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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

5 out - 11 nov: Exposição Artistas Portugueses na Grande Guerra, nos Paços do Concelho da Amadora

Nos Paços do Concelho da Amadora, de 5 de outubro a 11 de novembro

 

 

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No âmbito da exposição Portugal e a Grande Guerra, na Academia Militar da Amadora, realiza-se, durante o mesmo período – de 5 de outubro a 11 de novembro - a exposição Artistas Portugueses na Grande Guerra, nos Paços do Concelho, comissariada por Osvaldo Macedo de Sousa e produzida pela Câmara Municipal da Amadora.

 

Trata-se de uma exposição com trabalhos de sete artistas-militares, considerados uns dos mais importantes, pela estética e pela quantidade de trabalhos realizados: José Rodrigues Brusco Júnior, J.J. Ramos, João Menezes Ferreira, Arnaldo Garcêz, Adriano Sousa Lopes, Christiano Cruz e António Balha e Melo. Tendo como ponto de partida África, com Brusco Júnior, J.J. Ramos e João Menezes Ferreira, a exposição passa depois para a frente europeia onde todos os artistas estiveram, mostrando croquis, desenhos, pinturas, fotografias ou postais.

 

Segundo o comissário, “há muitas formas de abordar a Grande Guerra de 1914/18, e uma das mais interessantes é pelo lado artístico já que, não só a arte viu-se usada como instrumento de guerra, pela revolução nos sistemas de comunicação social e publicitária (em que o lápis e a câmara fotográfica tiveram de se confrontar pelo seu espaço), como serviu de catarse de muitos dos que por lá passaram”.

 

No caso desta exposição, “por vezes os trabalhos espreitam o humor, outras vezes são croquis que documentam momentos, outros desenhos e pinturas trabalhadas na alma do soldado-artista que viveu o horror, o medo, a vontade de sobreviver. Do traço anedótico ao naturalista, encontramos também ousadias modernistas sendo contudo, o mais importante, a imagem da guerra nesta visão que só a arte nos pode dar” e conclui: “esta é a mostra possível, entre as centenas de trabalhos dispersos por instituições e coleções particulares. É uma visão muito geral das várias tendências estéticas da época como um retrato vivo, sentido na alma, dos que lá estiveram. É a mostra que apenas deseja que não nos esqueçamos destes nomes, destas obras, destas estéticas sentidas e fundamentais na história do país”.

 

A exposição pode ser visitada de segunda a sexta, das 9h00 às 17h00 e aos fins-de-semana das 15h00 às 19h00 e a entrada é livre.