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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

DGPC adquire importante conjunto de peças para o acervo do Palácio Nacional da Ajuda

 

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Exposição conta com obras do Atelier Criativo/Livre das Juntas de Freguesia do Areeiro e Arroios


 
A Galeria Beltrão Coelho recebe, até 26 de julho, a exposição de pintura “Olhares Transversais”, com obras de arte dos alunos do Atelier Criativo/Livre desenvolvido nas Juntas de Freguesia do Areeiro e Arroios.

A exposição conta com obras de mais de 30 alunos do Atelier Criativo/Livre, no âmbito do programa “Envelhecimento Ativo”, que tem como formadora convidada em pintura a óleo Sofia Freire d´Andrade.

Licenciada em Artes Plásticas/Escultura pela Escola Superior Artes e Design das Caldas da Rainha, Sofia Freire d’Andrade complementou a sua formação com os cursos de Pintura Decorativa e Restauro de Cerâmica e Azulejo. Desenvolve, ainda, o mesmo atelier na Junta de Freguesia do Beato.

A expressão que dá nome à exposição, «Olhares Transversais», revela o ser e liberta-o, através do nosso olhar, e olhares que se atravessam uns nos outros.

A exposição é de entrada gratuita e pode ser visitada até 26 de julho, de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 12:30 e das 14:00 às 17h30.


A Galeria Beltrão Coelho foi criada em 2015 com o propósito de promover e auxiliar o progresso da arte em todas as suas manifestações, defender os interesses dos artistas e permitir aos seus visitantes um momento de viagem para outras realidades, transportando-os para um mundo de novas emoções.
 
Exposição: “Olhares Transversais” – Atelier Criativo/Livre das Juntas de Freguesia do Areeiro e Arroios
Data: 27 de junho a 26 de julho
Horário: de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 17h30
Local: Galeria Beltrão Coelho – Rua Sarmento Beires, 3A 1900-410 Lisboa

POSTER confirma regresso em 2020. Este é o último fim de semana do evento em Marvila

  • A quarta edição do POSTER MOSTRA termina no dia 22 de julho. Esta é a última oportunidade para visitar as obras expostas pelas ruas de Marvila e os posters da OPEN CALL, no Clube Oriental de Lisboa.
  • A quinta edição do POSTER é dia 27 de junho de 2020

O POSTER MOSTRA, o projeto do Departamento® que espalha arte pelas ruas de Marvila, despede-se de Lisboa no próximo dia 22 de julho, depois de mobilizar a zona oriental da cidade durante os últimos trinta dias. Para além dos 30 posters de rua ainda é possível visitar as criações dos mais de 130 candidatos na OPEN CALL, que se encontram expostos no Clube Oriental de Lisboa.

 

Apesar deste fim de semana ser a última oportunidade para visitar as obras de artistas consagrados como Helena Almeida e as Guerrilla Girls, a organização revela que já existe data marcada para a próxima edição: 27 de junho, de 2020.

 

“Este projeto tornou-se parte preponderante do cenário cultural da cidade, e sobretudo da zona oriental, que ainda tem algum caminho a percorrer para ser totalmente reabilitada no plano urbano e social”, defendeu Bruno Pereira, responsável pelo Departamento®. “Porém, é impressionante este fulgor criativo e artístico que o POSTER desperta. Estamos já a preparar a próxima edição, em 2020 e quem sabe até levar o POSTER para outras cidades portuguesas. Manteremos sempre o desafio à criatividade de todos, promovendo a OPEN CALL e a nossa vertente de apoio social, com a realização do MiniPoster em conjunto com uma instituição de apoio social a jovens e crianças”

 

Como forma de perpetuar a mostra pública, na loja online do POSTER, é possível adquirir obras de mais de 80 artistas, desta e das edições anteriores: https://www.postermostra.com/loja/.

 

Desta edição é possível encontrar na loja uma réplica da criação única do chef Diogo Noronha, o piano de Hélio Morais - músico dos Linda Martini e Paus, a obra do atelier de arquitetura Aspa, do escritor angolano Ondjaki ou de Jos* - pseudónimo do chef mexicano Jose Fernando Rodriguez Garrido, presente nesta edição, numa parceria com o projeto Manicómio.

