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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Exposição no Silo-Espaço Cultural no NorteShopping "Do Sintoma Indelével" de Ludgero Almeida

 

Exposição no Silo-Espaço Cultural no NorteShopping até 15 de julho

 

Exposição “Do Sintoma Indelével”

                 

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O Silo-Espaço Cultural do NorteShopping inaugura dia 16 de junho a exposição “Do Sintoma Indelével” de Ludgero Almeida. A exposição vai estar aberta ao público, com entrada gratuita, até 15 de julho.

 

Desde 2012 que o Silo-Espaço Cultural tem vindo a apoiar a criação e divulgação do trabalho de novos artistas. A programação de 2018 já contou com várias exposições, entre elas “Siza-Uma Casa Habitada” a história de uma casa de Siza Vieira contada em fotografias de Luís Ferreira Alves.

 

Nesta mostra Ludgero Almeida traz uma série de pinturas produzidas entre 2015 e 2018 em Portugal no Brasil. O seu trabalho caracteriza-se por um estudo particular sobre o universo fotográfico, das relações possíveis da imagem com temáticas como o absurdo, o mito e o ritual, o sagrado e o profano, entre outras. O estudo transporta-o para a pintura, onde as figuras e o seu psicológico ganham contornos obsessivos e controversos.

 

Segundo Nuno Malheiro Sarmento: “As obras nascem de uma investigação que monta e desmonta os enunciados históricos – a partir de memórias fotográficas e elementos obliterados de ambos os países, particularmente centrando-se em arquivos das ditaduras e da colonização. É através da pintura que o conjunto de memórias nas quais o artista se concentra volta a surgir como sintomas, como elementos arqueológicos”. São imagens “profusamente cruzadas por interpretações, olhares e fricções produtivas e subjetivas, que não só relativizam a factualidade, como também a ressignificam”.

 

A exposição “Do Sintoma Indelével” recupera o lugar de uma “narratividade subalterna, de um passado que teimosamente se marginaliza nos discursos, nas práticas e demasiadas vezes na história. Ao utilizar ferramentas que remodelam, apagam, delimitam, estas pinturas poderiam de algum modo censurar as imagens, mas inversamente lhes atribuem uma visibilidade, um novo ensejo” acrescenta ainda Nuno Malheiro Sarmento.

 

Com entrada gratuita, a exposição pode ser visitada no Silo-Espaço Cultural do NorteShopping (junto ao Parque Infantil, no Piso 0), de segunda a sexta-feira, das 12h30 às 20h00 e aos fins de semana das 12h30 às 22h00, de 17 a 20 de junho e de 22 de junho a 15 de julho. De referir que, excecionalmente, no dia 21 de junho o Silo-Espaço Cultural vai receber Mário Laginha numa actuação intimista e exclusiva inserida na iniciativa dos Jazz Moments do NorteShopping, não sendo por isso possível visitar a exposição neste dia.

 

As exposições no Silo-Espaço Cultural inserem-se na Política de Arte Pública da Sonae Sierra, a qual se propõe fomentar a criação artística e respetiva apresentação às comunidades locais, reconhecendo que as mostras de Arte induzem efeitos positivos a quem as contempla e usufrui da sua presença.

 

Inaugura exposição que mostra projetos apresentados ao concurso público de arquitetura para criação do Museu Nacional da Resistência e da Liberdade

Inauguração da Exposição “Concurso Público de Arquitetura: 

Museu Nacional da Resistência e da Liberdade”

 

Museu de Arte Popular, dia 20 de junho, às 18:30

 

 

Os projetos submetidos ao Concurso Público de Arquitetura para instalação do futuro Museu Nacional da Resistência e da Liberdade na Fortaleza de Peniche são apresentados numa exposição que inaugura quarta-feira, dia 20 de junho, às 18:30, no Museu de Arte Popular (MAP), em Lisboa.

