Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Relevado o videoclip de Billie Eilish do tema oficial de ‘007: Sem Tempo para Morrer’

Relevado o videoclip de Billie Eilish do tema oficial de ‘007: Sem Tempo para Morrer’  

 

O mais recente filme da saga 007 chega aos cinemas a 19 de novembro.

Em ‘007: Sem Tempo para Morrer’, o 25º filme da saga, James Bond deixou o serviço ativo e está a desfrutar de uma vida tranquila na Jamaica. Mas a sua paz termina rapidamente quando o seu velho amigo Felix Leiter, da CIA, aparece com um pedido de ajuda. A missão de resgatar um cientista raptado acaba por ser bastante mais traiçoeira do que o esperado, o que leva Bond a perseguir um misterioso vilão, armado com uma nova tecnologia perigosa.

 

 

A 19 DE NOVEMBRO NOS CINEMAS

 

 

DREAMFLY PORTO JÁ "VOOU" O EQUIVALENTE À DISTÂNCIA ENTRE O PORTO E BUENOS AIRES

O 1º simulador vertical de skydiving em Portugal supera expectativas apesar do impacto da pandemia

DreamFly Porto.jpg

 

Prestes a completar o primeiro aniversário, o túnel de vento da DreamFly Porto, o primeiro simulador vertical de skydiving em Portugal, assinala o marco dos 1.200 voos individuais, o equivalente a cerca de 40 horas de voo e mais de 9.500 km de queda livre, a distância entre a invicta e a cidade de Buenos Aires, na Argentina.

 

Mesmo com a paragem que o cenário pandémico impôs, o balanço dos primeiros meses de atividade é, assim, positivo e a aceitação do público a norte muito significativa. O mercado português é naturalmente o mais expressivo, logo seguido do mercado espanhol, maioritariamente proveniente da região da Galiza. Mais de 50% dos clientes que usufruíram da experiência fizeram-no acompanhados, o que comprova que esta é uma opção que facilmente se transforma num momento especial de partilha entre família e amigos, e perfeita até para promover um evento de pequena dimensão.

 

O Indoor Skydiving é um desporto praticado num túnel de vento vertical que simula a experiência da queda livre – a forma perfeita de sentir a adrenalina do skydiving, com a garantia de total segurança. Uma sensação única que ensina as noções básicas de bodyflying e é apropriada tanto para adultos como para crianças com idade superior a 4 anos.

 

O túnel de vento da DreamFly Porto é o primeiro simulador vertical de skydiving em Portugal e um dos maiores da Europa ao ar livre, com mais de 3m de largura e 6 de altura. Um equipamento de última geração que produz ventos entre os 180 e os 350km/h numa estrutura com atmosfera controlada. Cada minuto de voo equivale a uma descida de 4.000 m de altitude.

 

Após colocar o equipamento adequado e obter formação, inicia-se uma experiência completa de voo que inclui manobras em todas as posições e com variações de velocidade, de acordo com o peso de cada utilizador. Toda a experiência é acompanhada por um instrutor especializado e pode ser feita individualmente ou em pequenos grupos.

 

Aberto de quinta a domingo, o túnel de vento da DreamFly Porto localiza-se junto à Galeria Comercial Auchan Maia. Um novo túnel de vento DreamFly chega brevemente também a Lisboa.

Bragança afirma-se como destino natural

 

Integrado nas Comemorações do Dia Mundial do Turismo, o Município de Bragança apresenta, hoje, o site “Visit Bragança”. Um portal online turístico integrado na campanha de promoção territorial “Bragança. Naturalmente!”, desenvolvida no segundo semestre de 2020 e que tem atraído turistas à região, sobretudo portugueses.

 

É através do portal “Visit Bragança” que o Município de Bragança convida os turistas a vivenciarem todo o território, tirando proveito de experiências e lugares ímpares.

 

O site desvenda alguns detalhes que fazem de Bragança um destino imperdível e inesquecível, permitindo que os visitantes acompanhem a experiência turística, desde o período preparatório da visita, passando pela chegada e estadia, até ao período pós regresso (com a partilha da experiência de visitação).

