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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

"Nave pessoana" de Ricardo Pais atraca no Teatro Nacional São João

Entre 7 e 9 de março, com João Reis no elenco

Turismo Infinito 2 ©João Tuna.jpg

 

 

Uma das mais marcantes produções do TNSJ está de regresso ao palco onde se estreou, em 2007, para celebrar o Centenário da instituição

 

Depois de ter passado pela Comédie de Reims, pelo Teatro Paulo Autran, em São Paulo, e pelo Teatro Español, em Madrid, Turismo Infinito está de regresso ao palco onde se estreou, em 2007. A “nave pessoana” inventada por Ricardo Pais – uma das mais marcantes produções do Teatro Nacional São João (TNSJ) – volta a ser apresentada no preciso momento em que a instituição celebra o Centenário do edifício projetado pelo arquiteto Marques da Silva. O espetáculo estará em cena de 7 a 9 de março e inclui o elenco original, com nomes bem conhecidos do TNSJ, como é o caso de João Reis, Emília Silvestre, Pedro Almendra, José Eduardo Silva e Luís Araújo.

 

A partir de textos de Fernando Pessoa – o mais universal poeta português –, o espetáculo de Ricardo Pais e António M. Feijó lança em cena vários heterónimos do também filósofo, dramaturgo, ensaísta, tradutor, publicitário, crítico literário e comentarista político. Em cena, é possível “conhecer” o guarda-livros Bernardo Soares e o seu visionário desassossego na Rua dos Douradores; a turbulência de Álvaro de Campos, engenheiro naval que ficou sem trabalho “depois de estar a Índia descoberta”; o Pessoa simbolista das interseções, mas também aquele que melancolicamente se revela em “Un Soir à Lima” e o outro Fernando que se corresponde com Ofélia Queirós – a mulher com quem o poeta teve o único envolvimento amoroso conhecido; Maria José, a corcunda que ama um serralheiro com toda a sua alma; e o bucólico Caeiro, o “mestre de toda a gente com capacidade para ter mestre”.

 

Visto por mais de vinte mil espectadores, Turismo Infinito apresenta um impressivo dispositivo cénico concebido por Manuel Aires Mateus e conta com figurinos de Bernardo Monteiro. Durante o espetáculo, Ricardo Pais tece um “poderoso enredo de estímulos auro-visuais, pondo-nos em contacto com a obra de um homem que, de modo heroico, pretendeu – e conseguiu – introduzir beleza no mundo”. A peça tem legendas em inglês e pode ser vista no sábado, às 22h00; e no domingo e segunda-feira, às 21h00. O preço dos bilhetes varia entre os 7,50 e os 16 euros, sendo que, no dia 7 de março, a entrada é gratuita, mediante o levantamento de bilhetes (máximo dois por pessoa), a partir das 14h30.

Artistas Unidos em Março

 

Os Artistas Unidos recebem O PEDIDO DE EMPREGO de Michel Vinaver, uma produção do Teatro da Rainha, de 4 a 7 de Março no Teatro da Politécnica. E a 11 de Março estreia UMA SOLIDÃO DEMASIADO RUIDOSA a partir do romance de Bohumil Hrabal. E até 4 de Março, em Setúbal, pode ver a exposição NESTES ÚLTIMOS TEMPOS de Jorge Gonçalves, na Casa da Cultura. O espectáculo VIDAS ÍNTIMAS de Noël Coward estará na 6ª 28 de Fevereiro no Teatro-Cine de Torres Vedras, no sábado 29 em Torres Novas, no Teatro Virgínia, e no CCB – Centro Cultural de Belém de 4 a 9 de Março, onde termina a sua carreira. No dia 16 ouvimos A VOZ DOS POETAS na Biblioteca da Imprensa Nacional e no dia 26 os poetas EM VOZ ALTA, Nuno Gonçalo Rodrigues e Jorge Silva Melo lêem Marcos Foz e Sebastião Belfort Sequeira.

