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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Álbum "Royal Fado" de Yolanda Soares à venda hoje dia 30 de Setembro

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Cantora Yolanda Soares junta-se à harpista da casa Real de Inglaterra no seu novo disco "Royal Fado" inspirado em Óperas de Amália 


Pode-se dizer que este álbum da cantora Yolanda Soares segue as pisadas do seu primeiro “Fado em Concerto” lançado em 2006 pela Universal. Inspira-se novamente em Fados Amalianos (sua grande influência dentro do Fado). Mas numa época muito específica da carreira de Amália, onde o Fado sofreu uma “transformação”, quer com a escolha de autores mais eruditos ( como Camões por exemplo) quer pelas melodias mais complexas e elaboradas ( principalmente as do compositor  Alain Oulman). 
Nessa época os guitarristas tinham alguma dificuldade em abordar tais fados, e em tom irónico diziam: “... lá vai ela para as óperas...” .  
Foi exactamente este termo que serviu de inspiração para todo um conceito onde Yolanda Soares recria alguns fados Amalianos dando-lhes o carácter romântico da ópera e acrescentando também sonoridades da World Music (Flamenco, Tango, Oriental etc...).  
Reconhece-se na artista uma capacidade de criar, inovar e trazer sempre alguma surpresa nos seus projectos e este não é excepção.  Sendo cantora de profissão, ela é também autora, compositora e directora artística da empresa de organização e produção de espectáculos “By the Music” produções. Ou seja, o projecto desta empresa, há 15 anos que são imaginados e criados por ela, e ela própria considera-se muito mais uma artista do que meramente cantora. Não gosta de ser catalogada provando-o por diversas vezes, nos seus projectos, que não se resumem a um estilo musical apenas. Gosta de fusões musicais e artísticas no geral e serve-se da sua base assente na música clássica e no canto lírico para “tocar” outros universos musicais. 
Royal Fado é isso mesmo. Uma inspiração artística e musical que começa no Fado, é envolvido de música clássica e ainda ornamentado com estilos da dita “World Music”. Onde o Fado é Rei inspirando tudo o resto, e onde o povo ascende ao trono com este estilo musical tão representativo de um sentimento. De uma alma. De um País. 
É por este facto que Yolanda Soares apresenta agora, como single deste CD, e como primeira abordagem deste conceito, um Fado que Carlos Paião fez para Amália intitulado de “ O nosso povo”. 
Para Yolanda Soares os fados mais arrojados de Amália não são de todo diferentes da ópera, já que na sua essência comportam uma carga emocional, um virtuosismo vocal e uma complexidade melódica que se poderia quase associar a árias de Puccini ou Verdi. A uma época romântica e virtuosa. 
Não é de todo atrevido dizer que Amália é a nossa Callas do Fado.  Yolanda decidiu abordar os Fados de Amália escolhendo a Harpa como instrumento “chave” para esta abordagem, onde pretende unir o Fado a uma linha de época mais romântica e também do universo world music. 

Neste trabalho Yolanda Soares associa o Fado à nobreza não esquecendo que a monarquia também tem e teve um peso fundamental na estrutura arquitectónica e cultural de Portugal. 
Na procura de todo este universo, Yolanda Soares decidiu convidar uma artista muito especial. Artista oriunda do País de Gales (ao qual a Harpa está muito associada), a conceituada e ex harpista oficial da casa Real Inglesa Claire Jones, que dá esse toque necessário de romantismo e nobreza, e que juntamente com a nobreza de “toque” da guitarra Portuguesa de Custódio Castelo e os arranjos do percussionista e compositor Chris Marshall cruzam as fronteiras da distância e acrescentam aos Fados Amalianos uma sonoridade única. Ancestral, romântica, mas também  tradicional, universal e moderna.  
É um trabalho que passa as fronteiras do tradicional. Vai além de conceitos estanques e abrange universos muito generalizados. 
 

 

 

Royal Fado – Alinhamento: 
1 - O nosso Povo  (3. 48 ) Letra e música: Carlos Paião 
2 - Madalena (2.57 ) Do musical “O Nazareno” Letra: Gomes Leal Musica : Frei Hermano da Câmara 
3 - Cravos de papel (inspirado na ópera Carmen de Bizet) (3.36) Letra: António de Sousa Música: Alain Oulman 
4 - Amêndoa Amarga (2.38) Letra: Ary dos Santos Música: Alain Oulman 
5 – LIANOR (2.53)  Letra: Camões Música: Alain Oulman 
6 – Naufrágio (Dueto com Rhydian Roberts)( 3.30) Letra: Cecília Meirelles Música: Alain Oulman 
7 - Rondel do Alentejo ( com participação do grupo de cante Alentejano “A moda Mãe” ) ( 3.03) Letra: Almada Negreiros Música: Fernando Guerra 
8- Cuidei que tinha morrido (3.54) Letra: Pedro Homem de Mello Música: Alain Oulman 
9- Dafydd y Garreg Wen ( 2.52) Tema erudito e tradicional do Pais de Gales de Ceiriog Hughes 
10 - Com que voz ( 3.48) Letra: Atribuída a Camões Música: Alain Oulman  
11 - Soledad (adaptação para Harpa e Voz) (5.07) Letra: Cecília Meirelles Música: Alain Oulman

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