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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

O que é o Arquivo? - 18, 19 e 20 de abril, na Cinemateca Portuguesa

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Dias 18, 19 e 20 de abril

O que é o Arquivo?
sessões de cinema e conferências na Cinemateca Portuguesa

O segundo Laboratório do Ciclo de Encontros O que é O Arquivo? realiza-se nos dias 18, 19 e 20 de abril, a partir das 18h00, na Cinemateca Portuguesa, e é organizado pelo Arquivo Municipal de Lisboa-Videoteca, em parceria com a Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema. Três dias com sessões de cinema e mesas redondas, dedicados ao tema das relações entre Cinema e Arquivo e com entrada gratuita (com excepção da sessão de dia 18 de abril, às 21h30, na qual se aplica o preçário habitual da Cinemateca).

Após uma primeira edição, em 2017, dedicada aos cruzamentos entre Arte Contemporânea e Arquivo, este segundo Laboratório - com programação de Inês Sapeta Dias, Joana Ascensão e Susana Nascimento Duarte - tem como objetivo debater as relações que se estabelecem hoje entre as imagens em movimento e os modos do seu arquivamento e as deslocações na forma fílmica que daí decorrem no contexto da criação.

Cada sessão é composta por projeção de filmes seguida das intervenções de cineastas, investigadores, programadores e arquivistas. Os filmes, ponto de partida de cada sessão, permitem enraizar a discussão numa observação do modo como as relações entre Cinema e Arquivo afetam a forma e a prática fílmica. O programa inclui importantes obras como Perfect Film, de Ken Jacobs (1986), A Movie, de Bruce Conner (1958), uma versão de YouTube Trilogy, de James Benning (2010), Arbeiter verlassen die Fabrik, de Harun Farocki (1995), The Pixelated Revolution, de Rabih Mroué (2012), Journal No. 1 - An Artist’s Impression, de Hito Steyerl (2007), Found, Found, Found, de Dirk de Bruyn (2014), Black Code/Code Noir, de Louis Henderson (2015) e Pieces and Love all to Hell, de Dominic Gagnon (2011).

Para o debate, fazem parte do painel de convidados: Eric de Kuyper (cineasta e arquivista), responsável pelo lançamento Bits and Pieces, de que mostrará exemplos, Tiago Baptista (diretor do ANIM), Manuel Mozos (cineasta), Susana de Sousa Dias (cineasta), Christa Blümlinger (investigadora e professora de Cinema e Audiovisual em Paris 8), Jürgen Bock (diretor da Maumaus), Nuno Lisboa (director do Doc's Kingdom), Inhabitants (artistas), Lara Baladi (fotógrafa e artista multimédia) e Jonathan Beller (professor no Pratt Institute e teórico do cinema), que estará pela primeira vez em Portugal.

Dentro dos temas abordados estão o trabalho com imagens pré-existentes e o paralelismo entre esse trabalho na prática fílmica e nos arquivos do cinema; as práticas arqueológicas que, no cinema, trabalham sobre os campos cegos do arquivo e mostram que este é também feito de buracos, ausências, destruições, esquecimentos; a ação disciplinar da programação e as práticas que operam para a subversão do princípio programático do Arquivo e do Cinema.

No dia 19, realiza-se ainda o lançamento do livro O que é o arquivo? Laboratório 1: Arte / Arquivo, a propósito do primeiro momento O que é o Arquivo?, realizado em 2017, cujo local e hora será anunciado em breve.

 

PROGRAMA

18 | 19 | 20 ABRIL 2018

18 ABRIL, 4ª feira

18h00 – 21h00 | MESA DE TRABALHO 1. APROPRIAÇÃO

Projeção de:
Perfect Film, Ken Jacobs, 1986, 22’
A Movie, Bruce Conner, 1958, 12’
YouTube Trilogy (versão), James Benning, 2010, 33’
seguida das intervenções de Eric de Kuyper (com projeção de Bits and Pieces), Tiago Baptista e Manuel Mozos

21h30 | Sans Soleil, Chris Marker, 1984, 104’

 

19 ABRIL, 5ª feira
18h00 – 21h00 | MESA DE TRABALHO 2. ARQUEOLOGIA

Projeção de:
Arbeiter verlassen die Fabrik, Harun Farocki, 1995, 36’
The Pixelated Revolution, Rabih Mroué, 2012, 22’
Journal No. 1 - An Artist’s Impression, Hito Steyerl, 2007, 21’

seguida das intervenções de Susana de Sousa Dias, Christa Blümlinger e Jürgen Bock

Lançamento do livro O que é o arquivo? Laboratório 1: Arte / Arquivo (local e hora a confirmar)
 

20 ABRIL, 6ª feira
18h00 – 21h00 | MESA DE TRABALHO 3. PROGRAMAÇÃO

Projeção de:
Found, Found, Found, Dirk de Bruyn, 2014, 18’
Black Code/Code Noir, Louis Henderson, 2015, 20’
Pieces and Love all to Hell, Dominic Gagnon, 2011, 61’
seguida das intervenções de Nuno Lisboa, Inhabitants (vídeo conferência), Lara Baladi
 

21h30
Constant - Association pour l'Art et les Médias (vídeo conferência) e Jonathan Beller
 

O que é o Arquivo? Laboratório 2: Cinema | Arquivo
O ciclo de encontros O que é o Arquivo? organiza-se anualmente através de Laboratórios, encontros de trabalho e de discussão, onde, de cada vez, esta pergunta é colocada a partir de práticas e saberes visuais particulares, e de campos de trabalho e de investigação específicos.

Está hoje em curso um intenso debate sobre as consequências das transformações tecnológicas para a gestão arquivística e para a preservação da memória. A transição para um paradigma digital supõe, no entanto, uma destabilização epistemológica mais profunda, com repercussões que vão além do eventual impacto ao nível da política arquivística. Uma transição que implica a nossa própria relação com os arquivos (pessoais e institucionais) e a sua partilha. É assim a própria noção de Arquivo, nas suas diversas acepções, comuns e especializadas, que é interpelada e de certo modo reconfigurada, quando a realidade do arquivo é literalmente posta em movimento pelo seu devir digital. Seja na sua acepção de coleção de traços do passado, de “conteúdo” de arquivo (documentos e registos propriamente ditos), de estrutura ou ordenação do material de arquivo, a digitalização veio perturbar totalmente a ordem arquivística da qual decorrem as significações desta noção. O que é, então, o Arquivo, hoje?