DGPC adquire importante conjunto de peças para o acervo do Palácio Nacional da Ajuda

A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) adquiriu recentemente para o Palácio Nacional da Ajuda (PNA) quatro peças que pertenceram ao rei D. Miguel.

Considerando a proveniência deste relevante conjunto de obras, o seu contexto histórico de suporte e inquestionável qualidade artística, entende-se que esta aquisição contribui para a valorização das coleções do património nacional e, em particular, do acervo do PNA.

Ressalta deste lote a Espada de ouro de D. Miguel, uma obra de inquestionável singularidade, qualidade estética e artística, que em muito enriquecerá o Tesouro Real e a sua futura exposição na ala poente do Palácio da Ajuda.

O conjunto de peças foi adquirido a um privado pelo valor de 250.000,00 euros.

 

  • Espada de aparato do rei D. Miguel e respetivo talim.

 

Oferecida a D. Miguel pela sua irmã, a infanta D. Maria Teresa de Bragança, Princesa da Beira, em 1829. Filha primogénita de D. João VI e D. Carlota Joaquina, D. Maria Teresa partilhou com o irmão os ideais do absolutismo e foi também uma acérrima defensora da fação Carlista no país vizinho. Os motivos decorativos que compõem o punho em ouro cinzelado, numa clara alusão ao contexto histórico das lutas entre liberais e absolutistas, demonstram bem a forte convicção votada à causa e o desejo do seu triunfo.

Esta espada fez parte do lote de peças do espólio de D. Miguel, depositado no Banco de Portugal em 1834 e posteriormente reclamado pelos seus herdeiros num processo que se arrastou por cerca de cem anos. Só em 1943 viria a ser realizado um leilão privado entre os dois ramos de herdeiros visando os bens depositados. 

 

 

 

  • Insígnia da Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, do rei D. Miguel.

 

Insígnia de Grã-Cruz, em ouro e esmalte, proveniente do espólio de D. Miguel, recebida em herança pela sua irmã, D. Ana de Jesus Maria de Bragança, que a transmitiu aos seus descendentes e herdeiros.

 

  • Conjunto de quatro talheres de prata do Real Tesouro, provenientes da herança da infanta D. Ana de Jesus Maria.

 

Apresentam gravadas as iniciais “RT” e as Armas do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1816-1826).

 

  • Retrato inédito da infanta D. Maria Francisca de Bragança (1800-1834), irmã de D. Miguel, assinado e datado “António Joaquim de Paula Desenhou. anno de 1828”.

 

Desenho a carvão sobre papel retratando D. Maria Francisca de Bragança, filha de D. João VI e de D. Carlota Joaquina de Bourbon, nascida no Palácio de Queluz. Infanta de Portugal e rainha de Espanha, casou em 1816 com o infante D. Carlos Isidro de Bourbon, irmão do rei Fernando VII de Espanha e pretendente ao trono perante a ausência de descendentes varões por parte de seu irmão. Foi acérrima defensora da fação Carlista no país vizinho e grande apoiante de D. Miguel, seu irmão, na luta pela causa absolutista em território nacional. Residiu no Palácio da Ajuda entre 1828 e 1833. Não se conhece em Portugal outro retrato de D. Maria Francisca, o que faz desta obra um importante documento histórico.

Dia Aberto no complexo arqueológico dos Perdigões com várias atividades para os visitantes

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O complexo arqueológico dos Perdigões, em Reguengos de Monsaraz, vai abrir as portas no dia 20 de julho para visitas. O povoado dos Perdigões foi classificado no início deste ano como sítio de interesse nacional, tendo-lhe sido atribuída a designação de monumento nacional.

 

O programa do Dia Aberto nos Perdigões inicia-se às 9h com a partida de todos os interessados desde a Praça da Liberdade para o complexo arqueológico em transporte oferecido pelo Município de Reguengos de Monsaraz. Pelas 9h30 será a visita à escavação arqueológica e às 11h ao Museu dos Perdigões.

