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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Terças de Poesia

Alexandre_m
 

 

 

 

1 de Junho

22h

 

A Barraca - Cinearte

Largo de Santos 2

Lisboa

Que mais dizer senão deixar falar o poeta? E de novo, Lisboa, te remancho, / numa deriva de quem tudo olha / de viés: esvaído, o boi no gancho, / ou o outro vermelho que te molha. / Sangue na serradura ou na calçada, / que mais faz se é de homem ou de boi? / O sangue é sempre uma papoila errada, / cerceado do coração que foi. / Groselha, na esplanada, bebe a velha, / e um cartaz, da parede, nos convida / a dar o sangue. Franzo a sobrancelha: / dizem que o sangue é vida; mas que vida? / Que fazemos, Lisboa, os dois, aqui, / na terra onde nasceste e eu nasci? Quem mais senão Alexandre O’Neill, apregoando vermelhando e queixando Lisboa – hoje lido declamado por Changuito em mais outra noite de poesia no Bar d’a Barraca a Santos. Lemos, escutamos? / al rafah

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