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Cultura de Borla

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23 anos de Guimarães Jazz celebrados com mais um cartaz de excelência (06 a 15 novembro)

De 06 a 15 de novembro, a música jazz regressa a Guimarães para mais uma edição do mítico festival

 

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12 concertos com alguns dos maiores nomes do panorama jazzístico internacional sobem ao palco do Centro Cultural Vila Flor e da Black Box da Plataforma das Artes e da Criatividade, entre os próximos dias 06 e 15 de novembro, naquela que é mais uma edição do Guimarães Jazz. Guimarães é, por estes dias, capital do jazz concentrando na cidade alguns dos melhores músicos do mundo e um público que chega de toda a parte. A complementar uma programação dedicada ao jazz há ainda atividades paralelas que oferecem animações pela cidade, jam sessions e oficinas. É assim há 23 anos.

 

Na primeira semana do festival, o Guimarães Jazz traz David Murray Infinity Quartet, James Carter Organ Trio, Adrián Oropeza Trio, Theo Bleckmann, Big Band e Ensemble de Cordas da ESMAE e o Projeto Guimarães Jazz / Porta Jazz. O cartaz não se esgota aqui. Na segunda semana, o evento prossegue com Reut Regev, Taylor Ho Bynum, Adam Lane e Igal Foni, Uri Caine Trio, Lee Konitz Quartet e Trondheim Jazz Orchestra com Eirik Hegdal e Joshua Redman.

 

A abrir o festival esta quinta-feira, 06 de novembro, às 22h00, o Guimarães Jazz vê subir ao palco do Grande Auditório do CCVF o David Murray Infinity Quartet. David Murray é um prolífico e multifacetado músico e compositor, cuja obra, composta por cerca de duzentos álbuns, entre os quais mais de cento e trinta em seu nome próprio, demonstra uma abordagem eclética e vanguardista do jazz, exprimida não apenas em termos das linguagens musicais que nela confluem, mas também pelo facto de se aventurar por outros territórios artísticos como o cinema, a dança, o teatro e a ópera. O Infinity Quartet que, este ano, inaugura a edição do Guimarães Jazz 2014 é uma banda fundada em 2013 e integra três excecionais instrumentistas do jazz contemporâneo: Nasheet Waits na bateria, Jaribu Shahid no contrabaixo e Orrin Evans no piano. Neste projeto, Murray, que vive atualmente em Sines, explora as raízes do jazz americano, explorando e redescobrindo a sua modernidade musical.

 

Na sexta-feira, o festival recebe o James Carter Organ Trio. James Carter é um virtuoso saxofonista, clarinetista e flautista norte-americano considerado, a par de Wynton Marsalis, um dos grandes instrumentistas da sua geração. Alicerçado na tradição do jazz do século XX, o estilo de Carter expressa uma abordagem pós-modernista do passado, presente e futuro do jazz na qual se intersetam não apenas o jazz mas também o blues, o funk e múltiplos outros elementos pertencentes à cultura afro-americana. A música do James Carter Trio é simultaneamente uma celebração e uma tentativa de síntese criativa dos múltiplos elementos culturais e artísticos presentes nas encruzilhadas a partir das quais floresceu a cultura norte-americana do século passado.

 

Adrián Oropeza Trio, liderado pelo emergente músico do jazz mexicano, toca na tarde de sábado, dia 08, no Pequeno Auditório do CCVF. Adrián Oropeza é, atualmente, um dos nomes emergentes do jazz mexicano, cujo trabalho tem vindo a merecer progressivo reconhecimento internacional em razão da singularidade da sua linguagem musical e estilo composicional, caraterizado sobretudo pela fusão do jazz com as sonoridades tradicionais da América Latina, nomeadamente do México e da Bolívia. Nesta edição do Guimarães Jazz, o baterista estará acompanhado pelo pianista Gustavo Mezo e pelo reputado contrabaixista francês Jean Bardy. O concerto está marcado para as 17h00.

