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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

zet gallery acolhe exposição de artista luso-angolano Francisco Vidal | Oficina Tropical inaugura no sábado, às 16 horas

Inaugura no próximo sábado, às 16 horas, em Braga

 OFICINA TROPICAL DE FRANCISCO VIDAL

É A NOVA EXPOSIÇÃO DA ZET GALLERY

 

*Irreverência e espiritualidade pelo traço do artista luso-angolano

 *De entrada livre até dia 2 de maio

 

 

A zet gallery inaugura, no próximo sábado, dia 14, às 16 horas, OFICINA TROPICAL, uma exposição individual do artista plástico luso-angolano Francisco Vidal que apresenta uma centena dos seus mais recentes trabalhos. Com curadoria de Helena Mendes Pereira, “Oficina Tropical” é uma recriação expográfica que reúne pintura, desenho sobre papel, tela ou composições de catanas e intervenções utópico-instalativas, numa proposta artística carregada de irreverência, jazz e espiritualidade. De entrada livre pode ser visitada até dia 2 de maio, no nº 175 da Rua do Raio, em Braga.

Através das criações artísticas de Francisco Vidal, a zet gallery convida os visitantes e apreciadores de arte a viajar e sentir África, de Angola a Cabo Verde, Lisboa e Nova Iorque, numa incursão contemporânea que desafia a sentir o mundo, a tropicalidade e a paixão.  

Helena Mendes Pereira, curadora da zet gallery, considera que a segunda exposição da programação anual daquela galeria de Braga é “radical e singular”.  A obra de Francisco Vidal “tem os seus lugares e as suas viagens, as suas origens e o seu caminho, é profundamente cosmopolita, vanguardista e, ao mesmo tempo, artesanal: tudo provém do gesto, do seu automatismo e da sua resistência à máquina”, adianta.

De acordo com a curadora a exposição “não busca a moralidade mas a luta e nos traços comuns do seu gesto e da sua paleta (re)descobrem-se pontos de vista, a atualidade e o que inquieta.” Na efeméride da condição contemporânea da obra de Arte, Francisco Vidal, considera,  “acredita na persistência do saber fazer e na liberdade do movimento que exerce sobre o pincel, num sublime captar a realidade e transfigurá-la.” Sobre as séries de desenhos que integram a exposição, ora em preto ora a preto e branco, a curadora revela “são pequenas estórias que, em muitos casos, se aproximam da estética da banda desenhada e, sendo assim, bebendo na pop art e na suas permutações e permanências ao longo de décadas”. Em OFICINA TROPICAL, conclui “não há gavetas, há a Arte pela Arte e há, em oposição, o homem e o artista que procuram na pintura (e no desenho) a forma da essência, a medida da espiritualidade e o confronto com a passagem”.

Licenciado em Artes Plásticas pela Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Arte & Design das Caldas da Rainha e com o Master em Fine Arts pela School of Visual Arts da Columbia University, em Nova Iorque, Francisco Vidal é um nome incontornável da pintura, do desenho e do gesto que se faz cor, se faz África e se faz magia. Com um percurso iniciado no novo milénio, as obras deste artista integram prestigiadas coleções nacionais e internacionais, podendo destacar-se a da Fundação EDP, Fundação Calouste Gulbenkian ou a Coleção Cachola, entre tantas outras.

A exposição coletiva estará patente na zet gallery até 2 de maio, com entrada livre. Todas as obras de arte estão disponíveis em www.zet.gallery.pt

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A zet gallery é um espaço físico de características excecionais, situado no centro de Braga, com uma área de exposição de 800 m2, distribuída por diferentes salas, apoiadas por um pequeno auditório, sala para a realização de oficinas de artes plásticas e outros espaços de apoio, onde se incluem áreas de reservas, devidamente equipadas para acondicionar obras de arte.

 

Horário da galeria: 14h00 às 19h00, de segunda-feira a sábado. Outros horários disponíveis por agendamento

Morada: zet gallery, Rua do Raio 175,  4710-923 Braga | www.zet.gallery

 

EMARP - Atividades culturais fevereiro 2020

 
"ÁGUA - A ESSÊNCIA DA VIDA"

Exposição de Filatelia pela a AFAL

 
Até 13 de março 2020
Dias úteis das 8h30 às 17h30

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Dinamizada pela AFAL, a Associação Filatélica do Algarve, em colaboração com alguns filatelistas que decidiram mostrar as suas coleções, a exposição “Água – A Essência da Vida” continua patente no Atendimento da EMARP até ao próximo dia 13 de Março.