 

  1. APROPRIAÇÃO
    Nesta primeira mesa de trabalho, a proposta é pensar o trabalho de apropriação de imagens confrontando o trabalho desenvolvido nos arquivos do cinema e o trabalho criativo desenvolvido na prática fílmica, uma vez que as “imagens de arquivo” colocam frequentemente questões semelhantes a cineastas e arquivistas – possuem um excesso indexical e uma abertura que conduzem a uma multiplicidade de leituras e significações dependendo dos contextos em que se inserem, que arquivistas procuram classificar, e que cineastas e artistas não cessam de explorar, produzindo com frequência “Contra-Arquivos” que questionam a própria noção de Arquivo.

O impulso arquivístico no cinema é indissociável da sua vocação arqueológica, ou seja, da sua capacidade de nos elucidar sobre o próprio funcionamento do(s) arquivo(s), no sentido de Michel Foucault.
 

  1. ARQUEOLOGA
    A arqueologia é a disciplina que permite a descrição do arquivo, das regras que definem para o nosso tempo o que é dizível e visível, conservado, apropriado, reactivado, mas também o que fica de fora, o que é reativado. Uma prática arqueológica cinematográfica supõe esta capacidade descritiva do cinema, de pelos seus próprios meios servir para inquirir o arquivo audiovisual contemporâneo, ou seja, as imagens-técnicas, incluindo as do próprio cinema, que articulam o que vemos, pensamos e fazemos, através da montagem. Não se trata, pois, de operar a restituição de uma origem absoluta ou mítica para a qual apontam as imagens na sua relação com o mundo, mas de as deixar insinuarem-se como traços mais ou menos obscuros, de um impensado do seu tempo. Dão-se menos pelo que nelas é imediatamente visível do que pelo que nelas se inscreve de uma legibilidade imperceptível. É a sua suposta proveniência que se trata de interrogar e fazer diferir, como modo de assim interpelar a realidade, a história e o presente, ensaiando formas de criticamente as analisar, recompor, fazer colidir, religar e articular. Esta mesa de trabalho organiza-se em torno da arqueologia enquanto prática fílmica que procura evidenciar a riqueza e singularidade de diversos registos audio-visuais, entendidos como documentos a retrabalhar e reescrever, manifestando os contra-campos ausentes das imagens, para fazer ver coisas que não são mostradas, no limite das imagens. Permite também refletir sobre a metamorfose funcional das imagens-técnicas contemporâneas, imagens que sugerem a interatividade e possibilidade de agenciamentos nas plataformas online, nomeadamente de ordem política e ativista, que urge pensar criticamente face ao seu reverso operacional de controlo e vigilância.
     
  2. PROGRAMAÇÃO
    Se desde logo é determinante para a definição do Arquivo (de qualquer arquivo), não apenas o que está dentro ou fora dele – sendo essa seleção um reflexo das decisões sobre o que pode ou não ser visto e dito –, mas também o contexto produzido com e para os objetos/documentos arquivados, a programação torna-se um problema fundamental para a definição do Arquivo no seu encontro com o Cinema. Enquanto distribuição num espaço, mas também enquanto ordenação no tempo, a programação é uma função (diagramática, para usar o termo de Gilles Deleuze quando lê Foucault) que trabalha para colocar as imagens a funcionar de determinada maneira e num certo sentido, e que assim define, controla, orienta e dirige o que se vê e como. Trabalho que o algoritmo, série de operações que ordena a circulação das imagens em ambientes digitais, veio radicalizar: sequenciação de imagens fundada no estudo, tratamento e processamento de hábitos de consumo, a programação é hoje uma função que cada vez mais opera para prever, encaixar e manter os espectadores/utilizadores nos seus lugares – o que fará com que Jonathan Beller, numa proposta revolucionária, defina o inconsciente como um produto do cinema. Nesta mesa de trabalho propomos observar e discutir a função disciplinar da programação e dar conta das práticas que, pelos meios disponibilizados pelas tecnologias digitais, procuram subverter o princípio programático do Arquivo e do Cinema, práticas que, fazendo a crítica do Arquivo, estão a criar novos e múltiplos arquivos, mais ou menos informais, todos eles radicais.

 

ORGANIZAÇÃO Câmara Municipal de Lisboa /Arquivo Municipal de Lisboa / Videoteca
PARCERIA Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema
PROGRAMAÇÃO Inês Sapeta Dias, Joana Ascensão, Susana Nascimento Duarte

ENTRADA LIVRE (mediante levantamento de ingresso) com excepção da sessão de dia 18 de abril, às 21h30, na qual se aplica o preçário habitual da Cinemateca Portuguesa.

Todos os filmes são legendados eletronicamente e as intervenções em língua estrangeira têm tradução simultânea para Português.

INFORMAÇÕES arquivomunicipal.cm-lisboa.pt |www.facebook.com/oqueeoarquivo | tel. 218 170 433 |

www.cinemateca.pt | bilheteira: 213 596 262


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O que é o Arquivo? - 18, 19 e 20 de abril, na Cinemateca Portuguesa

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Dias 18, 19 e 20 de abril

O que é o Arquivo?
sessões de cinema e conferências na Cinemateca Portuguesa

O segundo Laboratório do Ciclo de Encontros O que é O Arquivo? realiza-se nos dias 18, 19 e 20 de abril, a partir das 18h00, na Cinemateca Portuguesa, e é organizado pelo Arquivo Municipal de Lisboa-Videoteca, em parceria com a Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema. Três dias com sessões de cinema e mesas redondas, dedicados ao tema das relações entre Cinema e Arquivo e com entrada gratuita (com excepção da sessão de dia 18 de abril, às 21h30, na qual se aplica o preçário habitual da Cinemateca).

Após uma primeira edição, em 2017, dedicada aos cruzamentos entre Arte Contemporânea e Arquivo, este segundo Laboratório - com programação de Inês Sapeta Dias, Joana Ascensão e Susana Nascimento Duarte - tem como objetivo debater as relações que se estabelecem hoje entre as imagens em movimento e os modos do seu arquivamento e as deslocações na forma fílmica que daí decorrem no contexto da criação.