 

Este site, multilingue, vai ao encontro das últimas tendências de User Experience e User Interface Design, contemplando já um design responsivo, acessível e user friendly, com as mais recentes diretivas de Acessibilidade Web.

 

O visitante poderá, assim, aceder, de forma intuitiva e rápida, a informação turística sobre os quatro principais ativos turísticos de Bragança: Gastronomia; Cultura; Natureza; Património.

 

Privilegiou-se o recurso a imagens/fotografias, enquanto veículo de comunicação, de largura e altura total e páginas longas que imergem o utilizador na sua marca e mensagem, dando uma sensação de lugar e fonte de inspiração.

 

Os conteúdos foram selecionados de forma a transmitir um nível de experiência cativador e de excelência, privilegiando, assim, o verde, o movimento e os contrastes de cores.

 

Destaque, ainda, para os Imperdíveis de Bragança em que os turistas são convidados a desfrutarem de experiências únicas.

 

Hernâni Dias, Presidente da Câmara Municipal de Bragança explica: «posicionar Bragança como local de turismo anual e não apenas sazonal é um dos objetivos deste projeto, através da divulgação de experiências para cada estação “Bragança ao longo do ano”».

 

O turista tem, ainda, a possibilidade de personalizar a sua viagem escolhendo percursos/rota pré-existentes ou criando os seus.

 

Turismo de Natureza com maior procura em 2020

“Bragança afirma-se, cada vez mais, como um destino de turismo de natureza. Apesar da pandemia que tem afetado o turismo em todo o mundo, o turismo rural no concelho de Bragança cresceu, nos meses de verão, face ao ano de 2019, após o arranque da campanha “Bragança. Naturalmente!”, avança Hernâni Dias.

 

O alojamento rural registou, nos meses de verão, taxas de ocupação próximas dos 100 por cento, tendo-se verificado um aumento significativo da estada média dos turistas (na sua maioria portugueses oriundos das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto e do Algarve), passando de uma média de uma ou duas noites para cinco noites. 

 

Já na cidade, as unidades hoteleiras registaram quebras nas taxas de ocupação, à semelhança daquilo que se verificou um pouco por todo o mundo, mas conseguiram aumentar a estada média dos hóspedes (dos quais cerca de 90 por cento eram portugueses), que passou de uma para três noites.

 

Números que comprovam a aposta e investimento do Município na promoção turística, com especial enfoque para a recente campanha “Bragança. Naturalmente!”.

 

Filme “Bragança. Naturalmente!” chega a um milhão de pessoas

O filme “Bragança. Naturalmente!” (a primeira ação da campanha promocional), apresentado no passado mês de julho, chegou já a mais de um milhão de pessoas, das quais 27 por cento são da área metropolitana de Lisboa, 21,4 por cento do Porto e 11 por cento de Braga.

Além das redes sociais, website e outdoors digitais institucionais, o vídeo foi partilhado por meios de comunicação social, bem como diversas plataformas online em todo o país.

Ações que complementaram o investimento efetuado na instalação de outdoors em locais estratégicos (como A1 e A28) e o desenvolvimento de uma campanha nos principais canais generalistas portuguesas (RTP, SIC e TVI).

 

Segue-se, agora, o lançamento de quatro pequenos vídeos sob as temáticas: Gastronomia, Património, Cultura e Natureza, e um vídeo viral, cujo objetivo é continuar a influenciar os turistas, atraindo-os para Bragança, que se afirma, cada vez mais, como um destino natural. 

