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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

PASSATEMPO FAZ ESCURO NOS TEUS OLHOS

O Blog Cultura de Borla tem bilhetes duplos para FAZ ESCURO NOS TEUS OLHOS no INSTITUT FRANÇAIS DU PORTUGAL para os dias  27 e 28 de Abril às 21H30 aos primeiros leitores que enviarem um mail para culturadeborla@sapo.pt com a resposta à seguinte pergunta "Em que ano foi fundada a Associação Griot?" com o Cultura de Borla" com nome, BI e a sessão a que pretendem assistir.

 

 


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A GRIOT – Associação Cultural nasceu em Setembro de 2009 a partir do encontro profissional e afectivo de actores de origem africana cujo objectivo principal centra-se na realização artística e cultural nas suas mais variadas manifestações: o teatro, o cinema, a música, as artes plásticas, a dança, a literatura.

A GRIOT foi fundada por alguns dos mais destacados actores de origem africana a residir em Portugal, como Miguel Sermão, Ângelo Torres e Daniel Martinho.

Embora a associação seja constituída maioritariamente por artistas africanos ou afro-descendentes, os seus associados não se definem apenas pela cor da sua pele, ou pelas suas raízes, e tão pouco querem ser um gueto no panorama artístico português. São profissionais que em reunião sentiram a necessidade premente de criarem, pelos seus próprios meios, espaços onde podem exprimir as suas inquietações perante o mundo através do trabalho artístico.

Importa salientar que a GRIOT é uma associação para todos os que acreditam que a Arte e a Cultura têm, e são, origem e reflexo das sociedades.

“Faz escuro nos nossos olhos; já não ouvíamos outros passos para além dos nossos. As mãos dele tapam o clarão da lâmpada. Faz escuro nos nossos olhos.”


Faz escuro nos olhos | Projecto

A nova criação colectiva do Teatro GRIOT tem como encenador Rogério de Carvalho, Professor na Academia Contemporânea do Espectáculo (Porto) e um dos mais respeitados encenadores do espaço luso falante.

O convite surgiu do Teatro GRIOT e assume-se como um desafio, um pôr-se aprova que tem em mente oferecer ao público uma criação com um nível de maturidade artística reivindicativo de um teatro sem cor e sem fronteiras.

Impulsiona-os não o argumento de interpretar um texto extraordinário, mas a enorme vontade de se (re) descobrirem, reinventarem artisticamente num teatro que rompe o paradigma das personagens tipo.

Desta forma, Faz escuro nos olhos é a nova criação de Rogério Carvalho para um projecto da GRIOT que coloca no centro o teatro e a sua essência: o exprimir a vida. Conceitos como o de Família, Pátria, Guerra, Velhice, Infância, Pobreza, Dinheiro são transversais nesta criação.

O encenador e os atores cruzaram textos de diversos autores e daí nasceu este espectáculo, num processo de montagem que assente na interpretação. Conduziram várias leituras, multiplicaram perspectivas num entrecruzar de significados para virem agora, colocar o público perante a expressão mais primária da humanidade: a violência.

Faz escuro nos olhos | Sinopse

A voz parece a coisa mais comum do mundo. Enquanto digo voz, enquanto emprego esta palavra sem mais qualificativos, a primeira coisa que vem à mente é, sem dúvida, o mais habitual: o uso omnipresente da voz, da nossa comunicação de todos os dias. A cada momento usamos as nossas vozes e escutamos vozes. Toda a nossa vida social é mediada pela voz.

Habitamos de forma constante um universo de vozes. Somos bombardeados por contínuas vozes. Temos que abrir passagens, a cada dia, através de uma floresta de vozes. São as vozes dos outros, as vozes da música, a nossa própria voz misturada. Todas essas vozes gritam, sussurram, choram, acariciam, ameaçam, imploram, seduzem, ordenam, rogam, rezam, confessam, aterrorizam, declaram… Mas as palavras falam quando as enfrentamos, nas tonalidades infinitas da voz, ao veicularmos significados.

Todas essas vozes se elevam para além da multidão de sons, de ruídos.

Uma outra selva ainda mais selvagem e mais vasta: os sons da natureza, os sons das máquinas e da tecnologia. A civilização anuncia o seu progresso – muito ruído – e quanto mais progride mais ruidosa se torna.

A linha divisória entre a voz e o ruído; a Natureza e a Cultura, é incerta.

Outra linha divisória separa a voz do silêncio. Custa suportar a ausência de vozes e de sons. O silêncio absoluto é sinistro, é como a morte, enquanto que a voz é o primeiro sinal de vida. Nem todas as vozes se ouvem, mesmo as mais angustiantes e desesperadas podem ser vozes não ouvidas.

Pode ser que no silêncio apareça outro tipo de voz mais premente, a voz interna, uma voz que não se pode fazer calar.

 

Percursos | Encenador
 

Rogério de Carvalho
Tem o Curso de Teatro/ Formação de Actores de Teatro pela Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa.

Foi Professor na Academia Contemporânea do Espectáculo, no Porto, na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa, e na ACT-Escola de Atores.

Encenou peças de autores que fazem parte da dramaturgia clássica e contemporânea, obtendo, por duas vezes, o Prémio de Crítica da Melhor Encenação com os espectáculos Tio Vânia de Tchekov e O Paraíso Não Está à Vista de Fassbinder.

Colaborou com o Grupo de Teatro Trafaria, Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra, o Teatro Universitário do Porto, Teatro Universitário do Minho, Teatro Municipal de Almada, o Teatro Nacional de São João, entre outros.

Fundou o projeto As Boas Raparigas no Porto.

Actualmente dirige e orienta o Núcleo de Teatro da Fundação Sindika Dikolo em Luanda, Angola, que tem como objectivos a formação de actores e a criação de espectáculos de teatro.

Ficha Artística e Técnica

Título | Faz escuro nos olhos
Texto | Montagem e selecção colectiva
Encenação | Rogério de Carvalho Interpretação | Ana Rosa Mendes, Daniel Martinho, Giovanni Lourenço, Margarida Bento, Matamba Joaquim e Zia Soares Apontamentos de Figurinos | Grupo Teatro Griot Pesquisa Musical | Rogério de Carvalho Luz | Jorge Ribeiro
Produção | Anaína Lourenço e Ulika da Paixão Franco Comunicação e Imprensa | Ulika da Paixão Franco
Design Gráfico | Sílvio Rosado
Fotografia | Pauliana Valente Pimentel
Vídeo | Ivo Almeida
Duração | 50 minutos
Faixa Etária | M/16
Apoio | Institut Français du Portugal e Casa de Angola

Faz escuro nos olhos | Informações
ESTREIA!
Auditório do Institut Français du Portugal
26, 27 e 28 de Abril 2012
21H
M/16
Reservas a partir de 18 de Abril:
Institut Français du Portugal
Tlf.: 213 111 400
Avenida Luís Bívar, 91 1050-143 Lisboa
Bilhetes: 12€ (Preço único)

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