Cada sessão é composta por projeção de filmes seguida das intervenções de cineastas, investigadores, programadores e arquivistas. Os filmes, ponto de partida de cada sessão, permitem enraizar a discussão numa observação do modo como as relações entre Cinema e Arquivo afetam a forma e a prática fílmica. O programa inclui importantes obras como Perfect Film, de Ken Jacobs (1986), A Movie, de Bruce Conner (1958), uma versão de YouTube Trilogy, de James Benning (2010), Arbeiter verlassen die Fabrik, de Harun Farocki (1995), The Pixelated Revolution, de Rabih Mroué (2012), Journal No. 1 - An Artist’s Impression, de Hito Steyerl (2007), Found, Found, Found, de Dirk de Bruyn (2014), Black Code/Code Noir, de Louis Henderson (2015) e Pieces and Love all to Hell, de Dominic Gagnon (2011).

Para o debate, fazem parte do painel de convidados: Eric de Kuyper (cineasta e arquivista), responsável pelo lançamento Bits and Pieces, de que mostrará exemplos, Tiago Baptista (diretor do ANIM), Manuel Mozos (cineasta), Susana de Sousa Dias (cineasta), Christa Blümlinger (investigadora e professora de Cinema e Audiovisual em Paris 8), Jürgen Bock (diretor da Maumaus), Nuno Lisboa (director do Doc's Kingdom), Inhabitants (artistas), Lara Baladi (fotógrafa e artista multimédia) e Jonathan Beller (professor no Pratt Institute e teórico do cinema), que estará pela primeira vez em Portugal.

Dentro dos temas abordados estão o trabalho com imagens pré-existentes e o paralelismo entre esse trabalho na prática fílmica e nos arquivos do cinema; as práticas arqueológicas que, no cinema, trabalham sobre os campos cegos do arquivo e mostram que este é também feito de buracos, ausências, destruições, esquecimentos; a ação disciplinar da programação e as práticas que operam para a subversão do princípio programático do Arquivo e do Cinema.

No dia 19, realiza-se ainda o lançamento do livro O que é o arquivo? Laboratório 1: Arte / Arquivo, a propósito do primeiro momento O que é o Arquivo?, realizado em 2017, cujo local e hora será anunciado em breve.

 

PROGRAMA

18 | 19 | 20 ABRIL 2018

18 ABRIL, 4ª feira

18h00 – 21h00 | MESA DE TRABALHO 1. APROPRIAÇÃO

Projeção de:
Perfect Film, Ken Jacobs, 1986, 22’
A Movie, Bruce Conner, 1958, 12’
YouTube Trilogy (versão), James Benning, 2010, 33’
seguida das intervenções de Eric de Kuyper (com projeção de Bits and Pieces), Tiago Baptista e Manuel Mozos

21h30 | Sans Soleil, Chris Marker, 1984, 104’

 

19 ABRIL, 5ª feira
18h00 – 21h00 | MESA DE TRABALHO 2. ARQUEOLOGIA

Projeção de:
Arbeiter verlassen die Fabrik, Harun Farocki, 1995, 36’
The Pixelated Revolution, Rabih Mroué, 2012, 22’
Journal No. 1 - An Artist’s Impression, Hito Steyerl, 2007, 21’

seguida das intervenções de Susana de Sousa Dias, Christa Blümlinger e Jürgen Bock

21h00 | Lançamento do livro O que é o arquivo? Laboratório 1: Arte / Arquivo, em parceria com a editora Sistema Solar, na livraria Linha de Sombra (na Cinemateca Portuguesa).

20 ABRIL, 6ª feira
18h00 – 21h00 | MESA DE TRABALHO 3. PROGRAMAÇÃO

Projeção de:
Found, Found, Found, Dirk de Bruyn, 2014, 18’
Black Code/Code Noir, Louis Henderson, 2015, 20’
Pieces and Love all to Hell, Dominic Gagnon, 2011, 61’
seguida das intervenções de Nuno Lisboa, Inhabitants (vídeo conferência), Lara Baladi
 

21h30
Constant - Association pour l'Art et les Médias (vídeo conferência) e Jonathan Beller
 

O que é o Arquivo? Laboratório 2: Cinema | Arquivo
O ciclo de encontros O que é o Arquivo? organiza-se anualmente através de Laboratórios, encontros de trabalho e de discussão, onde, de cada vez, esta pergunta é colocada a partir de práticas e saberes visuais particulares, e de campos de trabalho e de investigação específicos.

Está hoje em curso um intenso debate sobre as consequências das transformações tecnológicas para a gestão arquivística e para a preservação da memória. A transição para um paradigma digital supõe, no entanto, uma destabilização epistemológica mais profunda, com repercussões que vão além do eventual impacto ao nível da política arquivística. Uma transição que implica a nossa própria relação com os arquivos (pessoais e institucionais) e a sua partilha. É assim a própria noção de Arquivo, nas suas diversas acepções, comuns e especializadas, que é interpelada e de certo modo reconfigurada, quando a realidade do arquivo é literalmente posta em movimento pelo seu devir digital. Seja na sua acepção de coleção de traços do passado, de “conteúdo” de arquivo (documentos e registos propriamente ditos), de estrutura ou ordenação do material de arquivo, a digitalização veio perturbar totalmente a ordem arquivística da qual decorrem as significações desta noção. O que é, então, o Arquivo, hoje?

 

  1. APROPRIAÇÃO
    Nesta primeira mesa de trabalho, a proposta é pensar o trabalho de apropriação de imagens confrontando o trabalho desenvolvido nos arquivos do cinema e o trabalho criativo desenvolvido na prática fílmica, uma vez que as “imagens de arquivo” colocam frequentemente questões semelhantes a cineastas e arquivistas – possuem um excesso indexical e uma abertura que conduzem a uma multiplicidade de leituras e significações dependendo dos contextos em que se inserem, que arquivistas procuram classificar, e que cineastas e artistas não cessam de explorar, produzindo com frequência “Contra-Arquivos” que questionam a própria noção de Arquivo.

O impulso arquivístico no cinema é indissociável da sua vocação arqueológica, ou seja, da sua capacidade de nos elucidar sobre o próprio funcionamento do(s) arquivo(s), no sentido de Michel Foucault.
 