 

 

O PEDIDO DE EMPREGO de Michel Vinaver Tradução de Christine Zurbach e Luís Varela Com José Carlos Faia, Inês Fouto, Nuno Machado e Mafalda Teixeira Cenografia Ana Gromicho Luz Filipe Lopes Figurinos, Música e Encenação António Parra Um Espectáculo do Teatro da Rainha M14

O PEDIDO DE EMPREGO de Michel Vinaver - fotografia

 



No Teatro da Politécnica de 4 a 7 de Março
4ª às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | Sáb. às 21h00

 

"Diz-me Natália para que é que se trabalha? Para ganhar a vida? Mas que vida?"
Michel Vinaver, O Pedido de Emprego

Um desempregado, naquela idade em qu parece não haver futuro, é submetido a uma entrevista de avaliação de capacidades que é um verdadeiro diagnóstico do sistema - o desempregad é a figura pura da vítima -, dos modos de exclusão quando as pessoas atingem certa idade. Nestes lugares de horror, o trabalh é exercido segundo regras de marketng que obrigam as pessoas a ser peças de uma engrenagem de sedução tacanha, impondo-lhes "texto" que digam, comportamentos e olhares para com os clientes - que também não são pessoas, mas entidades financeiro-contabilísticas, pessoas-cartão-de-crédito, criaturas lucro com pernas, mas não seres físicos e mentais, afectivos. Que sociedade é esta que trata os seus como descartáveis?

Um texto maior de um dos maiores autores do século XX, Michel Vinaver.
A estreia na encenação de António Parra.

Fotografia © Margarida Araújo

 

 

UMA SOLIDÃO DEMASIADO RUIDOSA a partir do romance de Bohumil Hrabal de e Com António Simão Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos M12

 

UMA SOLIDÃO DEMASIADO RUIDOSA_fotografia Jorge Go

 

No Teatro da Politécnica de 11 a 28 de Março
3ª e 4ª às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | Sáb. às 16h00 e às 21h00

 

“O céu não é humano e o homem que pensa nem sequer pode ser humano.”
Bohumil Hrabal

 

Criado em 1997, com estreia no CCB, os Artistas Unidos retomam agora, 23 anos depois, um espectáculo criado por António Simão a partir da novela de Bohumil Hrabal, autor maior. Não é uma reposição, é uma revisão da matéria dada.

 

Em Praga, há uma cave. Brilhante como uma gruta de tesouros. Sombria e suja como um esgoto. Nessa cave há milhares de livros, centenas de ratos, visões passageiras e palavras que tornam o mundo grande. E há um homem, Hanta. Que há 30 anos empurra afectuosamente os livros, os mais belos e mais banais, para a prensa que os tritura e transforma em cubos de papel. Mas Hanta é um “carniceiro terno”. Sabe salvaguardar as palavras guardando-as na memória, para que elas brilhem que nem sóis, e para que esses sóis o ajudem a ver como pode ser a vida de um homem. Por entre a poeira, o suor e o cheiro a cerveja que não pára de beber, Hanta fala-nos.

 

Evelyne Pieiller

Fotografia © Jorge Gonçalves

 

 

NESTES ÚLTIMOS TEMPOS de Jorge Gonçalves


Na Casa da Cultura de Setúbal de 1 de Fevereiro a 1 de Março

 

São retratos, são cenas de peças, são planos gerais, são cenas de conjunto, são momentos. Jorge Gonçalves fotografa-nos  desde 1998. E agora, depois de exposição do Teatro da Politécnica, começamos a mostrá-los nos locais nossos amigos. Tanta gente, nestes últimos tempos. Com o coração.

