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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Cinema Infantil no Fórum Cultural: “Uma Aventura do Outro Mundo”

 

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O Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, recebe, no dia 27 de outubro, pelas 11:00h, a sessão de cinema infantil “Uma Aventura do Outro Mundo”, de Christoph & Wolfgang Lauenstein. Destinada a famílias e crianças maiores de 6 anos, esta sessão tem entrada gratuita, mediante levantamento de bilhetes a partir de dia 4 de outubro.

 

O filme apresenta a história de Luís, um rapaz solitário de 12 anos que vê a sua vida transformada quando conhece Nag, Wabo e Mog, três alienígenas amorosos, mas muito trapalhões, cuja nave se despenhou no seu quintal. Fascinado com o que acaba de encontrar, torna-se imediatamente seu amigo. Mas, infelizmente, sabe que tem de os proteger de um inimigo mortal: o seu próprio pai, um ovnilogista convicto de que extraterrestres são seres muito perigosos.

Realizada pelos irmãos Wolfgang e Christoph Lauenstein (vencedores do Óscar, em 1990, para Melhor Curta-metragem de animação com "Balance"), é uma comédia animada para toda a família.

 

Reserva de Bilhetes:
Fórum Cultural José Manuel Figueiredo
Rua José Vicente, Baixa da Banheira
Tel. 210888900
Horário da Bilheteira:

De 3ª a sábado – 14:30h às 19:30h

Dias de espetáculo e cinema – uma hora antes do início do espetáculo ou sessão. Os bilhetes podem ainda ser reservados através do telefone 210 888 900, no horário de funcionamento da bilheteira. As reservas podem ser levantadas, no máximo, até 1h antes do início do espetáculo, com um limite de cinco bilhetes por reserva.

"O Labirinto da Saudade" de Miguel Gonçalves Mendes nomeado na categoria de Melhor Filme Ibero-Americano

Colômbia: Prémios Macondo

“O Labirinto da Saudade” de Miguel Gonçalves Mendes nomeado na categoria de Melhor Filme Ibero-Americano

 

“O Labirinto da Saudade”, documentário do realizador português Miguel Gonçalves Mendes, integra a lista de 10 filmes nomeados para os Prémios Macondo da Academia Colombiana de Artes e Ciências Cinematográficas na categoria de Melhor Filme Ibero-Americano, que estreia nesta edição. 

Competirá com filmes também fortemente aclamados pela crítica como “Campeones” de Javier Fresser (Espanha), “Roma” de Alfonso Cuarón (México), “Rojo” de Benjamín Naishtat (Argentina), “Averno” de Marcos Loayza (Bolívia), “Sueño Florianópolis” de Ana Katz (Brasil), “Cenizas” de Juan Sebastián Jácome (Equador), “Las Herederas” de Marcelo Martinessi (Paraguai), “El Silencio Del Viento” de Álvaro Aponte-Centeno (Porto Rico) e “La Familia” de Gustavo Rondón Córdova (Venezuela).

“O Labirinto da Saudade” é uma adaptação da obra homónima de Eduardo Lourenço que se estreou em maio de 2018, tendo vencido, em 2019, o Prémio Sophia na categoria de Melhor Documentário em Longa-Metragem.

A oitava edição dos Prémios Macondo acontece, pela primeira vez na cidade de Medellín, na Colômbia, na Caja de Madela de la Plaza Mayor.  Em breve será divulgada a lista final de nomeados. A cerimónia de entrega de Prémios terá lugar no dia 9 de novembro.

Sinopse

Miguel Gonçalves Mendes adapta ao cinema “O Labirinto da Saudade”, uma das obras mais lúcidas da cultura portuguesa, numa viagem única pelo interior de uma mente brilhante. Aos 94 anos, o escritor e filósofo Eduardo Lourenço projeta pelos espaços da sua memória as perguntas que até hoje nele perduram. Que traumas nos definiram enquanto povo? Quem somos? O que fizemos? Que atrocidades cometemos? Quais os caminhos que podemos seguir? Estas questões são o ponto de partida para “O Labirinto da Saudade”, um filme sobre uma "nação condenada desde a sua origem a esgotar-se em sonhos maiores do que ela própria”, mas também a celebração da vida e obra de um dos maiores autores da cultura Portuguesa.

