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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Zigurfest 2023 fecha cartaz e anuncia campismo grátis

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A um mês do início do festival de Lamego, o cartaz é fechado com a inclusão de BEN YOSEI e anuncia o campismo grátis.

Zigurfest decorrerá entre os dias 27 e 29 de Julho e irá circular pelos locais: Teatro Ribeiro Conceição, Rua da Olaria, Museu de Lamego, Parque Biológico e Casa do Artista (no Bairro do Castelo). 

O artista agora anunciado irá actuar no dia 29 às 18h30 na Casa do Artista e trata-se de um concerto-palestra. Neste dia, irão actuar Rita Silva, Gesso e Silvestre. Haverá também a possibilidade de assistir ao workshop sonoro com o beatmaker Cálculo. 

Na sua 12ª edição, o Zigurfest quer voltar repensar a forma de colocar-se ao serviço de quem o fez sobreviver ao longo destes anos: o público e os artistas; dessa forma, antecipa-se no calendário e reconfigura-se como um pequeno laboratório de criação, pensamento, debate e práticas artísticas. 

Durante 3 dias, o Zigurfest quer explorar aquilo que conhecem melhor: os territórios, as pessoas e as tradições que o rodeiam.

É vontade da organização do Festival, estar em diálogo constante com as mais pertinentes criações artísticas feitas em Portugal, colocando o ZigurFest ao serviço da comunidade, aproximando ainda mais artistas e público e esbatendo a fronteira entre criador e criação, novidade e tradição.

António Matos Silva, director musical do Zigurfest, refere que "esta mudança - a primeira deste tipo em 12 anos de actividade ininterrupta - acontece perante uma situação particularmente desafiante para o panorama artístico nacional, em que muitas estruturas, como a nossa, estão a enfrentar cortes significativos na sua dotação financeira. Mas porque estamos aí há mais de uma década e queremos ficar pelo menos mais uma, reforçámos as parcerias de sempre e preparámos uma edição que assinala uma nova fase do festival."

Como vem acontecendo desde a primeira edição, o ZigurFest tem o apoio do Município de Lamego e do Museu de Lamego e a entrada é gratuita, em todas as actividades. O campismo do festival é, também, grátis, mediante a inscrição obrigatória no site do Zigurfest. Está localizado no Complexo Desportivo de Lamego - Monte Santo Estevão. 

 

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:::: DESTAQUES
O ecletismo musical de sempre aliado à multidisciplinaridade

Puçanga e Ana Silva são as artistas residentes deste ano e vão trabalhar com a população local para esbater e reorganizar fronteiras entre tradição e modernidade.
Amuleto Apotropaico, Máquina, Hetta e Gesso trazem electricidade pronta para ser descarregada em diferentes voltagens e velocidades. 
Os modulares de Rita Silva preveem o abrir de todo um novo cosmos no centro da cidade, enquanto que a precisão lírica de Azia promete deixar-nos com a cabeça a andar à roda; já de Silvestre dizemos apenas que esperamos uma festa à medida da música que tem editado: colorida e memorável.

Para além da Música 

As tardes do ZigurFest foram cuidadosamente desenhadas para que artistas e público existam em simbiose.

Bruno Senra, cozinheiro convidado do ZigurFest, irá dar um workshop de culinária regional tendo a sustentabilidade e o combate ao desperdício como mote. 

Inês Castanheira vai trazer os seus objectos sonoros e synths DYI para uma tarde de exploração sonora com todos os participantes.

Num novo e entusiasmante capítulo rumo à inclusão, Bernardo Álvares irá estar a trabalhar com os utentes da associação de apoio às pessoas com deficiência Portas P’ra Vida. 

João Taveira
 vai deixar a claro as ligações entre arquitectura e ruído numa palestra aberta ao público. 

Numa ramificação ambiental e ecológica do festival, vamos fazer um passeio no Parque Biológico de Lamego guiados pelo beatmaker Cálculo, que juntamente com o público irá depois produzir um tema numa sessão única.