 

Jorge Silva Melo

 

Fotografia © Jorge Gonçalves

 

 

 

 

VIDAS ÍNTIMAS de Noël Coward Tradução Miguel Esteves Cardoso Com Rúben GomesRita DurãoTiago MatiasVânia RodriguesIsabel Muñoz Cardoso Cenografia Rita Lopes Alves e José Manuel Reis Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Som André Pires Apoio Musical Rui Rebelo Encenação Jorge Silva Melo Produção Artistas Unidos Co-Produção Teatro Nacional São João e Centro Cultural de Belém M12

VIDAS ÍNTIMAS de Noël Coward_6_melhor.JPG

 



No Teatro-Cine de Torres Vedras a 28 de Fevereiro de 2020

Em Torres Novas, no Teatro Virgínia a 29 de Fevereiro de 2020

No CCB – Centro Cultural de Belém de 4 a 9 de Março de 2020


Devem ser muito raras as pessoas que são completamente normais, lá no fundo das vidas privadas de cada um. Tudo depende de um dado conjunto de circunstâncias. Se todas as geringonças cósmicas se fundem ao mesmo tempo e se solta a faísca certa, sabe-se lá o que uma pessoa não será capaz de fazer.

 

Noël Coward, Vidas Íntimas

 

"A frivolidade só é frívola para aqueles que não são frívolos", diz a Madame De na obra-prima de Max Ophüls. E podia aplicar-se a este teatro de dinner jackets, champanhe, rosas, camélia e muita malícia. Mas vistas agora estas Private Lives são uma das mais cruéis análises das relações matrimoniais. Sob a doçura de uma primavera na Cote d´Azur quanto veneno, quanta maldade, quanto amor perdido? Uma obra-prima que queremos revisitar, um grande autor "menorizado" e fundamental. Depois de Pinter, Williams, Miller, quem? E com um sorriso de compreensão pelas fraquezas humanas.

Jorge Silva Melo

 

Fotografia © Jorge Gonçalves

 

 

A VOZ DOS POETAS

leituras de poesia portuguesa pelos Artistas Unidos


Na Biblioteca da Imprensa Nacional (Rua da Escola Politécnica) vamos ler poesias de alguns poetas editados pela INCM. Porque gostamos de dar a voz aos poetas, voz alta.

 

Na Biblioteca da Imprensa Nacional, às 18h30:

16 de Março de 2020 – Marcos Foz por Nuno Gonçalo Rodrigues e Jorge Silva Melo.

 

 

EM VOZ ALTA

os nossos poetas

leituras de poesia portuguesa pelos Artistas Unidos

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Eu gosto de ler em voz alta, eu gosto de ouvir poesia lida pelos actores com quem trabalho, eu gosto de poesia lida para várias pessoas, eu gosto de leituras de poesia, ver gente, sentir gente à volta das palavras suspensas do poeta.

 

Em Setúbal, na Casa da Cultura, às 21h30

26 de Março – Marcos Foz e Sebastião Belfort Cerqueira por Nuno Gonçalo Rodrigues e Jorge Silva Melo.

 

Projeto multidisciplinar da Rede Azul – Rede de Teatros do Algarve sobre António Aleixo sobe ao palco do Cineteatro Louletano

 

No próximo dia 28 de fevereiro, sexta-feira, pelas 21h30, o Cineteatro Louletano apresenta a coprodução “Diz-me, António”, projeto multidisciplinar que une dança contemporânea, hip hop e spoken word, com cocriação e interpretação de Armando Correia, declamador, Carolina Cantinho, coreógrafa e bailarina, e Pedro Pinto, músico. “Diz-me, António” é uma encomenda da Rede Azul – Rede de Teatros do Algarve, cofinanciada pelo Programa 365 Algarve, que se inspira no universo de António Aleixo, num tributo à sua obra aos 120 anos do seu nascimento. Trata-se de um diálogo criativo entre movimento, música e palavra dita em busca de uma poética da performance, em que três criadores/intérpretes se reúnem a refletir sobre o incontornável poeta algarvio.

Durante o dia 28 de fevereiro, sexta-feira, os criadores de “Diz-me, António” promovem paralelamente um workshop de palavra e movimento com início às 10h00 e término às 13h00, em Loulé, em local a designar. Este formato pretende envolver elementos da comunidade – dos 8 aos 80 anos – para exploração da palavra, do corpo, da voz e da música, de modo a que os participantes integrem depois o espetáculo a realizar no Cineteatro às 21h30.