A filatelia é um mundo. Aqueles pequenos quadrados de papel que se colam nas cartas contam histórias que, quando complementadas com vários documentos como acontece nesta exposição, ultrapassam em muito a simples mostra de selos.

Tendo como tema mesmo nome da exposição, José António Oliveira da Costa, filatelista de Braga, proporciona uma viagem em selos pelo ciclo da água deste planeta azul, começando nas suas propriedades, passando pela diversidade de ambientes, pelos rios e lagos, o desperdício e a poluição e terminando com uma visão da água no mundo.

Francisco Leal Paiva, de Faro, apresenta um “Roteiro Europeu das Águas Termais” com selos de vários países sobre o tema, enquanto Domingos Manuel Carrasquinho, de Portimão, dá uma panorâmica sobre “As Pontes do Mundo”, destacando as obras humanas utilizadas na travessia ou utilização dos cursos de água e dando uma autêntica lição de engenharia dedicada aos diversos tipos de pontes.

De Lisboa veio a coleção de José Manuel Pires dos Santos que traça a história do “Abastecimento de Água a Lisboa” desde os primórdios da nacionalidade. Vale a pena ver esta coleção que, além dos selos, apresenta documentos bastante originais. Entre o material exposto, há um boletim de serviço de leitura de um contador, datado de 1955, e um contrato de fornecimento de água de 1958. Também lá está um recibo de água onde foram faturados 4m3 a $200 réis que, somado ao aluguer de contador de $120 réis, teve como resultado que o cliente Fragoso & Vianna, com morada na Rua da Prata, tivesse pago $920 réis pelo seu consumo do mês de Agosto… de 1871.

Esta exposição filatélica está disponível para apreciação no horário de atendimento ao público da sede da EMARP, entre as 08h30 e as 17h30 dos dias úteis.

No concelho da Moita: Exposições nos equipamentos culturais municipais

No concelho da Moita

Exposições nos equipamentos culturais municipais

 

A programação das exposições dos equipamentos culturais municipais, inserida no Programa das Artes Visuais, tem como objetivo a promoção da literacia nas artes visuais, permitindo que os munícipes possam ler, interpretar, experienciar e expressar as artes.

Em março, são várias as exposições patentes nas bibliotecas municipais do concelho, dirigidas ao público em geral e com entrada livre:

 

2 a 25 de março

Exposição “Habitats Ribeirinhos”, cedida pela Quercus

Biblioteca Municipal do Vale da Amoreira

A exposição surge como uma oportunidade para os cidadãos conhecerem mais pormenorizadamente temas relacionados com a gestão da biodiversidade associada a meios aquáticos de águas correntes, bem como sobre as ameaças que hoje estão presentes nestes habitats sensíveis.

Esta exposição tem como foco os ecossistemas ribeirinhos e a sua diversidade de fauna e flora. A partir deste tema, dá a conhecer a grande diversidade de espécies existentes nos rios e ribeiras de Portugal, as mais variadas ameaças que impactam estes sistemas ecológicos e as boas e más práticas levadas a cabo pelo ser humano nas áreas adjacentes a estes ecossistemas.

As ilustrações de Nuno Farinha são um elemento base nesta exposição, tornando esta mostra de educação ambiental mais dinâmica e apelativa a todas as idades.

 

3 a 21 de março      

Exposição de fotografia “Rostus y identidadi”, de Kuny Mendes

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Biblioteca Municipal de Alhos Vedros

Através desta exposição, o autor retrata os rostos e a identidade do povo cabo-verdiano, as relações intergeracionais e as suas vivências.

 

3 a 28 março

Exposição “Margarida de Papelão”, de Paula Margarida Pimentel

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Biblioteca Municipal Bento Jesus Caraça

Inauguração nodia 7 março, às 16:00h

Numa itinerância pelas Bibliotecas Municipais, esta exposição apela para a importância da reciclagem, mostrando que os materiais podem ganhar vida num mundo de fantasia.

 

7 a 28 março          

Exposição de Pintura “Imaginário”, de Vítor Moinhos     

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Galeria de Exposições do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo                      

Inauguração no dia 7 de março, às21:30h

 

26 março a 30 abril         

Exposição “30 anos de Leitura Pública – Pessoas, Palavras e Poemas”

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Biblioteca Municipal de Alhos Vedros

No dia 26 de março, às 21:00h, a Biblioteca de Alhos Vedros recebe também a iniciativa “Leituras às Quintas” subordinada ao mesmo tema.