 

 

 

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Puçanga | Fotografia por Mark Angelo

Puçanga | 27 de Julho 22h00 | Penude

Fundadora do “Vozes Itinerantes” e criadora admirável que nos últimos quatro anos tem arrebatado corações com as suas intervenções musicais. “Fazer da trip coração” e “Impish” - os dois discos até agora editados - encontram-se nas intersecções da electrónica mais arisca com o veludo do trip-hop, mas arriscamos dizer que é a voz tantalizante que nos faz regressar uma e outra vez às suas criações. E é, de resto, o poder da voz que a traz a Lamego para uma residência de portas abertas para a comunidade, onde irá trabalhar na recolha de elementos musicais e etnográficos regionais para criar música nova e pensada para o festival.  

 

 

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Amuleto Apotropaico

Amuleto Apotropaico | 27 de Julho 23h00 | Penude 

Encontro feliz entre dois membros do colectivo Bergado, Francisco Oliveira e António Feiteira. Com percurso comum trilhado nos admiráveis Terebentina, estrearam em 2022 este Amuleto Apotropaico, ser bicéfalo e feroz que faz do volume verdadeiro combustível para as suas actuações ao vivo. Encontram-se a preparar o seu primeiro álbum de estreia, mas se andarem à procura de referências para vos balizar, pensem no duo de Bill Orcutt e Chris Corsan ou nos encontros de Oren Ambarch com Keiji Haino. Fogo, liberdade e comunhão.

 

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Azia | 28 de Julho 23h00 | Rua da Olaria

Uma das maiores pedradas no charco que chegou até nós nos últimos dois anos, Azia é cada vez mais uma certeza no panorama nacional (que até lhe têm valido comparações - justas - com Allen Halloween). Chega a Lamego com “Causa Torpe” ainda a vibrar na nossa imaginação colectiva, um ensaio sobre a mentira e a manipulação feito em regime auto-suficiente e onde Azia comanda com propriedade e nervo a lírica e a batida. Com formação em bateria jazz e passado em diversos géneros, carrega essas experiências passadas para a MPC, num caleidoscópio instrumental feito de ritmos cerrados, samples claustrofóbicos e paisagens narcóticas.

 

 

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Hetta | Fotografia por Débora Gomes

Hetta | 28 de Julho 00h00 | Rua da Olaria 

Autêntica locomotiva com ponto de partida do Montijo, os Hetta são uma das maiores revelações a surgir das franjas do hardcore português nos últimos anos. São formados por gente com experiência em várias frentes (dos saudosos Violent Pup, aos Nagasaki Skateboarding ou Má Estrela) e talvez seja isso mesmo que faz dos Hetta uma máquina tão implacável quanto aliciante. Tocam tão alto como uma demolição e são tão cativantes como um acidente de carro no meio da estrada - não há mesmo forma de tirar os olhos deles. Preparem-se, a Olaria nunca mais vai ser a mesma.

 

 

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Máquina | Fotografia por Francisco Cabrita

Máquina | 28 de Julho 01h00 | Rua da Olaria

Autêntica locomotiva com ponto de partida do Montijo, os Hetta são uma das maiores revelações a surgir das franjas do hardcore português nos últimos anos. São formados por gente com experiência em várias frentes (dos saudosos Violent Pup, aos Nagasaki Skateboarding ou Má Estrela) e talvez seja isso mesmo que faz dos Hetta uma máquina tão implacável quanto aliciante. Tocam tão alto como uma demolição e são tão cativantes como um acidente de carro no meio da estrada - não há mesmo forma de tirar os olhos deles. Preparem-se, a Olaria nunca mais vai ser a mesma.

 

 

 

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Ben Yosei

Ben Yosei | 29 de Julho 18h30 | Casa de Artista

Ben Yosei é um cantor, produtor e compositor português cujas canções muitas vezes se assemelham mais canções de embalar, orações, missais ou meditações mais do que composições tradicionais, pontuadas por letras que geralmente abordam a devoção, o amor, a perda, a fé, a espiritualidade/misticismo e o existencialismo. Yosei descreve o seu trabalho como "música devocional". “Lagrimento”, mistério maior de 2023 e a colecção de canções mais belas e honestas que nos lembramos de ouvir, é a matéria que vem expôr neste final de tarde em Lamego num concerto-palestra intitulado “Música devocional: a transcendência e a religião nas novas formas musicais“. Música intemporal, de coração e olhos postos no passado, presente e futuro, feito com loops beatíficos, gravações de campo e uma voz tão despojada quanto transcendental.

