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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Discovery assinala Dia Mundial da Água com programa sobre seca severa. Associação ZERO reforça que problema afeta 2,3 mil milhões de pessoas

 

A 22 de março celebra-se o Dia Mundial da Água, uma data que pretende sensibilizar para a importância de cuidar deste bem precioso, essencial para a vida dos seres vivos, e que está a desaparecer do nosso planeta. Para assinalar esta data o canal Discovery vai transmitir o programa ‘A Grande Seca no Colorado’, que tem como foco as consequências da ação humana no desperdício de água.

 

A água é a fonte da vida e, por isso, deve ser preservada, porque nós somos feitos de água e dependemos dela para viver. Este ano temos assistido a uma seca severa por todo o mundo e onde Portugal se inclui. Cerca de três quartos do território nacional está em seca severa e extrema, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

 

Neste momento, as barragens do nosso país apresentam menos água do que em 2005 (considerada a pior seca de sempre em Portugal), com as reservas hídricas a 60% da capacidade total.  A escassez da água afeta não só a nossa saúde, mas também vários setores, como a energia, produção de alimentos, abastecimento doméstico e sanitário, a indústria, entre outros.

 

Para Sara Correia, da Associação ZERO: “A escassez de água já é um problema grave em muitos países, afetando cerca de 2,3 mil milhões de pessoas, das quais 733 milhões em países com alto nível de escassez de água, de acordo com a Organização das Nações Unidas. Portugal não é alheio a este problema, onde temos já motivos evidentes para preocupação.”

O nosso país desperdiça milhões de litros de água nas suas redes de distribuição, equivalente a nove piscinas olímpicas por hora, de acordo com o relatório da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos de 2020. Tendo, em 2019, sido perdidos 188 mil milhões de litros de água.

Para inverter esta situação é necessário “trabalhar numa estratégia de longo prazo na gestão que fazemos deste recurso é essencial para evitar o agravamento da situação nacional em termos de disponibilidades hídricas, a qual apresenta já uma tendência preocupante de redução”, afirma Sara Correia, da Associação ZERO.

 

Cada um de nós pode minimizar o desperdício de água através de medidas simples que podem fazer uma enorme diferença:

 

  1. Fechar as torneiras de casa enquanto lava os dentes ou as mãos;
  2. Evitar banhos de imersão;
  3. Lavar carros, motas ou varandas utilizando um balde, em vez de uma mangueira aberta;
  4. Encher as máquinas de lavar antes de colocar um programa de lavagem em curso;
  5. Estar atento a possíveis fugas de água em casa;

 

 

‘A Grande Seca no Colorado’ estreia terça-feira, 22 de março, às 20h05.

 

O Discovery Channel junta-se à celebração do Dia Mundial da Água com um programa especial para a noite de terça-feira 22 de março, que se centra nas terríveis consequências da ação humana no desperdício de água.

 

Durante anos, os Estados Unidos Ocidentais têm vindo a sofrer uma grave seca que só agrava a crise subjacente da água resultante do sobre desenvolvimento, do uso indevido, da corrupção e dos caprichos da história. Para assinalar este dia especial, o canal está a transmitir o documentário "A Grande Seca no Colorado", produzido em colaboração com a organização jornalística de investigação sem fins lucrativos Pro Publica, que examina as causas e consequências do desastre hídrico que se avizinha e que propõe algumas soluções inovadoras.

"Anjo futurista" é a mais recente obra de arte do MAU - Museu de Arte Urbana do Taguspark

A escultura tem como principal inspiração o estilo steampunk e a estética popularizada no filme Mad Max.

Foi instalada, em fevereiro, uma nova obra de arte no MAU - Museu de Arte Urbana do Taguspark – Cidade do Conhecimento. A escultura intitulada “Anjo futurista”, da autoria do artista Jaime de Carvalho, é inspirada no estilo steampunk e tem como referência a estética popularizada no filme Mad Max.

 

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Numa alusão notória à máquina e à indústria, através de um conceito de ficção científica, a mais recente obra de arte do MAU pretende comunicar objetivamente com o espectador e provocar nele a necessidade de levantar voo rumo a um futuro menos adverso para a humanidade. Este sentimento é provocado pela utilização do ferro em bruto e pela representação de uma espécie de veículo.

