Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

António-Pedro Vasconcelos é o candidato português ao Prémio Fénix a la Labor Cinematográfica 2018

 

O cineasta António-Pedro Vasconcelos é o candidato escolhido pela Academia Portuguesa de Cinema para concorrer ao Prémio Fénix a la Labor Cinematográfica 2018, que vai ser entregue pela Federação Ibero-Americana de Academias de Artes e Ciências Cinematográficas.

Paulo Trancoso, Presidente da Academia Portuguesa de Cinema, explicou que “este prémio tem como objetivo reconhecer e enaltecer o trabalho de quem tem contribuído para o desenvolvimento e crescimento da indústria cinematográfica” e acrescentou que “António-Pedro Vasconcelos é, sem dúvida, uma das pessoas que o tem feito em Portugal”.

O vencedor do prémio será conhecido a 21 de outubro, numa conferência de imprensa no Festival Internacional de Cine de Morelia, e a entrega do prémio decorrerá na Cerimónia de Entrega dos Prémios Fénix, no dia 7 de novembro, na Cidade do México.

Em anos anteriores, a Academia Portuguesa de Cinema indicou para Prémios Carreira (Prémio Fénix a la Trayectoria) o diretor de fotografia Eduardo Serra (2014), que recebeu o prémio Sophia Carreira no mesmo ano, o produtor e realizador António da Cunha Telles (2015), que recebeu também o prémio Sophia Carreira em 2012, o diretor de fotografia Acácio de Almeida (2016), vencedor do Prémio Sophia Carreira em 2013 e do Prémio Sophia para Melhor Fotografia em 2015, e o ator Joaquim de Almeida (2017).

 

Sobre António-Pedro Vasconcelos:

Nasceu a 10 de Março de 1939. É casado e tem três filhos. Foi Bolseiro da Fundação Gulbenkian em Paris, onde frequentou o Curso de Filmologia da Sorbonne, a Cinemateca Francesa e estudou com George Sadou (1961-1963).

Desde 1966 que realiza documentários e longas-metragens:

  • 1966 – Tapeçaria, uma tradição que revive (doc)
  • 1969 – 23 Minutos com Fernando Lopes Graça (doc)
  • 1973 – Perdido por cem (longa-metragem) - Prémio dos Cineclubes no Festival de Toulon (realizador e produtor)
  • 1974 – Adeus, até ao meu regresso (doc) (realizador e produtor)
  • 1975 – Emigr/Antes e Depois?
  • 1977 – Cantigamente – 2º episódio (média-metragem) (realizador e produtor)
  • 1980 - Oxalá (longa-metragem) – Festival de Veneza (Seleção oficial)
  • 1984 – O Lugar do Morto (longa-metragem) (realizador e produtor na “Opus Filmes”) – Prémio Sony para a melhor banda sonora, no Festival de Huelva; Prémio da melhor interpretação masculina, no Festival de Moscovo
  • 1985/6 – Dirige, juntamente com Mário Barrosos e Nuno Teixeira, os Tempos de Antena da campanha de Mário Soares à Presidência da República
  • 1992 – Aqui d’El Rei! (série em 3 episódios e longa-metragem) – coprodução luso-franco-espanhola (realizador e coprodutor na “Opus Filmes”)
  • 1999 – Jaime (longa-metragem) – Prémio especial do Júri no Festival de San Sebastian; Globos de Ouro da SIC para o melhor filme e melhor realizador.
  • 2003 – “Os Imortais” (longa-metragem), coprodução Portugal-Luxemburgo-Inglaterra. Prémio do melhor filme no Festival “Law & Society”, em Moscovo, na categoria “Detectives”
  • 2005 - Madrid Imagen Golden Award
  • 2007 - “Milú, a menina da Rádio” (documentário) (realizador e produtor na “Oficina de Filmes”)       
  • 2007 - “Call girl” (longa metragem)
  • 2007 - “Uma família de Piratas” (curta-metragem a favor de Luta contra o Cancro)
  • 2010- “A Bela e o Paparazzo”
  • 2011- Autor do projeto de uma série para a RTP, em cinco episódios, intitulada “Sonhar era Fácil”, sobre a chamada “comédia à portuguesa”, realizado em parceria com Leandro Ferreira
  • 2012/3 – Realizou, com Leandro Ferreira, 4 documentários sobre figuras importantes do século XX: Mário Moniz Pereira - “Valeu a pena”; Cottinelli Telmo - “Uma vida interrompida”; Rentes de Carvalho - “Tempo contado”; Eduardo Gageiro – “Um século Ilustrado”
  • 2014- “Os gatos não têm vertigens” (longa metragem). Vencedor de 11 prémios Sophia, como melhor filme, melhor realizador, atores e outras categorias
  • 2015 – “Amor Impossível” (longa metragem) Prémios Sophia para Melhor filme e outras categorias. Globos de Ouro para melhores atores
  • 2017 - “A voz e os ouvidos do MFA” (docudrama)
  • 2018 -“Parque Mayer” (estreia prevista para em Dezembro)