No ano em que se assinalam os 30 anos de leitura pública no concelho da Moita, as bibliotecas convidaram os poetas que participaram nesta última edição do Livro “Poetas Nossos Munícipes” a escreverem um poema alusivo aos 30 anos de leitura pública. Estes poemas serão partilhados nas Leituras às Quintas e convertidos na exposição inaugurada no mesmo dia.

 

Lu Mourelle , artista plástica brasileira faz exposição na mostra Outras Terras em Cascais

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Atualmente residindo em Lisboa, a brasileira Lu Mourelle, nem bem chegou do Salon D’Art Contemporain – Paris 2020, onde expôs suas obras no Parc Des Exposition –  e já inaugura neste sábado, 8, a partir das 18 horas, em seu espaço ‘Lu Mourelle Art Gallery’, na Cidadela Art District, em Cascais, a mostra ‘Outras Terras’, ao lado dos artistas Bogdan Dide, da Ucrânia, e de Claus Von Oertzen, da Alemanha. A exposição ficará patente até 03 de março. 

Lu chegou a Portugal incentivada pelo vice-presidente da Sociedade Nacional de Belas Artes, Jaime Silva, que a conheceu depois de visitar uma exposição da artista em Lisboa em 2017. “Portugal foi uma grande surpresa e um presente, um m país acolhedor, belo.  Pintar sob a luz de Portugal é um diferencial”, comenta a artista.

A obra da artista  é fruto de sua bagagem emocional, que desde a infância alterna residência entre o Brasil e a Europa. Acostumada desde cedo a integrar sociedades diversas, Mourelle dedicou-se ao mundo da moda antes de abraçar completamente as Artes Plásticas. Dos estudos de pintura e dessa experiência de vida nasce à representação de mulheres diferenciadas e ricas em personalidade e emoção. Personagens de beleza atípica e contemporânea que em traços essenciais e cores bem marcadas transmite sua inventividade.

‘Madames’, sua série mais recente que faz parte da mostra,  traz rostos femininos que estimulam o poder de interpretação do público. São feições e olhares inquietantes, curiosos e muitas vezes de natureza ambígua. Assim, Lu deseja estimular a compreensão de belezas exóticas e atípicas, mas contemporâneas. “A beleza é algo que depende do referencial de cada um e por isso voltamos às experiências particulares, minhas e do público que contempla as obras. As Madames tocam cada um de maneira diferente: apesar de não serem trabalhos baseados no realismo, transmitem sentimentos verdadeiros”, diz Lu, que teve uma agenda intensa em 2019: apresentou obras em Paris, Lyon e Toulouse, em França; Stuttgart e Wiesbaden, na Alemanha; Luxemburgo e São Paulo.

Um pouco mais sobre Lu Mourelle

A artista plástica brasileira, Lu Mourelle, nasceu em Campinas, interior de São Paulo, mas atualmente reside em Portugal, onde tem seu próprio espaço “Lu Mourelle Art Galery”, na Cidadela Art District, em Cascais.

Membro da Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa, Lu Mourelle contabiliza exposições em países da América do Sul, França, Alemanha, Luxemburgo, Portugal, Espanha e Áustria. No ano passado participou como artista convidada da Bienal de Florença 2019, onde todas as obras foram adquiridas por colecionadores dos Estados Unidos, Canadá e Irlanda.

Lu Mourelle é bacharel em Comunicação Social, com especialização em Publicidade e Propaganda; com MBA em Marketing, área em que atuou na maior parte do tempo em sua carreira corporativa, sempre relacionada ao mundo na moda.

Lu continua sua pesquisa para formular composições de cor aliadas aos traços originais e semblantes múltiplos. Suas obras partem da desconstrução para fortalecer rostos e olhares carregados de expressão, com cabelos, maquiagem e figurinos que chamam atenção pela inovação em formas, cores e texturas. São figuras idealizadas e subjetivas, que transformam a experiência do público na contemplação do feminino. 

www.lumourelle.com

Serviço:
Exposição: Lu Mourelle, na mostra “Outras Terras”
Datas: de 08 de feveireiro a 03 de março de 2020
Local: Lu Mourelle Art Gallery’, na Cidadela Art District - Av. Dom Carlos I, 2750-310/ Cascais
Tel: +351 918518446
Dias e horários de visitação: das 11h às 19h, todos os dias, exceto segunda-feira
Entrada livre.

