Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Abril Palavras Mil

14 de Abril de 2011

22h30

 

Frágil

Rua da Atalaia 126
Lisboa

Hoje tomo um copo com Alberto Caeiro. Em tempos saí com Pessoa, mas a coisa não resultou. Homem de humores lunares, a arriscar a multipolaridade, nunca sabia o que queria, como, quando ou com que voz. Intrigava-me a facilidade com que se reinventava, da noite para o dia mudava de carácter, mas tanta adrenalina não me fazia bem. Gostava do chapéu, do bigode, da pinta aérea e anacrónica. Mas era disperso demais para meu gosto. Foi o próprio que me disse que devia dar uma hipótese ao Alberto. Descreveu-mo, com suspeito orgulho, como ‘um poeta da natureza’. Eu temi o pior mas alinhei. Hoje tomo um copo com Alberto Caeiro no Frágil. Levo a voz de Rui Morrison e a música de Rodrigo Leão como paus-de-cabeleira. Lembra-te, Inês, de ligar ao Fernando no fim da noite a saber que obsessão é aquela com ovelhas. / Inês Alvim

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.