Narrado e protagonizado pelo próprio Eduardo Lourenço, o documentário percorre os corredores da sua memória e da história de Portugal. Pelo caminho, cruza-se com fantasmas do nosso passado e amigos do seu presente - figuras marcantes da cultura lusófona como Álvaro Siza Vieira, José Carlos Vasconcelos, Diogo Dória, Gonçalo M. Tavares, Lídia Jorge, Ricardo Araújo Pereira e Gregório Duvivier, que assumem o papel de interlocutores e condutores das reflexões escritas no livro.

 

'Tristeza e Alegria na Vida das Girafas', de Tiago Guedes, dia 21 novembro nos cinemas

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Do realizador Tiago Guedes

‘TRISTEZA E ALEGRIA NA VIDA DAS GIRAFAS’
CHEGA ÀS SALAS DE CINEMAS NACIONAIS
A 21 DE NOVEMBRO

Tristeza e Alegria na Vida das Girafas’, de Tiago Guedes, chega às salas de cinema nacionais a 21 de novembro, depois do recém-estreado e premiado filme 'A Herdade'.

Baseado na peça de teatro homónima, do encenador e produtor Tiago Rodrigues, ‘Tristeza e Alegria na Vida das Girafas’conta com as interpretações de Maria Abreu, Tónan Quito, Miguel Borges, Miguel Guilherme, Romeu Runa, Gonçalo Waddington, entre outros atores.

Com banda sonora original de Manel Cruz, o filme conta a história de uma menina de 10 anos que atravessa a cidade de Lisboa em busca da única pessoa que pode ajudá-la: o primeiro ministro. A perceção da realidade social e política é desafiada, através da voz de uma criança que apresenta um trabalho escolar e empreende a tarefa enciclopédica de tentar explicar o mundo.

Desse estranho mundo chamado Lisboa fazem parte a crise económica, a aventura heroica de um urso de peluche com tendências suicidas chamado Judy Garland, o Discovery Channel, um pantera-negra, o dicionário escolar da editora Sampaio, o dramaturgo russo Anton Tchekhov e uma menina alta demais para a sua idade, a quem a mãe chamava girafa. Mergulhado nas trevas esperançosas do imaginário infantil, esta história revela medo pelo que as crianças pensam e raiva pelo que os adultos fazem.

Com antestreia na edição deste ano do IndieLisboa e tendo estreado internacionalmente em competição, no México, no Guadalajara International Film Festival, 'Tristeza e Alegria na Vida das Girafas' vai estar em outubro na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Trata-se da quarta longa-metragem de Tiago Guedes, depois de ‘A Herdade’, ‘Entre os Dedos’ (2008) e ‘Coisa Ruim’ (2006), entre outros filmes que fez para televisão, como ‘Alta Fidelidade’ (2000), séries de televisão como ‘Odisseia’ (2013) e ‘Noite Sangrenta’ (2010), para além de trabalhos em teatro como encenador, nomeadamente 'PillowMan', de Martin McDonagh (2006), 'Blackbird', de David Harrower (2009), 'Os Belos Dias de Aranjuez', de Peter Handke (2014), 'O Pato Selvagem', de Enrik Ibsen (2016), 'Órfãos', de Dennis Kelly (2017) e 'A Matança Ritual de Gorge Mastromas', de Dennis Kelly (2019).
 

SINOPSE:
‘Tristeza e Alegria na Vida das Girafas’ conta história de uma menina de 10 anos que atravessa a cidade de Lisboa em busca da única pessoa que pode ajudá-la: o primeiro ministro. A perceção da realidade social e política é desafiada, através da voz de uma criança que apresenta um trabalho escolar e empreende a tarefa enciclopédica de tentar explicar o mundo. Desse estranho mundo chamado Lisboa fazem parte a crise económica, a aventura heroica de um urso de peluche com tendências suicidas chamado Judy Garland, o Discovery Channel, um pantera-negra, o dicionário escolar da editora Sampaio, o dramaturgo russo Anton Tchekhov e uma menina alta demais para a sua idade, a quem a mãe chamava girafa. Mergulhado nas trevas esperançosas do imaginário infantil, esta história revela medo pelo que as crianças pensam e raiva pelo que os adultos fazem.

