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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

João Luís Barreto Guimarães vence Prémio Literário Armando da Silva Carvalho

Óbidos celebra 5 anos de Cidade Criativa da Literatura da UNESCO

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O autor de "Nómada", José Luís Barreto Guimarães, é o vencedor da primeira edição do Prémio Literário Armando da Silva Carvalho, atribuído pelo Município de Óbidos. O anúncio é feito hoje, no dia em que Óbidos comemora 5 anos de Cidade Criativa da Literatura da UNESCO.

O Prémio Literário Armando da Silva Carvalho, instituído pela Município de Óbidos, destina-se a premiar uma obra de poesia, escrita em língua portuguesa, cuja primeira edição tenha sido publicada em qualquer país da lusofonia. Para este prémio, foram recebidas 50 obras de poetas provenientes de vários países de língua portuguesa. O vencedor irá receber uma viagem a uma Cidade Criativa da Literatura da Unesco.

João Luís Barreto Guimarães nasceu no Porto, Portugal, a 3 de Junho de 1967. Divide o seu tempo entre Leça da Palmeira e Venade. Escreveu 11 livros de poesia, os primeiros sete reunidos em Poesia Reunida (Quetzal, 2011), ao qual se seguiram Você está Aqui (Quetzal, 2013), traduzido em Itália, Mediterrâneo (Quetzal, 2016), que recebeu o Prémio Nacional de Poesia António Ramos Rosa e foi editado em Espanha, Itália, França e Polónia, e Nómada (Quetzal, 2018), ao qual foi atribuído o Prémio Livro de Poesia do Ano Bertrand, também editado em Itália. Em 2019 publicou na Quetzal a antologia O Tempo Avança por Sílabas, obra igualmente publicada na Croácia, à qual se seguiu Movimento (Quetzal, 2020). As edições italianas de Mediterrâneo e Nómada foram finalistas do Premio Internazionale Camaiore em 2019 e 2020, respetivamente.

Tendo em conta o momento de pandemia que se vive, não foi possível organizar uma cerimónia de entrega do prémio, como inicialmente previsto, pelo que será agendada a sua celebração aquando da realização da próxima edição do FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos, cuja data será atempadamente anunciada.

Em 2021, será lançada a segunda edição deste prémio.

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CCB | Joan Brossa em DICIONÁRIO DE ARTISTAS > textos inéditos de Gonçalo M. Tavares sobre artistas contemporâneos // quartas nas plataformas digitais do CCB

Dicionário de Artistas (#10)

Forma e Função, Joan Brossa

Por Gonçalo M. Tavares

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Às quartas-feiras, é disponibilizado nas plataformas digitais um texto inédito

de Gonçalo M. Tavares sobre artistas contemporâneos, com leitura de Ana Zanatti.

Para ler em www.ccb.pt e ouvir no spotify do CCB.

Forma e função

 

dedicado a Joan Brossa

 

Nenhuma arma que queira ser respeitada pode ser construída a tricôt, com tecido. A arma, pelo contrário, deverá ser uma coisa espessa, um material que quando pousado a certa velocidade sobre o inimigo o esmague, o triture, o faça desaparecer, se possível - como a diluição rápida do açúcar na água. Uma explosão é um processo químico de dissolução humana, que infelizmente deixa vestígios pretos: sujam o chão.

Vejamos: a função do artista é baralhar formas e funções, como quem baralha cartas. Eis as operações necessárias: primeiro separa-se a forma da função, da coisa 1, depois a forma e a função da coisa dois; e assim sucessivamente até às cem coisas. Desta maneira, o artista tem na mão, não 100 coisas, mas duzentas – forma e função de cada coisa vezes 100. Essas duzentas coisas serão então, como dissemos, baralhadas como quem baralha cartas. Depois tiram-se, ao acaso, pares. A forma 14 pode juntar-se à função 75.

E eis que está no mundo um novo objecto: o objecto único que tem a forma 14 e a função 75. Dizem: não é útil e é estranho. Outros dizem: eis que a poesia finalmente ocupa volume no mundo.