 

Texto distinguido pela SPA ganha agora mais Alma com jovem elenco

Grande Prémio de Teatro Português, em 2018

Texto distinguido pela SPA ganha

agora mais Alma com jovem elenco

 

Espetáculo conta com texto e encenação de Tiago Correia e estreia-se amanhã, às 21h30, no Teatro Municipal da Guarda

 

Só. Desanimado. Incompreendido. Assim se encontra um rapaz, que se vê perante a impossibilidade de se mover após um acidente. Mas como é que ele foi ali parar? Alma, espetáculo que se estreia amanhã, no Grande Auditório do Teatro Municipal da Guarda, propõe uma reflexão sobre a perda, o luto, a solidão, a importância e o papel da família, a violência do primeiro amor, as grandes amizades, a transmissão de valores entre gerações. Com texto original de Tiago Correia – distinguido pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), em 2018, com o Grande Prémio de Teatro Português – a produção própria da estrutura A Turma ganha agora vida pelas mãos de um jovem elenco. O espetáculo sobe amanhã ao palco, às 21h30, para uma récita única.

 

É por entre desabafos, silêncios, gritos e omissões que a verdade é desvendada. A “linguagem tão coloquial quanto poética” aliada à “autenticidade surpreendente” das personagens de Alma convida à vivência de um período especialmente conturbado da vida do jovem. As visitas do amigo, da namorada e de uma desconhecida vão revelar a verdade sobre as relações, colocar à prova a confiança na amizade e no amor e questionar a futilidade do novo mundo contemporâneo, tão propenso a relações virtuais e ambíguas.

 

Destacando-se pela aposta num elenco mais jovem, composto por Bernardo Gavina, Inês Filipe, Rafael Ferreira e Telma Cardoso, a peça resulta de uma coprodução com o Teatro Nacional São João e Teatro Virgínia. O espetáculo é para maiores de 14 anos e o preço dos bilhetes é de 5 euros. Em outubro, a peça vai ainda apresentar-se no Theatro Circo, em Braga, entre os dias 9 e 10, e no Teatro Virgínia, em Torres Novas, a 17 de outubro. Alma avança depois para uma digressão nacional, passando por Viana do Castelo (Teatro Sá de Miranda, 14 de novembro), Ponte de Lima (Teatro Diogo Bernardes, 20 de novembro), Porto (Teatro Carlos Alberto, 26 a 29 de novembro) e Caldas da Rainha (Teatro da Rainha, 21 e 22 de maio).

 

Primeiro autor distinguido pela SPA pelo segundo ano consecutivo

Alma 2 © Pedro Figueiredo.jpg

 

Em 2016, o texto Pela Água foi distinguido com o Grande Prémio de Teatro Português pela SPA. Dois anos depois, na edição seguinte do prémio, Tiago Correia garante novamente o galardão com Alma. O cofundador e diretor artístico da estrutura a Turma, desde 2018, foi distinguido com o Prémio de Melhor Ator no Festival Ver e Fazer Filmes da Capital Europeia da Cultura Guimarães, em 2012. Tiago Correia é responsável pela encenação de espetáculos como História de Amor (Últ. Cap.), de Jean-Luc Lagarce, Do Discurso Amoroso, a partir de Roland Barthes, Gaspar de Peter Handke e A Noite Canta, de Jon Fosse, e mais recentemente, Turismo. O encenador é ainda responsável por vários textos dramáticos (oito peças de teatro, uma média-metragem, dois documentários e três audiowalks).

“O NOSSO REINO” NO FESTIVAL NOUVEAU CINEMA

 

23 de setembro, 2020 – Vila do Conde – Agência da Curta Metragem

O Nosso Reino”, última curta-metragem de Luís Costa, terá a sua estreia internacional na 49ª edição do Festival du Nouveau Cinema de Montreal que irá decorrer de 7 a 18 de outubro, no Canadá.
 
Com produção da Bando À Parte e distribuição da Agência da Curta Metragem, “O Nosso Reino” é o segundo filme do realizador Luís Costa a integrar a competição internacional do Festival du Nouveau Cinema de Montreal e conta com a participação dos atores Afonso Lobo e António Júlio Duarte. O filme, que terá estreia mundial no próximo Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema, é inspirado no romance homónimo de Valter Hugo Mãe e tem como pano de fundo uma aldeia onde o espaço e o tempo se esgotam.
 
