O Blog Cultura de Borla tem bilhetes duplos oferecer aos nossos leitores para o concerto Manuel de Oliveira | Auditório AMAL - Lourinhã, aos primeiros leitores que de 5 em 5 participações:
Enviem um email para o culturadeborla@sapo.pt com a frase "Eu quero ir ao concerto de Manuel de Oliveira no Auditório AMAL - Lourinhã com o Cultura de Borla" com nome, CC, nº de telefone e dia que pretende.
Partihem o passatempo no seu perfil pessoal, nomeando três amigos na partilha;
Só é aceite uma resposta válida por endereço de e-mail e por concorrente pelo que não adianta enviar mais do um e-mail.
Excepto em casos de força maior que deverão ser atempadamente comunicados através do email culturadeborla@sapo.pt, contamos que os participantes aproveitem os bilhetes que ganharam, portanto concorra apenas se tem a certeza que pode estar presente.
MANUEL DE OLIVEIRA
E CONVIDADOS
AO VIVO | AUDITÓRIO AMAL - LOURINHÃ
MANUEL DE OLIVEIRA, considerado unanimemente por crítica e público como um dos melhores guitarristas portugueses da actualidade, encerra uma série de concertos na Lourinhã contando com dois convidados muito especiais: Sandra Martins, no violoncelo, e João Frade, no acordeão.
Conhecido como o guitarrista Ibérico, MANUEL DE OLIVEIRA entrega às suas composições os reflexos de uma alma ibérica que lhe corre nas veias sem, contudo, deixar latente um respeito, uma veneração intemporal, pelas suas origens e tradições. Com um vasto percurso internacional, é um dos mais prolíficos guitarristas contemporâneos.
Os últimos anos têm sido de criação para guitarra solo e parcerias. Deste processo nasce a digressão nacional "ENTRE", trabalho que será gravado ao vivo para edição em 2020 .
DIA 21 DE DEZEMBRO, MANUEL DE OLIVEIRA SUBIRá AO PALCO DO AUDITóRIO AMAL NA LOURINHã PARA MAIS UM MOMENTO DESSA MESMA DIGRESSãO, PROMETENDO SURPREENDER O PúBLICO.
Fundação Oriente assinala 20 anos da transferência da administração de Macau para a China
Uma jornada literária, sessões de cinema, espectáculos musicais, conferências e mesas-redondas com personalidades que dão a conhecer a sua vivência, experiência e conhecimento do território, são as iniciativas que, de 5 de Novembro a 19 de Dezembro, integram o programa comemorativo do 20º aniversário da transferência da administração de Macau para a China, no Museu do Oriente.
“Literaturas de Macau pós-1999” marca o arranque das celebrações com uma jornada literária, no dia 5 de Novembro, que reúne escritores e críticos numa análise e leituras evocativas dos imaginários de Macau e seus autores de línguas portuguesa, inglesa e chinesa.
A 29 de Novembro, com a participação de personalidades de áreas tão distintas como a História, a Economia, as Artes Plásticas e o Jornalismo, a conferência “Macau 2019 – 20 Anos Depois da Transferência de Poderes” partilha testemunhos diretos deste momento histórico, sendo procedida da exibição da longa-metragem do realizador Carlos Fraga, “Macau 20 Anos Depois – Testemunhos e Percepções da Matriz Lusófona sobre o Contexto da RAEM – Presente e Futuro”.
O mês de Dezembro inicia-se com a mesa-redonda “Identidade Macaense: Que Futuro?”, no dia 6, para discutir reflexões e pontos de vista da comunidade macaense sobre o seu futuro.
O domingo, 8 de Dezembro, é dedicado ao cinema, com a exibição de O Som do Bambu, de Javier Martinez (legendado em português e mandarim) e Cidade Ecrã, de Rui Filipe Torres (legendado em inglês). Ambas as sessões são de entrada gratuita, mediante levantamento de bilhete no próprio dia.