Um verso pode interferir em dois metros quadrados de terreno. E já é bom.

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Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários APE/Câmara Municipal de Loulé: Inscrições abertas

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A Autarquia de Loulé, numa parceria com Associação Portuguesa de Escritores, promove mais uma edição (a 5ª) do Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários, cujas inscrições acontecem até ao próximo dia 2 de março.

Instituído pela Câmara Municipal de Loulé, que patrocina esta iniciativa, e pela Associação Portuguesa de Escritores, destina-se a galardoar anualmente uma obra em Português, publicada em livro e em primeira edição em Portugal, no ano anterior ao da sua entrega, nos domínios da crónica e dos dispersos literários reunidos em volume. Assim, são admitidas a concurso nesta edição as obras publicadas no ano de 2019.

Os candidatos deverão enviar cinco exemplares do livro publicado para a sede da APE (R. de S. Domingos à Lapa, Nº 17 – 1200-832 Lisboa), destinados aos membros do júri e à Biblioteca Municipal de Loulé.

À semelhança do que acontece desde a sua primeira edição, a entrega do Grande Prémio ao autor galardoado ocorrerá numa cerimónia pública em Loulé, integrada nas comemorações do Dia do Município, que este ano se assinala a 21 de maio.

O valor atribuído ao vencedor é de 12 mil euros.

Recorde-se que já venceram este prémio José Tolentino Mendonça, com Que coisa são as nuvens, em 2016, Rui Cardoso Martins, com Levante-se o Réu, em 2017, Mário Cláudio, com A Alma Vagueante, em 2018, e Pedro Mexia, com Lá Fora, em 2019.

Com o objetivo de valorizar os autores nacionais e de promover a difusão da Língua e da Literatura portuguesa, a Autarquia de Loulé e a Associação Portuguesa de Escritores celebraram um Memorando de Entendimento que tem neste prémio uma das suas principais iniciativas.

CML/GAP /RP

 

Afonso Cruz recebe o Grande Prémio de Literatura de Viagens, no próximo dia 13 de Dezembro, em Braga

 

No próximo dia 13 de Dezembro, pelas 17h00, realiza-se, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Braga, a cerimónia de entrega do Grande Prémio de Literatura de Viagens, a AFONSO CRUZ, galardoado pelo seu livro Jalan Jalan.

 

Patrocinado, integralmente pela Câmara Municipal de Braga, o valor monetário deste Grande Prémio é, para o autor distinguido, de € 12 500,00 (doze mil e quinhentos euros).

 

Nesta edição, o júri foi constituído por Guilherme d’Oliveira Martins, Isabel Cristina Mateus e Teresa Carvalho.

 

26º aniversário da Biblioteca Municipal de Alhos Vedros

26º aniversário da Biblioteca Municipal de Alhos Vedros

  

Em novembro, comemora-se o 26º aniversário da Biblioteca Municipal de Alhos Vedros e assinalam-se também os 50 anos da morte do escritor Alves Redol, considerado um dos expoentes máximos do Neorrealismo português. Com uma obra literária marcada por uma linguagem simples que refletia as preocupações e anseios do povo, Alves Redol foi um ativo impulsionador cultural, incentivando e aproximando pessoas de diferentes estratos socioeconómicos, promovendo reuniões de leitura, empréstimo de livros, visitas a museus e tertúlias culturais, contribuindo assim para a comunhão, a amizade e a partilha de ideias, numa época em que a censura dominava.

A Biblioteca Municipal de Alhos Vedros inclui na sua programação um conjunto de iniciativas gratuitas para vários públicos, com vista a homenagear não apenas a obra literária de Alves Redol, mas também a sua visão, no que diz respeito ao acesso à cultura para todos, com vista a formar cidadãos atentos e participativos na comunidade.

O programa completo pode ser consultado em www.cm-moita.pt.

