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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Arte sacra do Convento da Arrábida em exposição no Museu do Oriente

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“Frei Agostinho da Cruz e a espiritualidade da Arrábida”

 

 

Um conjunto de peças de arte sacra proveniente do Convento da Arrábida e exemplares do legado do frade-poeta reúnem-se na exposição “Frei Agostinho da Cruz e a espiritualidade da Arrábida”, que o Museu do Oriente inaugura no dia 12 de Março, no âmbito das comemorações do IV Centenário da morte do Frei Agostinho da Cruz e dos 480 anos do seu nascimento. Nos dias 14 e 15 de Março realiza-se, no Convento da Arrábida, um colóquio subordinado ao mesmo tema.

 

Lugar privilegiado onde, desde tempos recuados, a Natureza foi entendida como expressão eloquente da divindade, a Arrábida é ainda hoje um dos centros espirituais da Península Ibérica. Nesse território que vai do Cabo Espichel aos limites de Setúbal, o culto e a cultura originaram um espaço onde é possível ao Homem dialogar com Deus e consigo próprio, descobrindo o essencial da vida.

 

De entre todos os frades arrábidos, Frei Agostinho da Cruz (1540 - 1619) foi aquele que melhor exprimiu a essência da Serra e da sua espiritualidade, numa poesia original que está ainda por conhecer na sua totalidade. Comemorando os 400 anos da sua morte e os 480 do seu nascimento, esta exposição apresenta a Arrábida e a sua sacralidade, através das palavras de quem a vivenciou em plenitude e um conjunto de peças provenientes do Convento, da Paróquia de São Lourenço de Azeitão, de várias instituições públicas e de colecções particulares.

 

Frei Agostinho da Cruz nasceu Agostinho Pimenta, em Ponte de Barca, no Alto Minho, e morreu em Setúbal. Aos 20 anos, o poeta da liberdade tomou uma opção de vida radical, tomando o hábito dos frades arrábidos. Foi noviço no Convento de Santa Cruz, em Sintra, passando a habitar, desde 1605, numa cela da Arrábida, como eremita.

 

Construído em 1539, o Convento da Arrábida foi fundado por Frei Martinho de Santa Maria, franciscano castelhano a quem D. João de Lencastre (1501-1571), primeiro duque de Aveiro, cedeu as terras da encosta da serra. Com a extinção das ordens religiosas, em 1834, o convento, as celas e as capelas dispersas pela serrania sofreram várias pilhagens e enormes estragos causados pelo abandono. Em 1863, a Casa de Palmela adquiriu o convento e, quarenta anos depois, em 1990, o seu então proprietário, Manuel de Souza Holstein Beck, vendeu o convento e a área envolvente, num total de 25 hectares, à Fundação Oriente, a única instituição, que, em seu entender, dava garantias de manter os mesmos valores com que, no século XVI, os seus antepassados o entregaram aos arrábidos.

 

A exposição “Frei Agostinho da Cruz e a espiritualidade da Arrábida” está patente até 17 de Maio e é comissariada por Ruy Ventura, poeta e investigador da obra de Agostinho da Cruz. As celebrações do IV Centenário da morte do Frei Agostinho da Cruz e dos 480 anos do seu nascimento prolongam-se até Maio.

 

Exposição “Frei Agostinho da Cruz e a espiritualidade da Arrábida”

Inauguração | 12 de Março | 18.30

Até 17 de Maio

Horário: terça-feira a domingo, 10.00-18.00

(à sexta-feira o horário prolonga-se até às 22.00)

Entrada gratuita

 

www.museudooriente.pt

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