  1. ARQUEOLOGA
    A arqueologia é a disciplina que permite a descrição do arquivo, das regras que definem para o nosso tempo o que é dizível e visível, conservado, apropriado, reactivado, mas também o que fica de fora, o que é reativado. Uma prática arqueológica cinematográfica supõe esta capacidade descritiva do cinema, de pelos seus próprios meios servir para inquirir o arquivo audiovisual contemporâneo, ou seja, as imagens-técnicas, incluindo as do próprio cinema, que articulam o que vemos, pensamos e fazemos, através da montagem. Não se trata, pois, de operar a restituição de uma origem absoluta ou mítica para a qual apontam as imagens na sua relação com o mundo, mas de as deixar insinuarem-se como traços mais ou menos obscuros, de um impensado do seu tempo. Dão-se menos pelo que nelas é imediatamente visível do que pelo que nelas se inscreve de uma legibilidade imperceptível. É a sua suposta proveniência que se trata de interrogar e fazer diferir, como modo de assim interpelar a realidade, a história e o presente, ensaiando formas de criticamente as analisar, recompor, fazer colidir, religar e articular. Esta mesa de trabalho organiza-se em torno da arqueologia enquanto prática fílmica que procura evidenciar a riqueza e singularidade de diversos registos audio-visuais, entendidos como documentos a retrabalhar e reescrever, manifestando os contra-campos ausentes das imagens, para fazer ver coisas que não são mostradas, no limite das imagens. Permite também refletir sobre a metamorfose funcional das imagens-técnicas contemporâneas, imagens que sugerem a interatividade e possibilidade de agenciamentos nas plataformas online, nomeadamente de ordem política e ativista, que urge pensar criticamente face ao seu reverso operacional de controlo e vigilância.
     
  2. PROGRAMAÇÃO
    Se desde logo é determinante para a definição do Arquivo (de qualquer arquivo), não apenas o que está dentro ou fora dele – sendo essa seleção um reflexo das decisões sobre o que pode ou não ser visto e dito –, mas também o contexto produzido com e para os objetos/documentos arquivados, a programação torna-se um problema fundamental para a definição do Arquivo no seu encontro com o Cinema. Enquanto distribuição num espaço, mas também enquanto ordenação no tempo, a programação é uma função (diagramática, para usar o termo de Gilles Deleuze quando lê Foucault) que trabalha para colocar as imagens a funcionar de determinada maneira e num certo sentido, e que assim define, controla, orienta e dirige o que se vê e como. Trabalho que o algoritmo, série de operações que ordena a circulação das imagens em ambientes digitais, veio radicalizar: sequenciação de imagens fundada no estudo, tratamento e processamento de hábitos de consumo, a programação é hoje uma função que cada vez mais opera para prever, encaixar e manter os espectadores/utilizadores nos seus lugares – o que fará com que Jonathan Beller, numa proposta revolucionária, defina o inconsciente como um produto do cinema. Nesta mesa de trabalho propomos observar e discutir a função disciplinar da programação e dar conta das práticas que, pelos meios disponibilizados pelas tecnologias digitais, procuram subverter o princípio programático do Arquivo e do Cinema, práticas que, fazendo a crítica do Arquivo, estão a criar novos e múltiplos arquivos, mais ou menos informais, todos eles radicais.

 

ORGANIZAÇÃO Câmara Municipal de Lisboa /Arquivo Municipal de Lisboa / Videoteca
PARCERIA Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema
PROGRAMAÇÃO Inês Sapeta Dias, Joana Ascensão, Susana Nascimento Duarte

ENTRADA LIVRE (mediante levantamento de ingresso) com excepção da sessão de dia 18 de abril, às 21h30, na qual se aplica o preçário habitual da Cinemateca Portuguesa.

Todos os filmes são legendados eletronicamente e as intervenções em língua estrangeira têm tradução simultânea para Português.

INFORMAÇÕES arquivomunicipal.cm-lisboa.pt |www.facebook.com/oqueeoarquivo | tel. 218 170 433 |

www.cinemateca.pt | bilheteira: 213 596 262

LEGO lança nova Millennium Falcon do filme “Solo: Uma história de Star Wars”

LEGO® lança a Millenium Falcon, novinha em folha, do filme “Solo: Uma história de Star Wars”

 

LEGO® redesenha a Millenium Falcon, baseada no Spin Off da saga, que conta a história de Han Solo

 

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O set, composto por 1414 peças, estará à venda a partir de Abril

 

 

Para celebrar a estreia do filme Solo: Uma história de Star Wars, a LEGO redesenha a nave mais mítica de toda a saga e lança a Millenium Falcon de Kessel, como nunca antes vista, porque antes de ser “o pedaço de sucata mais rápido da galáxia”, já foi nova.

 

A Millenium Falcon da LEGO é um dos sets mais desenhados e que mais réplicas teve ao longo dos anos, convertendo-se cada uma das suas versões em peças de coleccionador. Como contam na saga, “foi capaz de percorrer a Kessel Run (famosa rota utilizada por contrabandistas) em menos de 12 parsecs”, um dado ficou na memória de todos os fãs e agora dá nome ao set.

 

Nesta versão, a nave vem com as suas cores iniciais, aparecendo com tons de azul no casco. O set tem 1414 peças e mede 11 cm de altura, 48 de comprimento e 30 de largura, além de incluir seis minifiguras, entre as quais Han Solo, Chewbacca e Lando Calrissian.

 

O segundo dos spin-offs do universo Star Wars, poderá ser visto no grande ecrã a partir de 25 de Maio e conta a história de Han Solo e Chewbacca, antes de conhecerem Luke Skywalker e se juntarem à Rebelião.

 

Leva a emoção de Solo para casa e liberta-te do terrível Superintendente Quay Tolsite e escapa das minas de Kessel a bordo da incrível Millennium Falcon! Realiza manobras incríveis, dispara contra a nave que te persegue e prepara o hiperpropulsor para dar o salto para um lugar seguro. Depois, relaxa com uma bebida e joga Dejarik com o Chewbacca, a bordo da nave mais rápida de toda a galáxia.

 

Os fãs de LEGO e Star Wars de todas as idades vão poder recriar cenas do filme nesta réplica LEGO de uma das mais icónicas naves da história do cinema. A Millennium Falcon de Kessel™ está disponível a partir do mês de Abril nos pontos de venda habituais e em www.LEGO.com.

 

LEGO® Star Wars™ Millennium Falcon™ de Kessel – 9 aos 14 anos
PVP recomendado a partir de: 174,99€
Inclui 6 minifiguras: Han Solo, Chewbacca, Qi’ra, Lando Calrissian, Quay Tolsite, um droide DD-BD e um droide operacional de Kessel.