Previsto está também um mini-roteiro por locais emblemáticos do património cultural de Loulé onde Aleixo passou parte do seu tempo e da sua vida, dinamizado pela empresa Eating Algarve Food Tours e a ocorrer também no dia 29 com início às 18h30 e duração de 90 minutos. Assim, prevê-se como ponto de encontro o Arquivo Municipal, a última casa do Poeta, o Pólo Museológico dos Frutos Secos, o Jardim dos Amuados, o Cineteatro Louletano, o Mercado Municipal e, por fim, o Café Calcinha onde se encontra uma estátua de homenagem ao mesmo. A participação é gratuita, requerendo inscrição prévia pelos contactos: 289414604 / cinereservas@cm-loule.pt

 

O espetáculo no Cineteatro Louletano, cuja produção é assegurada pela Associação Arquente, tem a duração prevista de 50 minutos, é indicado para maiores de 12 anos de idade e tem um custo associado por pessoa de 5 € (sem descontos aplicáveis), com lotação limitada. No final há conversa com o público e a equipa artística.

Para mais informações e reservas os interessados podem contactar o Cineteatro Louletano pelo telefone 289 414 604 (terça a sexta-feira, das 13h00 às 18h00) ou pelo email cinereservas@cm-loule.pt. Além disso, podem consultar toda a programação na sua página de Facebook ou no seu renovado website http://cineteatro.cm-loule.pt, ambos em permanente atualização, bem como a sua conta no instagram (cineteatrolouletano), existindo também a possibilidade de compra de ingressos nos locais aderentes ou on-line através da plataforma BOL, em https://cineteatrolouletano.bol.pt

O Cineteatro Louletano é uma estrutura cultural no domínio das artes performativas do Município de Loulé e está integrado na Rede Azul – Rede de Teatros do Algarve e na Rede 5 Sentidos.

 

 

CML/GAP /RP

Uma comédia explosiva! | Casino Estoril

ESPECTÁCULO

CARTAS NA MESA

COM CARLOS AREIA

Uma comédia explosiva! Um original francês (Strip Poker) do autor Jean-Pierre Martinez, um texto de uma das melhores escolas de comédia, sobe a palco com a encenação de Carlos Areia.

 

AUDITÓRIO CASINO ESTORIL - 27 e 28 FEVEREIRO - 21h30

 

No elenco, estão Carlos Areia, João Amiano, Patrícia Candoso e Rosa Bela.

 

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Performance "Cerco" - 22 de Fevereiro, 22h - Casa da Cultura, Setúbal

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O Teatro Estúdio Fontenova vai estrear a 22 de Fevereiro de 2020, às 22h, na Casa da Cultura, "cerco" a sua primeira performance de 2020  
a convite da Casa da Cultura. Esta performance está integrada no ciclo Duplicidades, apresentando-se de seguinda às 23h00, Disruption Ensemble • Portrait Concert

Sinopse:  Ocupámos as terras, delimitámo-las, fechámo-las cada vez mais, até para quem sempre viveu delas. E como reagiu o nosso corpo a estes “cercos”? Foi-se fechando também, nele mesmo, e na sua ligação à terra. Corpo e Terra, dois lugares que habitamos, como não pensar neles de forma intrinsecamente ligada? Olhamos para o Alentejo, para Setúbal, para movimentos indígenas que questionam a violência para com terra e a violência para com o corpo da mulher, questionámos mulheres à volta do mundo na sua ligação corpo-terra, questionámos as nossas próprias ligações, bebemos das investigações académicas de Silvia Federici e do conceito de Marx de “cercamento”. Assim, cercámos corpos, palavras, memórias e movimentos descobrindo que precisamos de os devolver, mais livres e mais abertos.

