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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

6ª Sessão da Poesia no Museu | 17 de Maio, pelas 19h | José Carlos Araújo sobre Plínio-o-Moço e a Poesia

 

SINOPSE DA SESSÃO

"Gaio Plínio Cecílio Secundo (62? – ca. 113), que a História da Literatura conhece como Plínio-o-Moço, está presente no imaginário colectivo como autor das cartas sobre a erupção do Vesúvio, em 79 – de que foi testemunha e onde Plínio-o-Velho, seu tio-avô e um dos primeiros mártires da Ciência, morreu –, da história admirável sobre o golfinho africano, das cartas a Trajano sobre os Cristãos, das primeiras cartas de amor conjugal do Mundo Antigo, exemplo de humanitas na preocupação que dispensava aos escravos, no tratamento dos libertos e na generosidade para com todos os que, entre o seu vasto círculo de relações sociais, se encontravam em situação mais frágil, bem como fonte primordial de informações diversificadas sobre a vida da elite senatorial no final do séc. I. Tão numerosos são os aspectos da actividade intelectual e política de Plínio, cuidadosamente apresentados numa persona epistolar ao longo de 247 cartas reunidas em dez livros, que o contexto da sua produção poética – que cultivou intensamente, mas que nos chegou apenas em escassos fragmentos – é objecto de menor atenção.
Plínio, todavia, talvez se reconhecesse com dificuldade na imagem que a voracidade da História – o tempus edax rerum, no dizer ovidiano – dele nos permitiu conceber, pois, se era sobretudo como orador que teve intenção de ser admirado e recordado, a atenção para com a escrita da Poesia no âmbito do otium cum studiis característico da intelectualidade romana está amplamente documentada no epistolário. Dezanove séculos depois da publicação dos Hendecasyllabi de Plínio, é lícito que restituamos também ao grande prosador e ao orador que todos conhecemos um lugar entre os poetas do seu beatissimum saeculum." JCA

José Carlos Araújo licenciou-se pela Universidade de Lisboa, onde estudou Filologia Clássica e onde conclui um Mestrado em Literatura Latina com uma tese sobre as Epístolas de Plínio. É investigador do Centro de Estudos Clássicos da Unversidade de Lisboa desde 2010, onde se tem dedicado ao estudo da Epistolografia Latina e à primeira tradução em português de Plínio, mas também (em parceria) a outros autores da Antiguidade, como Diógenes Laércio (Vitae Philosophorum) e Valério Máximo (Facta et Dicta Memorabilia). Publicou estudos sobre Filologia Clássica e apresentou comunicações a congressos de Estudos Clássicos e Literatura Comparada. Colabora regularmente em Euphrosyne — Revista de Filologia Clássica.

 

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Legenda: Caio Plínio Cecílio Segundo, na Catedral de Como

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Poesia no Museu é um ciclo organizado pelo Museu Nacional da Música e comissariado por Helena Miranda e Tomás Castro. Consiste em várias conferências, habitualmente ilustradas com leitura de poemas, sobre poetas ou assuntos relacionados com poesia. As sessões duram aproximadamente 60 minutos e decorrem no Museu Nacional da Música às quartas-feiras, sempre às 19:00 h, com entrada livre. O ciclo vai já no seu quinto ano.
 
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