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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Spokenjazz

11 de Novembro de 2011

22h


Chapitô

 

Discutíamos sempre em jazz. Talvez aquele verbo uma ideia demasiado dinâmica e recíproca ao que fazíamos. Eu discutia num monólogo sedento de desgarrada, ele serpenteava entre notas e refugiava-se no jazz. Discuti, por interposta pessoa, com Coltrane, Bessie Smith, Coleman. Uma vez perdi a cabeça com Thelonious Monk, enquanto insistia que ele me tinha levantado a voz. Fiz uma cena por causa da Nina Simone e aquela mania dela de sussurrar graves como quem não quer a coisa, a oferecida. Discutíamos sempre em jazz. E invariavelmente o volume subia. Falaram-me várias vezes na necessidade de diálogo, mas o máximo que consegui foi spoken jazz. / Inês Alvim

Fonte: LeCool

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