“Dizemos Mãe Terra… é a nossa mãe, e nós somos os filhos, e tudo entre nós e a terra é o nosso cordão umbilical. Então… se violarmos a terra, violamos estas coisas… envenenamo-nos.” Laura Red Elk (Pueblo Pintado)

Criação e Interpretação: Eduardo Dias e Patrícia Paixão | DesignVídeo e Operação Técnica: Leonardo Silva | Agradecimentos: Amala Oliveira, Anna Luňaková, Bitasta Das, Iliana Martinez, Luis Junqueira, Shahd Wadi, Silvia Floresta, Tatiana Zalla, Tio Rex (Tema "BOM DIA! e Outros Pensamentos") | Produção: Graziela Dias   

Local: Casa da Cultura – Sala José Afonso (1ºpiso)
Reservas: 265 236 168 . casacultura@mun-setubal.pt / lotação muito limitada

Duração aprox: 40 min.
Organização: CMS . TEFN

Artistas Unidos em Fevereiro de 2020

Em Fevereiro, os Artistas Unidos continuam a carreira de A MÁQUINA HAMLET de Heiner Müller, até 22 de Fevereiro no Teatro da Politécnica. Já amanhã inauguramos a exposição NESTES ÚLTIMOS TEMPOS de Jorge Gonçalves na Casa da Cultura em Setúbal, de 1 de Fevereiro a 1 de Março. Continua a digressão de VIDAS ÍNTIMAS de Noël Coward. E temos mais um mês de leituras de poesia EM VOZ ALTA, a 15 de Fevereiro Lia Gama e Luís Lucas lêem António Ramos Rosa.

 

A MÁQUINA HAMLET de Heiner Müller Tradução Maria Adélia Silva Melo e Jorge Silva Melo Com Américo SilvaAndré LoubetHugo TouritaInês PereiraJoão Estima, João Madeira, João Pedro Mamede e José Vargas Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Música original João Madeira Luz Pedro Domingos Assistência de Encenação Inês Pereira Encenação Jorge Silva Melo M12

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No Teatro da Politécnica de 15 de Janeiro a 22 de Fevereiro
3ª e 4ª às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | Sáb às 16h00 e 21h00

Quero habitar nas minhas veias, na medula dos meus ossos, no labirinto do meu crânio.
Heiner Müller, A Máquina Hamlet

Um homem ergue-se das ruínas da história para anunciar que foi Hamlet. Para escapar à violência cíclica e contínua da história, o passado é questionado e desconstruído. Longe da narrativa psicológica, a paisagem da revolução traída. "O slogan da era Napoleónica ainda se aplica: Teatro é a Revolução em marcha."

Ainda li este texto manuscrito, passado clandestinamente da antiga RDA até à casa de Jean Jourdheuil no Bolulevard St Germain, em Paris onde tantas noites ouvi Heiner conversar bebendo uísque e café até nascer o dia. Traduzi-o então (1977?), no rescaldo do 25 de Novembro, quando sobre os nossos desejos se erguia a asa da normalização democrática. Li-o vezes sem conta, voltei a traduzi-lo. E eis que chega a altura de o lembrar. De o fazer com actores novos com quem quero conversar sobre o que perdemos, o que quisemos, o que tentámos, o que traímos, o que não soubemos, o preço desta vida que lhes deixamos, e as mulheres. E claro, convosco, falar da Esperança, imensa Maldição. Volto a Heiner Müller como quem volta àquelas longas conversas na cozinha do Jean. “Olha, já é manhã! Temos de ir dormir!”

JSM

NESTES ÚLTIMOS TEMPOS de Jorge Gonçalves


Na Casa da Cultura de Setúbal de 1 de Fevereiro a 1 de Março

São retratos, são cenas de peças, são planos gerais, são cenas de conjunto, são momentos. Jorge Gonçalves fotografa-nos  desde 1998. E agora, depois de exposição do Teatro da Politécnica, começamos a mostrá-los nos locais nossos amigos. Tanta gente, nestes últimos tempos. Com o coração.