“Criar um filme a partir de uma obra anterior pressupõe sempre um desafio natural de gerir a referência e o afastamento dela.” – explica Luís Costa – “Ainda que não siga formalmente a estrutura narrativa do livro do Valter, "O Nosso Reino" tenta compor uma espécie de poema visual que transporta o peso da obra literária, trabalhando a ideia de um tempo e espaço suspensos através das personagens e do universo que as rodeia.”
 
Na sua 49ª edição, o festival irá decorrer numa versão mista: presencial e online. O Festival du Nouveau Cinema, é o maior festival de cinema internacional do Quebec e o mais antigo do Canadá, conhecido pela sua programação de qualidade. Mais informações sobre o festival aqui.


​Biografia de Luís Costa:
​Luís Costa nasceu em 1993, no Porto. Em 2014 conclui a Licenciatura de Som e Imagem, na Escola das Artes da Universidade Católica do Porto. Trabalhou em diversos projectos na área audiovisual, tendo as suas duas curtas-metragens de contexto académico sido reconhecidas em vários festivais nacionais e internacionais. Tem também desenvolvido projectos paralelos de fotografia e videoclips, entre outros. É co-fundador e realizador do projecto Pinehouse Concerts e em 2017 estreou “O Homem Eterno”, onde se destaca o prémio Sophia de melhor curta-metragem documental pela Academia Portuguesa de Cinema.

“A Herdade” e “Variações” são os grandes vencedores dos Prémios Sophia 2020

 

 

Os grandes vencedores da oitava edição dos Prémios Sophia, que decorreu ontem no Casino Estoril, foram as longas-metragens A Herdade, do realizador Tiago Guedes, e Variações, do realizador João Maia. Ambos arrecadaram sete estatuetas.

A Herdade vence os prémios mais importantes de Melhor Filme, Melhor Realizador (Tiago Guedes), Melhor Argumento Original, Melhor Atriz Principal (Sandra Faleiro), Melhor Atriz Secundária (Ana Vilela da Costa), Melhor Montagem e Melhor Direção de Fotografia.

As distinções de Variações aconteceram nas categorias de Melhor Ator Principal e Secundário (Sérgio Praia e Filipe Duarte) e em cinco prémios mais técnicos - Melhor Guarda-Roupa, Melhor Maquilhagem e Cabelos, Melhor Banda Sonora, Melhor Canção Original e Melhor Som.

Fazendo o balanço da cerimónia o Presidente da Academia Portuguesa de Cinema, Paulo Trancoso, salientou “No balanço, a felicidade de se ter vencido «contra ventos e tempestades» e ter dado mais um passo na maturidade da Academia, sempre na homenagem e defesa intransigente do cinema português!“

Durante a gala, animada pelas atrizes Ana Bola e Joana Pais de Brito, foram ainda entregue o prémio Sophia Estudante a Ricardo M. Leite, da Escola Superior de Media Artes e Design e três prémios Sophia Carreira a Alfredo Tropa, António-Pedro Vasconcelos e Fernando Matos Silva. Numa noite atípica, pautada por fortes medidas de controlo sanitário, foram ainda recordados os grandes nomes da Sétima Arte portuguesa que faleceram no último ano, num momento In Memoriam, ao som da guitarra portuguesa.

Conheça aqui a lista completa de premiados

 

9SET | Arroios inaugura Cabine de Leitura

Cabine de Leitura_Arroios.png

 

Junta de Freguesia de Arroios, em colaboração com o Goethe-Institut Portugal e a Fundação Altice, vai inaugurar uma Cabine de Leitura que visa incentivar e promover a leitura, através da troca de livros. A inauguração terá lugar amanhã, dia 9 de setembroàs 17h, no Jardim do Campo dos Mártires da Pátria e contará com a presença de Alexandre Fonseca, CEO da Fundação Altice, com Susanne Sporrer, diretora do Goethe-Institut Portugal e Margarida Martins, presidente da Junta de Freguesia de Arroios.

 

O projeto da Cabine de Leitura nasce com a intenção de estimular o hábito de leitura e tornar o acesso a livros possível para todas as pessoas que vivem ou visitam Arroios, estreitando assim os laços comunitários e exercitando a cidadania com a partilha de livros, para uso de toda a comunidade.