 

A escultura “Anjo futurista”, na qual o autor trabalhou, durante cerca de dois meses e meio, com materiais como o ferro, o inox e a fibra de vidro, está instalada na Av. Prof. Dr. Aníbal Cavaco Silva, nos jardins junto aos Edifícios Qualidade, no Taguspark, em Oeiras. 

 

Licenciado em Artes Plásticas/Escultura pela Faculdade de Belas Artes, Jaime de Carvalho prosseguiu os seus estudos em Itália, tendo, inclusive, recebido uma bolsa de estudo de mérito para aprofundar os seus conhecimentos em escultura. As suas obras integram, hoje em dia, tanto coleções privadas como públicas em países como: Espanha, França, Itália, Moldávia, Dinamarca, Turquia e Portugal.

 

Atualmente, o MAU – Museu de Arte Urbana apresenta, em exposição permanente, 13 esculturas e 15 graffiti espalhados pelos jardins, espaços exteriores, garagens subterrâneas e Núcleo Central do Taguspark.

 

Orquestra Geração integra programa cultural da Presidência Francesa na União Europeia

 

De 19 a 26 de fevereiro de 2022, seis alunos da Orquestra Geração viajam para Paris, a convite do projeto Démos-Philharmonie de Paris, um programa de educação musical e orquestral de ação social em Paris, no âmbito do programa cultural da Presidência Francesa da UE.

 

Os jovens vão integrar a orquestra sinfónica Démos Europe Orchestra, que atua no dia 26 de fevereiro, na Grande Salle Pierre Boulez, em Paris, com um concerto de repertório exigente, com peças de Edward Grieg, Maurice Ravel e Ludwig van Beethoven, mas também outras de cariz mais tradicional, como os Ritmos Ciganos, uma das peças da Orquestra Geração, que pretende celebrar a diversidade musical europeia.

 

A Démos Europe Orchestra é constituída por jovens dos 27 Estados-Membros da EU, selecionados por uma rede de parceiros com base em critérios musicais e sociais.

Espaço Espelho D'Agua exibe restauração de obras de Rigo 23

Público pode acompanhar o processo de restauro da instalação Torre de Cochim  Uma Armada de Ecos

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Uma das obras, Talappana, antes do atual processo de restauro

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Equipa durante o restauro

 

 

Quem passa pela margem do Rio Tejo, ao lado do Padrão dos Descobrimentos, já deve ter percebido as esculturas no lago em frente ao Espaço Espelho D’Agua. Mas nem todos conhecem a história por trás daquele túnel com anéis de bambu, arame e corda ou do tuk-tuk estilizado que ali estão. A instalação Torre de Cochim – Uma Armada de Ecos, do artista madeirense Rigo 23, está a ser restaurada e o grande destaque desta iniciativa é a possibilidade do público acompanhar os bastidores do restauro, uma experiência viva e singular, que restabelece o contato das pessoas com a arte.

 

Presente desde a inauguração do Espelho D’Agua, em 2014, a instalação é composta por três esculturas: Kappiri, Talappana e Miri. Desenvolvida como uma Armada de Ecos, que dá corpo a histórias e episódios que foram transmitidos oralmente, de geração em geração em Cochim (Índia), a peça abraça a memória popular e cria novos veículos para a celebração da história oral. São ecos da chegada de Vasco da Gama à Índia, capturados in loco 500 anos depois. Uma forma de manifestação da memória, a trazer indagações sobre o passado e perspectivas para o futuro.

 

Kappiri, feita de tronco de madeira reciclados, é o escravo mártir; Miri, feita com anéis de bambu e arame, é o barco vítima de pilhagem; e Talappana, o tuk tuk, é o anfitrião tradutor. A Armada dos Ecos é uma armada estática. Ela permite ao visitante embarcar em viagens de longo alcance, munido da sua imaginação.

 

São obras que tiveram necessidades distintas de restauro, Kappiri e Miri foram reparadas em um mês. Talappana é a que mais trabalho e tempo tem exigido – um período de três meses, desde novembro passado, com previsão de finalização a meados de fevereiro. A restauração, a ser conduzida no próprio local desde sempre, tem envolvido dezenas de pessoas, na sua maioria alunos da Escola Superior de Belas Artes e recém-graduados da mesma escola.