 

 

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Rita Silva | 29 de Julho 23h00 | Museu de Lamego 

Compositora e instrumentista portuguesa, com escola feita no Instituto de Sonologia na Holanda, e que faz da síntese modular alimento para as suas criações sonoras. Recorrendo à improvisação e técnicas generativas de programação, Silva indiciou no primeiro trabalho (Studies Vol. I) uma abordagem devedora de pioneiras como Suzanne Ciani, Laurie Spigel ou Delia Derbyshire, que ao segundo disco desponta plena de propósito e coração. ‘The Inflationary Epoch’ - o ponto de partida para este concerto no Museu de Lamego - assume um pendor mais grandioso e elevado, através de cascatas de arpégios num fluxo fractal que se vai mutando de forma hipnótica e algo alucinatória, num cosmos psicoacústico onde também pairam artistas como Caterina Barbieri ou Jessica Ekomane. 

 

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Gesso | 29 de Julho 00h00 | Museu de Lamego

Já passaram por Lamego duas vezes - em 2012 num suadouro épico com os Kilimanjaro, e em 2013 para um concerto surpresa na rua da Olaria -, mas curiosamente nunca tocaram no festival. Mas o amor às vezes dura para sempre e, dez anos (e um ano) depois, sem grandes sinais que o fizesse prever, os Gesso regressam e tinham mesmo que voltar a Lamego. Agora numa altura sem resquícios de todo aquele hype em torno da música psicadélica, fazem-no seguros da sua identidade e com mística renovada. O coração stoner continua a pulsar e a bradar, mas fá-lo agora a outras velocidades e aberto a novas possibilidades, como o cantar em português e o uso mais proeminente de sintetizadores. Em Julho, escrevem mais um bonito capítulo nesta amizade que já vai longa. 

 

 

 

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Silvestre | 29 de Julho 01h00 | Museu de Lamego 

Palavras para quê? Há muito que se pode dizer sobre Silvestre - produtor, DJ, patrão da Padre Himalaya e um dos cabecilhas da Festa Piloto - mas os títulos dão-nos quase todas as pistas que precisamos. De “Silvestre is Boss” a “Fuego”, passando pelos mais recentes “Party” ou “Litrosa”, não restam muitas dúvidas de que estamos perante alguém que sabe bem o que quer: chegar fogo à pista de dança, sem limites, sem pudores, e carregado de um sentido de humor muito próprio. Depois de o levarmos até às Damas num longínquo 2019, estreia-se em Lamego num live raro e muito antecipado para nos mostrar como se constrói uma ponte perfeita entre os sons da urbe lisboeta e o balanço do UK onde residiu alguns anos.

Actividades comunitárias

Bruno Senra | 27 de Julho, 14h30 | Penude

Inês Castanheira | 28 de Julho | Casa do Artista
Inês Castanheira é uma artista transdisciplinar e investigadora. O seu trabalho é um diálogo contínuo entre arte e tecnologia, explorando e combinando imagem, som, electrónica, programação e interactividade. Desenvolve projetos em múltiplos domínios e ambientes colaborativos, na forma de vídeo, instalações, objectos electrónicos, performances audiovisuais, concertos e workshops. Nos últimos anos tem investigado e experimentado estratégias DIY, hardware hacking e a reciclagem criativa de aparatos electrónicos obsoletos ou descartados e é precisamente essa prática que traz para uma oficina criativa no ZigurFest.

Bernardo Álvares e Portas P’rá Vida | 28 de Julho | TRC
No caminho rumo a uma maior inclusividade no festival e na cidade, damos os primeiros passos numa parceria que queremos duradoura e perene. Ao longo de uma semana, o músico Bernardo Álvares (que já passou pelo ZigurFest enquanto membro de Zarabatana e da banda de Luís Severo) vai estar a trabalhar com os utentes da associação Portas P’rá Vida expandindo o método desenvolvido por Alan Courtis, com quem trabalha desde 2016 numa parceria entre as associações barreirenses Out.Ra e Nós – Associação de Pais e Técnicos para a Integração do Deficiente. Este método consiste na experimentação sonora, utilizando técnicas de improvisação livre para a expressão artística através de instrumentos musicais, processamento e amplificação sonora. A apresentação desta residência está marcada para o dia 28 de Julho, no TRC. Intrigante e aliciante, a esperar o inesperado.