Jorge Silva Melo

Fotografia © Jorge Gonçalves

VIDAS ÍNTIMAS de Noël Coward Tradução Miguel Esteves Cardoso Com Rúben GomesRita DurãoTiago MatiasVânia RodriguesIsabel Muñoz Cardoso Cenografia Rita Lopes Alves e José Manuel Reis Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Som André Pires Apoio Musical Rui Rebelo Encenação Jorge Silva Melo Produção Artistas Unidos Co-Produção Teatro Nacional São João e Centro Cultural de Belém M12

Em Leiria, no Teatro José Lúcio Silva a 6 de Fevereiro de 2020

Em Coimbra, no Convento São Francisco a 8 de Fevereiro de 2020

Em Viana do Castelo, no Teatro Sá de Miranda a 15 de Fevereiro de 2020

Em Viseu, no Teatro Viriato a 21 e 22 de Fevereiro de 2020

No Teatro-Cine de Torres Vedras a 28 de Fevereiro de 2020

Em Torres Novas, no Teatro Virgínia a 29 de Fevereiro de 2020

VIDAS ÍNTIMAS de Noël Coward - fotografia de Jor

 

Devem ser muito raras as pessoas que são completamente normais, lá no fundo das vidas privadas de cada um. Tudo depende de um dado conjunto de circunstâncias. Se todas as geringonças cósmicas se fundem ao mesmo tempo e se solta a faísca certa, sabe-se lá o que uma pessoa não será capaz de fazer.

Noël Coward, Vidas Íntimas

"A frivolidade só é frívola para aqueles que não são frívolos", diz a Madame De na obra-prima de Max Ophüls. E podia aplicar-se a este teatro de dinner jackets, champanhe, rosas, camélia e muita malícia. Mas vistas agora estas Private Lives são uma das mais cruéis análises das relações matrimoniais. Sob a doçura de uma primavera na Cote d´Azur quanto veneno, quanta maldade, quanto amor perdido? Uma obra-prima que queremos revisitar, um grande autor "menorizado" e fundamental. Depois de Pinter, Williams, Miller, quem? E com um sorriso de compreensão pelas fraquezas humanas.

Jorge Silva Melo

Fotografia © Jorge Gonçalves

 

EM VOZ ALTA

os nossos poetas

leituras de poesia portuguesa pelos Artistas Unidos

 

Eu gosto de ler em voz alta, eu gosto de ouvir poesia lida pelos actores com quem trabalho, eu gosto de poesia lida para várias pessoas, eu gosto de leituras de poesia, ver gente, sentir gente à volta das palavras suspensas do poeta.

 

Em Cascais, na Casa Sommer, às 18h30:
Sábado, 15 de Fevereiro - António Ramos Rosa por 
Lia Gama e Luís Lucas.

Baixa da Banheira: Teatro para bébés “Bebeethoven” no Fórum Cultural

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O Fórum Cultural José Manuel Figueiredo recebe, a 1 de fevereiro, às 16:00h e às 17:15h, o teatro “Bebeethoven”, pela Lua Cheia Teatro, no âmbito do projeto municipal “De Pequenino”.

 

Se a alegria fosse um hino, teria o sorriso de um bebé. Se todas as horas de brincadeira fossem eternas seriam fugas em compasso composto, cheias de stacattos e rondós de cores livres. Nesta música, que é a vida, podemos ser nós os maestros e, os silêncios que vivem em nós, terem o som dos pensamentos.

Beethoven nunca descuidou as emoções. Tratou-as com cuidado para que se tornassem livres. O desassossego de não ser capaz de ouvir as músicas que criava, numa ansiedade de génio que gritava através de melodias, deixou uma marca intemporal da sua verdade.

 

Criação e Encenação: Sandra José | Interpretação: Carolina Picoito Pinto, Maria João Trindade e Sandra José | Apoio à Cenografia: Ricardo Trindade | Imagem e Design Gráfico: Hugo Merino Ferraz | Coprodução Lua Cheia teatro para todos / Sandra José.

 

Dirigido a bebés dos 3 aos 36 meses, a peça tem entrada gratuita, mediante inscrição prévia (lotação por sessão: 20 crianças e acompanhantes)

 

Reserva de Bilhetes:
Fórum Cultural José Manuel Figueiredo
Rua José Vicente, Baixa da Banheira
Tel. 210888900
Horário da Bilheteira:

De 3ª a sábado – 14:30h às 19:30h

Dias de espetáculo e cinema – uma hora antes do início do espetáculo ou sessão.

