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Cultura de Borla

A Cultura que não tem preço.

Artistas Unidos no arranque de 2020

A 15 de Janeiro, os Artistas Unidos estreiam A MÁQUINA HAMLET de Heiner Müller no Teatro da Politécnica. O espectáculo estará em cena de 15 de Janeiro a 22 de Fevereiro e conta com a interpretação de Américo Silva, André Loubet, Hugo Tourita, Inês Pereira, João Estima, João Madeira,João Pedro Mamede e José Vargas e encenação de Jorge Silva Melo.

No sábado, dia 18 de Janeiro, não haverá espectáculo e Jorge Silva Melo lê ÁJAX POR EXEMPLO de Heiner Müller com entrada livre, mediante reservas e sujeita à lotação da sala.

 

Em 2020, continua a digressão do espectáculo VIDAS ÍNTIMAS de Noël Coward com interpretação de Rúben Gomes, Rita Durão, Tiago Matias, Vânia Rodrigues e Isabel Muñoz Cardoso e encenação de Jorge Silva Melo. E até 25 de Janeiro, continua a exposição NESTES ÚTLIMOS TEMPOS de Jorge Gonçalves no Teatro Aveirense.

 

Voltamos às leituras de poesia EM VOZ ALTA.

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A MÁQUINA HAMLET de Heiner Müller Tradução Maria Adélia Silva Melo e Jorge Silva Melo Com Américo SilvaAndré LoubetHugo TouritaInês PereiraJoão Estima, João Madeira, João Pedro Mamede e José Vargas Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Música original João Madeira Luz Pedro Domingos Assistência de Encenação Inês Pereira Encenação Jorge Silva Melo M12

No Teatro da Politécnica de 15 de Janeiro a 22 de Fevereiro
3ª e 4ª às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | Sáb às 16h00 e 21h00

Quero habitar nas minhas veias, na medula dos meus ossos, no labirinto do meu crânio.
Heiner Müller, A Máquina Hamlet

Um homem ergue-se das ruínas da história para anunciar que foi Hamlet. Para escapar à violência cíclica e contínua da história, o passado é questionado e desconstruído. Longe da narrativa psicológica, a paisagem da revolução traída. "O slogan da era Napoleónica ainda se aplica: Teatro é a Revolução em marcha."

Ainda li este texto manuscrito, passado clandestinamente da antiga RDA até à casa de Jean Jourdheuil no Bolulevard St Germain, em Paris onde tantas noites ouvi Heiner conversar bebendo uísque e café até nascer o dia. Traduzi-o então (1977?), no rescaldo do 25 de Novembro, quando sobre os nossos desejos se erguia a asa da normalização democrática. Li-o vezes sem conta, voltei a traduzi-lo. E eis que chega a altura de o lembrar. De o fazer com actores novos com quem quero conversar sobre o que perdemos, o que quisemos, o que tentámos, o que traímos, o que não soubemos, o preço desta vida que lhes deixamos, e as mulheres. E claro, convosco, falar da Esperança, imensa Maldição. Volto a Heiner Müller como quem volta àquelas longas conversas na cozinha do Jean. “Olha, já é manhã! Temos de ir dormir!”


JSM

A MÁQUINA HAMLET de Heiner Müller Tradução Maria Adélia Silva Melo e Jorge Silva Melo Com Américo SilvaAndré LoubetHugo TouritaInês PereiraJoão Estima, João Madeira, João Pedro Mamede e José Vargas Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Música original João Madeira Luz Pedro Domingos Assistência de Encenação Inês Pereira Encenação Jorge Silva Melo M12

No Teatro da Politécnica de 15 de Janeiro a 22 de Fevereiro
3ª e 4ª às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | Sáb às 16h00 e 21h00

Quero habitar nas minhas veias, na medula dos meus ossos, no labirinto do meu crânio.
Heiner Müller, A Máquina Hamlet

Um homem ergue-se das ruínas da história para anunciar que foi Hamlet. Para escapar à violência cíclica e contínua da história, o passado é questionado e desconstruído. Longe da narrativa psicológica, a paisagem da revolução traída. "O slogan da era Napoleónica ainda se aplica: Teatro é a Revolução em marcha."