Programa

5 a 30 de novembro

Exposição Itinerante - Alves Redol: Horizonte Revelado

 

7, 14, 21 e 28 de novembro | 10:00h às 12:00h

Workshop Internet Sem Mistérios

Destinatários: População em geral 

Atividade gratuita, sujeita a inscrição prévia, presencialmente ou através do T:

212 021 227

 

13 e 27 de novembro | 14:30h

Está na Hora da Leitura

Destinatários: Utentes do Lar Pedro Rodrigues Costa e população em geral

 

16 de novembro | 20:30h

Biblioteca Fora D’Horas

Destinatários: Crianças dos 8 aos 12 anos (limitado a 15 participantes)                            

Inscrições através do T: 212 021 227

 

19 a 22 de novembro

Histórias de Colinho e Histórias Soltas e Loucas a partir do Livro “Jaime e as Bolotas”, de Tim Bowley e Inés Vilpi

Destinatários: Jardins de Infância e EB do 1º ciclo

Horários e Inscrições a articular através do T: 212 021 227

 

23 de novembro | 15:30h

Sábados a ler em família a partir do livro “A Tartaruga Que Queria Dormir” de Roberto Aliaga e Alessandra Cimatoribus

Entrada Livre

Destinatários: Crianças a partir dos 3 anos e famílias                             

 

23 de novembro | 21:00h

Encontros Imaginários de Hélder Costa

Em 2011, o grupo de teatro a BARRACA, pela mão de Hélder Costa, criou uma nova forma de intervenção teatral: os Encontros Imaginários, que retratam situações e conflitos entre diversas figuras célebres da nossa História Universal, com a participação direta dos cidadãos.

As figuras deste encontro serão: ALVES REDOL, o célebre escritor português e anfitrião de BETTY GRABLE, a bela atriz que segurou as suas pernas com uma soma milionária, e CHARLTON HESTON, o ator que personificou grandes figuras bíblicas.

Convidado especial: Hélder Costa, autor/encenador

Entrada Livre

Destinatários: População em geral     

 

28 de novembro | 21:00h

Leituras às Quintas: “A dimensão etnográfica na escrita de Alves Redol”

Convidados:

Dr. Ludgero Mendes, Vice-presidente e Membro do Conselho Técnico Nacional da Federação do Folclore Português

Terra Velhinha: Bando de recreações históricas

Entrada Livre

Destinatários: População em geral

Inscrições para a leitura de textos /poemas pelo T: 212 021 227

 

30 de novembro | 15:30h

Parabéns à Biblioteca com o “Teatro do Biombo”

 

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No dia do 26º aniversário, a Biblioteca recebe uma Hora do Conto encenada e cantada para a primeira infância, com a participação do Teatro do Biombo.

Após esta sessão, os utilizadores serão convidados a cantar os parabéns à biblioteca e a provar o bolo de aniversário.

Destinatários: Crianças e Famílias e População em geral

Entrada Livre, sujeita a inscrição prévia através do T: 212 021 227

 

José Viale Moutinho - Cerimónia de entrega do Grande Prémio de Conto "Camilo Castelo Branco"

 

José Viale Moutinho, recebe, amanhã, dia 14 de Novembro, pelas 17h00, na Escola Secundária D. Sancho I, em Vila Nova de Famalicão, o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco pelo seu livro Monstruosidades do Tempo do Infortúnio (Letras&Coisas).

 

A cerimónia conta com a presença do Presidente da Associação Portuguesa de Escritores, José Manuel Mendes, do Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, do porta-voz do júri, Fernando Batista, do premiado, José Viale Moutinho e do  Director da Casa de Camilo, José Manuel de Oliveira.

                                                                                       

O Prémio, instituído em 1991, pela Associação Portuguesa de Escritores com o patrocínio da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, destina-se a distinguir uma obra em língua portuguesa de um autor português ou de país africano de expressão portuguesa, publicada em livro em 1.ª edição, no decurso do ano de 2018.  Nesta edição, o júri foi constituído por Fernando Batista, José Manuel de Vasconcelos e Paula Mendes Coelho.

 

Uma casa feita de 500 mãos no ESCRITARIA

 

Instalação artística do Bairro dos Livros é inspirada na poesia de Manuel Alegre

 

 

O festival literário Escritaria, que arranca no dia 21 de outubro, vai acolher uma instalação artística, do Bairro dos Livros, iniciativa que pretende homenagear a voz revolucionária e democrática de Manuel Alegre, com um projeto comunitário junto de um bairro social de Penafiel.