 

Na noite de sábado, às 22h00, todos os holofotes se viram para Theo Bleckmann que traz ao Guimarães Jazz um singular projeto: Hello Earth! The Music of Kate Bush. Theo Bleckmann é um prestigiado vocalista e compositor, cuja extraordinária versatilidade e impressionante capacidade técnica lhe tem permitido construir uma carreira de inquestionável relevância e integridade artísticas. Este projeto que Bleckmann apresenta no Guimarães Jazz é consonante com um espírito de liberdade que é transversal a todo o seu percurso. “Hello Earth” é uma proposta de reinterpretação das canções de Kate Bush, o qual deu origem, em 2011, a um muito aclamado álbum homónimo. A capacidade expressiva e o virtuosismo vocal de Bleckmann, conjugados com uma formação de instrumentistas de excelência e onde figuram músicos como Henry Hey e Caleb Burhans, criam um espetáculo de caraterísticas únicas no qual se alcança plenamente a sublimação da universalidade das composições originais de Kate Bush, esperando-se assim um concerto absolutamente memorável.

 

No domingo, dia 09, o Guimarães Jazz volta a apresentar dois concertos. Às 17h00, a Big Band e Ensemble de Cordas da ESMAE apresenta o espetáculo fruto da habitual residência entre os alunos da ESMAE e os dois compositores que os dirigem durante o festival. Este ano, serão a trombonista Reut Regev e o cornetista Taylor Ho Bynum, dois músicos emergentes da atual cena jazzística de Nova Iorque. À noite, às 22h00, a Black Box da Plataforma das Artes e da Criatividade acolhe o Projeto Guimarães Jazz / Porta Jazz, uma frutuosa parceria entre o festival e a Associação Porta Jazz. Neste concerto será apresentado o projeto “Impermanence”, liderado pela trompetista Susana Santos Silva e desenvolvido num formato de residência em conjunto com o contrabaixista sueco Torbjörn Zetterberg, a artista norte-americana Maile Colbert e a portuguesa Ana Carvalho, o pianista Hugo Raro, o saxofonista João Pedro Brandão e o baterista Marcos Cavaleiro. Esta proposta tem a intenção de introduzir na música elementos visuais e performáticos, criando um espetáculo híbrido e multidisciplinar.

 

O Guimarães Jazz não se fica por aqui e reserva muitos mais concertos que prosseguem na semana seguinte, sempre no Grande Auditório do CCVF. O festival retorna no dia 12 com Reut Regev, Taylor Ho Bynum, Adam Lane e Igal Foni, músicos que este ano têm a responsabilidade de condução das jam sessions e das oficinas de jazz que decorrem ao longo do festival. No dia 13, o aclamado pianista Uri Caine toma conta do palco do Guimarães Jazz fazendo-se acompanhar de intérpretes à sua altura, garantindo um espetáculo arrebatador e, no dia 14, o saxofonista Lee Konitz, figura lendária do jazz, apresenta-se em quarteto com instrumentistas de uma nova geração prometendo um concerto memorável. No sábado, dia 15, a inovadora e prestigiada Trondheim Jazz Orchestra, dirigida por Eirik Hegdal e com o saxofonista norte-americano Joshua Redman como solista, tem a seu cargo o encerramento da edição deste ano.

 

O ADN do Guimarães Jazz não estaria completo sem a habitual programação paralela que se estende a outros locais, abraçando outros públicos e outras ambiências. Há animações musicais a acontecer por toda a cidade, há jam sessions no Convívio Associação Cultural (de 06 a 08 de novembro) e no Café Concerto do CCVF (de 13 a 15) e há oficinas de jazz para quem quiser aprofundar ou expandir o seu conhecimento musical. Também o ciclo de Histórias de Jazz em Portugal – da autoria de António Curvelo e Manuel Jorge Veloso, e coprodução do Hot Clube de Portugal e do Centro Cultural Vila Flor – regressa a Guimarães para as suas 9ª e 10ª sessões que terão lugar nas noites de 04, 05, 10 e 11 de novembro. O guitarrista André Fernandes (dias 04 e 05) e o pianista e compositor João Paulo Esteves da Silva (dias 10 e 11) serão os músicos-pivot destas sessões.

 

Os bilhetes para os concertos do Guimarães Jazz podem ser adquiridos na bilheteira do Centro Cultural Vila Flor, da Plataforma das Artes e da Criatividade, bem como nas lojas Fnac, El Corte Inglês e Worten, entre outros pontos de vendas, e na internet em www.ccvf.pt e oficina.bilheteiraonline.pt. 

 

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