João Taveira | 28 de Julho, 18h30 | Casa do Artista
Nascido em Lamego e tornado arquitecto pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, com uma passagem pela Universidade Nacional Autónoma do México, Cidade do México. A sua formação profissional serve de ponto de partida para uma palestra-performance em torno da relação entre arquitectura e ruído - é que além da sua prática arquitectónica, desenvolve uma prática musical a solo e em colaboração próxima com diversos músicos e artistas, tendo actuado em vários espaços do Porto e de Lisboa. As suas composições sonoras transmitem sinergias densas, procurando uma experiência física e matérica do som e do espaço. São compostas por massas, texturas e drones cristalinos que, através da repetição, sobreposição, atração e fricção, criam formas próprias.

Cálculo | 29 de Julho, 14h30 | Parque Biológico e Casa do Artista
Hugo Martins é Cálculo, rapper e produtor natural de Barcelos que apesar de tratar o rap e o hip-hop por tu, tem aberto horizontes à dance music, funk, soul, entre outras. Este caldeirão de estilos e influências - a cozinhar em lume brando desde o início da década passada - levou-o a palcos tão distintos como o do MEO Sudoeste, Rock in Rio Lisboa, Sumol Summer Fest ou Milhões de Festa. Para além dos trabalhos em nome próprio, Cálculo é um produtor profícuo e é precisamente esta faceta que o traz ao festival. Ao longo de uma tarde, irá guiar o público numa visita guiada ao Parque Biológico de Lamego com vista à recolha sonora de vários elementos. Depois, já no resguardo da Casa do Artista, irá montar uma malha com a ajuda de todos os participantes.

 

 

Museu de Lamego celebra Dia Internacional dos Museus e Noite Europeia dos Museus entre os dias 18 e 23 de maio

 

 

Sob o signo Museus, Sustentabilidade e Bem-Estar, proposto pelo Comité Internacional de Museus (ICOM), para o Dia Internacional dos Museus, que se celebra por todo o mundo a 18 de maio, o Museu de Lamego preparou um programa, com um conjunto de atividades, gratuitas, que terão lugar entre os dias 18 e 23 de maio.

 

O dia 18 é dedicado aos mais novos. Durante todo o dia a oficina Animais & Companhia vai proporcionar um primeiro contacto, de alunos do pré-escolar, com o museu e a arte, através das representações de animais e da natureza presentes na exposição temporária Um Museu para todos. O olhar de cada um, para explorar o modo como nos relacionamos com a arte e a natureza. A participação na oficina realiza-se mediante inscrição, através do email: mlamego@culturanorte.gov.pt, até ao dia 16 de maio.

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Dia 20 de maio, pelas 21h30, a assinalar a Noite Europeia dos Museus, iremos refletir sobre a evolução do edifício onde se encontra instalado o Museu de Lamego, com os investigadores e arquitetos da Faculdade de Arquitetura do Porto, João Luís Marques e a Marta Oliveira. Numa conferência titulada De Paço a Museu. Um lugar de abertura à cidade serão abordadas as intervenções urbanísticas e arquitetónicas promovidas por iniciativa dos bispos de Lamego, durante o renascimento, e a continuada renovação do paço episcopal e áreas envolventes, que operaram a transformação da cidade, lançando os fundamentos para a expansão urbana nos séculos seguintes. Após a conferência realiza-se, pelas 22h30, uma visita orientada à exposição Um Museu para todos. O olhar de cada um.

 

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O programa completa-se nos dias 22 e 23 de maio com a realização do Laboratório de Interpretação, Educação e Exposição em Museus, desenvolvido por alunos e professores do curso de mestrado em Museologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, a partir das coleções do museu. Numa proposta ensaiada pela primeira vez no Museu de Lamego, o Laboratório acontece no âmbito das Unidades Curriculares Poéticas e Políticas de Interpretação e Educação em Museus e Teoria e Prática de Exposição em Museus, com o objetivo de proporcionar aos estudantes uma compreensão dos diferentes níveis de significado, tanto a nível concetual como prático, da educação e da exposição em museus, ao mesmo tempo que desenvolve a capacidade de refletir criticamente sobre as suas implicações teórico-práticas ao criar e implementar uma ação de educação e um projeto expositivo socialmente consciente.

No âmbito do Laboratório, dia 23, às 14h30, realiza-se a conversa aberta Quando as convicções do museu se transformam em ações de escuta da escola, com a participação de Alexandra Falcão, Alice Semedo e Andreia Dias.

A realização do Laboratório conta com o apoio do Município de Lamego.