Há um novo festival internacional de cinema em Portugal - 12 de outubro e acontece no rooftop do Terminal de Cruzeiros de Lisboa

O mais prestigiado festival de cinema de desporto ao ar livre chega finalmente a Portugal

BANFF CENTRE MOUNTAIN FILM FESTIVAL WORLD TOUR EM PORTUGAL NO DIA 12 DE OUTUBRO

 

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Festival chega pela mão do hub criativo de coworking Heden e terá lugar no rooftop do novo Terminal de Cruzeiros de Lisboa

É a notícia que todos os fãs de cinema de desporto ao ar livre esperavam: a Banff Centre Mountain Film Festival World Tour chega finalmente a Portugal. Depois do Canadá, Estados Unidos, África do Sul, China, Líbano, Chile, Nova Zelândia e Antártica, entre outros destinos, o mais prestigiado festival de cinema do género instala-se pela primeira vez no nosso país, com o apoio do Heden, hub criativo de coworking sediado em Lisboa.

A 12 de outubro, o rooftop do Terminal de Cruzeiros de Lisboa recebe a primeira edição portuguesa do evento, onde serão apresentados oito dos 36 filmes que compõem a Banff Centre Mountain Film Festival World Tour 2018/2019: Rogue Elements: Corbet’s Couloir; Brothers of Climbing; The Moment; For The Love of Mary; This Mountain Life: Coast Range Traverse Segment; Surface; RJ Ripper e Reel Rock 12: Break On Through.

Bilhetes à venda em ticketline.pt.

Mark Louie, Program Coordinator do Banff Centre Mountain Film Festival, refere que “Portugal é um país rico em serra e mar que muito tem atraído os amentes do desporto de aventura, nacionais e internacionais. Acreditamos que a chegada do Banff Centre Mountain Film Festival a Portugal é a afirmação dessa tendência pelo que esperamos contribuir para a valorização da riqueza e a diversidade natural do país, elevando Portugal como destino de eleição para os amantes desta prática”, conclui.

Para Laszlo Varga, Founding Partner do Heden, “é um enorme orgulho trazer pela primeira vez a Portugal um evento tão prestigiado e que mobiliza um número cada vez maior de amantes do desporto outdoor em todo o mundo”. Sobre a ligação do hub criativo de coworking Heden a este festival, Laszlo Varga explica que “no Heden somos muito mais do que uma rede de espaços de coworking. Queremos ter uma participação ativa na cidade e junto dos públicos que nos seguem. Para além disso, vamos lançar, ainda em 2019, um novo espaço, num dos edifícios do novo Terminal de Cruzeiros de Lisboa, pelo que escolhemos esta zona para acolher este festival, uma zona que está a crescer muitíssimo e onde deverão acontecer cada vez mais eventos e iniciativas relevantes para a cidade”.

Banff é uma cidade no Banff National Park em Alberta, Canadá, e um dos melhores destinos de ski e de desporto de ar livre do mundo. O Banff Centre Mountain Film and Book Festival é um festival anual, realizado durante o mês de novembro, desde 1976. Todos os anos, cineastas de todo o mundo submetem perto de 400 filmes a concurso. Ao longo do tempo o festival evoluiu para se tornar uma celebração mundial de estórias ligadas ao meio ambiente, ecologia e procura da aventura.

A World Tour do Banff Centre Mountain Film Festival leva Banff a públicos de todo o mundo. Depois do festival de novembro em Banff, uma seleção dos melhores filmes faz uma tournée por vários países à volta do mundo, e agora também por Portugal. Anualmente a seleção de filmes viaja por mais de 40 países e atinge uma audiência superior a 550,000 pessoas em mais de 1,300 sessões. As organizações acolhedoras criam um programa que consiste numa seleção de filmes de exploração e aventura, cultura e ambiente, e desporto de ar livre.