A música macaense sobe ao palco do Auditório do Museu do Oriente a 13 de Dezembro, com o espectáculo “Macau/RAEM 20 Anos/20 Poemas/20 Canções”, do Duo A Outra Banda e Amigos, em celebração dos afectos e das memórias que unem portugueses e macaenses em torno da terra que continuam a adoptar como sua e da singularidade que esta oferece a quem nela vive ou a visita. A 19 de Dezembro, é a vez do Trio Sunny Side Up dar voz a “Tributo a Macau 2”.
Macau é uma das regiões administrativas especiais da República Popular da China, desde 20 de Dezembro de 1999. A Fundação Oriente, através da sua delegação em Macau, contribui para o ensino da língua portuguesa e o intercâmbio cultural, social e educativo. O centro das suas actividades é a Casa Garden, um dos mais notáveis exemplares do património arquitectónico macaense de raiz europeia, que dispõe de uma galeria de exposições temporárias e um auditório destinado a conferências e espectáculos culturais de música, cinema e teatro.
No próximo dia 8 de dezembro, os saxofones do Conservatório Regional de Palmela e da Metropolitana de Lisboa juntam-se para o concerto “Acordai”, às 18h00, na Igreja de Santiago, no Castelo de Palmela. A entrada é livre.
Segundo João Pedro Silva, professor de saxofone e música de câmara, este será um concerto “muito especial” que reunirá imensos jovens que partilham a paixão pela música e, especialmente, pelo saxofone.
Com um título “sugestivo”, que procura sensibilizar e despertar para uma consciência coletiva, o concerto apresenta um alinhamento musical diversificado composto por obras de Antonín Dvorak, Andy Scott, Eugene Bozza, Fernando Lopes Graça, J.S. Bach, Jonh Williams, Manuel Teles, Oskar Rieding, Paul Bonneau, Philip Gass e Rafael Baptista.
A magnífica Igreja de São Roque, na freguesia da Misericórdia, recebe esta sexta feira, às 21h30, a Orquestra Orbis, inaugurando o ciclo de concertos do Natal em Lisboa, com obras de grandes mestres, como Antonio Vivaldi e Giuseppe Verdi.
O programa, organizado pela EGEAC – Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, prossegue no fim de semana com mais três concertos.
Sábado (dia 7), a partir das 16h, a Igreja Paroquial de São Bartolomeu do Beato (Convento do Grilo) recebe a Camerata Atlântica, numa perfeita harmonia entre a arquitetura e a música barroca, e o Coro Juvenil de Lisboa que irá interpretar o famoso Gloria de Vivaldi.
Também no sábado, mas ao final do dia (18h30), a surpreendente Basílica de Nossa Senhora dos Mártires dará a ouvir os Sons do Chiado num recital que revelará um dos seus tesouros, o órgão do século XVIII, e que inclui uma peça tocada a quatro mãos.
No domingo (dia 8), às 16h, o Coro e Ensemble Orquestral do Estúdio de Ópera da Maia leva-nos numa viagem até Belém num concerto na Igreja de Santo Eugénio, nos Olivais, que conta a história do nascimento de Jesus.
Este fim de semana há também várias atividades para desfrutar em família no Museu de Lisboa, a pensar especialmente nos mais novos: no Palácio Pimenta, a União Budista Portuguesa, ajuda as crianças a explorarem o universo das Mandalas – um símbolo de cura e de espiritualidade para as religiões como o budismo e o hinduísmo – numa oficina que terá lugar no dia 7, às 15h30. No mesmo dia e à mesma hora, o Museu de Santo António propõe uma visita-jogo para descobrir os ingredientes utilizados na cozinha medieval. Por fim, no domingo (dia 8), às 15h30, desafiamos as famílias a construírem o seu próprio presépio no Palácio Pimenta.
O vencedor da primeira categoria da Competição Internacional de Interpretação da EMSCAN apresenta a obra de Jaime Reis na Casa das Artes Bissaya Barreto.
O concurso resulta da ligação entre o ElectroacousticSoundCoursesAlumni Network (EMSCAN) e o Lisboa Incomum. Esta edição parte do desafio lançado pelo compositor português Jaime Reis para a interpretação a sua obra Fluxus, DimensionlessSound, inspirada em elementos da física, mesclando a eletrónica das aeronaves e técnicas de síntese musical com o sopro da flauta.
