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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Academia Portuguesa de Cinema presta homenagem a Vittorio Storaro

 

O conceituado diretor de fotografia italiano Vittorio Storaro vai estar em Lisboa, nos dias 6 e 7 de dezembro, para receber o diploma de Membro Honorário Internacional da Academia Portuguesa de Cinema e acompanhar uma masterclass no âmbito dos Prémios Sophia Estudante.

A cerimónia de entrega de diploma de Membro Honorário da Academia decorrerá no dia 6 de novembro, às 21 horas, na Cinemateca Portuguesa, sendo antecedida de um jantar oferecido a doze diretores de fotografia pelo Chef José Avilez, no Restaurante Café Lisboa.

Será a segunda vez que a Academia Portuguesa de Cinema atribui o diploma de Membro Honorário Internacional, tendo a primeira decorrido há pouco mais de um mês, numa homenagem à atriz inglesa Vanessa Redgrave.

Após a cerimónia será projetado o filme “Apocalipse Now – Redux”, cuja direção fotográfica de Vittorio Storaro foi premiada com um Óscar pela Academia Americana de Cinema.

Na manhã de 7 de dezembro, Vittorio Storaro orientará uma masterclass para os estudantes universitários candidatos aos Prémios Sophia Estudante 2017, no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém.

 

Sobre Vittorio Storaro:

Vittorio Storaro  nasceu em Roma a 24 de junho de 1940.

Conhecido como "o Mago da luz" teve como modelo inspirador para a fotografia dos seus filmes, o pintor italiano Caravaggio. O próprio Vittorio afirma frequentemente que o quadro de Caravaggio "O Chamado de São Mateus", que viu em pequeno pela primeira vez numa galeria de arte de Roma, mudou a sua vida.

Aos 11 anos, começou a estudar fotografia numa escola técnica e aos 18 já tinha estudado no C.I.A.C (Italian Cinemagraphic Training Centre) e na Escola Cinematográfica do Estado (Centro Sperimentale di Cinematografia).

Na universidade destacou-se por usar as técnicas de luz dos quadros de Caravaggio, para Storaro criar a fotografia de um filme para o Cinema é como “scrivere com la luce” (escrever com a luz).

Com 20 anos, iniciou a sua carreira como assistente de operador de câmara e passado um ano já desempenhava as funções de operador de câmara. Em 1966, começou a trabalhar com o realizador italiano Bernardo Bertolucci, com quem colaborou durante alguns anos em filmes como “Antes da Revolução” (1964), “O Conformista” (1970) e “La Luna” (1979).

Em 1979, colabora com o realizador Francis Ford Coppola em filmes como “Apocalypse Now”, “Do Fundo do Coração” (1981), “Tucker-O Homem e o Seu Sonho” (1988), entre muitos outros. Os resultados desta colaboração foram considerados excecionais e ficaram na história do cinema.

Vittorio foi premiado 3 vezes com o Óscar de “Melhor Fotografia” nos filmes “Apocalypse Now” (1979) de Francis Ford Coppola, “Reds” (1981) de Warren Beatty e “O Último Imperador” (1987) de Bernardo Bertolucci. Ficou também conhecido porque criou e desenvolveu o sistema de filme "Univision", um formato de 35 mm baseado em “film stock” com três perfurações, que foi determinante para a produção de cinema e televisão na era digital.

 

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