação da música tradicional portuguesa. A sua sonoridade crua e autêntica transporta consigo a história das gentes da serra, as suas vivências e a sua ligação à terra.
Esta homenagem pretende ser um momento de partilha de memória e celebração da vida. O evento convida a comunidade a juntar-se num gesto de gratidão a quem se dedicou a manter o cancioneiro local audível para as gerações futuras.
Como guardiã viva desta herança cultural única, a sua memória é um tesouro que importa celebrar. No mês das Janeiras, o Museu Municipal de Loulé presta-lhe uma justa homenagem.
Esta será uma tarde de homenagem, memórias e partilha de tradições trazidas pela guardiã viva desta herança cultural única. A sua memória é um tesouro que importa celebrar.
O Forum Madeira acolhe, entre os dias 22 e 25 de janeiro, um conjunto de iniciativas de promoção e divulgação do Ténis de Mesa, em parceria com a Associação de Ténis de Mesa da Madeira e a Federação Portuguesa de Ténis de Mesa, aproveitando a estreia do filme“Marty Supreme”.
Inspirado no percurso de Marty Reisman, uma lenda norte-americana do Ténis de Mesa, o filme serve de mote para aproximar o grande público da modalidade federada, destacando o seu elevado nível técnico, competitividade e espetáculo, frequentemente confundidos com a prática recreativa do “ping-pong”.
Ao longo de vários dias, o Forum Madeira será palco de sessões de demonstração com atletas federados de diferentes clubes, bem como de momentos de experimentação da modalidade, envolvendo a comunidade escolar. A iniciativa culmina, no dia 22 de janeiro, com a visualização do filme“Marty Supreme”, reunindo a comunidade deste desporto.
O Ténis de Mesa é uma das modalidades desportivas de referência na Região Autónoma da Madeira, contando atualmente com 20 clubes federados e um percurso marcado por inúmeras conquistas a nível nacional e internacional. Entre os seus maiores embaixadores destacam-se Marcos Freitas, com cinco participações em Jogos Olímpicos, e Fu Yu, atleta olímpica por três ocasiões.
Programa
22 de janeiro
13h30 – 14h00 | 1.ª sessão de demonstração com atletas federados
14h00 – 15h30 | Prática da modalidade com alunos da EB1/PE da Ajuda (duas turmas do 4.º ano)
19h30 – 20h00 | 2.ª sessão de demonstração com atletas federados
21h10 | Visualização do filme“Marty Supreme”– Cinema NOS Forum Madeira
23 a 25 de janeiro
16h00 – 16h30 | 1.ª sessão de demonstração com atletas federados
19h30 – 20h00 | 2.ª sessão de demonstração com atletas federados
Com esta iniciativa, o Forum Madeira reforça o seu posicionamento enquanto espaço de dinamização cultural e desportiva, promovendo o contacto direto da comunidade com modalidades de excelência e experiências que cruzam cinema, desporto e educação.
A temporada de FEV-AGO 2026, inicia-se com o ciclo de conferências Genoma Urbano: Cidades como Organismos Vivos, um ciclo dedicado às significativas transformações em curso nas cidades, às crises que desafiam o direito à cidade e ao impacto das atuais tendências tecnológicas, económicas e socioculturais.
Em três debates, este ciclo tem como curador João Seixas, professor na NOVA FCSH e investigador em políticas urbanas, e tem como convidados o urbanista Salvador Rueda da Fundación de Ecologia Urbana e Territorial de Barcelona, Mário Alves especialista e consultor internacional em mobilidade urbana, Fátima Vieira, Vice-Reitora para a cultura da Universidade do Porto e investigadora em estudos sobre utopias, o sociólogo Richard Sennett professor da London School of Economics e da New York City University, a arquiteta Paola Viganò professora na IAU Veneza e na École Politechnique Federale de Lausanne e o geógrafo João Ferrão investigador no ICS da Universidade de Lisboa.
As conferências são de entrada gratuita e acontecem no Pequeno Auditório da Culturgest às 19:00 (com levantamento de bilhete 15 minutos antes da sessão e sujeito à lotação da sala).
As cidades estão a transformar-se de forma profunda, assim como as ciências que as estudam. Assiste-se a contínuas transformações tecnológicas, económicas e socioculturais que reformulam a vida urbana. Em paralelo, vivemos tempos de reorientação política e de crise quase permanente, que colocam em causa o próprio direito à cidade. Contudo, será através de novos entendimentos e na consequente transformação dos sistemas e metabolismos das cidades que se decidirá parte significativa das grandes questões contemporâneas.