Numa prova dividida em duas partes, a primeira categoria cede o palco aos músicos profissionais e a segunda aos talentos mais jovens. O júri, composto por Clara Saleiro, Jaime Reis e Monika Streitová, escolhe o vencedor da primeira categoria da etapa final que decorre em Lisboa no Espaço Incomum. Um dia depois, o vencedor apresenta-se em concerto na Casa das Artes Bissaya Barreto, em Coimbra.
FILME-CONCERTO: HÍBRIDOS: OS ESPÍRITOS DO BRASIL AO VIVO, DE VINCENT MOON VINCENT MOON & PRISCILLA TELMON + RABIH BEAINI & TIAGO MIRANDA
Vincent Moon e Priscilla Telmon apresentam, com a participação de Rabih Beaini e Tiago Miranda, o filme-concerto Híbridos: Os Espíritos do Brasil Ao Vivo, dia 10 de dezembro, às 21:00, na Culturgest, em Lisboa.
O espetáculo é apresentado também já este sábado, 7 de dezembro, no Funchal (MADEIRADiG) e no dia 14 de dezembro, em Braga (gnration/OCUPA), onde haverá uma masterclass.
Enquanto filme, Híbridos: os Espíritos do Brasil, resulta do olhar cúmplice de Vincent, cineasta, músico e fotógrafo e Priscilla, cineasta, fotógrafa e escritora, no Brasil, para onde foram viver e filmaram os rituais que alimentam o sangue deste gigantesco país.
Em formato concerto, com as múltiplas vozes de Priscilla, a eletrónica subtil do libanês Rabih Beaini, o tribalismo urbano do português Tiago Miranda, na percussão, as imagens manipuladas em tempo real por Vincent Moon saem literalmente do ecrã para nos abraçar o corpo e interpelar a consciência, num perfeito ritual celebratório entre cinema e música em tempo real.
Apresentando em festivais como CPH:DOX, MoMA Doc Fortnight, Dukufest, Big Ears, entre outros, Híbridos: os Espíritos do Brasil aborda um dos grandes assuntos contemporâneos – a espiritualidade está em voga na nossa sociedade e o seu epicentro é o Brasil. A partir de quatro anos de pesquisa neste país - desde a maior procissão católica do mundo a um desconhecido ritual indígena no Mato Grosso, de passes de cura em centros espíritas a novos rituais com ayahuasca em São Paulo – as imagens revelam os laços fraternos entre curandeiros, xamãs, místicos, devotos e iniciados. Uma jornada musical através dos diversos rituais, enquanto tece, aos poucos, um novo ritual - um ritual cinematográfico.
“Uma celebração poética do poderoso sincretismo religioso brasileiro que também é uma marcante experiência cinematográfica.” ou “A força de Híbridos está nas belíssimas imagens, nas formas, cores e texturas que ajudam a revelar não apenas a dramaticidade de toda esta religiosidade, como também a riqueza da nossa cultura que, apesar de tudo, resiste." são algumas das palavras usadas para descrever o filme nas boas críticas que tem vindo a acumular.
Vincent Moon – principal realizador dos conhecidos Concerts a Emporter do site La Blogothèque - um projeto online de filmes musicais de bandas indie-rock e bandas consagradas - assumiu ser nómada quando percebeu que o mundo era bem maior que aquele visto de Paris, sentindo a necessidade de vivenciá-lo intensamente, para posteriormente o documentar e partilhar. Partiu em busca dos pequenos planetas do nosso planeta, deixando-se imergir numa miríade de culturas que lhe foram dando a matéria que precisava para novas narrativas. Entre 2009 e 2013, Vincent Moon viajou pelo mundo com sua câmera, registando cenas folclóricas, músicas sagradas e rituais religiosos e Híbridos: O Espírito do Brasil ao Vivo é o resultado desta sua experiência no Brasil.
Os bilhetes para a Culturgest custam entre 7€ (com desconto) e 14€ e estão à venda na Culturgest, Rede Ticketline e online.