 

A partir das 13h haverá um almoço neolítico/atelier de cozinha pré-histórica acompanhado por uma seleção de vinhos do Esporão, seguindo-se às 16h, na Torre do Esporão, uma palestra do arqueólogo António Valera, Diretor do Núcleo de Investigação Arqueológica da Era Arqueologia, sobre “O Recinto Pré-Histórico dos Perdigões: 20 anos a “construir” um monumento nacional”. No Dia Aberto nos Perdigões, iniciativa organizada pelo Esporão, pela Era Arqueologia e pelo Município de Reguengos de Monsaraz, todas as atividades são gratuitas, exceto o Atelier de Cerâmica Pré-histórica, que decorre às 16h30 e tem o custo de cinco euros por pessoa.

 

O povoado dos Perdigões situa-se a cerca de um quilómetro da cidade de Reguengos de Monsaraz e é um complexo arqueológico composto por vários recintos delimitados por grandes fossos, que inclui uma área de necrópole e um cromeleque ou recinto megalítico cerimonial definido por vários menires, ocupando uma área superior a 20 hectares. Iniciado no Neolítico Médio, há cerca de 5.500 anos, prolongou-se durante toda a Idade do Cobre e chegou ao início da Idade do Bronze, há 4.000 anos, altura em que ocorreram profundas mudanças sociais e cosmológicas que levaram ao seu abandono.

 

O local terá assumido desde o início um importante papel para as comunidades que habitavam aquela zona na Pré-História Recente e seria, provavelmente, um sítio aglutinador de populações de várias regiões, tal como um santuário, que aí se reuniam para a prática de cerimónias rituais, algumas delas relacionadas com o culto dos mortos e dos antepassados.

 

A Era Arqueologia iniciou as campanhas de escavações arqueológicas em 1997 e desde esse ano foram intervencionadas várias áreas, tendo sido descobertos sepulcros de inumações secundárias e de inumações primárias ou depósitos de restos de cremações humanas com cerca de 4.500 anos, que eram pouco comuns nessa época. Associado a estes contextos de cremações humanas, foi encontrado pela primeira vez em Portugal um conjunto de estatuetas antropomórficas em marfim, de grande naturalismo e beleza estética, que podem representar divindades, pessoas ou estatutos sociais concretos, ou grupos de identidade ou parentesco.

 

Exposição itinerante “Padre Manuel Antunes, Sj: Pedagogo da Democracia (1918-1985)” para visitar em Loulé

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Entre os dias 1 e 30 de agosto, vai estar patente ao público, na Biblioteca Municipal de Loulé, a exposição "Padre Manuel Antunes, sj: Pedagogo da Democracia".

De natureza aberta, inclusiva e criativa, esta é uma exposição itinerante, composta por doze painéis de grande interesse pedagógico, e concebida a pensar principalmente num público jovem. É uma exposição dividida em dez temas que acompanha o percurso biográfico do Padre Manuel Antunes e que dá a conhecer alguns passos da sua obra.

Senhor de uma grande cultura e de uma capacidade de ligar e analisar os grandes assuntos do passado em articulação com os momentos e as questões do presente, deixou uma obra escrita considerável.

Nascido há cem anos (1918-1985), formou-se na Companhia de Jesus, tornou-se padre jesuíta, foi professor de mais de 15 mil alunos na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Ensinou jovens que se tornaram grandes líderes, professores, poetas, escritores de Portugal, ajudou muitos com sabedoria e paciência revolucionária, aquando da perseguição política e da censura, de que também foi alvo.

Muitos dos seus alunos tornaram-se figuras conhecidas como Marcelo Rebelo de Sousa, Maria do Céu Guerra, Jaime Gama, Lídia Jorge ou Sophia de Mello Breyner Andresen, entre tantos outros. 

É, pois, o percurso e a obra desta figura fascinante, o Padre e Professor Manuel Antunes, sj, considerado um dos mais notáveis pensadores e pedagogos portugueses, que é dado a conhecer ao público nesta exposição.

A entrada é livre.

 

CML/GAP /RP

Festival de Jazz de Viseu divulga programação completa do que acontece de 24 a 28 de Julho

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A 7.ª edição do Que Jazz É Este? celebra-se de 24 a 28 de julho no Parque Aquilino Ribeiro em Viseu.

Para esta 7.ª edição, Viseu irá receber nos seus palcos, ruas, varandas e até mesmo hospital, um sem número de artistas nacionais e internacionais com uma diversidade estilística e musical – dentro e fora do jazz – capazes de contaminar as gentes um pouco por toda a cidade.