Em três momentos, o ciclo Genoma Urbano: Cidades Como Organismos Vivos observa a cidade como um organismo vivo e pensante. Qual é, afinal, o seu material genético? Que elementos definem a urbanidade e a vida urbana? Procurando interligar as ciências urbanas com áreas aparentemente distantes, como a biotecnologia ou as neurociências, o ciclo propõe uma reflexão sobre as possibilidades e necessidades de construção de futuros urbanos mais justos e mais sustentáveis.
O ciclo de conferências conta com a curadoria e moderação de João Seixas, geógrafo e economista, professor universitário e investigador da NOVA FCSH nas áreas das políticas urbanas e do desenvolvimento urbano e territorial. Autor de diversos livros, foi consultor da Comissão Europeia e Pró-Reitor da Universidade NOVA de Lisboa para as áreas da Inovação Social e Territorial.
Que corpo tem uma cidade? A forma como os espaços e sistemas urbanos se estruturam afeta a sociedade, a economia e os direitos de cada coletivo? A nova natureza da cidade surge como uma soma de espaços e experiências variadas, hiperconectadas, mas muitas vezes sem consistência. Diante destes desafios, como podemos reorganizar as estruturas urbanas para tornar o dia a dia mais vivido e partilhado? Aborda-se estas questões com o urbanista Salvador Rueda, da Fundación de Ecologia Urbana y Territorial, Barcelona, e o especialista nas áreas dos transportes e mobilidade urbana Mário Alves.
A cidade é um forte conjunto de milhões de laços – laços frágeis, porque humanos. O que fortalece, ou por outro lado, o que enfraquece, os laços entre a população numa cidade?Conversam sobre este cruzamento Fátima Vieira, Vice-Reitora para a Cultura da Universidade do Porto e especialista em estudos sobre a utopia, e um dos mais importantes sociólogos da atualidade Richard Sennett, da London School of Economics.
Como escreveu o filósofo e urbanista francês Paul Virilio, ”não há política sem cidade. Não há realidade da história sem a história da cidade. A cidade é a maior forma política da história.” A cidade é uma construção coletiva onde se cruzam e confrontam uma miríade de interesses, estratégias e poderes. Que novos espaços públicos e que formas de representação, intervenção social e afirmação política se colocam para as cidades do futuro? Um debate com a arquitecta Paola Viganò e o geógrafo João Ferrão.
18 fevereiro,21h30 | Sara Dowling, Clara Lacerda, Romeu Tristão e Jorge Rossy 19 fevereiro,21h30 | Rebecca Martin & Lage Lund
20 fevereiro,15h00 | Masterclasse com David Binney 21 fevereiro, 21h30 | “Aperture” João Barradas Trio & David Binney 22 fevereiro, 18h00 | “A Idade do Jazz” concerto comentado para famílias 26 fevereiro,21h30| “As Folhas Novas Mudam de Cor” - A música de António Pinho Vargas 27 fevereiro, 21h30| Andy Sheppard Trio 28 fevereiro,21h30| Sexteto Mosaïc
Após o êxito da primeira edição, realizada em 2025, com salas esgotadas e uma programação de excelência, oFestival Internacional de Jazz de Oeiras (FIJO) irá regressar, entre 18 e 28 de fevereiro de 2026, ao Auditório Ruy de Carvalho, numa organização da Câmara Municipal de Oeiras, em parceria com a agência Clave na Mão.
Pensar a programação para a segunda edição do FIJO foi um enorme desafio à imaginação, mantendo as premissas que nortearam a estreia do evento:
- o cruzamento de gerações, a equidade, a descentralização e o foco em construir um Festival internacional tendo músicos portugueses ao leme das formações internacionais.
Porque a música não tem cor, nem credo, nem idade, nem sexo, poderemos assistir a concertos que reúnem mulheres instrumentistas e compositoras na programação deste Festival, destacando-se logo a abrir a edição deste ano, a18 de fevereiro, o quarteto que juntaSara Dowling (voz, violoncelo e composição), Clara Lacerda (piano e composição), Romeu Tristão (contrabaixo) e Jorge Rossy (bateria). Sara Dowling, de ascendência palestiniana e irlandesa, é considerada uma das cantoras mais influentes da sua geração na Europa, tendo sido eleita melhor vocalista nos British Jazz Awards 2019. Jorge Rossy é um dos mais conceituados bateristas de jazz da atualidade. O seu trabalho como acompanhante inclui mais de 180 gravações com músicos como Brad Mehldau, Mark Turner, Chris Cheek, Seamus Blake, Joshua Redman, Kurt Rosenwinkel ou Steve Swallow, tendo ainda integrado digressões com alguns dos grandes nomes do Jazz, incluindo Charlie Haden, Wayne Shorter, Lee Konitz, Carla Bley e Joe Lovano. Sara Dowling e Jorge Rossy conheceram Clara Lacerda e Romeu Tristão, os dois músicos portugueses que completam este quarteto, no verão passado, tendo tocado juntos pela primeira vez num festival em Sevilha, do qual resultou uma enorme vontade de continuarem a tocar juntos. Teremos agora o privilégio de os receber no palco do FIJO, para escutar temas da autoria de Dowling e Lacerda, interpretados também por Tristão e Rossy.