 

“Não são de pedras estas casas, mas de mãos” inspira-se no conhecido verso do poeta e pretende registar através do processo de cianotipia as palmas das mãos dos habitantes do bairro social Fonte da Cruz, para criar uma instalação artística original e comunitária.

 

A iniciativa pretende mostrar que os bairros não são espaços geográficos reconhecíveis apenas pela sua arquitetura, mas sobretudo pela comunidade que os habita: e todos deixam a sua marca, mesmo que esta não seja imediatamente visível.

 

Uma casa feita de mãos

 

O Bairro dos Livros escolheu registar as mãos dos habitantes do bairro pela sua característica identitária mas também metafórica. O resultado será um conjunto de tecidos em tons de azul (ciano), onde figuram mais de quatrocentas mãos diferentes, com o qual será construída uma casa tridimensional e iluminada.

 

O registo com cianotipia das mãos dos habitantes do bairro social decorre durante as 10h00 e as 17h00 dos dias 19 e 20 de outubro, no espaço exterior do bairro Fonte da Cruz, e será acompanhado de leituras de poemas de Manuel Alegre, em cuja obra o Bairro dos Livros se inspirou para conceber a instalação comunitária.

 

Uma Nau para pescar poemas

 

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Nos dias 23 e 26 de outubro, durante a tarde, a Praça do Livro do Escritaria vai também receber uma animação especial do Bairro dos Livros, protagonizada pelas personagens de Bartolomeu Dias e Camões, com quem os jovens leitores vão poder pescar poemas e construir versos.

 

A performance “Nau de Verde Pinho” parte das divertidas figuras das obras infanto-juvenis “As Naus de Verde Pinho” e “O Barbi-Ruivo. O Meu Primeiro Camões”, de Manuel Alegre, para desafiar os mais novos a navegar pelos mares da Literatura num ambiente de fantasia, onde cabem os Descobrimentos, mas também D. Dinis e aventuras d’Os Lusíadas.

 

A instalação artística comunitária “Não são de pedras estas casas, mas de mãos” será exposta ao público no dia 22 de outubro e inaugura no dia 23, pelas 15h30, no Largo do Município, com a presença do escritor Manuel Alegre e dos moradores do bairro Fonte da Cruz, que participaram na iniciativa.

 

Nos dias 23 e 26, realiza-se a animação para a infância “Nau de Verde Pinho”.

 

Ambas as atividades integram o programa da edição de 2019 do Escritaria, de Penafiel.

ESCRITARIA leva escritores às escolas

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Manuel Alegre, Rui Zink, Sérgio Almeida e André Rodrigues vão estar “à conversa” com alunos de Penafiel

 

Festival Literário preparou ainda uma tertúlia com autores do Vale do Sousa

 

O festival literário Escritaria vai levar escritores a vários estabelecimentos de ensino de Penafiel para estarem “à conversa” com centenas de alunos.

 

Para abrir a programação, no dia 21 (segunda-feira), às 14h30, o escritor e jornalista da Rádio Renascença, André Rodrigues vai estar no auditório do ISCE Douro onde terá a oportunidade de falar sobre o seu mais recente livro “Números Que Contam Histórias”, um livro de cultura geral onde os números são as personagens principais de histórias verídicas e cheias de informações e factos que o leitor provavelmente desconhece.

 

No dia 22, é a vez de Rui Zink conversar sobre os “ismos” do tempo presente e apresentar o seu livro “Manual do Bom Fascista”, na Escola Secundário de Penafiel, às 10h10.

 

O Manual do Bom Fascista é um compêndio sobre a ascensão do fascismo dividido em 100 lições (ou mesmo mais) acessíveis a aprendizes de todos os níveis.

 

Rui Zink nasceu em Lisboa em 1961. Escritor e professor no Departamento de Estudos Portugueses na Faculdade da Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, é autor duma obra diversificada e multifacetada.