 

“O trabalho está a ser liderado pelo Francisco Côrte, um jovem artista madeirense recém-graduado pela FBAUL (Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa) e que colaborou comigo também no projecto Coroa do Ilhéu em Câmara de Lobos, na Ilha da Madeira”, explica Rigo 23. Além de Francisco, o projecto também contou com o apoio de Christian Haas, um artista e DJ radicado na Califórnia, que foi aluno de Rigo 23 no início dos anos 00, no San Francisco Art Institute. “O Christian deslocou-se a Portugal para dar o seu apoio na fase final da  Coroa do Ilhéu e terminou ficando umas semanas a mais em Lisboa para dar apoio a esta obra de restauro. Este aspecto de transmissão de conhecimentos/estágio profissional é intrínseco à própria obra, uma vez que o mesmo aconteceu em Cochim, na Índia, onde a peça foi originalmente produzida”, revela Rigo 23, que junto com a equipe, utilizou os materiais originais ou o mais aproximados, tais como bambú, madeiras, tecidos, metal, napa, tintas, óleos e lixas.

 

Torre de Cochim - Uma Armada de Ecos não está exposta em Belém, à beira do Rio Tejo, de onde saíram os conquistadores portugueses, por uma mera casualidade. Segundo o artista, as obras têm o poder de agir como objectos interculturais de resistência a narrativas que considera fantasiosas e imperiais. “Ao lado de uma história oficial esculpida em brilhante e opressiva pedra branca, ao serviço de uma ideologia violenta de domínio e apagamento histórico da cultura de outros povos, estas obras são feitas de materiais frágeis e necessitam de cuidados regulares para perdurarem, enfatiza.

 

Mário de Almeida, dono do Espaço Espelho D’Agua, revela que expor obras de Rigo 23 era um desejo antigo. “O projeto Espaço Espelho D’Agua, desde o seu início, teve histórias e coincidências muito interessantes. Uma dessas coincidências foi o Rigo 23 ter solicitado à CML para expor esta instalação no lago em frente ao Espaço, pouco tempo depois de termos ganho o concurso público da concessão. É um artista que queria conhecer desde 2009 – época em que abri uma galeria de arte contemporânea em São Paulo/Brasil (SOSO Arte contemporânea africana) – , o que só veio acontecer aqui em Lisboa, e acabamos por inaugurar o Espaço com a exposição da instalação Torre de Cochim - Uma Armada de Ecos, de obras no exterior, e com obras do artista no interior”, conta Mário.

 

História da obra

 

A peça foi produzida a convite da edição inaugural da Bienal de Kochi-Muziris 2012 — a primeira bienal de arte contemporânea organizada na Índia. Membros da comunidade local, em colaboração com jovens universitários a trabalhar na Bienal, formaram a equipe de Rigo 23 à época.

 

Torre de Cochim é uma referência à Torre de Belém, construída no início do século XVI, que celebra o período das Descobertas Portuguesas e a abertura da primeira rota marítima entre a Europa e a Índia.

 

Kaappiri, feita com troncos de madeira reciclados de Chinese Fishing Nets e elementos esculpidos de madeira local, é uma alusão aos africanos levados como escravos, pelos portugueses, para Cochim.

 

Miri, feita de bambu, arame, corda de fibra de coco e 270 lamparinas de kerosene, faz referência ao barco de peregrinos que se destinava a Mecca, mas foi interceptado, pilhado e incendiado pela armada de Vasco da Gama, rumo a Cochim, em 1502. 400 pessoas a bordo, nenhum sobrevivente.

 

Talappana é o primeiro nome do sumo sacerdote que recebeu Vasco da Gama e foi seu tradutor à sua primeira chegada à Índia, em 1498. Ele foi torturado, mutilado e enviado para morrer pelos homens de Vasco da Gama, na sua segunda viagem em 1502. A obra Talappana é construída a partir de um tuk-tuk. Com lona e chapa metálica, foram incorporadas asas e bico de corvo; orelhas de cão e ainda um par de pés humanos em madeira.

 

SOBRE RIGO 23

 

Rigo 23 colabora frequentemente com indivíduos e colectivos na implementação de operações de arte concebidas para contextos específicos, privilegiando o diálogo solidário intercultural e intercomunitário.