 

Filmes Vencedores do IndieLisboa 2020

 

A realizadora Maya Da-Rin vence o Grande Prémio de Longa Metragem Cidade de Lisboa com o seu filme A Febre, um filme que explora as pressões de um modo de vida urbano e moderno. O júri da Competição Internacional galardoou ainda Victoria, de Isabelle Tollenaere, Liesbeth De Ceulaer e Sofie Benoot, com o Prémio Especial do Júri Canais TVCine. O Prémio Allianz para Melhor Longa Metragem Portuguesa foi entregue a O Fim do Mundo, de Basil da Cunha, enquanto que o Prémio de Melhor Realização para uma Longa Metragem Portuguesa foi para A Metamorfose dos Pássaros, de Catarina Vasconcelos. Enquanto isso, o Prémio Dolce Gusto para Melhor Curta Metragem Portuguesa foi atribuído a Meine Leibe, de Clara Jost. E o Prémio Novo Talento FCSH/NOVA revelou a "irreverência cinematográfica" de Bernardo e Afonso Rapazote, em Corte. O Grande Prémio de Curta Metragem foi entregue a Tendre, de Isabel Pagliai.

 

 

 

 

 

 

 

 

Sessões Filmes Premiados
 
Como sempre, a seguir ao festival, segue-se a semana com sessões dos filmes premiados - no Cinema Ideal. Aqui ficam as datas: 
 
Cinema Ideal
 
7 setembro
19:30 Meine Liebe, de Clara Jost + O Fim do Mundo, de Basil da Cunha | Bilhetes
22:00 A Febre, de Maya Da-Rin | Bilhetes
 
8 setembro
19:30 White Riot, de Rubika Shah | Bilhetes
22:00 Breve Miragem de Sol, de Eryk Rocha | Bilhetes

9 setembro
19:30 Curtas Premiadas | Bilhetes
22:00 Todos os Mortos, de Caetano Gotardo, Marco Sutra | Bilhetes
 

“Aqui Há Gato” é a Livraria Preferida dos Portugueses


 



 



 



 



 



 




 



 

Projeto educativo 'Pergunta ao Tempo' transforma-se em 'Cápsula do Tempo' em Guimarães

O projeto educativo que reúne desde 2016, a cada ano letivo, todos os alunos das turmas do 4º ano do concelho de Guimarães, reinventou-se em tempos de pandemia para evitar o encerramento precoce da sua 4ª edição, que se aproximava da fase final. E assim, os esperados resultados dos trabalhos desenvolvidos no âmbito do Pergunta ao Tempo transformam-se na Cápsula do Tempo que irá permanecer abrigada na Casa da Memória de Guimarães até à chegada do momento que a dará a conhecer e explorar, com os testemunhos partilhados pelos alunos, em variados formatos, durante a pandemia que atravessamos.

Fruto deste tempo interrompido, o projeto Pergunta ao Tempo não quis deixar fugir o que o tempo (de agora) tem para nos dar e desafiou todos os alunos do quarto ano do ensino básico dos 14 agrupamentos escolares de Guimarães – que investigavam até então as histórias guardadas no tempo – para que refletissem sobre o tempo que estão a viver nos dias que atravessamos, envoltos no contexto da presente pandemia. 

Assim, ao invés de colocarem questões ao tempo e as interpretarem – procedimento habitual no Pergunta ao Tempo – as crianças são colocadas no centro da ação e passam a ser elas a contar ao tempo, partilhando testemunhos sobre o período que atravessamos, que dita um distanciamento físico que é também, inevitavelmente, um afastamento das rotinas, mas também das relações que tínhamos estabelecidas. E deste modo tem origem a Cápsula do Tempo, concretizando a sugestão do serviço de Educação e Mediação Cultural d’A Oficina para que sejam elas, as crianças, a contar ao tempo. 