5 escultores expõem na Galeria de Arte do Convento Espírito Santo, em Loulé

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De 24 de janeiro a 28 de março, a Galeria de Arte do Convento Espírito Santo, em Loulé, recebe a exposição de escultura "5 Escultores Paralelos na Voz Criativa", da autoria de Beatriz Cunha, Manuela Castro Martins, Paulo Neves, Rui Matos e Vitor Ribeiro.

No início do ano de 2020, esta Galeria de Arte reúne cinco escultores nesta exposição, onde são apresentadas várias obras, realizadas em diferentes materiais: Pedra, Ferro, Vidro, Madeira e Bronze.  

Pedra representada por Vítor Ribeiro, nas suas florestas brancas, Rui Matos na plenitude do eu do outro lado da sombra, Manuela Castro Martins do símbolo ao barroco na forma do sagrado à paixão, Paulo Neves na espiral dos anéis e para terminar Beatriz Cunha na memória do sagrado.

A inauguração está marcada para as 18h00. A exposição pode ser visitada no seguinte horário: de terça a sexta-feira, das 9h30 às 17h30, e aos sábados, das 9h30 às 16h00. A entrada é livre.

 

CML/GAP /RP

“Resistir ao Idai”: Exposição de Fotografia em Quarteira

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Decorre de 15 de fevereiro a 11 de abril, na Galeria de Arte da Praça do Mar, em Quarteira, a Exposição de Fotografia “Resistir ao Idai”, com trabalhos da autoria de Luís Barra, Leonel de Castro, André Catueira, Miguel Lopes, Tiago Miranda, Tiago Petinga, João Porfírio, Daniel Rocha e António Silva.

Este espaço cultural apresenta imagens que testemunham o impacto da tempestade tropical mais forte a atingir Moçambique desde o ciclone Jokwe, em 2008.

“O ciclone Idai, que em meados de março de 2019 varreu a província de Sofala, no centro de Moçambique, nada poupou. Um rasto de destruição que em muitos casos deixou apenas gente e um chão de lama. Sobreviventes. A quem a esperança dá força e a falta de alternativas, alento. Resistir é o que resta.

Os números oficiais indicam mais de 700 mortos, acima de 300 mil famílias despojadas de bens e de abrigo, e mais de 1,5 milhões de pessoas afetadas, em consequência direta do Idai. É claro que há também um tempo para o alívio do choro, mas o que é preciso é andar em frente. Caminhar em busca do futuro.” (José Augusto Moreira)

“Resistir ao Idai” é uma exposição de fotografia integrada no Prémio Estação Imagem 2019 Coimbra, Festival Internacional de Foto jornalismo.

A Exposição pode ser visitada de terça-feira a sábado, das 9h30 às 13h30 e das 15h00 às 18h00. Inaugura no sábado, dia 15, pelas 18h00. A entrada é livre.

 

CML/GAP /RP

Arte sacra do Convento da Arrábida em exposição no Museu do Oriente

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“Frei Agostinho da Cruz e a espiritualidade da Arrábida”

 

 

Um conjunto de peças de arte sacra proveniente do Convento da Arrábida e exemplares do legado do frade-poeta reúnem-se na exposição “Frei Agostinho da Cruz e a espiritualidade da Arrábida”, que o Museu do Oriente inaugura no dia 12 de Março, no âmbito das comemorações do IV Centenário da morte do Frei Agostinho da Cruz e dos 480 anos do seu nascimento. Nos dias 14 e 15 de Março realiza-se, no Convento da Arrábida, um colóquio subordinado ao mesmo tema.

 

Lugar privilegiado onde, desde tempos recuados, a Natureza foi entendida como expressão eloquente da divindade, a Arrábida é ainda hoje um dos centros espirituais da Península Ibérica. Nesse território que vai do Cabo Espichel aos limites de Setúbal, o culto e a cultura originaram um espaço onde é possível ao Homem dialogar com Deus e consigo próprio, descobrindo o essencial da vida.

 

De entre todos os frades arrábidos, Frei Agostinho da Cruz (1540 - 1619) foi aquele que melhor exprimiu a essência da Serra e da sua espiritualidade, numa poesia original que está ainda por conhecer na sua totalidade. Comemorando os 400 anos da sua morte e os 480 do seu nascimento, esta exposição apresenta a Arrábida e a sua sacralidade, através das palavras de quem a vivenciou em plenitude e um conjunto de peças provenientes do Convento, da Paróquia de São Lourenço de Azeitão, de várias instituições públicas e de colecções particulares.