EDIÇÃO VÍDEO EM TEMPO REAL Vincent Moon, Priscilla Telmon
8 de dezembro | domingo | 17h00 | Mosteiro de Leça do Balio
Em plena época natalícia, a Igreja do Mosteiro de Leça do Balio recebe o grupo musical Saint Dominic’s Gospel Choir para um concerto solidário único e cheio de alegria.
Uma iniciativa da Lionesa que já vai na 4ª edição e este ano irá apoiar a Associação Rumo à vida.
No próximo domingo (8 de dezembro), dia da Imaculada Conceição, um dos coros de gospel mais antigos de Portugal, o Saint Dominic’s Gospel Choir, vai atuar na Igreja do Mosteiro de Leça do Balio, em Matosinhos, pelas 17h00, com acesso livre (com ou sem convite) oferecido pela Lionesa. Será num ambiente de muita alegria e emoção que este grupo irá apresentar um reportório onde não faltarão as clássicas músicas natalícias assim como os memoráveis cânticos de gospel.
Organizado pela Lionesa, com o apoio da Hilti e da Retail, e em parceria com a Câmara Municipal de Matosinhos, e envolvendo toda a comunidade de lioneses, bem como a comunidade vizinha. Cumprindo a sua vocação solidária, o concerto deste ano vai apoiar a instituição de solidariedade matosinhense Associação Rumo à Vida, uma associação sem fins lucrativos que tem como missão apoiar pessoas com deficiência moderada procurando dar continuidade ao desenvolvimento, autonomia e inclusão na vida social.
Eduarda Pinto, diretora executiva do Centro Empresarial Lionesa, sublinha que «este espetáculo é já uma tradição tradicional de Natal que a Lionesa tem mantido sempre com o propósito de envolver a comunidade lionesa numa celebração de Natal especial porque se destina a ajudar uma instituição e os seus utentes, só assim faz sentido. Este ano quisemos que o concerto solidário contribuísse para ajudar cidadãos com deficiência que se encontram na Associação Rumo à Vida, uma instituição que faz toda a diferença na vida quotidiana destas pessoas. Nesse sentido, todos os espetadores são também convidados a poderão contribuir através de um donativo presencial ou através da aquisição de peças desenvolvidas pelas crianças e adultos da instituição.»
O Saint Dominic's Gospel Choir foi fundado em 2002, sendo atualmente um dos maiores e mais prestigiados coros de gospel em Portugal. As suas atuações destacam-se pela alegria, melodias repletas de ritmo e muita animação, proporcionando momentos inesquecíveis.
A entrada para o concerto do Saint Dominic’s Gospel Choir é gratuita (com ou sem convite) e pode ser efetuada através do seguinte link: http://bit.ly/LionesaGospel
«Péchés de jeunesse» (Pecados de juventude) é o título de um livro de poemas de Alexandre Dumas (filho) publicado em 1845. Poesia «à parte», serve aqui para evocar duas obras musicais mais tardias completadas por dois compositores em início de carreira. Como é próprio, a palavra «pecado» aplica-se com a bonomia que merecem duas criações onde o talento e o genuíno entusiasmo do jovem artista trespassam com generosidade. É o caso do trio para violino, violoncelo e piano que o francês Claude Debussy compôs aos 18 anos de idade, no verão de 1880, numa altura em que viajava pelo sul da Europa ao serviço de Madame von Meck, a célebre mecenas que financiou parte importante da produção de Tchaikovsky. A obra foi composta para ser tocada em saraus de convívio privado em que o próprio compositor se sentava ao piano na companhia de dois outros jovens intérpretes formados em Moscovo. Trata-se de uma partitura que se pensou perdida durante décadas, mas que foi recuperada nos anos 1980.
De igual modo, também a sonata para violino e piano de Manuel Ivo Cruz foi composta quando este era bastante jovem, em 1922, aos 21 anos de idade. Ivo Cruz veio a fundar em 1937 a Orquestra Filarmónica de Lisboa, foi diretor do Conservatório Nacional de Lisboa durante mais de três décadas, também do Teatro de São Carlos e foi pai de outra figura proeminente do panorama musical nacional no século passado, que batizou com o seu nome – razão porque se distingue como «(pai)». A sonata, dividida em três andamentos, antecedeu os seus estudos na Alemanha, pelo que denota bastante a influência das sonoridades que nos chegavam de França, com a característica harmonia modal e o desenvolvimento cíclico das ideias melódicas.