Na impossibilidade de apresentar e expor os aguardados resultados da 4ª edição do Pergunta ao Tempo – projeto de investigação e artístico, em comunidade – em que se envolveram ao longo do ano letivo, surge assim uma oportunidade para inverter um pouco a ordem das coisas e colocar os alunos no centro das histórias, ocupando eles próprios o lugar de contadores e fazedores das histórias que se estão a criar nestes dias de adversidade e adaptação, convocando-os para partilhar os seus testemunhos, de forma livre, incidindo em aspetos como as coisas de que tinham mais saudades, que dificuldades sentiam, como decorria o relacionamento com os pais, entre outros. Testemunhos individuais que a Cápsula do Tempo preservará temporariamente cerrados e que constituirão um testemunho público e coletivo que viajará no tempo, sendo uma peça de comunidade e para a comunidade, que deixará um pequeno contributo para a nossa história... global. 

Um desafio transformou-se noutro, ao evitar que se perdesse o processo criativo e de investigação em curso, ao mesmo tempo que se procuravam respostas às dificuldades e que, em simultâneo, se refletisse sobre o período pandémico. E é com esta experiência, como que uma aula coletiva que coloca todos a debater e dá continuidade ao trabalho desenvolvido em sala de aula no decurso do ano letivo, que o projeto Pergunta ao Tempo se metamorfoseia em Cápsula do Tempo

Esta Cápsula do Tempo será preservada na sala de acolhimento da Casa da Memória de Guimarães, onde permanecerá em exposição e se cruzará com todos os visitantes da Casa. Haverá o tempo em que se voltará a abrir esta cápsula e analisar o seu conteúdo. Aí deverão ser percebidas, com o distanciamento do tempo, em perspetiva, todas as dúvidas, receios, dificuldades, ansiedades e desafios dos tempos que vivemos à escala planetária. Talvez nos vejamos de uma outra forma e que tal nos lance numa renovada espiral de inspiração.  

Ao longo dos últimos anos, pequenos investigadores andaram a procurar o que o tempo guardava e tinha escondido. Pequenos mas curiosos investigadores foram pesquisar histórias, expressões e costumes guardados em caixas, arquivos pessoais e nas memórias pessoais de familiares, amigos e a comunidade na qual se inserem. Assim nasceu o Pergunta ao Tempo – com base e destino na exposição ‘Território e Comunidade’ da Casa da Memória de Guimarães – com o intuito de pôr diferentes gerações em contacto direto, buscando elos de ligação que estavam por explorar. Com a informação recolhida, os pequenos pesquisadores foram construindo uma exposição a cada ano letivo, traduzindo o processo, a recolha e as descobertas da sua longa investigação sobre o património cultural. 

Pergunta ao Tempo tem sido um trabalho desenvolvido desde 2016 com crianças do primeiro ciclo do ensino básico do concelho vimaranense, respondendo a um repto da Vereação de Educação do Município de Guimarães para promover a proximidade à comunidade escolar. A cada ano, o ponto de partida têm sido os temas abordados na exposição permanente da Casa da Memória de Guimarães, descobrindo-a e reinterpretando-a através de objetos, histórias e testemunhos recolhidos pelas próprias crianças, debruçando-se sobre o património, nas suas múltiplas vertentes: material e imaterial; móvel e imóvel, originando trabalhos de investigação e artísticos subsequentemente avaliados, classificados e catalogados. Desta forma, o património cultural, a reflexão sobre a memória e as formas como a representamos envolvem anualmente cerca de 300 alunos e respetivos professores, famílias e a comunidade local.  

O ano letivo de 2019/2020 tem sido particular a uma escala tal que se manterá na memória dos que viveram este período durante as suas vidas. Uma pandemia transformou os modos de vida e transtornou todos os planos. As escolas foram fechadas, os trabalhos letivos interrompidos. Foi com este pensamento que o serviço de Educação e Mediação Cultural d’A Oficina lançou este desafio às crianças e aos professores que estavam a trabalhar no projeto Pergunta ao Tempo. Os resultados destas reflexões começaram a chegar sob diversas formas e suportes. Estas reflexões, uma espécie de instantâneo do momento presente, serão guardadas nesta cápsula – como uma mensagem que fosse fazer uma viagem pelo cosmos.