 

Morada:

Doca Jardim do Tabaco

Av. Infante Dom Henrique

1100-651 Lisboa

 

 

“Era uma vez em Goa” no Museu do Oriente

Sessões de cinema gratuitas

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Uma sessão dedicada ao realizador Dnyanesh Moghe, a 27 de Setembro, e um conjunto de curtas-metragens provenientes dos arquivos do Exército Português, da RTP e da Filmoteca Española, no dia 29, encerram o ciclo de cinema “Era uma vez em Goa” no Museu do Oriente. A entrada é gratuita.

 

Desvendando olhares sobre este território, antes e imediatamente após a integração na Índia, em 1961, os filmes e documentários apresentados revelam perspectivas de realizadores portugueses e goeses que problematizam a sua complexidade identitária e cultural. 

 

A 27 de Setembro, “Ranmale” e “Digant” (2012), ambos de Dnyanesh Moghe, focam as tradições e cultura goesas. “Ranmale” é um filme de 10 minutos sobre a dança ritual homónima integrada na celebração da invocação Garane, em que participa toda a aldeia. Já “Digant” conta a história de um pastor, chefe de uma família, que deambula na floresta com as suas ovelhas, acompanhado pelo filho pequeno. Este pastor pertence a uma tribo nómada e, morar permanentemente numa casa, é algo estranho para ele e para a comunidade a que pertence. Por insistência de um professor, o seu filho começa a frequentar a escola, quando cresce, sonha tornar-se arquitecto enquanto Pangim, onde estuda, se transforma também, rapidamente.

 

A sessão de dia 29 reúne curtas-metragens de arquivo relativas a Goa, provenientes da Rádio e Televisão Portuguesa, do Centro de Audiovisuais do Exército (CAVE) e da Filmoteca Española.

 

Filmado por ocasião das comemorações do centenário de S. Francisco Xavier, “En la India Portuguesa: Goa de Ayer y de Hoy” (1952), cedido pela Filmoteca Española, atesta como o regime de Franco apoiou a política colonial do Estado Novo. De seguida, a “Operação de Segurança no Estado da Índia” (1952), disponibilizado pelo Centro de Audiovisuais do Exército Português, conta a versão do Estado Novo sobre os acontecimentos junto à fronteira que, em 1955, aumentaram a tensão entre o regime português e o governo indiano. Segue-se “Rumo à Índia” (1959), de Miguel Spiguel, uma curta-metragem que mostra a chegada de tropas ao território. Em parceria com a RTP, será apresentada, depois, uma selecção de materiais do arquivo da televisão pública: “Chuvas de Monção em Goa”, “Natal dos Soldados Portugueses em Pangim”, “Manuel Vassalo e Silva é Distinguido na Índia” e “Chegada de Refugiados a Lisboa”. “Honra à Índia Portuguesa” (1961), de Perdigão Queiroga, é a última curta a ser exibida neste ciclo. Esta é uma edição especial da série de actualidades cinematográficas de propaganda com imagens de Portugal, patrocinada pelo Secretariado Nacional da Informação, e evoca o historial da tensão relativo à “questão de Goa” para afirmar que o território foi anexado ilegalmente.

 

“Era uma vez em Goa: Identidade e Memórias no Cinema” é co-organizado pela Fundação Oriente, em parceria com o Centro de Audiovisuais do Exército e com a RTP, através da cedência de materiais fílmicos. Todos os filmes são legendados em português ou em inglês.

