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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

António Fonseca apresenta audiolivro de "Os Lusíadas" no Centro Cultural Vila Flor (02 dezembro)

 

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Café Concerto do CCVF acolhe apresentação de “Os Lusíadas como nunca os ouviu”

 

António Fonseca apresenta audiolivro de “Os Lusíadas” no Centro Cultural Vila Flor

 

No dia 02 de dezembro, sexta-feira, às 18h00, António Fonseca apresenta o seu audiolivro “Os Lusíadas como nunca os ouviu” no Café Concerto do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães. O livro é a declamação integral dos dez cantos de “Os Lusíadas”, de Luís Vaz de Camões, pela voz do ator António Fonseca que materializa, assim, o sonho antigo de declamar esta epopeia.

 

António Fonseca disse, pela primeira vez, os dez cantos de “Os Lusíadas” em 2012, no âmbito de Guimarães Capital Europeia da Cultura, mas o trabalho de apropriação do texto de Camões para a oralidade começou em 2008. Tem sido um trabalho de esforço físico e mental que António Fonseca descreve quase como uma obsessão diária. Esse trabalho é agora finalmente recompensado com a edição de um audiolivro que António Fonseca apresenta no Café Concerto do Centro Cultural Vila Flor.

 

“Os Lusíadas”, como António José Saraiva afirma, “é um livro para ser entoado por recitadores, e não analisado por gramáticos. Por vezes interessa pouco o que ele diz, e vale só a língua sonora que percorre os vários graus da escala, uma palavra que esplende, um som rouco de queixa ou um gesto teatral que se entrevê. Por vezes, também, é um brinco meio irónico com palavras que se repetem ou opõem, como os poetas sempre gostaram de fazer diante dos seus auditores, que só são perfeitos e cabais quando se embebem como crianças no fluir das palavras e nos seus inesperados efeitos”.

 

O ator cumpre, desta forma, uma ambição antiga que o persegue há anos, de dar corpo à obra de Camões ao decorar e declamar o vasto poema épico que é símbolo da nação, da sua história e das suas gentes. Culmina, assim, a entrega total e quase obsessiva de António Fonseca a uma obra que é “realmente muito difícil de ler, mas muito fácil de ouvir”.

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