Ainda li este texto manuscrito, passado clandestinamente da antiga RDA até à casa de Jean Jourdheuil no Bolulevard St Germain, em Paris onde tantas noites ouvi Heiner conversar bebendo uísque e café até nascer o dia. Traduzi-o então (1977?), no rescaldo do 25 de Novembro, quando sobre os nossos desejos se erguia a asa da normalização democrática. Li-o vezes sem conta, voltei a traduzi-lo. E eis que chega a altura de o lembrar. De o fazer com actores novos com quem quero conversar sobre o que perdemos, o que quisemos, o que tentámos, o que traímos, o que não soubemos, o preço desta vida que lhes deixamos, e as mulheres. E claro, convosco, falar da Esperança, imensa Maldição. Volto a Heiner Müller como quem volta àquelas longas conversas na cozinha do Jean. “Olha, já é manhã! Temos de ir dormir!”

JSM

ÁJAX POR EXEMPLO de Heiner Müller Tradução João Barrento por Jorge Silva Melo M12

No Teatro da Politécnica a 18 de Janeiro
Sáb às 19h00 | Entrada livre
(Sujeito à lotação da sala)

Eu dinossauro não de Spielberg estou sentado
Pensando na possibilidade
De escrever uma tragédia.

Heiner Müller, Ájax por Exemplo

Ájax por exemplo é um longo poema (169 versos) – ou um longo monólogo, sendo praticamente impossível distinguir as duas formas – sinuoso e descontínuo no seu desenvolvimento, e ao mesmo tempo familiar e erudito pela sua matéria. A primeira linha que o atravessa é a da poesia de circunstância: é a confidência de um escritor que, num quarto de hotel, entre um aparelho de televisão e uma janela que dá para a parte ocidental da nova Berlim, pensa escrever uma tragédia.

 

 

VIDAS ÍNTIMAS de Noël Coward Tradução Miguel Esteves Cardoso Com Rúben Gomes, Rita Durão, Tiago Matias, Vânia Rodrigues e Isabel Muñoz Cardoso Cenografia Rita Lopes Alves e José Manuel Reis Figurinos Rita Lopes Alves Som André Pires Luz Pedro Domingos Assistência de Encenação Nuno Gonçalo Rodrigues Encenação Jorge Silva Melo Produção Artistas Unidos Co-Produção Teatro Nacional São João, Centro Cultural de Belém M12

 

Na Póvoa de Varzim, no Cine-Teatro Garrett a 4 de Janeiro de 2020

Em Setúbal, no Fórum Municipal Luísa Todi a 11 de Janeiro de 2020

Em Braga, no Theatro Circo a 24 de Janeiro de 2020

Em Santarém, no Teatro Municipal Sá da Bandeira a 1 de Fevereiro de 2020

Em Leiria, no Teatro José Lúcio Silva a 6 de Fevereiro de 2020

Em Coimbra, no Convento São Francisco a 8 de Fevereiro de 2020

Em Viana do Castelo, no Teatro Sá de Miranda a 15 de Fevereiro de 2020

Em Viseu, no Teatro Viriato a 21 e 22 de Fevereiro de 2020

No Teatro-Cine de Torres Vedras a 28 de Fevereiro de 2020

Em Torres Novas, no Teatro Virgínia a 29 de Fevereiro de 2020

No CCB – Centro Cultural de Belém de 4 a 9 de Março de 2020

 

AMANDA É preciso ser tão antipático?

ELYOT É sim senhora, muito preciso mesmo. Em toda a minha vida nunca tive tanta vontade de ser antipático.

Noël Coward, Vidas Íntimas

 

Uma comédia clássica, sofisticada, sobre as vicissitudes do casamento e do divórcio. Uma análise cínica e aparentemente descomprometida das relações.