Todas as atividades são gratuitas.

 

PROGRAMA

18 maio

Oficina - Animais & Companhia

Destinada a alunos do pré-escolar

Horário: 10h00-12h30 e 14h00-18h00

Mediante inscrição, através do email: mlamego@culturanorte.gov.pt , até 16 de maio

 

20 maio

21h30 – Conferência - De Paço a Museu. Um lugar de abertura à cidade

Proferida por João Luís Marques e Marta Oliveira (CEAU – FAUP)

22h30 – Visita orientada à exposição Um Museu para todos. O olhar de cada um

 

22 e 23 maio

Laboratório de Interpretação, Educação e Exposição em Museus

Alunos e professores do curso de mestrado em Museologia da FLUP

23 maio | 14h30 - Conversa aberta Quando as convicções do museu se transformam em ações de escuta da escola, com Alexandra Falcão, Alice Semedo e Andreia Dias.

Museu de Lamego e Monumentos do Vale do Varosa | OIKOS - A Casa Comum | "As Aves e os Peixes da Casa" | Convento de Santo António de Ferreirim | 21 de maio

Museu de Lamego e Monumentos do Vale do Varosa |

OIKOS – A Casa Comum | 06 “As Aves e os Peixes da Casa”

no Convento de Santo António de Ferreirim | 21 de maio

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No próximo dia 21 de maio, a partir das 15h30, acontece no Convento de Santo António de Ferreirim o sexto fórum OIKOS- A Casa Comum. A sessão intitulada As Aves e os Peixes da Casa terá como convidados os biólogos Paulo Travassos e Nuno Santos e a responsável pelo projeto de repovoação de corujas no Mosteiro de Santa Maria de Salzedas, Cátia Custódio.

A anteceder a mesa redonda terão lugar duas leituras encenadas: a primeira “Laudato Si”, por João Pereira, do Teatro Solo, que toma como ponto de partida a Encíclica do papa Francisco, e a segunda “Sermão no Rio Balsemão”, realizada pelos alunos do Agrupamento de Escolas de Latino Coelho – Lamego.

OIKOS – A CASA COMUM é um projeto sediado no Convento de Santo António de Ferreirim, que desde a sua apresentação, em setembro de 2022, compreende encontros regulares dedicados ao Ambiente e Sustentabilidade, que aposta na transversalidade de disciplinas e formas de expressão artística, ligadas pela causa comum do presente e o futuro do Planeta, a CASA COMUM.

Organizado pelo Museu de Lamego, Monumentos do Vale do Varosa e Teatro Solo, com a parceria do Município de Lamego, OIKOS – A CASA COMUM é um lugar, que se pretende, de diálogo com a sociedade, sobre cultura ambiental.

A entrada é gratuita.

2ª EDIÇÃO DO 'SEMINÁRIO LABORATÓRIO NO MUSEU' DECORRE A 20 DE MAIO NO PAÇO DUCAL DE VILA VIÇOSA 

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O Museu-Biblioteca da Casa de Bragança organiza, em conjunto com o Laboratório HERCULES da Universidade de Évora, a 2ª edição do Seminário Laboratório no Museu, no âmbito da apresentação da publicação digital "Pinto para os tempos a imagem de um Rey - contributos para o estudo da pintura de José de Avelar Rebelo", no próximo dia 20 de maio, entre as 10h00 e as 17h00, no Paço Ducal de Vila Viçosa. 

Aberta a todos, esta jornada de comunicações sobre a utilização de técnicas analíticas
 no estudo de obras de arte, é uma ocasião única para conhecer melhor peças antigas e, por outro lado, técnicas novas.

A iniciativa, com entrada livre, tem a coordenação científica de Susana Varela Flor, Sara valadas e António Candeias.

Museu de Lamego | Sangue Novo Veias Antigas no Castelo e Cisterna de Lamego | 29 de abril de 2023

Museu de Lamego |

Sangue Novo Veias Antigas. Ano III. Espetáculo 2

Castelo e Cisterna de Lamego, 29 de abril de 2023

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No próximo sábado, dia 29 de abril, a partir das 16h00, o Castelo e a Cisterna de Lamego recebem mais um espetáculo da 3.ª temporada do projeto Sangue Novo Veias Antigas. Participam a Academia de Dança de Matosinhos e a Escola de Música Óscar da Silva, também da cidade de Matosinhos.