 

Lançado em fevereiro último pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), com assessoria técnica da Secção Regional Sul da Ordem dos Arquitetos (OASRS), este concurso recebeu 22 candidaturas. O júri foi constituído pelos arquitetos Alexandre Alves Costa (presidente), João António Serra Herdade, João Mendes Ribeiro, Sofia Aleixo e pelo designer Henrique Cayatte.

 

O primeiro lugar foi atribuído ao Atelier AR4, com coordenação do arquiteto João Barros Matos. Em segundo e terceiro lugar ficaram, respetivamente, a FSSMGN Arquitetos (com coordenação da arquiteta Margarida Grácio Nunes) e o arquiteto Marcelo de Gouveia Cardia.

 

A cerimónia de inauguração da exposição terá início com o lançamento de uma emissão filatélica dedicada ao Ano Europeu do Património Cultural 2018, na presença do Coordenador Nacional desta iniciativa, Guilherme d’Oliveira Martins. 

 

Nesta sessão de abertura participam a Diretora-Geral do Património Cultural, Paula Araújo da Silva, e o presidente da Ordem dos Arquitetos, José Manuel Pedreirinho.

 

A exposição “Concurso Público de Arquitetura: Museu Nacional da Resistência e da Liberdade”, organizada em conjunto pela DGPC e pela OASRS, ficará patente no MAP até ao próximo dia 16 de setembro.

Exposição Luís Ferreira Alves

Da ruína à luz, Luís Ferreira Alves mostra requalificação do antigo quarteirão da Real Vinícola

 

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O mais conhecido fotógrafo português de arquitetura acompanhou o processo de restauro do mais antigo edifício industrial de Matosinhos. Imagens podem agora ser vistas numa exposição e num catálogo que inclui textos de Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto de Moura.

 

A Galeria Municipal de Matosinhos acolhe a partir de sábado, 26 de maio, e até 22 de setembro, a mais recente incursão do fotógrafo Luís Ferreira Alves pela luz inconfundível da arquitetura portuguesa. A exposição “Real Vinícola – Uma Reconversão” dá testemunho do processo que permitiu transformar a ruína do mais antigo edifício industrial de Matosinhos-Sul num equipamento cultural de referência, sede da Casa da Arquitectura-Centro Português de Arquitectura e da Orquestra Jazz de Matosinhos, recentemente distinguido com o Prémio Nacional de Requalificação Urbana.

 

Luís Ferreira Alves, o mais conceituado fotógrafo português de arquitetura e autor de algumas mais icónicas imagens de edifícios projetados por Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto de Moura, acompanhou todo o processo de requalificação do antigo quarteirão da Avenida Menéres. Fixou a ruína que existia em 2014, fotografou os trabalhos de construção civil e regressou no final da obra para captar a luz dos espaços projetados pelo arquiteto Guilherme Machado Vaz.

 

O resultado deste trabalho, que partiu de uma encomenda da Câmara Municipal de Matosinhos, é uma exposição de trinta e duas fotografias, com curadoria de Guilherme Machado Vaz, e um catálogo bilingue que inclui textos do historiador Joel Cleto e dos arquitetos Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto de Moura.

 

“Real Vinícola – Uma Reconversão” fixa para memória futura um dos maiores e mais ambiciosos projetos de requalificação urbana realizados em Portugal nos últimos anos, já nomeado para diversos prémios nacionais e internacionais. Do encanto quase selvagem da ruína inicial à obra concluída e enriquecida pelas esculturas de José Pedro Croft que representaram Portugal na última Bienal de Veneza, Luís Ferreira Alves volta a tratar a luz e a linha com o irrepreensível rigor que fizeram dele um dos nomes maiores da fotografia de arquitetura em Portugal.

 

Autor de inúmeros livros e exposições, Luís Ferreira Alves tem fotografado a obra dos maiores arquitetos portugueses, publicando regularmente em revistas internacionais. Nasceu em Valadares, Vila Nova de gaia, em 1938. No início da década de 1980 passou a dedicar-se à fotografia de arquitetura, atividade que lhe valeu, em 2013, o título de Membro Honorário da Ordem dos Arquitectos.