 

O Processo, filme que acompanhou o impeachmentde Dilma, estreia no IndieLisboa

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São duas horas de filmagens, votações e sessões que acompanham, de forma próxima, o mediático processo que levou ao afastamento de Dilma dos comandos do Senado brasileiro. Recebido com aplauso em Berlim, o longa duração de Maria Augusta Ramos, retrata a estratégia construída pela equipa de defesa da ex chefe de estado brasileira, acusada de maquinar as contas públicas. Sem narração ou entrevistas, o filme assume-se como um documento histórico que percorre as conversas de bastidores, os encontros políticos e a polarização da opinião pública em torno da destituição da primeira mulher presidente do Brasil.

A estreia de O Processo acontecerá no IndieLisboa que, entre o final de Abril e início de Maio, e contará com a presença da realizadora que, a par de apresentar o filme, participará numa conversa em torno das relações entre o cinema, a política e a liberdade. Sob o tema, Por um cinema que dá mais força à Liberdade, João Salaviza, Marco Martins, Maria Augusta Ramos, Rüdiger Suchsland falarão sobre as diferentes formas de representação da política no cinema e como este pode levantar questões e abordar injustiças sociais e turbulências políticas. Dia 3 Maio, pelas 17h00, na Biblioteca Palácio Galveias.

Promovendo um olhar crítico e a ligação do cinema com o mundo envolvente, a selecção de filmes do festival lisboeta integrará outros títulos que tocam os arquivos históricos da política mundial. Da análise das responsabilidade históricas da Roménia no Holocausto de Tara Moarta (de Radu Jude), à história, ainda não pacificada, das perseguições nazis de Four Parts of a Folding Screen (de Anthea Kennedy e Ian Wiblin), passando pela análise das técnicas propagandistas do cinema do Terceiro Reich de Hitler’s Hollywood(deRüdiger Suchsland).Na ponte com a actualidade, o retrato da única prisão aberta de França de La Liberté (de Guillaume Massart)e as histórias da sempre polémica Area 51, na curta homónima de Annabelle Amoros, e da revolta da prisão de Attica em 1971, de Evidence of the Evidence(Alexander Johnston). Destaque ainda para o documentário, Il Risoluto(de Giovanni Donfrancesco) uma das obras no concurso internacional de longas metragens do evento, que filma um testemunho na primeira pessoa sobre a acção da Decima MAS, uma das mais violentas milícias do fascismo italiano.

 

O Processo

1 de Maio, 18h30, Cinema São Jorge, Sala Manoel de Oliveira

6 de Maio, 19h00, Cinema São Jorge, Sala Manoel de Oliveira

Tara Moarta

1 de Maio, 17h00, Cinema São Jorge, Sala 3

6 de Maio, 18h00, Cinema Ideal

 

Four Parts of a Folding Screen

27 de Abril, 18h45, Cinema São Jorge, Sala 3

6 de Maio, 17h00, Cinema São Jorge, Sala 3

 

Hitler’s Hollywood

5 de Maio, 15h30, Cinemateca Portuguesa, Félix Ribeiro

 

La Liberté 

27 de Abril, 18h30, Pequeno Auditório da Culturgest

6 de Maio, 14h30, Pequeno Auditório da Culturgest

 

Area 51, Nevada, USA

3 de Maio,21h45, Pequeno Auditório da Culturgest

5 de Maio, 16h30, Pequeno Auditório da Culturgest

 

Evidence of the Evidence

3 de Maio,21h45, Pequeno Auditório da Culturgest

5 de Maio, 16h30, Pequeno Auditório da Culturgest

 

Il Risoluto

28 de Abril,18h45, Pequeno Auditório da Culturgest

1 de Maio, 14h30, Pequeno Auditório da Culturgest

 

Call For Papers do Simpósio "Fusões no Cinema" até 15 de setembro

 

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Está aberto até 15 de Setembro o Prazo para a Recepção de Propostas de Comunicação no 5.º Simpósio Internacional Fusões no Cinema que irá decorrer de 23 a 24 de Novembro de 2018 em São João da Madeira.

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Renovando a parceria dos Caminhos do Cinema Português com a Uni­dade de Desenvolvimento dos Centros Locais de Aprendizagem (UMCLA) da Uni­ver­si­dade Aberta, con­vi­dam-se os docentes, investigadores e alunos do Ensino Superior a sub­me­ter pro­pos­tas de comu­ni­ca­ção, em por­tu­guês, inglês ou cas­te­lhano, que não exce­dam os 1500 caracteres (incluindo espa­ços), nas seguin­tes linhas temá­ti­cas (que pode­rão ser alar­ga­das a outras) do Simpósio:

LINHA 1 – A FUSÃO DAS ARTES NO CINEMA
As rela­ções entre as dife­ren­tes artes e o cinema: -Arqui­te­tura; – Lite­ra­tura / Argu­men­tismo; – Inter­pre­ta­ção / Repre­sen­ta­ção; – Música; – Foto­gra­fia; – Artes Plásticas.

LINHA 2 – CINEMA E TECNOLOGIA
A evo­lu­ção tec­no­ló­gica e a forma como o Cinema chega ao Espec­ta­dor: -A legen­da­gem, dobra­gem e audi­o­des­cri­ção; -As Novas tec­no­lo­gias, Inter­net e cinema; -Os supor­tes, for­ma­tos e os novos media;

LINHA 3 – CINEMA, INVES­TI­GA­ÇÃO E EDUCAÇÃO
Cinema em dife­ren­tes ambi­en­tes peda­gó­gi­cos (online e pre­sen­ci­ais); Cinema e Inves­ti­ga­ção em Con­texto Edu­ca­tivo; Prá­ti­cas de Cinema na Escola; Cinema e Novas Tec­no­lo­gias em Edu­ca­ção; Cinema e Redes Soci­ais em Con­tex­tos For­mais e Infor­mais de Apren­di­za­gem; Pro­du­ção de Obje­tos de Apren­di­za­gem (OA) Audi­o­vi­su­ais com Fins Edu­ca­ti­vos e recor­rendo à Lin­gua­gem Cinematográfica.

LINHA 4 – CINEMA E TELEVISÃO
Abor­da­gens teó­ri­cas, sobre a pro­du­ção audi­o­vi­sual em geral, incluindo todos os géne­ros e pla­ta­for­mas de difu­são, enqua­drando-a num con­texto con­tem­po­râ­neo naci­o­nal e inter­na­ci­o­nal; A aná­lise das rela­ções entre rea­li­za­ção e pro­du­ção de con­teú­dos cine­ma­to­grá­fi­cos e tele­vi­si­vos; Cinema e Tele­vi­são mun­dos para­le­los ou interligados.

