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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Adiado 30 janeiro | Sete Lágrimas apresentam “Lyvro da Ilha de Mactan” | Museu do Oriente

CONCERTO DE ANO NOVO ADIADO PARA 30 JANEIRO

 

Sete Lágrimas apresentam “Lyvro da Ilha de Mactan”

 

Sete Lágrimas  Rita Santos (2) (002).jpg

 

Devido ao contexto pandémico, o espetáculo do grupo Sete Lágrimas, dedicado a Fernão de Magalhães, foi adiado para 30 de Janeiro, às 17.00, no Museu do Oriente.

 

O concerto assinala os 500 anos da partida de Fernão de Magalhães (1480-1521) para a primeira viagem de circum-navegação ao globo (1519-1522). A armada fez escala nas ilhas Canárias, tendo alcançado a costa da América do Sul e chegado ao Rio de Janeiro no final do ano. Após muitas desventuras, atravessou a extremidade da actual costa da Argentina, mais tarde baptizada de Estreito de Magalhães. Entrou nas águas do Mar do Sul, denominando este oceano como Pacífico, por contraste às dificuldades encontradas no Estreito. A viagem prosseguiu sempre com grande dificuldade. Olhou para o céu e foi o primeiro europeu a identificar duas galáxias satélite anãs irregulares da nossa galáxia, visíveis a olho nu apenas no hemisfério Sul e mais tarde chamadas de “Nuvens de Magalhães”. Em 1521, alcançaram a Ilha dos Ladrões (a partir de 1668 chamadas de Ilhas Marianas) e mais tarde a Ilha de Cebu. Magalhães morreu em batalha na Ilha de Mactan, nas Filipinas, em 1521, às mãos de Lapu-Lapu (1491-1542), governador da ilha. O espectáculo “Lyvro da Ilha de Mactan” pretende assim mostrar a outra vertente da viagem, como se Magalhães tivesse seguido outros caminhos, inspirado noutra ciência ou instinto, e onde fosse sempre Natal.

 

Fundado em Lisboa, em 1999, por Filipe Faria e Sérgio Peixoto, Sete Lágrimas assume o nome da inovadora colecção de danças do compositor renascentista John Dowland (1563-1626) publicadas por John Windet em 1604 quando o compositor era alaudista de Cristiano IV da Dinamarca (1577-1648). Profundamente dedicados aos diálogos da Música Antiga com a contemporaneidade, bem como da música erudita com as tradições seculares, Sete Lágrimas junta músicos de diferentes horizontes musicais em torno de projectos conceptuais animados, tanto por profundas investigações musicológicas, como por processos de inovação, irreverência e criatividade em torno dos sons, instrumentário e memórias da Música Antiga. Nestes projectos são identificáveis os diálogos entre a música erudita e a popular, entre a Música Antiga e a contemporânea e entre a secular diáspora portuguesa dos Descobrimentos e o eixo latino mediterrânico, convertidos em som através da fiel interpretação dos cânones performativos da Música Antiga como de uma aproximação a elementos definidores da música tradicional ou do jazz.

 

Lyvro da Ilha de Mactan – viagem aonde fosse sempre Natal

por Sete Lágrimas

30 Janeiro

17.00

Duração: 75’ sem intervalo

M/ 6 anos

Preço: 15 €

 

Ficha Artística:

Sete Lágrimas 

Filipe Faria e Sérgio Peixoto, direcção artística

 

Filipe Faria, voz
Sérgio Peixoto, voz
Denys Stetsenko, violino barroco
Tiago Matias, tiorba e guitarra barroca
Mário Franco, contrabaixo
Juan de la Fuente Alcón, percussão

 

Programa:

Lyvro da Ilha de Mactan - Viagem aonde fosse sempre Natal


Lyvro primeiro: Jornada da Europa
1. Senhora del mundo, vilancico anón. (s. XVI)
2. San Giuseppe e la Madonna, Tradicional (Itália/Lombardia)
3. El noi de la mare, tradicional (Espanha/Catalunha)

Lyvro segundo: Jornada da América
4. Xicochi conetzintle, Gaspar Fernandes (1570-1629)
5. Oiga el que ignora, Filipe da Madre de Deus (1626-?)

Lyvro terceiro: Jornada da Oceania
6. Ko le le mai, tradicional (Timor)

Lyvro quarto: Jornada da Ásia
7. O Divan de Mogará, tradicional (Goa/ìndia)
8. Takeda no komoriuta, tradicional (Japão)

Lyvro quinto: Jornada de África
9. Yamukela, tradicional (África do Sul/Moçambique) sobre arr. Pe. Arnaldo Taveira Araújo
10. Olá zente que aqui samo, vilancico "negro" (séc. XVII)
11. Mosé salió de Misraim, Romance Sefarad (Morocco)

Lyvro último: Jornada que não chegou...
12. Variação sobre Seguiriya, Trad. Andaluzia/Juan de la Fuente

  1. El pesebre, Filipe Faria e Sérgio Peixoto sobre texto de Lope de Vega (1562-1635)
    14. Pues que veros, Filipe Faria e Sérgio Peixoto
    15. Tarantella, Trad. (Itália), arr. Tiago Matias
    16. Eno sagrado en Vigo, Martim Codax (s. XIII)