 

No âmbito da literatura publicou, entre outros, os romances Hotel Lusitano (1987), Apocalipse Nau (1996), O Suplente (2000) e Os Surfistas (2001), primeiro e-book em língua portuguesa.

 

No mesmo dia, às 10h30, o escritor e jornalista, Sérgio Almeida, está, às 10h30, na Escola Secundária Joaquim de Araújo. Nascido em Luanda, é jornalista desde os 18 anos. Trabalha no Jornal de Notícias, na secção de cultura, desde 1998, com especial enfoque na área da literatura.

 

Como autor, publicou os livros “Análise epistemológica da treta”, “Armai-vos uns aos outros”, “Não conto”, “Como ficar louco e gostar disso”, “Ob-dejectos” e “O elefante que não sabia voar”. Participou nas colectâneas “Fora de jogo”, “Luvina” (México) e “O livro do São João”.

 

Para encerrar a programação do dia 22, o Escritaria preparou uma tertúlia com autores do Vale do Sousa, no café Sociedade, às 21h00, com Nuno Meireles, Carlos Dias, Ajowan Freixo e Nuno F. Silva.

 

O poeta e declamador José Fanha também marca presença no Escritaria, dia 24, às 14h30, para estar “à conversa” no espaço do Livro, no Largo Padre Américo.

 

No dia 25, quinta-feira, o escritor homenageado do Escritaria 2019, Manuel Alegre, vai à escola secundária Joaquim Araújo, às 10h00, e à escola secundária de Penafiel, às 11h30.

ESCRITARIA COM MANUEL ALEGRE

Obra e Vida do Poeta vai “contaminar” Penafiel

Escritaria promete novidades e uma forma diferente de chegar a mais público 

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A cidade de Penafiel vai transformar-se na cidade de Manuel Alegre de 21 a 27 de Outubro, com especial incidência entre 23 e 27. Poeta da liberdade, da resistência, mas também clássico, Manuel Alegre é o homenageado este ano do Festival Literário Escritaria, em Penafiel.

 

Os seus primeiros livros, “Praça da Canção” e “Canto e as Armas”, são duas obras reconhecidas por terem contribuído para o derrube da ditadura salazarista, mas Alegre é também, muito provavelmente, o Poeta que mais poemas teve musicados e interpretados por, entre outros, Manuel Freire, Carlos do Carmo, Francisco Fanhais, Adriano Correia de Oliveira, Zeca Afonso, Amália Rodrigues, etc.

 

Depois de Urbano Tavares Rodrigues, José Saramago, Agustina Bessa-Luís, Mia Couto, António Lobo Antunes, Mário de Carvalho, Lídia Jorge, Mário Cláudio, Alice Vieira, Miguel Sousa Tavares, Pepetela, este ano é dedicado a um autor ligado ao universo da poesia, Manuel Alegre. Escritaria é o único festival literário, que se dedica a homenagear um escritor vivo de língua portuguesa e onde a cidade se transforma por uns dias na sua própria cidade.

 

Durante os dias da Escritaria, a cidade transforma-se visualmente para quem a visita ou circula nas ruas, onde é impossível não “tropeçar” na obra e na vida do autor homenageado, com dezenas de iniciativas desde teatro, animação de rua, exposições, apresentação de livros, música e muito mais. Enesta edição haverá novidades, com novos projectos para divulgar a obra do escritor homenageado por entre jovens e adultos, e até um projecto ligado à literacia e à vertente social, para descobrir brevemente.

 

Vários atores vão interpretar em vários cantos e recantos da cidade textos de Manuel Alegre, ao mesmo tempo que as fachadas dos edifícios e muitos outros locais da cidade vão exibir a sua obra e torna-la até “portátil” em caixas de leitura, sign floors, e muitos outros objectos, que com textos de Alegre podem ser levados para casa e partilhados com família e amigos.

 

O Poeta irá ainda, tal como sucedeu com todo os autores anteriormente homenageados, deixar uma frase que marcará a cidade, fazendo também com que Penafiel continue a ser, cada vez mais, uma cidade “contaminada” pela literatura.