As reservas podem ser levantadas, no máximo, até 1h antes do início do espetáculo, com um limite de cinco bilhetes por reserva.

Teatro no Fórum Cultural, na Baixa da Banheira: “Jogos de Enganos” pelo Grupo Ensaiarte

Teatro no Fórum Cultural, na Baixa da Banheira

“Jogos de Enganos” pelo Grupo Ensaiarte

 

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No dia 31 de janeiro, às 21:30h, sobe ao palco do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, a peça “Jogos de Enganos”, uma adaptação de “Le Malade Imaginaire”, de Molière, pelo Grupo de Teatro Ensaiarte, com direção e encenação de Célia Figueira.

Dirigida a maiores de seis anos, a peça tem entrada gratuita, mediante levantamento dos bilhetes.

 

Um doente que não o é; uma esposa que procura a chave da fortuna na alcova do marido, quase defunto; um notário que tem a pretensão da sabedoria; dois médicos num só, incultos e soberbos; dois pretendentes opostos; duas gémeas de idades diferentes; um irmão adotado, parecido com o jovem apaixonado; duas criadas no centro dos “Jogos de Enganos”, perspicazes e honestas, que ganham o desenrolar da ação.

 

Direção e encenação: Célia Figueira

Elenco: Daniel Ribeiro; Eliana Rita; AnaTé Ruas; Marta Rocha; Miguel Reis; Nuno; Paulinha Pereira; Pedro Sottomayor; Sara Oliveira; Vanessa Raminhos; Victor Peres.

Reserva de Bilhetes:
Fórum Cultural José Manuel Figueiredo
Rua José Vicente, Baixa da Banheira
Tel. 210888900
Horário da Bilheteira:

De 3ª a sábado – 14:30h às 19:30h

Dias de espetáculo e cinema – uma hora antes do início do espetáculo ou sessão.

As reservas podem ser levantadas, no máximo, até 1h antes do início do espetáculo, com um limite de cinco bilhetes por reserva.

Passatempo - ALMA | Teatro Aberto - 2 de Fevereiro

O Blog Cultura de Borla em parceria com o TEATRO ABERTO tem bilhetes duplos para a peça ALMA para o dia 2 de Fevereiro às 16h aos primeiros leitores que de 5 em 5 participações:

 

 Enviem um email para o culturadeborla@sapo.pt com a frase "Eu quero ver ALMA com o Cultura de Borla" com nome, BI e nº de telefone.

 

Só é aceite uma resposta válida por endereço de e-mail e por concorrente pelo que não adianta enviar mais do um e-mail.

Excepto em casos de força maior que deverão ser atempadamente comunicados através do email culturadeborla@sapo.pt, contamos que os participantes aproveitem os bilhetes que ganharam, portanto concorra apenas se tem a certeza que pode estar presente.

 

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SINOPSE 

«Eles não sabem nada
Sobre nós não sabem nada
Não percebem mesmo nada»
Diz o rapaz, imobilizado numa cama, referindo-se aos adultos.
Dois amigos visitam-no e tentam perceber o que se passou.
Mas as palavras perdem sentido. As imagens nas redes sociais falam mais alto e mais depressa.
Os três guardam segredos, que os afastarão de forma violenta. Até aparecer uma desconhecida, tão isolada quanto eles, que parece deter a palavra mágica para abrir a “caverna”.
Alma é a história de quatro adolescentes em busca de um futuro que apazigue o vazio dos dias.