Em 1969 fundou o Centro Português de Cinema (CPC), que produziu, entre 1970 e 1975, praticamente todos os filme do chamado “Cinema Novo”, além de “O passado e o Presente”, “Benilde ou a Virgem Mãe”, “Trás-os-Montes”, de António Reis, e “Amor de Perdição”, de Manoel de Oliveira. Foi o Presidente do CPC em 1974/76.

Em 1979 criou a produtora VO Filmes, com Paulo Branco, onde fez a produção de:

  • 1981 – “Le territoire”, de Raul Ruiz
  • 1982 - Francisca, de Manoel de Oliveira
  • 1982 – Conversa Acabada, de João Botelho (produtor executivo)
  • 1983 – A estrangeira, de João Mário Grilo
  • 1983 – “The state of things”, de Wim Wenders (co-produção)
  • 1983 – Silvestre – de João César Monteiro
  • 1984 – « Dans la ville blanche », de Alain Tanner

Cinco anos mais tarde, em 1984, criou a produtora “Opus Filmes”, com José Luís Vasconcelos, onde, para além dos seus próprios filmes, produziu:

  • 1989 – Serenidade, de Rosa Coutinho Cabral
  • 1990 – A Sétima Letra, de José Augusto
  • 1991 – “Pour Don Carlos” (doc), de Alain Jomy

Em 2000 criou ainda a produtora “Oficina de Filmes”, com Leandro Ferreira.

Foi ainda crítico de cinema em vários jornais e revistas (1959/1984), crítico literário na “Revista de Livros” do DN e autor de prefácios para vários livros (1978/9), Chefe de Redação da revista “Letras & Artes” (1964/5) e da revista “Cinéfilo” (1973/4), Cronista na revista “Visão” (1996), Diretor dos Suplementos “Indy” e “A semana” do jornal “Independente” (1997/8), Provedor dos leitores no jornal “Record” (2001) e colunista no semanário “SOL”: “Das duas, uma” (2007/12).

Publicou seis livros e tem colaboração dispersa em vários jornais, revistas e programas de radio/televisão. É autor de vários prefácios e apresentações de livros.

Livros publicados:

  • 2001 – “Porque é que as mulheres não gostam de futebol?”
  • 2002 – “Serviço Público, Interesses Privados”.
  • 2012 – “O Futuro da Ficção”.
  • 2016 - “António-Pedro Vasconcelos: um cineasta condenado a ser livre” – Diálogo com José Jorge Letria
  • 2016 - “A companhia dos livros”
  • 2016 – “Luz, Câmara, Gestão” (com Paulo Ferreira)

Rádio/televisão:

  • 1976/1979 – Responsável pelo programa “Cine-clube”, na RTP-2
  • 1997 – Cronista na RDP
  • 1997/8 – Comentador residente no programa “Os donos da bola”, na SIC
  • 2004/2011– Comentador residente no programa “Trio de Ataque”, da RTP-N

Paralelamente à atividade de docente, Antonio-Pedro Vasconcelos tem sido orador em diversas conferências e jurado em festivais de cinema.