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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

25 Abril - Resistência e Revolução na Cooperativa Árvore: iniciativas

A COOPERATIVA ÁRVORE ASSINALA OS 50 ANOS DA REVOLUÇÃO

DO 25 DE ABRIL COM VÁRIAS ATIVIDADES:

< 25 ABRIL > RESISTÊNCIA E REVOLUÇÃO

 

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- EXPOSIÇÃO DE CARTAZES -

13 de Abril a 11 de Maio

Inauguração: 13 de Abril, 16h

- DEBATE “A FRATERNIDADE SEM FRONTEIRAS” -

13 de Abril, 16h30 – com Kitty Furtado, Dori Nigro e Paulo Pinto

- PINTURA DE PAINEL COLETIVO: VÁRIOS ARTISTAS –

24 de Abril, 10h – 17h30

 

 

A Cooperativa Árvore, no Porto, junta-se às celebrações do 50º aniversário do 25 de Abril com várias iniciativas, sob o mote <25 Abril> Resistência e revolução, que começam já no dia 13 de Abril.

 

A Árvore nasceu em 1963, com o objetivo de iniciar um processo de renovação na cidade do Porto e celebrou 60 anos de produção e atividade artística e cultural em 2023: criada ainda no período do Estado Novo, surgiu, segundo o já falecido ex-Presidente da Cooperativa, Âmandio Secca, num “período em que era proibido pensar em Portugal. A Árvore foi uma espécie de grito de revolta, um grito de afirmação da cidadania para defender ideais.” É uma instituição que apesar das dificuldades, vai resistindo: resistiu não só à ditadura, mas, após o 25 de Abril, ao ‘Verão Quente’ e a um atentado bombista.

 

 

- Exposição de Cartazes: 13 de Abril a 11 de Maio | Inauguração: 13 de Abril, 16h

Cinquenta anos depois da Revolução, a Cooperativa Árvore apresenta uma exposição de largas dezenas de cartazes alusivos ao 25 de Abril de 1974, com dois núcleos que se complementam: Resistência e Revolução. Os cartazes da fase de Resistência ao regime fascista, datam das décadas de 1960 e 1970 e são provenientes da coleção particular de uma família portuense. Os relativos à Revolução integram exemplares do mesmo acervo, bem como os da coleção da Cooperativa Árvore – que atualmente integra a Associação de Coleções/Coleção Berardo.

 

Com a Revolução de Abril a arte saiu à rua, com uma profusão de imagens, cartazes, autocolantes, panfletos, grafitis e desenhos das mais variadas origens, com múltiplas técnicas e dimensões. Esta fase de afirmação da liberdade encontra-se repartida pelos cartazes do MFA e das sucessivas comemorações do 25 de Abril. Muita da história deste período ficou expressa nas paredes, onde a arte floresceu, irradiando cores vibrantes e mensagens que marcavam a rutura com os dias de censura e opressão ditatorial. Durante os meses que se seguiram à Revolução, as ruas das cidades foram inundadas por uma variedade de cartazes, sobrepostos em camadas de formas, cores e texturas, transmitindo uma sequência de ideias políticas e palavras de ordem. Esses cartazes emergiram como uma das principais ferramentas de comunicação, com grande impacto juntos das massas populares.

 

A exposição será inaugurada pelas 16h00 do próximo sábado, 13 de abril e ficará patente até 11 de maio, ocupando as 3 salas de exposições da Cooperativa Árvore.

Comissários da exposição: Sónia Teles e Silva, Sérgio Secca e Humberto Nelson.

 

Apoio: Associação de Colecções

 

  

 

 

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- Debate “A Fraternidade Sem Fronteiras”: 13 de Abril, 16h30 (integrado no ciclo de conferências “Abril de fraternidade”)

Oradores: Kitty Furtado, Dori Nigro e Paulo Pinto

 

Realiza-se na Cooperativa Árvore no dia 13 de Abril, às 16h30, o debate “A fraternidade sem fronteiras”. Trata-se de uma coorganização da Árvore com o Fórum Demos e vai contar com os oradores Kitty Furtado, crítica cultural empenhada na diluição de fronteiras entre academia e esfera pública,  Dori Nigro, performer e educador. Natural de Pernambuco, no Brasil, enveredou pelas artes pelo teatro amador comunitário e acedeu aos estudos através das políticas de quotas raciais e Paulo Pinto, multiartista não binário, Arte/Educador, Arte/terapeuta, Psicólogo, Professor.

Propõe-se nesta conversa olhar para o mundo a partir do estilhaço e da possibilidade invisibilizada que fica nesse resto. A arte afrodiaspórica atua no sentido de acabar com o mundo de cabeça para baixo criado pelo colonialismo, para que uma nova possibilidade de vida possa emergir. Esta proposta subversiva ainda não pode ser nomeada. Por agora, podemos apenas dizer – com Silvia Rivera Cusicanqui - que gostaríamos de ver um mundo de regiões, não de nações, de bacias hidrográficas, não de departamentos ou províncias, de cordilheiras, não de cadeias de valor, de comunidades autónomas, não de movimentos sociais.

 

- Pintura de Painel Coletivo: 24 de Abril, 10h – 17h30

No âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, a Árvore vai produzir no dia 24, um painel de pintura evocando este significativo momento. Para tal convidaram 10 artistas – 5 homens e 5 mulheres – a participar nesta pintura coletiva, a realizar na sala 1, a maior sala de exposições. A pintura decorrerá com toda a liberdade na expressão e escolhas de cada artista.

 

Segundo os responsáveis da emblemática Cooperativa artística da cidade do Porto, “como estamos perante uma pintura coletiva, buscar-se-á um todo expressivo, numa unidade plástica, onde a diversidade de expressão de cada participante dará resultado a uma só Obra! O espírito de Abril estará assim presente, celebrando a liberdade e a solidariedade entre todos.”

 

Os artistas convidados são: Acácio de Carvalho, Benedita Kendall, David Pessegueiro, Elizabeth Leite, Henrique do Vale, Jorge Marinho, Nuno Ferreira, Sofia Marques de Aguiar, Susana Bravo e Teresa Gil.

 

Os trabalhos decorrerão no dia 24 de abril, entre as 10h00 e as 17h30. A pintura será realizada numa tela de pano cru reforçado e terá as dimensões de 1,50 x 8 metros. O trabalho ficará exposto na sala 1 da Árvore até 11 de maio.

 

 

Cooperativa Árvore

Rua de Azevedo De Albuquerque 1, 4050-091 Porto

Entrada livre