 

Ciclo de Cinema

“Era uma vez em Goa: identidades e memórias no cinema”
27 e 29 Setembro
Auditório e Sala Beijing

18h00
Entrada Gratuita, mediante levantamento prévio de bilhete

Comissária: Maria do Carmo Piçarra

Programa

 

27 Setembro

Ranmale

De Dnyanesh Moghe

Duração 10’ | Sala Beijing |Língua original: Inglês

Digant

De Dnyanesh Moghe

2012 |Duração 96’ | Língua original: Concanim, legendas em Inglês

 

29 Setembro

GOA NOS ARQUIVOS

En la India Portuguesa: Goa de Ayer y de Hoy

De Filmoteca Española

1952 |Duração 11’ | Auditório | Castelhano

Operação de segurança no Estado da Índia

De Centro de Audiovisuais do Exército Português

1955 |Duração 11’ | Auditório | Sem som (com comentário da investigadora Maria do Carmo Piçarra e do jornalista Jacinto Godinho)

Rumo à Índia

De Miguel Spiguel

1959 |Duração 19’ | Auditório |Sem som (com comentário da investigadora Maria do Carmo Piçarra e do jornalista Jacinto Godinho)

Selecção de materiais de arquivo da RTP “Chuvas de Monção em Goa” (9’), “Natal dos Soldados Portugueses em Pangim” (3’), “Manuel Vassalo e Silva é Distinguido na Índia” (1’) e “Chegada de Refugiados a Lisboa” (3’) Sem som (com comentário da investigadora Maria do Carmo Piçarra e do jornalista Jacinto Godinho)

Honra à Índia Portuguesa

De Perdigão Queiroga

1961 |Duração 19’ | Auditório | Sem som (com comentário da investigadora Maria do Carmo Piçarra e do jornalista Jacinto Godinho)

 

Cinema de Goa no Museu do Oriente | Gratuito

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A viagem cinematográfica “Era uma vez em Goa: Identidades e Memórias no Cinema” continua no Museu do Oriente, nos dias 13, 18 e 22 de Setembro, às 18h00, com a exibição de “Vitória ou Morte – Queda da Índia Portuguesa” (2002), de Pedro Efe, “I am Nothing” (2019) e “Caazu” (2015), de Ronak Kamak, “Dances of Goa” (2012), de Nalini Elvino de Sousa, “Shifting Sands” (2013), de Sonia Filinto e “Saxtticho Koddo – O Celeiro de Salcete” (2018), de Vince Costa. A entrada é gratuita.

 

“Vitória ou Morte – Queda da Índia Portuguesa” (2002), de Pedro Efe, é um documentário que retrata um acontecimento que, no conturbado ano de 1961, vem abalar profundamente as fundações do regime salazarista: a anexação de Goa pelas tropas da União Indiana, a 17 de Dezembro. De acordo com a sinopse do filme, ao longo de 14 anos – desde que, pela primeira vez, a Índia passou a reivindicar a integração de Goa, Damão e Diu no país recentemente independente – a tensão cresce entre Portugal e a União Indiana, apesar da mediação da ONU e de outras instâncias internacionais. Na crença de que o pacifista Nehru não usaria a força contra o ‘solo sagrado’ da pátria portuguesa, Salazar fica profundamente abalado com o ataque. Uma força de 50 mil homens, com equipamentos modernos, cercou as colónias portuguesas de Goa, Damão e Diu defendidas apenas por um efectivo de 3.500 militares portugueses. Após a apresentação, o filme será comentado por Nuno Vassallo e Silva e Jason Keith Fernandes, com moderação da comissária Maria do Carmo Piçarra.

 

Este ciclo de cinema prossegue com “I Am Nothing” (2019), de Ronak Kamat, no dia 18 de Setembro. Trata-se nas palavras do realizador, de “uma investigação sobre a vida e obras do lendário e enigmático artista goês-português, Vamona Navelcar. O filme fixa o seu processo criativo e tenta compreender o pensamento por detrás das suas obras, enquanto recolhe opiniões profundas e perspicazes sobre e pelo homem informalmente conhecido como ‘o artista de três continentes’”. O filme será comentado por Rosa Maria Perez e outros convidados, com moderação de Maria do Carmo Piçarra.