Projeto de educação, criação artística e de mediação cultural, concebido pelo ator João Pereira, Sangue Novo Veias Antigas parte da relação património escola e comunidade e da participação e cocriação em diálogo com o património, em benefício de uma formação ativa, participativa e inclusiva, de ligação do indivíduo ao mundo de forma completa: sensorial, plena e encantatória.

Sangue Novo Veias Antigas é uma iniciativa organizada pelo Museu de Lamego, Monumentos do Vale do Varosa e o Teatro Solo, com a parceria do Município de Lamego e do Município de Tarouca.

De entrada gratuita, o espetáculo terá duas apresentações, com início às 16h00 e às 17h00, sujeitas à lotação dos espaços.

Museu de Lamego | Um Museu para todos. O Olhar de Cada um | Lançamento de livro e inauguração de exposição | 28 abril | 21h30

 

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Um museu para todos. O olhar de cada um é o título do livro de contos que vai ser lançado dia 28 de abril, pelas 21h30, no Museu de Lamego, em simultâneo com a inauguração da exposição com o mesmo nome, que reúne o conjunto das dez peças do acervo do museu, que serviram de inspiração às narrativas inéditas assinadas por dez reconhecidos nomes da literatura portuguesa – Andréa Zamorano, Filipa Martins, João Morales, Manuela Gonzaga, Manuel da Silva Ramos, Nuno Camarneiro, Ricardo Fonseca da Mota, Rita Taborda Duarte, Rui Zink e Tiago Salazar.

 

A exposição ocupa as quatro salas de arqueologia, às quais foram acrescentadas novas peças do acervo do museu, habitualmente apresentadas noutros contextos, que as escolhas dos autores do livro determinaram, criando novas e inesperadas combinações entre os objetos, emprestando-lhes novas camadas de leitura significados.

 

Livro e exposição serão apresentados num ambiente de festa, com a presença dos escritores Andréa Zamorano, Filipa Martins, João Morales, Manuel da Silva Ramos, Nuno Camarneiro, Ricardo Fonseca da Mota e Rita Taborda Duarte, para sessão de autógrafos e visita comentada à exposição, e a apresentação do projeto musical HERA.

Museu de Lamego | Exposição | Casa da Corredoura. Coleção de fotografia família Perfeito Magalhães e Menezes

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A exposição Casa da Corredoura. Coleção de fotografia família Perfeito Magalhães e Menezes, inserida no calendário de atividades evocativas dos 20 Anos do Douro Património Mundial, vai ser inaugurada na próxima quinta-feira, 1 de dezembro, no Museu de Lamego.

Partindo de um álbum fotográfico da família Perfeito Magalhães e Menezes, que compreende cerca de uma centena de positivos fotográficos, a exposição remete para a vida na Casa da Corredoura, centro de um vasto território senhorial, situado na freguesia de Cambres, Lamego, entre o final do século XIX e os primeiros anos do seguinte.

A exposição, que é inaugurada no dia 1 de dezembro, pelas 15h00, no Museu de Lamego, divide-se por cinco núcleos temáticos, que nos conduzem por um discurso de intimidade e familiaridade, a partir de uma das casas mais abastadas do Douro, de onde se vê o rio, a terra e o universo humano ao seu redor.

O primeiro núcleo da exposição - A Casa – apresenta as grandes mudanças que ocorreram na transição entre o século XIX e o XX no tecido familiar e na economia da Casa da Corredoura.

 O segundo núcleo – O Mundo Visto da Casa – mostra-nos o mundo rural, que se via em torno da velha casa senhorial.

O terceiro momento da exposição, com o título - Visões Românticas –, espelha a educação romântica, que os senhores da Corredoura cultivavam, baseada na leitura e na ilustração através de livros, jornais e revistas.

A exposição prossegue por um quatro núcleo – Retratos – que é talvez um dos mais importantes deste acervo fotográfico. Retratos naturalistas que focam não apenas os senhores da casa, mas todos os que com ela se relacionavam e a integravam.

O quinto e último núcleo – A Fotografia em Lamego – contextualiza a coleção da Casa da Corredoura no panorama da história da fotografia em Lamego, desde as suas origens, na primeira metade do século XIX, até à atualidade.

A exposição é complementada pelo projeto fotográfico de Luís Mascarenhas Gaivão, num registo da Casa da Corredoura 100 anos depois.