 

Natural da Madeira – ilha vulcânica produtora de emigração e receptora de turismo – a sua poética tem origem aí: nas experiências abismais de deslocação, desencontro e saudade; na claustrofobia das relações assimétricas de poder e na imensidão propiciada pela libertação das mesmas.

 

Participa da primeira colectiva aos 18 anos – Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa (1984). Pouco depois, parte para a California – BFA-San Francisco Art Institute (1991); MFA-Stanford University (1995).

 

A sua obra toma formas distintas de acordo com o projecto, mas a paixão pelo desenho, trabalho manual e experimentação são constantes na sua obra.

 

Tem sido convidado a participar em várias bienais e trienais de arte contemporânea e continua a produzir obras de arte pública internacionalmente. No momento prepara trabalho para a estação do Metro de Beverly Hills, na Califórnia, que será inaugurada em 2025.

 

SOBRE O ESPAÇO ESPELHO D’AGUA

 

O Espaço Espelho D’Agua resulta de um concurso público organizado em 2012 pela Associação de Turismo de Lisboa – ATL para a exploração de parte de um edifício localizado na emblemática zona de Belém, em frente ao rio Tejo. O espaço compõe uma área de 1.200 m2 e foi inicialmente construído em 1940 durante a Exposição do Mundo Português.

 

O mote do projeto é o de que neste local, onde há cinco séculos os portugueses partiram para o mundo, seja agora uma plataforma de conexões culturais aonde se traga as culturas contemporâneas das diferentes regiões por onde os portugueses andaram nessa aventura durante as grandes navegações.

 

Desta forma criou-se um espaço onde se desenvolve atividades de gastronomia, exposição de arte e design, música, cinema e vídeo, entre outras formas de divulgação cultural. Tendo presente todo enquadramento histórico do local, e o que ele representa na atual conjuntura mundial, visa criar um ambiente artístico e cultural que reflita sobre a relação dos portugueses com o mundo e do mundo com os portugueses.

 

Apresentar neste local as mais variadas formas de expressão cultural contemporânea dos países que se relacionam historicamente com Portugal é a principal premissa do projeto que esteve na base da criação do Espaço Espelho D’Agua.

 

SERVIÇO

 

TORRE DE COCHIM – UMA ARMADA DE ECOS

Local: Espaço Espelho D’Agua

Endereço: Av Brasília, Edifício Espelho D’Agua (ao lado do Padrão dos Descobrimentos) Horário de visitação: diariamente

Atribuição do PRÉMIO VIDA LITERÁRIA VÍTOR AGUIAR E SILVA

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O Prémio Vida Literária Vítor Aguiar e Silva, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores com o patrocínio da Câmara Municipal de Braga, dotado de  € 20.000,00 foi atribuído, na primeira edição, relativa ao biénio 2020/2021, a JOÃO BARRENTO, docente universitário, ensaísta, tradutor e promotor de singular iniciativa cultural.

A Direcção, constituída em júri como desde sempre nesta iniciativa, deliberou por unanimidade, considerando o percurso notável do Autor, seja nomeadamente enquanto académico e cronista no espaço mediático ao longo de muitos anos, seja pelo brilho incomum das suas traduções de grandes poetas (Hölderlin, Goethe, Walter Benjamin entre outros) e da acção no Espaço Llansol, a todos os títulos modelar. João Barrento é uma personalidade maior da cultura portuguesa contemporânea.

Recorde-se que, no passado, foram distinguidos Miguel Torga, Sophia de Mello Breyner Andresen, José Saramago, Óscar Lopes, José Cardoso Pires, Eugénio de Andrade, Urbano Tavares Rodrigues, Mário Cesariny de Vasconcelos, Vítor Aguiar e Silva, Maria Helena da Rocha Pereira, João Rui de Sousa, Maria Velho da Costa e Manuel Alegre.

A sessão oficial de entrega do Prémio será oportunamente anunciada.

 

Câmara Municipal de Lamego torna-se membro fundador da Fundação de Serralves

No âmbito da implantação da estratégia de valorização territorial em Lamego

 

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O Município de Lamego tornou-se membro fundador da Fundação de Serralves, ao abrigo de um protocolo de cooperação estabelecido entre as duas instituições. Através desta nova parceria, a Câmara Municipal de Lamego passa a integrar o grupo de membros fundadores de Serralves possibilitando assim à população lamecense e às entidades locais um acesso mais alargado e uma maior proximidade à arte, à cultura, às indústrias criativas e às diversas iniciativas de sensibilização ambiental promovidas pela Fundação.