A19 de fevereiro, teremos em palco mais uma compositora, cantora e instrumentista,Rebecca Martin,que se fará acompanhar pelo guitarrista norueguêsLage Lund, conhecido pela sua sofisticação harmónica e uma estética muito própria, que fazem dele um músico de referência da atualidade.
Entre muitos outros aspectos, Rebecca destaca-se no mundo do Jazz pela ponte que construiu com alguns dos mais estimados músicos da cena mundial, tendo em 2005 sido a primeira cantora a acompanhar, em disco, o baterista e compositor Paul Motian. Três anos mais tarde editou, em nome próprio, The Growing Season, cujo sucesso levou a que fosse convidada a tocar no nova-iorquino Village Vanguard, tornando-se na primeira cantora-compositora a atuar neste clube de Jazz em mais de 30 anos.
Dona de uma voz incomparável e de uma forte componente autoral, Rebecca Martin e Lage Lund apresentam um concerto único no nosso país, na programação do FIJO 2026.
Graças à possibilidade de estender no tempo esta edição do Festival, passando de 4 para 8 dias, foi possível incluir no programa uma nova vertente, para além da performativa: a pedagógica. Assim, o FIJO 2026 incluirá a20 de fevereiro uma masterclasse de entrada gratuita, ministrada pelo saxofonista americanoDavid Binneyque, no dia seguinte, a 21 de fevereiro, sobe ao palco ao lado do trio de João Barradas, para um concerto em que será tocado o discoAperture, editado pela Inner Circle Music no passado mês de novembro.
Barradas é um dos nomes maiores da música do nosso país, destacando-se como um dos músicos mais criativos da cena europeia do acordeão, movendo-se simultaneamente entre a música clássica e a música improvisada. A este juntar-se-ão Bruno Pedroso na bateria e André Rosinha no contrabaixo.
Apertureé um disco que reúne música totalmente pensada para esta formação e para estes músicos e cujo resultado poderemos escutar, ao vivo, no Auditório Ruy de Carvalho.
A atriz intemporal Isabel Ruth encarna aqui uma personagem saída de uma época que, tendo acontecido há 100 anos, não poderia ser mais atual. Numa recriação em palco do que era um clube de Jazz nos “loucos” anos 20, a que não poderia faltar uma jazz-band, composta por Bruno Santos na guitarra e direção musical, Margarida Campelo na voz e piano, Zé Maria no saxofone, Romeu Tristão no contrabaixo e João Ribeiro na voz e bateria, somemos ainda um par de bailarinos de época para abrilhantar o espetáculo. Direcionado para pais, filhos e avós, pretende-se que este seja um momento de encontro e partilha numa tarde de domingo, onde a história (também a do Jazz) do último século nos é apresentada, tendo sempre a música como fio condutor.
A abrir o segundo fim de semana do Festival teremos um concerto que se enquadra no perfil de “encomenda”, tentando evitar a palavra “homenagem” apesar de, no fundo, também disso se tratar.
Assim,dia 26 fevereiro será dia de estreia do concerto “As Folhas Novas Mudam de Cor - A música de António Pinho Vargas”. Com uma vasta obra na área do jazz, produzida entre os anos 80 e 90, as suas melodias resistiram ao tempo e fazem, indubitavelmente, parte da história do jazz português.
Em palco, para além deAntónio Pinho Vargas,que tocará a solo alguns dos temas mais emblemáticos da sua carreira, José Soares, Miguel Meirinhos, Hugo Carvalhais e Mário Barreiros (re)interpretarão, com a sua identidade musical, alguns dos temas de autoria de António Pinho Vargas, desse período, que contarão com arranjos dos músicos que formam este quarteto.
Sheppard, músico que dispensa apresentações no meio do jazz, nasceu no Reino Unido e vive em Portugal há cerca de 10 anos. Compositor prolífico, Sheppard escreveu mais de 500 obras que incorporam um forte e característico sentido de lirismo, sendo ainda de destacar que Sheppard foi dos poucos músicos a trabalhar e gravar intensamente com três dos compositores seminais do jazz contemporâneo – Carla Bley, George Russell e Gil Evans.
Assim chegará ao fim a segunda edição deste Festival, com um concerto que encerra em si mesmo a mensagem máxima que se pretende transmitir ao longo de oito dias, a de que a música e o Jazz, em particular, são um veículo de liberdade, de união, de partilha e de abertura ao mundo, no qual a Câmara Municipal de Oeiras e a Clave na Mão se revêem.