Com a curadoria de Nuno Resende, a exposição ficará patente no Museu de Lamego, até 8 de abril de 2023.

Museu de Lamego |Projetos OIKOS - A CASA COMUM e SNVA - Sangue Novo Veias Antigas | Nova temporada

 

Arranque de nova temporada no Convento de Santo António de Ferreirim

 

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A assinalar o início de nova temporada do fórum de discussão OIKOS – A CASA COMUM, terá lugar, a 4 de março, pelas 15h30, no Convento de Santo António de Ferreirim, uma conversa moderada por João Pereira, com o presidente do Município de Lamego, Francisco Lopes, sobre rios e barragens.

Apresentado em setembro de 2022, no âmbito das Jornadas Europeias do Património, dedicadas ao tema Património e Sustentabilidade, OIKOS – A CASA COMUM compreende a organização de um fórum regular de discussão sobre ambiente e sustentabilidade, com o envolvimento da comunidade local e a participação de convidados ligados diretamente à temática. Fazendo referência ao projeto desenvolvido no College des Bernardins, em Paris (https://www.collegedesbernardins.fr/), OIKOS – A CASA COMUM é um lugar de diálogo com a sociedade, sobre cultura ambiental, a partir do extinto Convento de Santo António de Ferreirim, de obediência à Ordem fundada por São Francisco de Assis, justamente, uma das primeiras figuras da cultura ocidental a pensar a natureza com espaço de comunhão.

Na que será a quarta sessão do fórum, depois da sua apresentação e os debates sobre #2 A alegria da casa e #3 Como é bonita a Casa [https://www.valedovarosa.gov.pt/eventos/projeto-oikos-a-casa-comum/], a nova temporada inicia-se com #4 Os rios da Casa, mote para a conversa com Francisco Lopes, seguida de uma prática meditativa, orientada por João Pereira, a partir de música de Arvo Pärt, o compositor estoniano que trabalha um estilo simples e minimalista, de repetições hipnóticas, inspirado em cânticos de tradição mística.

OIKOS – A CASA COMUM é uma iniciativa do Teatro Solo (João Pereira), organizado em parceria entre o Museu de Lamego e Monumentos do Vale do Varosa e o Município de Lamego.

 

 

 

 

SNVA – Sangue Novo Veias Antigas e OIKOS – A CASA COMUM | 5 de março

Ação de divulgação no Núcleo Arqueológico do Castelo de Lamego

No dia seguinte, pelas 16h00, o Núcleo Arqueológico do Castelo de Lamego acolhe uma ação de divulgação, destinada a toda a comunidade, dos projetos SNVA – Sangue Novo Veias Antigas e OIKOS – A CASA COMUM.

A antecipar o terceiro ciclo anual de espetáculos SNVA - Sangue Novo Veias Antigas, que terá início na primavera, o Museu de Lamego e os Monumentos do Vale do Varosa, o Município de Lamego e o Município de Tarouca e Teatro Solo promovem uma ação de divulgação junto da comunidade dos projetos de mediação cultural e educativa que têm desenvolvido nos Monumentos do Vale do Varosa.

Criado com o intuito de estimular a criação artística e dar visibilidade a projetos emergentes ligados à dança e à música, Sangue Novo Veias Antigas parte do reconhecimento do enorme potencial dos Monumentos do Vale do Varosa como plataforma privilegiada do diálogo entre o passado presente e futuro, através de práticas artísticas contemporâneas, num território de baixa densidade populacional. Promovendo sentimentos de pertença, de identificação e apropriação do património, o projeto assenta numa rede colaborativa de escolas e associações vocacionadas para o ensino e produção artística, que agora se pretende expandir à coparticipação e cocriação com toda a comunidade.

Com o mesmo objetivo, a ação de divulgação pretende sublinhar a importância da realização e participação de toda a comunidade nos fóruns de discussão promovidos pelo projeto OIKOS – A CASA COMUM, sobre Ambiente e Sustentabilidade, um assunto transversal a toda a Humanidade, que põe em relevo a premência de cuidar o bem/a casa comum.

A entrada é gratuita, sujeita à capacidade dos espaços.

"Sangue Novo Veias Antigas" e "OIKOS - A Casa Comum" nos Monumentos do Vale do Varosa a 26 de novembro

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No próximo sábado, dia 26 de novembro, terá lugar na capela de São Pedro de Balsemão o último espetáculo da temporada Sangue Novo Veias Antigas. Ano II, pelas 11h00, com a participação da Academia de Música de Lamego e Academia de Música Municipal de Tarouca. 