 

 

"A frivolidade só é frívola para aqueles que não são frívolos", diz a Madame De na obra-prima de Max Ophüls. E podia aplicar-se a este teatro de dinner jackets, champanhe, rosas, camélia e muita malícia. Mas vistas agora estas Private Lives são uma das mais cruéis análises das relações matrimoniais. Sob a doçura de uma primavera na Cote d´Azur quanto veneno, quanta maldade, quanto amor perdido? Uma obra-prima que queremos revisitar, um grande autor "menorizado" e fundamental. Depois de Pinter, Williams, Miller, quem? E com um sorriso de compreensão pelas fraquezas humanas.

Jorge Silva Melo

 

NESTES ÚLTIMOS TEMPOS de Jorge Gonçalves

 

No Teatro Aveirense de 6 de Dezembro a 4 de Janeiro

 

São retratos, são cenas de peças, são planos gerais, são cenas de conjunto, são momentos. Jorge Gonçalves fotografa-nos  desde 1998. E agora, depois de exposição do Teatro da Politécnica, começamos a mostrá-los nos locais nossos amigos. Tanta gente, nestes últimos tempos. Com o coração.

Jorge Silva Melo

 

 

EM VOZ ALTA

os nossos poetas

leituras de poesia portuguesa pelos Artistas Unidos

 

Eu gosto de ler em voz alta, eu gosto de ouvir poesia lida pelos actores com quem trabalho, eu gosto de poesia lida para várias pessoas, eu gosto de leituras de poesia, ver gente, sentir gente à volta das palavras suspensas do poeta.

 

Em Setúbal, na Casa da Cultura, às 21h30:

30 de Janeiro de 2020 – Sophia de Mello Breyner Andresen por Lia Gama e Jorge Silva Melo
26 de Março de 2020 - Marcos Foz e Sebastião Belfort Cerqueira por Nuno Gonçalo Rodrigues e Jorge Silva Melo
28 de Maio de 2020 - Jose Gomes Ferreira por Maria João Luís e João Meireles
30 de Julho de 2020 - Ramos Rosa por Lia Gama e Luís Lucas
24 de Setembro de 2020 - Castro Mendes por Jorge Silva Melo
26 de Novembro de 2020 - Fernando Assis Pacheco por Manuel Wiborg e Jorge Silva Melo

 

Em Cascais, na Casa Sommer, às 18h30:

25 de Janeiro de 2020 - Sophia de Mello Breyner Andresen por Lia Gama e Jorge Silva Melo
15 de Fevereiro de 2020 - Antonio Ramos Rosa por Luís Lucas e Lia Gama
21 de Março de 2020 - António Franco Alexandre por Luís Lucas e Catarina Wallenstein
18 de Abril de 2020 - José Gomes Ferreira por João Meireles e Maria Joao Luís
20 de Junho de 2020 – Carlos Oliveira por Luís Lucas e Jorge Silva Melo
19 de Setembro de 2020 - Luís Filipe Castro Mendes por Lia Gama e Jorge Silva Melo
24 de Outubro de 2020 - Fernando Assis Pacheco por Manuel Wiborg e Jorge Silva Melo
21 de Novembro de 2020 - Manuel Resende por Jorge Silva Melo e Nuno Gonçalo Rodrigues

 

 

A VOZ DOS POETAS

E na Biblioteca da Imprensa Nacional (Rua da Escola Politécnica) vamos ler poesias de alguns poetas editados pela INCM. Porque gostamos de dar a voz aos poetas, voz alta.

 

20 de Janeiro de 2020 - Sophia de Mello Breyner Andresen por Lia Gama e Jorge Silva Melo
16 de Março de 2020 - Marcos Foz por Nuno Gonçalo Rodrigues e Jorge Silva Melo
18 de Maio de 2020 - Vitorino Nemésio Andamento Holandês por Lia Gama e Luís Lucas (elenco a confirmar)
21 de Setembro de 2020 - Sebastião Belfort Cerqueira por Nuno Gonçalo Rodrigues e Jorge Silva Melo

 

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