 

A 22 de Setembro são exibidos quatro filmes documentais sobre a cultura das comunidades goesas, que serão comentados por Jason Keith Fernandes. A projecção inicia-se com “Caazu” (2015), de Ronak Kamak, que mostra a produção artesanal de fenim de caju, uma aguardente produzida nas remotas aldeias de Goa; segue-se “Dances of Goa” (2012), de Nalini Elvino de Sousa, que fixa os estilos de vida, rituais e costumes, revelados através das danças tradicionais das aldeias de Goa; já “Shifting Sands” (2013), de Sonia Filinto, incide sobre a pesca tradicional, o modo de vida das comunidades piscatórias e as ameaças ao seu estilo de vida e ambientais com que se confrontam. A sessão termina com “Saxtticho Koddo – O Celeiro de Salcete” (2018), de Vince Costa, que documenta os costumes da aldeia de Curtorim, na região de Salcete, subjacentes à sua herança.

 

“Era uma vez em Goa: Identidades e Memórias no Cinema” prolonga-se até 29 de Setembro.

 

Ciclo de Cinema

“Era uma vez em Goa: Identidades e Memórias no Cinema”
13, 18 e 22 de Setembro
Auditório e Sala Beijing

18h00
Entrada Gratuita, mediante levantamento prévio de bilhete

Comissária: Maria do Carmo Piçarra

 

Programa

 

13 Setembro| Sala Beijing

Vitória ou Morte – Queda da Índia Portuguesa

De Pedro Efe

2002 |Duração 54’20’’ | Língua original: Português

 

18 Setembro | Sala Beijing

I am Nothing

De Ronak Kamat

2019 |Duração 50’ | Língua original: Inglês

 

22 Setembro | Auditório

COMUNIDADES GOESAS E CULTURAS EM FILMES DOCUMENTAIS

Caazu

De Ronak Kamat

2015 |Duração 7’58’’ | Língua original: Inglês e Concanim, legendas em Inglês

Dances of Goa

De Nalini Elvino de Sousa

2012 |Duração 26’36’’ | Língua original: Inglês

Shifting Sands

De Sonia Filinto

2013 |Duração 28’47’’ | Língua original: Inglês e Concanim, legendas em Inglês

Satticho Koddo – O Celeiro de Salcete

De Vince Costa

2018 |Duração 37’50’’ | Língua original: Inglês, legendas em Português

 

www.museudooriente.pt

 

Mercado de Matosinhos recebe nova edição do Festival Cinema Aventura - 12 a 15 de setembro

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Após a realização de duas mostras de cinema em anos anteriores, a agência de viagens Nomad em parceria com Câmara Municipal de Matosinhos, vai realizar a primeira edição do Festival de Cinema Aventura. Com entrada gratuita, o evento terá lugar no Mercado Municipal de Matosinhos de 12 a 15 de setembro, tendo prevista a exibição de mais de 20 curtas que realçam o poder da viagem, sempre às 21h30, com histórias de aventura que têm o poder de inspirar, emocionar e provocar reflexão no público, procurando realizar algumas mudanças na comunidade e no mundo.

 

De acordo com Luísa Salgueiro, presidente da Câmara Municipal de Matosinhos: “O Mercado Municipal de Matosinhos é um dos locais mais procurados pelos turistas que nos visitam. Fazia todo o sentido acolher naquele espaço emblemático um evento de cariz internacional desta natureza. O cinema de aventura enquadra-se na estratégia de promoção turística do concelho”.

 

A iniciativa irá ser um ponto de encontro e partilha entre viajantes, exploradores e curiosos, de troca de ideias e conhecimento. O programa do festival inclui conferências, exposições fotográficas, workshops e diversos painéis de debate ao longo dos quatro dias do evento. Destaque para o painel dedicado à temática - “O nosso impacto enquanto viajantes”- no dia 14 de setembro, às 12h00, da autoria de Pedro Moreira, autor do Blog Pedro On the Road. O psicólogo português que partiu de bicicleta numa aventura até ao Cabo da Boa Esperança, dará o seu contributo questionando as diferenças na forma como viajamos e deixando a reflexão: Como podemos continuar a correr o mundo, sem comprometer o modo de vida e a cultura de uma região?"