Anualmente decorrerá ainda um evento cultural em Lamego sob a chancela de Serralves.

 

A Câmara Municipal de Lamego foi reconhecida com o estatuto de fundador através da formalização de um protocolo recentemente assinado com a Fundação de Serralves. Para além desta nova atribuição, este acordo vem estabelecer uma parceria entre ambas as instituições como o objectivo de divulgar e promover a arte entre a comunidade lamecense, nomeadamente através da realização de diversas atividades culturais e ambientais.

 

Francisco Lopes, presidente da Câmara Municipal de Lamego, sublinha «a importância desta parceria na realização de vários projetos culturais comuns, mas também no âmbito da implementação de iniciativas de cariz pedagógico e de sensibilização ambiental. Para Lamego será uma excelente oportunidade para acolher exposições e eventos culturais únicos, com a chancela de Serralves, e também reforçar a notoriedade do nosso concelho a nível nacional. Por outro lado, importa ainda salientar que este acordo vai permitir à população um contacto mais próximo com diversas iniciativas artísticas e criadores portugueses e estrangeiros, o que será também uma forma de ampliar e fomentar os seus hábitos culturais.»

 

Como fundador de Serralves, o Município de Lamego terá acesso a um conjunto de ações relacionadas com este novo estatuto e que se traduzem numa programação específica adaptada à comunidade local e que engloba a promoção da cultura contemporânea e da sensibilização ambiental, associadas as outras competências especializadas da Fundação de Serralves.

 

O protocolo foi assinado entre o presidente da Câmara Municipal de Lamego, Francisco Lopes, e a presidente do Conselho de Administração da Fundação de Serralves, Ana Pinho, numa cerimónia que contou ainda com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e a Ministra da Cultura, Graça Fonseca.

Prémio Estudar a Dança, em 1ª edição, atribuido a investigadora Raquel Madeira por estudo sobre impacto da internet na dança contemporânea

Raquel Madeira é a investigadora distinguida na 1ª edição do Prémio Estudar a Dança, com uma dissertação de mestrado sobre o impacto da Internet na Dança teatral contemporânea, intitulada “Dança e Internet – Conectividade e Participação na Criação Coreográfica”.

O galardão, no valor pecuniário de três mil euros, é uma iniciativa da Direção Geral do Património Cultural (DGPC), através do Museu Nacional do Teatro e da Dança (MNTD) e com o patrocínio da Fundação Millennium bcp. O júri, que reuniu a 28 de novembro de 2021, foi constituído por José Sasportes,  Rui Vieira Nery, José Carlos Alvarez e pelo diretor do MNTD, Nuno Costa Moura.

A dissertação premiada foi defendida em 2019 na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, no âmbito do Mestrado em Artes Cénicas, tendo obtido a qualificação de Excelente.

“Partindo do pressuposto da ubiquidade da rede no quotidiano das sociedades da comunicação e informação”, este estudo, nas palavras da autora, reflete sobre “como e de que forma a Internet tem impacto na Dança teatral contemporânea e pode influenciar a criação coreográfica, a partir da discussão de aspetos relacionados com a conectividade da rede e a participação na arte.”

Já o júri, no seu Parecer, considera que o trabalho premiado apresenta “uma discussão consistente, inovadora e aprofundada do tema proposto, pertinente para a compreensão do momento atual da criação coreográfica, abrindo perspetivas de relação e apropriação pública do ato artístico, incidindo sobre o estudo de casos de alguns espetáculos e manifestações apresentados em Portugal”.

Licenciada em Dança pela Escola Superior de Dança, Raquel Raso Rodrigues Pinto Madeira é atualmente bolseira de doutoramento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e Investigadora no Grupo Performance e Cognição do ICNOVA - Instituto de Comunicação da NOVA.

 

 

 

 

 

O Prémio Estudar a Dança, que celebra o valioso espólio do MNTD, destina-se a galardoar trabalhos académicos de excecional qualidade que contribuam para o conhecimento desta

Arte, estimulando o desenvolvimento de uma área disciplinar que tem sido pouco cultivada no nosso país.

