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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Arquivo Municipal de Lisboa inaugura "Miradas Paralelas" e "HIKARI"

O Arquivo Municipal de Lisboa inaugura na próxima 5.ª feira duas novas exposições de fotografia na rua da Palma, 246, pelas 19h00: "Miradas Paralelas | Irão Espanha: Fotógrafos no Espelho", uma itinerância de fotógrafas iranianas e espanholas e "Hikari" de Pedro Medeiros.

 

Arquivo Municipal de Lisboa | Fotográfico inaugura duas novas exposições

 

Uma técnica – a fotografia, vários olhares sobre três realidades culturais distintas: Irão, Espanha e Japão, irão ocupar as paredes do Arquivo Municipal de Lisboa | Fotográfico, a partir do próximo dia 25 de julho.

Miradas Paralelas. Irão-Espanha – Fotógrafas no Espelho, é uma colectiva de mulheres fotógrafas espanholas e iranianas ligadas em pares, cujos olhares diversos nos surpreendem inequivocamente com suas afinidades. Em HIKARI (luz, light) Pedro Medeiros, procurou através de imagens do quotidiano captadas no Japão, “(…) penetrar num espaço mais íntimo, insólito e mesmo proibido, onde a imagem que se intui e que se esconde é, por vezes, tão significativa como a imagem que se mostra e que é à superfície tal como se vê. (...)”.

 

As duas itinerâncias chegam agora a Lisboa, depois de terem passado por Madrid e Teerão (no caso das Miradas Paralelas), e Coimbra (no caso de HIKARI),  e inauguram no próximo dia 25 de julho, pelas 19h00. Estarão patentes ao público na rua da Palma, 246, até dia 28 de setembro, de segunda a sábado entre as 10h00 e as 19h00.

 

Ambas as exposições têm visitas guiadas agendadas, Miradas Paralelas com Zara Fernández a 26 de julho, pelas 11h00, e Hikari, a 28 de Setembro, pelas 15h00. Estas visitas são gratuitas, devendo ser agendadas previamente junto do serviço educativo do Arquivo Municipal (arquivomunicpal.servicoeducativo@cm-lisboa.pt).

 

SOBRE AS EXPOSIÇÕES

 

Miradas Paralelas. Irão-Espanha: Fotógrafas no espelho | coletiva

 

A exposição Miradas Paralelas, congrega os olhares de um conjunto notável de fotógrafas espanholas e iranianas, que se apresentam ligadas (em pares) num diálogo de respeito e admiração. Trata-se por um lado de um exercício de descoberta dos seus trabalhos e por outro de um encontro que realça afinidades e trajetórias que cada uma optou por captar. As imagens de Soledad Córdoba y Shadi Gadirian; Cristina García Rodero y Hengameh Golestan; Amparo Garrido e Rana Javadi; Isabel Muñoz y Gohar Dashti; Mayte Vieta y Ghazaleh Hedayah; María Zarazúa y Newsha Tavakolians aproximam-nos das ideias de fragilidade e de resistência, e colocam-nos perante as histórias e vida dos seus protagonistas.

 

Que força enigmática reúne o olhar de duas fotógrafas de países tão distantes como Espanha e Irão? Que linguagens internas as aproximam através de um reflexo de espelho que as ilumina mutuamente? O visitante percorrerá a exposição e descobrirá como as doze fotógrafas de Miradas Paralelas, artistas prodigiosas, nos deslumbram, nos movem e nos proporcionam uma exposição extraordinariamente bela, repleta de histórias e visões perturbadoras.

 

HIKARI (luz, light) | Pedro Medeiros

 

Entre 2015 e 2017, Pedro Medeiros viveu em Kyoto. Desde o início, mais do que fotografar no Japão, ou constituir um arquivo de imagens dessa experiência, o objetivo assumido pelo fotógrafo foi o de produzir uma obra fotográfica, estabelecendo o preto e branco como linguagem estética.

 

“Sem comprometer a importância da sequenciação das imagens e a vertigem da velocidade convocada pelo Japão contemporâneo, que é apresentado sem tabus e sem impedimentos nem obstáculos, encontramos também um olhar profundo, demorado, que se detém com precisão sobre temas tão complexos como a memória e o lugar dos contextos patrimoniais, a solidão humana e as transformações provocadas pela tecnologia, num estilo de registo que adquire uma outra dimensão, centrando-se sobre o Japão milenar e os seus rituais quotidianos mais simbólicos.

 

Nestas fotografias vamos ao encontro de um diálogo entre espaço e tempo por vezes sobrepostos na mesma imagem, uma percepção que nos alerta que o passado e o presente continuam por ali aparentemente contra a corrente do tempo, mas não será também essa uma das seduções mais tentadoras do Japão? (…).”

Filipe Ribeiro (curador)

 

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