 

Sines | Exposição Fotografia | Spectrum - É a poeira que torna o feixe de luz visível

 

No dia 12 de Maio de 2017 um ciberataque assolou o mundo assinalando, uma vez mais, a potência da técnica. Um ano depois, em Sines, os quatro fotógrafos da HÉLICE, Duarte Amaral Netto, João Paulo Serafim, Rodrigo Tavarela Peixoto e Valter Ventura, apresentam-se ao público numa exposição inédita que coloca em diálogo o modo como a experiência da técnica fotográfica invade o entendimento que fazem do mundo.



 

A exposição de fotografia Spectrum - É a poeira que torna o feixe de luz visível inaugura em Sines, no Centro Cultural Emmerico Nunes, a 12 de Maio de 2018, pelas 17:00 e está patente até 1 de Julho.

 


SPECTRUM - A POEIRA TORNA O FEIXE DE LUZ VISÍVEL

Inauguração da exposição: 12 Maio 2018, 17:00

Centro Cultural Emmerico Nunes, Sines /// Até 1 Julho


 


Casino Estoril inaugura exposição "Arte em Movimento" a 23 de Junho

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O Casino Estoril inaugura, no próximo Sábado, 23 de Junho, às 17 horas, a exposição “Arte em Movimento”. Trata-se de uma exposição colectiva de pintura que conta com a participação dos seguintes artistas: Diogo Navarro, Filipa Oliveira Antunes, Francisca de Magalhães Barros, Paulo Canilhas, Paulo Pina e Rogério Tunes. Com entrada livre, a não perder, na Galeria de Arte.

 

Diogo Navarro nasceu em Moçambique, em 1973. Vive e trabalha em Lisboa. É um artista especialmente interessado em expressar o potencial pictórico de vários materiais.

 

Filipa Oliveira Antunes nasceu em Lisboa, em 1973. Arquiteta (UL-1996), Mestre em Habitação (FAUTL-2000); e Doutorada em Urbanismo (ULHT-2013). Publica os seus desenhos em diversos suportes de disseminação cultural.

 

Francisca de Magalhães Barros nasceu em Lisboa, em 1990. Desde cedo o Arquiteto, e Professor de Artes Plásticas, Bernardo Viana a incentivou na utilização e exploração da cor nos seus trabalhos, expondo-os e incentivando-a a nível técnico e da sua visão da utilização da cor nas suas obras.

 

Paulo Canilhas nasceu a 29 de julho de 1969, em Almada, cidade onde reside e trabalha. Trabalha em desenho, pintura e digital, mas sobretudo, a técnica que mais lhe agrada e pretende desenvolver, a metamorfose da pintura com a escultura sobre e com chapa de alumínio. Realizou 17 exposições individuais e participou em dezenas de coletivas.

 

Paulo Pina nasceu em Lisboa, em 1965. Tirou os cursos de Desenho e Pintura na ARCO e de Animação na Acarte. Ganhou o Prémio Estoril-Sol no XII Salão de Primavera da Galeria de Arte do Casino Estoril e foi distinguido com menções honrosas nas VIII e X edições do mesmo Salão. Realizou 7 exposições individuais e participou em diversas exposições colectivas.

 

Rogério Tunes nasceu no Rio de Janeiro, Brasil, em 1959. Atualmente como Luso-Brasileiro montou o seu atelier em Cascais onde vive desde 2015. Em 2000 passa a dedicar-se exclusivamente às artes plásticas começa a expor em diversas galerias no Rio de Janeiro onde tem seu trabalho reconhecido por marchands e colecionadores, tendo seu trabalho exposto pelo Brasil, USA, Argentina e Europa.

 

O Mestre Martins Correia costumava afirmar “As exposições coletivas são Arte em Movimento”.

 

O Casino Estoril inaugura, no próximo dia 23 de Junho, às 17 horas, a exposição colectiva de pintura “Arte em Movimento”. Patente ao público, todos os dias, das 15 às 24 horas, até 24 de Julho.