 

Nathan Thornburgh marca presença no Mercado de Matosinhos

 

Destaque ainda para a realização do painel “Roads & kingdoms”, no dia 14 de setembro, às 18h00, com a participação Nathan Thornburgh e o fotógrafo Eduardo Leal. Numa conversa intimista e aberta sobre o significado de narrativa de viagem, através das experiências do Nathan com a Roads & Kingdoms e da produção, para a CNN, da plataforma “Anthony Bourdain: Explore Parts Unknown”, vencedora de um Emmy, gerando um debate sobre a viagem como protagonista. Esta conversa pretende fazer-te questionar sobre as diferenças entre jornalismo, reportagem e narrativa de viagem.

 

De acordo com Thornburgh “quanto mais aprendemos, melhor viajamos”. Foi com esta máxima em mente que fundou o Roads & Kingdoms depois de ter trabalhado durante 10 anos como editor e correspondente estrangeiro da revista TIME.

 

Viajar à boleia pelo mundo e no feminino

 

O Festival de Cinema Aventura quer inspirar todas as mulheres a saírem da sua zona de conforto, abraçando novas experiências e libertando-se de preconceitos para se aproximarem do mundo com uma mente aberta, como percorrer o mundo à boleia. Assim, no próximo dia 14 de setembro, pelas 15h00, o Festival promoverá o painel “À Boleia com Marta Durán”- onde serão partilhadas histórias de duas mulheres – Marta Durán e Tania Muxima que fizeram dessa jornada um estilo de vida, com o objetivo de levar a viajante portuguesa a explorar o que há além da vida quotidiana, encorajando-as ao espírito mais aventureiro.

 

O mundo é feito para ser explorado. Viajar sozinha pode ser um desafio, mas também o começo de uma aventura inesquecível. O Festival de Cinema Aventura irá realizar no próximo dia 15 de setembro, pelas 15h30, um painel dedicado à temática “Mulheres em Viagem” que contará com a presença de Filipa Chatillon, Berta BB Couto e Ana Mineiro para falar sobre o que significa viajar enquanto mulher, partilhando as suas experiências sobre a primeira vez que viajaram sozinhas. Durante esta conversa serão partilhadas histórias das três convidadas que fizeram dessa jornada um estilo de vida. 

 

Durante as três noites do Festival serão exibidos mais de duas dezenas de filmes e documentários, projetados nas bancas do mercado, que irão despertar a sede de aventura do público e inspirar os entusiastas dos destinos exóticos e longínquos do planeta.

 

Festival de Cinema Aventura - "Mulheres em Viagem" um mundo por descobrir no femininoFestival de Cinema Aventura - "Mulheres em Viagem" um mundo por descobrir no feminino

Dia 15 de setembro às 15h30

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O mundo é feito para ser explorado. Viajar sozinha pode ser um desafio, mas também o começo de uma aventura inesquecível. O Festival de Cinema Aventura que se realiza de 12 a 15 de setembro, no Mercado Municipal de Matosinhos, irá promover um painel dedicado à temática “Mulheres em Viagem” que contará com a presença de Filipa Chatillon, Berta BB Couto e Ana Mineiro para falar sobre o que significa viajar enquanto mulher, partilhando as suas experiências sobre a primeira vez que viajaram sozinhas.

 

                                                                                                                                         

O Festival de Cinema Aventura quer inspirar todas as mulheres a sair das suas zonas de conforto, abraçando novas experiências e libertando-se de preconceitos para se aproximarem do mundo com uma mente aberta. Assim, no próximo dia 15 de setembro, pelas 15h30, o Festival irá realizar um painel - “Mulheres em viagem” - onde serão partilhadas histórias de três mulheres que fizeram dessa jornada um estilo de vida, com o objetivo de levar a viajante portuguesa a explorar o que há além da vida quotidiana, encorajando-as ao espírito mais aventureiro.