No cartaz inserem-se alguns dos mais destacados músicos do panorama musical contemporâneo: o multicultural baixista/guitarrista Munir Hoss, o saxofonista e MC Soweto Kinch, o concerto único do Coletivo Gira Sol Azul feat. Roger Biwandu e R!X, a estreia do novo álbum do saxofonista galego Xosé Miguelez com Jean-Michel Pilc., o noise-jazz-rock dos holandeses Cactus Truck, os Centauri pela mão do inconfundível guitarrista André Fernandes, a energia dos Triciclo Vivo feat. Rodolfo Embaló, o pote musical étnico dos Terra Livre e elegância dos Osso Vaidoso e dos Homem ao Mar.

A programação do festival, tal como já mencionado, vai passar pelos cinco palcos espalhados pelo Parque Aquilino Ribeiro mas não só. O festival, irá desenvolver outras iniciativas noutros lugares mais ou menos íntimos de Viseu, um pouco por toda a cidade com Jazz Na Rua, Jazz Nas Varandas e Doutor Jazz. A música vai estar em todo o lado, ao alcance de todos. Até mesmo na rádio...

A Rádio Rossio (um clássico deste festival) estará este ano em força máxima, com uma grande variedade de programas de autor da mais diversa índole, em horários intercalados com a programação diária, com 19 radialistas oriundos de Viseu.

Destaque também para a aposta na música de jovens da região de Viseu, como por exemplo no Jazz na Rua com os colectivos Suspendis e Osso Ruído e no projecto Oh yes pigs, can fly – encomendado ao guitarrista e compositor Leonardo Outeiro, em estreia.

Não podemos esquecer de mencionar, que irá existir o Mercado do Festival, onde se poderão encontrar entre outros produtos, comida e bebida, para melhor se apreciar a música e a festa que se faz.

Génese do Festival de Jazz de Viseu e os seus objectivos

Desde 2013 que o Festival de Jazz de Viseu tem procurado afirmar-se como um projeto de relevo e prestígio na região centro, destacando-se pelos concertos que organiza, mas também pelas diversas atividades que promove desde formação na área do jazz e música pela rua.

Organizado pela Gira Sol Azul, as mais recentes edições do Que jazz É Este? pautam-se por objetivos bem concretos: divulgar música jazz de qualidade; promover episódios de formação selecionada e perspetiva aberta; incentivar e investir em músicos e grupos da região apoiando a mostra do seu trabalho; envolver ativamente as comunidades mais e menos inusitadas; cimentar a sua dimensão internacional convidando músicos e coletivos de topo além-fronteiras e, acima de tudo, contribuir para a criatividade e troca de conhecimento.

Para além de um festival de música, Que jazz É este? é simultaneamente um grito de apelo à formação, criação e profissionalização musical e uma convocatória à comunidade em geral para se envolver.

 

Que Jazz É Este? | Primeiro nomes anunciados

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Primeiros nomes revelados do Festival de Jazz de Viseu que acontece de 24 a 28 de julho

Foram avançadas as primeiras confirmações para a 7ª edição do Que Jazz É Este? - Festival de Jazz de Viseu, que se realiza entre os dias 24 e 28 de julho Parque Aquilino Ribeiro e diversos pontos na cidade.

Munir Hossn, Centauri, Soweto Kinch Trio, Xose Miguélez / Jean-Michel Pilc Quartet e Triciclo Vivo feat. Rodolfo Embaló são os primeiros cinco nomes anunciados.


Na edição de 2019 o festival irá ter música espalhada pela cidade de Viseu e, em locais fora do habitual como varandas, assim como a 11º edição do Workshop de Jazz com o formador Pedro Neves.

Génese do Festival de Jazz de Viseu e os seus objectivos

Desde 2013 que o Festival de Jazz de Viseu tem procurado afirmar-se como um projeto de relevo e prestígio na região centro, destacando-se pelos concertos que organiza, mas também pelas diversas atividades que promove desde formação na área do jazz e música pela rua.