 

FICHA ARTÍSTICA 

DRAMATURGIA
Cristina Carvalhal e Pedro Filipe Marques
ENCENAÇÃO
Cristina Carvalhal
CENÁRIO E FIGURINOS
Ana Vaz
VÍDEO
Pedro Filipe Marques
DESENHO DE LUZ
Cárin Geada
SONOPLASTIA
Sérgio Delgado
ASSISTÊNCIA DE ENCENAÇÃO
David dos Santos
INTERPRETAÇÃO
Bernardo Lobo Faria | Bruna Quintas | Guilherme Moura | Sofia Fialho



ESPECTÁCULOS 
4ª, 6ª e Sábado às 21h30 

5ª às 19h

Domingo às 16h 
Sala Vermelha
EM CENA  

M/16 

 

BILHETEIRA
4ª a Sábado das 14h às 22h00; Domingo das 14h às 19h 
Reservas 213 880 089 ou bilheteira@teatroaberto.com  
www.bol.pt | FNAC | ABEP | CTT | El Corte Inglés (Lisboa e Gaia)  

Passatempo "DESPIDOS" - Teatro Contra-Senso

O Blog Cultura de Borla em parceria com Teatro Contra - Senso  tem bilhetes duplos para a peça de teatro "DESPIDOS" pelo Teatro Contra - Senso no para os dias 2, 6, 7, 8 e 9 de Fevereiro na Biblioteca de Marvila aos primeiros leitores que de 5 em 5 participações:

 

- enviem um mail para culturadeborla@sapo.pt com a frase "Eu quero ver "DESPIDOS" com o Cultura de Borla" com nome, BI e nº de telefone e sessão pretendida.

Só é aceite uma resposta válida por endereço de e-mail e por concorrente pelo que não adianta enviar mais do um e-mail.

Excepto em casos de força maior que deverão ser atempadamente comunicados através do email culturadeborla@sapo.pt, contamos que os participantes aproveitem os bilhetes que ganharam, portanto concorra apenas se tem a certeza que pode estar presente.

 
TEATRO

“Despidos”

Teatro Contra-Senso

 

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1 e 2; 6, 7, 8 e 9 Fevereiro de 2020

Quinta a Sábado, 21h30

Domingo, 17h30

Biblioteca de Marvila - Lisboa

 

A partir de 1 de Fevereiro, na Biblioteca de Marvila

 

Teatro Contra-Senso estreia “Despidos”

 

O Teatro Contra-Senso apresenta o seu primeiro espectáculo de 2020, na Biblioteca de Marvila, em Lisboa, a partir de 1 de Fevereiro. “Despidos” tem por base histórias pessoais de cada um dos elementos do elenco.

 

Sinopse:

No palco, despido, oito intérpretes libertam-se de máscaras e de filtros e despem as suas almas. Através de relatos autobiográficos e depoimentos verídicos, desvendam as suas histórias de vida, sonhos e memórias. A essência do que cada um é. Ora enfrentando os seus fantasmas, ora rindo deles próprios.

Neste espectáculo de não ficção, os actores deixam de ser actores e mostram-se tal como são. Na sua glória e na sua decadência. Na luz e na sombra. Na tristeza e na alegria.

Com verdade, esta gente de verdade fala da sua vida, mergulha na sua intimidade e revela episódios que irão surpreender até mesmo os que lhe são próximos.

 

 

O Teatro Contra-Senso é um grupo de teatro amador, sediado em Marvila, que em 2020 completa 23 anos de vida.

 

Cartaz e fotografias neste link: https://we.tl/t-25wJQ7XkJL 

 

Concepção e Direcção: Sónia Castro

Textos e Interpretação: Alexandre Neves, Artur Silva Albano, Carolina Duarte, Gonçalo Narciso, Marina Subtil, Matilde Silva, Samuel Pacheco, Sónia Castro

Figurinos: Colectivo

Som: Adriana Martins

Luz: Francisco Pinto

Vídeo: Bruno Amaral, Marina Subtil

Fotografia: Mariano Teixeira

Design: Catarina Silva

 

 

Bilhetes: 5€

Reservas: reservas@contrasenso.com

 

1 e 2; 6, 7, 8 e 9 Fevereiro de 2020

Quinta a Sábado, 21h30

Domingo, 17h30

 

Biblioteca de Marvila

Rua António Gedeão

1950-374 Lisboa