Todas as pro­pos­tas de trabalhos apresentados pas­sa­rão por um pro­cesso de revi­são por pares, rea­lizado sob a forma de aná­lise cega (blind-review), de modo a garan­tir a isen­ção e impar­ci­a­li­dade da ava­li­a­ção. O Comité Científico do Simpósio conta a participação de investigadores e docentes de várias Universidades Portuguesas de onde se destacam António Costa Valente, Fátima Chinita, Filipe Luz ou Maria do Céu Marques.

As pro­pos­tas de comu­ni­ca­ção a apre­sen­tar devem incluir a defi­ni­ção e deli­mi­ta­ção do objeto  de estudo da inves­ti­ga­ção; a rele­vân­cia e per­ti­nên­cia cien­tí­fica da pro­posta; os obje­ti­vos e a meto­do­lo­gia da investigação/ análise uti­li­zada; prin­ci­pais refe­rên­cias bibli­o­grá­fi­cas, e três a cinco pala­vras chave. Cada pro­posta de comu­ni­ca­ção deve igual­mente ser sub­me­tida com uma bio­gra­fia do(s) autor(es) com até 750 cara­te­res (incluindo espaços). Os tra­ba­lhos sub­me­ti­dos serão publicados em livro de actas sendo que os trabalhos mais relevantes serão publicados num número futuro da ICONO14 editorial. O prazo para a recep­ção de pro­pos­tas de comu­ni­ca­ções decorre até 15 de setembro.

A participação é aberta ao público que queira assistir, sendo que participação de docentes terá acesso a um Certificado de Formação acreditado pelo CCPFC com 1 crédito para professores dos Ensinos Básico e Secundário com o título “Fusões no Cinema”. O Simpósio terá uma duração de 25 horas, sendo que 10 horas serão presenciais, nos dias 23 e 24 de novembro e 15 horas serão em ambiente online na semana seguinte, com conferências em ambiente virtual de especialistas internacionais.

Mais informações em www.caminhos.info/simposio

Festa do Cinema Italiano: amanhã começa retrospetiva de Ferreri e é inaugurada exposição a propósito do filme O Carteiro de Pablo Neruda

Amanhã (segunda, 2 abril) começa a restrospetiva de Marco Ferreri e é inaugurada a exposição dedicada a O Carteiro de Pablo Neruda

 

Festa do Cinema Italiano prestes a começar

A Festa do Cinema Italiano começa oficialmente no dia 4 de abril, mas esta segunda, 2 de abril, tem já início a retrospetiva de Marco Ferreri na Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, com a exibição de La grande abbuffata (A Grande Farra), às 21:30. Repete na quinta, dia 5 de abril, às 18:30. A programação completa e os horários das sessões da retrospectiva podem ser consultados aqui: https://www.festadocinemaitaliano.com/filme/178.

Também esta segunda, às 18:30, é inagurada, na FNAC Chiado, a exposição Il postino, Salina – A Metáfora da Poesia, com esboços do guarda-roupa do filme Il postino (O Carteiro de Pablo Neruda), da autoria de Lorenzo Baraldi e Gianna Gissi, respetivamente, diretor de arte e figurinista, do filme, que estarão presentes na inauguração. A exposição pode ser vista também, no Cinema São Jorge, a partir de 4 de abril, onde permanece até ao final do festival. Depois da FNAC Chiado, estará em itenerância pelas lojas FNAC portuguesas.

 

Convidados italianos em Lisboa

Este ano, a Festa do Cinema Italiano conta com a presença de:

  • Marco Tullio Giordana, a propósito dos filmes La meglio gioventù (A Melhor Juventude) e o seu último filme, Nome di donna;
  • Angelo Milano, realizador e fundador do festival de street art, FAME, a propósito do documentário com o mesmo nome;
  • Fabrizio Gifuni, premiado ator, por diversos papéis, nomeadamente, Capital Humano. Vem a Lisboa apresentar Dove non ho mai abitato, de Paolo Franchi.
  • Valeria Solarino, atriz também premiada por diversas vezes, que vem apresentar A casa tutti bene (Cá Por Casa Tudo Bem), de Gabriele Muccino e a trilogia Smetto quando voglio, de Sidney Sibilia (ambos antestreias portuguesas).
  • Giorgio Ferrero, Federico Biasin, realizadores de Beautiful Things, que lhes valeu o prémio de melhor filme do júri ARCA do festival de Veneza e, mais recentemente, o Prémio NEXT:WAVE, no festival CPH:DOX.
  • Emiliano Morreale, escritor, jornalista, crítico de cinema, investigador, professor e grande conhecedor da obra de Marco Ferreri, vem a Lisboa a propósito desta retrospetiva.
  • Gianna Gissi, figurinista do guarda-roupa de O Carteiro de Pablo Neruda.
  • Lorenzo Baraldi, diretor de arte de O Carteiro de Pablo Neruda.

 

 

Marco Tullio Giordana
Realizador
Em Lisboa: de sexta, 6 de abril (à tarde) a domingo, 8 de abril (à noite)
Apresenta as sessões:
La meglio gioventù, 7 de abril (sábado), 15h00, UCI El Corte Inglés
La meglio gioventù, 8 de abril (domingo), 15h00, UCI El Corte Inglés
Nome di donna, 8 de abril (domingo), 21h30, Cinema São Jorge (MdO)

Depois de experiências políticas intensas durante os anos 70, Marco Tullio Giordana estreou-se com no cinema com a longa-metragem Maledetti, vi amerò (1980), apresentada no Festival de Cannes e premiada em Locarno: um retrato da geração de ‘68, a meio caminho entre o terrorismo e decepção, bem sucedida e carregada. Ao longo da sua carreira, continuou a abordar, nos seus filmes, essas temáticas. Em 2003, com A Melhor Juventude (La meglio gioventu), venceu a secção Un Certain Regard do Festival de Cannes. O seu último filme Nome di donna, é um retrato sóbrio sobre a batalha emocionante e apaixonada pelo direito de ser mulher e marca o regresso do cineasta à Festa do Cinema Italiano.