PROGRAMA M. Ivo Cruz (pai) - Sonata para Violino e Piano C. Debussy - Trio com Piano em Sol Maior
Carlos Damas, violino Jian Hong, violoncelo Anna Tomasik. piano
UM MÚSICO, UM MECENAS Temporada de concertos com instrumentos históricos | 6 de Dezembro, 18H, entrada livre
JOSÉ CARLOS ARAÚJO no cravo de JOÃO BAPTISTA ANTUNES de 1789 (MNM 0373) Pré-lançamento da primeira gravação de sempre no cravo de João Baptista Antunes de 1789
PROGRAMA Carlos Seixas (1704-1742) Sonata em mi menor, K. 37 Minuete em mi menor Fuga em si menor, K. XXV Sonata em ré menor, K. 29 Sonata em fá# menor, K. XIV Sonata em dó menor, K. IV Sonata em dó menor, K. 12 Minuete e glosas (em fá menor)
SOBRE O CRAVO ANTUNES DE 1789 Este é um dos poucos exemplares que testemunham a arte da família Antunes, cujos membros se distinguiram como exímios construtores de cravos e pianofortes em Lisboa, no século XVIII. Em 1789, João Baptista Antunes (1737-1822), então com 52 anos, constrói um cravo com uma extensão de teclado mais longa do que o habitual e uma qualidade tímbrica e precisão do mecanismo únicas, talvez para que o instrumento pudesse competir com o pianoforte (ou cravo de martelos, como também era conhecido). O pianoforte, então em voga por toda a Europa, viria, como sabemos, a destronar o cordofone beliscado. Este cravo é, portanto, representativo dos últimos tempos de uma época em que duas tecnologias diferentes coexistiram no nosso país. Segundo Ana Paula Tudela, investigadora e autora do estudo sobre a Família Antunes, livro lançado em 2019 pelo Museu Nacional da Música e Imprensa Nacional - Casa da Moeda, “(…) o instrumento construído em 1789 por João Baptista Antunes (1737-1822) e restaurado em 2018 por Geert Karman, já não se ouvia há seguramente 74 anos ou talvez mais, uma vez que tinha sido adquirido para a colecção antiga do museu em 1944 e desde então não voltou a ser tocado". Foi pela primeira vez apresentado ao público em concerto em Setembro de 2018, lado a lado com o cravo construído em 1758 por Joaquim José Antunes (1733-1801), classificado como tesouro nacional, também ele uma das jóias da Colecção de Lisboa. Os cravistas convidados foram Miguel Jalôto e José Carlos Araújo. Ao estudar os percursos e caligrafias dos diversos mestres desta família, Ana Paula Tudela conseguiu demonstrar que estes dois instrumentos foram construídos por dois irmãos, filhos de Manuel Antunes (1703-1766), fundador da emblemática oficina portuguesa “Antunes”, cuja excelência é internacionalmente reconhecida. Desde Setembro de 2018, o Cravo Antunes de 1789 pôde ser ouvido mais duas vezes: A primeira vez, a solo, por Cremilde Rosado Fernandes, acompanhada pela soprano Ana Paula Russo, e a segunda vez em Setembro último, novamente acompanhado pelo seu irmão Antunes de 1758, tocado pelas cravistas Cândida Matos e Elisabeth Joyé. O cravo seguiu depois para a Fundação Calouste Gulbenkian, onde foi gravado pela primeira vez. Este pré-lançamento é, pois, o resultado desse trabalho, que resulta duma união de esforços entre o Museu Nacional da Música e o MPMP, movimento patrimonial pela música portuguesa, com a colaboração da Fundação Calouste Gulbenkian