 

No mesmo dia, pelas 15h00 acontece no convento de Santo António de Ferreirim o terceiro fórum OIKOS – A Casa Comum. É convidado desta sessão o fotógrafo e realizador Paulo Ferreira, para nos apresentar as curtas-metragens This is our Time e A Terra dos Homens, e O Silêncio dos Moinhos (média metragem), a que se seguirá uma conversa com o realizador, moderada por João Pereira e pelo biólogo Nuno Santos, sobre o trabalho que tem feito pelo mundo à procura dos recantos da casa.

 

Entrada gratuita, sujeita à capacidade dos espaços.

Museu de Lamego | "Em Construção. Projeto fotográfico de Paula Pinto" e "Intimidade" de Alexandre Sampaio no Museu de Lamego

12 de novembro no Museu de Lamego |

Finissage EM CONSTRUÇÃO. Projeto fotográfico de Paula Pinto

Lançamento INTIMIDADE, de Alexandre Sampaio

 

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Finissage EM CONSTRUÇÃO. Projeto fotográfico de Paula Pinto

No próximo dia 12 de novembro, pelas 15h00, vai ter lugar o encerramento da exposição – Em Construção. Projeto fotográfico de Paula Pinto - destinada a assinalar a conclusão da primeira fase das obras de reabilitação do edifício, ao abrigo da operação Norte2020, Museu de Lamego, Museu para Todos. Presidirá ao encerramento da exposição a Diretora Regional de Cultura do Norte, Laura Castro.

Constituída por c. 20 fotografias recolhidas no contexto das obras de reabilitação, que compreenderam a impermeabilização do edifício, através da recuperação integral de coberturas e caixilharias, e a instalação de um elevador, Em Construção remete para o propósito comunicacional de um museu em diálogo com a comunidade, num registo documental e, sobretudo, sentimental de autoria de Paula Pinto, técnica do Museu de Lamego, responsável pela gestão de coleções e conceção de conteúdos gráficos de comunicação e divulgação.

Recorde-se que a inauguração da exposição ocorreu no passado dia 6 de outubro, coincidindo com a reabertura da sala de exposições temporárias do Museu de Lamego, após um período de encerramento, por motivo das obras em curso. Tendo acolhido diversas iniciativas desde a sua reabertura, como sejam a exibição do filme A Corte do Norte, de João Botelho, em sessão especial do 7º Ciclo de Cinema do Museu de Lamego, e Textemunhos – Festival Literário, a sala de exposições manter-se-á de portas abertas ao público, até à reabertura integral do museu, com uma programação regular de exposições e outros eventos de natureza diversa.

 

Lançamento INTIMIDADE, de Alexandre Sampaio

A sessão de encerramento será seguida da apresentação do livro INTIMIDADE, de Alexandre Sampaio, marcada para as 16h00.

O livro evoca a performance de Alexandre Sampaio, com o mesmo nome, que teve estreia no Museu de Lamego, no Dia Internacional do Museus de 2012, sob o mote Museu num Mundo em Mudanças. Novos Desafios, Novas Inspirações.  Entendida como uma performance de intervenção comunitária em espaços museológicos, que desafia a relação entre iconografia e polissemia, desagregando momentaneamente as narrativas pictóricas e escultóricas de forma a reposicioná-las, e anos mesmos, em contextos de pertença, tanto individual como coletiva (Alexandre Sampaio, Intimidade), Intimidade teve edições posteriores no Museu Nacional Grão Vasco (2015), no Navio-Museu Santo André do Museu Marítimo de Ílhavo (2017), no Solar do Queijo e no Museu do Agricultor e do Queijo de Celorico da Beira (2020). Intimidade, o livro, revisita as várias edições da performance, naquilo que tiveram de envolvimento e partilha com a comunidade. 

Com apresentação do autor, Alexandre Sampaio, e da diretora do Museu de Lamego, Alexandra Falcão, a sessão conta com a presença de Cristina Teixeira e Maria Eugénia Pereira Coutinho, participantes da edição de Lamego, para a leitura de alguns excertos.

 

Entrada gratuita, sujeita à capacidade da sala.

Mais informação: www.museudelamego.gov.pt