 

Angelo Milano
Realizador e fundador do festival FAME
Em Lisboa: De 6 de abril (tarde) até 8 de abril (noite)
Apresenta a sessão:
Fame, de Angelo Milano e Giacomo Abbruzzese, 7 de abril (sábado), 16h00, Cinema São Jorge

Angelo Milano cresceu em Grottaglie, na Apúlia. Depois de terminar os estudos universitários em Bolonha, regressou à cidade. Em vez de viajar pelo mundo, decidiu levar o mundo até a casa. Foi assim que nasceu FAME, um festival de street art que rapidamente se tornou um evento de grande ressonância internacional, transformando a pequena aldeia de Grottaglie na capital italiana da arte urbana. O festival aconteceu durante cinco anos, entre 2008 e 2012, e recebeu artistas de todo o mundo como Blu, Conor Harrington, Erica il Cane, Os Gemeos, Escif e Vhils.

 

Fabrizio Gifuni
Ator
Em Lisboa: 9 (segunda) e 10 de abril (terça)
Apresenta a sessão:
Dove non ho mai abitato, de Paolo Franchi, 9 de abril (segunda), 21h30, UCI El Corte Inglés
 

Fabrizio Gifuni (1966, Roma) é ator e escritor e o seu percurso inclui teatro, cinema e televisão. É conhecido por Capital Humano (2013), Romanzo di una strage (2012) e Hannibal (2001). Estreou-se no cinema em 1996, em La bruttina stagionata. Dois anos depois, fez parte de Così ridevano, de Gianni Amelio. Diversas vezes nomeado e premiado pelas suas atuações, ganhou, entre muitos outros, dois David di Donatello: melhor ator em Un amore e melhor ator secundário em Capital Humano, que encerrou a Festa do Cinema Italiano, em 2014.

 

Valeria Solarino
Atriz
Em Lisboa: 9 (segunda) e 10 de abril (terça)
Apresenta as sessões:
A casa tutti bene (Cá Por Casa Tudo Bem), de Gabriele Muccino, 9 de abril (segunda), 21h30, Cinema São Jorge
Smetto quando voglio, de Sidney Sibilia, 10 de abril (terça), 21h30, UCI El Corte Inglés

Filha de pais italianos, Valeria Solarino nasceu na Venezuela (1978). Ao mesmo tempo que estudava na Faculdade de Letras e Filosofia da Universidade de Turim, começou a carreira de atriz na escola de teatro Stabile di Torino, com 20 anos. Em 2003, inicia-se no cinema e é escolhida pelo realizador Mimmo Calopresti para o filme La felicità no costa niente. Em 2007, protagoniza Valzer, de Salvatore Maira, apresentado no Festival de Veneza, onde recebeu o Prémio de Melhor Atriz. Em 2010, protagonizou Vallanzasca - Gli angeli del male, de Michele Placido e Italians, de Giovanni Veronesi. A partir de 2014, integra o elenco da trilogia Smetto quando voglio, de Sidney Sibilia. Em 2016, iniciou uma tour teatral de Una giornata particolare, obra-prima cinematrográfica de Ettore Scola, prolongada por três temporadas, com mais de 170 datas, devido ao seu grande sucesso. O seu mais recente filme é A casa tutti bene (Cá Por Casa Tudo Bem), de Gabriele Muccino.

 

Giorgio Ferrero, Federico Biasin
Realizadores
Em Lisboa: 9 (segunda) à tarde e 10 de abril (terça)
Apresentam a sessão:
Beautiful Things, 9 de abril (segunda), 22h00, Cinema São Jorge
 

Biasin é produtor e cineasta e Ferrero é compositor, realizador e fotógrafo. Com Beautiful Things venceram o prémio de melhor filme do júri ARCA do festival de Veneza e, mais recentemente o prémio NEXT:WAVE no festival CPH:DOX. Juntamente com Rodolfo Mongitore, dirigem o estúdio MYBOSSWAS, onde são diretores criativos. Apresentaram instalações de arte visual e sonora em locais como a Bienal de Bordéus, Museu MAXXI, experimentadesign Lisboa, Palácio Madama em Turim, Museu de Arte Oriental de Turim e Museo del Tessuto em Prato. Giorgio compôs também bandas sonoras para autores como Paolo Giordano, Daniel Gaglianone, Gianluca e Massimiliano De Serio, Stephen Fingleton e Marzia Migliora.

 

Emiliano Morreale
Escritor, jornalista, crítico de cinema, investigador e professor
Em Lisboa: 7 de abril (sábado)
Apresenta a sessão:
La donna Scimmia, de Marco Ferreri, 7 de abril (sábado), 21h30, Cinemateca Portuguesa
 

Emiliano Morreale, formado pela universidade Normale di Pisa, é professor na Universidade La Sapienza di Roma. Crítico de cinema do jornal la Repubblica, colabora também regularmente com Cahiers du cinéma e Gli Asini. Fez parte dos comités de seleção dos festivais de Turim e de Veneza e foi conservador da Cineteca Nazionale. Escreveu livros como: Mario Soldati (2006), L'invenzione della nostalgia. Il vintage nel cinema italiano e dintorni (2009), Cinema d'autore anni sessanta (2011), Così piangevano. Il cinema mélo nell'Italia degli anni '50 (2011).
 

Gianna Gissi
Figurinista
Em Lisboa: de 26 de março a 15 de abril, a propósito da exposição Il postino, Salina – a Metáfora da Poesia
 

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Depois de ser assistente de Dario Cecchi, Gianna Gissi começou a trabalhar como figurinista para importantes telenovelas no final dos anos 60. A partir de 1979, colaborou com os melhores realizadores italianos como Gianni Amelio, Roberto Benigni, Riccardo Milani, Michael Radford, Maurizio Nichetti, Carlo Mazzacurati, Peter del Monte, Carlo Verdone e muitos outros. Com Mario Monicelli assinou seis filmes, entre os quais Il Marchese del Grillo e Amici Miei atto segundo. Venceu vários prémios, incluindo  o David di Donatello e o Time for Pace Award.

Lorenzo Baraldi
Diretor de arte
Em Lisboa: de 26 de março a 15 de abril, a propósito da exposição Il postino, Salina – a Metáfora da Poesia
 

Baraldi iniciou, em 1966, a sua atividade como ilustrador, cenógrafo, assistente na direção e decorador em 26 filmes. Em 1972, assinou o seu primeiro filme como cenógrafo e designer. Trabalhou com os mais importantes realizadores como Alberto Sordi, Dino Risi, Maurizio Nichetti, Paolo e Vittorio Taviani, Michele Placido, Pupi Avati, Paolo Virzì, Carlo Vanzina, Alberto Lattuada. Teve, também, uma longa colaboração com Mario Monicelli, com o qual trabalhou em 16 filmes, nomeadamente, Vogliamo i Colonnelli, Amici miei e Il Marchese de Grillo.