 

Nos termos do Regulamento, este é um galardão anual que se dirige alternadamente a dissertações de mestrado e a teses de doutoramento. Assim, na 2ª edição, a lançar em 2022, será a vez de o Prémio contemplar teses de doutoramento sobre a história e/ou a estética da dança teatral, defendidas nos últimos cinco anos num estabelecimento de ensino nacional ou estrangeiro.

 

Sublinha-se que o Prémio Estudar a Dança surge na sequência de uma significativa doação feita por José Sasportes em 2015, que tornou a biblioteca e o arquivo do MNTD no mais amplo acervo bibliográfico e documental no campo da dança teatral em Portugal, a par do notável património deste Museu relativo à evolução da dança. Por esta razão o então Museu Nacional do Teatro passou a ter a designação oficial de Museu Nacional do Teatro e da Dança.

A cerimónia formal de entrega do Prémio Estudar a Dança à investigadora Raquel Madeira decorrerá este ano, em data a anunciar oportunamente.

“Fernando Pessoa e Outras Pessoas”: Município promoveu projeto inédito

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Entre abril e dezembro deste ano, o ciclo de conferências “Fernando Pessoa e Outras Pessoas”, que decorreu na Biblioteca Municipal de Palmela, permitiu revelar novas facetas da obra de Fernando Pessoa e outros grandes escritores portugueses. As sessões foram moderadas por Ricardo Belo de Morais, investigador, escritor e especialista em Fernando Pessoa. Este é um projeto inédito, estreado em Palmela por convite da Câmara Municipal ao investigador, e que outros municípios já mostraram entretanto interesse em desenvolver.

A última conferência realizou-se no dia 4 de dezembro, completando uma série de oito palestras de literatura comparatista, em que foram detalhadamente analisadas as relações biográficas e literárias entre Fernando Pessoa e os escritores Mário de Sá-Carneiro, Luís de Camões, Maria Gabriela Llansol, Sophia de Melo Breyner Andresen, Agustina Bessa-Luís, Miguel Torga, José Saramago e Cesário Verde. As sessões decorreram num tom intimista, de mergulho nas obras destas/es escritoras/es, em aspetos pouco conhecidos e documentados, com imagens e excertos.

Fundação Mirpuri entrega 90 mil euros às artes

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Até 31 de Janeiro: Abertas as Candidaturas aos Prémios de Dança, Música e Teatro 2022

Fundação Mirpuri entrega 90 mil euros às artes

 

Estão abertas as candidaturas para a segunda edição dos Prémios de Dança, Música e Teatro da Fundação Mirpuri, iniciativa que visa a promoção do mérito artístico nacional e internacional, através da aposta na distinção do melhor da cultura e no fomento das atividades culturais em Portugal e no mundo.

Cada categoria tem associado um prémio de 30 mil euros, perfazendo um total de 90 mil euros que será entregue aos nomes que mais se destacarem nas áreas artísticas dos Prémios, numa Gala que se realizará no Teatro Nacional de S. Carlos, em Lisboa, com data marcada para 8 de julho de 2022.

O nome dos Prémios foi inspirado em figuras nacionais incontornáveis para cada uma das suas áreas: Carlos Avillez, Anna Mascolo e Carlos de Pontes Leça. Este ano pela primeira vez, poderão concorrer artistas de todo o mundo na sua respetiva área, aumentando o alcance da cerimónia.

Recorde-se que, na primeira edição, realizada em 2018, o prémio na área da dança foi para Fernando Duarte, Mestre de Bailado, Coreógrafo e Professor Convidado do Conselho Internacional de Dança/UNESCO.

Na área da música, o galardoado foi o Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa (MPMP), prémio entregue a Edward Abreu (Presidente do MPMP) e Duarte Martins (Vice-Presidente do MPMP). O Ensemble MPMP é um grupo de instrumentação flexível que tem desenvolvido um trabalho com vista à redescoberta de património passado e à valorização de repertórios contemporâneos.

Por fim, na área de teatro, o contemplado foi Elmando Sancho, ator que frequentou as mais conceituadas escolas e universidades como a Real Escuela Superior de Arte Dramático de Madrid, a Universidade São Paulo/Escola Comunicação e Artes e o Conservatoire National Supérieir D’art Dramatique de Paris. Tanto no teatro, como em televisão e cinema, fez parte do elenco das mais variadas peças, séries e filmes.