 

Por imperativo legal, o acesso aos espaços do Casino Estoril é reservado a maiores de 18 anos. 

NI Exposição “Processos em Trânsito | Livros de artista”

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54 objetos artísticos em forma de livro para ver em Matosinhos

 

 

De 9 de junho a 28 de julho // Paços do Concelho de Matosinhos // Das 9h00 às 18h00

 

 

Há um livro em forma de pássaro com vontade de abrir as páginas e voar. Um volume de Eugénio Andrade com capa de pedra. Um caderno onde Eduardo Souto de Moura rascunhou ideias de edifícios a ser. Um desdobrável com corpos esboçados por Álvaro Siza Vieira. E até um manual que ensina “Como Torna-se e Conserva-se Bela” (sic). São, no total, 54 os objetos especiais que vão estar patentes na exposição “Processos em Trânsito | Livros de artista”, que abre as portas a 9 de junho, pelas 16 horas, nos Paços do Concelho de Matosinhos.

 

Resultado do projeto O.LIVRO.DE.ARTISTA, que acontece em Salvador da Bahia, no Brasil, desde 2016, a exposição que agora vai ser inaugurada em Matosinhos, onde ficará patente até 28 de julho, junta trabalhos de 27 artistas portugueses e de outros tantos criadores brasileiros. Com a curadoria de Sobral Centeno (Portugal), Daniela Steele (Brasil) e Ines Linke (Alemanha), “Processos em Trânsito” combina objetos únicos, concebidos originalmente como obras de arte autónomas, com ferramentas de trabalho às quais os respetivos utilizadores conferiram dimensão estética.

 

Entre os 54 projetos reunidos para a exposição, contam-se, entre outros, trabalhos do músico e compositor Arnaldo Antunes, dos também brasileiros Paulo Bruscky e Almandrade, e dos portugueses Álvaro Siza Vieira, Eduardo Souto de Moura, José Pedro Croft, Pedro Cabrita Reis, Julião Sarmento, Francisco Laranjo, Zulmiro de Carvalho e Albuquerque Mendes.

 

O projeto O.LIVRO.DE.ARTISTA promove, em parceria com o MAB - Museu de Arte da Bahia, o intercâmbio de artistas em exposições internacionais, bem como seminários e workshops. A exposição de Matosinhos resulta precisamente da intenção de juntar artistas portugueses e brasileiros para uma exposição inédita, unindo visões criativas do objeto livro de ambos os lados do Atlântico.

 

Recorda-se ainda que se encontra patente na Casa do Design de Matosinhos, até 3 de novembro, a exposição “Imprimere — Arte e Processo nos 250 Anos da Imprensa Nacional”, que explora os principais processos e técnicas de artes gráficas relacionadas com a produção e a história do livro em Portugal.

 

Exposição no Casino de Tróia, com estrutura multimédia

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O Casino de Tróia, a Real Associação de Lisboa e a Academia de Letras e Artes têm a honra de convidar para a cerimónia de inauguração da exposição "Antemanhã Alquímica de Portugal" do pintor Luís Athouguia.
 
No próximo dia 9 de Junho, a partir das 21h00, o Casino de Tróia organiza um grande evento comemorativo do Dia de Portugal (num desvendar alquímico da antemanhã de Portugal) evento que estará centrado na inauguração de uma extraordinária exposição de Luís Athouguia.

O evento estará apoiado numa estrutura multimédia, com o casino repleto de imagens do trabalho de Luís Athouguia, projectadas no ecrã gigante da sala de jogo e nos vários ecrãs-esferas espalhados pelo espaço.