Os bilhetes para as sessões de cinema estão já à venda e a programação pode ser consultada em www.festadocinemaitaliano.com.


Em Lisboa, a Festa do Cinema Italiano realiza-se de 4 a 12 de abril, no Cinema São Jorge, no UCI El Corte Inglés e na Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema e é organizada pela Associação Il Sorpasso, com o apoio da Embaixada de Itália, do Instituto Italiano de Cultura de Lisboa, da Câmara Municipal de Lisboa e com parceria estratégica da EGEAC.

 

Colo, de Teresa Villaverde, vence Prix Sauvage, prémio principal do festival L'Europe autour de l'Europe

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Colo, de Teresa Villaverde, vence Prix Sauvage,

prémio principal do festival L'Europe autour de l'Europe

 

 Colo, de Teresa Villaverde, venceu o Prix Sauvage, prémio principal do festival L'Europe autour de l'Europe, festival de filmes europeus de Paris, cuja 13.ª edição começou no dia 23 de Março e termina hoje. 

Colo foi premiado por unamidade pelo júri composto pelos realizadores Ralitza Petrova, Szabolcs Tolnai, Rafael Lewandowski, pelo crítico de cinema Tue Steen Müller e pelo produtor György Raduly.

Com elenco constituído por João Pedro Vaz, Beatriz Batarda, Alice Albergaria Borges, Clara Jost, Tomás Gomes, Rita Blanco e Simone de Oliveira, entre outros, Colo continua em exibição em Lisboa. Os horários desta semana (até quarta) são: no Cinema Ideal, às 15:00 e no Cinema Nimas, às 16:30 e 21:45, excepto terça-feira, em que é exibido apenas às 16:30.

O filme continua também a ser exibido em várias cidades portuguesas e, durante o mês de Abril, os locais são os seguintes: Águeda (Centro de Artes de Águeda, dia 8 de Abril, às 16:00), Ponta Delgada (Teatro Micaelense, dia 11 de Abril, às 10:30 e 21:30, com a presença de Alice Albergaria Borges), Viana do Castelo (Ao Norte Cineclube – Cinema Verde Viana, dia 23 de Abril, às 21:45), Santarém (Cineclube de Santarém – Teatro Sá da Bandeira, dia 26 de Abril, às 21:30) e Arcos de Valdevez (Casa das Artes, dia 29 de Abril, às 15:00)

 

Colo
2017, Portugal, Ficção, 135’
Com: João Pedro Vaz, Alice Albergaria Borges, Beatriz Batarda, Clara Jost, Tomás Gomes, Dinis Gomes, Ricardo Aibéo, Simone de Oliveira, Rita Blanco
Realização: Teresa Villaverde

Argumento: Teresa Villaverde
Direcção de Fotografia: Acácio de Almeida
Montagem: Rodolphe Molla
Som: Vasco Pimentel, Marion Papinot, Joël Rangon
Director de Produção: António Gonçalo
Assistente de Realização: Paulo Belém
Decoração: Maria José Branco
Produção: Alce Filmes - Teresa Villaverde
Co-produção: Sedna Films - Cécile Vacheret
Distribuição nacional: Alce Filmes/No Comboio
Distribuição internacional: Portugal Film

Passatempo 11ª FESTA DO CINEMA ITALIANO - Lisboa

O Blog Cultura de Borla tem bilhetes duplos para a  11ª FESTA DO CINEMA ITALIANO para os seguintes filmes e sessões:

 

  • Il Postino (O Carteiro de Pablo Neruda) | 8 Abril, 16:00 | Cinema São Jorge
  •  

  • LA TENEREZZA | 09 Apr | 21.30 | Cinema São Jorge
  •  

aos primeiros leitores que de 5 em 5 participações:

 

- enviem um mail para culturadeborla@sapo.pt com a frase "Eu quero ir à 11ª FESTA DO CINEMA ITALIANO com o Cultura de Borla" com nome, BI e nº de telefone e sessão pretendida.

 

NOTA: válida apenas uma participação por e-mail.

 

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Festa do Cinema Italiano a partir de 4 de abril

 

A Festa do Cinema Italiano começa já na próxima semana, de 4 de abril em mais de 15 cidades portuguesas. Em Lisboa, realiza-se de 4 a 12 de abril, no Cinema São Jorge, no UCI El Corte Inglés e na Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema.

Spartacus no CCB

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1 de abril | 16:00 | Grande Auditório

Spartacus, de Stanley Kubrick
Um dos maiores clássicos da história de Hollywood, Spartacus (1960), de Stanley Kubrick, foi premiado com quatro Óscares. Será exibido no CCB na sua versão integral e em cópia digitalmente restaurada em 4K.
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CTE ABRE NOVA TEMPORADA C/ CINEMA PORTUGUÊS!

 

CÁRCERE

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  Com Vinícius Piedade

Quinta, 29 de março às 21h30

“Eu preferia tocar piano e dizer o que tenho pra dizer em ritmo e disritmia, mas como aqui não tem piano eu escrevo, mesmo sem saber fazer poesia”.

 

Reflexão sobre a liberdade através dos olhos de um pianista privado da mesma, e do seu piano, a partir da teatralização do seu diário escrito, enquanto esteve preso, numa semana em que viveu uma espécie de contagem regressiva. Após ter tentado viver da sua arte e confrontado com imensas dificuldades, acaba por aceitar o convite de um “amigo” que lhe oferece um “biscate”

de venda de drogas, aproveitando o facto de ter contato com muitas pessoas nos bares onde toca.

 

 

Quintas de Cinema - RAMIRO

  

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Quinta, 7 de abril às 21h30

Com a Primavera, um novo e longo ciclo de espetáculos no

Cine -Teatro de Estarreja! E a iniciar  abril, Cinema português, RAMIRO de Marco Pozos com  António Mortágua, descendente

de estarrejenses, Madalena Almeida e Fernanda Alves.

 

Ramiro é alfarrabista em Lisboa e poeta em perpétuo bloqueio criativo. Vive, algo frustrado, algo conformado, entre a sua loja e a tasca, acompanhado pelo cão, pelos fieis companheiros de copos e pelas vizinhas: uma adolescente grávida e a avó a recuperar de um AVC. De bom grado continuaria nesse quotidiano pacato e algo anacrónico, se eventos dignos da telenovela da noite não invadissem essa bolha.