 

A gala de entrega de prémios contou com os reconhecidos apresentadores, Catarina Furtado e Paul Rose da BBC, e com a atuação de vários bailarinos internacionalmente reconhecidos dos maiores palcos do mundo. Estiveram presentes artistas internacionais como Ekaterina Kondaurova, bailarina principal do Ballet do Teatro Mariinsky, de São Petersburgo, Maria Alexandrova, bailarina aclamada que fez carreira no Ballet Bolshoi, Andrey Ermakov, Nina Ananiashvili, atual diretora do Ballet da Geórgia, Marcelo Gomes, bailarino brasileiro e bailarino principal do American Ballet Theatre, Patrícia Henriques, distinguida pela revista Dance Europe, Miguel Ramalho, que recebeu o prémio da imprensa em 2012 como bailarino no ano.

 

Para mais informações sobre o regulamento, visite: https://mirpurifoundation.org/programs/performing-arts/applications-now-open-for-dance-music-and-theatre-awards-2022/

 

 

 

 

Estoril Sol institui novamente o Prémio Vasco Graça Moura - Cidadania Cultural

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Com o valor de 20 mil euros

 

Estoril Sol institui novamente

o Prémio Vasco Graça Moura - Cidadania Cultural

 

  • Termina a 26 de novembro o prazo de candidaturas exteriores ao Júri

 

Está aberto o concurso para atribuição da 7ª edição do Prémio Vasco Graça Moura - Cidadania Cultural, instituído pela Estoril Sol e com o valor pecuniário de 20 mil euros. Lançado em 2015, este Prémio é considerado uma das mais prestigiadas iniciativas que integram o calendário de eventos culturais a nível nacional. Expira no dia 26 de novembro o prazo de recepção das candidaturas exteriores ao júri.

 

Com periodicidade anual, o Prémio Vasco Graça Moura, está reservado a uma personalidade de nacionalidade portuguesa, que se tenha notabilizado por um conjunto de obras, ou por uma obra original e inovadora de excepcional valia para a Cidadania Cultural do País.

 

Segundo o regulamento, o Prémio poderá ser atribuído a um escritor, ensaísta, poeta, jornalista, tradutor ou produtor cultural que, ao longo da carreira haja contribuído para dignificar e projectar no espaço público o sector a que pertença.

 

Ao promover este Prémio, a Estoril Sol assume a convicção de que a sua natureza e abrangência serão o justo reconhecimento pela obra multidisciplinar de Vasco Graça Moura, e pela sua imensa, profícua e invulgar polivalência criativa.     

 

As candidaturas deverão ser apresentadas e fundamentadas pelos membros do Júri e por personalidades ou entidades que o desejem fazer.

 

Todas as candidaturas exteriores ao Júri deverão ser remetidas em correio registado, ou serem entregues, por protocolo, até 26 de Novembro de 2021, no seguinte endereço: “Prémio Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural ” Gabinete de Imprensa da Estoril Sol – Casino Estoril – Av. Dr. Stanley Ho - 2765-190 Estoril."

 

Recorde-se que, o escritor e ensaísta Eduardo Lourenço venceu, em 2016, a primeira edição e, no ano seguinte, foi distinguido o director do quinzenário JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias” José Carlos Vasconcelos. Em 2018, foi a vez de Vítor Aguiar e Silva, académico, ensaísta e prestigiado camoniano, enquanto na edição seguinte, em 2019, foi Maria do Céu Guerra a receber o galardão, como reconhecimento pelo trabalho que desenvolveu, ao longo de mais de cinco décadas, uma carreira ímpar ligada às artes.

 

Em 2020, o prémio coube a Carlos do Carmo, figura impar do meio artístico nacional, que se distinguiu como uma das vozes mais relevantes do fado e que com o seu talento projectou o nome de Portugal a nível internacional. Já este ano, em sexta edição, foi galardoado Emílio Rui Vilar, pela constante, importante e significativa acção cultural desenvolvida durante um longo percurso, mormente como administrador ou gestor com responsabilidades em grandes instituições.

 

O Prémio será atribuído por um Júri presidido por Guilherme D`Oliveira Martins, cuja base é comum à dos Prémios Literários Fernando Namora e Revelação Agustina Bessa-Luís ao qual presidiu Vasco Graça Moura.