O serão conta ainda com uma sessão de “Fado e Guitarras Portuguesas” pelo que convidamos os nossos amigos a associarem-se ao presente evento no próximo dia 9 de Junho no Casino de Tróia. (ver texto em baixo)

 

Com o Alto 
Patrocínio
​ da​
 Real Associação de Lisboa e a Academia de Letras e Artes 
​de Portugal​

Presença dos convidados-de-honra:
S.A.R. O Senhor Dom Duarte de Bragança
Dr. João de Lancastre e Távora - Real Associação de Lisboa
Doutora Isabel Magalhães - Academia de Letras e Artes 
Professor- Doutor Paulo Morais-Alexandre, IPL

​O

 extraordinário texto da Exposição:

 

       Luís Athouguia…  e a Antemanhã Alquímica de Portugal

A antemanhã, que Pessoa caracterizou tão bem na sua “Mensagem” representa um dos mais basilares princípios da Portugalidade. É aquela centelha de um momento, congregando em si todo o ensejo da eternidade, que antecede o dealbar da primeira réstea de luz da aurora, quando o dia ainda não nasceu mas em que a noite já se desvaneceu…

Na antemanhã, a escuridão e a luz misturam-se numa plêiade de cores que congregam toda a palete do Universo num único vislumbre pressentido da totalidade que nos compõe. E é mágico, porque não sendo absolutamente nada é, simultaneamente, tudo. 

Luís Athouguia, o pintor de sonhos que nos carrega através da ousadia da sua Alma de artista pelos insuspeitos caminhos do que não conhecemos mas que sentimos de forma plena quando nos libertamos do peso da realidade, congrega em si próprio este Dom místico de absorver, encandeando-nos, esta complexidade tão simples que o Mundo tem. Os seus quadros, com uma panóplia de cores e de formas improváveis, são janelas abertas para o carácter onírico e singular de sonhos que a ousadia profunda da maior parte das gentes que connosco partilha esta vida, não tem coragem para sequer imaginar.

E Luís Athouguia imagina-os. Vive-os de forma intensa em cada quadro e, num exercício quase sublime de generosidade, partilha-os com os outros, espraiando a sua capacidade iluminada de entender a realidade num plano absurdo e excêntrico de vivacidade. 

No Casino de Tróia, onde o verde da Arrábida se cruza com o tom azul das águas do Sado, a obra de Luís Athouguia ganha uma nova perspectiva e uma inigualável capacidade de perfurar o real. Porque as suas cores, as formas complexas que utiliza para retratar o que efectivamente não existe são, em última instância, um laivo quase mágico que nos liga ao cadinho maior da vida e aos interstícios brumosos de Portugal.

Religião significa, na sua visão mais profunda, a capacidade de religar… de voltar a ligar os mundos, as coisas, as pessoas e a vida. E Luís Athouguia, corajosamente perdido na inconsciência própria de quem ousa sonhar, coloca-nos mesmo ali, naquele espaço e naquele tempo onde espaço e tempo não contam, para nos fazer entender o que é a vida e a morte, e o sonho e… Portugal. 

A antemanhã alquímica de Portugal!

Aquele momento em que o tudo e o nada se misturam. Aquele instante onde sonhos e realidade são a mesma coisa. Aquele lugar sagrado que está em sítio nenhum e para onde todos desejamos ir, quando temos a sorte e o ensejo de o pressentir no fundo da Alma. 

Tróia, Antemanhã do Dia de Portugal, 2018

João Aníbal Henriques

 

Espólio musical do Porto dá o mote para exposição documental

Exposição «O Porto - Fragmentos da Vida Musical»

 

Porto, Casa Allen, 1 de Junho a 15 de Julho

 

Partituras, programas de concertos, cartazes, cadernos de notas e documentos relativos à organização de concertos na cidade do Porto compõem um vasto e variado acervo documental musical, datado dos séculos XIX e XX, e que está, atualmente, a ser alvo de um processo de inventariação, catalogação e digitalização.

 

O processo de inventariação, iniciado em fevereiro de 2017, está praticamente concluído, tendo sido registados cerca de 800 documentos, seguindo-se agora o processo de catalogação e digitalização.

 

Este acervo documental encontra-se sob tutela da Direção Regional de Cultura do Norte, que estabeleceu uma parceria com o Pólo do Instituto Politécnico do Porto do Centro de Estudos em Sociologia e Estética da Música (CESEM-P.PORTO), visando precisamente o tratamento do referido arquivo musical.