Organizado pela Gira Sol Azul, as mais recentes edições do Que jazz É Este? pautam-se por objetivos bem concretos: divulgar música jazz de qualidade; promover episódios de formação selecionada e perspetiva aberta; incentivar e investir em músicos e grupos da região apoiando a mostra do seu trabalho; envolver ativamente as comunidades mais e menos inusitadas; cimentar a sua dimensão internacional convidando músicos e coletivos de topo além-fronteiras e, acima de tudo, contribuir para a criatividade e troca de conhecimento.

 

Exposição “O homem que só queria ser Tóssan”: obra de artista algarvio em destaque em Loulé

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De 30 de maio a 31 de agosto, vai estar patente ao público, na Galeria de Arte do Convento Espírito Santo, em Loulé, a exposição “O homem que só queria ser Tóssan”, que aborda a vida e obra deste importante homem das artes de origem algarvia.

Tóssan teria gostado da coincidência: o 30 de maio, dia do seu aniversário, fecha o centenário do seu nascimento e abre, em pleno feriado municipal, uma exposição da sua vida e obra, na cidade onde deixou indelével memória e talento na decoração de antigos cortejos carnavalescos.

A exposição, para além de percorrer o seu ilustre trajeto nas artes visuais portuguesas, evidencia a sua profunda admiração e relação fraternal com o poeta António Aleixo.

Tossán (António Fernando dos Santos) nasceu em Vila Real de Santo António, no ano de 1918, e faleceu em Lisboa em 1991. Foi um homem multifacetado que dedicou a sua vida à arte, como pintor, ilustrador, cenógrafo, vitralista, caricaturista, humorista, decorador, designer e gráfico. Mas o que o destacou foi o seu enorme talento e a sua maneira de ser divertida, acutilante e de contador de histórias. 

Como ilustrador, iniciou o seu percurso ilustrando a capa do livro “O Teatro dos Estudantes de Coimbra no Brasil”. Nesta arte realizou mais de meia centena de capas de livros, de onde se destacam as obras de Curvo Semedo “O Velho, O Rapaz e o Burro” (1978) e de Leonel Neves “O Elefante e a Pulga” (1976). Esteve ligado vários anos à Editora Terra Livre como responsável gráfico, foi orientador gráfico da Revista Brazil a convite do governo brasileiro, editou dois livros de desenhos, “Cão Pêndio” e “Fidelidade 1835”, e retratou várias personalidades entre as quais António Aleixo, Camilo Castelo Branco, Manuel Teixeira Gomes, Teixeira de Pascoaes, José Régio e Lins do Rego.

Pertenceu, desde 1947, ao Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra (TEUC), onde foi cenógrafo e caracterizador. A sua primeira obra como ilustrador foi a capa do livro “O Teatro dos Estudantes de Coimbra no Brasil”. Durante o período em que residiu em Coimbra foi o caricaturista de centenas de estudantes.

Entre 1961 e 1964, orientou os trabalhos gráficos da Embaixada do Brasil em Lisboa, cuja Biblioteca Sala Brasil decorou.

Na imprensa, foi um dos criadores do suplemento juvenil do Diário de Lisboa e colaborador do jornal humorístico O Bisnau.

O ator Mário Viegas, amigo de Tóssan, reuniu num documento, em 1992, poemas e textos de prosa inéditos para um espetáculo intitulado “Tótó”, que representou a solo, nesse ano.

A exposição pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 9h30 às 17h30, e aos sábados, das 9h30 às 16h00. A inauguração acontece no dia 30 de maio, às 18h00, no âmbito do Dia do Município.

 

CML/GAP /RP

Mônica Salmaso e José Pedro Gil apresentam "Estrada Branca" no Castelo do Alandroal

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Espetáculo: “Estrada Branca”

Local: Castelo do Alandroal

Datas: Sexta-feira, 19 de julho

Preço: Gratuito

Horário: 22h00

 

O Castelo do Alandroal recebe, na sexta-feira, dia 19 de julho, às 22h00, o terceiro e último concerto da digressão de “Estrada Branca”. O espetáculo é um tributo a Vinicius de Moraes e José Afonso pelas vozes de Mônica Salmaso e José Pedro Gil. Com entrada gratuita, a união das duas vozes do passado será ao ar livre, no espaço requalificado pelo arquiteto Manuel Aires Mateus, também responsável pela cenografia do projeto.

