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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Areal3 Exposição de Sofia Areal, António Areal e Martim Brion

 

 

Inauguração, Sábado, 26 de Janeiro, às 16h00
Exposição patente de 27 de Janeiro a 10 de Março 2019

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O Museu Carlos Reis e a Galeria Neupergama, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, apresentam Areal3 – Uma exposição de António, Sofia e Martim Areal.

A exposição terá lugar na Praça do Peixe em Torres Novas, um antigo mercado, agora centro expositivo. Será composta por um total de 34 obras de desenho, pintura, fotografia e escultura.

São três gerações de artistas da mesma família, que se juntam nesta exposição, parte das obras foram cedidas pela Fundação Calouste Gulbenkian assim, como por alguns colecionadores privados, tais como Fernando Figueiredo Ribeiro ou Marcel de La Rochefoucauld. Será também impresso um catálogo sobre a exposição com textos de Fernando Rosa Dias, Emília Ferreira, Tom Saunders e Martim Brion.
A partir do dia 23 de Fevereiro será inaugurada uma exposição, de cariz diferente na Galeria Neupergama; onde se apresentam obras com dimensões e suportes diferentes, e que vem complementar a exposição de carácter museológico de Areal3. O filme realizado por Jorge Silva Melo, Sofia Areal: Um Gabinete Anti-Dor será apresentado pela primeira vez em Torres Novas durante as exposições.

O interesse numa exposição conjunta de António Areal, Sofia Areal e Martim Brion (Areal) assenta na articulação de três gerações de uma mesma família ligada às artes plásticas, com distintas marcações na arte portuguesa. António Areal aparece com um surrealismo metafísico em finais da década de 1960, seguindo-se uma breve fase informalista à entrada da década seguinte, para desenvolver um dos mais importantes projectos neo-figurativos dos anos 60-70 de teor neo-dada; Sofia Areal entra no final da década de 80, em acerto internacional com o tempo da bad painting ou da transvanguardia, que ficou sinalizada pelo retorno ao paradigma da pintura e tem vindo a realizar um dos trabalhos mais relevantes e originais do panorama artístico nacional. Com uma produção mais recente e emergente, Martim Brion surge já neste século, em tempos de intervenções instalativas e pós-conceptuais, observável na sua pluralidade de materiais e suportes, trabalhando entre a fotografia (esboços momentâneos) e a escultura (pensamentos em estado físico). Actuando em diferentes tempos, estes projectos não podiam ser iguais, como não são; mas estão ligados por proximidades que permitem estabelecer elos de relação e continuidade, uma familiaridade na diferença.