JOSÉ CARLOS ARAÚJO Apontado como «um dos mais importantes intérpretes portugueses da actualidade» (Jornal de Letras), José Carlos Araújo tem desenvolvido o seu trabalho sobretudo em torno da música para tecla de autores ibéricos do período barroco e, muito particularmente, da obra de Carlos Seixas. Em Lisboa, estudou instrumentos históricos de tecla, baixo contínuo e interpretação de música antiga. Desde cedo influenciado pelas perspectivas interpretativas reveladas por Cremilde Rosado Fernandes e José Luis González Uriol, a oportunidade de trabalhar, mais tarde, com ambos estes mestres viria a informar de forma acentuada a sua abordagem aos repertórios para instrumentos de tecla do Sul da Europa. A parte mais importante da actividade artística que mantém consiste em recitais em instrumentos históricos (órgão, cravo, clavicórdio e pianoforte), dedicando-se frequentemente a repertórios pouco explorados dos séculos XVII e XVIII. Colaborou com o Teatro da Cornucópia, sob a direcção de Luís Miguel Cintra. Tocou com as principais orquestras e agrupamentos de música antiga portugueses, sendo, todavia, com a orquestra barroca Divino Sospiro que tem vindo a trabalhar mais intensamente e com a qual realizou numerosas estreias modernas de obras do séc. XVIII e gravou música sacra de García Fajer e José Joaquim dos Santos para a editora Glossa. José Carlos Araújo dedicou-se ainda ocasionalmente à música para órgão e cravo de autores do séc. XX, em particular Luiz de Freitas Branco, Armando José Fernandes e Clotilde Rosa, que tocou com o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa e o Ensemble MPMP. Gravou para a RTP e para a Antena 2. Em 2004, foram-lhe atribuídos o Primeiro Prémio e o Prémio do Público do concurso Carlos Seixas, pela Sociedade Histórica da Independência de Portugal. Inaugurou a colecção discográfica Melographia Portugueza (MPMP) em 2012, com os primeiros CDs da gravação integral da obra para tecla de Carlos Seixas. Licenciou-se em Filologia Clássica pela Faculdade de Letras de Lisboa, de cujo Centro de Estudos Clássicos é investigador e onde tem vindo a trabalhar na tradução e estudo de autores gregos e latinos. Colabora regularmente em Euphrosyne – Revista de Filologia Clássica. Actualmente é director da revista Glosas.
O Concerto de Natal, tradicionalmente oferecido pelo Orfeão de Leiria | Conservatório de Artes (OLCA) à cidade durante a quadra festiva, conta este ano com a Orquestra Filarmonia das Beiras, que, sob a direção do maestro António Vassalo Lourenço, irá apresentar na igreja do Convento da Portela (Franciscanos) a “Missa da Glória”, de Giacomo Puccini, em conjunto com o Coro DeCa, da Universidade de Aveiro. O espetáculo de entrada gratuita está marcado para as 16h30 do próximo sábado, dia 7 de dezembro, e contará ainda com a participação do Coro de Iniciação e Coro de Câmara da Escola de Música do Orfeão de Leiria.
A primeira parte do espetáculo estará a cargo dos dois coros do Orfeão de Leiria, que irão interpretar várias obras de Natal, entre os quais se destacam temas como “Nasce cá dentro”, “Natal africano”, “Numa noite muito fria”, “O Natal de Peluche” ou “Baba Yetu”. Depois sobem então ao palco os tenores Ivo Magalhães e Salvador Ungaro, os barítonos Luís Freitas e Simão Nobre, e o baixo Eduardo Portugal, acompanhados pela Orquestra Filarmonia das Beiras, que serão os guias desta viagem até aos finais do século XIX, época à qual remonta a “Missa da Glória”, escrita em 1880 por Puccini.
Nesta “Missa da Glória” destaca-se a forma como o compositor combina a tradição secular da música sacra com o caráter tendencialmente operático de alguns números, uma prática comum na música sacra italiana do século XIX. Aos 22 anos de idade, Puccini escrevia, pela primeira vez, uma obra de grande dimensão, numa composição onde são já evidentes aspetos da sua capacidade e talento como melodista e orquestrador, que viriam a confirmar-se nas suas óperas.