 

No mesmo ano em que se celebra o 90º aniversário de José Afonso, “Estrada Branca” – da autoria de José Pedro Gil, Emanuel de Andrade, Mônica Salmaso, Teco Cardoso, Nelson Ayres e Carlos Tê – lança duplo LP, à venda durante o concerto. Na compra do disco e de uma t-shirt do projeto, parte das receitas reverte a favor da Associação Corações Com Coroa – fundada por Catarina Furtado – que ajuda jovens adolescentes e mulheres em situações vulneráveis.

 

Janis Dellarte | Exposição "Nós Enredamentos, Entrecidos Despojos"

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 Nós Enredamentos, Entrecidos Despojos

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© Ana Paganini

 

Inauguração: 6 de junho, 18h30
Exposição de 7 junho a 31 agosto de 2019 | todos os dias, das 9h às 20h.  
Jardim Botânico da Universidade de Lisboa | Museu Nacional de História Natural e da Ciência
Rua da Escola Politécnica, 56-58, Lisboa
 
No próximo dia 6 de junho, às 18:30h, inaugura a exposição “Nós Enredamentos, Entrecidos Despojos ” de Janis Dellarte, no Jardim Botânico da Universidade de Lisboa.
Esta exposição, composta por um conjunto de 6 instalações organicamente enredadas com o ecossistema do Jardim Botânico, materializa a resposta da artista, no momento histórico particular que vivemos, a navegar entre a (i)moralidade da poluição e a sua beleza plástica-simbólica, e o aparente paradoxo, talvez inescapável, de integrar essa poluição na sua prática artística.
Interpelada pelas grandes ilhas de lixo nos oceanos, Janis resgata os despejos marítimos que dão à costa no naufrágio permanente do consumo contemporâneo e da atividade piscatória - material físico e simbólico, usado entre as suas linhas, enredamentos, despojos de entretecidos e nós, para criar os seus seres híbridos, testemunho de conhecimentos ancestrais, de novas e velhas memórias, na esperança de poder contribuir para uma consciência individual, cada vez mais ativa, participativa e solidária.
A eleição do Jardim Botânico do Museu Nacional de História Natural e da Ciência para a sua exibição, pretende reforçar a primordial missão educativa deste espaço, usando-o como veículo de reflexão sobre a importância da preservação dos ecossistemas naturais e de sua vulnerabilidade às ações humanas. 

No evento de  inauguração Janis convida artistas – performers, bailarinos e músicos para realizar uma cerimónia/ neo-ritual/ peregrinação de apresentação das peças pelo Jardim Botânico.
 
Esta exposição é produzida pelo Museu Nacional de História Natural e da Ciência em parceria com a Ocupart.
 
Janis, Lisboa 1989, vive e trabalha em Lisboa. Cria híbridos escultóricos, peças têxteis performativas, objectos ritualisticos e instalações iterativas, através do croché, tricô, tradições têxteis em vias de extinção, o quase perdido feito-á-mão. Morou nove anos em Madrid onde estudou Belas Artes e sete em Londres onde fez um Art & Design Foundation na Chelsea College of Art. Licenciou-se em Textiles and Surface Design na Buckinghamshire New University, concluiu um curso de Joalharia Experimental na Central Saint Martins e tornou-se Mestre em Knitted Textiles (tricô) na Royal College of Art. No verão de 2014 voltou para Portugal, sua terra natal, onde tem vivido desde então. Em Lisboa, assistiu ao Workshop de Estratégias para o Intérprete Contemporâneo, por Vânia Rovisco, e o curso Livre de Performance Arte Portuguesa: Performers e Performances na Universidade Nova de Lisboa. Colabora com designers, músicos, bailarinos e performers, e faz parte de iniciativas artivistas como a Linha Vermelha e o Zero Waste Lab– por um futuro mais consciente e menos plásticos! Este ano mudou-se para o Litoral Alentejano onde se entregou a este projeto de resgate de plásticos da praia e criação das peças presentes nesta exposição.
Já expôs em Londres, Nova Iorque, Jalisco (México), Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto e Lisboa. Entre outras, destacam-se para as exposições no Palácio das Artes do Porto, no Museu da Eletricidade e no MUDE em Lisboa, na abertura da Z42 no Rio de Janeiro, The Java Projects en Nova Iorque, na MilMa e na Geddes Gallery em Londres.