 

Entre os 800 documentos, encontram-se algumas raridades de extrema importância para o registo histórico da dinâmica musical do Porto nos séculos XIX e XX. Por exemplo, o Concerto para violino e orquestra do violinista e compositor Augusto Marques Pinto, que é o único concerto para violino do período romântico português; toda a produção musical do pianista Hernâni Torres, constituída por manuscritos autógrafos todos inéditos e documentos inéditos relativos à fundação de uma orquestra de câmara no Porto, na década de 1930.

 

Com o objetivo de divulgar este valioso espólio, será inaugurada na Casa Allen, no Porto, no próximo dia 1 de junho, pelas 18h00, a Exposição «O Porto – Fragmentos da Vida Musical». A inauguração será precedida de um momento musical protagonizado por alunos da ESMAE – P.PORTO e do Conservatório de Música do Porto.

 

A exposição «O Porto - Fragmentos da Vida Musical» tem a sua génese nas décadas 40 e 50 do séc. XX, na iniciativa de Bertino Daciano. É suportada pelo já referido acervo documental tendo sido complementada com documentação pessoal do compositor Lucien Lambert, pertencente à Coleção Vitorino Ribeiro, gentilmente cedida pela Câmara Municipal do Porto e com iconografia que o Conservatório de Música do Porto se prestou simpaticamente a emprestar.

 

Percorrer esta exposição é reviver o Porto musical dos primeiros 50 anos do séc. XX e conhecer mais um pedaço da história da música do Porto.

 

Enquadramento

Entre 1946 e 1954, o professor, historiador e musicógrafo Bertino Daciano (1901-1965) levou a cabo um trabalho notável de recolha de um conjunto significativo de acervos documentais pertencentes a algumas das figuras mais relevantes da música do Porto dos sécs. XIX e XX. Como o próprio escreveu, em 1947, o seu propósito era levar a cabo “uma campanha de reabilitação artística (…) de interesse nacional”, que consistia em “reunir todas as obras, manuscritas ou suas cópias, de compositores nacionais ou que entre nós têm vivido” para evitar que “de futuro, sofram injusto desvio”.

 

Bertino Daciano reuniu, assim, os espólios dos pianistas e compositores Lucien Lambert, Hernâni Torres e José Cassagne, do violinista e compositor Augusto Marques Pinto, do cantor e compositor Gustavo Romanoff Salvini, da cantora e professora Alexandrina Castagnoli de Brito e do médico e musicógrafo Alberto Brochado.

 

Atualmente, este acervo encontra-se sob tutela da Direção Regional da Cultura do Norte.

9ª Coletiva de Artes da Escola Secundária de Casquilhos

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A 9ª Coletiva de Artes da Escola Secundária de Casquilhos inaugura no próximo dia 8 de junho, pelas 18h00, no Auditório Municipal Augusto Cabrita e estará patente ao público até ao dia 22 de julho.

A entrada é livre.

 

Recorde-se que a Coletiva de Artes da Escola Secundária de Casquilhos teve início em 2008, ainda na antiga Galeria Municipal do Barreiro (situada na Av. Alfredo da Silva), tendo como seu grande objetivo a apresentação ao público do trabalho realizado pelos seus alunos na área das artes visuais.

Desde 2005, esta grande mostra de experiências dos alunos de artes visuais tem acontecido na Galeria de Exposições do AMAC - Auditório Municipal Augusto Cabrita - evidenciando, gradualmente, um maior compromisso com a qualidade dos trabalhos apresentados e com o público a que submete a sua avaliação.

Esta atividade é o culminar de um trabalho que o Grupo de Artes Visuais desenvolve ao longo do ano letivo e cujos resultados obtidos pelos alunos são a expressão do esforço, do empenho e da motivação de todo o grupo, alunos e professores.

A 9ª Coletiva de Artes tem a participação dos alunos do Curso de Artes Visuais (ensino secundário) e dos alunos dos cursos profissionais de Design de Interiores e Exteriores e de Design Gráfico.

 

CMB