 

Frei Agostinho da Cruz nasceu Agostinho Pimenta, em Ponte de Barca, no Alto Minho, e morreu em Setúbal. Aos 20 anos, o poeta da liberdade tomou uma opção de vida radical, tomando o hábito dos frades arrábidos. Foi noviço no Convento de Santa Cruz, em Sintra, passando a habitar, desde 1605, numa cela da Arrábida, como eremita.

 

Construído em 1539, o Convento da Arrábida foi fundado por Frei Martinho de Santa Maria, franciscano castelhano a quem D. João de Lencastre (1501-1571), primeiro duque de Aveiro, cedeu as terras da encosta da serra. Com a extinção das ordens religiosas, em 1834, o convento, as celas e as capelas dispersas pela serrania sofreram várias pilhagens e enormes estragos causados pelo abandono. Em 1863, a Casa de Palmela adquiriu o convento e, quarenta anos depois, em 1990, o seu então proprietário, Manuel de Souza Holstein Beck, vendeu o convento e a área envolvente, num total de 25 hectares, à Fundação Oriente, a única instituição, que, em seu entender, dava garantias de manter os mesmos valores com que, no século XVI, os seus antepassados o entregaram aos arrábidos.

 

A exposição “Frei Agostinho da Cruz e a espiritualidade da Arrábida” está patente até 17 de Maio e é comissariada por Ruy Ventura, poeta e investigador da obra de Agostinho da Cruz. As celebrações do IV Centenário da morte do Frei Agostinho da Cruz e dos 480 anos do seu nascimento prolongam-se até Maio.

 

Exposição “Frei Agostinho da Cruz e a espiritualidade da Arrábida”

Inauguração | 12 de Março | 18.30

Até 17 de Maio

Horário: terça-feira a domingo, 10.00-18.00

(à sexta-feira o horário prolonga-se até às 22.00)

Entrada gratuita

 

www.museudooriente.pt

'Caos e Ritmo' desenha um círculo e enuncia um regresso a 'Para Além da História', exposição que em 2012 fundou o CIAJG

 

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Este sábado, abre-se uma nova janela no Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) com Caos e Ritmo #1, o novo ciclo expositivo que visita e bebe da obra maior de José Gil, fundada sobre os poderes do corpo, para pensar os sortilégios da criação num mundo em modo de autodestruição. Uma exposição-estrutura que alberga vários discursos e práticas transversais às disciplinas, às geografias e às culturas.  

Em exposição, nas 13 salas do CIAJG, vão estar peças de vários artistas: José de Guimarães, Mariana Caló e Francisco Queimadela, Rosa Ramalho, Quintino Vilas Boas Neto, Jonathan Uliel Saldanha, Susana Chiocca, Joaquim Pires, SKREI, Agostinho Santos, Hugo Canoilas, Franklin Vilas Boas, Pedro A. H. Paixão e ainda obras de Augusto Mesquitela Lima reunidas por André Príncipe, a Coleção de Arte Popular de Agostinho Santos e as Coleções de Arte Africana, Arte Pré-Colombiana e Arte Antiga Chinesa de José de Guimarães. 

A inauguração deste 1º ciclo expositivo de 2020 do CIAJG, com curadoria de Nuno Faria, terá lugar este sábado, 7 de março, às 21h30, com entrada livre. Este momento de inauguração será sucedido por Plantasia, espetáculo musical protagonizado por Bruno Pernadas e Moullinex integrado no ‘Museu do Futuro’, programa de atividades que, ao longo de todo o fim de semana, convida todos os públicos (com destaque para as famílias na manhã de domingo) a viver o CIAJG e a Casa da Memória de Guimarães para desvendar novas exposições, assistir a espetáculos de teatro e música, e participar em conferências, visitas e oficinas.

A exposição Caos e Ritmo, que se estende a todas as salas do Centro Internacional das Artes José de Guimarães, desenha um círculo e enuncia um regresso a Para Além da História, exposição que fundou o CIAJG em 2012. Projetado como um “museu dos museus”, no sentido de instaurar uma permanente atenção à ética de expor e de dar a ver, escrutinando práticas museológicas mais ou menos antigas, o programa do CIAJG foi construído a partir de conceitos, modos e dispositivos que procuram desconstruir e corroer o primado da história e a conceção linear do tempo.  