O painel “Mulheres em Viagem” conta com a presença de Filipa Chatillon, Berta BB Couto e Ana Mineiro. Filipa Chatillon, líder de viagens na Nomad, voluntária, apaixonou-se pela partilha, pelo intercâmbio de culturas e pelas histórias que trazia na bagagem. Com um foco na sustentabilidade ambiental e na procura de histórias que inspirem à mudança para uma vida mais ligada à natureza e às relações humanas, a Filipa partiu à descoberta do Mundo. Embora enfermeira de profissão, Berta BB Couto dedicou-se à fotografia. Ao longo dos anos, tem-se dedicado especialmente à fotografia de Viagem, Paisagem e Documental. Ana Isabel Mineiro tem colaborado, desde 1993, com várias publicações portuguesas e espanholas, sendo autora do livro “Onde os Rios têm Marés”. Recentemente combinou os seus interesses por viagens e comida vegan no blogue “Comedores de Paisagem”.

 

 

Festival de Cinema Aventura

 

O Festival de Cinema Aventura regressa ao Mercado Municipal de Matosinhos de 12 a 15 de setembro, onde ao longo de quatro noites, serão exibidos mais de 20 filmes e documentários, projetados nas bancas do mercado, que irão despertar a sede de aventura do público e inspirar os entusiastas dos destinos exóticos e longínquos do planeta.

 

 

Com entrada gratuita, o evento é promovido pela agência de viagens Nomad em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, tendo prevista a exibição de mais de 20 filmes e documentários, sempre às 21h30, com histórias de aventura que têm o poder de inspirar, emocionar e provocar reflexão no público, procurando realizar algumas mudanças na comunidade e no mundo. O festival irá ser também, um ponto de encontro e partilha entre viajantes, exploradores e curiosos, de troca de ideias e conhecimento. O programa do festival inclui ainda conferências, exposições fotográficas, festas, workshops, conversas e muito mais.

 

 

“A Herdade” é o filme português candidato aos Óscares do próximo ano

A longa-metragem “A Herdade”, do realizador Tiago Guedes e do produtor Paulo Branco, foi o filme escolhido pelos membros da Academia Portuguesa de Cinema (APC), para representar Portugal nos Óscares 2020, na categoria de Melhor Filme Internacional.

Após a sua estreia mundial na competição oficial do 76.º Festival de Cinema de Veneza, onde o realizador Tiago Guedes foi distinguido com o Prémio Bisato d'Oro para Melhor Realização, o filme encontra-se agora no Festival de Toronto TIFF, marcando a primeira vez que um filme português é seleccionado para a secção Special Presentations do festival.

Com estreia em Portugal marcada para o dia 19 de setembro, "A Herdade" conta a saga de uma família portuguesa, proprietária de um dos maiores latifúndios da Europa, na margem sul do Rio Tejo, fazendo o retrato da vida histórica, política, social e financeira do nosso país, entre os anos 40 e os dias de hoje. Integram o elenco atores bem conhecidos do público português, como Albano Jerónimo, Sandra Faleiro, Miguel Borges e Victoria Guerra.

Para o Presidente da APC, Paulo Trancoso, “Nos últimos dois anos o cinema português tem vindo a afirmar-se no plano nacional e internacional, não só por manter uma presença constante e destacada em festivais de cinema onde Portugal não participava há vários anos, mas também pelo crescente número de espectadores que acorrem às salas para ver filmes portugueses” e prosseguiu “Este ano, até agora a produção nacional levou às salas cerca de 490 mil espectadores, um aumento impressionante face aos 145 mil espectadores contabilizados no mesmo período em 2018. Todos os filmes que estavam nomeados à candidatura de Portugal para os Óscares - "Raiva" de Sérgio Tréfaut, "Parque Mayer" de António-Pedro Vasconcelos e "Variações" de João Maia – são filmes que demonstram a vitalidade e diversidade inequívoca do cinema português

A 92.ª cerimónia de entrega dos Óscares decorrerá no dia 9 de fevereiro de 2020, no teatro Dolby, em Los Angeles. Durante o evento, a Academia Americana de Cinema distribuirá prémios em 24 categorias.