Nas palavras de Nuno Faria, curador da exposição, “O corpo, os fluxos de energia, o negativo como esconjuração da forma, o invisível, o ar, o som, a condição xamânica e propiciatória do artista, são temas recorrentes que regressam em forma de eco ou como eco da forma, e mais do que conceitos foram materiais trabalhados ao longo destes anos, com artistas, curadores e mediadores. Por isso mesmo, não é estranho que convoquemos agora, neste momento de passagem, nesta torção da narrativa deste lugar, aquele cujo pensamento é uma das mais incandescentes fontes de inspiração para o nosso trabalho — José Gil, que em 2016 apresentou no CIAJG a conferência “Objeto de arte, objeto mágico”, em antecipação da sua obra maior, Caos e Ritmo, um livro-legado filosófico-ecológico de inesgotável concentração energética oferecido a uma geração que hoje manifestamente se declara órfã de um rumo político.” 

Fundado sobre os poderes do corpo e a consciência individual enquanto uma entre tantas outras entidades que partilham e convivem num mundo feito de diversidade, Caos e Ritmo serve de mote para uma reflexão encantada e desencantada, poética e política, sobre o lugar do homem e, em particular, da criação artística num mundo doente e amnésico — uma exposição-estrutura que servirá de lugar para a fundação de discursos, reflexões e práticas transversais às disciplinas, às geografias e às culturas. 

O novo ciclo expositivo do CIAJG integra obras de vários artistas entre os quais encontramos José de Guimarães, Mariana Caló e Francisco Queimadela, Rosa Ramalho, Quintino Vilas Boas Neto, Jonathan Uliel Saldanha, Susana Chiocca, Joaquim Pires, SKREI, Agostinho Santos, Hugo Canoilas, Franklin Vilas Boas, Pedro A. H. Paixão e ainda obras de Augusto Mesquitela Lima reunidas por André Príncipe, a Coleção de Arte Popular de Agostinho Santos e as Coleções de Arte Africana, Arte Pré-Colombiana e Arte Antiga Chinesa de José de Guimarães. Após a inauguração de Caos e Ritmo, a área expositiva do CIAJG volta a poder ser visitada de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00, sendo a entrada gratuita aos domingos de manhã.  

Neste primeiro fim de semana de março (7 e 8 março), o Centro Internacional das Artes José de Guimarães e a Casa da Memória de Guimarães vão ser palco do ‘Museu do Futuro #1’, programa que se apresenta como um convite aberto à comunidade, de verdadeira fruição dos museus da cidade, e do futuro. Estes espaços serão assim habitados por novas exposições, espetáculos de teatro e música, conferências, visitas e oficinas, para todos os públicos, com destaque para as famílias, na manhã de domingo. Todas as atividades são de entrada gratuita, até ao limite da lotação disponível. O programa completo do ‘Museu do Futuro #1’ pode ser consultado online, nos sites www.ciajg.pt e www.casadamemoria.pt.

“Todos nós nascemos originais e morremos cópia”: Miguel Cheta expõe em Loulé

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Vai estar patente ao público, de 1 de fevereiro a 4 de abril, no CECAL – Centro de Experimentação e Criação Artística de Loulé, a exposição “Todos nós nascemos originais e morremos cópia”, da autoria do artista plástico Miguel Cheta.

O Município de Loulé foi convidado pelo Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado para integrar o projeto PORTUGAL Entre/PATRIMÓNIOS. Trata-se de um projeto que tem como base a sustentabilidade cultural e que se propõe ter um carácter experimental, que pretende, entre outros objetivos, proporcionar processos de “criação artística como sinónimo de futuro nos processos de mudança dos territórios. E questionar a complexidade da sociedade contemporânea através de leituras do património material e imaterial”.

Integrado neste projeto, o Município de Loulé, através das suas Galerias Municipais, desafiou o artista Miguel Cheta a refletir sobre as questões dos processos colaborativos, dos diálogos (im)possíveis, dos conflitos latentes (ou não) entre públicos e artistas, do que é a arte colaborativa, do papel do artista na transformação dos territórios!...

A inauguração está agendada para as 18h00.

O horário de visita desta exposição é o seguinte: de terça a sexta-feira, das 10h00 às 13h30 e das 14h30 às 18h00, e aos sábados, das 10h00 às 16h30. A entrada é livre.